História Fifty Shade of Swanqueen - Capítulo 24


Escrita por:

Postado
Categorias Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Fa Mulan, Henry Mills, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Jmo, Oncers, Swanqueen, Swens
Visualizações 623
Palavras 2.983
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Poesias, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente, tudo bem? Espero que sim.

Perdoem a demora e não desistam!

Boa leitura.

Capítulo 24 - Culpa


Fanfic / Fanfiction Fifty Shade of Swanqueen - Capítulo 24 - Culpa

E.

Esta foi a primeira noite em que dormir nos braços de Regina. Como a cama era pequena, ela me manteve por cima, com seus braços me envolvendo, e minha cabeça em seu peito.

Podíamos ter dormido em qualquer lugar e eu não teria me importado com absolutamente nada. Seus braços eram o paraíso e eu jamais queria deixá-los.

Acordei sozinha no dia seguinte, mas não fiquei muito surpresa. Regina nunca dormia muito, pelo que eu havia percebido. Ainda assim, foi meio decepcionante. O desfecho perfeito da noite teria sido acordar em seus braços pela manhã.

Pulei da cama e vesti uma roupa. Hoje discutiríamos como mudaríamos nossa relação. Como misturaríamos a Regina Domme com a Regina dos dias úteis. Eu tinha certeza de que podíamos fazer isto dar certo, e Céus, como eu estava animada.

Espiei pelo seu quarto, mas estava vazio. Ninguém na biblioteca, nem mesmo a lareira acesa. Nenhum som vindo da academia. Entrei na cozinha e o café estava servido, mas nada dela.

Pelo menos ela estivera ali recentemente.

De quem era vez de fazer o café da manhã?

Eu teria feito o jantar ontem à noite, mas não descemos para comer.

Minha mente vagou para Regina...Sua boca encaixada na minha, suas mãos carinhosas em meu corpo...

Foco! – Gritou minha mente. - Café da manhã.

Decidi que seria justo se eu preparasse o café da manhã. Afinal, tinha pulado o jantar. Talvez, depois do café, pudéssemos sair. Ter uma guerra de bola de neve. Citar mais Shakespeare. Nos beijar.

Ah! Onde ela estava?

Meti a cabeça pela porta da sala de jantar e meu queixo caiu.

Lá estava ela: lendo o jornal com seus óculos sexys, para minha frustração e excitação.

Droga! Como eu deveria chamá-la?

"Regina" parecia informal demais para a sala de jantar.

- Olá - Falei, em vez disso. Assim era melhor. Não a chame de nada.

- Aí está você - Disse ela, erguendo os olhos. Não sorria. Por que não estava sorrindo? - Eu estava pensando que talvez você devesse ir para casa hoje.

O quê?

Meus pés pararam. Ela baixou o jornal.

- As estradas estão limpas. Você não deve ter problemas para chegar ao seu apartamento.

Fiquei confusa. Não sabia como me dirigir corretamente a ela. Como falar com ela. Tudo estava de pernas para o ar.

E por que queria me mandar para casa?

Como Regina podia pensar numa coisa dessas depois da noite de ontem?

- Mas por que eu iria para casa? Eu teria que voltar à noite.

Deduzi, pois era sexta, eu teria de volta de qualquer maneira.

- Quanto a isso - Disse, olhando-me com olhos dissimulados por trás das lentes. - Ficarei trabalhando a maior parte do fim de semana, compensando esta tempestade. Talvez seja melhor se você não vier neste fim de semana.

Não vier? O quê?

- Em algum momento, vai precisar vir para casa. - Repliquei.

- Não por um bom tempo...Swan.

Swan. Meu coração afundou. Tinha alguma coisa errada. Alguma coisa estava muito, muito errada.

Sua boca pronunciado meu nome dessa maneira me fazia engolir toda a alegria que senti por me chamar da maneira certa horas atrás.

- Por que me chamou assim? - Gemi.

