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História Fica Comigo? - Tobidei X Sasodei - Capítulo 1


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Notas do Autor


E aí, tropa. Tudo bom?

Bom, para quem acompanhava esta história antes saiba que eu vou reescrevê-la. Eu gosto tanto dela, mas antigamente não tinha inspiração nenhuma para continuar e acabei decidido apagá-la. Só que hoje, aleatoriamente enquanto eu tomava banho, surgiu umas ideias boas. Então eu pensei "porque não???"

Para quem acompanhava antes, a história continuará sendo a mesma. Somente alguns coisas pequenininhas irão ser alteradas. Espero que gostem da nova versão. Boa leitura! ♥️

Capítulo 1 - Prólogo


A turma inteira estava eufórica. Muitos puxando o saco do professor dizendo que ele era o melhor de todos e que ninguém jamais chegaria aos pés dele, outros pulavam em cima das mesas gritando empolgados com a viagem de fim de ano que será daqui a dois dias antes da nossa formatura no final do mês.

Eu estava sentado no fundo da classe de braços cruzados na costumeira pose de foda-se, observando toda a algazarra em silêncio enquanto encarava de vez em quando o meu querido professor filho da puta conversar com os demais alunos, sorrindo descaradamente para mim com aquela arrogância idiota no olhar.

Minha vontade é matá-lo explodido em mil pedaços ao mesmo tempo que quero sentar nele até não sentir mais minhas pernas e ficar sem andar direito por uma semana. É um misto de emoções complicadas.

— E aí, Deidara? Tudo pronto pra pegar geral e beber todas em Cancún? — Hidan puxou uma cadeira qualquer sentando do meu lado, todo empolgado.

— Tanto faz. — Disse desinteressado.

— O que você tem? Você era o que estava mais animado.

— Tô com fome. — Menti, voltando a olhar a bagunça que a sala de aula virou.

— Melhor eu dar no pé então. — Hidan saiu apressado, sumindo da minha vista.

Ele me conhece desde os sete anos de idade e sabe o quanto eu fico irritado quando estou de barriga vazia, mas essa não é a razão para eu estar com cara de maracujá seco o dia todo. É somente a droga de um sentimento de perda de algo que no final das contas nunca foi meu.

Eu sou um verdadeiro idiota. Primeiro por aceitar sem objeções ser amante do cretino arrogante do meu professor de química Obito Uchiha e segundo por ter me apaixonado por ele.

Nessa merda de escola existe uma regra muito rígida, onde especifica bem a proibição entre qualquer tipo de relação entre alunos e professores para não misturar o posto de cada um na hierarquia.

Eu sempre achei essa regra ridícula. Afinal, quem eles pensam que são para nos obrigar a fazer alguma coisa? Nossos pais? Ridículo. Se eu quero pegar a merda de um professor, eu pego e pronto. Nenhuma regra absurda tirada do cu vai me impedir de fazer o que eu quero. E foi com esses pensamentos que eu me fodi completamente.

Para manter minha fama de "delinquente" viva, resolvi passar por cima dessa restrição e pegar um professor. Quem foi meu alvo? Obito Uchiha, mas especificamente, Tobi.

De cara ele sabia quais eram minhas segundas, terceiras e quartas intenções com ele e por incrível que pareça ele não me cortou me mandando parar com aquela pouca vergonha. Tobi veio para cima de mim todo feliz, dizendo que não aguentava mais me ver fazendo o sonso.

Eu não entendi nada, mas depois de um tempo analisando a situação toda percebi que ele me dava muito mole e eu nunca havia percebido. Também não tinha como eu perceber. Tobi sempre teve um jeito muito descontraído de tratar todo mundo, então achei que comigo não era diferente.

Com o passar do tempo nós nos envolvemos. Era tudo muito sigiloso e tranquilo. Claro que tínhamos aquele medo de alguém descobrir e Tobi perder tudo por se envolver com um aluno, mas nunca deixamos isso nos afetar muito. Estávamos juntos e era somente aquilo que importava. Pelo menos até eu descobrir que o arrombado era casado.

O sinal bateu indicando a saída de todos os estudantes do prédio. Meus colegas de classe saíram apressados e ouvi alguns amigos me chamar para ir encontrá-los na lanchonete da esquina quando eu sair.

