História Fifty Shade of Swanqueen - Capítulo 25


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Categorias Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Fa Mulan, Henry Mills, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Jmo, Oncers, Swanqueen, Swens
Visualizações 692
Palavras 3.483
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Poesias, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi meus anjos!

Obrigada pelos comentários do capítulo anterior e também pelos favs. Vocês são incríveis.

Boa leitura!

Capítulo 25 - Ajuda


Fanfic / Fanfiction Fifty Shade of Swanqueen - Capítulo 25 - Ajuda

R.

Escuridão.

Escuridão e morte me consumiam.

Seus olhos se fecharam e os ombros caíram.

Acabou.

Ela desistiu com mais facilidade do que pensei ser possível, mas, no fim, talvez fosse melhor assim.

Vi sua determinação. Seus olhos buscando a relutância dentro da minha alma. Vi sua força ao conter as lágrimas. Suas unhas cravando a palma da mão. Eu a vi.

Mas preferia não ter visto.

As mãos foram ao pescoço e me preparei novamente. A coleira caiu na mesa com um tinido metálico. Um barulho que ecoou dentro de mim como um martelo decretando que a sentença final havia chegado. Eu havia perdido.

- Terebintina.

As palavras que eu li semanas antes, ecoaram em minha mente. Terebintina. Terebintina no fogo. Eu tinha planejado.

Previ. Ainda assim, havia algo tão definitivo na retirada da coleira e em como parecia quebrada da forma como estava disposta na mesa. Não conseguia tirar os olhos dela.

Não conseguia me forçar a olhar para Emma com o pescoço desnudo.

Ela não era mais minha. Nem de uma forma, e ao notar sua dor, nem de outra.

Fechei os olhos contra o rasgo no peito.

Não conseguia pensar nisso por ora. Ainda tinha um papel a representar.

Ela sabia. No fundo eu queria que ela soubesse que eu estava fingindo.

Talvez assim fosse mais fácil para ela lidar depois.

Na noite anterior, eu tinha repassado vários nomes em minha cabeça. Eu sabia que ela ia precisar de uma dominadora, cedo ou tarde, mas não conseguira decidir por ninguém que fosse boa o suficiente para ela. Torcia para que ela não visse meu blefe, eu não tinha nomes para naquele momento.

Eu pretendia que minha oferta fosse gentil, mas o olhar que ela me lançou era tão magoado, tão triste. Ela não entendeu. Será que ela não sabia o quanto me doía oferecer lhe os nomes de minhas amigas? Imaginar, mesmo que por um momento, que ela estava com outra?

Fiquei sentada ali, em silêncio, sem me mexer.

Quando ouvi passos na escada, baixei a cabeça nas mãos.

Ah, meu Deus. Ela ia embora. Ela ia me deixar.

Eu a veria antes de ela partir ou minha última visão dela seria sua expressão de dor enquanto minhas palavras a dilaceravam?

Seus passos jaziam cada vez mais longe de mim, e a culpa me dominava em graus elevados demais para que eu pudesse suportar.

Apollo se levantou de onde estava, a meus pés, e tombou a cabeça de lado para mim.

- Vá - Sussurrei. - Vá com ela.

Ele continuou a meu lado. Minutos depois, ela desceu a escada. Apollo ouviu e correu para encontrá-la.

Baixei a cabeça e afundei os dedos nos cabelos. Era pior do que meu pior pesadelo.

Um soluço rasgou meu peito.

Seus últimos pensamentos foram em mim.

A porta da frente se abriu e fechou.

Reuni toda a força que podia e me levantei. Eu tinha uma última tarefa como domme de Swan: vê-la chegar em casa em segurança.

Horas depois, tendo dirigido atrás dela todo o caminho até a cidade sem que ela soubesse, voltei a minha casa vazia. 

Entrei no hall, meus passos ecoando no silêncio.

Mesmo quando Emma partia aos domingos, a casa nunca ficou tão desolada. Era porque ela nunca mais voltaria. Agora a casa sempre ficaria vazia. Eu não suportava aquele vazio; precisava me livrar dele. Apollo olhou atrás de mim, como se esperasse que Emma entrasse, mas só olhei rapidamente para ele enquanto ia diretamente à biblioteca.

Arranquei as botas pelo caminho.

Havia várias garrafas no bar. Fui direto a elas, sem nem mesmo me incomodar e molhar o resto da biblioteca. Eu ainda não conseguia olhar aquela sala.

