História Fica Comigo - Capítulo 28


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Categorias Originais
Tags Adultério, Drama, Homossexualidade, Lésbico, Yuri
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Palavras 1.751
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Entre ontem e hoje a produtividade tá grande! auehueahuhae

Obrigada mais uma vez à todos que favoritam e principalmente àqueles que comentam! Fico muito feliz lendo cada comentário e como já disse antes, vocês me ajudam mais do que imaginam!

Espero que gostem! ;*

Capítulo 28 - Suspeitas


Acordei às 07:00 com o barulho irritante do despertador do meu celular ecoando pelo quarto e tive vontade de arremessá-lo na parede, a última coisa que eu queria era sair dos braços da Fê para que ela fosse para o seu colchão. 
       ​Como nenhuma das duas queria dormir separadas ontem, resolvemos que o melhor seria dormirmos juntas e programarmos o despertador em um horário em que meus pais ainda estivessem dormindo para que ela voltasse para o colchão, assim evitaríamos que minha mãe ou meu pai nos vissem dormindo juntas e começassem a fazer perguntas desnecessárias, na melhor das hipóteses. 

 

- Não quero sair daqui. - falou com uma voz manhosa ao me puxar para mais perto. 

- Mas você tem que sair, Fê... - respondi ao desligar o despertador - Já imaginou se meus pais vêm me chamar e nos pegam assim? 

- E daí? Nós estamos vestidas, não é? - deu de ombros. 

- Sim, estamos... Mas como você iria explicar essa sua mão no meu peito? - dei uma risada ao me dar conta que sua mão envolvia meu seio direito.

- Não saberia opinar... - falou divertida - Não tô sentindo minha mão. É essa daqui? - ouvi o sorriso na sua voz enquanto ela apalpava meu seio, brincando com meu bico rijo por entre os dedos. 

- Uhum... - foi o que consegui responder ao fechar os olhos para aproveitar aquele toque ignorando qualquer coisa ao meu redor que não fosse o calor da sua mão, era incrível a facilidade que ela tinha de acabar com meu discernimento. 

- Eu adoraria te comer agora - começou a se levantar - mas tenho quase certeza de que ouvi algum barulho no corredor... - me deu um beijo rápido e foi para o colchão sorrindo da cara de frustrada que eu provavelmente fiz. 

 

Acordei algumas horas mais tarde com o meu celular vibrando avisando que eu havia recebido uma mensagem e era a Lê falando que estava vindo pra casa porque queria saber o que tinha acontecido ontem a noite depois que ela tinha saído. 
          Levantei da cama e fui até o colchão decidida a acordar a Fernanda, mas ao vê-la dormindo tão quietinha e pacífica desisti da ideia. Acabei descendo logo em seguida e vi a Lê já na cozinha conversando com a minha mãe e me olhando em expectativa enquanto eu me servia de cereal. 

 

- E aí? - me perguntou baixo sem esconder a curiosidade quando sentei na mesa ao seu lado. 

- Não vou te contar... - respondi no mesmo tom baixo observando minha mãe de costas lavando a louça. 

- Esse chupão já me conta... - indicou a marca que a Fernanda tinha feito de propósito e da qual eu tinha esquecido totalmente - Mas eu quero saber os detalhes sórdidos! - a expectativa dela chegava a ser engraçada. 

- Não vou te contar! - disse soltando meu cabelo e escondendo o chupão - Você não merece depois do que fez ontem! - disse sorrindo em desafio. 

- Ah, não? - semicerrou os olhos e deu um sorriso quase maquiavélico - Luh, por que você cortou suas unhas curtinhas assim? Elas eram tão bonitas! - comentou alto para que a minha mãe ouvisse. "Filha da puta!"

- É mesmo, filha! - minha mãe se virou para nós - Você sempre teve unhas cumpridas e tão bonitas... 

- É que tava quebrando muito.. - olhei para a Lê que se esforçava para segurar uma risada e quis matá-la - Me falaram que se deixar curta durante um tempo ela fortalece, então tô testando. - não fazia ideia se aquilo era verdade ou não mas era o que tinha pra agora. 

- Mãe, vou com a Lê lá pro escritório do pai mostrar um livro que eu tinha comentado com ela... - arrastei a Letícia pelo braço mas a vontade era de arrastá-la pelos cabelos.
           Depois da Letícia ter rido da minha cara por uns bons 15 minutos eu acabei contando sobre a ceia, sobre a conversa que tivemos e sobre o "pedido" mas deixei de entrar nos detalhes sórdidos do resto da noite, para a decepção da Lê. 

 

-- x -- 

 

Subi para o meu quarto para acordar a Fê depois da Letícia ter ido embora para chamá-la, afinal já era quase hora do almoço e quando entrei no meu quarto não encontrei a Fê, apenas reparei que seu colchão estava arrumado. 

 

- Filha...? - minha mãe entra no quarto logo depois - Posso conversar com você? 

- Claro. - me sento na cama - A senhora viu a Fê? - não consigo conter minha curiosidade quando o assunto é ela. 

- Deve ter saído. Ela não ficou com uma cara muito boa quando disse que você tava no escritório com a Lê, acho que o santo das duas não bateu. - deu de ombros e suspirei pensando que ia ter que explicar pra ela que a Letícia só gostava mesmo de zoar com ela e que não tinha nada entre nós. 