Levantei preguiçosamente recolhendo todos os meus pertences da mesa sem pressa.

— Deidara. — A voz grossa e áspera de Tobi ecoou na sala vazia, fazendo eu ficar imóvel e encolhido no lugar. — Precisamos conversar.

Ouvi a porta ser fechada e trancada, seguida de passos lentos em minha direção.

O cretino teve a audácia de envolver seus braços fortes na minha cintura, me apertando contra si em um abraço de urso caloroso e apertado. Tobi apoiou o queixo na curva entre meu ombro e pescoço, lançando a respiração quente naquela região onde ele sabe que é meu ponto fraco.

Tentei afastá-lo, mas estava preso e ele demonstrava não estar nenhum pouco disposto a me soltar mesmo se eu fizesse um escândalo.

Respirei fundo procurando paciência para atura-lo enquanto esperava ele abrir a boca e dizer tudo que tinha que dizer.

— Porque não me atende mais? — Perguntou com a voz rouca próximo do meu ouvido, deixando minhas pernas bambas. — Estou com saudades de você, loirinho — Beijou minha bochecha carinhosamente, virando meu corpo para ficar de frente para si.

Não ousei olhá-lo nos olhos, eu não aguentaria. Começaria a chorar igual um bebê e acabar revelando minhas fraquezas, dando a ele uma nova brecha para me manipular outra vez.

— Deidara?

— Sai de perto de mim. — Rosnei trincando os dentes, tentando afastá-lo.

— O que você tem, bebê? Eu fiz alguma coisa errada? — Tobi perguntava na maior cara de pau do mundo.

— Você só pode estar de brincadeira. — Forcei um sorriso, me negando a acreditar que ele seria filho da puta a esse nível.

— Qual o problema?

— Você é o problema, seu verme! — Consegui afastá-lo o empurrando para longe. — Você não vale nada, Tobi. É um cretino vazio de merda que gosta de brincar com os sentimentos das pessoas!

— Isso não é verdade. — A cara do miserável nem treme. — Eu nunca faria isso, ainda mais com você. Eu amo você.

Parte de mim queria acreditar em suas palavras, eu também o amava apesar de tudo. Eu poderia perdoá-lo se ele estivesse sendo honesto pela primeira vez comigo e se separasse de uma vez por todas do seu marido ficando apenas comigo. Mas Tobi nunca fará isso.

Não é o estilo dele ficar com uma pessoa só, ele precisa de várias aos seus pés para massagear seu ego enorme.

— Ama porra nenhuma. — Murmurei quebrado ficando com os olhos cheios de lágrimas. — Você não ama ninguém, só a si mesmo.

— De onde tira tanta merda, Deidara?

— Você é um sonso do caralho. — Sorri debochado, tentando mandar a vontade idiota de chorar para o inferno. — Nunca mais chegue perto de mim.

— E porque não?

— Porque eu disse que não!

— Eu sou o professor aqui, loirinho. — Andou vagarosamente em minha direção, colocando os braços na mesa atrás de mim me deixando encurralado. — Eu mando e você obedece. É assim que funciona.

— Você que pensa. — Sorri fraco balançando a cabeça em negação.

— Ah, é? — Tobi segurou meu rosto firmemente me obrigando a encará-lo.

Tentei impedir que isso acontecesse, mas ele foi mais rápido segurando meus pulsos com a outra mão livre. Me deixando preso, completamente sem saída, olhando perdido seus olhos negros.

Eu queria bater nele, gritar com ele e colocar para fora toda frustração que ando sentindo desde o dia que descobri que ele era casado e aceitei ser seu amante. Eu também tenho culpa por me sujeitar a esse tipo de situação embaraçosa por amá-lo mais que a mim mesmo, mas no instante em que eu passar por aquela porta isso irá mudar.

— Me deixa em paz, Tobi. — Pedi suplicante sentindo os olhos ficarem marejados. — Não vê o quanto me faz mal?

— Eu vejo. — Assentiu suspirando cansado.

— Então porque não me deixa ir embora? Me forçar a ficar só fará as coisas serem mais difíceis.