O conhaque tinha quarenta por cento de álcool; não levaria muito tempo para fazer efeito. As doses desciam com mais facilidade quanto mais eu bebia. Para ser franca, perdia conta depois da terceira. Se eu bebesse bastante, me embriagasse bastante, talvez não doesse tanto. Talvez não parecesse que meu coração tinha sido arrancado do peito. É claro que não adiantou nada. Só agravou a dor.

Apollo estava sentado a meu lado e ganiu.

- Tá tudo bem, Apollo - Murmurei enquanto servia outra dose. - É melhor assim. Confie em mim.

A sala rodou um pouco, então cambaleei até o sofá de couro e desabei. Mais. Eu precisava de mais. O conhaque nem mesmo ardia quando eu o colocava para dentro. Ouvi a taça cair no chão e depois... Nada.

"Dopada de amor

Bêbada do meu ódio

É como se eu estivesse cheirando tinta

E eu adoro, quanto mais eu sofro

Eu me sufoco e assim

Que estou prestes a me afogar

Ela me ressuscita

Ela me odeia pra caralho

E eu adoro isso, espere..."

A luz do sol entrando pela janela me ofuscou e semicerrei os olhos.

Algo se mexia nas cortinas. Apollo virou-se para mim.

- Emma? - falei, sufocada. Uma alegria sem igual tomou meu corpo. Sentei-me. - Emma! - Minha voz parecia mais forte. Ela sorriu para mim. - Eu sabia que você não ia acreditar em mim. Sabia que não ia. E você voltou. Ah, Emma.

Levantei me para pegá-la nos braços. 

Enfim. Enfim eu ia lhe conta. Enfim eu ia lhe contar tudo.

Ela veio a mim, ainda sorrindo. Eu a observei, hipnotizada.

O sol tremeluzia a sua volta. Seu vestido era lindo e flutuava ao redor enquanto ela caminhava. Ela andava com tanta graça que era como se flutuasse no ar. Quando se colocou diante de mim, estendi a mão a seu rosto. Sua pele. Tão perfeita. Acariciei.

- Você me perdoa?

Ela assentiu. Me joguei em seus braços. 

- Desculpe, Emma. Me perdoe. – A abracei e solucei em seu pescoço macio. - Obrigada. Obrigada por voltar.

As possibilidades do que podíamos ser, como podíamos ser, passaram por minha mente. Desde que estivéssemos juntas, desde que tentássemos, tudo ficaria bem. O importante era que estávamos juntas. No fim, era só isso que importava.

Soltei um último soluço e enxuguei os olhos. Olhei-a e ali estava ela olhando-me de cima e sorrindo.

- Emma. - Nossos lábios se uniram suavemente.

Seu gosto era ainda mais doce do que me lembrava. Gemi e a puxei para mais perto. Ela se derreteu no meu abraço, envolvendo meu corpo.

Não era estranho que ela não falasse nada? Ela não devia falar?

Podíamos conversar mais tarde, então, não é? Tínhamos muito tempo para conversar.

Eu a beijei mais fundo, tomando sua cabeça nas mãos e emaranhando os dedos em seu cabelo.

Por que eu não sentia cheiro de nada?

Seus dedos dançaram por minhas costas, provocando. Afastei-me.

Assumi meu lugar no sofá e dei um tapinha a meu lado.

- Venha, sente-se. Vou te contar tudo.

Ela meneou a cabeça e recuou um passo.

- É tarde demais. Tarde demais, Regina.

Outro passo para trás.

- O quê? Não! - Supliquei. - Preciso lhe contar. Espere.

Ela deu outro passo para trás quase na janela e meneou a cabeça de novo.

- Emma? - Perguntei, mas ela desapareceu. - Emma? - As cortinas se balançaram.

"Aonde você vai?

Estou deixando você

Não, não está

Volte aqui!"

Algo quente, macio e molhado lambeu meu rosto. Acordei com uma sacudida e me sentei.

Apollo me lambeu novamente.

Olhei a biblioteca. Vazia.

Foi um sonho. Uma porcaria de sonho.

Ela não voltou. Ela acreditou em mim e nunca mais voltaria. Afastei Apollo e procurei minha taça.

Onde estava?

Levantei-me e meus pés pisaram em cacos de vidro. Merda.

Não senti dor, estava anestesiada pelo efeito do álcool. Deixei-os ali e fui servir outra taça de conhaque. Tomei um longo gole e também deixei a taça cair no chão. Vi-a se espatifar em centenas de cacos.

Como a minha vida.

Como meu coração.

Como eu havia espatifado Emma.

