História Fifty Shades Of Calzona - Capítulo 4


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Categorias Grey's Anatomy
Personagens Addison Montgomery-Shepherd, Alexandra "Lexie" Grey, Amelia Shepherd, April Kepner, Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Cristina Yang, Erica Hahn, Isobel "Izzie" Stevens, Jo Wilson, Mark Sloan, Meredith Grey, Miranda Bailey, Owen Hunt, Personagens Originais, Sophia Robin Sloan Torres, Stephanie Edwards
Tags Arizona, Arizonarobbins, Callie, Callietorres, Greysanatomy, Jessica, Jessicacapsaw, Sara, Sararamirez
Visualizações 67
Palavras 2.547
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, LGBT, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Palavra de Segurança


Fanfic / Fanfiction Fifty Shades Of Calzona - Capítulo 4 - Palavra de Segurança

A.

Mesmo meu corpo pedindo por mais naquela tarde, como ordenou-me, pratiquei as posições de ioga com ajuda de uns DVDs na academia e tomei um banho de espumas demorado. Só voltei a vê-la às seis horas daquela noite. Se aquele jantar noqual eu teria que servir bifes fosse algum tipo de teste no qual Callie quisesse me ver fracassar, ficaria tristemente decepcionada.

Eu era conhecida por fazer um bife capaz de deixar qualquer um de joelhos.

Tudo bem, mentira. Eu sabia que não tinha esperança de colocar Calliope Torres de joelhos, mas ainda podia preparar um bife de arrasar. É claro que ela não elogiou minha comida. Mas me convidou para comer com ela, então me sentei em silêncio ao seulado. Peguei uma garfada da carne e coloquei na boca. Queria perguntar onde ela estivera a tarde toda. Se ela ficava em Nova York durante a semana. Mas estávamos à mesa de jantar e eu não podia fazer isso.

Depois que terminamos, ela me disse para acompanhá-la. Andamos pela casa, passando de seu quarto a outro antes domeu. Ela abriu a porta, deu um passo de lado e gesticulou para que eu entrasse primeiro.O quarto estava às escuras. Uma pequena e solitária lâmpada fornecia a única luz. Duas correntes grossas com algemas estavam penduradas no teto. Girei o corpo e a olhei, boquiaberta.

Ela não demonstrou surpresa.

- Você confia em mim, Arizona?

- Eu... Eu...

Ela andou à minha volta e abriu uma algema.

- O que você achava que nosso acordo exigiria? Pensei que tivesse consciência de onde estava se metendo.

Sim, eu sabia. Mas pensei que as correntes e algemas viessem mais tarde. Muito, muito mais tarde.

- Se quisermos progredir, você precisa confiar em mim. - Ela abriu a outra algema. - Vem cá.

Hesitei.

- Ou - disse ela -, pode ir embora e não voltar mais.

Andei até ela.

- Muito bem. Tire a roupa.

Foi pior do que na noite anterior. Pelo menos eu tinha alguma idéia do que Callie queria. Mesmo mais cedo, na cama dela,não havia sido horrível demais. Mas isto, isto era loucura. A parte louca de mim se deleitava. Quando estava completamente nua, ela pegou meus braços, esticou no alto de minha cabeça e os acorrentou. Afastou-seum passo, mexendo numa gaveta de uma mesa próxima, pegou um cachecol e voltou.

Ela ergueu o tecido preto.

- Seus outros sentidos serão intensificados quando eu a vendar.

Depois amarrou o cachecol, cobrindo meus olhos, e o quarto ficou escuro. Ouvi passos e, em seguida, nada.

Nenhuma luz.

Nenhum som.

Nada.

Só a batida acelerada de meu coração e minha respiração trêmula.

Leve como o ar, algo empurrou meu cabelo de lado e eu dei um salto.

- O que está sentindo, Arizona? - sussurrou ela. - Seja sincera.

- Medo - respondi em meu próprio sussurro. - Eu sinto medo.

- É compreensível, mas inteiramente desnecessário. Eu nunca a machucaria.

Alguma coisa delicada circulou meu seio. A excitação pulsou entre minhas pernas.

- O que sente agora?

- Expectativa.

Ela riu e o som reverberou por minha mente. Senti que ela traçava outro círculo: implicante, provocante, mal tocando em mim.

