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História Fifty Shades of Grey - Imagine Jennie (BlackPink) - Capítulo 2


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 2 - Touch me, please.


Fanfic / Fanfiction Fifty Shades of Grey - Imagine Jennie (BlackPink) - Capítulo 2 - Touch me, please.

Sou acordada pelo despertador de manhã para ir à minha faculdade de literatura, mas assim que eu cheguei e a aula começou eu me senti totalmente dispersa e fora daquele lugar, e a razão disso continua sendo Jennie Kim. 


Ela me deixa tão intrigada, e eu não faço idéia do porquê disso nunca me senti assim com ninguém, todo aquele seu jeito intenso e misterioso de se deixar transparecer mexeu comigo de um modo tão profundo. Mas deve ser coisa da minha cabeça, com certeza isso passará daqui a alguns dias. E pra aprofundar mais meus pensamentos com ela, eu continuo com o lápis que há seu sobrenome escrito, e acho que não vou me livrar dele tão cedo.


Quando a aula ─ tal aula, que eu não havia escutado uma palavra sequer ─ acaba saio da sala, antes verifico que horas são, em meu pulso. Uma e vinte?! Droga, estou atrasada para o trabalho. 

Ando em passos rápidos, até onde deixei meu fusca, e sim eu gosto de carros clássicos. 


─ ______ ! ─ Estava abrindo a porta, mas escuto alguém me chamar, olho para quem disse meu nome, e vejo Seulgi vindo correndo, na minha direção. 


─ Oi. ─ Digo sorrindo, assim que ela chega perto de mim.


─ Eu estava te procurando. ─ Menciona com a voz ofegante, pegando ar pra continuar. ─ Eu estava doida pra te contar algo. É que a Portland Place, vai expor as minhas fotos no mês que vem. 


─ Ah! Parabéns! ─ Puxo Seulgi, para um abraço. ─ Que ótimo. ─ Sorrimos uma para a outra. 


─ Exposição solo coração. ─ Faz uma dancinha, enquanto estala os dedos. 

─ A gente pode comemorar mais tarde? Eu tô atrasada para o trabalho. ─ Volto a abrir a porta do carro, mas ela emperra. 


─ Claro você pode ir. Peraí, deixa comigo. ─ Ela puxa um pouco a porta, conseguindo abrir. 


─ Obrigada você é a minha heroína. ─ Dou um beijo, em sua bochecha. 


─ Até mais tarde. ─ Fecha a porta do carro. ─ Tchau. ─ Vejo ela acenar pra mim, enquanto saio com o carro em direção à loja Claytons, em que eu trabalho. Assim, que me distancio da faculdade e da multidão aumento um pouco a velocidade, não quero levar bronca do meu chefe por alguns simples minutos de atraso. 


Quando me encontro um pouco próxima, a loja diminuo a velocidade, e estaciono em frente a ela saindo do carro, e indo para as portas dos fundos trocando de roupa, e colocando o avental da loja. 


Saio da sala dos fundos, indo para o corredor de ferramentas arrumar oque não está no lugar, e também colocar oque falta. 


Quando me sento perto da pilha de ferramentas, e começo a arrumar meu telefone toca, o pego no bolso do avental vendo que era minha mãe, e atendo rapidamente. 


─ Mãe tô trabalhando, posso ligar depois? 


Não não espera, eu liguei por um motivo. ─ Fica quieta por alguns segundos, mas logo continua. ─ O Jackson, seu irmão quebrou o pé jogando golf


─ Nossa ele tá bem? Está com muita dor? ─ Pergunto preocupada.


Vai saber, sabe como ele é chama uma ambulância, pra uma assadura. ─ Dou uma leve risada com oque minha mãe disse, mas logo meu sorriso some. ─ Mas isso quer dizer que não vamos poder ir na sua formatura. 


─ Jura? Mãe não quer vir sozinha? Não precisa vir com o Jack. 


E deixar o Wang, se virar sozinho? Você entende, não entende amor? 


─ É... Eu entendo, tá tudo bem. ─ Dou um suspiro desapontada com essa notícia. ─ Olha eu tenho que desligar, tá? 


Eu te amo ______. 


─ Eu sei. Também te amo. ─ Desligo a ligação. ─ Droga. ─ Passo a mão, pelos meus cabelos. Logo agora o Jack se machuca? Minha formatura será algo importante pra mim, queria a presença da minha mãe lá, mas acho que não posso fazer nada sobre isso, a não ser aceitar. 


