História Fifty Shades of Frost - Capítulo 59


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Categorias 50 Tons de Cinza, A Origem dos Guardiões, Como Treinar o seu Dragão, Enrolados, Frozen - Uma Aventura Congelante, Valente
Personagens A Fada dos Dentes, Anastasia Steele, Anna, Astrid, Bicho-papão (Pitch Black), Christian Grey, Elsa, Flynn Rider, Jack Frost, Kristoff, Mérida, Rainha Elinor, Rapunzel, Rei Fergus, Soluço
Tags Flynzel, Hiccstrid, Jelsa, Kristanna, Mericcup
Visualizações 285
Palavras 1.889
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 59 - Ponto e vírgula


POV Elsa

Até agora, o jantar estava sendo muito leve e divertido, sendo repleto de alegria e risadas boas de se ouvir. Todos comiamos, bebiam e, por parte dos Grey, muitas lembranças de infância eram revividas. Ainda que internamente, eu ainda não conseguia parar de rir do fato da Punsie ter conseguido a façanha de queimar a mão fazendo torrada, quando tinha 15 anos.

Mesmo com toda a vergonha alheia, era notável no rosto dos irmãos o quanto estavam se divertindo. Até mesmo o Jack, que não é muito de demonstrar o que sente no momento, estava com um sorriso de canto no rosto. Acho que essa é a primeira vez que o vejo tão descontraído.

– Mas me digam, meninas, onde está a amiga de vocês ? Aquela ruiva - a Sra Grey perguntou, sendo a primeira a notar que faltava uma pessoa em nosso pequeno grupo.

– Ela ficou em casa, cuidando da Cristal - a loira de olhos verdes respondeu, voltando a dar uma pequena mordida em sua torta de morango, demonstrando em sua expressão o quanto o doce estava bom.

– Quem é Cristal ? - O Sr Grey perguntou, me deixando um pouco desconfortável. Eu não vim muito na casa da Punsie, mesmo sendo amigas há vários anos, consequentemente, seus pais não conheciam muito sobre mim.

– Minha filha...........- murmurei, sentindo todo o meu corpo ficar tenso ao ver que o Grey mais velho me olhava com uma sobrancelha arqueada, demonstrando sua surpresa e curiosidade.

– E então, garotas ? Já estão trabalhando ? - a adulta perguntou, tentando mudar o clima tenso e desconfortável que havia se instalado na mesa após minha resposta.

– A Punsie e eu estamos esperando as respostas dos hospitais que mandamos nossos currículos, e a Meri está decidindo entre dois hospitais que a aceitaram - a loira-morango respondeu, olhando alegre para a mulher mais velha. Percebendo que minha amiga não havia dito meu nome, deduzi que eu teria que dizer sobre mim.

– Comecei a trabalhar no " Kindred Hospital Seattle - First Hill " há pouco tempo. Mesmo ainda não ganhando muito, já ganho o suficiente para pagar minha parte do aluguel e a creche da Cristal, além de sobrar um pouco para alguns luxos nosso - respondi, vendo um olhar orgulhoso e contente no rosto do Jack, possivelmente por ele saber o que eu passava antes de conseguir esse emprego.

– Viu, rapazes, elas já começaram a trabalhar, ter responsabilidades e a procurar ter um bom futuro. Quando vão fazer o mesmo ? - o Grey mais velho perguntou, olhando diretamente para seu filho mais velho e o moreno de olhos castanhos. Ambos pareceram incomodados com a pergunta disfarçada de afirmação.

– Sem essa, pai. Flynn e eu já montamos nosso negócio há algum tempo, e estamos indo bem - o loiro de olhos azuis respondeu, olhando de maneira desafiadora para o pai, que permanecia com a expressão firme e séria.

– Kristoff, você deixou de trabalhar nas empresas de engenharia do seu tio Elliot, que lhe daria um futuro garantido em questões sociais e financeiras, para montar uma banda com seus amigos, cujo futuro é incerto e cheio de difíceis obstáculos - o homem de cabelos escuros afirmou, parecendo estar cansado de dizer isso, como se já o houvesse feito muitas vezes.

– Querido, se isso o faz feliz, então é óbvio que seu futuro será bom. Além disso, eles tem talento para a música - a mulher de franja respondeu, mostrando um olhar doce para o filho, que não tardou em lhe dar um rápido abraço.

