História Fifty Shades Of Grey (Kaisoo vers.) - Capítulo 56


Escrita por:

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Categorias EXO, Lu Han
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lu Han, Xiumin
Tags Baekyeol, Chanbaek, Chenmin, Hunhan, Kaido, Kaisoo, Xiuchen
Visualizações 285
Palavras 6.322
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi amores 💕🌙 sorry pela demora, hoje foi um dia corrido e eu só tive tempo de postar agora 😑

Boa leitura e até amanhã ❤️

Capítulo 56 - Cinquenta e cinco


POV. Minseok 

Sai do banheiro alguns minutos depois e ao entrar no quarto notei que Jongdae fitava meu celular com certo pesar. Ignorei isso me encaminhando para a cama. Eu parecia ter sido atropelado por um caminhão. O cansaço físico nem era o que pesava, mas meu emocional me condenava.

 

Cada segundo que passava eu me sentia ainda mais culpado e ainda mais cruel. Como eu pude fazer algo tão absurdamente cruel com ele? Ele estava lá agora sozinho novamente, eu prometi a ele não deixa-lo sozinho, mas agora ele estava sozinho e por minha culpa. Tentei tirar isso da cabeça me deitando ao lado do meu marido que me encarou com um sorriso malicioso nos lábios. Eu sorri para ele tentando passar animação. Ele negou com a cabeça rindo.

 

- Nossa Min, desse jeito vou pensar que nem sentiu minha falta. – ele disse se colocando sobre mim com uma perna de cada lado da minha cintura, ele se inclinou sobre mim com os lábios na altura dos meus, os olhos castanhos brilhando maliciosos. Ao ver os olhos dele controlei a vontade de correr dali. Eram os olhos dele que me perseguiriam o resto da minha vida. A culpa que eu iria carregar pela eternidade.

 

- Eu... Logico que senti sua falta Dae, não tinha como não sentir. – eu disse com a voz fraca quase sumindo, ele sorriu mais abertamente quando terminei de falar e colou seus lábios nos meus. Eu sentia sua boca se mover contra a minha com desejo, suas mãos entrando pela minha camisa do pijama, seus dedos quentes trilhando caminhos pela minha barriga. Eu senti ele rebolar no meu colo, mas não conseguia me concentrar no ato. Eu não me sentia excitado nem animado a me excitar com a minha situação atual. Eu não conseguiria. Desviei meu rosto do de Jongdae e ele desceu beijando meu pescoço com força. – Jongdae. – chamei baixo tentando empurra-lo.

 

- Hum? – ele disse contra a pele do meu pescoço e apenas coloquei mais força em minhas mãos o empurrando para longe, ele me olhou confuso.

 

- Eu... Estou com...  Estou com dor de cabeça. – eu disse constrangido, em dez anos eu nunca tinha recusado ele, mas não estava no clima para transar com ele depois daquele dia.

 

- Sério MinSeok? Dor de cabeça? – ele disse visivelmente chateado.

 

- Me desculpa Jongdae, eu não estou com cabeça para isso. Eu sinto muito. – eu disse me jogando cansado na cama, Jongdae deslizou os dedos pelo meu rosto com suavidade. Seu olhar chateado se tornando preocupado.

 

- Você está realmente bem Min? – ele perguntou e vi seus olhos preocupados. Sorri de lado para ele que não sorriu de volta apenas acariciou meu rosto piscando lentamente.

 

- Estou, vamos dormir amanhã estarei melhor. – eu disse tentando afastar Jongdae para que eu dormisse, ele se manteve sobre mim me mantendo firme onde estava.

 

- Não é assim, eu quero saber o que você está sentindo. Me diz, como você está? – ele perguntou e apenas neguei com a cabeça fechando os olhos.

 

- Péssimo, estou me sentindo desolado, mas eu vou sobreviver. Eu sempre sobrevivo. – eu disse desabafando. Eu sentia um aperto no peito, uma sensação de perder algo que era meu há muito tempo. Kenzo nem entrou na minha vida direito e já havia partido deixando um buraco no meu peito. Ele nem havia ficado muito tempo, mas foi tempo o suficiente para me marcar por muito tempo.

 

- MinSeok eu entendo você...

 

- Não você não entende, você sequer o viu, você sequer falou com ele. Você não entende, foi comigo, não com você. Não importa Jongdae, esquece isso e me deixa dormir. – eu disse sem abrir os olhos. Eu não queria tocar na ferida, eu não queria falar, eu queria apenas esquecer.

 

- Min...por favor, vamos conversar. Não quero ver você assim. – ele disse e percebi sua voz embargada, abri os olhos fitando seus olhos castanhos, ergui minha mão tocando seu rosto, sorri de lado.

 

- Eu estou bem, vamos dormir. Eu to com sono, o dia foi agitado demais. – eu disse e ele se deitou ao meu lado me olhando estranho, não prestei atenção fechando os olhos. Minha mente em uma batalha entre a culpa e o amor.

 

[...]