Servi uma nova taça e a sequei em minutos.

Olhei novamente a janela onde Emma apareceu em meu sonho. Como eu esperava que ela estivesse ali.

Aparecendo do nada. Como se ela tivesse entrado mansamente em minha casa e voltado para a biblioteca, como se eu não tivesse arrancado seu coração com as minhas próprias mãos.

Era como se eu visse a biblioteca através de uma névoa densa. Tudo era borrado e distorcido. Mas minha mente funcionava com a máxima clareza, pois me lembrava de cada segundo que Emma e eu passamos naquela sala.

Ali, no chão, onde fizemos nosso piquenique nuas. Ali, no sofá, onde ela ficou nua para mim.

E ali, na banqueta do piano, onde ela me tomou depois de eu tocar para ela.

Afundei os dedos nos cabelos.

Talvez, se eu me esforçasse muito, pudesse arrancar as lembranças de minha cabeça. As imagens em minha mente se misturaram: Emma e eu na biblioteca, tocando piano para ela, Emma lendo, de pé na seção de poesia, a rosa que dei a ela...

Ela nunca me perguntou sobre a rosa. Por que não?

O que importava?

Ela devia saber alguma coisa sobre a rosa. Ela sabia de tudo, merda.

Meu celular vibrou.

Tirei do bolso do jeans e olhei a tela com dificuldade.

Oh, David? Eu não queria falar com ele. Larguei o telefone no chão e meus olhos percorreram a biblioteca.

A lareira estava vazia. Eu vi os riscos sendo consumidos. A biblioteca precisava do fogo.

Que tudo se consumisse: o piano, o sofá, a merda da poesia.

Tudo.

Eu ri.

Não demoraria muito.

O conhaque no chão ajudaria. Agora, onde estão os fósforos?

Fui trôpega até a cozinha, sem saber muito bem por que o chão estava se mexendo com meus passos. Era difícil andar. Abri uma gaveta e o conteúdo foi despejado no chão.

Alguma coisa bateu na outra sala. Levantei a cabeça daquela bagunça.

Seria Emma?

Não.

Emma se foi e nunca mais voltaria. Eu precisava me acostumar com isso.

A dor no coração não ia melhorar nunca. Eu precisava me curar.

Ah, sim. Meus dedos envolveram a caixa de fósforos. Justo o que eu precisava.

Peguei os fósforos e voltei à biblioteca. Só precisei de alguma ajuda da parede para conseguir andar pelo hall.

Ouvi passos atrás de mim.

- Regina? – Era a voz de David me chamando. Eu ri.

Ele podia me ajudar no incêndio. Fingi não ouvir e continuei andando.

- Regina? - Droga, ele era rápido. Como conseguiu me alcançar tão rapidamente? Virei-me. Estávamos diante da porta da biblioteca.

- Meus... parab... - Agitei os fósforos no ar.- Bénssss por seu... - Qual era apalavra mesmo? - Isso ai.

- Puta merda - Disse a mancha que era David. - Você está um lixo.

Virei-me e entrei na biblioteca.

- O que está fazendo? - Perguntou ele.

- Queimando.

- Queimando o quê? - Ele veio atrás de mim.

- A bíblío... teca.

Ele me segurou pelos ombros e me rodou.

- Mas que merda você está fazendo? O que você fez com este lugar? - Eu ri. - Mills... Merda. - Ele me sacudiu. - Pare de rir. Está me assustando.

Parei de rir e tentei me concentrar em seu rosto. Eu precisava soltar a próxima parte.

- Ela... me... deixou.

A dor em meu coração explodiu e cambaleei para o sofá, mas acabei escorregando no conhaque. A taça quebrada cortou minhas mãos. Isso, assim era melhor. A dor nas mãos. Não era tão ruim quanto a dor no coração, porém. Apertei a mão no chão para me levantar, mas isto só fez cravar cacos em minha palma.

Ergui as mãos para David.

- Mas que droga, Regina.

Balancei a cabeça.

- Ela não vai voltar. - Vi o sangue que escorria de minha mão. - Nunca...mais.

A sala se dissolveu na escuridão. Estava escuro quando despertei.

Por uma fração de segundo, estava tudo bem com o meu mundo, mas então tudo desabou em mim novamente. Quando relembrei. Emma foi embora. Para sempre. Eu não sabia o que doía mais, minha cabeça ou o coração.

- Mills? - Chamou David de algum lugar.

Minha cabeça doía diabolicamente, mas meu coração sem dúvida alguma era o mais ferido.