– Valeu, mãe - o loiro respondeu, mostrando um sorriso agradecido para a mãe, que lhe retribuiu o sorriso de maneira terna, do jeito que só uma mãe sabe fazer.

– Eu sempre achei muito legal quem toca algum instrumento - mencionei, vendo que agora todos olhavam para mim, o que me fez ficar levemente corada devido à atenção recente.

– Então você teve sorte, querida. Jack toca violão, guitarra, bateria e piano - a Sra Grey disse, me fazendo olhar surpresa para o albino, que olhava a mãe como se ela tivesse estragado uma surpresa.

– Por que nunca me contou isso ? - perguntei ao albino, olhando curiosa para seus belos e intensos olhos azuis, vendo ele sorrir de canto após minha pergunta.

– Digamos que existem coisas mais interessantes a se fazer ao invés de tocar algo - ele afirmou, me fazendo corar fortemente por entender o significado subentendido em sua frase – Mas, se você quiser, eu posso considerar tocar algo quando formos ao meu apartamento - o albino disse, mostrando seu característico sorriso de lado, sendo retribuído no mesmo instante por mim, de uma maneira mais envergonhada.

– Você não presta, Jack - a Punsie falou, balançando a cabeça em sinal de negação, mas com um sorriso divertido presente em seus lábios.

– Eu sou seu irmão, é claro que eu não presto - o Grey respondeu, recebendo um tapa da irmã logo em seguida, fazendo com que todos na mesa rissem do acontecido.

Nesse momento, senti meu celular começar a vibrar dentro da minha bolsa. Após pedir licença, caminhei em direção ao jardim, finalmente pegando meu celular de dentro da bolsa, vendo que uma foto engraçada minha com a Meri brilhava na tela. Notei que já era quase 01:00, então, obviamente, me preocupei. O que será que aconteceu ? Com certo medo, resolvi atender a chamada.

~~ Ligação On ~~

Elsa: Alô ?

Merida/Cristal: Mamãe ?

Elsa: Cristal ? O que faz acordada a essa hora ?

Merida/Cristal: Tem como a senhora vir para casa agora ?

Elsa: Filha, o que está acontecendo ? Você está bem ?

Merida/Cristal: Eu estou, mas a tia Meri não.

Elsa: Como assim a Meri não está bem ?

Merida/Cristal: Desde que nós chegamos em casa, ela não disse nenhuma palavra. Depois de me colocar no quarto, ela correu para o quarto dela, e, desde aquela hora, eu estou ouvindo um choro abafado vindo de lá

Elsa: Meri chorando ? Cristal, você tem alguma idéia do porquê ela estar assim ?

Merida/Cristal: Não exatamente. Ela começou a ficar estranha depois que viu uma moça loira lá no parque.

Elsa: Já estou indo, querida. Tente conversar com ela enquanto eu não chego.

~~ Ligação Off ~~

Merida chorando ? Mulher loira ? O que será que ac_______não, isso seria impossível. Mas, se for quem eu estou pensando.......... céus, eu tenho que ser rápida !!!! 

– Elsa, o que foi ? Você parece preocupada - uma voz máscula me tirou de meus pensamentos repentinamente. Assim que virei meu rosto, vi que a expressão no rosto do albino era uma mistura de curiosidade com preocupação.

– Tem como você me levar para casa ? - perguntei, ignorando completamente sua pergunta. Eu não posso demorar.

– Você não veio com as suas amigas ? - ele perguntou, olhando discretamente para dentro da casa, onde todos continuavam conversando na mesa de maneira animada.

– Sim, mas elas não podem ir lá para casa. Não agora, pelo menos - respondi, começando a caminhar em direção a garagem, puxando o braço do albino com certa força, o forçando a acompanhar meus passos.

– Elsa, você está me deixando preocupado. O que aconteceu ? - ele novamente perguntou, agora com uma expressão mais séria. Parei de caminhar, virando meu rosto e o olhando da maneira mais firme que eu conseguia.

– Ainda não sei. Mas tenho fortes suspeitas de que é algo relacionado a um passado distante - falei, vendo que ele ainda me olhava curioso, possivelmente por eu não ter dado a resposta que ele queria – Por favor, Jack, apenas me leve embora e, se possível, tente fazer com que a Anna e a Punsie não vão para lá pelo menos até amanhã - pedi, sentindo todo o meu corpo ficar tenso, tanto de preocupação quando de nervoso, por ele talvez não me oferecer a carona por eu não ter dito nada.