POV. Kyungsoo 

- Hum...Jongin... Ah... O celular – eu disse enquanto o moreno descia os beijos pelo meu pescoço e suas mãos apertavam minhas coxas. Ele me empurrou no sofá pressionando seu membro no seu me fazendo gemer alto. – Nini... o cel...celular. – eu disse entre ofegos e ele me ignorou novamente assim como fazia com o telefone. Estávamos no sofá da nossa sala de estar entre beijo e caricias há uns quinze minutos, fui liberado mais cedo hoje e Jongin decidiu que queria passar o  tempo livre durante a tarde comigo, planejamos sair, mas terminamos aqui. Depois de alguns dias sem ele me tocar direito, eu estava louco para sentir suas mãos novamente, mas essa maldição de celular parecia não se calar.

 

- Esquece ele. – ele disse atacando meus lábios com vontade, não consegui me concentrar no beijo com o toque do seu celular soando pelo apartamento silencioso.

 

- Jonginnie... Não dá. Você tem que atender. – ele bufou se erguendo de cima de mim e pegou seu celular com um olhar feio. Eu ri vendo ele se sentar me puxando para o seu colo.

 

- Vou mandar essa pessoa para a puta que pariu. – ele disse mal humorado e eu ri me acomodando no seu colo com um joelho de cada lado da sua cintura, sua mão livre vagava pela minha coxa. Sorri para ele que girou os olhos impaciente. – Alô? – ele disse sem paciência e me inclinei colando meus lábios na pele morena da sua mandíbula, ele apertou minha coxa com força ouvindo o que a pessoa dizia – Claro... Senhor? – ele disse distraído e logo soltou um suspiro quando mordi seu queixo – Não sei. – ele disse sem prestar atenção, sua mão deslizou pela minha coxa chegando a minha bunda apertando a área me pressionando contra ele. – Hum... Não nada, apenas Err o que quer mesmo? – ele disse soltando o celular ao nosso lado acionando o viva voz. Com a mão livre ele me puxou pela nuca curvando minha cabeça atacando meu pescoço.

 

-... O senhor permitiu a entrada dele sim ou não? – ouvi uma voz que parecia ser idosa soar do aparelho, mas não me importei apenas gemi rebolando no colo de Jongin enquanto sentia ele morder meu pescoço.

 

- Sim... – ele respondeu contra minha pele sem prestar atenção no que a pessoa falava.

 

- Então o apartamento está liberado para ele? Não preciso me preocupar? – a voz disse novamente, eu nem entendi ao certo o que ela disse, a língua de Jongin traçando caminhos pelo meu pescoço, segurei seus cabelos com força o apertando mais a mim o fazendo rir e morder meu ombro puxando minha camisa para cima – Senhor Kim? – a voz soou novamente e Jongin sorriu quando terminou de retirar minha camisa.

 

- Não, tá tudo liberado.  – ele respondeu com a voz mais rouca que o normal e suas mãos deslizaram pela lateral do meu corpo apertando, encarei seus olhos felinos os vendo brilharem de desejo, sorri de lado me inclinado para alcançar seus lábios.

 

- Então... – Ele gemeu alto quando mordi seu lábio inferior o puxando interrompendo a voz no telefone – Algum problema senhor Kim? – a voz preocupada soaram novamente e Jongin pegou o celular rapidamente.

 

- Está tudo bem, estamos combinados não é? Então tchau. – ele disse rapidamente desligando o aparelho o jogando em algum lugar da sala que não prestei atenção – Será que era importante? – ele perguntou abrindo minha calça e dei de ombros alcançando seus lábios novamente.

 

- Não sei, não me importo. Vamos terminar isso aqui. – eu disse colando meus lábios aos dele sem prestar minha atenção em nada. Ele sorriu em meus lábios me deitando no sofá.

 

- Pode ter certeza que vamos terminar. – ele disse com a voz carregada de malícia e acabei rindo.

 

- Então cale a boca e ande logo. – eu disse passando as pernas pela sua cintura recebendo um tapa estralado na minha coxa.

 

- Não me mande calar a boca, garoto. – ele disse na minha orelha mordendo a mesma e acabei rindo enquanto abri sua camisa. Deslizei minhas mãos pelo seu peito e ele as afastou delicadamente com uma careta de desconforto. Sorri para ele, voltando a retirar a camisa do corpo dele. Ele voltou a beijar meu pescoço mordendo com força em alguns pontos, eu gemi arqueando na sua direção o puxando para mais perto arranhando suas costas.

 

- Hum Jongin... – gemi sentindo ele deslizar a boca pelo meu peito parando no meu mamilo mordendo o mesmo o puxando entredentes eu arqueie roçando meu membro mais ao dele. Ele riu descendo pelo meu peito beijando a pele do meu tronco e parando na barra da minha cueca, e segurei seus cabelos pressionando sua cabeça para baixo, mas ele riu erguendo o tronco. Gemi frustrado nos girando no sofá fazendo ambos cair no chão com um baque alto, nos rimos e o Kim gemeu dolorido em meio as risadas.

