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História Fifteen Magic - Capítulo 11


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Notas do Autor


Oie meu bruxinhos, bruxinhas e bruxinhxs
Tudo bem com vcs? Espero que sim.
Vim aqui deixar esse cap novinho em folha pra vcs
Espero que gostem.
Ai galera me perdoem mas ficou muito comprido k
Boa leitura!!

*Artériuns: Uma única lâmina negra é lançada, capaz de dissipar artérias e cortar membros do corpo.

Capítulo 11 - Capitulo 10


 

POV'S Panny

— Hermione! — Gritava Harry. — Hermione!

Sabe aquele momento de desespero, em que você não tem ideia do que fazer, e percebe que qualquer coisa que você fizer será inútil? Eu estava nesse limbo. Cedric estava desamparado no chão, como um boneco inanimado.

Hermione havia se sacrificado para que eu não fosse atingida pela maldição da morte. 

Meus joelhos tinham se tornado algo gelatinoso, e meu coração doía como se mil fios de aço o apertasse.

Me deixo cair entre os corpos falecidos, com a vontade de chorar sem parar a todo vapor.

No entanto, eu teria que fazer melhor do que isso, se quisesse sair daqui com pelo menos a mim e Harry vivos.

— Sinta-se privilegiada menina, eu não costumo deixar pontas soltas, mas hoje será um dia tão bom que estou me sentindo benevolente.

Olho para ele, o amaldiçoando de várias formas diferentes em minha mente. O faria pagar custasse o quê for. Me certificaria de que fosse doloroso.

O homem de aparência precária prende Harry a uma estátua de anjo, conjurando em seguida um caldeirão, no qual eu caberia facilmente. Por um momento penso que era para lá que Harry iria. Estava errada.

— Vou acabar com você, seu verme desprezível. — Berrava Harry, com seu rosto vermelho de raiva. Ele se debatia, em vão.

O comensal arranca sua própria mão, em um movimento impiedoso, a jogando na água. Olho apavorada, temendo que o próximo membro arrancado fosse meu, ou de Harry. Ele anda até o moreno, lhe cortando. Jogando seu sangue no caldeirão logo em seguida. Posteriormente, ele carrega uma figura pequena e ossuda consigo, a despejando na água borbulhante. Dado alguns minutos, um aspecto começa a sair de lá, me causando arrepios desagradáveis.

Meu sangue congela nas veias quando ele se retira do recipiente, se voltando para Harry, mal se dando conta de minha insignificante existência. Não precisei de muito tempo para assimilar o quê estava acontecendo. Estava chocada demais. Era como ver o bicho-papão das histórias de dormir sair de baixo de sua cama e gritar “BU”.

Harry é liberto da armadilha da estátua, sacando sua varinha em seguida. Após fazer isso, inúmeros comensais aparecem formando uma espécie de círculo, em torno dos dois.

Avisto perto do pé de um dos comensais o Vira-Tempo, me abaixo, tentando não ser notada e saco minha varinha, acionando o feitiço Accio, tomando cuidado para não tocar o objeto encantado. Tínhamos que sair de lá os quatro.

Harry e Voldemort começam a travar um duelo, e a comando do Lord das Trevas, todos os comensais não deveriam ousar interferir. Em alguns segundos, figuras fantasmagóricos, começam a rodear o ambiente, uma dela passa perto de Hermione com os olhos em lágrimas. Ela se volta para o bruxo das trevas, desferindo seu poder, junto de outras aparições, com Cedric entre ela.

O rompante de lágrimas se torna inevitável.

Assim que uma brecha entre eles se abre e Harry parece impedir o Lord de matá-lo, o moreno corre até nós, acionando o objeto-portal.

De um cemitério cercado de comensais, a um campo cercado de alunos e professores, comemorando nossa volta.

Logo que escuto as risadas e comemorações, um soluço torturante escapa dos meus lábios. Nunca sentia agonia maior do que esta. Abraço os corpos, sendo seguida por Harry que puxa Hermione para seus braços. Aos poucos as festividades vão morrendo, deixando nosso choro dolorido se destacar na multidão.

— Meu menino! — Reconheceria aquela voz de qualquer lugar. Este era o homem que me vira crescer, junto de seu filho. Meu padrinho, Amos Diggory. — O que aconteceu!?

— Me perdoa padrinho! Me perdoe! — Digo, o abraçando.

— Ele voltou! Lord Voldemort voltou! — Berra Harry.

