História Fiction - Capítulo 53


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Tags Eren X Rivaiile, Mpreg, Shingeki No Kyojin
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Palavras 2.365
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


KARALEO GENTE ESTAMOS COM 1000!!!!!!!! EU NEM TINHA NOTADO ATÉ A @Lphant falar AAAAAAAAAAAAAAAAAA

Bem como eu prometi: o novo cap!
Vocês são uns doces, amo muito vocês meus nenês. Todos vocês são os meu Iti malia!

Espero que gostem do cap, amo muito vocês meus bebês!!
Agora vou responder os comentários do especial, do anterior e deste! Beijos

Capítulo 53 - Capítulo 49


Alonguei meu corpo de maneira preguiçosa, olhando para a entrada do prédio onde Armin caminhava com algumas bolsas em mãos. Eren vinha logo atrás, com um Lian sonolento em mãos, acabei suspirando ao sentir meus olhos pesados. Por que tão cedo? Era só o que eu conseguia pensar.

— Jean você já desceu com suas coisas? Trouxe a bolsa térmica como eu pedi? — Armin perguntou, enquanto depositava as coisas no porta-malas.

— Já — resmunguei, enquanto abria a porta traseira do carro para Eren colocar Lian na cadeirinha — Falta trazer alguma coisa sua? — perguntei para o de olhos verdes que concordou com um suspiro, correndo para dentro do prédio novamente.

— Acho que das nossas coisas é só. Vou ajudar o Eren a trazer suas coisas, pega aqui o meu telefone eu já volto — o loiro falou sorrindo enquanto me entregava seu celular, para então correr pelo mesmo caminho em que Eren havia passado agora a pouco.

Olhei para Lian e fui conferir se sua cadeirinha estava bem presa ou se os cintos não o apertavam de alguma forma, acariciei sua cabeça e fechei a porta deixando o mesmo dormir. Ao menos alguém poderia dormir durante a viagem. Encostei-me ao carro quando meu bolso tremeu, fazendo com que eu me assustasse. Peguei o telefone, vendo que era o de Armin.

Primeiro: eu não ia mexer no celular dele, não havia motivos para isso. Segundo: o problema é que em sua tela de bloqueio aparecia à mensagem. Aconteceu de maneira rápida e não intencional, eu apenas peguei o telefone e notei a mensagem ali de Berth (<3). Berth? Quem era Berth? Aquele cara da conversa com Eren? Então Armin e ele estavam se comunicando, certo? Um coraçãozinho significava que eles deveriam estar em um relacionamento, não é? Ou ao menos tentando. Acabei dando uma risada, afinal Armin chegava a ser extremamente brega.

Guardei o celular no bolso, ignorando enquanto o mesmo tremia e esperando até que os dois descessem. Eren trazia duas malas. DUAS MALAS! Meu deus, por que duas malas?!

— Vocês vão se mudar por acaso? — perguntei de maneira irônica, já que Armin também trazia uma bolsa grande.

— Não, mas temos que estar precavidos — o loiro respondeu como se aquilo fosse à coisa mais simples do mundo.

— Eu ainda acho que estou esquecendo algo — Eren murmurou, suspirei resignado enquanto ajudava o mesmo a guardar a mala. Talvez um SUV fosse melhor para nós, já que as dondocas sempre tinham coisas demais para levar.

Adentrei ao lado do motorista, esperando os outros dois se arrumar para então partimos. Armin sentou ao meu lado e Eren nos bancos de trás, estava colocando meu cinto quando o celular do loiro voltou a tremer novamente.

— A! Toma isso tá tremendo que nem um louco — resmunguei entregando o aparelho para o loiro, que arregalou os olhos.

Uuuu mensagem do namoradinho — Eren falou brincando, fazendo com que eu desse uma risada.

— Não é. É apenas...

— Berth e coraçãozinho — respondi dando a partida, ouvindo Eren rir alto na parte de trás do carro.

“— Shiii sem palavras, apenas me toque”.

