História Fifty Shades Of Calzona - Capítulo 3


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Categorias Grey's Anatomy
Personagens Addison Montgomery-Shepherd, Alexandra "Lexie" Grey, Amelia Shepherd, April Kepner, Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Cristina Yang, Erica Hahn, Isobel "Izzie" Stevens, Jo Wilson, Mark Sloan, Meredith Grey, Miranda Bailey, Owen Hunt, Personagens Originais, Sophia Robin Sloan Torres, Stephanie Edwards
Tags Arizona, Arizonarobbins, Callie, Callietorres, Greysanatomy, Jessica, Jessicacapsaw, Sara, Sararamirez
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Palavras 2.700
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, LGBT, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Recomendo escutarem Drunk In Love da Queen B lendo esse cap

Capítulo 3 - Autocontrole


  A.

Depois que Callie saiu, não sei como consegui subir a escada, pois, a cada passo, parecia que eu usava sapatos de ferro.

Mas eu tinha apenas quinze minutos e precisava estar pronta quando ela voltasse. No alto da escada, mandei uma mensagem de texto para Lexie dizendo que estava tudo bem e que eu ia ficar ficar bem, acrescentando o código secreto já havíamos combinado para ela saber que era realmente eu.

Abri a porta do quarto de Callie e arquejei. Havia velas por todo lado. No meio do quarto, uma cama de baldaquino feita de madeira maciça. Porém, de acordo com a página cinco, primeiro parágrafo, eu não devia me preocupar com a cama.

Olhei para baixo.  Mas sim com o travesseiro no chão.

Ao lado do travesseiro, havia uma camisola vermelha. Minhas mãos tremiam enquanto eu me trocava. A camisola mal roçava a parte superior de minhas coxas e o tecido leve de seda mostrava cada parte de meu corpo. Dobrei as roupas e as coloquei numa pilha arrumada ao lado da porta. Enquanto isso, eu entoava comigo mesma: Era isso o que você queria. Era isso o que você queria.
Depois de repetir mais de vinte vezes, finalmente me acalmei. Fui para o travesseiro, ajoelhei-me nele e sentei com o traseiro pousando nos calcanhares. Fitei o chão e esperei.

Callie entrou minutos depois. Arrisquei dar uma espiada e vi que ela tinha tirado as roupas e estava apenas com um robe acetinado preto. Os cabelos presos num coque no alto, ela usava saltos.

- Muito bem, Arizona — disse ela ao fechar a porta do quarto. - Pode se levantar.

Levantei-me de cabeça baixa enquanto ela andava à minha volta, batendo os saltos contra o laminado. Talvez à luz de velas ela não conseguisse ver como eu tremia.

- Tire a camisola e a coloque no chão.

Movimentando-me com a maior graça que podia, tirei-a pela cabeça e a vi flutuar ao chão.

- Olhe para mim — ordenou.

Callie esperou até que meu olhar encontrasse o dela e lentamente mostrou-me um cinto de couro. Segurou-o em uma das mãos e andou em volta de mim novamente. Podia sentir seus olhos passeando por cada milímetro do meu corpo.

- O que você acha, Arizona? Devo castigá-la por sua observação do "mestra"? — Ela estalou o cinto e a ponta do couro atingiu levemente minha coxa esquerda, dei um salto.

- O que desejar, senhora — consegui dizer, sufocada, surpresa com a excitação que sentia.

- O que eu desejar? — Ela continuou andando até se colocar na minha frente. Desamarrou o laço do robe e o abriu,jogando o cinto de suas mãos para longe. - De joelhos.

Ajoelhei-me e tive o primeiro vislumbre de sua nudez. Ela era magnífica. Seu corpo curvilíneo, com a pele morena e seios fartos, deliciosos. Gostosa. Muito gostosa. Oh, céus! A realidade era muito melhor do que a fantasia.

- Sirva-me com a boca.

Sem pensar duas vezes, inclinei-me para a frente e passei a ponta da língua no meio, sentindo algo saliente roçá-la, mas não parei. Devagar, avancei para apreciar o resto e quanto senti o que era, não acreditei. Um piercing vertical transpassando em seu clitóris e não pude deixar de pensar em como era diferente tê-lo deslizando em minha língua.

- Chupe, Arizona! — ordenou ela quando contornei seus lábios vaginais. Ergui as mãos para suas coxas, agarrando-as na frente para manter o equilibrio falho sobre meus joelhos, e chupei com toda vontade. -  Isso. Assim.