- E sobre o que a senhora quer conversar comigo? - perguntei desconversando. 

- É sobre a Fernanda. - ela sentou na cadeira e apoiou as mãos no colo - Ela é meio estranha - disse por fim.

- Estranha, como? - perguntei sem entender muito bem onde ela queria chegar, sabia que a Fê passava longe do que a minha mãe consideraria uma amiga ideal para mim mas até a Lê tinha que virar uma menina exemplar quando estava na frente dos meus pais.  

- Ela já deu em cima de você? - minha mãe perguntou séria me encarando.

- O quê? - fiquei em choque com aquela pergunta, minha mãe normalmente era super discreta - Não, lógico que não! - falei tentando fingir indignação. 

- Então você não deixou de trazer o Beto só por causa dela? - ergueu uma das sobrancelhas e me encarou desconfiada, eu realmente não estava gostando do caminho que aquela conversa estava seguindo. 

- Não! Eu só trouxe ela porque ele não pôde vir e porque eu tenho dó... Ela não tem ninguém para passar as festas, se ela morrer só vão encontrar o corpo duas semanas depois! - menti na cara de pau e ainda tentei exagerar para ver se eu a convencia e ela parava com aquele interrogatório. 
            Lógico que era mentira - quando o Beto tinha comentado que iria passar as férias com a família dele eu sequer tinha feito o convite para ele passar aqui em BH e de qualquer modo eu preferiria passar com a Fê do que com o Beto, apesar de saber o quão fodido é isso. 

- Então entre vocês é só amizade? - me perguntou parecendo um pouco mais aliviada e aquilo já estava me irritando. 

- Sim... - dei de ombros e em tese não era mentira. 

- Você tá me falando a verdade né? 

- SIIIM! Eu amo meu namorado e gosto de pau! - me irritei e respondi do jeito mais grosseiro que eu consegui imaginar, teria falado que era uma freira se isso pusesse fim àqueles questionamentos - Satisfeita? 

- Luíza! - falou surpresa ao se levantar da cadeira - Não precisa ser vulgar, você está falando com a sua mãe e não com a Letícia! Eu só me preocupo com você, querida... - disse ao me abraçar - Sei que tem muita gente que acaba indo pro mau caminho quando entra na faculdade... Vem, vamos almoçar. 

 

-- x -- 

 

Me sentei na mesa completamente sem fome depois da discussão com a minha mãe - por algum motivo louco eu só queria ver a Fê e poder abraçá-la para tirar essa sensação de mal estar que sentia por ter falado aquelas mentiras e apesar de eu ter noção de que foi necessário falar aquelas coisas eu tinha a impressão de ter traído sua confiança.
          Minha mãe estava com a maior cara de paisagem do mundo como se nada tivesse acontecido, ficava puxando assunto com meu pai falando coisas aleatórias e sorrindo, provavelmente estava muito mais feliz agora que tinha escutado o que queria. 
         Enquanto estava imersa em pensamentos jogando a comida, que parecia insossa, de um lado para o outro no prato só para ver a Fê descer as escadas com a sua mala a tiracolo. 

 

- O meu chefe me ligou e aconteceram alguns problemas no estágio... - disse com um sorriso fraco - Eu vou precisar voltar antes pra São Paulo, mas agradeço muito a hospitalidade de vocês! - disse dirigindo-se aos meus pais, cumprimentando-os em seguida. 
           "PUTA MERDA, será que ela ouviu a conversa que eu e a minha mãe tivemos?" foi o meu primeiro pensamento e senti meu peito apertar com essa possibilidade. Mas minha mãe disse que ela tinha saído e de qualquer modo ela não estava no quarto durante a conversa, eu tinha checado.

- Tchau, Luh! - me deu um rápido beijo na bochecha me trazendo de volta para a realidade e logo começou a andar em direção à porta. 

- Pera aí! - me levantei a seguindo e tive a sensação de que ela começou a andar mais rápido - Agora é recesso forense, não tem como protocolar nada. - consegui alcançá-la quando ela já estava abrindo a porta do carro. 

- Tem o plantão... - deu de ombros entrando no carro mas impedi que fechasse a porta. 

- Fernanda... - fiquei encarando-a sem saber o que falar, paralisada com a possibilidade dela ter escutado a conversa com a minha mãe. 

- Luíza... - ela suspirou e me encarou magoada - Eu não sou obra de caridade pra precisar da sua dó. - tirou minha mão que segurava a porta, fechando-a e ligando o carro em seguida. 

 

Me sentia enjoada e com o peito apertado ao ver com os olhos marejados o carro dela se afastar, ela tinha ouvido tudo - não só a parte em que eu falava que tinha dó dela mas também a parte em que eu falei que amava o Beto ou que ela era sozinha... 
          Eu tinha estragado o que nós tínhamos e honestamente não sei se teria conserto, não sei se ela acreditaria em mim quando eu tentasse explicar que tudo aquilo era mentira. Minha vontade era de me jogar na cama e me acabar de tanto chorar mas nem isso eu podia fazer porque iria suscitar mais perguntas por parte da minha mãe, por isso quando me dei conta já estava indo para a casa da Letícia. 


Notas Finais


¯ \ _ (ツ) _ / ¯


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