História Fifty Shades of Cormier - Capítulo 2


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Categorias Orphan Black
Personagens Alison Hendrix, Cosima Niehaus, Dra. Delphine Cormier, Felix "Fee" Dawkins, Mark Rollins, Paul Dierden, Rachel Duncan, Siobhan Sadler "Sra. S"
Tags Cophine, Cosima Niehaus, Delphine Cormier
Visualizações 76
Palavras 2.073
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 2 - Adeus!


Fanfic / Fanfiction Fifty Shades of Cormier - Capítulo 2 - Capítulo 2 - Adeus!

Após sair do Instituto Dyad bastante atordoada, Cosima enfrentou uma chuva torrencial e um trânsito terrível para retornar ao seu apartamento. E quando o fez, se lembrou de que Delphine Cormier não havia respondido todas as perguntas de seu questionário, que na verdade pertencia a Felix, feito para seu trabalho final, pois ambos estavam prestes a se formar naquele semestre.

Sorrateiramente, Cosima abriu a porta do apartamento e lá estava Felix no sofá, com o notebook sobre o colo.

— Antes que você reclame, eu...

— Você é um gênio, Cosima! — falou eufórico e a morena franziu o cenho — Acabei de receber o e-mail. Ela respondeu a todas as perguntas.

Como? Eu nem cheguei a fazê-las!

Cosima não tinha ideia de como Delphine havia feito aquilo, mas de qualquer forma estava grata.

— Então... Me conte tudo! — falou enquanto digitava — Como Delphine foi?

— Ah, hm... — ficou pensativa e tensa ao lembrar-se da entrevista. Não sabia como definir o encontro que havia tido com a CEO do Instituto. — Foi legal, ela foi legal.

— Só legal? — Felix olhou horrorizado.

— Ela foi... Educada, muito educada e gentil e... — sentou no outro sofá e parecia pensativa, perdida em devaneios. — Ela foi muito... Formal e... E limpa, eu acho.

— Limpa? — franziu o cenho com a definição estranha, encarando sua melhor amiga.

— Quero dizer, ela é bastante inteligente e intensa e... Foi meio intimidador — admitiu. — Na verdade, foi intimidador pra cacete. Eu posso entender a fascinação das pessoas por ela agora...

— Aham, sei... — sorriu com malícia.

— Por que está me olhando assim?

— Assim como?

— Ok, ok... — Cosima riu e se levantou, caminhando até a cozinha atrás de comida.

Felix pesquisou Delphine Cormier no google e abriu as imagens. As poucas que tinham, mostravam uma loira elegante e bastante séria, exalando poder. Abriu um dos links e havia uma matéria com o seguinte título: “a bilionária mais jovem e cobiçada do mundo.”

Felix era gay, mas não cego. Sabia quando estava diante de uma mulher bonita. E Delphine era deslumbrante.

— Você precisa admitir que ela é ridiculamente gostosa, Cos.

— Bem, se você gosta desse tipo de ser humano... — tentou falar com desprezo porque se irritou em alguns momentos com a sinceridade brutal de Delphine, mas falou miseravelmente.

— O tipo gostoso? — debochou, levantando-se com o notebook em mãos e indo para perto da amiga. Colocou o aparelho em cima do balcão de mármore e Cosima pode visualizar os intensos olhos âmbar que encararam a câmera na hora da fotografia. Eles pareciam encará-la. — Aposto que ela é lésbica...

Cosima corou fortemente e quase engasgou com o biscoito que havia acabado de pôr na boca ao ouvir o comentário do amigo.

— Por... Por que você acha isso?

— Além do fato de Delphine Cormier ser linda, jovem, inteligente e bilionária e estar solteira? E nunca ter aparecido em fotos ao lado de homens? A cara dela de top... — debochou, roubando o pote de biscoito que Cosima segurava. — Se essa mulher não é lésbica, eu não sou gay, meu amor.

Cosima riu de nervoso.

— Você é terrível, Fee. Terrível...

Se Delphine Cormier era lésbica, talvez, apenas talvez tivesse uma chance de a mesma ter se interessado por Cosima. Isso explicaria a tensão entre elas e os olhares intensos que a CEO lhe lançou. Mas Cosima não podia acreditar que uma mulher como aquela se interessaria por ela. Seria muita sorte.

***

Cosima estava em seu trabalho. Era atendente em uma loja de materiais de construção. Estava distraída e sem se dar conta seus pensamentos foram parar na figura loira imponente. Desde a entrevista, a nerd não conseguia tirar a CEO do Instituto Dyad de sua cabeça.

Arrumava uma prateleira, colando presos as mercadorias quando foi surpreendida por quem menos esperava.

— Que merda é essa?! — sobressaltou-se ao ver Delphine Cormier em trajes comuns, olhando para ela com um sorriso.

A loira usava calça jeans e uma blusa de lã cinza.

— Senhorita Niehaus, que bela surpresa! — seu sorriso cínico a entregava.