Tentei me sentar, mas a sala rodou tão rápido que cai de costas.

[...]

Onde estava?

Virei a cabeça.

A sala de estar.

David deve ter me trazido para a sala de estar.

- Está acordada? - Perguntou ele.

- Acho que geralmente é o que significa quando você tem os olhos abertos. - Doía abrir os olhos, porém, então os fechei novamente. - Onde está a minha bebida?

- Eu tirei tudo e...

- Por quê?

- Por que o quê?

Abri um olho.

- Por que você tirou minha bebida de mim?

- Acho que você já bebeu o bastante.

-Eu decido quando será o bastante.

Abri o outro olho. Ah, sim. Lá estava ele, sentado em uma poltrona.

- Quando entrei, você tentava incendiar a biblioteca.

- E você me impediu?

Eu realmente tentei incendiar a biblioteca? Não me lembrava disso. Emma foi embora e havia um buraco enorme em meu coração. Eu me lembrava disso.

- Por isso não vou deixar você beber mais. - Ele pegou meu controle remoto e mudou o canal da televisão.

- Alguma mulher já deixou você?

Ele me olhou de lado.

- Chega de conhaque.

- Vou alternar então com vinho tinto - Declarei. - Faz bem para o coração.

Ele não tentou me impedir. Talvez soubesse que eu realmente precisava ou que ninguém conseguiria me impedir. Nem mesmo ele.

"Mas você prometeu a ela

Da próxima vez você vai mostrar controle

Você não vai ter outra chance

A vida não é um videogame

Mas você mentiu de novo

Agora você vê ela indo embora

Olhando pela janela

Acho que é por isso que se chama vidraça..."

[...]

Nos próximos dias, passei a maior parte de meu tempo numa névoa de embriaguez. Eu tinha consciência de o quanto era estúpido. Que só me afundava e me fazia estar em estados deploráveis. Mas foi a única maneira que encontrei de estancar aquela dor que nunca parava.

Era melhor assim. Se eu bebesse bastante, se caísse num estupor profundo, Emma não apareceria em meus sonhos. O pior era quando acordava.

Quando eu acordava, via ela em todo canto. Ao contrário de meus sonhos, eu sabia que ela não estava realmente na casa, mas podia sentir. Eu a sentia em todo lugar: na cozinha, na sala de estar, no hall. Ela deixou sua impressão em cada cômodo de minha casa.

Depois daquele primeiro dia, não voltei a pôr os pés na biblioteca e me recusei a dormir em meu quarto.

Como David insistiu em ficar comigo, deixei que dormisse no meu quarto e fui para o de hóspedes do outro lado do corredor, na frente do meu quarto e do de Emma. Pelo menos ali eu não tinha nenhuma lembrança dela.

David ligou em meu nome para Mulan na segunda-feira e disse que eu ficaria fora por alguns dias. Não sei que desculpa ele deu. Não me importei com nada. A merda da empresa podia andar sozinha. Eu sabia que ele conversava com meu pai às vezes, eu ouvia. Ele nunca apareceu, então só podia imaginar o que David disse a ele.

Eu detestava quando ele falava com Mary em minha presença. Detestava e adorava.

Adorava porque era uma ligação com Emma. E detestava porque era uma ligação com Emma. Perguntei-me como estaria indo a vida dela.

David nunca disse e eu nunca perguntei. Ele não falava no nome dela comigo. Quando me via ouvindo suas conversas, saia da sala ou desligava.

Eu queria poder fazer tudo de novo.

Queria poder ligar para ela naquele primeiro dia e falar com ela, contar tudo. Se tivesse sido honesta desde o início... Mas sempre que começava com o jogo do "se eu tivesse", voltava a beber e caia no mesmo círculo interminável.

Um dia, naquela semana, não tenho ideia de qual, acordei na sala de estar e ouvi David ao telefone.

“Não sei, cara” Falou. “Pensei que a essa altura ela teria melhorado. Mas ela...não melhorou”.

Silêncio do outro lado do telefone.

“Não quero que traga o tio. Isso só pioraria tudo” Continuou. “E ela não está conversando. Não sei o que fazer, Zelena. Ela só fica olhando o vazio, bebe ou dorme”.

Silêncio novamente.

“Quem?” Perguntou ele. “Espere.” Ouvi-lo ir à mesa ao lado do sofá e pegar meu celular. “Kristin Bauer?”

Mas que merda.