- Eu sempre a chamo de Swan.

Ela estava completamente imóvel. Nem sabia se tinha se mexido. Talvez ela não respirasse.

- Ontem à noite você me chamou de Emma.

Ela piscou. Foi o único movimento que fez.

- Era a encenação.

Mas de que diabos ela estava falando? Encenação?

- O que quer dizer?

- Nós trocamos. Você queria que eu a chamasse de Emma.

- Nós não trocamos! - Respondi ao perceber a realidade.

Ela fingia que não havia significado nada. Que a noite passada fora uma espécie de encenação em que ela era a submissa.

- Nós trocamos. Era o que você queria quando entrou na biblioteca com o chocolate.

Porcaria, eu não conseguia raciocinar direito. Não conseguia entender o que ela estava fazendo.

- No início, esta era minha intenção - Eu disse. - Mas depois você me beijou. Me chamou de Emma. - Olhei bem em seus olhos, procurando desesperadamente pela mulher que eu amava. - Você dormiu na minha cama. A noite toda.

Suas mãos saíram da mesa levantando os óculos ao topo da cabeça e ela respirou fundo.

- E eu nunca a convidei para dormir na minha.

Ah, não. Por favor, Deus, não. As lágrimas arderam em meus olhos. Isto não podia estar acontecendo. Balancei a cabeça.

- Porra, Regina. Não. Não faça isso.

- Cuidado com o linguajar.

- Não me diga o que fazer com meu linguajar. Mas que droga! Não enquanto você fica sentada ai tentando fingir que a noite passada não significou nada pra você. - Cerrei os punhos. - Só porque a dinâmica mudou, não quer dizer que o que aconteceu seja ruim. Nós admitimos algumas coisas. E daí? Seguimos em frente. Vamos nos tornar melhores uma para a outra.

Ela se levantou e apoiou as mãos sobre a mesa.

- Alguma vez eu menti para você, Swan?

Lá vinha ela com a Swan de novo. Limpei o nariz.

- Não.

- Então, o que a faz pensar que estou mentindo agora?

- Porque você está com medo. Você me ama e isto assusta. Mas, sabe de uma coisa? - Ergui as mãos. - Está tudo bem. Eu também estou um pouco assustada.

Por um milésimo de segundos senti ela vacilar. Era como se minhas palavras finalmente tivessem a acertado em cheio. Mas foi tão rápido que duvidei da minha própria consciência.

- Não estou assustada. Sou uma babaca de coração frio. - Sua cabeça tombou de lado. - Pensei que soubesse disso.

Regina Mills não iria voltar atrás. O muro estava erguido. Com reforços. Estávamos de volta ao ponto de partida, e eu mal podia acreditar.

Ela se sentou, rígida com uma tábua, com as mãos sobre as pernas cruzadas e um jornal descartado de lado. Olhando-me de um jeito que não me dava esperança nenhuma.

Fechei os olhos e respirei fundo. Eu precisava de limites. Uma vez havia falado isso a mim mesma. É preciso saber quais são os seus limites. Quando se deve dizer já chega ou para mim acabou.

Pensei minhas opções. Se ela estava mentindo, fazia um excelente trabalho. Se estava dizendo a verdade, eu não podia suportar. Então pensei minhas opções novamente,e pela primeira vez, todas concordaram: minha parte racional, a irracional, minha metade que era louca e outra que era má.

É preciso ter limites.

Eu tinha chegado ao meu. Abri os olhos.

Regina esperava.

Estendi a mão até a nuca, abri a coleira e a coloquei na mesa.

- Terebintina.

Ela olhou fixamente a coleira, mas notei que não demonstrou surpresa nenhuma.

- Muito bem, Swan. Se é o que quer. - Ela podia estar recitando números da lista telefônica, de tão morta que parecia.

- Sim - Repliquei, com as unhas cravando as palmas das mãos. - Se vai fingir que a noite passada não foi nada além de uma porcaria de encenação, é isto que quero.