- E se eu te disser que isto é um chicote de equitação, o que você sentiria?

Um chicote?

Perdi o fôlego.

- Medo.

O chicote riscou o ar e caiu rispidamente em meu peito. Arquejei ao senti-lo. Doeu por pouco tempo, mas não muito.

- Está vendo? - perguntou ela. - Não há o que temer. Eu não te machucaria. - O chicote bateu nos meus joelhos. - Abra as pernas.

Agora me sentia ainda mais exposta. A velocidade que meu coração batia dobrou, mas algo dentro de mim se iluminava de excitação.

Ela deslizou o chicote de meus joelhos ao ápice entre minhas pernas. Bem onde eu mais precisava.

- Se eu te chicotear aqui... O que acha disso?

- Eu... não sei - confessei.

O chicote bateu rapidamente três vezes, bem no meu clitóris. Doeu, mas a dor foi substituída quase imediatamente pela necessidade de mais.

- E agora? - perguntou Callie, o chicote passando suavemente, como uma borboleta entre minhas pernas.

- Mais - implorei. - Eu preciso de mais.

O chicote circulou delicadamente algumas vezes antes de bater em meu centro ansioso. Golpeou repetidas vezes, sempre provocando uma dor temperada de um prazer doce.

Eu gritava enquanto ela batia novamente.

- Você fica ótima acorrentada na minha frente, tentando sair de minhas correntes, na minha casa, gritando por meu chicote. - O chicote mais uma vez fez cócegas em meu peito. - Seu corpo está implorando por um alívio, não está?

- Sim - admiti, surpresa com o quanto eu precisava gozar.

Puxei as correntes, querendo tocar em mim mesma, para me dar o prazer, caso ela não desse.

- E você o terá. - O chicote bateu mais uma vez em meu cerne. - Mas não esta noite.

Gemi quando a ouvi se afastando. Em algum lugar no quarto, uma gaveta se abriu. Puxei as correntes de novo. O que ela queria dizer com "não esta noite"?

- Agora vou desacorrentá-la - explicou ela. - Você irá direto para a cama. Vai dormir nua e não vai se tocar em lugar nenhum. Haverá severas consequências se desobedecer.

Ela abriu as correntes uma de cada vez, passando delicadamente uma loção de cheiro adocicado em cada pulso. Depois retirou a venda.

- Entendeu?

Olhei em seus olhos castanhos-escuros e percebi que ela falava sério.

- Sim, senhora.

Aquela seria uma longa noite.

   C.

Eu ia fazer uma coisa ruim. E embora eu me odiasse por isso, sabia que ainda assim faria. Eu daria a Arizona uma palavra de segurança falsa.

Levantei-me da cama e comecei a andar de um lado a outro.

Era tão errado. Muito errado. Com minhas submissas anteriores, eu usava o sistema de palavras de segurança verde/amarelo/vermelho.

A palavra de segurança para encerrar a relação que eu pretendia dar a Arizona era enganosa. E era errado. Tão errado que eu seria banida da comunidade se a palavra escapasse.

Mas como a palavra escaparia? Arizona não ia contar a ninguém. E é claro que eu não ia contar a ninguém. Nunca tive uma submissa que usasse a palavra de segurança. Disse a mim mesma que podia ler os sinais de Arizona com facilidade, então nunca apressionaria tanto. Eu a verificaria com frequência.

Pensando assim, quem precisa de palavras de segurança? Pessoas mentalmente sãs, seguras e consensuais. Mas eu podia ser mentalmente sã, segura e consensual sem uma palavra de segurança. Sabia que podia. E Arizona pensaria duas vezes sobre usar a palavra de segurança se julgasse que teria de ir embora. Era a forma perfeita de garantir que ela ficasse comigo.

Sim, decidi, ficaríamos bem sem palavras de segurança. Era perfeitamente seguro.

Fui à mesa de cabeceira e abri a primeira gaveta. A caixa de couro olhou para mim e levantei a tampa. 
No dia seguinte, eu pretendia oferecer minha coleira a Arizona. Esta seria outra infração às regras - eu nunca colocava uma coleira numa submissa antes de tomá-la. Nunca. O que exatamente eu estava fazendo ao oferecer minha coleira a Arizona sem tê-la primeiro? Não podia responder a essa pergunta. Só sabia que faria isso.