Claro que Delphine Cormier não estava na loja em que Cosima trabalhava por mera coincidência. Com tantas lojas em Montreal, por que uma mulher tão rica e ocupada apareceria justo naquela?

Tão estarrecida com a surpresa, a garota de dreads não teve esse raciocínio.

— Poderia me auxiliar? Preciso comprar algumas coisas.

— S-im, claro... Do que precisa? — tentou ser o mais profissional possível e não se mostrar abalada com a presença intimidadora, mas era difícil. Impossível, na verdade.

Delphine Cormier exalava poder mesmo usando roupas casuais e estando em uma loja simples como aquela. Fora que seu olhar parecia enxergar além. Cosima tinha medo que a francesa pudesse ler seus pensamentos.

— Corda — falou com um olhar intenso.

Cosima caminhou desajeitadamente pelo estreito corredor, sendo seguida e observada pela CEO. Quando chegou nas cordas, optou por uma vermelha. Começou a enrolá-las em suas mãos.

— Quantos metros?

— Três é suficiente.

A bilionária olhava atentamente para as mãos da morena, que parecia ter habilidade com corda.

— Aonde aprendeu?

— Isso? Eu fui escoteira quando pequena — contou com um sorriso tímido, colocando o punhado de três metros de corda dentro de uma cesta. — Do que mais precisa?

— Fita adesiva — disse simplesmente, o rosto sisudo, a expressão indecifrável.

Cosima caminhou até as fitas adesivas e pegou um pacote e pôs dentro da cesta.

— Braçadeiras de plástico — respondeu antes que Cosima perguntasse.

A morena assentiu nervosamente e continuou. Tentava se manter tranquila, mas estava tão nervosa que chegava a ser mais desajeitada que o habitual. Seus pés davam passos incertos pela loja.

— Aqui — colocou as braçadeiras na cesta, que Delphine estava carregando. — Prontinho. Precisa de mais alguma coisa?

— O que você recomendaria? — quis saber a opinião da garota.

— Para uma obra? — ficou pensativa e a loira sorriu maliciosamente. — Hm, talvez um macacão para proteger suas roupas?

— Talvez eu prefira trabalhar nua.

Puta merda!

Cosima ficou literalmente de boca aberta com a resposta ousada e a expressão maliciosa da CEO. Delphine Cormier queria provocá-la ou era impressão sua?

— Ahn, ok...

Ainda mais nervosa que antes, a garota acompanhou Delphine até o caixa para cobrar os produtos. Quando chegaram ali, Sarah, colega de trabalho de Cosima, secretamente a fim dela, olhou com cara de poucos amigos para a belíssima mulher loira, percebendo que a mesma tinha segundas intenções com Cosima.

Imediatamente a CEO também percebeu que a jovem de cabelos desgrenhados tinha interesse em Cosima e a encarou seriamente, não se deixando intimidar.

Cosima, que embalava os produtos em uma sacola, percebeu o clima esquisito e arqueou as sobrancelhas, especialmente quando Sarah pôs as mãos em seus braços e Delphine franziu o cenho em uma carranca diante da proximidade delas.

— Precisa de ajuda? — Sarah perguntou sorridente à Cosima.

— Não, obrigada.

Sarah deu uma última encarada em Delphine antes de sair de traz do balcão e desaparecer pela loja.

— É sua namorada?

— O quê? — a morena quase engasgou com a própria saliva. — Sarah? Não, somos apenas colegas de trabalho.

— Ela parece bastante interessada para ser apenas uma colega... — observou com uma expressão indecifrável. Ela está com ciúmes de mim? — Seu amigo ficou satisfeito com a entrevista?

— Oh, sim, muito! Cara, muito obrigada por ter respondido todas as perguntas! — sorria feito boba para Delphine. — Agora só falta Fee conseguir uma foto decente sua na internet. Têm poucas e a qualidade delas não são das melhores...

— Se você quiser, podem me fotografar amanhã. Estarei com a tarde livre — ofereceu extremamente solicita, como se não fosse uma mulher muito ocupada.

— Sério? — Cosima nem conseguia acreditar. A loira assentiu. — Eu tenho uma amiga fotógrafa, a Shay. Isso é perfeito!

Delphine deu um ligeiro sorriso com a empolgação da garota. Queria agradá-la e pelo visto estava conseguindo.

— Aqui — retirou um cartão do bolso — Meu telefone — ao ver a expressão quase chocada da menina, completou: — Para que você me ligue marcando a sessão de fotografias.

— Oh, sim, claro!

***

Felix, que não era bobo e nem nada, percebia, chocado, os olhares de Delphine Cormier para sua amiga durante o ensaio fotográfico.

Totalmente séria e imponente para as fotos que Shay tirava, os olhos âmbar estavam fixados na figura de Cosima, que era a razão pela qual estava ali. Delphine desejou a garota de dreads assim que pôs os olhos em cima dela e não mediria esforços para tê-la.