– Tudo bem, vamos - ele respondeu, caminhando comigo apressadamente em direção ao seu carro. Após alguns minutos, vi o veículo de cor prateado estacionado na garagem, entramos e logo seguimos nosso caminho.

Durante o tempo inteiro, nenhum dos dois disse uma única palavra, e o clima ao nosso redor era preenchido por uma enorme tensão, mas isso não me incomodava no momento, eu estava mais preocupada com a Meri.

Não demorou muito e nós logo chegamos no pequeno apartamento. Depois de lhe dar um beijo casto nos lábios, corri o mais rápido que conseguia em direção ao nosso apartamento. Quando entrei no apartamento, vi que Cristal estava dormindo sentada na porta do quarto da Meri, talvez não aguentando ficar muito tempo acordada por não estar acostumada.

Com cuidado, a peguei em meu colo e comecei a caminhar com ela em direção ao nosso quarto. Com gentileza, a coloquei em nossa cama, a cobrindo logo em seguida, vendo minha menina se aconchegar ainda mais no colchão.

Saí de nosso quarto e, como Cristal havia dito, consegui ouvir barulhos abafados vindos do quarto da ruiva. Fiquei de frente para sua porta e, sem demoras, dei três batidas.

– Meri, é a Elsa. Não se preocupe, eu estou sozinha - falei, encostando uma de minhas mãos na porta, ouvindo o barulho da tranca após alguns segundos.

Assim que a ruiva abriu a porta, não consegui conter meu olhar assustado ao ver seu estado. Merida estava com resquícios de lágrimas em suas bochechas, seus olhos estavam vermelhos e, pela primeira vez em anos, ela não usava algo que cobrisse seus braços, me permitindo ver os cortes que, há muito tempo atrás, ela havia feito, junto com sua pequena tatuagem em seu pulso esquerdo.

Saí de meus pensamentos ao ver que a garota de olhos azuis me abraçou com força, escondendo seu rosto em meu peito, começando a chorar compulsivamente. Não esperei muito para envolver meus braços ao redor de seu corpo, tentando passar conforto e segurança por meio daquele gesto.

– Elsa, ela voltou...........- sua voz saiu tão fraca que mal consegui ouvir o que ela havia dito. Levantei seu rosto, fazendo-a olhar para mim. Sua frase apenas confirmou minha teoria.

– Ei, olhe para mim. Você não é mais a mesma pessoa daquela época, você conseguiu vencer a si mesma. Essa tatuagem é a prova disso - afirmei, com uma convicção na voz que eu normalmente não tinha, erguendo o pulso que continha a tatuagem " ; " – Lembra do que me disse no dia em que a tatuou ? - perguntei, vendo ela afirmar lentamente com a cabeça, olhando disfarçadamente para a pequena tatuagem de ponto e vírgula.

– Ela não estava sozinha. Pelo visto, parece ela e ele estão casados, e com um filho - a ruiva disse, após passar alguns minutos em silêncio. E, olhando para seu rosto, eu percebi o quanto essa notícia a machucava.

– Eu sinto muito, Meri - falei, a puxando novamente para meus braços, deixando que suas lágrimas molhadas meu vestido novamente.

– Eu estou com medo, Elsa..........- ela sussurrou, sem tirar o rosto do meu pescoço. Tudo o que consegui fazer foi começar a afagar seus cabelos, tentando acalma-la da melhor maneira que eu conseguia.

Não acredito que as pessoas que a quebraram estão voltando para a vida dela novamente. Não quero ter que presenciar a mesma cena de anos atrás de novo, até porque.....................Diamond não está mais aqui para me ajudar, como aconteceu naquele dia.


Notas Finais


Obs¹: Para quem não sabe do significado da tatuagem " ; ", aqui vai o que ela significa: Tatuagens de ponto-e-vírgula significam superação para àqueles que lutam contra a depressão, o vício, a automutilação e o suicídio. Representa a escolha de continuar a vida, porque um ponto-e-vírgula é usado, na escrita, quando um autor poderia ter terminado sua sentença, mas optou por não fazê-lo.

Obs²: Preparem-se, queridos leitores de coração fraco, no próximo capítulo, o passado da Merida finalmente vai ser revelado a vocês, juntos com um segredo importante que, quem lê detalhadamente as partes em que a Merida aparece, já percebeu.


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