Segurei a gargantilha na palma da mão e tentei imaginar como ficaria nela. Como seu pescoço delicado e longo ficaria com minha coleira. Ela a usaria a semana toda e, embora o mundo visse apenas um lindo colar, ela e eu saberíamos a verdade - que ela era minha. Eu a trataria como quisesse. Podia satisfazê-la como quisesse. Ela me satisfaria como eu quisesse.

Devolvi a coleira à caixa e fechei a gaveta. Dar uma coleira a uma submissa...Já fazia mais de um ano que eu dera uma coleira a alguém. Minha relação com Heather terminou bem antes de eu decidir namorar Penny. Heather queria mais e eu não. No fim, decidimos tomar rumos separadas. Pouco depois de ela partir, Penny telefonou e eu pensei, por que não tentar ter uma relação normal? Como se alguma coisa com Penny pudesse ser chamada de normal.

Mas, por uma estranha guinada do destino, Penny decidiu que queria ser dominada. Ou pelo menos pensou que quisesse."Me amarre, Torres." "Me espanque, Torres." Nossa relação estava condenada desde o primeiro telefonema. Penny era tão mandona quanto eu. Colocar uma coleira em alguém era importante para mim. Sempre fui monógama quando tinha uma submissa na coleira. Monógama pelo tempo que arelação durasse. Nunca dividi minhas submissas de coleira com outras dommes e minhas subs nunca tiveram de se preocuparque eu brincasse com outras.

Suspirei e me sentei na cama, peguei o volume encadernado em couro de A inquilina de Wildfell Hall de Anne Brontë e ofolheei. Meus olhos caíram numa passagem ao acaso: "Meu material de pintura estava reunido na mesa do canto, pronto para meu uso no dia seguinte, coberto tão somente porum tecido. Ele logo os espiou e, baixando a vela, deliberadamente lançou-os ao fogo: paleta, tintas, balões, lápis, pincéis, verniz:eu os via a todos consumidos: as espátulas partidas em duas, o óleo e a terebintina sibilando e rugindo chaminé acima. Ele entãotocou a campainha." Como Helen deve ter sentido quando Arthur queimou seu material de pintura. Como eu me sentiria se Arizona fosse embora.

Terebintina.

Terebintina no fogo.

Eu os vi sendo consumidos.

Por mais absurdo que fosse, era a palavra de segurança perfeita.

Eu estava bem acordada às cinco e meia da manhã seguinte e, depois de um banho rápido, fui à cozinha para preparar o desjejum. Arizona tinha uma decisão importante a tomar e eu faria o que pudesse para facilitar sua escolha.

Às seis e meia, ouvi seus passos no segundo andar. Sem dúvida se perguntava o que eu estaria aprontando.

Ah, Arizoma, se soubesse o que planejei... Eu provavelmente devia ter dito a ela na noite anterior que faria o café esta manhã, mas estive pensando em outras coisas,e o desjejum não era uma delas.

Coloquei dois pratos na mesa da cozinha, porque eu queria que Arizona falasse livremente. Eu tinha certeza de que ouviria perguntas. Perguntas sobre o beijo, por que eu não fiz sexo com ela, quais eram meus pensamentos e minhas expectativas.

Às sete horas, ela entrou apressada na cozinha e me encontrou sentada à mesa.

Hoje é o dia, Arizona.

Hoje você se tornará minha.

- Bom dia, Arizona. - Gesticulei para a cadeira à minha frente. - Dormiu bem?

Arizona tinha olheiras. Ela não dormiu nada bem, mas me olhou firme nos olhos - ela obedeceu a minha última ordem.

- Não. Não mesmo.

- Vá em frente e coma.

Ela olhou os pratos servido com muffin, ovos e bacons na mesa e depois para mim com uma sobrancelha erguida.

- Você dorme?

- De vez em quando.

Observei-a comer, desfrutando do movimento de seu maxilar e da cara de prazer quando ela deu uma dentada no muffin."Fale comigo", eu queria dizer. "Faça-me perguntas." Mas, se eu pedisse a ela para falar, será que ela me acharia controladora? Ela falaria só porque eu era uma dominadora e lhe pedira para falar? Quem poderia saber? Eu tinha de experimentar uma tática diferente.