Ela assentiu com um pequeno movimento de cabeça. Tão lento. Em transe.

- Conheço muitas dominadoras na região de Nova York. Eu ficaria muito feliz em lhe dar alguns nomes. - Ela me olhava com olhos vagos. - Ou poderia dar o seu a elas.

Mas como ela se atrevia?

Anotei no questionário que havia mandado que estava interessada apenas em ser submissa dela. Ela sabia disso. Sabia disso e estava levantando a questão de outras dommes para me magoar.

Nesse momento, compreendi que amor e ódio eram lados opostos da mesma moeda. Por mais que amasse Regina dez minutos atrás, agora eu a odiava.

- Vou me lembrar disso - Respondi, tensa. Ela não se mexia. Era como se estivesse esculpida em gelo. - Vou pegar minhas coisas.

Saí da sala de jantar e subi até o meu quarto, onde, poucas horas antes, Regina e eu havíamos feito amor com tanta doçura que ela chorou.

Ela chorou.

Na noite passada, eu tinha pensado que as lágrimas eram devido ao que sentia por mim. Ou talvez às emoções esmagadoras de sua muralha indo abaixo. Mas e se ela tivesse chorado porque soubesse o que faria horas depois?

- Ah, Regina - Sussurrei quando a ideia me tomou.- Por quê?

Por que ela fazia isso? O que poderia levá-la à tal coisa?

Vesti minhas roupas, peguei minha bolsa e o iPod. Deixei o despertador. Talvez a próxima submissa de Regina o achasse útil.

Um fisgada no peito me fez parar. A próxima submissa de Regina... Ela encontraria outra. Tocaria a vida. Exploraria o prazer e a dor com outra. Seria gentil, paciente e carinhosa com outra.

Ah, por favor, não.

Mas era o que ela faria.

Reprimi o choro.

Podia cuidar disso depois. É, depois.

Parei na porta do quarto e me despedi do lugar onde experimentei a noite mais maravilhosa da minha vida.

Então andei pelo corredor. Passei pela porta fechada da sala de jogos de Regina, onde não tínhamos ficado tempo suficiente. Parei brevemente à porta de seu quarto. As palavras dela ecoavam no corredor silencioso enquanto eu olhava sua cama arrumada com perfeição.

"E eu nunca a convidei para dormir na minha."

Era verdade: Regina aprendera muito sobre meu corpo, e muito bem. Mas também sobre a minha mente. Pois não havia palavras que pudessem ter cortado mais fundo.

Apollo me encontrou no saguão, abanando o rabo. Ajoelhei me e o abracei.

- Ah, Apollo - Falei, reprimindo mais uma vez as lágrimas. - Você é um bom menino. - Enterrei os dedos em seu pelo dourado e ele lambeu meu rosto. - Vou sentir sua falta.

Afastei-me e olhei em seus olhos negros.

Quem podia saber? Talvez ele compreendesse.

- Não vou mais ficar aqui, então não o verei de novo. Mas seja bonzinho e...prometa que vai cuidar dela, está bem?

Ele lambeu meu rosto mais uma vez. Talvez concordando. Talvez se despedindo.

Eu me levantei e saí.

Bem, falei a mim mesma enquanto voltava de carro ao meu apartamento, pelo menos o dia não podia ficar pior.

Havia algo de bom em receber notícias ruins no início da manhã. Você tinha o resto do dia para tentar se sentir melhor. Comer alguns potes de sorvete. Beber umas garrafas de vinho barato. A menos que eu encontrasse Mary. A menos que David aparecesse. A menos que eu reprisasse a manhã incontáveis vezes em minha cabeça. E a noite anterior.

Depois!

Pense nisso depois.

Sim, eu precisava ficar de olho na estrada. Não seria horrível sofrer um acidente agora? Aparecer no hospital e ter de explicar ao Sr. Henry que, desta vez, a equipe da cozinha não teria de se preocupar com Regina?