“— Vai dizer que se eu te chupasse você não gozaria rapidinho?”

“— O meu também está batendo assim por causa de você. O que vai fazer em troca?”

Merda, merda, merda! Como aquele maldito pirralho tinha coragem de viajar e me deixar aqui? Logo depois de ontem à noite? Era só lembrar a quentura da sua pele, do sabor dos seus lábios e o seu cheiro, que eu poderia enlouquecer. Bufei alto, batendo minha cabeça contra a mesa. Droga, droga, droga.

— Doutor Levi? — ouvi uma voz fina soar, fazendo com que eu levantasse minha cabeça da mesa e encarasse um dos internos que haviam ficado para acompanhar.

— O que é? — perguntei me recompondo, colocando minha melhor mascara de ‘tô nem aí para você. Quer dizer, Lian e Eren eram os únicos a quem evitaria usar uma mascara; os únicos a quem mostraria meu verdadeiro eu.

— D-desculpa — a garota falou nervosamente — Tem uma senhora querendo falar com o senhor no saguão.

A garota saiu rápido, não dizendo quem é que se encontrava ali. Bufei alto, levantando da minha cadeira e caminhando em direção ao local. Quem poderia estar ali? O hospital continuava como sempre, mesmo com o feriado as pessoas continuavam se machucando normalmente. Na verdade eu poderia dizer que pequenos acidentes ocorriam até mais nesse período. O saguão estava agitado como sempre, mas uma figura bem conhecida se encontrava ali no meio.

Petra com seus belos cabelos ruivos acabou me avistando, acenando para mim de maneira nervosa. Aproximei-me da mulher, sendo recebido por um abraço caloroso da mesma.

— Olá Levi, como você está? — ela perguntou sorrindo, apertando meu ombro levemente.

Havia algo errado.

Petra era uma verdadeira mulher da alta sociedade. Calma, culta e uma muralha. Dificilmente ela demonstraria o que se passava consigo para as demais pessoas, era também bastante adepta ao lema de: roupa suja se lava em casa. Afinal, mesmo depois de todas as vezes que a traí a mesma jamais se expos de alguma forma. Talvez por isso meu pai tenha odiado tanto o fato de que nosso casamento tenha se deteriorado.

— O que houve Petra? — perguntei baixo. A mulher sorriu, tocando em meu braço delicadamente.

— Podemos conversar em sua sala?

Concordei e guiei a mulher para minha sala, notando que alguns funcionários nos observavam com interesse. Bando de fofoqueiros. Tranquei a porta, encarando a ruiva que finalmente transparecia o seu nervosismo.

— Pronto, pode falar.

— Seu pai foi atrás de mim — travei no lugar, fitando a ruiva em duvida. O belo sorriso que ela adorava portar como sua melhor joia, se desmanchou e uma expressão triste deu-se lugar — Eu prometi, depois de nos divorciamos, não mais me meter entre você e ele. Eu sempre fui omissa, você bem sabe — ela caminhou até meu sofá e sentou-se — Achei que esta era a melhor forma de me manter em sua família, mas...

— O que ele queria?

— Ele quer saber quem é a sua sombra — ela respondeu de maneira séria.

Sombra? Franzi o cenho de maneira confusa, perguntando-me do que ela estava falando até que suas palavras de meses atrás soaram: “... Teve um tempo que toda vez que eu olhava para você e enxergava uma sombra por detrás dos seus olhos. Sabia que tinha uma pessoa, mesmo não sabendo que ela era”. Olhei para a ruiva que sorriu fraco, notando que finalmente havia me lembrado de suas palavras.

Quem diria que Petra estaria tão certa?

— Como ele poderia saber sobre isso? — Ela apontou para cima enquanto girava o dedo. As paredes têm ouvidos. Fechei os olhos, respirando de maneira profunda. Ele estava tentando atacar, procurando pelos meus pontos fracos — Isso só pode ser uma suposição, não tem como ele saber que eu estou com alguém...