 

- Calma Soo! – ele exclamou enquanto em me levantava para tirar a minha calça, me livrei dela e da cueca sob o olhar malicioso dele que seguia cada movimento meu com atenção, sua mão pressionando seu membro sobre a calça, ele soltava gemidos baixo semelhantes ao meu nome enquanto mordi os lábios. Eu sentia minha ereção latejar enquanto me aproximava dele sentando sobre seu membro desperto.

 

- Não quero calma Kim! – disse vendo ele rir segurando minha cintura me estimulando a rebolar mais no seu colo. Eu gemi sentindo seu membro mesmo preso pressionar o meu. Retirei sua calça e sua box com rapidez e voltei sobre ele sentindo nossos membros se tocarem pela primeira vez sem a barreira da roupa.

 

- Acho que não consigo ficar enrolando. – ele disse nos girando fazendo minha cabeça bater no chão.

 

- Ai! – reclamei e ele apenas sorriu de lado como se desculpasse, ele abaixou o rosto colando seus lábios aos meus. O beijei com vontade enquanto sentia ele guiar seu membro para o meu interior, eu gemi em meio ao beijo cravando minhas unhas na suas costas enquanto sentia a dor dilacerante da penetração. Ele não se moveu a princípio esperando eu me acostumar. O que demorou um pouco mais que o normal, já que ele entrou sem preparação alguma. Ele afastou sua boca da minha deslizando a boca pelo meu pescoço começando a se mover. Gemi dolorido enquanto ele ignorava meu gemido de dor investindo em mim com lentidão e vigor.

 

- Hum Soo... – ele gemeu contra a minha orelha e rebolei em busca de mais contato e ele investiu com força me fazendo arfar e arquear as costas em busca de contato. Ele continuou a investir com força em um ponto certo dentro de mim que me fazia tremer em seus braços e gemer alto. Fechei os olhos me entregando à sensação        e sentindo ele me possuir por completo, eu não conseguia entender como a cada vez que ele me tocava eu sentia que eu pertencia mais a ele, eu sentia que ele me completava como ninguém jamais o faria.

 

Abri os olhos fitando os olhos escuros que me fitavam com intensidade, brilhando malicioso, as pupilas dilatadas deixavam claro o desejo que ele sentia. Eu vi o suor brilhando na sua testa pelo esforço que ele fazia e acabei girando os olhos quando ele investiu com muita força dentro de mim me fazendo arfar e gemer o puxando para mais perto com as pernas em volta da sua cintura, segurei sua nuca abafando meus gemidos em seus lábios. Eu não conseguia me concentrar no beijo, apenas mantive sua boca junto a minha fazendo nossos gemidos se misturarem meio abafados.

 

- N-nini...– chamei sentindo meu baixo ventre se contrair e as fisgadas já conhecidas se intensificarem, escondi meu rosto na curva do seu pescoço mordendo o mesmo com força. Minha visão ficou turva, minha mente se enevoou enquanto eu tremia em seus braços me derramando em um orgasmo intenso. Sentia meu corpo cansado sob o seu, ele investiu mais algumas vezes se derramando dentro de mim chamando meu nome alto contra meu pescoço.

 

Ficamos algum tempo nessa posição e ouvimos seu celular tocar novamente, eu ri enquanto ele se ergui apoiando as mãos ao lado do meu rosto me fitando com um sorriso.

 

- Ninguém merece esse telefone. – ele disse e eu ri bagunçando seus cabelos ouvindo o celular parar de tocar. Ele ajeitou meus cabelos retirando os fios colados na minha testa e sorri para ele.

 

- Vê quem é, pode ser importante. – eu disse sonolento e ele fez uma careta beijando minha testa. Ele se retirou de dentro de mim me fazendo gemer dolorido e fazer uma careta de dor.

 

- Machucou? – ele perguntou se levantando pegando sua cueca e a vestindo. Ele me olhou preocupado e neguei com a cabeça ainda estirado no chão.

 

- Não, mas... doeu – respondi fazendo um bico manhoso e ele riu me estendendo a mão.

 

- Desculpa, na próxima eu prolongo as preliminares, a culpa foi sua, você provocou. – girei os olhos segurando a mão que ele estendia. Ele me puxou fazendo com que eu trombasse nele, ele abaixou o rosto beijando meus lábios com carinho. – Sem manha ok?

 

Assenti rindo enquanto pegava nossas roupas no chão e vestia minha cueca, vi Jongin pegar o celular e franzir a testa, ele deu de ombros se voltando para mim.

 

- É o Jongdae, vou tomar um banho e vou ver o que ele quer. Vai comigo? – eu o encarei vendo que ele tinha a expressão preocupada.

 

- Não, acho que não corro o risco de te perder para o Jongdae ou para o MinSeok. – eu disse o fazendo girar os olhos e rir. Eu tinha a uma sensação estranha, eu não queria deixar Jongin ir, eu não sabia porque, mas não queria.