─ ______, me dá uma ajuda lá atrás? ─ Mark meu amigo de trabalho, aparece me impedindo de continuar a arrumar as coisas. 


─ Claro, eu já tô indo. ─ Coloco as coisas que havia desarrumado, de volta no lugar, e vou para o corredor ao lado, me assustando com a presença de uma pessoa que eu jamais estaria esperando. 


─ Sabia que era você. ─ Jennie diz se aproximando. 


─ O quê ─ Iria perguntar oque ela estava fazendo aqui, mas ela continua. 


─ Que bela surpresa senhorita Wang. 


─ Só ______. ─ Pigarreio. ─ Você aqui? ─ Estou totalmente confusa e surpresa, com sua presença, ela não mora em Seattle? 


─ Eu vim aqui à negócios, e precisei comprar algumas coisinhas. ─ Coloca suas mãos, no bolso da calça. ─ Está com tempo? 


─ Tô. Em que posso ajudar? 


─ Tem braçadeira de plástico? 


─ Braçadeira? Te-temos. Eu mostro se quiser. ─ Por quê, eu estou gaguejando? Me surpreende como sua presença me causa tanto efeito.


─ Faça o favor, senhorita Wang. ─ Seus lábios se dobram, em um pequeno, e gentil sorriso. ─ Me chama apenas de ______. ─ Repito, a levando ao primeiro corredor com materiais de construção. 


─ Mais alguma coisa? ─ Digo assim que ela pega, uma das braçadeiras.


─ Fita adesiva. 


─ Está fazendo reforma? ─ Pergunto curiosa, pelas coisas que ela está comprando. 


─ Não. ─ Diz simples.


─ Tem a de 5cm, e 2,5. Qualquer faz tudo, que se preze teria as duas na caixa de ferramentas. ─ Peguei as fitas, na parede em frente às braçadeiras lhe mostrando. 


─ Com toda certeza. ─ Ela pega as duas fitas, e nossos dedos se encostam rapidamente. 


─ É raro encontrar alguém, que entenda dessas coisas. Bom... Deseja mais alguma coisa?


─ Sim. Corda. ─ Me encara de modo sério, e a levo para o corredor no final da loja, com equipamanetos para acampamentos. 


─ Impressionante. Você já foi escoteira? ─ Após me ver enrolando a corda, pergunta curiosa. 


Dou um riso nasal. ─ Não, atividades em grupo, não são a minha praia. ─ Corto a corda, quando vejo que seu tamanho estava bom. 


─ E qual é a sua praia?


─ Ah, não sei. Livros? ─ Entrego a corda para ela. ─ Bom. Corda, fitas, braçadeiras. Você é a assassina perfeita. 


Ela sorri. ─ Acho que hoje não. 


─ Mais alguma coisa?


─ O quê recomendaria?


─ Pra uma faz tudo? Uns macacões, para proteger as suas roupas. 


─ Acho que eu posso fazer sem roupa. ─ Não esperava por uma resposta desse tipo.


─ Tá... Sem roupa, aliás sem macacão. E-eu não consigo pensar em mais nada. 


─ Então vai ser só isso. ─ Novamente aquele maldito sorriso galanteador. 


─ Tá. ─ Andamos até o balcão, para pagar suas coisas. ─ Muito obrigada, por responder as perguntas da Lisa, ela adorou. ─ Coloco os itens, em uma sacola.


─ Espero que ela esteja melhor. ─ Se refere à sua gripe repentina. 


─ Ah, ela está, está sim. Só com um pouco de dificuldade, para encontrar uma foto sua. 


─ Se ela quiser uma exclusiva, pode ser amanhã. 


─ Toparia fazer isso? ─ Digo em choque, por sua sugestão. 


─ É claro.


─ Quer que eu atenda, pra você? ─ Mark pergunta, ao se aproximar, tocando gentilmente em meu ombro. 


─ Não não, tudo bem, obrigada Mark. ─ Sorrio para ele. Mas ao olhar novamente para Kim, vejo ela encarando o Mark de um modo totalmente sério, com seus olhos semicerrados. Acho que se eu fosse ele nesse momento, ficaria com um pouco de medo, por receber um olhar desse modo. 


─ Tudo bem. ─ Se afasta indo atender, um cliente. 


Kim coloca, sua mão dentro do bolso da sua calça procurando por algo, e vejo ela tirar um pequeno cartão branco, e colocar em cima do balcão. 