— Sério Levi? Você quer mesmo se fingir de idiota? — Petra falou de maneira irritada, ralhando tal como uma mãe faria com o filho — Você sempre aparecia nos tabloides acompanhado de alguma mulher, mesmo antes do nosso casamento. Do nada você simplesmente sumiu! Onde o herdeiro da família Rivaille teria se metido? Teria ele se aquietado? Você sempre deu permissão para que sua vida fosse escancarada em uma revistinha de quinta, ou melhor, você deu ao seu pai os melhores espiões que ele poderia querer.

Grunhi irritado, concordando com a ruiva.

— Você tem razão, como sempre, mas por que ele procuraria você? — perguntei de maneira débil.

— Ele acredita que continuamos mantendo contato. Coisa que ele deveria estar certo, mas você faz o favor de me evitar! Acha o quê? Aguentei você por metade da minha vida e meu melhor amigo resolve me trocar por um rabo de saia qualquer — a ruiva bufou irritada. Era bom a ver demonstrando sua raiva, afinal ela parecia muito mais com a garota estressada que conhecia antes de nos juntarmos — Você sabia que estou gravida do meu segundo filho? Ou melhor, que eu pretendia deixar você ser o padrinho do primeiro? Claro que não sabia, já que você não me manda um único sms de bom dia.

Assobiei, fazendo a mesma me encarar irritada.

— Certo, sinto muito — dei uma risada nervosa — Que tal se nós marcamos um dia? Assim posso te apresentar meu filho.

Filho?! Você tem um filho?! — Petra me olhou surpresa, piscando de maneira aturdida e voltando a se sentar — Foi com alguma daquelas vagabundas com quem você saia durante o nosso...

— Não — A interrompi rapidamente, andando até a mesma e me ajoelhando em sua frente. Sabia que aquela não era uma informação tão boa de ouvir. Petra sempre quis uma família e eu nunca dei chance para que ela chegasse perto de concretizar tal sonho comigo, mas eu precisava contar para ela. Não. Eu devia contar. Apertei suas mãos — Com a sombra.

Petra me encarou chocada, acabei notando os olhos de a mulher nublar por conta das lágrimas. Ela deu uma risadinha nervosa, tirando suas mãos das minhas e levando aos olhos.

— Desculpe é só que... Você tem um filho — ela falou de maneira quebrada — Eu estou feliz por você, posso ver o quão contente está. Mas eu não consigo deixar de achar tudo tão... Injusto — ela sorriu de maneira triste, sendo sua vez de segurar minhas mãos — Quando me envolvi com Auruo, acreditava que você pudesse vim atrás de mim. Sério. Eu o amo, amo tanto que nem consigo entender, mas você sempre esteve aqui... — ela levou uma de suas mãos ao peito — Como meu primeiro amor, melhor amigo e parceiro. Tudo o que eu mais quis nessa vida foi ser feliz ao seu lado, mas...

— Não é sua culpa Petra — falei de forma doce, enxugando suas lágrimas — Eu que nunca te mereci.

— Que bom que você sabe — ela deu uma risada, afastando minhas mãos — Um filho! Isso é incrível, mas também é algo preocupante. Seu pai não ficaria parado ao saber sobre isso.

— Eu sei, por isso tenho os mantido em segredo — falei suspirando, enquanto me levantava e bagunçava meus cabelos — Preciso dar um jeito no velho.

Encarei a ruiva, que parecia pensativa.

— Você vai ter que boicotá-lo então — ela falou de maneira séria.

— Boicotá-lo? Como posso fazer isso?

— Levi o que seu pai mais quer de você no mundo?

— Que me torne como ele?

— Sim, exatamente. E como você poderia descobrir como quebrar as pernas dele se não estiver ao seu lado? — ela se levantou enquanto me fitava seriamente. Arregalei os olhos de maneira surpresa. Não mesmo... — Sim Levi, está na hora de você jogar do outro lado da moeda.

— Pronto agora você está protegido! Tem que esperar secar e então pode ir brincar na água com o tio Jean — falei alegre, enquanto tampava o protetor solar. Lian concordou animado, correndo até o cara de cavalo que se encontrava sentado em uma espreguiçadeira esperando o protetor também secar.