 

POV'S Draco

Estava ansioso demais, talvez mais do que Hermione.

No último desafio, as coisas não saíram exatamente como planejado, de acordo com ela. Porém, deram certo mesmo assim. Temia que dessa vez algo ruim acontecesse.

Sentia um incômodo o dia inteiro, como um peso fantasma sobre mim. Um sentimento ruim. Que me deixava inquieto! Passado algumas horas de prova, minhas mãos já suavam no bolso.

Será que era normal?

Talvez algo tenha acontecido…

Me segurei, mais de uma vez, em ir falar com Dumbledore ou Crouch do porquê dessa demora. Quase cedendo as minhas vontades, me impedi, vendo que Krum e seu parceiro voltaram, assim como Fleur e a outra francesa que não me lembrava o nome.

Passado mais meia hora, já estava a beira de um colapso nervoso. Que caralho de prova é essa que não termina nunca! Só sobravam duas duplas, de Hogwarts ainda. Eles estão dando uma pausa para o chá ou que?

Em meio ao meu piti interno, eles retornam, arrancando gritos e aplausos de todos, além de um suspiro de alívio vindo de mim, que foi tão efêmero quanto as comemorações.

Harry e Panny choravam sobre a grama, ambos abraçados a alguém. Facilmente reconheci Hermione nos braços do Potter. Um grito sai da multidão, um homem de meia-idade se ajoelha ao lado de Panny, aos prantos.

E então Harry grita:

— Ele voltou, o Lord Voldemort voltou!

Tinha certeza que meus batimentos cardíacos haviam parado de dar sinal.

Mal tenho tempo de processar, quando quase sou derrubado com alguém com cabelos vermelhos. 

Gina.

Seu rosto já estava vermelho, mas nenhuma lágrima havia deixado seus olhos. Se acumulavam por lá, enquanto, ela caia na grama, ao lado do moreno, puxando o corpo dele para si.

— O que aconteceu Harry?

Ele não responde, apenas continua a chorar olhando para o nada, como se estivesse em choque.

Desço lentamente da arquibancada, indo na direção deles. 

Não era nada sério. 

Ela estava bem. 

Só inconsciente.

Era o que eu ficava repetindo na minha cabeça, ou eu perderia minha sanidade.

Me agacho tirando os cachos de seu rosto. Mesmo com as probabilidades inexistentes, espero ver outro ali, mas claro que não era. Aliso seu rosto, até que noto uma coisa diferente nele. Algo que já estava muito familiarizado, mas em outra superfície.

Uma cicatriz.

Ela ocupava parte de sua testa, era um pouco menor que a de Harry, mas ainda estava lá.

— Dumbledore! Venha, rápido! — Berro, assustando tanto a Gina quanto a Harry. — O que aconteceu com ela!?

— Foi minha culpa. Ela se jogou na minha frente, me perdoa Harry. — Panny com sua voz chorosa, ainda abraçada a Cedric.

— Explica direito, porra! — Grito, fazendo com que ela se encolha.

— Deixa ela em paz. — Gina me empurra pelos ombros, me lançando um olhar duro.

— Que merda aconteceu lá?

— Se você continuar com isso, eu juro que vou quebrar a sua cara Malfoy. — Harry fala de uma forma amargurada, como se fosse uma jura de morte, o que eu não duvidava.

— Olhe para a testa dela, seu imbecil. — Exclamo apontando para a mais nova cicatriz em forma de raio no rosto da castanha.

Harry parecendo inconformado, olha. Seus olhos se arregalam em choque, e então ele parece ficar ansioso. Potter se levanta com Hermione em seus braços, caminhando até Dumbledore que consolava Amos Diggory.

— Você precisa ver isso. — Ele volta a colocar Hermione na grama fofa, ao lado de Cedric. O que me dá enjoo, infelizmente perdemos o Lufano, no entanto, eu não iria desistir de Hermione.

O velho bruxo se aproxima do corpo dela, examinando a testa. Dumbledore arregala os olhos.

— Será que isto é possível? — Ele parecia conversar com sua própria consciência, coisa que suspeitava acontecer com frequência. — Severo! Vamos, precisamos levá-la. Amos meu amigo eu sinto muito, mas preciso revolver isso. Minerva, consegue ajudar ele?

— Claro. Podem ir!

Eles se retiram do espaço, levando Hermione consigo. E é claro que eu não ficaria para trás. Sigo eles até o escritório de Dumbledore, seguido por Gina. Porém, somos barrados de entrar no mesmo.