─ Eu estou hospedado, no Whitelaw me liga antes das dez. ─ Olho pra ela sem entender. Ela está me chamando, para sair? ─ Pra fazer as fotos. ─ Continua como se fosse óbvio. Wang, sua boba, como você pode achar que uma mulher como ela vai ter chamar pra sair? 


─ Ah, tá. Eu ligo. ─ Ela vai em direção à porta. ─ Aproveite a, deixa pra lá. 


Pela janela da loja, que havia do lado do balcão, vejo ela indo em direção à um carro branco, dando a sacola para um homem bem vestido a sua espera em pé, ao lado do mesmo. 



Thursday may 07:00, Whitelaw hotel, 10 AM.



─ Obrigada, por se disponibilizar senhora Kim. ─ Agradece Lisa, sorrindo de maneira gentil.


─ Fico feliz em ajudar. 


─ Que tal tirar, algumas com sorriso? ─ Pergunta Seulgi, que aceitou vir tirar as fotos da Jennie, para nos ajudar. 


Jennie continua com a mesma feição séria, para tirar as fotografias. ─ É ou t-talvez não. 


Kim dá um suspiro, considerado bastante audível, ao meu ver e direciona seu olhar para mim. 


─ Notou que ela não para de olhar, para você? ─ Lisa sussurra. 


─ Ela me chamou pra tomar café depois. ─ Abaixo a cabeça envergonhada, e dou um riso baixo. 



Senhorita Wang. É um prazer, lhe ver novamente. ─ Se aproxima de mim enquanto Seulgi arruma as coisas, para tirar as fotos.


Digo o mesmo Kim. E como eu disse antes, me chame apenas de ______. 


Como quiser ______. ─ Cruza os braços, e leva seu olhar para o chão. ─ Eu queria saber, se você gostaria de ir tomar um café comigo, depois que as fotos forem tiradas. ─ Olha para mim novamente, sorrindo


Claro, eu adoraria. 


Senhora Kim, pode vir já terminei de arrumar tudo. ─ Seulgi chama Jennie, de longe. 


Então, conversamos melhor depois senhorita Wang. ─ Sorri de maneira debochada, e vai em direção à Seulgi. 


Eu odeio, quando ela me chama assim, e ela sabe, mas ama me provocar. 



─ O quê? ─ Coloca a mão sob a boca rindo. 


─ Lisa, shh. 




After the photo short, with Jennie.




─ Ela é sua namorada? ─ Questiona repentinamente, enquanto andamos para a saída do hotel, indo para um café que há do outro lado da rua. 


─ Quem? ─ Digo sem entender. 


─ A fotógrafa. ─ Olha pra mim, enquanto tira sua gravata. 


─ A Seulgi? ─ Rio da sua conclusão meio precipitada. ─ Não. 


─ Eu vi, como ela sorri pra você. ─ Desabotoa os três primeiros botões, da camisa por dentro de seu paletó. 


─ Não, ela é quase uma irmã, não é minha namorada. 


─ E o cara da loja? ─ Pergunta novamente, de maneira rápida.


─ O Mark? Não, ele é apenas outro amigo. ─ Levanto uma das sombracelhas 


Assim, que chegamos pegamos uma mesa, ao perto ao balcão, não demora muito e uma atendente vem fazer nossos pedidos. 


─ O quê, iram querer? ─ Pergunta olhando, apenas para a Kim, oque me deixou particularmente um pouco incomodada, pela exclusão.


─ Apenas dois cafés, e um bolinho, por favor. 


─ Claro, trago em um minuto. ─ Dá um sorriso de lado, para Jennie. 


Como tais pessoas conseguem ser tão vulgares? Não se sintam, sendo oferecidas demais? Ou muito desesperadas, por alguém? Acho isso tão desnecessário, e horrível. Não teria tal coragem, de agir assim com alguém, mesmo sendo próxima de mim. 


Sou dispersa de meus pensamentos, pela mesma atendente de antes colocando, um bule em cima da mesa, com duas xícaras e um prato pequeno com um bolinho. 


─ Aqui está, tenha bom proveito. ─ Pisca para a Jennie, mas antes dela sair Kim segura em seu braço. 


─ Uma sugestão, quando você for atender alguém tenha mais educação e atenda às duas pessoas acompanhadas devidamente, e não ignore a outra, porque você acha que será sua paquera. ─ Bufa para a atendente, e solta seu braço. 


─ Sim senhora, me desculpe. ─ Dou uma leve risada, e a atendente me olha revirando os olhos. Faz uma referência, e sai de perto da mesa totalmente envergonhada, e vermelha de raiva ao mesmo tempo, pelo constrangimento causado por ela mesma. 


