História Fifty Shades Of Calzona - Capítulo 1


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Categorias Grey's Anatomy
Personagens Addison Montgomery-Shepherd, Alexandra "Lexie" Grey, Amelia Shepherd, April Kepner, Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Cristina Yang, Erica Hahn, Isobel "Izzie" Stevens, Jo Wilson, Mark Sloan, Meredith Grey, Miranda Bailey, Owen Hunt, Personagens Originais, Sophia Robin Sloan Torres, Stephanie Edwards
Tags Arizona, Arizonarobbins, Callie, Callietorres, Greysanatomy, Jessica, Jessicacapsaw, Sara, Sararamirez
Visualizações 106
Palavras 2.964
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, LGBT, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Primeiros passos.


Fanfic / Fanfiction Fifty Shades Of Calzona - Capítulo 1 - Primeiros passos.

C.

O telefone em minha mesa soltou dois bipes. Olhei o relógio, eram quatro e meia da tarde. Minha secretária tinha instruções explícitas para não me interromper, a não ser que duas pessoas ligassem. Era cedo demais para Yang telefonar da China, então só restava a outra pessoa.

Apertei o botão do interfone.

- Sim, Wilson?

- Sra. Meredith Grey na linha um, senhora.

- Recebi algo dela hoje? - perguntei.

Papéis farfalharam ao fundo.

- Sim, senhora. Devo levar agora?

- Pegarei mais tarde. - Apoiei o aparelho e passei para os fones. - Meredith, eu esperava que me procurasse antes. Seis dias atrás. Eu aguardava por este pacote há muito tempo.

- Desculpe, Srta. Torres. A senhora teve uma última inscrição que eu quis incluir neste lote.

Muito bem. As mulheres não sabiam que eu tinha um prazo-limite mesmo. Era algo que eu discutiria com Grey mais tarde.

- Quantas desta vez? - perguntei.

- Quatro. - Ela pareceu aliviada por eu ter deixado de lado a questão do atraso. - Três experientes e uma sem experiência nem referências.

Recostei-me na cadeira e cruzei as pernas. Na realidade, não devíamos ter esta conversa. A essa altura, Meredith sabia de minhas preferências.

- Sabe o que penso a respeito de submissas inexperientes

- Eu sei, senhora - disse ela, e eu podia vê-la limpando o suor da testa. - Mas esta é diferente... Ela pediu pela senhora.

Estiquei uma perna, depois a outra. Eu precisava de uma boa corrida, mas teria de esperar até o final daquela tarde.

- Todas pedem por mim. - Eu não estava sendo fútil, apenas sincera.

- Sim, senhora, mas esta quer servir apenas a senhora. Ela não está interessada em mais ninguém. Sentei-me reta na cadeira.

- É mesmo?

- Sua inscrição declara especificamente que ela será sua submissa e de mais ninguém.

Eu tinha regras sobre experiência anterior e referências porque, para ser franca, não tinha tempo para treinar uma submissa. Preferia alguém com experiência, alguém que aprendesse o meu jeito rapidamente. Alguém que eu pudesse ensinar rapidamente. Sempre incluí um questionário extenso nos formulários de inscrição para garantir que as candidatas soubessem exatamente no que estavam se metendo.

- Imagino que ela tenha preenchido o questionário corretamente, não? Não indica ali que ela faria qualquer coisa? - Isto já havia acontecido uma vez. Meredith sabia muito bem.

- Sim, senhora.

- Creio que posso dar uma olhada, então.

- A última da pilha, senhora.

A que fez com que ela atrasasse a entrega, então.

- Obrigada, Grey. - Desliguei o telefone e saí de minha sala. Jo Wilson me entregou um envelope.

- Por que não vai para casa, Wilson? - Coloquei o envelope embaixo do braço. - O resto da tarde deve ser tranquila.

Ela me agradeceu enquanto eu voltava a minha sala. Peguei uma garrafa de água, sentei-me a minha mesa e abri o envelope. Folheei as três primeiras inscrições. Nada de especial. Nada fora do comum. Eu podia montar um teste de fim de semana com qualquer uma das três mulheres e provavelmente não conseguiria dizer a diferença entre elas.