Concentrei-me no que tinha a minha frente. As estradas estavam seguras: as equipes de limpadores tinham feito um excelente trabalho rapidamente. Só restaram alguns trechos de gelo.

Muito bem. Concentre-se na estrada, nos lindos bancos de neve, e na maneira como o sol bate neles, no carro atrás de você. Espere...

O quê?

Meus olhos dispararam para o retrovisor. Eu ainda não tinha chegado a rodovia, então o trânsito era leve. E não seria nada extraordinário encontrar outros carros nesta estrada. Ainda assim... Eu tinha uma sensação estranha...

Reduzi a velocidade. O carro atrás de mim fez o mesmo. Tentei dar uma boa olhada no motorista, mas estava muito longe. Eu nem mesmo conseguia ver que carro era.

Acelerei. O carro atrás de mim fez o mesmo. Sinalizei que ia me misturar ao trânsito da rodovia. O carro atrás de mim fez o mesmo.

Idiota. – Me praguejei pelo pensamento tolo que me passou.

Acha que é Regina? Acha que esta te seguindo? Vê se cresce. Isso só acontecia nos filmes. Ignorei o carro e voltei minha atenção para a estrada.

Entrei no apartamento e joguei minha bolsa no sofá, depois fui diretamente ao freezer e encontrei meu estoque de emergência de sorvete com pedacinhos de chocolate.

Comi metade do pote. Até ouvir alguém bater na porta.

- Vai embora!

- Emma! - Gritou Mary. - Me deixe entrar.

- Não.

- Abra a porta ou vou usar minha chave e entrar sozinha.

Abri a porta para ela e voltei a me sentar na mesa da cozinha para terminar o sorvete.

- Você está em casa! - Ela saltitou até a cozinha também. - Tive medo de que você ficasse com Regina e não voltasse para cá. Adivinha só? É uma coisa maravilhosa.

Seus olhos faiscavam de empolgação, o rosto corado num rosa suave. Ela era a encarnação de uma mulher apaixonada.

- Eu não sei - Eu disse, agitando a colher para ela. - Pode falar.

- David me pediu em casamento! - Mary rodou. - Ele se ajoelhou e tudo.

Vamos escolher romântico? Francamente, não.

Romântico seria um homem conhecer você tão bem que pudesse escolher a aliança sozinho e estendê-la quando fizesse o pedido. Mas era de Mary que estávamos falando, David provavelmente tinha razão em deixar que ela escolhesse a própria. Além disso, era o conto de fadas da minha amiga, não o meu.

O conto de fadas de Mary.

Que inferno.

David e Mary iam se casar. De repente o dia ficou pior.

- Mas que droga, Emma, você podia fingir que está um pouquinho animada.

O choro conseguiu se libertar e as lágrimas escorreram pelo meu rosto.

- Emma? - Ela olhou verdadeiramente para mim pela primeira vez desde que entrou na cozinha. - O que você está fazendo comendo sorvete? - Sua testa se enrugou e a voz caiu para um sussurro: - Onde está a sua coleira?

Minha colher caiu na mesa. Pousei a cabeça nas mãos e chorei. Como queria fazer a manhã toda.

- Ah, que porcaria - Disse ela. - O que ela fez? Vou matá-la. - Chorei ainda mais. Ela se aproximou de mim, abaixou se e me abraçou. – Emma... - Sussurrou.

Ela esperou até que eu tivesse esgotado meu choro. Nessa hora, ela própria estava aos prantos. Mary pegou minha mão e me levou para o sofá.

- Vai me contar? - Perguntou, acariciando meus cabelos. - Você pode falar?

- Foi a coisa mais maravilhosa do mundo - Falei, quando recuperei minha voz. - Ela finalmente me beijou, me chamou de Emma e fizemos amor...

- Ela finalmente te beijou? Ela não tinha beijado você? - Isso me fez chorar ainda mais. - Que droga. Eu e minha boca. Desculpe. Não vou dizer mais nada.