Jennie serve, o café colocando primeiro para mim, logo depois coloca para sí mesma também. 


─ Obrigada. ─ Envolvo a xícara, com as minhas mãos. 


─ Você tá nervosa? ─ Me olha de maneira intensa, pegando o bolinho, tirando o papel que há envolta dele. 


─ Você me intimida. 


─ É normal. ─ Coloca o pequeno bolo, ao lado da minha xícara. ─ Come. ─ Aponta para o bolinho.


─ Sem falar que é arrogante. 


─ Eu sempre tenho tudo do meu jeito. ─ Toma um gole do seu café.


─ Deve ser muito chato. 


─ Me fala da sua família. 


─ Minha família? Ah. É, tá. O meu pai morreu quando eu era bebê, fui criada pelo meu padrasto ele é ótimo, e também tenho um irmão mais novo chamado Jackson. A minha mãe, já está no quarto casamento, é uma romântica incurável.


─ E você? 


─ Se eu sou romântica? ─ Concorda levemente, com a cabeça. ─ Bom, eu estudo literatura inglesa, eu meio que tenho que ser. 


Ela fica quieta, apenas me olhando por alguns segundos. ─ Deu tudo certo na sessão de fotos, não é? A Lisa, ficou bem feliz. ─ Tento quebrar o silêncio. 


─ Desculpa, não vai dar. ─ Repentinamente diz algo, que eu não entendo sobre oque está falando. 


─ O quê? ─ Faço uma feição confusa. 


Jennie dá um de seus longos suspiros, e empurra sua cadeira para trás levantando dela, deixando o dinheiro da conta em cima da mesa. 

Consequentemente me levanto também, e a sigo para fora do café. 


─ Qual o problema, você tem namorada? ─ Ainda estou sem entender, essa sua atitude tão do nada, enquanto conversávamos normalmente. Esse é o único motivo, que vem em minha cabeça. 


─ Eu não tenho essa coisa de namorada. ─ Eu iria perguntar mais uma coisa, mas então ela me puxa para perto de sí. ─ Cuidado. ─ A única coisa que ouço é o barulho do sino de uma bicicleta tocando, assim que passa em uma velocidade considerável grande, ao nosso lado. Se não fosse por ela, teria me machucado com certeza. 


Viro meu rosto para frente, e vejo o quão próximas nós estamos uma da outra, consigo sentir sua respiração sob o meu rosto. Jennie toca, o meu rosto fazendo um pequeno carinho, eu apenas fecho os meus olhos aproveitando sua aproximação, e o calor de seu corpo. Seu toque é tão delicado, eu consigo desejar por mais de seus toques, apenas com sua mão em meu rosto. Eu desejo, e quero seus toques em mim. 


─ Eu não sou a mulher pra você, é melhor ficar longe de mim. ─ Em seu rosto, há uma feição triste, e carinhosa ao mesmo tempo. ─ Eu vou deixar você ir. 


─ Adeus, senhora Kim. ─ Me afasto bruscamente do seu corpo, e vou embora. 



Next day, college 08:00 am; weekly test.



─ Soltem os lápis. Deixem a prova no fundo da sala ao saírem. ─ O professor diz ao sinal tocar. 


─ Oi, tudo bem? ─ Lisa se aproxima me perguntando enquanto guardo, minhas coisas. 


─ Claro, tudo. Por quê, não estaria? ─ Por quê, não estaria não é? Eu apenas levei um fora, de uma pessoa que me fez achar que gostava de mim, mas nem eu sei porque estou tão tocada com isso, sendo que não sinto nada por ela. Eu acho... 


─ Vamos comemorar muito hoje. ─ Sorri de maneira divertida. 


─ Gente. ─ Rimos com a maneira dela falar. 



Commemoration of Seulgi's photo exhibition at the gallery; 22:30 PM.



─ Já tem muito. ─ Me refiro ao batom, que Lisa estava passando em meus lábios. 


─ Não. Isso é exatamente oque você precisa. ─ Continua passando mais ainda. ─ Está me deixando toda borrada Lisa. ─ Seguro suas mãos. 


─ Essa é a idéia. ─ Assim que ela para, vou meu olhar no espelho, e arrumar o batom que havia ficado fora do lugar. 


─ Ai, não Lisa. ─ Reclamo pela quantidade exagerada, de batom que ela havia passado. 