Esfreguei a nuca e suspirei. Talvez eu já estivesse fazendo isso há tempo demais. Talvez eu devesse tentar de novo sossegar e ser normal. Desta vez, com alguém que não fosse Penny. O problema era que eu precisava de meu estilo de vida de Domme. Só queria algo especial para acompanhá-lo.

Tomei um bom gole de água e olhei o relógio. Já eram cinco da tarde. Eu duvidava muito que encontraria alguma coisa especial naquela última inscrição. Como a mulher não tinha experiência, na realidade não valia meu tempo examinar a papelada.

Sem olhar para ela, peguei o documento e pus no alto de minha pilha pra picotar. As três restantes, coloquei lado a lado em minha mesa e li as capas novamente.

Nada.

Não havia basicamente nada que diferenciasse as três mulheres. Eu devia fechar os olhos e escolher uma ao acaso. Aquela no meio daria certo. Mas enquanto eu olhava suas informações, meu olhar vagou para a pilha da picotadora. A inscrição descartada era de uma mulher que queria ser a minha submissa.

Ela perdeu tempo preenchendo minha detalhada papelada e Meredith atrasou o envio do material por causa da Srta. Não-tenho-experiência-e-só-quero-Calliope-Ephigenia-Torres.

O mínimo que eu podia fazer era respeitar esta mulher o bastante para ler suas informações.

Peguei a inscrição descartada e li o nome.

"Arizona Robbins."

Os papéis escorregaram de minha mão e flutuaram até o chão. Eu era um sucesso aos olhos do mundo. Era proprietária de minha própria corporação internacional de finanças imobiliárias.

Empregava centenas de pessoas. Morava numa mansão que havia aparecido nas páginas da Architectural Digest. Tinha uma família incrível. Em noventa e nove por cento do tempo, eu estava satisfeita com minha vida. Mas havia aquele um por cento... Aquele um por cento que me dizia que eu era uma fracassa completa;

•Que eu era cercada de centenas de pessoas, mas pouquíssimas me conheciam.

•Que meu estilo de vida não era aceitável.

•Que eu jamais encontraria alguém que pudesse amar e que também me amasse.

Nunca me arrependi de minha decisão de ter a vida de dominadora. Normalmente era muito satisfatória e, se houve ocasiões em que não foi assim, foram poucas e muito espaçadas. Eu me sentia incompleta apenas quando entrava na biblioteca pública e tinha um vislumbre de Arizona.

É claro que, até que sua inscrição aparecesse em minha mesa, eu não tinha como saber se ela sabia que eu existia. Até então, Arizona simbolizava para mim o um por cento que faltava. Nossos mundos eram tão distantes que não podiam e não iriam se encontrar. Mas se Arizona era uma submissa e queria ser a minha submissa...

Deixei que minha mente vagasse por caminhos que eu bloqueara havia anos. Abri os portões de minha imaginação e deixeique as imagens me dominassem;

•Arizona nua e amarrada a minha cama Peguei seu formulário no chão e comecei a ler; Nome, endereço, telefone e ocupação, passei os olhos rapidamente. Virei para página do histórico médico - teste de função hepática e contagem de células sanguíneas normais, negativo para HIV e hepatite, negativo para presença de drogas na urina. Os anticoncepcionais que eu exigia para controlar o clico eram a única medicação que tomava.

Fui à página seguinte, seu questionário completo. Meredith não mentiu quando disse que Arizona não tinha experiência. Ela marcou apenas sete itens da lista: penetração vaginal, masturbação, uso de vendas, espancamento, engolir ejaculação, uso da mão e privação sexual. No campo de comentários ao lado de privação sexual, ela escreveu:

   "Ha ha. Não sei se nossas definições são iguais."

Sorri. Arizona tinha senso de humor.