— Eu não vou ficar aqui! — Protesto.

— Eu também.

Snape parecia preparado para interferir, quando Dumbledore intervém, me possibilitando a passagem. Eles acomodam o corpo de Hermione em um sofá preto de coro, pertencente a sala, em seguida, analisam a cicatriz.

Harry conta brevemente o que aconteceu no cemitério, sendo ouvido com muita atenção pela dupla de professores.

— Você pensa que é possível? Mesmo depois de todo esse tempo? — Pergunta Snape.

— Não sei Severo… Proteção Sacrificial pode ser usada para mais de uma pessoa, apesar disso, nunca ouvi falar em um que durasse tanto.

— Então ela não está morta? — Questiona Harry.

— Provavelmente não, o pulso deve estar muito fraco. Talvez ela esteja entre a vida e a morte neste exato momento. Mas meu palpite é que, a proteção dada a você por sua mãe, se estendeu a ela, ainda criança. Forte o bastante para salvá-la da maldição da morte, porém, fraca demais para que não ocorresse algum efeito. — Explica Dumbledore.

Eu escutava a eles, sem compreender absolutamente nada, assim como Gina, que tinha um semblante caótico. Notando nossa confusão, Harry suspira, parecendo exausto demais para conseguir contar.

Snape então toma as rédias da situação, se pondo em frente a Gina pegando sua varinha, a pondo para dormir. Ele me dá as costas, me deixando ainda mais desorientado.

— É mais seguro que ela não saiba, Srta. Weasley contaria para ela em questão de dias, mas você não, e pelo que notei você tem se envolvido com Srta. Granger, certo?

Meu coração batia acelerado dentro do peito, será que eles não faziam ideia de quem Snape era? Dumbledore sempre pareceu saber de tudo, não é possível…

— Preciso que ambos se sentem. — Dumbledore indica as cadeiras. Ele começa explicando o fato de Hermione ser irmã de Potter, o que me surpreende, mas alivia. Ter Potter como concorrência não era do meu interesse, pensando em como eles eram próximos. — Agora, a explicação que ambos de vocês necessitam.

“Harry, quando lhe contei sobre a descoberta da sobrevivência de Hermione, deixei um detalhe de fora. Este pode esclarecer mil perguntas suas. Em certo momento do sonho vimos ela sendo levada, ainda pequena, você me perguntou se ela tinha sido criada por comensais, e como sabe, isso não ocorreu. Por culpa de Severo. Foi ele quem salvou Hermione de Pettigrew, e que apagou de Pedro as memórias de que vocês seriam gêmeos, para que não fossem atrás dela. Mas também para que não se lembre de que foi Severo quem a levara. Acho que vocês já entendem no que isso implica, certo? Por isso Draco, preciso que você tome um lado, aqui e agora, e tenha consciência das consequências dessa decisão.”

— Como assim? — Pergunto atônito.

Não sabia quem devia estar mais chocado com esta revelação, eu ou Potter. Me recusava a confiar em Snape, já o vi fazer varias coisas em prol da causa dos comensais, ou pelas vontades de minha família, era difícil de acreditar que na verdade ele não estava daquele lado, parecia uma armadilha que eu cairia facilmente.

— Você pode ser como Severo. Um espião em meio aos comensais. — Explica Dumbledore. — Porque infelizmente você terá de se tornar um, devido às decisões de sua família durante a Primeira Guerra Bruxa.

— Estou ciente disso.

— A outra opção é ficar do lado deles, mas essa conversa será apagada de sua mente, assim como você será apagado da mente dela. — Levanto o olhar para Dumbledore, perturbado. — Não podemos permitir que ela se torne um alvo, maior do que será, se descobrirem essa cicatriz.

— Como farão em relação à cicatriz? — Harry volta a falar, após se recuperar do choque, da revelação sobre Snape.

— Iremos mascarar com um encanto. Apenas nós sabemos sobre a cicatriz. Srta. Panny estava abalada demais para notá-la. — A face de Dumbledore se entristece. — E Gina terá esta memória retirada, para que não tenhamos a preocupação dela contar.

— Saiba Sr. Malfoy que se você escolher ser espião, você terá que provar a eles de que lado está, e serão coisas que você não gostará de fazer. Você terá que ter estômago para isso. — Snape tinha o rosto sombrio, como se lembrasse de uma memória específica. — Qual será sua decisão?