Obriguei-me a respirar pesadamente pelo nariz. Não queria desgrudar a boca de sua carne lisa e deliciosa. Seu gosto picante e apetitoso estava me deixando completamente louca.

- Gosto de brutalidade e não vou facilitar para você só porque é nova. — Ela fechou as mãos em meu cabelo. - Chupe com força.

Tive tempo suficiente para passar os braços por suas coxas antes dela afastar minha boca com um puxão no meu cabelo e novamente forçar sua boceta contra a minha boca.

- Use os dentes — disse.

Abri mais a boca e raspei os dentes no seu clitóris, até o limite do piercing e então finalizei com uma forte chupada.

- Ah! Isso, Arizona. — ela gemeu enquanto agarrava os próprios seios com uma das mãos.

Eu fiz isso, pensei. Eu a deixei gemendo. Na minha boca. Eu.

Callie começou a se contorcer.

- Lambe tudo, — sussurrou em espasmos, pronta para gozar. - Lambe tudo o que eu te der.

Fechei os olhos apreciando o som rouco dos seus gemidos falhos e seu líquido pastoso deslizando nas minhas papilas gustativas. Por fim, ela soltou meu cabelo e se distanciou um pouco.

- Isso, Arizona — disse, respirando ofegante -  é isso que eu quero.

Ajoelhei-me de novo, sem contato visual, enquanto ela fechava o robe.

- Seu quarto fica a duas portas daqui, à esquerda - disse ela, mais calma. - Só dormirá na minha cama se for convidada. Está dispensada.

Vesti a camisola e peguei as roupas que tinha despido.

- Tomarei o café da manhã na sala de jantar às sete em ponto — disse ela enquanto eu saía do quarto. Apollo passou por mim pela porta aberta e se enroscou ao pé da cama de Callie.

Trinta minutos depois, bem acordada e enterrada sob as cobertas, repassei a cena mentalmente diversas vezes. Pensei em Callie: sua indiferença, o jeito calma com que dava ordens, seu controle absoluto. Nosso encontro não só atendeu às minhas expectativas, como, na realidade, as superou. Eu estava ansiosa pelo resto do fim de semana.

C.

Nunca precisei dormir muito. Na maioria das noites, eu me satisfazia com quatro ou cinco horas, o que estava de bom tamanho, porque depois de ter os lábios de Arizona me chupando daquela forma, de maneira alguma eu ia conseguir dormir tão cedo.

Passei a mão nos cabelos soltos e tentei me concentrar na planilha detalhada em meu MacBook, mas os números se embaralhavam em meu cérebro. Xinguei de frustração.

Droga.

O que eu fiz? Eu forcei Arizona a se ajoelhar e fodi sua boca sem perguntar o que ela pensava ou como se sentia, ou mesmo se ela queria isso. Eu queria jogá-la na cama e fodê-la com os meus dedos e meus brinquedinhos. Queria prender suas mãos nas algemas e meter nela sem parar até que ela gritasse do prazer que eu lhe dava. Eu queria...

Chega!

Ela teve o suficiente por uma noite.

Ela precisava de tempo para se acostumar. Por mais que quisesse isso, ainda era muito nova em meu mundo. Eu não podia e não me esqueceria disto. Mas, argumentei comigo mesma, era o que ela queria. Arizona tinha livre-arbítrio. Podia ter me dito para parar a qualquer minuto e eu teria parado. Eu sabia disso, mas a verdade era que ela não queria que eu parasse. Queria que eu a dominasse, ou não estaria em minha casa nem dormindo a duas portas de meu quarto.

Fechei o MacBook e fui ao corredor. Sua porta estava fechada e a luz apagada. Ela dormia. Outra prova de que ela queria.

Não questionei novamente. Fui à sala de jogos e me preparei para a noite seguinte.

Finalmente consegui ir para a cama bem depois da meia-noite e acordei quatro horas e meia depois, às cinco e meia. Fiz alguns alongamentos antes de andar pelo corredor até o quarto de Arizona. A porta estava fechada — ela ainda dormia. Perguntei me se acordaria a tempo para preparar o café da manhã e pensei brevemente em acordá-la eu mesma. Depois decidi que não queria criar um precedente, então me virei e desci para minha academia.

Terminei a corrida na esteira às seis e quarenta e ouvi Arizona andando pela cozinha. Ela deve ter acordado mais tarde do que queria, mas estava segura e decidida a preparar meu café da manhã a tempo. Saí da academia e tomei um banho rápido.

Exatamente às sete, entrei na sala de jantar e encontrei o café da manhã a minha espera.