Peguei o copo que sabia que estava a meu lado e deixei que o álcool fizesse sua magia

"Da próxima vez

Não haverá uma próxima vez

Peço desculpas

Mesmo sabendo que é mentira

Estou cansado desses jogos

Eu só quero ela de volta

Eu sei que sou um mentiroso

Se ela tentar ir embora de novo

Eu vou amarrá-la na cama

E colocar fogo nesta casa..."

[...]

- Regina Marie Mills - Disse uma voz grave e feroz horas ou talvez dias depois.

Fingi não ouvir.

O sonho que eu estava tendo era maravilhoso.

Emma estava ali; Ela estava...

- Sei que você me ouviu - Insistiu a voz. - Acorde.

Rolei. Eu estava na cama. Era sempre bom saber onde se estava. A cama era boa. Dava para dormir na cama.

- Vai embora.

Havia luz quando acordei novamente. Eu não gostava da luz.

O escuro era melhor.

- Eu disse a David que você não pode mais beber álcool nenhum.

A voz começava a me irritar. Por que não me deixava em paz?

- Cala a boca! - Respondi.

- Estou fazendo um ótimo café lá embaixo...

Puxei os lençóis até a cabeça.

- Não quero café.

- Tire essa sua bunda imprestável da cama agora mesmo.

Droga. Ela não ia se calar.

- Você não pode me dizer o que fazer, Kristin.

- Alguém tem que fazer isso.

- Não sou criança.

- Ah, mas está parecendo uma. – Disse ela. - E por falar em crianças, deixei meu filho recém nascido e minha esposa insone para estar aqui com você, então é melhor que você saia da merda desta cama antes que eu a arraste para fora dela.

Pensei em minhas opções por menos de cinco segundos e me sentei completamente nua.

- Eu não me lembrava de que você era um pé no saco tão grande.

Kristin sorriu.

- Então, você não se lembra muito bem de mim. - Ela me estendeu meu robe.

[...]

Sentada na cozinha nas horas seguintes, contei tudo a ela. Tudo, sobre Swan, como eu sabia dela, que a observava, depois menti para ela. Até contei sobre a ridícula palavra de segurança. É claro que ela sabia como eu a tratara mal depois de sua primeira punição, então deixei passar essa parte.

Contei então que eu me apaixonara por ela. Essa parte, foi bem difícil dizer. Que ela se apaixonara por mim. Ela assentia solenemente enquanto eu detalhava nossa última noite e a manhã fatídica em que eu a botei para fora.

- Cavou um belo buraco para si mesma, não foi? - Perguntou ela por fim.

Envolvi minha caneca de café com as mãos e deixei que o calor penetrasse em meus dedos.

- Sim.

- Então, o que vai fazer a respeito disso? - Perguntou.

Olhei para ela. Ela falava sério?

- É sério, Mills. - Conrinuou. - Vai ficar sentada aqui, choramingando e gemendo por tudo que fez de errado, ou será mulher e fará alguma coisa a respeito disso?

- Ela foi embora. O que mais há para fazer?

- Você tem problemas maiores do que Emma.

- O quê? - Do que ela estava falando? Emma era o centro de tudo.

- Primeiro precisa se curar, antes de acertar as coisas com Swan.

Ela se levantou e lavou sua xícara.

- Não dá para consertar nada com Emma. - Olhei séria para ela. - Acabei de contar que ela me deixou.

- E também com bons motivos. - Ela se afastou da pia e ficou de frente para mim. - Mas o início de seus problemas com ela não foi sua derrota. Seus problemas começaram com você. Como você se sente consigo mesma.

Mas que diabos era aquilo?

- Olha só Regina, não sou uma especialista, mas sei que você tem uma família forte e maravilhosa que faria qualquer coisa por você. Tem conhecimento de tudo o que David estava fazendo quanto você estava fora do ar? Como ele teve medo por você?

Balancei a cabeça.

- Você é uma puta garotinha egoísta presa no corpo de uma mulher assustada. - Ela apontou para mim. - Está na hora de crescer e enfrentar a realidade. Então, estou perguntando, Regina. O que vai fazer a respeito disso?

Baixei a cabeça e olhei a mesa, atingida no coração pela convicção de suas palavras.

Sabendo o que precisava fazer, peguei o telefone e liguei para Zelena.

- Zel? - Perguntei quando ela atendeu. - Pode me indicar alguns nomes? Preciso de ajuda.


Notas Finais


kristin ícone do milênio sempre sendo sensata e esfregando na cara da Regina as fomosas VERDADES.

Amo muito esta amizade.

Comentemmmmm! 💙


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