Ser comensal nunca foi um desejo meu. Caso eu decidisse mudar de lado nessa guerra e algo desse errado, minha família pagaria por isso. Contudo, não queria me afastar de Hermione, e muito menos terminar como um assassino.

— Se eu escolher me tornar um infiltrado, poderei ficar com ela?

— Talvez, se isso não chamar atenção deles para ela. Se Pedro se der conta de que ela sobreviveu, no cemitério, Hermione será o foco de todos. Você compreende isso?

— Mas Panny viu ela ser supostamente morta. — Diz Harry.

— Severo cuidará disso, não se preocupe. — Ele coça sua enorme barba. — Então, sua decisão é?

A ideia de ter que me afastar dela, principalmente depois de hoje, parecia incogitável. Nosso relacionamento não era mais um segredo para ninguém daquela escola, só esperava que não saísse dela, caso isso acontecesse, temo que meu pai interfira. Quer saber, foda-se. Ele meteu nossa família nisso, se não fosse por minha mãe eu já teria deixado aquela casa a tempos.

Respiro fundo tentando tomar coragem para tomar minha decisão.

— Está bem. Porém, tenho uma condição. — Dumbledore me olha intrigado. — Se meu pai ficar sabendo da existência dela, ele irá caçá-la. Ele é capaz de achar alguma informação, eu preciso que vocês me avisem de qualquer aproximação dele, de qualquer coisa que os comensais fizerem. Se ganharmos essa guerra…

— Quando. — Corrige Harry secamente.

— Quando ganharmos essa guerra. — Para mim isso era otimismo demais, mas neste momento era preferível. — Vocês irão atrás dos apoiadores dele. Preciso que deixem minha mãe fora disso, sou a prova viva de que ela não dá a mínima para isso. Ela só ama meu pai, mais do que devia, e fica estúpida por isso.

— Não posso prometer nada Sr. Malfoy, mas garanto que vou fazer o que puder para salvá-la. — Dumbledore suspira. — Precisamos levar Srta. Granger para a enfermaria depressa para ser examinada.

Assinto, a pegando no colo antes de Harry que me encarava desconfiado. É como ela disse, talvez nunca sejamos amigos, porém, vamos ter que fazer isso dar certo por ela.

A deixamos em uma das camas no fundo da enfermaria para que tivesse mais privacidade nos seus cuidados. Me sento na cadeira ao seu lado, observando seu rosto ainda sujo da prova. Pego o vaso de flores molhando a manga da minha camisa e limpando seu queixo manchado.

— Malfoy. — Chama Harry. Olho para ele aborrecido. — Preciso falar com você…

— Sério? Porque eu queria te falar uma coisa desde que você voltou daquele lugar com ela assim! — Interrompo. — Se você vier me falar qualquer merda do tipo: fique longe dela, ou coisa do tipo, vou te encher de porrada. Sei lá porque você enfiou na sua cabeça que tem o direito de ditar as coisas só porque é irmão dela. Mas você provou hoje que não consegue proteger ela.

— Você acha que eu não teria levado aquele Avada no lugar dela se eu pudesse? — Ele aponta para si mesmo. — Você não mede como me senti um bosta por não ter conseguido protegê-la daquele cara? Por culpa dele eu perdi meus pais, eu vi ele matar Hermione diante dos meus olhos, sem poder fazer nada depois.

Harry tremia de ódio ao falar.

— Pensei que tinha matado, mas agora, foi como disse. Não consigo protegê-la sozinho, e não confio em você. — Ele se volta para Hermione acariciando seu rosto. — Ela confia, e eu não posso fazer nada sobre isso. Não tenho opções, preciso que você cuide da minha irmã quando eu não conseguir.

— Não precisa pedir o obvio, afinal ela é um dos motivos de eu ter me metido nesse rolo todo de ser bonzinho. — Dou uma risada nasal.

 

Uma Semana Depois

 

POV'S Hermione

Me mover parecia uma obra de torturador, todos os músculos do meu corpo pareciam estar sensíveis demais para serem usados. Abro os olhos com a claridade do ambiente me incomodando. Reconhecia este lugar, segunda vez, em o quê um mês? Ou dois? Não me lembro, mas para a minha pessoa isso era quase um recorde.

Não ouso mexer mais do que minhas pálpebras, mesmo assim era dolorido.

De repente sinto uma dor latejar em minha cabeça, por reflexo levo o braço até o local, causando uma dor agoniante em mim. Grito, assustando as poucas pessoas que estavam lá, inclusive uma morena deitada em minha cama. Logo que olho para ela as memórias voltam em um rompante na minha mente.