 

- Se eu dissesse que iria sair com o Jimin e o Darkho o que você faria? – ele perguntou me olhando interrogativo. Eu dei um sorriso de lado.

 

- Ligaria para o Jimin e perguntaria se ele ta afim de tomar umas.  – eu disse o fazendo parar me olhando indignado. Eu ri da sua expressão de ultraje.

 

- Iria chamar o Jimin pra beber? Sabia que você conhecer ele não era uma boa. – ele disse e eu ri enquanto seguíamos para o quarto.

 

- Ele é legal, além de que tem umas ideias bem loucas. – eu disse passando na sua frente piscando para ele, ouvi sua risada baixa. Ele me puxou pela cintura colando minhas costas em seu peito. Ele beijou a lateral do meu pescoço me fazendo arrepiar e sorrir.

 

- E você escuta as ideias dele?

 

- Claro, ele é um loiro legal. – eu disse com a voz baixa e ele mordeu meu pescoço me fazendo rir.

 

- Só se for, ele é um maníaco isso sim. – ele disse me soltando, olhei para ele que sorriu para mim de lado – Vou tomar banho quer vir? – neguei com a cabeça.

 

- Melhor não, você vai falar com o Jongdae eu vou falar com Baekhyun, acho que ele vai viajar, sei lá. Vamos eu tomo banho no banheiro do corredor. – eu sugeri vendo sua cara de desgosto.

 

- Então tá, mas volte cedo. Quero testar uma coisa quando chegarmos. – ele disse malicioso e acabei rindo.

 

- Pervertido. – sai em direção ao corredor me sentindo feliz, mas angustiado. Algo estava errado.

 

[...]

POV. Jongin 

Apertei a campainha do apartamento de Jongdae e MinSeok e esperei um dos dois atender. Fitei a porta sabendo que algo estava errado. MinSeok havia voltado a uns três dias de viajem e não havia visto nem sinal dele, Jongdae também não deu as caras, eu não sabia o que estava acontecendo com eles, mas sabia que algo aconteceu.

 

- Jongin.– Dae abriu a porta se jogando em meus braços me apertando com força, fiz uma careta de desgosto com toque inesperado, mas o abracei de volta sentindo o desespero dele. Ele parecia angustiado, era como se estivesse sofrendo por algo.

 

- Dae, o que houve? – perguntei vendo que ele estava realmente abalado. Afastei seu rosto do meu ombro vendo seu rosto vermelho e molhado de lágrimas . Ergui minhas mãos limpando as lagrimas do seu rosto começando a me sentir preocupado. Será que algo havia acontecido com MinSeok?

 

- Eu estraguei tudo. – ele disse e vi sua voz embargada, o olhei com o rosto confuso.

 

- Estragou o que? – perguntei o puxando para dentro do seu apartamento. O levei até o sofá me sentando com ele ao meu lado. Ele escondeu o rosto com as mãos.

 

- Meu casamento. O MinSeok tá arrasado, ele não ta bem e a culpa é minha. Eu deveria ter tentado, ter conhecido o garoto, sei lá. – ele disse me fazendo ficar ainda mais confuso.

 

- Jongdae eu não estou entendendo. – ele ergueu os olhos úmidos de lagrimas para mim.

 

- O Min achou um garoto durante o tempo que esteve fora, ele estava amando o garoto, mas eu disse que não queria, ai ele disse que estava bem, mas ele não está bem. Ele não come direito, ele não quer trabalhar, ele não consegue dormir direito sem ter pesadelo, ele vive com o olhar vago entristecido. Ele está adoecendo Jongin.  – o olhei surpreso sem saber ao certo o que fazer. Eu não sabia a historia, mas MinSeok não poderia continuar como o marido descrevia.

 

- Dae, porque você recusou? – ele me olhou com um desespero quase palpável.

 

- Porque eu achei que era um erro ele escolher o garoto sozinho. Eu pensei que era algo nosso que eu deveria estar lá também. – olhei para ele sabendo que ele estava sofrendo. Me aproximei dele o abraçando pelos ombros.

 

- Dae você sabia que quando minha mãe decidiu que me queria como filho meu pai nem sabia disso? Ela me resgatou daquela casa e foi praticamente amor à primeira vista. Eu não queria ninguém além dela, nem ela queria outro além de mim. Ela me contou que meu pai surtou. Eles não podiam ter filhos biológicos, ela disse para ele que eu apareci como uma benção, que eu era o filho que eles não poderiam ter. Meu pai disse que queria me conhecer antes, e foi assim aos poucos. Passaram uns trinta minutos e ele já queria me adotar. – eu disse rindo envergonhado e Jongdae me olhou compreensivo, minha mãe já havia contado essa história umas três vezes para eles. – Talvez esse garoto só precisasse de uma oportunidade para te encantar. O MinSeok pode ter sido precipitado, como a minha mãe foi, mas você foi egoísta. Você colocou sua vontade acima do seu marido, você não quis saber o porquê ele quis o garoto, apenas negou. Talvez se você desse uma chance veria que ele era a opção que vocês sempre quiseram. – eu disse sabendo que talvez eu estivesse falando besteira. Eu era péssimo nisso, mas não custava tentar ajudar.