Observei-a pelo canto do olho enquanto comia. Ela estava vestida num conjunto de moletom escuro e seu cabelo foi puxado num rabo de cavalo frouxo. Provavelmente não tomou banho. Sua respiração era um pouco forçada demais, mas ela a controlava, como se não quisesse deixar transparecer que tinha corrido para fazer o café da manhã. Ela trabalhou arduamente esta manhã. Oque significava que o resto do fim de semana parecia muito promissor.

Comi sem pressa alguma. Não havia necessidade de correr e eu queria que Arizona tivesse o tempo necessário para acalmar seus pensamentos.

- Sirva-se de um prato e coma na cozinha. Vá ao meu quarto daqui a uma hora. Página cinco, segundo parágrafo.

Liguei para Mark enquanto levava Apollo para passear.

- Não está ligando para cancelar, está? — perguntou ele.

- Não. Estou ligando para saber se você gostaria de almoçar comigo depois do jogo.

- Um almoço seria ótimo. — Ele baixou a voz. - O encontro não deu certo?

Eu ri.

Ele não sabia de nada.

- O encontro foi ótimo. Mais do que ótimo, na verdade... Fizemos planos para esta noite.

- Legal! E como é ela? — perguntou ele. - É bonita? Ela tem irmã?

Estendi a mão para afagar Apollo.

- Conto na hora do almoço, preciso ir. — Me despeço de Mark e sigo de volta pra casa.

Quando retornei, por mais que eu tentasse imaginar como seria ter Arizona esparramada em minha cama, a visão ainda me deixou assombrada. O sol de final de manhã lançava um brilho sobre a cama — iluminando seu corpo, fazendo-a brilhar. Seus olhos estavam fechados, permitindo-me alguns segundos para observá-la sem que ela percebesse.

Comecei por sua boca, seus lábios se separavam um pouco — quase como se ela falasse sozinha. Meu olhar continuou viajando, passando por seu pescoço delicado. Observei enquanto ela engoliu em seco, como seus músculos se agitavam sob a pele. O movimento de suas mãos chamou minha atenção, mas ela só roçava os dedos na colcha. Os olhos ainda estavam fechados. Seus seios eram pequenos, mas perfeito para caber na palma de minhas mãos e, enquanto eu olhava, ela respirou fundo, erguendo o peito. Os mamilos eram de um cor-de-rosa claro, endurecidos por uma excitação evidente. Eu me doía para pegar um deles na boca. Para sentir seu sabor...

Mais tarde.

Cerrei os punhos e baixei os olhos, pelo aclive suave de sua barriga, descendo rumo ao lugar onde os joelhos estavam separados. Meus olhos baixaram mais e vi que ela já estava molhada.

Molhada para mim.

Pronta para mim.

Minha boca salivou com a idéia de chupá-la. Mais tarde, Torres, eu disse a mim mesma. Aprenda a ter algum controle.

Eu sabia que arrancaria minha roupa e transaríamos bem ali, se não levasse meu plano adiante. Mas não eram estes meus planos e eu sempre fazia tudo de acordo com eles. Ou quase tudo. Ter Arizona em minha casa infringia cada regra que eu tinha e cada plano que criei.

Não se trata de você, eu disse a mim mesma. Não é mais assim. Dê apenas o que ela precisa.

Abri o punho e aproximei-me da cama

- Fique de olhos fechados.

Ela deu um salto. Estava tão concentrada em si mesma, que nem me ouviu entrar.

- Gosto quando você fica aberta desse jeito. Use suas mãos e finja que são minhas. Toque em si mesma. Mostre-me como você gosta, o que você quer.

Ela hesitou.

De novo.

- Agora, Arizona. — Eu tinha de ser mais paciência do que o de costume. Afinal, ela era nova nisso.

Ela moveu as mãos para os seios e, embora no início fosse suave, seu toque ficou mais rude, mais duro, enquanto ela rolava a ponta de um mamilo, depois a outra. Pegou um e beliscou, suscitando um leve ofegar de prazer no processo.

Porra, isso mesmo.

Ela gostava de força.

Uma das mãos desceu à barriga, enquanto a outra continuava trabalhando nos mamilos. Ela deslizou um dedo entre aspernas.

Só um?

- Você me decepciona, Arizona. —  Aproximei-me, apoiando as mãos uma em cada lado do seu corpo no colchão e pude sentir o ar da sua boca ofegar em meu rosto. Seus olhos palpitaram. — Mantenha os olhos fechados.