O cemitério. Cedric. Harry.

Meu Deus Harry! Onde estava ele?

— Onde… Está… Harry? — Minha garganta estava áspera, fazendo com que fosse desconfortável falar, notando isso Panny me oferece um copo d'água rapidamente, me ajudando a beber.

— Ele está bem Mi, calma, ele está bem. — Ela afaga minha cabeça. — Estou tão feliz que você acordou.

Só então paro para olhar Panny corretamente. Ela tinha olheiras profundas no rosto choroso. Parecia visivelmente mais magra que antes, mas de uma forma que me indicava de que não fora da forma mais saudável essa perda de peso.

Ela caí no choro se agarrando a mim. Gemo sentindo dor, e ela se afasta.

— Me perdoa, irei chamar a Madame Pomfrey, ok? Já volto.

Assinto, deixando os músculos do meu corpo moles de volta na cama. Tusso tentando limpar a garganta.

— Testando um dois, testando. — Falo, dessa vez sem parecer tão medíocre. — Preciso escovar os dentes, que gosto horrível.

— Srt. Granger, preciso que fique parada para examiná-la. — Diz a enfermeira.

— Não precisa pedir duas vezes.

— Srta. Johnson preciso que você avise ao Prof. Dumbledore que ela acordou. — Manda a Md. Pomfrey, mesmo parecendo desgostosa, Panny sai da enfermaria depressa indo atrás de Dumbledore.

Tempos depois Panny volta ofegante com um grupo de adolescente atrás de si. Depois que todos se tumultuaram em volta da minha cama, para desgosto de Madame Pomfrey, chega Dumbledore acompanhando de Minerva. Os alunos abrem caminho para os professores. Minerva parecia aliviada e preocupada, já Dumbledore continuava impassível.

— Fico feliz que tenha finalmente acordado Srta. Granger. — Diz por fim o professor.

— Há quanto tempo estou aqui? — Pergunto ainda rouca.

— Uma semana, sua idiota. — Diz Gina voando para cima de mim, para me abraçar. — Quase nos mata de preocupação.

— Gina, você está me quase matando agora. — Protesto em meio a demonstração de afeto.

— Foi mal!

Sou cumprimentada por todos lá, mesmo com minhas queixas em relação ao contato físico. Chega uma hora que Md. Pomfrey aparece e expulsa todos eles da enfermaria, alegando estarem sobrecarregando o lugar com suas vozes. Deixando aos professores, e Harry ficar, à pedido do professor. Ainda parecendo aborrecida pela desordem causada por meus colegas, a enfermeira me da uma poção para aliviar as dores musculares. No entanto, esse tônico não parecia fazer efeito nunca.

— Não está melhorando, não é? — Pergunta Harry, preocupado.

— Está melhorando sim, só estou um pouco sensível. — Minto. Harry me olha com desdém e dá um tapa em minha coxa, fazendo com que eu urrasse de dor. — Qual é o seu problema?

— O meu? É você que está mentindo para mim? Estou zangado o suficiente com você, não piore as coisas.

— Zangado? Eu que devia estar brava aqui, fui agredida!

— Você foi atingida por uma Maldição da Morte. Você tem noção que se jogou na frente daquela merda de feitiço como se fosse uma liquidação de livros?

— Você não faria a mesma coisa por mim?

— Não me ponha nessa situação, eu não fiz isso! Não fui eu que quase me matei, de novo! — Seu tom de voz estava exaltado, o que só piorava minha falta de controle. — Você consegue imaginar o que foi ver você correr para a sua morte? E se fosse eu, ali — Ele aponta para o chão. — morto, olhando para o nada, parecendo um boneco de cera, o que você faria?

— Não é justo. — Sentia meus olhos encherem de lágrimas. — Eu não podia deixar ele matar Panny, não na minha frente, não se conseguisse impedir!

— Trocando a sua vida pela dela!? Isso não é um vídeo-game caralho. Você é a única coisa que me resta, se eu perder você, vou enlouquecer.

As lágrimas desciam por meu rosto, assim como o a vermelhidão no rosto de Harry. Eu gostava do pessoal daqui, gostava muito de Gina, Draco… Mas com Harry era distinto. Adquiri um carinho enorme por ele. De onde? Eu não sabia. Não queria brigar com ele.

