História Fica Comigo - Capítulo 29


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Tags Adultério, Drama, Homossexualidade, Lésbico, Yuri
Visualizações 300
Palavras 1.414
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Tive o feeling de que vocês não curtiram muito o capítulo anterior e de que talvez não curtam muito esse também... .-.

Espero que não fiquem bravos comigo, porque adoro escrever pra vocês...

P.S.: gente a história está se passando num passado relativamente recente (2012/2013) porque se a fic seguir do jeito que imagino a 'segunda parte' irá se passar em 2018 - ou seja, é só por motivo de cálculo mesmo.

Capítulo 29 - Machucados


Hoje era dia 04 de janeiro de 2013, uma sexta-feira ensolarada. Eu não tinha notícias da Fê desde que ela tinha ido embora no dia 25 por causa da conversa que tive com a minha mãe - acabei me dando conta que provavelmente ela estava no banheiro escutando em primeira mão todas as mentiras que eu contava.

 

Eu quis voltar para São Paulo naquele mesmo dia mas a Letícia tinha me convencido a dar um tempo para que ela esfriasse a cabeça e conseguisse pôr os pensamentos no lugar, então aqui estava eu no ônibus voltando apenas no dia 04.
      Mandei inúmeras mensagens no whatsapp mas não sabia se ela tinha visualizado e tinha tentado ligar mas só dava caixa postal, provavelmente ela tinha bloqueado meu número - mas hoje eu iria pôr todo aquele assunto em pratos limpos com ela, tanto para o bem ou para o mal. 

Apesar do dia estar lindo eu me sentia quase depressiva, eu estava com medo dela se recusar a me ouvir, de não acreditar em uma palavra do que eu dissesse ou de simplesmente terminar a nossa amizade e se afastar - acho que eu conseguiria lidar se ela escolhesse sermos somente amigas mas não conseguia imaginar minha vida sem a Fê, não mais. 
          Toda vez que eu me lembrava de todas as mentiras que fui praticamente obrigada a falar para a minha mãe e do olhar ressentido da Fê ao ir embora, chego à conclusão de que não consigo sequer imaginar como deve ter sido horrível para ela ter que ouvir tudo aquilo.

 

-- x -- 

 

Assim que desci do táxi em frente do meu prédio em São Paulo senti meu estômago enjoado e um arrepio desconfortável na espinha. "Agora era a hora da verdade!" pensei ao entrar no prédio e ir direto para o seu apartamento com mala e tudo. 
          Tirei meu chaveiro do bolso e ao pegar a chave da sua casa me senti apreensiva pelo o que estava por vir, afinal não sabia nem mesmo se aquela chave ainda estaria comigo no fim do dia. Ao abrir a porta pensei que na pior das hipóteses ela estaria transando com a Camila no sofá e na melhor das hipóteses iríamos ter uma discussão monumental por algumas horas sendo que no fim eu a convenceria de que era tudo mentira. 

Logo que entrei no apartamento chutei umas contas que haviam sido entregues e vi a luz da sala acesa o que estranhei, uma vez que ainda era de dia, e reparei que a TV estava ligada em um canal aleatório. Ao andar pela casa vi uma casca de banana podre em cima da pia que por sua vez estava com a cuba lotada de louça com aquele cheiro de água parada.
          Honestamente parecia que ninguém pisava lá havia pelo menos dois dias e fiquei preocupada, então resolvi ligar para a Ana, afinal ela era a melhor amiga da Fê e provavelmente sabia onde ela estaria. 

 

- Oi, Luh - a Ana atende depois do que me pareceu ser muito tempo - Tudo bem com você? Feliz Ano Novo atrasado! - deu uma risadinha

- Obrigada, pra você também... - falei rápido, normalmente eu não seria tão direta mas estava com pressa - Ana, você sabe onde a Fê tá? Eu tô no apartamento dela e parece que ela não vem aqui faz uns dois dias, pelo menos. - sentia minhas mãos suando de nervoso. 

- Ela tá no hospital... 

- O quê?! - sentia meu coração querer sair pela boca - O que houve? Qual hospital? Ela tá bem? - fiz uma saraivada de perguntas sem sequer respirar. 

- Ela tá no Samaritano, acho que é perto de vocês... - ela respondeu me deixando indignada com a calma que aparentava - Não entendi muito bem o que houve mas ela está bem sim. 

- Okay, tchau! - desliguei na cara dela, tamanha era minha pressa de chegar no hospital. 