— Ela vai te devorar com os olhos — Felix provocou a amiga, murmurando em seu ouvido.

Cosima riu, quase engasgando, totalmente corada.

— Pare, Fee — murmurou de volta, hipnotizada pelo olhar intenso que a CEO lhe dirigia.

— Que tal se tentássemos um sorriso? — Shay perguntou, erguendo o rosto escondido atrás da câmera para encarar o semblante sério de Delphine.

Sem responder verbalmente, a loira poderosa soltou um suspiro pesado e continuou com as mesmas feições sérias, quase amedrontadoras, o que fez Shay encolher-se e desistir da ideia de fotografá-la sorrindo. Era impossível.

Quando o ensaio acabou, Delphine livrou-se da fina gravata preta ao redor de seu pescoço e foi atrás de Cosima, que estava ainda mais impactada com a beleza da CEO naqueles trajes sociais masculinos.

— Toma um café comigo?! — o pedido parecia mais uma ordem, algo que Cosima não podia recusar ainda que quisesse.

Intimidada e ridiculamente atraída pela linda e rica CEO, Cosima apenas assentiu, sorrindo e se permitiu ser guiada até a cafeteria mais próxima.

Assim que sentaram, Delphine chamou um garçom e como se fizessem isso sempre, a loira fez o pedido por elas, sem perguntar o que Cosima gostaria de comer. A morena franziu o cenho por conta disso, mas nada falou.

— Você está nervosa? — perguntou a loira assim que o pedido delas, ou melhor, que o seu pedido foi servido.

Cosima encarou a xícara de café a sua frente, pôs às mãos cuidadosamente ao seu redor e se inclinou, assoprando levemente o líquido escuro na intenção de esfriá-lo.

Delphine, imóvel, a encarava.

— Um pouco... — admitiu — Você me intimida.

Que interessante.

Não houve mudanças no rosto da loira, que começou a desembrulhar um cupcake.

— É normal. Coma — mandou, colocando o cupcake a frente de Cosima.

— Ainda por cima é mandona... — Cosima resmungou com um ligeiro sorriso provocador.

— Estou acostumada a ter tudo do meu jeito.

— Deve ser muito chato — provocou.

Delphine sorriu maliciosamente. Gostava da ousadia e insolência da outra mulher.

— Me fale da sua família — mandou de repente.

— Oh, minha família? — Cosima não esperava por isso. — Tá, hm... Deixa eu ver... Meu pai morreu quando eu era bem pequena, fui criada pelo meu padrasto Ray, que é um cara ótimo, realmente.

— E a sua mãe? — as feições sérias da francesa se mantiveram e seu olhar estava fixo em Cosima, como se estivesse enfeitiçada.

— Minha mãe está no quarto casamento — contou com um sorriso. — É uma romântica incurável.

Na mesma hora o rosto de Cormier se tornou uma máscara de gelo.

— E você?

— Se eu sou romântica?

A loira assentiu.

— Oh cara, eu... Eu amo literatura e estudo a evolução humana, eu meio que tenho que ser — respondeu desajeitadamente, arrumando os óculos de aro grosso em seu rosto.

Vendo a expressão de Delphine, que parecia perdida, Cosima quis mudar o rumo da conversa.

— A sessão de fotos foi ótima e-

— Eu sinto muito — a CEO a interrompeu. — Não posso fazer isso.

— O quê? — Cosima não compreendeu.

— Eu te acompanho — ofereceu e era o mínimo que poderia fazer após dispensar a garota assim, do nada.

Desnorteada, Cosima simplesmente se levantou e acompanhou a loira poderosa em direção à saída, tentando compreender por que diabos a mesma havia lhe convidado para o café e depois dispensado daquela maneira nada gentil.

— Qual o problema? — Cosima queria saber. — Você tem uma namorada? É isso?

— Eu não namoro — respondeu seriamente enquanto caminhavam na rua lado a lado.

Alguém passou com uma bicicleta desenfreada, quase atropelando Cosima se não fosse pela CEO, que a puxou para seus braços.

— Cuidado!

Oh meu Deus!

Ofegante, a morena se viu nos braços da loira, que era bem mais alta do que ela. Se encararam de perto e Cosima podia ter desmaiado ali mesmo, diante daquele rosto perfeito, dos olhos intensos, do perfume importado...

Delphine tocou o rosto de Cosima com uma das mãos, seu olhar fincado nos olhos verdes.

— Eu não sou mulher para você — murmurou enquanto acariciava o rosto da garota com o polegar — É melhor ficar longe de mim. Vou te deixar ir... — e assim soltou Cosima.

Essa mulher é louca!

Num misto de raiva e mágoa, Cosima se soltou abruptamente.

— Adeus, senhora Cormier!

Foi a primeira vez de muitas que Delphine observaria Cosima partir, deixando seu coração aparentemente inexistente nas mãos.



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