— Me desculpe. — Estico minha mão para pegar a sua, o que me causa desconforto. — Mas eu faria de novo, seja por Panny, ou Gina, ou você. Você faria exatamente a mesma coisa por mim.

— Claro que faria…

— Eu sei, e eu te amo por isso. — Abro um sorriso tímido. Harry me abraça, tentando ser o mais delicado possível, o que acho fofo, beijando minha testa.

— Eu também te amo sua sem noção.

Por um certo momento, eu podia jurar que Dumbledore e Minerva tinham saído da enfermaria. Entretanto, quando olho para o lado, eles seguem lá, nos observando com certo encanto. Olho para eles envergonhada pelo show que proporcionamos.

— Perdão por isso. — Digo acanhada. — Precisam de algo?

— Veja bem Srta. Granger. — Dumbledore se senta na ponta da minha cama. — Preciso que me diga, do que se lembra exatamente da última prova.

— Estávamos na floresta aí…

— Pode pular a parte que eram o João e Maria, Srta. Granger. — Interrompe Minerva.

— Sutil… — Murmuro. — Quando tocamos no saco com o Vira-Tempo, percebemos que era um portal que nos levou até o cemitério.

“Assim que chegamos lá eu senti que algo não estava certo, um arrepio na espinha, um sentimento ruim. E então aquele cara do meu sonho apareceu, me deixando completamente assustada. Então, ele matou Cedric. Foi nesse momento que fiquei congelada no lugar, assim que vi que ele mirava em Panny, eu corri o mais rápido que pude. Sentindo um pânico se instalar em mim, quando a maldição me atingiu, senti como se cada parte do meu corpo fosse esmagada. E então apaguei. Era para eu não ter acordado, o que aconteceu?”

— Não fale isso com tanta tranquilidade sua idiota. — Resmunga Harry.

— Sentiu algo hoje de manhã?

— Além de todo meu corpo doer, quando acordei senti uma dor forte na minha cabeça, como se tivesse uma furadeira tentando abrir ela.

— Apenas esses? — Pergunta Dumbledore.

— Uau, talvez uma paralisia. Satisfeito?

— Não seja dramática. — Diz Minerva. — Só queremos nos assegurar de que está bem.

— E eu quero saber o que diabos rolou, que eu saiba a única pessoa que sobreviveu a essa maldição, foi o famosinho aqui. — Aponto para Harry. — Não é uma coisa muito comum, então vocês sabem o que houve?

— Ainda não sabemos. — Diz Dumbledore. — Também não sabemos quais serão os efeitos em você. Isso nunca aconteceu, tirando Harry, mas ele era um bebê.

— Ok, então se nascer um rabo em mim, vocês vão falar que foi efeito colateral da minha experiência de quase morte?

— Boa noite Srta. Granger. — Diz Dumbledore, me ignorando.

— Maravilha…

Naquela noite houve um duelo para ver quem ficaria comigo naquela noite, para minha infeliz dor de cabeça, foi Gina quem ganhou essa disputa. Ela e Luna me atualizaram de todos os acontecimentos do castelo. Perdi o enterro de Cedric, que fora a quatro dias atrás. Panny estava muito abalada com o que aconteceu, antes era uma menina cheia de brilho, decidida, agora parecia um dos futuros fantasmas deprimentes de Hogwarts, palavras de Gina. As quais lhe avisei para não dizer novamente.

Dar um tempo a ela fazia bem, estávamos no final do ano letivo, com as férias perto, então ela teria todo o verão pela frente para ter seu momento de luto. A terceira prova foi cancelada como suspeitava, e ficava aliviada. Queria distância de Krum.

Gina me disse que agora eu era o assunto do momento por ter protegido Panny de um Artériuns. De início fiquei confusa, e perguntei de onde ela tinha ouvido isso.

— Panny. Ela teve que dar testemunho para os Aurores, e a história vazou para todos no castelo, você é tipo uma lenda agora. Por ter salvado ela, e por sobreviver a toda essa parada com o Você-Sabe-Quem. — Ela me abraça. — Nunca mais me preocupe dessa forma ok? Eu te amo, você sabe disso, mas se fizer isso de novo eu mesma mato você.

— Pode deixar, não estou planejando repetir a dose.

Assim que tive a chance, peguei as anotações das aulas que perdi com Neville, dois dias de aulas foram suspensos pelo ocorrido, então não tinha perdido muita coisa. Os professores pareciam tão abalados quanto os alunos para passarem lição, então tudo nessa semana passou em branco.

