História Fifty Shades Of Calzona - Capítulo 2


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Categorias Grey's Anatomy
Personagens Addison Montgomery-Shepherd, Alexandra "Lexie" Grey, Amelia Shepherd, April Kepner, Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Cristina Yang, Erica Hahn, Isobel "Izzie" Stevens, Jo Wilson, Mark Sloan, Meredith Grey, Miranda Bailey, Owen Hunt, Personagens Originais, Sophia Robin Sloan Torres, Stephanie Edwards
Tags Arizona, Arizonarobbins, Callie, Callietorres, Greysanatomy, Jessica, Jessicacapsaw, Sara, Sararamirez
Visualizações 57
Palavras 2.559
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, LGBT, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Página cinco.


Fanfic / Fanfiction Fifty Shades Of Calzona - Capítulo 2 - Página cinco.

A.

A porta do apartamento ao lado do meu se abriu enquanto eu passava. Minha melhor amiga, Lexie, veio para o corredor.

Lexie e eu éramos amigas havia uma eternidade, fomos criadas juntas na mesma cidade de Indiana, localizado no Centro Oestedos Estados Unidos. Durante todo o ensino fundamental, sentamos lado a lado, graças à distribuição dos alunos por ordemal fabética. Depois da formatura no ensino médio, fomos para a mesma faculdade em Nova York, onde logo entendemos que, se quiséssemos continuar grandes amigas, devíamos ser vizinhas, mas não morarmos juntas.

Embora eu a amasse como a irmã que nunca tive, às vezes ela podia ser mandona e autoritária. Da mesma forma, minha necessidade de ter algum tempo sossegada a deixava louca. E, ao que parecia, também meu encontro com Callie.

- Arizona Robbins! - Suas mãos estavam nos quadris. - Você desligou o telefone? Foi ver aquela tal de Calliope, não foi?

Limitei-me a sorrir para ela.

- Francamente, Arizona - disse ela. - Não sei por que eu ainda me incomodo com isso.

- Pois é. Diga, por que você se incomoda mesmo? - perguntei enquanto ela me seguia para dentro. Acomodando-me no sofá, comecei a ler os papéis que Callie me dera. - Aliás, eu não estarei aqui neste fim de semana.

Lexie soltou um suspiro ruidoso.

- Você foi. Eu sabia que iria. Depois que enfia uma ideia na cabeça, você simplesmente mete a cara. Nem mesmo pensa nas consequências.

Continuei lendo.

- Você se julga muito inteligente. Bom, o que acha que a biblioteca vai dizer sobre isso? O que seu pai vai pensar?

Meu pai ainda morava em Indiana e, embora não fôssemos próximos, eu tinha certeza de que ele teria uma opinião firmes obre minha visita ao escritório de Callir. Uma opinião muito negativa. Apesar disso, de maneira nenhuma alguém discutiria minha vida sexual com ele.

Baixei os papéis.

- Você não vai contar nada ao meu pai. E minha vida pessoal não é da conta da biblioteca. Entendeu?

Lexie se sentou e examinou as unhas.

- Não estou entendendo nada. - Ela pegou os papéis.

- O que é isso?

- Me dê. - Puxei a papelada da mão dela.

- Sinceramente. Se quer tanto ser dominada, conheço vários homens que estariam muito dispostos a lhe fazer esse favor

- Não estou interessada nos seus ex-namorados. Além do mais, você sabe que minha preferencia sexual por mulheres é bem maior.

- Então vai entrar na casa de uma estranha e deixar que ela faça só-Deus-sabe-o-que com você?

- Não é assim.

Ela foi até meu laptop e o ligou.

- E como é, exatamente? - Lexie se recostou no sofá enquanto a tela se acendia. - Ser a amante de uma mulher rica?

- Não sou amante dela. Sou uma submissa. Sinta-se em casa, a propósito. Pode usar meu laptop à vontade.

Ela digitou freneticamente no teclado.

- Muito bem. Submissa. Assim é muito melhor.

- É. Todo mundo sabe que é o submisso que tem todo o poder no relacionamento. - Lexie não havia feito a pesquisa que fiz.

- E Callie Torres sabe disso? - Ela havia entrado no Google e procurava pelo nome de Callie. Tudo bem. Que encontre.