─ Vamos? O táxi chegou cedo. ─ Olha pela janela, mas antes dela sair a campainha toca. 


─ ______ encomenda pra você. ─ Menciona após fechar a porta, e eu vou em sua direção. ─ Por quê, não me disse que havia perigo? Por quê, você não me avisou? As mulheres sabem se proteger, porque lêem romances, que ensinam esses truques. ─ Lê a carta que veio junto, à um pacote, que ela me entrega assim que chega perto de mim. 


─ Porque lêem romances, que ensinam esses truques. ─ Falo junto à Lisa. ─ É uma citação de Tess of the d'Urbervilles. Meu deus, deve ser da Jennie. ─ Abro o pacote dando de cara, com dois livros. ─ Nossa, mas são... São maravilhosos. ─ Fico deslumbrada com a beleza dos livros. 


─ Uau Kim. ─ Diz de modo sarcástico. 


─ Lisa são as primeiras edições. Não posso, isso já é demais. Tenho que mandar de volta. ─ Coloco os livros em cima da mesa, e o taxista buzina como um aviso que provavelmente estávamos demorando para descer. 


─ É o táxi. E aí, tá pronta? ─ Segura nos meus ombros. Eu nego com a cabeça, mas concordo depois. ─ Tô, tô super pronta. 


─ Então vamos. ─ Saímos do apartamento, e eu espero Lisa trancar a porta, e logo descemos entrando no táxi, que dirige em direção, à um bar para comemorar a exposição das fotos de Seulgi. 


Quando chegamos ficamos procurando pela mesa que estariam nossos amigos, mas Seulgi nos viu na entrada e acenou para nós, que fomos em direção à uma mesa reservada em um canto do bar afastado de algumas pessoas. 


Posso dizer, que bebi muitos copos de vodka, e estou totalmente alterada. Não gosto de bebidas, mas naquele momento eu só queria esquecer os problemas, e espairecer. 


─ Vira, vira, vira. Vai nessa, é isso aí. ─ Lisa era outra da mesa, que estava totalmente bêbada. E apenas com essas palavras de Manoban, lá vai mais um copo de várias outros já tomados antes. 


─ Chega não quero mais. ─ Nego várias vezes com a cabeça. ─ Eu vou ao banheiro. ─ Digo no ouvido da Lisa. 


─ Vai lá. ─ Levanto da cadeira. 


─ Aonde vai? ─ Seulgi questiona, segurando com delicadeza meu braço. 


─ Eu vou. Eu tenho que ir ao banheiro. ─ Puxo meu braço, e ando de maneira rápida para uma fila que havia para usar o banheiro. 


Eu me encosto na parede esperando a fila andar. Enquanto isso pego meu celular, e vou na lista de contatos, indo para o contato da Jennie, pronta para excluir seu número, mas não sei oque me deu, que eu liguei para ela, eu estava totalmente fora de mim, não estava nem aí para as minhas atitudes naquele momento. 

Por um momento, eu pensei que ela não iria atender pela sua demora, mas assim que iria desligar e desistir, escutei sua voz no outro lado da linha. 


______? ─ Sua voz carrega, um tom surpresa, mas ao mesmo tempo confuso. 


─ É sou eu. Eu vou mandar de volta os livros caros, porque eu já tenho outros exemplares, mas obrigada pelo gesto de carinho. ─ Falo de maneira embolada. 


─ Não tem de quê. Onde você está? 


─ Eu estou em uma fila, porque eu preciso muito fazer xixi. ─ Menciono a última parte de maneira baixa, mas de um jeito que dê pra ela ouvir. 


─ ______ você andou bebendo? 


─ Bebi. Bebi senhora riquinha, acertou no cheio. ─ Rio sozinha, com o meu erro. ─ Em cheio. 


─ Presta atenção, eu quero que vá pra casa agora. ─ Seu tom de voz, se torna grave, e sério. 


─ Ai, que mandona. ______ vamos tomar café, ______ vamos tomar café. Não! Fica longe de mim, eu não quero você, vai embora. Vem cá, vem cá. Vai embora. ─ Debocho da sua atitude, do dia anterior. 


─ Chega! Me fala aonde você está! 


─ Eu tô bem longe de Seattle, bem longe de você. 


─ Em que bar? Qual é o nome? 


─ Ai, não sei. ─ Olho em volta. ─ Eu tenho que desligar. 


─ Me fala em que bar! ─ Desligo a ligação. 