Tinhas chegado há pelo menos umas duas horas. Tempo o suficiente para que as duas crianças, Jean e Lian, pudessem comer algo para então se animarem com a praia do lado de fora da casa. E falando em casa, que casa! Armin era quem havia arrumado o lugar, deus sabe como, mas havíamos nos hospedado em uma casa de praia totalmente linda que mais parecia uma mansão.

Por falar no loiro, havia notado que o mesmo parecia risonho demais. Toda hora suas mãos estavam fuçando no celular, achei que poderia ser algo sobre seu projeto, mas quando vi de relance que era com alguém acabei sorrindo em felicidade. Era bom que ele estivesse feliz, conhecendo alguém, Armin merecia alguém que pudesse retribuir seus sentimentos.

Mas e Jean? Infelizmente era um pensamento que hora ou outra cortava minha mente. Como ele ficaria ao ver Armin com alguém? Houve um tempo em que acreditei que o cara de cavalo pudesse realmente gostar do loiro, mas talvez eu tenha me enganado. Já que o mesmo jamais chegou a demonstrar algum outro sentimento que não fraternal por Armin, mas talvez essa terceira pessoa pudesse fazê-lo abrir os olhos.

Bom eu esperava que não.

Mesmo que uma pontinha insistente cutucasse meus pensamentos. Talvez porque eu já os conhecia a tempo demais e digo verdadeiramente, acreditava piamente que eles acabariam juntos, devia ser este o motivo de minha incerteza.

Levantei de minha cadeira, andando até a espreguiçadeira de Jean e me sentando aos seus pés. Lian brincava com sua boia no chão, não dando importância para nós.

— O que foi? — Jean perguntou me encarando por de trás de seus óculos escuros — Você está com cara “de quero te analisar”. Por onde começo doutor?

Bati em suas pernas enquanto revirava os olhos.

— Armin provavelmente está namorando — falei baixo, para que o assunto permanecesse somente entre nós dois. Jean que encarava Lian concordou.

— E?

—Você não se importa? — o castanho me encarou, fazendo uma expressão confusa.

— Eu deveria? — Fiz uma careta para Jean que sorriu de maneira nasalada — Eu me importo, claro que me importo, mas não da maneira que você pensa.

— Como um irmão?

— Sim, não quero vê-lo machucado novamente. É bom vê-lo todo sorridente assim — Jean abriu um sorriso doce — Eu pensei muito Eren, pensei tanto que achei que iria enlouquecer. Tentei verdadeiramente abrir meu coração, vasculhar nele algum sentimento romântico por Armin, mas...

Era real. Jean falava com sinceridade clara em sua voz, conseguia facilmente notar isto. Sorri para o mesmo concordando. Era bom ver que ele prezava bem seus sentimentos e de Armin, aquilo era algo que eu poderia facilmente aceitar.

— Então no fim vocês não ficam juntos. Sempre acreditei que você acabaria notando que o ama.

Mas eu amo. Profundamente, mas apenas de forma fraternal — Jean se aproximou de mim — E você?

— O que tem eu?

— Lian me contou sobre a visita do Zangado-san ontem à noite — Jean abriu um sorriso malicioso — Você não tem vergonha de ser tão safado?

Dei uma risada alta.

— Nenhum pouco e você?

— Quem diria gafanhoto — Jean falou rindo, levantando-se da espreguiçadeira — Meu tempo já passou, agora sou moço direito — revirei os olhos para o mesmo que riu — Vamos lá Lian! Tomar banho naquela água geladinha!

— Vamu!

Jean pegou Lian e saiu correndo com o mesmo, fiquei encarando os dois de longe que brincavam na parte mais rasa. Quem diria que você amadureceria tanto hein Jean.


Notas Finais


Um aviso sobre o próximo: é o capítulo que eu considero mais lindo. Sério, fiquem na ansiedade aí.


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