Perguntei a Dumbledore sobre a mudança dos acontecimentos, e tudo o que ele me disse era que foi necessário. Estava de saco cheio de não saber de nada a meu próprio respeito. Me sentia uma caixinha de surpresas, mas sem a parte legal da coisa. Ele me aconselhou a manter essa história, para minha própria segurança. Assenti, sem pique para debater.

Dias depois sou liberada com as dores em meu corpo, quase inexistentes, apenas a cabeça que era algo que ia e voltava. Meu medo era eu ter batido ela em algum lugar e criado um aneurisma. Esse era o tipo de coisa que meus pais ficariam cismados até terem todos os exames possíveis em suas mãos falando que eu estava bem.

Harry e Neville me levam para o quarto, carregada, como se eu fosse um tipo de inválida, chamando atenção de todos nos corredores que passávamos. Só queria poder voltar para minha cama sem virar motivo de piada para todos.

— Obrigada Neville, você foi um amor. — Digo, tentando subir as escadas. — Tchau.

— Tem certeza que não precisa de nada? — Pergunta Harry pela milésima vez.

— Se eu te falar que quero dois castelos com cem empregados cada, você vai me dar? — Meu mau-humor era culpa deles, sei que só estavam preocupados, mas tudo tinha limite. — Exatamente! Então só me deixem ir para meu quarto ok?

Harry me puxa para um abraço dando um beijo na minha testa, era basicamente o único jeito que ele conhecia de se despedir de mim agora. Ele estava sendo muito mais carinhoso e protetor, apreciava isso.

Assim que deito em minha cama me sinto aliviada pela paz do ambiente. Gina estava no treino de quadribol, antes suspensos pelos problemas na última prova do torneio. Com o último mês de aulas, todos estavam animados para ver quem ganharia a Taça das casas. E pelo visto o quadribol tinha muita influência nesse placar.

Semana que vem serão aplicadas as provas finais, e era nisso que iria ficar focada. Draco e Harry estavam começando a dar início a uma inspiradora coexistência, que eu tinha a esperança de não ser estragada pelo torneio de quadribol.

Sacudo a cabeça, me forçando a ficar pensando nisso.

Não iria ficar caçando problemas para pensar. Estava exausta demais para isso. Me infiltro nos lençóis da cama, sentindo minha pele arrepiar quando entra em contato com o tecido gelado, que esquenta rapidamente ficando na temperatura de meu corpo.

Estava tudo escuro ali, porém, era visível uma fresta de luz passos a frente. Era possível ouvir vozes vindas de dentro do cômodo, ando até alcançar a maçaneta, abrindo um pouco a porta para ver o que havia dentro. Diante de mim, tinha uma mesa comprida de madeira pintada na cor preta. Assim como a mesa, todos no ambiente estavam vestidos da sua cor. Cogitei ser um funeral, mas eles pareciam amistosos demais para ser algo do tipo. Aos poucos eles vão sentando em seus devidos lugares, com o clima ficando tenso e sério.

Na ponta da mesa havia uma figura, usando uma grande capa preta. Sua pele era tão pálida que eu era capaz de enxergar as veias atravessadas em seu corpo. Quando todos se põe em silêncio, ele se vira de forma dramática, me arrancando um arfar surpreso.

Seu rosto era tão branco quando era de se esperar, os olhos fundos na face, acompanhado de uma desconfiguração. Ele não tinha um nariz.

Desvio meus olhos, querendo esquecer o rosto a minha frente. Observo a mesa, e então reconheço um rosto de lá. Meu estômago despenca, me causando náuseas.

Ela tinha um sorriso estonteante ao olhar para o homem deformado a sua frente, o único sorriso que eu diria não ser forçado. Bellatrix Lestrange tinha seu destaque entre os comensais, talvez a mais cruel entre eles. Foi então que ficou fácil saber no que tinha me metido.

Devo ter ficado tão perplexa que não reparei no que acontecia ao meu redor, totalmente vidrada na fugitiva mais procurada de Azkaban.

— Nagini? — Diz Voldemort.

Sinto um peso novo sobre a porta que me apoiava. Cada músculo do meu corpo fica retesado. Na fresta da porta, aparece o rosto de um grande réptil. Arregalo os olhos, engolindo seco. Ela passa um tempo me encarando e ataca. Sinto cada perfurar de seus dentes na minha pele, milhares e milhares de vezes.

— Acorda Hermione! Acorda caralho!