Olhei para baixo, vendo o batimento acelerado de seu coração. Será que eu podia fazer com que batesse mais rápido?

- É assim que você me foderia, com apenas um dedo, Arizona?

Ora essa, sim, eu podia.

Olha só esse coração disparado.

Ela meteu outro dedo.

- Mais um — disse, rouca.

Sua respiração saía com dificuldade, mas ela acrescentou um terceiro dedo e lentamente começou a mexê-los. E lento não ia servir.

- Mais forte. Eu te foderia mais forte. — Porque era a verdade. Um dia, em breve, eu mostraria o quão forte.

Um leve rubor se espalhou por seu peito. Sim, Arizona gostava quando eu falava obscenidades. Gostava do obsceno, do rude e de ser controlada. Senti que eu estava muito excitada e imaginei meus dedos no lugar dos dedos dela. Entrando e saindo com força. Sendo o motivo dos seus gemidos. Ela estava perto. Sua respiração ficou mais áspera e os gemidos mais alto. Seus lábios se abriram e se fecharam.

Curvei-me para mais perto de seu ouvido e num timbre mais rouca, sussurrei:

- Agora.

Ela se deixou levar e, merda, não havia uma visão na terra tão linda quanto a de Arizona quando chegava ao clímax — aconcentração de seu rosto, as linhas esticadas de seu corpo enquanto o orgasmo a tomava, o gemido suave e manhoso que escapava dos lábios... Da próxima vez, prometi a mim mesma.

Da próxima vez que ela gozar, você será a responsável por dar esse prazer Calliope.

Ela abriu os olhos e me olhou fixamente, como se me pedisse por mais. E eu estava louca para avançar nela, mas me contive ao máximo.

- Foi um orgasmo fácil, Arizona — disse, indiferente. - Não espere que isso aconteça com frequência. Tenho um compromisso já marcado para esta tarde e não estarei aqui para almoçar. Têm alguns bifes na geladeira, com que você me servirá às seis horas na sala de jantar.

Olhei seu corpo ainda trêmulo, agora coberto com uma leve e deliciosa camada de suor.

- Você precisa de um banho, já que não teve tempo está manhã. E tem uns DVDs de ioga na academia. Faça uso deles. Pode ir.

   
                                 ��

Vestida com roupas adequadas, não quero me gabar, mas eu acabei com Mark na quadra de tênis. Dou créditos à imensa frustração sexual.

- Merda — disse Mark quando sentamos à mesa de nosso bar esportivo preferido. - O que deu em você, Torres?

-  Arizona Robbins.

- Arizona. — Ele refletiu enquanto olhava o cardápio.

- Para você, Ari. Ela deixa que eu a chame de Arizina, mas todo mundo a conhece como Ari.

Ele ergueu uma sobrancelha.

- Só uma coisinha entre nós. — Olhei o cardápio, querendo mudar de assunto.

- Vai pedir o de sempre?

- Vou. Por que mudar o que é bom?

O gerente robusto se aproximou para bater papo com Mark. Às vezes era irritante ser parente de uma celebridade. Verifiquei meu iPhone, rolando por alguns e-mails. Nada de urgente.

- E então, — começou Mark quando o gerente saiu com nossos pedidos — me fale dessa Arizona. Onde a conheceu?

- Ela trabalha na biblioteca pública, de Los Angeles.

- Uma bibliotecária? Não sabia que você fantasiava com bibliotecárias, Torres.

- Tem muita coisa que você não sabe a meu respeito, querido.

Pisquei, sedutora e ele riu como se não acreditasse em mim.

- Vai levá-la à festa do seu pai?

- Se ela concordar. Quem você vai levar?

- Não consigo pensar em ninguém. Se encontrar alguém, me diga.

Como se eu conhecesse muitas mulheres disponíveis. Pensei na mulher com quem saí logo depois de Penny — a submissa com a forte necessidade de dor. Não preciso dizer que teria sido uma relação de vida curta.

- Claro. Pode deixar que eu te falo.

Depois do almoço, fui de carro para o escritório. Por algum motivo, eu não queria estar na casa. Queria que Arizona tivesse tempo para se acostumar à minha casa e pensei que ela teria uma oportunidade melhor se eu não estivesse lá.




 

 

 

 


Notas Finais


*Oi amoras, lembrando que é uma adaptação espero que estejam gostando da ficzinha,votem e comentem pra tia aq saber oq estão achando viu?!! AAAh e eu sou um anjo juro, essas coisas q vcs leram ai n são nadinha apenas 😂😂😂, bjs até o próximo, ela está no wattpad também*


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