 

- Você acha que eu deveria... Tentar? – perguntou me fazendo olha-lo curioso.

 

- Você quer dar uma chance para o garoto por que sente que ele pode ser seu filho ou por que o MinSeok está sofrendo? Se for pelo MinSeok, melhor não. – ele franziu a testa confuso e o olhei serio – O garoto não é um objeto Jongdae, se você for o conhecer, mas não sentir que pode viver com isso, mas mesmo assim o trouxer para casa, você não conseguira ama-lo e se dedicar como pai a ele. E isso vai magoar o garoto para sempre. – ele respirou fundo e se levantou me surpreendendo. Ele foi em direção ao aparador próximo à porta e pegou a chave do carro me olhando interrogativo.

 

- Vai ficar ai? – o olhei confuso.

 

- Vai a onde? – perguntei vendo o olhar determinado dele, ele secou seu rosto e respirou fundo.

 

- Ao orfanato. – eu sorri para ele que revirou os olhos – Não faça essa cara de orgulhoso de si mesmo ok? E tem um chupão no seu pescoço cubra isso. – ele disse abrindo a porta e acenando para eu sair na frente.

 

- Espero que saiba o que está fazendo. – ele sorriu de lado.

 

- Eu sei, Jongin eu não conheci o menino, se eu ver que não me dou com ele, nem me aproximo, mas eu quero ver, pelo MinSeok e pelo menino. – ele disse e sorri para ele.

 

- Fico feliz por você e pelo menino. Ele terá ótimos pais se você o escolher. – o outro Kim sorriu feliz e me segurou pelo braço me arrastando com rapidez.

 

Talvez hoje mais uma família seja formada.

 

[...]

POV. Jongdae 

Eu olhava as crianças correndo de um lado ao outro entre brincadeiras e conversas tentando encontrar Kenzo entre elas. Meu coração estava aos saltos dentro do peito e minha mente parecia preste a se apagar. Eu estava tão confuso e tão incerto de tudo isso. Se eu conseguisse vê-lo como filho eu seria bom pai? Nós conseguiríamos criar um bom filho? Nós seriamos o suficiente como pais? Além de todas essas questões eu estava em conflito interno. E se não fosse eu seria capaz de adota-lo apenas para não ver MinSeok sofrer? Me doía ver meu marido definhando daquela maneira. Eu percebi que ele tinha se apegado bastante ao garoto, se apegado o suficiente para sentir falta dele.

 

- Senhor Kim? – a mulher que estava na entrada me chamou me fazendo girar para olha-la.

 

- Sim? – ela deu um sorriso de canto e vi Jongin se abaixar no canto para entregar algo a um garotinho que o cercava. Eu ri ao ver seu desconforto com o menino.

 

- Seu marido que o deixou aqui não foi? Aconteceu alguma coisa para o senhor querer vê-lo? – ela perguntou em um tom firme e respirei fundo.

 

- Eu queria conhecê-lo, meu marido e eu nos desentendemos no dia que ele chegou, não cheguei a conhece-lo. Talvez tê-lo deixado aqui tenha sido um erro.– a mulher me lançou um olhar cortante e meu rosto corou de vergonha.

 

- O processo está em aberto, não posso proibi-lo de vê-lo, mas se pudesse com certeza o faria. O garoto está arrasado desde que chegou. Ele só sabe falar em Tio Min.  – meu coração apertou e ela me olhou severamente – Ele está lá no balanço dos fundos sozinho como sempre. Pode ir, mas não demore muito o orfanato já vai fechar para visitas. – ela disse e olhou para Jongin de relance que sofria com o garoto que estava lhe estendendo um brinquedo.

 

- Jongin, eu vou lá você vai ficar bem ai? – eu perguntei e ele assentiu com o rosto vermelho de raiva. Eu ri caminhando na direção que a mulher havia indicado. Cheguei à porta que dava para o fundo vendo que não havia ninguém ali além da pequena pessoa de casaco preto sentando em um dos balanços. Meu coração já disparado deu um salto batendo cada vez mais forte contra as costelas. Eu sentia o ar ficando rarefeito naquele momento. A culpa me consumindo.

 

Vi as mãos gordinhas e brancas segurarem a corrente de ferro enferrujado do balanço e o observei melhor. O rostinho triste pequeno e redondo, os olhos castanhos escuros, os cabelos lisos castanhos, e o corpo pequeno e arredondado e naquele instante eu me vi ali. Eu me vi nele e senti um desespero descomunal. Como eu pude deixa-lo sozinho? Perguntei enquanto minhas pernas me guiavam em sua direção afim de sanar sua solidão. O balanço se movendo causava um rangido irritante que ele parecia ignorar enquanto encostava os tênis brancos no chão para se impulsionar. Olhei o balanço ao seu lado vazio e me sentei chamando sua atenção, ele me olhou curioso e logo deu um sorriso mínimo.