Vários itens foram marcados com "Não, além do limite". Eu respeitava isso tinha meus próprios limites. Olhando a lista, descobri que vários dos meus combinavam com os dela. Vários outros, não. Não havia nada de errado com isso os limites mudavam; as listas de verificação mudavam. Se ficássemos juntas a longo prazo...Mas o que eu estava pensando? Eu realmente pensava em chamar Arizona para um teste? Ora essa. Claro que sim.

Mas eu sabia, eu sabia que se a inscrição viesse de outra, e não de Arizona, nem teria olhado duas vezes. Eu a teria picotado e me esquecido de sua existência. Eu não treinava submissas. Mas era de Arizona e eu não queria picotar aquilo. Queria refletir sobre aquele formulário até que o tivesse memorizado. Queria fazer uma lista do que ela marcou como "Disposta a tentar" e lhe mostrar o prazer de fazer essas coisas. Queria estudar seu corpo até que os contornos estivessem permanentemente gravados em minha mente, até que minhas mãos conhecessem e reconhecessem cada resposta dela. Eu queria observá-la ceder a sua verdadeira natureza de submissa. Eu queria ser sua Domme.

E poderia? Poderia deixar de lado meus pensamentos a respeito de Arizona, a fantasia que nunca teria, e em vez disso ter Arizona, a submissa? Sim. Sim, eu poderia. Porque eu era Callie Torres e Callie Torres não falha.

Peguei o telefone e liguei para Meredith.

- Sim, senhora, Srta. Torres. - disse ela. - Já se decidiu?

- Mande para Arizona Robbins meu questionário pessoal. Se ela ainda estiver interessada depois de analisá-lo, peça a Wilson para marcar uma hora na semana que vem.

Arizona marcou uma hora para a terça-feira, às quatro da tarde. Durante toda a segunda-feira, esperei que Wildon me dissesseq ue ela telefonara para cancelar, mas na terça, à uma da tarde, eu tinha aceitado o fato de que Arizona provavelmente apareceria.

Isso me deixou inquieta.

Andei entre minha mesa e a janela, lembrando-me de Arizona como a vira da última vez a completa paciência com que instruía um aluno do ensino médio, rindo baixo de algo que o adolescente dissera. Depois a imaginei como agora eu podia me permitir - como minha submissa, pronta e disposta a me servir.  A obedecer a cada ordem minha.

Voltei à minha mesa e me sentei. Pela terceira vez na última hora, peguei o pacote de informações que eu tinha preparado para ela e reli. Verifiquei três vezes se tudo estava em ordem.

Meu primo, Mark, ligou às três e meia e impediu que eu enlouquecesse inteiramente de tanta agitação.

- Oi - disse ele. - Ainda quer jogar tênis no sábado?

Soltei um resmungo. Eu tinha me esquecido da promessa que fiz a Mark, de que teríamos outra partida no sábado. Se Arizona concordasse com o teste de fim de semana, eu realmente ia querer deixá-la? Por outro lado, talvez fosse bom me afastar dela por algumas horas. Dar a mim mesma uma pausa do que prometia ser um fim de semana intenso.

Mark notou minha hesitação.

- Tudo bem se não puder. Eu posso fazer skydiving.

Da última vez que ele fez skydiving, quase encerrou sua carreira de quarter back, então eu sabia que ele estava brincando.

Pelo menos esperava que estivesse.

- Sem chantagem - protestei. - Não estava tentando te deixar na mão. Só estava vendo se minha agenda está livre. Talvez eu tenha um encontro

- Um encontro? Voltou à ativa depois da garota das pérolas?

- O apelido é inteiramente desrespeitoso com Penny. - E ele não podia estar mais longe da verdade. Eu não tive muitas atividades desde Penny.

- Falei por falar. Fico feliz que você tenha largado aquela lá.

- Já chega de mim e de minha vida amorosa - interrompi, porque não acho que Mark tivesse alguma ideia de como era realmente minha vida sexual.

- Quem você vai levar à festa beneficente do meu pai?

- No momento, ninguém. Muito obrigado por me lembrar disso - agradeceu ele com certo sarcasmo.

Conversamos um pouco mais e por fim desliguei depois de concordar que eu o encontraria no sábado para nossa partida de tênis.