Calliope Iphigenia Torres tinha 35 anos. Sua mãe morreu quando tinha 9 anos, foi criada pelo seu pai Carlos Torres. Callie assumiu os negócios do pai aos 29 anos. Pegou o que já era uma empresa lucrativa e aumentou seu sucesso. Eu sabia dela fazia tempo. Sabia daquelas colunas sociais que a classe baixa lia para se informar sobre a classe alta. Os jornais a retratavam como uma inflexível. Uma verdadeira cretina. Mas eu preferia pensar que conhecia um pouco mais a verdadeira mulher.

Seis anos atrás, quando eu tinha 26, minha mãe, havia se metido numa situação muito ruim com uma dívida de cartão de crédito, depois de se divorciar do meu pai. Ela devia tanto que o banco ameaçou executar a hipoteca da casa. E eles teriam o direito de fazer isso. Mas Callie salvou o dia. Ela era do conselho da diretoria do banco e convenceu todos a darem à minha mãe os meios de salvar a casa e se livrar da dívida. Ela morreu devido a um problema do coração dois anos depois, mas, nesses dois anos, sempre que o nome dela era mencionado nos jornais ou no noticiário, ela contava a história da ajuda que Callie lhe oferecera. Eu sabia que ela não era a durona que o mundo pensava que fosse. E quando eu soube mais sobre suas... delicadas preferências, minhas fantasias começaram. E continuaram. E continuaram até eu entender que precisava fazer alguma coisa a respeito.

De repente, o belo rosto dela encheu a tela. Fitava-nos com aqueles olhos castanhos penetrantes. Um braço estava na cinturade uma linda mulher ao seu lado.

Minha, disse o lado idiota de meu cérebro.

- Quem é ela? - perguntou Lexie.

- Minha antecessora, eu acho - murmurei, voltando à realidade. Eu era uma idiota por pensar que ela poderia querer a mim depois de ter isso.

- Vai ter que montar em saltos agulha bem altos, amiga. - Eu apenas concordei com a cabeça. É claro que Lexie percebeu. - Mas que droga, Arizona. Você nem mesmo usa salto alto.

Suspirei.

- Eu sei.

Lexie maneou a cabeça e clicou no link seguinte. Virei o rosto, sem precisar ver outra foto da deusa antecessora.

- Ah, garota - disse ela. - Ai, esse eu deixaria que me dominasse de vez em quando.

Levantei a cabeça e vi a foto de um homem bonito. "Mark Sloan, quarterback do New York Giants", dizia a legenda. Lexie prosseguiu:

- Você não me falou que ela era parente de um jogador profissional de futebol americano.

Eu não sabia. Mas de nada adiantaria dizer isso a Lexie: ela não prestava mais atenção em mim

- Será que Mark é casado? - resmungou minha amiga, clicando nos links para ter mais informações sobre a família dele.

- Não parece. Humm, talvez a gente possa conseguir mais detalhes sobre a sua antecessora.

- Não tem nada melhor para fazer?

- Nadinha - respondeu ela. - Nada além de ficar sentada aqui, enchendo sua paciência.

- Bem, você conhece a saída - falei, entrando no quarto. Ela podia passar a noite toda cavando o que quisesse sobre Callie Torres. Eu tinha algumas coisas para ler.

Peguei os papéis que Callie me dera e me enrosquei na cama, metendo as pernas por baixo do corpo. A primeira página tinha seu endereço e informações de contato. Sua casa de campo ficava a duas horas de carro da cidade e me perguntei se ela teria outra propriedade, mais perto daqui.

Ela também me dera o código de segurança para passar pelo portão e o número do celular, se eu precisasse de alguma coisa.

Ou para o caso de você criar juízo, intrometeu-se a parte espertinha e irritante de meu cérebro.

A segunda página tinha as informações da minha inscrição na academia e o programa de exercícios que eu teria de seguir.

Engoli o mal-estar que me dava a idéia de correr.

Seguiram-se mais informações sobre as aulas de força e resistência que ela queria que eu fizesse. Ao pé da página, emuma letra cursiva muito elegante, estavam o nome e o número do instrutor de ioga.

A página três me informava que eu não precisava levar bagagem nenhuma na sexta. Callie providenciaria todos os produtosde toalete e as roupas de que precisasse. Interessante. Mas o que mais eu esperava? Também continha as mesmas instruçõesque ela me dera antes - oito horas de sono, refeições balanceadas -, nada de novo ali.