 

- Oi. – ele disse simplesmente e minha voz sumiu. A voz infantil me fez tremer e imaginar essa mesma voz dizendo ‘papai’ direcionada a mim, essa mesma voz me chamando diariamente, essa voz fazendo parte da minha vida. Tanto a voz quanto o pequeno ser dono dela.

 

- Oi. – eu disse incerto e ele olhou para frente.

 

- Você que bateu no Tio Min, você é do mal? – a inocência dele ao me perguntar isso me fez sorrir. Ele se lembrava de mim, claro uma lembrança ruim, mas uma lembrança.

 

- Não, eu apenas estava nervoso, não queria machuca-lo. – respondi querendo que ele voltasse os olhos castanhos para mim. Ele não o fez, mas pude vê-lo sorrir.

 

- Ele é incrível sabia? Tio Min foi quem em salvou. Ele disse que eu não iria mais ficar sozinho porque teria a ele e o Tio Dae, mas o Tio Dae não quis ficar comigo e como ele não podia ficar comigo se o Tio Dae não quisesse ai ele me deixou aqui. Mas eu gosto do Tio Min a moça ali diz que eu nunca mais vou vê-lo, mas eu sei que ele vai vir me visitar um dia e talvez eu conheça o Tio Dae. – eu senti as lágrimas que eu tanto segurava rolarem pelo meu rosto. Ele sabia quem eu era, MinSeok falou de mim para ele e ele sabia que a culpa dele está aqui era minha. Eu me senti o ser humano mais cruel do mundo naquele momento.

 

- Você... gostava do Tio Dae? – perguntei e ele me olhou sorrindo.

 

- Eu não o conheci, mas o Tio Min gostava muito dele. – ele disse tirando os pés do chão deixando o balanço ir parando aos poucos – Eu acho que iria gostar dele também, Tio Dae disse que ele gostava de crianças e que ele iria brincar comigo, mas... ele não gostou de mim. Eu sou mal? – ele disse visivelmente entristecido e neguei com a cabeça controlando a vontade de chorar como uma garotinha. Ele me fitou por um momento e desceu do balanço parando na minha frente, suas mãos geladas e cheirando a ferrugem foram ao meu rosto secando as lagrimas – Não chora. – ele pediu com a voz embargada e observei seu rosto de perto. Tão lindo! E tão inocente. Seria ele capaz de me perdoar?

 

- Você não sabe quem eu sou certo? – ele negou com a cabeça sorrindo para mim, eu segurei suas duas mãozinhas frias entre as minhas sentindo meu peito se aquecer com a sua presença, a sensação de aceitação me fazendo sorrir para ele. – Eu sou o Tio Dae, a culpa de você está aqui é minha. Eu... Errei em deixarem você vir para cá. – eu disse o vendo sorrir abertamente.

 

- Tio Dae. – ele disse em tom de reconhecimento e ele se jogou na minha direção me abraçando apertado pelo pescoço ignorando o que eu disse. A surpresa e a sensação de felicidade que me tomou naquele momento me fizeram rir em meio ao choro. Ele era inocente o suficiente para me perdoar sem me questionar. – Você veio me visitar? Cadê o Tio Min? – ele perguntou e apenas o abracei mais apertado contra mim sentindo que não o soltaria por um longo tempo. Meu filho, mesmo que ainda não legalmente, ele já era meu de coração. Ele se afastou e eu vi a agitação dele.

 

- Tio Min está te esperando na nossa casa. –ele franziu a testa com a expressão entristecida – O que foi Kenzo? – eu perguntei enquanto eu tocava a bochecha corada dele.

 

- Ele não vai vir me ver? – a voz chorosa me fez abraça-lo novamente.

 

- Não, nós vamos lá vê-lo. Você vem comigo até o Tio Min.  – ele me olhou confuso franzindo os lábios rosados.

 

- Não entendi. – ele disse e sorri o apertando mais contra mim. Como eu pude negar uma criatura dessa? Como alguém pode abandonar um ser desse?

 

- Você agora vai ficar comigo e com o Tio Min para sempre. – eu disse convicto determinado a não deixar ele jamais. Ele se afastou me olhando surpreso.

 

- Serio? Você vai querer ficar comigo? – eu vi os olhos castanhos brilharem e sorri para ele beijando sua bochecha.

 

- Claro, eu fui um bobo deixando o Minseok te deixar aqui. Agora vamos, vou ligar para o Zitao ele tem que vir resolver tudo para irmos para nossa casa. – eu disse o vendo sorrir radiante sorri satisfeito percebendo que ele era havia realmente nos escolhido como pais.

[...]

POV. Minseok 

- Vamos Min,  eu fiz com todo carinho para você, come. – Luhan disse empurrando o prato na minha direção, neguei com a cabeça o empurrando de volta para ele. 