De muitas formas, Mark era o irmão que eu nunca tive. Seus pais morreram num acidente de carro quando ele tinha dez anos. O meu pai que é irmão de sua mãe, criou ele depois disso. Amélia era a terceira integrante de meu grupo de amigos quase-uma-família, junto com sua mulher, Eliza. Amélia e sua família foram vizinhos da minha família quando éramos pequenas.

Eliza morava perto, e ela e Amélia  namoraram por todo colégio e durante a faculdade. Elas se casaram um mês depois de ela se formar. Amélia agora era psiquiatra e Eliza, estilista.

Eu invejava Amélia e Eliza e o companheirismo que elas tinham. A paixão e o amor que elas sentiam eram palpáveis. Há muito tempo eu desistira de encontrar uma relação como a delas, mas esta era a vida que eu tinha. Ter Arizona como submissa quase compensava tudo.

Meu telefone soltou um bipe duplo e baixo.

- Sim, Wilson? - Olhei o relógio, três e quarenta e cinco. Arizona era pontual. Mais um ponto positivo.

- A Srta. Robbins chegou, senhora.

- Obrigada, Wilson. Vou informar quando estiver pronta para recebê-la. - Desliguei.

Bebi uma água e olhei as páginas mais uma vez. Estava tudo pronto. Peguei sua inscrição e reli, embora não soubesse bem por quê. Eu a havia decorado. Quando o relógio deu quatro e cinco, liguei para Jo e pedi que mandasse Arizona entrar.

Respirei fundo, abri um documento em branco em meu computador e comecei a digitar."Calliope Torres é a maior idiota escrota do mundo. O que acha que está fazendo?Idiota.Tremenda. Idiota. Escrota.Você não tem motivos para tê-la aqui.Este será o pior erro de sua vida.Droga.Droga. Droga. Droga. Droga. Droga.Merda. Merda. Merda..."

      A.

- Srta. Robbins - disse a recepcionista. - O Srta. Torres a receberá agora.

Levantei-me, questionando pela vigésima quinta vez o que eu estava fazendo e fui para a porta aberta que levava à sala que me fizera atravessar a cidade. Do outro lado estava minha fantasia mais sombria e, ao entrar, eu a tornava realidade.

Estava orgulhosa de minhas mãos por elas não tremerem enquanto a porta se abria e eu entrava na sala dela

Primeiro passo: feito.

Calliope Torres estava sentada a uma grande mesa de mogno e digitando num computador. Não levantou a cabeça, nem reduziu os toques no teclado. Eu podia muito bem nem ter entrado, mas baixei os olhos, por precaução.

Fiquei parada e esperei. Com o rosto virado para o chão, as mãos ao lado do corpo, os pés separados na extensão exata de meus ombros. Lá fora o sol se punha, mas a luminária na mesa de Callie emitia uma luz branda.

Passaram-se dez minutos? Vinte? Ela ainda digitava.

Contei minha respiração. Meu coração finalmente reduziu a velocidade de foguete em que estivera disparado antes de entrar na sala.

Mais dez minutos se passaram.

Ou talvez trinta.

Ela parou de digitar.

- Arizona Robbins. - disse.

Eu me assustei um pouco, mas mantive a cabeça baixa.

Segundo passo: feito.

Eu a ouvi pegar um maço de papéis e empilhá-los. Ridículo. Pelo que eu sabia de Callie Torres, eles já estavam numa pilha arrumada. Era outro teste.

Ela empurrou a cadeira para trás, e as rodas girando no piso de madeira eram o único som na sala silenciosa. Veio a mim com passos estudados e calmos, vestida num terninho escuro, até que eu a senti às minhas costas. A mão afastou meu cabelo da nuca e o hálito quente fez cócegas na minha orelha.

- Você não tem referências

Não, eu não tinha. Só uma fantasia louca. Devo contar a ela? Não. Devo ficar em silêncio.

Meu coração bateu mais rápido.

- Eu teria informado - continuou ela - que não estou interessada em treinar uma submissa. Minhas submissas sempre foram plenamente treinadas.