— Eu não posso, simplesmente não posso. — Negou com a cabeça, limpando com o polegar algumas lágrimas que desciam por meu rosto. — Sabe porque? Porque eu sou um egoísta do caralho e não quero ficar sem você e te imaginar com outra pessoa acaba comigo. Eu sei que não tenho direito nenhum de exigir exclusividade, eu não mereço isso. Assim como não mereço você, loirinho.

Tobi sorriu fraco desenhando minha boca com o polegar.

— Mas eu preciso de você. — Arregalei os olhos com sua confissão baixa contra meus lábios. — Fica comigo, por favor. Eu não aguento mais ficar sem você.

— Eu fico se você ficar só comigo. — Indaguei esperançoso mesmo sabendo que a resposta seria a que eu já esperava.

Tobi nunca largaria Kakashi Hatake para ficar comigo. Porque ele deixaria um homem lindo, refinado, rico, educado e simpático por um pirralho estressado e boca suja?

— Eu não posso. — Respondeu entristecido afastando-se de mim, ficando de costas. — Me desculpe.

Assenti não muito surpreso pela resposta, limpando o rosto e abrindo um sorriso animado forçado.

— Não desculpo não, mas tudo bem. Você não será o primeiro e muito menos o último a acabar comigo. — Soltei uma gargalhada baixa, pegando minha mochila e passando por ele depressa para ir embora.

Tobi agarrou minha cintura fazendo nossos corpos se chocarem bruscamente. Eu mal tive tempo de tentar pará-lo quando senti seus lábios rosados tocarem os meus, tão necessitados, com tanta saudade, que eu não aguentei e me rendi.

Larguei a bolsa em qualquer lugar do chão, deixando Tobi me guiar para onde bem entendesse.

Ele cobriu meu corpo inteiro com o seu me imprensando contra a parede, atacando minha boca com fome querendo devorá-la.

Eu não estava muito diferente dele. Queria Tobi em cima de mim me levando a loucura do jeito que só ele sabe.

Separamos nossas boca por falta de ar, ficando encarando um ao outro por alguns minutos tentando recuperar o fôlego.

Eu estava fraco demais aquela altura. Meu corpo estava mole em seus braços e eu não conseguia pensar em nenhuma outra coisa que não fosse tê-lo comigo mais uma vez, esquecendo dos problemas e preocupações do mundo. Sendo só nós dois novamente.

— Isso não é certo. — Murmurei desviando o olhar para qualquer coisa que não fosse o Tobi. — N-não podemos mais fazer isso.

— É o único jeito de ficarmos juntos, loirinho.

— Eu não vou ser seu brinquedinho, idiota! — Gritei furioso por dentro e magoado por fora.

Então era isso que eu era para ele? Um brinquedo? Um passatempo legal enquanto seu marido não está por perto? Eu posso ter me transformado em um trouxa chorão do caralho depois conhecê-lo, mas agora objeto descartável e reutilizável de jeito nenhum.

Eu mereço muito mais que essas migalhas pisadas que ele me dá com tão pouco caso.

— Sai de perto de mim, Tobi.

— Deidara... — Murmurou revirando os olhos impaciente. — De novo isso?

— Sai! — Gritei furioso fazendo ele ficar surpreso e imóvel.

Passei a língua nos lábios o empurrando e me recompondo o mais longe possível dele.

Arrumei meus cabelos e roupas desalinhadas, pegando minha mochila do chão e colocando nas costas.

Antes de sair, virei para Tobi que permanecia imóvel me olhando com curiosidade.

— Eu não preciso mais de você. Pode ficar com seu marido corno que eu não tô nem aí. Vou encontrar alguém que me dê valor de verdade, amor de verdade e carinho de verdade. Alguém onde eu vou sentar o dia inteiro e será somente meu! — Declarei em uma seriedade e certeza invejável, dando as costas jogando o cabelo para trás e seguindo meu caminho.

Não era mentira. Eu poderia encontrar por aí alguém muito melhor que ele e que me valorize como eu mereço.

Tobi verá só. Eu esfregarei na cara dele que posso muito bem ser feliz sem ele, sem ser uma mera opção. 


Notas Finais


Capítulo não revisado, perdoem qualquer erro.

O que acharam? ♥️


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