A página quatro relacionava os pratos preferidos de Callie. Ainda bem que sei cozinhar. Depois leria esta página com mais atenção.

Página cinco. Bem, digamos apenas que a página cinco me deixou excitada, perturbada e ansiosa pela sexta-feira.

C.


Embora eu nunca tivesse sido escoteira, concordava de todo coração com o lema "sempre alerta". Estar preparada para qualquer situação era metade do motivo para que meus negócios tivessem tanto sucesso. Em parte por isso, nunca tive uma submissa que usasse a palavra de segurança. Se as pessoas estivessem mais preparadas, o mundo todo seria muito mais tranquilo. Por este motivo, passei parte da tarde de quarta-feira em meus joalheiros preferidos. Se o teste de fim de semana com Arizona desse certo, eu queria estar preparada com uma coleira. Depois de ver como Arizona se saiu bem no teste do escritório, eu tinha certeza de que tudo correria bem.

Olhei as ofertas na vitrine de colares. Minhas submissas anteriores tinham usado gargantilhas simples de prata, mas euqueria algo a mais para Arizona.

- Srta. Torres - disse o gerente engomadinho de cabelos escuros, aproximando-se de mim. - O que posso fazer pela senhorita?

- Não fiquei impressionada com nada do que vi na vitrine. Procuro uma gargantilha. De platina. Com diamantes, talvez?

Os olhos verdes do gerente se iluminaram de empolgação.

- Tenho exatamente a peça perfeita. Chegou pela manhã e ainda não tive a chance de expor

Ele se afastou às pressas, voltando instantes depois com uma caixa forrada de couro. Dentro dela estava uma gargantilha extraordinária feita de duas faixas de platina em formato de corda, entrelaçadas, com diamantes incrustados por toda sua extensão. Eu podia muito bem imaginá-la em Arizona.

Minha coleira.

Minha submissa.

- Perfeito - declarei.

🍒


Decidi preparar o jantar para Arizona na noite de sexta-feira. Eu queria que ela relaxasse antes de começarmos alguma coisa.


Dar-lhe a oportunidade de fazer quaisquer perguntas ou expor qualquer preocupação. Queria que ela se sentisse confortável por todo o fim de semana - ou ao menos tão confortável quanto possível.


Preparei um de meus pratos preferidos e repassei os planos para o fim de semana. Eu ainda não faria sexo com penetração dos meus brinquedos com Arizona. Isso podia esperar até que eu tentasse outras coisas. E eu testaria meu próprio controle - tê-la tão perto, tão perto e não tocar nela.


Também criei uma nova regra: eu não a beijaria. Parecia justo criar uma nova regra, uma vez que eu estava infringindotantas outras. Parte de mim sabia que era tolice pensar que não beijá-la garantiria de alguma maneira que eu mantivesse uma distância emocional adequada. Mas a verdade era que ela queria ser minha submissa. Ela não me queria como uma amante.


Desde que eu passasse o fim de semana lembrando-me de que nossa relação seria sexual e nada mais do que isso, eu ficaria bem.


O carro contratado parou na entrada às cinco e quarenta e cinco. Abri a porta e a encontrei de joelhos, afagando Apollo, um golden de porte grande e pelos dourados. Eu esperava que Apollo se afastasse dela, porque em geral ele é tímido com estranhos. Era muito incomum ele ser atraído por ela. Mas dizem que os cães têm um sexto sentido em relação a pessoas. O fato de que Apollo parecia gostar dela me convenceu de que o fim de semana foi uma boa idéia.


- Apollo. Vem.


Arizona não me ouviu abrir a porta. Foi certamente por isto que sua cabeça se levantou de repente. Ela sorriu enquanto Apollo lambia seu rosto.


- Vejo que já fez amizade com Apollo.


- Sim. - Ela se levantou e espanou a calça jeans escura. O sol poente clareava seus cabelos loiros curtos e seus olhos azuis, tornando-os mais apreciáveis aos meus olhos. - Ele é um cachorro muito manso.


- Não é. Normalmente não é tão gentil com estranhos. Tem muita sorte de ele não ter te mordido.