Abro os olhos, me deparando com o teto do quarto que havia me familiarizado nos últimos meses. Mãos seguravam os membros do meu corpo contra algo frio e sólido, provavelmente o chão.

Elas afrouxam o aperto após verem que não estava mais no mundo da inconsciência. Limpo meu rosto coberto por lágrimas, me sentando.

— Entramos aqui e você estava jogada no chão, gritando e se debatendo. — Panny me puxa para seu peito, fazendo com que eu chorasse ainda mais.

— O que aconteceu amor? — Pergunta Gina tirando alguns fios de cabelo do meu rosto.

— Só um pesadelo. — Dou de ombros. — Vocês sabem como eles são para mim.

— Então não quer falar sobre, certo?

— Sim. — Respondo Panny.

Me levanto do chão, voltando para minha cama. Tinha receio de voltar a dormir, com medo de acabar lá novamente.

Passei a noite em claro.

***

Essa sexta a tarde, as aulas foram do período da tarde haviam sido suspensas por causa do jogo que teríamos hoje, um clássico.

Sonserina x Grifinória

Um deles teriam que ganhar para ir à final contra a Corvinal, que liderava os jogos. Havia deixado claro que eu não torceria para ninguém em especial, se um ou outro fizesse ponto eu torceria. Fui chamada de bandeirinha muitas vezes por essa decisão.

Estávamos todos muito excitados por esses jogos, com o fim das provas, o jogo de hoje e o de amanhã, finalizariam o ano letivo. Eu estava especialmente animada para isso, nunca tinha passado tanto tempo sem ver meus pais, ou até mesmo Carol.

Não acreditava que ela me escreveu todo esse tempo, minha mãe deu uma desculpa de que não era permitido telefones nem nada do tipo, então a única opção era escrever. Em sua primeira carta, às cinco linhas iniciais eram sobre insultos dirigidos tanto a Hogwarts tanto a mim, o que não me surpreendia em nada. Com o tempo ela disse que isso era charmoso, tipo Grease, mas que eu não era um cara.

Estava pronta para voltar para minha casa ler meus livros de ficção e rir porque estão bizarramente errados.

— Ei gracinha! Vem sempre aqui. — Rio internamente quando Gina chega com um pote de salgadinhos pagos por algum garoto bem ingênuo.

— Só quando uma ruiva bem gata aparece para jogar. — Respondo dando piscada.

— Assim que eu gosto. Vou descer para me trocar, quando eu fizer os pontos, quero no mínimo um topless.

— Jogo meu sutiã em você.

Ela ri, descendo a arquibancada, correndo para o vestiário. Rio comigo mesma, indo até o lugar ocupado por meus amigos restantes que não jogavam. O que se resumia a Neville, Luna e Panny.

Os jogadores a entrar primeiro no campo são os da Grifinória, assim que localizo Harry, aceno para ele. O moreno vem até mim, voando por perto.

— Fiquei sabendo que você adora passar as férias de verão com seus tios. — Sou obrigada a gritar para que ele consiga ouvir algo do que digo.

— É um prazer pessoal.

— Bom… Eu queria saber se você topa ir para minha casa. Passar as férias lá. Você gostaria? — Mordo o lábio, ansiosa por sua resposta.

— Combinei com Rony de ficar na casa dele… Mas posso ficar umas duas semanas com você lá, eles vão viajar para o Egito, ou coisa assim.

— Segunda opção então... — Falo fingindo estar ofendido. Harry revira os olhos. — Boa sorte no jogo!

A Sonserina já tinha entrado em cena, no momento em que ele sorri, voltando para seu time.

O apito da treinadora da início a partida de hoje. A Grifinória começa com a posse da bola que é perdida quando um balaço quase acerta nossa artilheira. O time verde toma conta da bola, chegando até o gol para marcar. Porém, Rony, defende o lance, causando gritos na torcida. Grifinória voltou a ter posse da bola, dessa vez, marcando.

— Isso! — Havia sido Gina. — Essa é minha garota!

Pontos mais tarde já havia desistido de tentar acompanhar Draco e Harry em sua busca pelo pomo. O placar estava em dez pontos de vantagem para Sonserina. Gina e Blásio viviam em cabo de guerra pela posse da Goles.

Quando voltei a achar a Draco e Harry ambos estavam perseguindo o pomo de ouro. Ambos muito próximos da bola dourada. E então vejo pelo conto do olho algo ir contra os dois. Era um balaço, que acaba por acertar a Draco nas costas, o jogando para cima de Harry. 



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