O celular dela tocou. Mary o ignorou.

- Está tudo bem. - Dei um soluço. - Mas não quero falar nisso agora.

Quando queria e se concentrava, Mary podia ser muito intuitiva. Em geral, isso matava as pessoas de susto mas, quando se concentrava, Mary podia enxergar qualquer coisa.

- Você a ama - Disse ela. - Você realmente a ama.

- Não quero falar sobre isso.

Ela me encarou, confusa.

- Você ama aquela idiota. Não é só uma história de sexo pervertido. - Assenti. Seu celular tocou novamente. Ela olhou o visor. - Espere um pouco. - Atendeu.

“Oi, amor” Disse, entrando na cozinha. “Olha, esta noite não vai dar.” Silêncio. Sua voz baixou. “Você falou com Regina?” Gemi. Era meu pior pesadelo. O único problema era que nunca teria um fim.

“Vou te dizer uma coisa” Continuou ela “Só o que me impede de retalhar aquela cretina agora mesmo é que ela é sua prima e pode ser que um dia Emma queira matá-la ela mesma. Detestaria lhe negar esse privilegio.”

Silêncio.

“É, eu sei” Falou Mary. “Parece ótimo... Eu também te amo.”

Por favor. Alguém. Me dê um tiro.

Cobri o rosto com uma almofada.

"Agora há cascalho em nossas vozes

Vidros quebrados da luta

Nesse cabo de guerra você sempre ganha

Mesmo quando eu estou certa

Porque você me alimenta com fábulas de sua cabeça

Com palavras violentas e ameaças vazias

E é doentio que todas essas batalhas são o que me mantém satisfeita..."

[...]

Em toda a primeira semana, eu fui um zumbi. Fui trabalhar, voltei para casa e fui para cama. Não dormi nada.

Ficava repassando minha última semana com Regina sem parar em minha mente. Perguntando me se havia feito alguma coisa de errado. O que podia ter feito de diferente. Mas, por fim, concluí que não tinha feito nada de errado.

Era tudo culpa dela.

Abandonei a academia e o plano de refeições. Eu passava o tempo livre no sofá vendo porcarias na TV e devorando sorvete demais. Mas meu corpo não estava acostumado ao sedentarismo e à comida ruim, então, no fim, eu apenas me sentia péssima.

E isso também era culpa de Regina.

Fui trabalhar e lembrei-me dela entrando na biblioteca toda quarta feira para visitar a Coleção de Livros Raros. Lembrei me de sentar na recepção, contando as horas ate que a visse novamente. Meu único consolo a semana toda era que o apartamento era só meu.

Minha casa era uma zona livre de Regina. Nenhuma vez ela se aventurara a visitar meu apartamento e eu podia entrar em qualquer cômodo e não a veria ali, deitaria na cama para outra noite inquieta e não sentiria sua presença.

Minha única esperança era que minha presença não a tivesse deixado.

Que ela me veja na biblioteca, pensei.

Que ela não seja capaz de tocar piano sem pensar em mim em seu colo.

Que ela prepare o jantar em sua cozinha e se lembre de minhas pernas envolvendo sua cintura.

Se houvesse um Deus no céu, Regina pensaria em mim sempre que se virasse, sempre que saísse de casa, sempre que acariciasse a cabeça de Apollo, sempre que comece uma refeição, sempre que fosse dormir.

Sempre que respirasse, eu queria que minhas lembranças a assombrasse e que ela soubesse que era tudo culpa dela.


Notas Finais


Eu tô muito em posição fetal depois desse tombo e vocês?

Regina fez dois cursinhos básicos de como ser escrota, mas não odeiem ela gente, prometo que esse bolinho só está confusa e que logo vai se entender com ela mesma.

Comentem até o dedo cair pra eu saber o que vocês estão achando! obrigada desde já 💙


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...