Louca. Eu era louca de estar ali. Mas era o que eu queria. Ser controlada por uma mulher. Não. Não por qualquer mulher.

Controlada por esta mulher.

- Tem certeza de que é isto que você quer, Arizona? - Ela enrolou meu cabelo no punho e deu um leve puxão. - Você precisa ter certeza.

Minha garganta estava seca e eu tinha certeza absoluta de que ela ouvia meu coração bater, mas fiquei onde estava.

Ela riu e voltou à sua mesa.

- Olhe para mim, Arizona.

Eu já vira a foto dela. Todo mundo conhecia Calliope Torres, proprietária e diretora executiva da Torres Industries. As fotos não faziam justiça a mulher. Sua pele era ligeiramente morena e destacava o castanho-escuro dos olhos. O cabelo preto, longo pedia por meus dedos. Para agarrá-lo e puxar sua boca carnuda à minha.

Seus dedos batiam ritmadamente na mesa. Dedos longos com unhas negras medianas. Senti os joelhos enfraquecerem só de pensar no que aqueles dedos podiam fazer.

Na minha frente, Callie abriu o mais franco dos sorrisos e eu me obriguei a me lembrar de onde estava. E por quê.

Ela voltou a falar.

- Não estou interessada no motivo pelo qual você decidiu se candidatar. Se eu a escolher e você concordar com meus termos, seu passado não importa. - Ela pegou os papéis que eu reconhecia como minha inscrição e os folheou. - Sei do que você precisa. 

Lembrei-me de quando preenchi o formulário o questionário, os exames de sangue que ela pedira, a confirmação dos anticoncepcionais que eu tomava. Da mesma forma, antes da reunião de hoje, ela havia me mandado as próprias informações para análise. Eu sabia seu tipo sanguíneo, os resultados dos exames, seus poucos limites e as coisas que gostava de fazer com as parceiras de jogo.

Ficamos em silêncio por vários longos minutos.

- Você não tem treinamento - disse ela. - Mas é muito boa.

Silêncio novamente enquanto ela se levantava e ia até a vidraça atrás de sua mesa. Estava completamente escuro e vi seu reflexo no vidro. Nossos olhos se encontraram e então baixei a cabeça.

- Gosto mesmo de você, Arizona Robbins. Mas não me lembro de ter dito para virar o rosto.

Eu torcia para não ter estragado irremediavelmente tudo e levantei a cabeça.

- Sim, acho que seria adequado fazermos um teste de fim de semana. - Ela se virou da janela e enfiou as mãos nos bolsos da calça. - Se você concordar, irá à minha casa de campo nesta sexta-feira à noite, exatamente às seis da tarde. Mandarei um carro buscá-la. Jantaremos e começaremos a partir dali.

Ela retirou o blazer e colocou no sofá à sua direita, mantendo-se com uma camisa de linho branca e um decote avantajado amostra.

- Tenho algumas expectativas de minhas submissas. Você deve ter pelo menos oito horas de sono diariamente do domingo até quinta-feira à noite. Terá uma dieta balanceada... Mandarei por e-mail um plano de refeições. Você também deverá correr dois quilômetros, três vezes por semana. Duas vezes por semana fará um treinamento de força e resistência em minha academia. Passará a ser sócia amanhã. Tem alguma preocupação relacionada com isso?

Outro teste. Eu não disse nada e ela sorriu.

- Pode falar com franqueza.

Enfim lambi os lábios.

- Eu não sou muito... atlética, Srta. Torres. Não sou muito de correr.

- Precisa aprender a não se deixar dominar por seus pontos fracos, Arizona. - Ela foi à mesa e escreveu alguma coisa. - Três vezes por semana, você também fará aulas de ioga. São na academia. Mais alguma coisa - Meneei a cabeça.

- Muito bem. Verei você na sexta à noite. - Ela me estendeu alguns papéis. - Aqui está tudo que precisa saber.

Peguei os papéis. E esperei. Ela sorriu novamente.

- Está dispensada.



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