─ Mandei ver, né? ─ Pergunto rindo, para uma mulher desconhecida, que estava na minha frente na fila, ela apenas olha para a minha cara, e volta sua atenção para o celular. 


Meu celular volta, à tocar e quando olho consigo ler, o nome da Kim na frente, a atendo na intenção de lhe dar um sermão por ainda estar insistindo para saber aonde eu estou. 


─ Desculpa, mas eu ─


─ Fica aí, eu estou indo te buscar. ─ Fala de maneira rápida, e desliga. 


─ O quê? ─ Digo sem entender. ─ Alô? ─ Deslizo minha mão pelo rosto, e vou em direção à saída pegar um ar, por estar com um pouco de ânsia por ter bebido tanto. Vou me castigar mentalmente durante muito tempo, por ter passado dos limites hoje. 


Vou até a beirada da calçada respirando fundo, e assopro minhas mãos na intenção de as esquentar. Mas tomo um pequeno susto, ao sentir tocarem meu braço. 


─ Desculpe pelo susto. ─ Seulgi diz calmamente, rindo levemente. ─ Aqui. ─ Tira sua jaqueta, e coloca em volta dos meus ombros. 


─ Obrigada. ─ Visto a jaqueta, da maneira certa. 


─ Tudo bem aí?


─ Aham. Eu só tô um pouco mais bêbada, do que o costume. 


─ Vem cá, eu te esquento. ─ Puxa meu corpo bruscamente, para perto do seu. 


─ Ah, não tudo bem. Eu tô bem. ─ Tento sair dos seus braços, mas ela consegue ser mais forte do que eu, e segura meus braços fortemente.


─ É agora tem que ter coragem, pra fazer isso. ─ A encaro, sem entender sobre oque estava falando. 


─ Fazer o quê? 


─ ______ eu gosto de você. ─ Alterna seu olhar entre meus lábios, e meus olhos. 


─ Gosta? 


─ Muito. 


─ Meu deus. ─ Novamente inutilmente faço força, pra sair de seus braços, mas não consigo. 


─ Calma aí. ─ Me puxa, para mais perto, e coloca sua mão em meu rosto. ─ Por favor, um beijo. Só um. ─ Aproxima seu rosto do meu. 


─ Não, não. Desculpa, eu não. ─ Viro meu rosto para o lado. 


Seulgi realmente teria me beijado de maneira forçada, se seu corpo não fosse empurrado para longe do meu, de forma bruta por alguém. 


─ Sai. Ela disse não! 


─ Jennie? ─ Naquele momento, foi tudo que eu consegui dizer, porque minha ânsia só aumentou, e eu fui obrigada a colocar tudo para fora. 


─ Não olha pra mim. ─ Ela segura, meus cabelos, me ajudando. 


─ Toma. ─ Aproxima um lenço, da minha boca. 


─ Que macio. ─ Digo após limpar, a boca. ─ Eu lavo se quiser. ─ Sorrio para ela, ainda meio bêbada. 


─ Vou te levar para casa. 


─ Eu estou com a Lisa. 


─ A Jisoo, avisa à ela. 


─ Quem é Jisoo? 


─ É a minha irmã, ela está lá dentro falando com ela. 


─ Quê? Eu não. ─ Eu não faço idéia, de quem seria Jisoo, como não a vi, no hotel?


─ Ela está no hotel comigo.


─ Ainda está no Whitelaw? 


─ Estou. ─ Fala calmamente, acenando com a cabeça em concordância. ─ Vem. ─ Segura na minha mão me levando junto com ela, para dentro do bar. 


Kim vai falar com Jisoo, que está na pista de dança com Lisa dançando juntas. Enquanto eu espero Jennie perto da saída de longe consigo ver, o quão linda Jisoo também é, acho que deve ser de família mesmo, coisa de DNA. A beleza dessa família, me encanta e surpreende, ao mesmo tempo. 


─ É a sua irmã? ─ Pergunto à ela, ao se aproximar o bastante de mim. 


─ Não por opção, vamos embora. 


─ Peraí, oque a Lisa disse? 


─ Ela disse, que era melhor eu me comportar. ─ Eu acabo rindo, do que a Lisa disse para Kim. ─ Ela quase me ameaçou. ─ Sorri de maneira brincalhona. 


─ Ela ameaçou você? ─ Pergunto ainda rindo, mas paro rapidamente. ─ Você tá girando. Acho que eu vou desmaiar. 


─ Nesse momento? ─ Antes de a responder apago completamente, mas sinto seus braços firmes, em torno do meu corpo me segurando. 





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