 

-- x -- 

 

Cheguei no Samaritano em uns 10 minutos que pareceram não ter fim e já logo me apresento na recepção como irmã dela, torcendo para que não pedissem meus documentos, pois do jeito que ela estava me evitando era provável que barrasse minha entrada se estivesse consciente - "é claro que ela está consciente, para de ser pessimista Luíza!" me repreendi mentalmente. 

 

- Posso pôr você como contato de emergência? - a recepcionista me pergunta me tirando dos meus pensamentos. 

- Claro, pode sim! - respondi - Só que acho que esqueci meus documentos, têm problema? - pergunto enquanto finjo tatear meus bolsos a procura dos 'documentos' de modo dramático. 

- Não, só preencha esse formulário para que eu consiga passar os dados para o sistema depois. - disse ao me entregar uma folha e uma caneta. 

 

Depois de devidamente preencher o formulário do contato de emergência da minha 'irmã', a minha passagem é liberada e sou informada que ela está no quarto 203 localizado no segundo andar. 
        As leis da física e do tempo como conhecemos devem ter sofrido alguma alteração desde aquela ligação da Ana porque nunca vi as coisas demorarem tanto para acontecer - o tempo que levei para percorrer o caminho da recepção ao quarto da Fê pareceu eterno. 

Quando abri a porta vi a Fê deitada na cama dormindo e reparei que ela usava uma tipoia no braço esquerdo e que tinha um hematoma enorme no rosto perto da testa - pelo menos parecia que não era tão sério, exatamente como a Ana tinha falado. 
           Entrei devagar no quarto tentando fazer o mínimo de barulho possível para não atrapalhar o seu sono que parecia ser tranquilo e quando fiquei ao seu lado pude ver que seu rosto estava inchado e que aparentemente ela sentia dor no braço pois ao se remexer fez uma careta de dor mesmo dormindo - não resisti e tive que tocar sua mão, acho que talvez mais por minha causa, para que eu me acalmasse, do que por causa dela. 

 

- Cah? - perguntou sem abrir os olhos e senti meu coração apertar ao ouvir aquele nome. 

- Não, é a Luh... - apertei sua mão de leve quando ela abriu os olhos me encarando sem esboçar qualquer reação - O que aconteceu com você, Fê? 

- O que você tá fazendo aqui? - respondeu minha pergunta com outra com um semblante confuso. 

- A Ana me falou que você estava no hospital e eu vim assim que fiquei sabendo... - expliquei com calma - Sei que você queria a Camila aqui, mas das suas duas amigas que estão em São Paulo sou eu quem tem pra hoje... - falei tentando esconder como fiquei ressentida com aquilo  - A viagem dela era hoje, ela deve estar no aeroporto já. - comentei ao me lembrar que ela iria pra França ver os tios hoje. 

- Ela não é minha amiga... - me encarou de um jeito estranho, quase me analisando e cheguei à conclusão de que ela só podia estar confusa por causa dos remédios.

- Por que, vocês brigaram? - sei que era errado eu ter a capacidade de me sentir feliz em um hospital com a minha amiga toda ferrada mas não pude evitar e então a vi negando com a cabeça e fazendo uma careta de dor por causa do movimento. 

- Ela é minha namorada... - eu sempre achei que as pessoas que falavam coisas como 'senti meu coração se partindo' eram exageradas mas acabei de mudar de opinião; pude sentir meu coração despencar para o meu estômago que em resposta ficou enjoado no mesmo instante - Pensei no que você falou com a sua mãe sobre eu não ter ninguém na vida e vi que você estava certa. - ela me encarava com aqueles olhos azul esverdeados que normalmente eu adorava ver mas que naquele momento pareciam me fazer sofrer ainda mais. 

- Fê, sobre aquilo... - talvez ainda houvesse tempo de corrigir aquela situação e de explicar tudo - Eu... 

- Luíza, eu não quero voltar nesse assunto, por favor! - falou muito séria e odiei como meu nome soou naquele instante - E eu definitivamente não quero que demorem duas semanas para encontrarem meu corpo... - sorriu ao me encarar com a mágoa estampada em seu rosto - Sério, vamos esquecer tudo e acabou esse assunto! - senti meus olhos encherem d'água ao perceber que talvez essa frase pudesse ter mais de um significado e só pude concordar. 


Notas Finais


Gente, eu acho que sou uma pessoa meio 'direta' e por isso não fico 'comendo' capítulo com coisas fofinhas (quando elas estão de boa) mas que não vão alterar muita coisa na história...

Mas eu queria saber se vocês preferem esse ritmo que está ou se querem que eu escreva uns capítulos mais 'calmos' e sem muitas reviravoltas - mas não agora porque né, não ia dar... auehuaeheuaheauh


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...