Apollo não a teria mordido, é claro. Eu não o deixaria sair sozinho se pensasse que ele podia morder. Não sei por que disseisso. Talvez parte de mim quisesse que ela fosse embora.


Conduzi-a para dentro de casa. Hoje eu usava roupas confortáveis: uma blusa preta de mangas curtas e calça de moletomcinza mais escura, descalça sobre o laminado da extensa sala rústica.


- Vamos jantar esta noite à bancada da cozinha. Pode considerar a bancada da cozinha seu espaço livre. Você fará amaioria das refeições ali e, quando eu estiver com você, pode considerar isto um convite para falar abertamente. Na maior parte do tempo, você me servirá na sala de jantar, mas achei que devíamos começar a noite de um jeito menos formal. Está claro?


- Sim, mestra.


Girei o corpo, pega de guarda baixa por seu lapso.


- Não. Você ainda não conquistou o direito de me chamar assim. Até lá, me tratará por "Senhora" ou "Srta. Torres".


- Sim, senhora. Desculpe, senhora.


Continuei, ainda surpresa com seu erro. Com sorte, o resto do fim de semana seria melhor.


Levei-a à cozinha e esperei que ela se sentasse. Suas mãos tremiam quando ela puxou a cadeira. Ela estava nervosa; era só isso. Eu podia entender.


Mas ela estava aqui.


Aqui, em minha cozinha.


Aqui, para ser minha submissa.


O absurdo disso me deixou calada.


Comemos em silêncio por vários minutos. Ela devorou o yakissoba com frango. Eu me remexia na cadeira ao vê-la em minha mesa de vidro, desfrutando da comida que preparei para ela.


- Você preparou isso? - perguntou ela.


Ela fala.


Enfim.


- Sou uma mulher de muitos talentos, Arizona. - "E estou louca para partilhar todos com você."


Ela não falou novamente.


- Estou satisfeita que você não tenha achado necessário preencher o silêncio com uma tagarelice interminável. - comentei quando estávamos quase terminando. - São poucas as coisas que preciso explicar. Lembre-se, nesta mesa, pode falar livremente.


Parei e esperei.


- Sim, senhora.


Boa menina.


- Você sabe, pelo meu relatório, que sou uma domme muito conservadora. Não acredito em humilhação pública, nãoparticiparei de jogos extremamente dolorosos e eu não divido. Nunca.- Como se eu um dia fosse dividir Arisona com alguém, se ela fosse minha. - Mas, como domme, acho que posso mudar isso a qualquer momento.


- Entendo, senhora


Entende mesmo?, eu quase perguntei.


- Outra coisa que você deve saber - prossegui - é que não beijo na boca.


Ela ficou perplexa com isso.


- Como em Uma linda mulher? É pessoal demais?


Sim, exatamente. É pessoal demais. E eu precisava manter o pessoal o mais longe possível disso.


- Uma linda mulher?


- Você sabe, o filme.


- Não. Não vi - respondi. - Eu não beijo na boca porque é desnecessário. - Desnecessário para nós. Pergunte-me porquê.


Embora ela tenha parecido aborrecida, só usou o hashi para comer o restante que havia no prato, então continuei.


- Reconheço que você é uma pessoa com suas próprias esperanças, sonhos, desejos, vontades e opiniões. Precisa deixar essas coisas de lado para se submeter a mim neste fim de semana. Esta posição exige respeito, e eu respeito você. Tudo o que faço com ou por você, faço tendo você em mente. Minhas regras sobre o período de sono, alimentação e exercícios são para o seu bem. Minhas punições são para seu aperfeiçoamento. - Passei o dedo pela borda da taça de vinho e sorri por dentro coms eus olhos acompanhando meu movimento. - E qualquer prazer que eu lhe der... - Eu lhe darei este prazer, saiba disto agora... muito prazer. - Bem, acho que você não tem nenhum receio com relação ao prazer.


Sim.


Ela compreendeu.


Seus olhos escurecerem e a respiração mudou. Eu a tinha exatamente onde queria. Empurrei a cadeira para trás, pronta acontinuar com a noite.


- Terminou o jantar?


- Sim, senhora.


- Preciso levar o Apollo para passear. Meu quarto fica no segundo andar, primeira porta à esquerda. Estarei lá em quinze minutos. Você esperará por mim. Página cinco, primeiro parágrafo.




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