- Tive um ótimo fim de semana, Arizona. Gostaria de continuar nossa relação.

Ela engasgou.

- Gostaria?

Por que ela achou minhas palavras surpreendentes? Como poderia ela não saber o quanto me agradava?

- Estou muito satisfeita com você. Tem um comportamento interessante e disposição para aprender.

- Obrigada, senhora.

Voltei ao dia de ontem, ela esparramada em minha cama. Nua, ruborizada e ofegante.

Depois que estivesse com a minha coleira...Pare com isso, Torres!Primeiro, precisa perguntar a ela.

- Você tem uma decisão importante a tomar hoje - anunciei. - Podemos discutir os detalhes depois do café e de seu banho. Tenho certeza de que tem algumas perguntas para mim.

- Posso fazer uma pergunta, senhora?

Eu não disse a ela para me fazer perguntas?

- Claro que sim - garanti-lhe de novo. - Esta é a sua mesa.

- Como soube que não tomei banho ontem de manhã ou esta manhã? A senhora mora aqui a semana toda, ou tem uma casa em Nova York? Como...?

- Uma pergunta de cada vez, Arizona - interrompi e depois ri. Ela sabe falar. - Sou uma mulher extraordinariamenteo bservadora. Seu cabelo não parecia ter sido lavado ontem. Imaginei que não tomou banho esta manhã porque correu para cá como se estivesse sendo perseguida por um demônio. Eu passo os fins de semana aqui e tenho uma casa em Nova York.

- A senhora não perguntou se segui suas instruções ontem à noite.

É verdade. Provavelmente deveria ter perguntado, embora eu soubesse que ela as seguiu.

- Você seguiu?

- Sim.

Tomei um gole do café.

- Acredito em você.

- Por quê?

- Porque você não consegue mentir. Seu rosto é um livro aberto. - Mas ela já devia saber disso. - Nunca jogue pôquer,você perderia.

- Posso fazer outra pergunta?

Quantas você quiser.

- Ainda estou à mesa.

- Fale de sua família.

"Sério?" Eu queria perguntar. "De todas as perguntas que pode fazer, você quer que eu fale de minha família?" Mas era oque ela queria, então falei um pouco de meus pais e da empresa. Arizona mencionou a amiga que estaria interessada em Mark e isso me pegou de guarda baixa. Eu supunha que ela tinha lido toda a papelada e compreendido que não devia discutir nosso acordo com ninguém, mesmo com um familiar ou amigos íntimos.

- O quanto de mim você contou à sua amiga? Acredito que os papéis de Meredith foram muito claros com relação a minha exigência de confidencialidade.

- Não se trata disso. - Suas palavras saíram em um jorro. - Lexie é minha ligação de segurança. Tenho de contar a ela. Mas ela entende: não contaria nada a ninguém. Confia em mim. Eu a conheço desde o ensino fundamental.

- Sua ligação de segurança? - Isso explicava o fato de a amiga saber. - Esse é o estilo de vida dela também?

- É bem o contrário, na verdade, mas ela sabe que eu viria para cá este fim de semana, então concordou em fazer isso para mim.

Pensei no tipo de amiga que Lexie devia ser para apoiar Arizona, embora ela não concordasse com sua decisão.

- Mark não sabe de meu estilo de vida e, sim, ele é solteiro. Tenho uma tendência a ser meio super protetora. Ele já tem de lidar com sua parcela de interesseiras.

- Lexie não é uma interesseira. É claro que não faz mal que ele seja um atleta profissional bonito. Mas ela tem o maior coração que conheço e sua lealdade é incontestável.

Quando ela terminou de me falar de Lexie, decidi que passaria seu nome e o telefone a Mark. Ele perguntou se eu conhecia alguém e parecia que a amiga de Arizona podia se entender bem com ele.

Eu não queria discutir sobre Mark ou Lexie, porém. Queria que a conversa voltasse a nós.

- Voltando ao que eu estava dizendo, quero que use minha coleira, Arizona. Por favor, pense nisso enquanto estiver no banho. Encontre-me em meu quarto daqui a uma hora e vamos discutir melhor este assunto.
 



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