 

- Não, obrigado. Agradeço o carinho, mas estou sem fome. Come você estou vendo que você está louco para comer.  – eu disse sorrindo de lado vendo ele me olhar feio, mas sorri para o prato com as frutas picadas.

 

- Tenho que parar de comer, vou ficar uma baleia desse jeito. – Luhan disse  comendo de um jeito culpado. Eu ri pegando um pedaço apenas por pegar.

 

- Não vai não, você até que está se saindo bem. – eu disse e ouvi Sehun rir da sala.

 

- Para de mentir MinSeok. – ele gritou e Luhan girou os olhos.

 

- Serio que eu vou casar com isso? – ele perguntou e acabei sorrindo para ele.

 

Nos últimos dias eu praticamente me mudei para o apartamento de Sehun  e Luhan, eu não queria ficar em casa, mas não queria trabalhar, eu estava desanimado com o mundo. Eu sentia falta de algo que não me pertencia e me sentia bobo por isso. Eu ficava fora para não preocupar Jongdae que já estava preocupado. Mesmo sendo ridículo eu não conseguia me recuperar.

 

- Sim e foi escolha toda sua.  – Sehun disse se levantando e passando por Luhan deixando um beijo estralado no pescoço do mesmo que fez uma careta. Ele seguiu para o quarto com um sorriso perverso nos lábios.

 

- Eu mereço. – Luhan sussurrou e me encarou por alguns segundos. – Vamos Min, você está me deixando deprimido.

 

- Eu sei, estou sendo uma péssima companhia, mas não consigo esquecer sabe. – ele assentiu dando um sorriso compreensivo.

 

- Você sofreu seu aborto, demora a se superar, mas você tem que se erguer. O Jongdae vai acabar notando e isso vai afetar vocês, eu sei que doí, mas você precisa ser forte. – Eu sorri para ele  vendo a ironia. Eu não poderia sofrer um aborto, nem esposa para isso eu tinha, mas mesmo assim eu tinha sofrido um. Eu tive vontade de rir da minha desgraça.

 

- E falando em Jongdae, tenho que ir para casa. Quando ele chegar tenho que está com uma cara mais apresentável que está. Tenho que convence-lo que estou bem. – eu disse cansado e vi Luhan franzir a testa fitando o celular que ele pegou ao seu lado enquanto eu falava.

 

- E eu vou encontrar o Kyungsoo no Plazza, nem sabia que ele sabia que aquele prédio existia. – ele disse dando de ombros e apenas suspirei me levantando.

 

- Então vamos, quer que eu te leve? – ele olhou o relógio e vi Sehun sair bagunçando os cabelos do quarto já com o jaleco.

 

- Não precisa Min, apenas fique bem e faça o jantar para o Jongdae. – ele disse neguei com a cabeça colocando as mãos no bolso da minha calça de moletom sorrindo de lado.

 

- Eu estou bem. – vi ele fazer uma careta para Sehun que a abraçou pela cintura.

 

- Até eu estou vendo o quão bem você está. – ele disse com os olhos  focados em Luhan. Eu ri girando os olhos.

 

- Vá trabalhar Sehun, boa noite pra vocês. – o Oh fingiu um arrepio caminhando para a porta.

 

- Boa noite, mas minha noite vai ser a merda de sempre. Emergência ninguém merece! – Sehun exclamou e Luhan riu o empurrando.

 

- Vamos, sobreviva MinSeok! – saímos e vi ele seguirem para o elevador. Subi pelas escadas procurando o caminho mais longo. Respirei fundo ao chegar à porta do meu apartamento, eu parecia ter saído de um enterro. Eu precisa dar um jeito nisso ou afundaria meu casamento. Suspirei abrindo a porta percebendo o mesmo vazio. Pelo menos daria tempo de arrumar o jantar para ele. Nesse horário Jongdae costumava já está em casa

 

Caminhei em direção ao nosso quarto retirando a camisa pela cabeça ainda no corredor. Entrei no chuveiro relaxando meus músculos e esquecendo um pouco da vida com o calor da água morna. Nesses três dias eu tentava de qualquer maneira não pensar em Kenzo ou em qualquer outra criança, o simples pensamento me fazia ter vontade de correr até aquele orfanato pegar aquele garoto e o deixar comigo para todo o sempre. Mas eu tinha que respeitar a vontade de Dae. Meu marido estava preocupado, ele estava estranhamente quieto quanto a isso e me olhava sempre com pesar. Eu sentia que minhas atitudes o estavam deixando mal, mas eu não conseguia superar assim tão imediatamente, como Luhan disse eu estava sofrendo meu aborto.

 

- MinSeok? – ouvi a voz de Jongdae meio distante e apenas retirei a cabeça de debaixo da água para responde-lo.

 

- No banho amor.  – gritei de volta e ouvi ele mexer na porta do banheiro aparecendo logo depois apenas com o rosto a mostra, ele me olhou e percebi seu rosto meio inchado e um pouco vermelho, como se ele tivesse chorado – Está tudo bem? – perguntei desligando o chuveiro e vi ele me estender a toalha.

 

- Está tudo bem, termine ai se vista te espero na sala. – ele disse visivelmente animado e sorri para ele tentando demonstrar animação. Peguei a toalha e Jongdae sumiu com a mesma rapidez com que apareceu. Suspirei pesadamente enrolando a toalha na cintura e pegando outra para secar meus cabelos. Coloquei outra calça de moletom e uma camisa larga que eu já achei no guarda roupa. Me olhei no espelho constatando que eu precisava fazer a barba. Suspirei ensaiando um sorriso e me dirigindo a sala, vi que Jongdae estava sentando no sofá com as costas apoiadas no encosto de costas para mim.

 

- Então o que você... – eu parei de falar ao ver um pequeno ser surgir na minha frente saindo de onde Dae estava sentado. Eu senti meus olhos marejarem e meu coração disparar. Como a três dias atrás apenas com as roupinhas trocadas, ali estava o meu Kenzo, o meu garotinho.

 

- Tio Min. – ele disse sorrindo abrindo os bracinhos para mim eu não resisti os três dias longe dele me fazendo ajoelhar abrindo os braços para ele, vi Jongdae se levantar olhando para mim. Apertei o garoto pequeno contra mim absorvendo cada segundo com ele em meus braços como se fossem o ultimo. Deus sabe o quanto senti falta dele.

 

- Kenzo... – sussurrei olhando para Jongdae que havia se levantando e agora me fitava com os olhos marejados. – O que ele faz aqui? – perguntei incerto pegando-o no colo, ele continuava abraçado ao meu pescoço com quase devoção. Eu o mantinha próximo a mim encarando os olhos castanhos de Jongdae. Meu marido sorria feliz para mim, como se não houvesse nada errado ali, como se estivesse... perfeito.

 

- Nosso filho não pode ficar longe de nós que tipo de pais seriamos? – arregalei os olhos vendo Kenzo se mover em meus braços olhando para Jongdae sorrindo. Eu só conseguia pensar em que universo paralelo eu estava. O universo onde tudo que eu queria se realizava.

 

- Ele disse que se você quiser Tio Min eu posso ficar pra sempre. – ele disse e me aproximei de meu marido segurando Kenzo com apenas um braço e puxando-o com o outro. Jongdae se inclinou beijando meus lábios com suavidade e logo me abraçando me desconfortável por Kenzo está em meu outro braço.

 

- Desculpa, eu fui egoísta. Eu nem me importei com ele na hora, eu o conheci Min, eu vi o que você viu nele. Eu me apaixonei também. – ele disse baixo no meu ouvido e apertei meu braço entorno dele. Eu sentia meu coração batendo vivo descompassado, era minha família completa.

 

- Agora não importa, estamos juntos e com nosso garotão. – Dae afastou o rosto da curva do meu pescoço olhando para Kenzo bagunçando os cabelos do pequeno que sorria.

 

- Nossa família oficialmente inaugurada. – ele sussurrou e Kenzo o puxou pelo pescoço com um braço em volta de cada um de nós.

 

- Todos nós juntos. – ele disse e apertei os dois homens da minha vida mais ao meu corpo.

 

Eu estava completo novamente.

 

[...]

 

- Acho que ele dormiu. – Dae sussurrou baixo fitando o rosto já inexpressivo de Kenzo. Estávamos na nossa cama com ele deitado entre nós, estávamos brincando com ele, mas parece que o pequeno tinha outros planos. Eu me surpreendi ao ver ele e Jongdae se darem tão bem em tão pouco tempo, mas estava satisfeito com isso.

 

- Vamos deixa-lo aqui? – perguntei vendo meu marido acariciar meu rosto e sorrir satisfeito. Ele não parecia desconfortável ou forçado a isso, ele parecia feliz.

 

- Deixa ele aqui, ele ficou muito tempo sozinho, ele precisa saber que estamos aqui por ele agora. – sussurrou e inclinei meu rosto para sua mão beijando a mesma.

 

- Obrigado. – ele sorriu negando com a cabeça.

 

- Obrigado você, ele foi nosso presente Min. – eu olhei para o corpo de Kenzo deitado na cama entre eu e Jongdae, seu rosto tranquilo, suas mãos juntas próximo ao seu rosto a imagem da fofura e da inocência. Eu me abaixei beijando a testa dele e me ergui me inclinado sobre ele beijando os lábios de Dae.

 

- Eu amo você. – sussurrei deitando de frente para ele que se acomodou de frente para mim, Kenzo de costas para ele de frente para mim se aconchegou inconscientemente a ele que sorriu satisfeito. Jongdae puxou a coberta sobre nós se aconchegando e fechou os olhos e me deu a mão a segurando sobre Kenzo.

 

- Assim como eu amo você. – sussurrou de volta e eu fechei os olhos sentindo que ninguém no mundo era mais feliz que eu no momento.

 



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