História Fifty Shades of Kim - Capítulo 62


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Categorias 50 Tons de Cinza, EXO
Personagens D.O, Kai
Tags 50 Tons De Cinza, Adulto, Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Fifty Shades Of Grey, Irene, Jimin, Jongin, Kai, Kaisoo, Kyungsoo, Lemon, Lisa, Yugyeom
Visualizações 177
Palavras 1.636
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 62 - Capítulo 59



Kyungsoo P.O.V.

Sinto lábios macios deixando um rastro de beijos na minha têmpora, e uma parte de mim quer virar e corresponder, mas o que eu mais quero é continuar dormindo. Dou um gemido e me aninho no travesseiro.

- Kyungsoo, acorde. - A voz de Jongin é doce, tentando me convencer.

- Não - gemo. 

- Temos que sair em meia hora para jantar na casa dos meus pais. - Ele está achando graça.

Abro os olhos com relutância. Anoitece lá fora. Jongin está debruçado na cama, olhando-me com atenção.

- Vamos, dorminhoco. Levante-se.

Ele se abaixa e torna a me beijar. 

- Trouxe algo para você beber. Estarei lá embaixo. Não volte a dormir ou vai estar encrencado - ameaça, mas num tom afável.

Ele me dá um beijo rápido e sai, deixando-me sonolento naquele quarto frio e austero.

Estou descansado, mas, de repente, fico nervoso. Caramba, vou conhecer os pais dele! Ele acabou de me dar uma surra de chicote de montaria e de me amarrar com uma braçadeira de plástico que eu lhe vendi, pelo amor de Deus - e vou conhecer os pais dele. Será também a primeira vez que Baekhyun estará com eles - pelo menos ele estará lá para me apoiar. Giro os ombros. Estão tensos. A exigência dele para que eu tenha um personal trainer agora não parece bizarra. Na verdade, um personal trainer é indispensável se eu quiser ter alguma esperança de acompanhar esse ritmo.

Levanto-me da cama devagar e vejo que minha roupa está pendurada do lado de fora do armário. Onde está minha cueca? Passo os olhos por todo o quarto. Nada. Então me lembro - ele a guardou no bolso da calça. A lembrança me faz corar, depois que ele....nem consigo pensar nisso, ele foi muito....bárbaro. Franzo o cenho. Por que ele não devolveu minha cueca?

Entro furtivamente no banheiro, desconcertado com a ausência da cueca. Enquanto me seco após um banho agradável mas rápido demais, percebo que fez isso de propósito. Quer que eu fique constrangido e peça a cueca de volta, e ele vai dizer sim ou não. Nesse momento resolvo não lhe perguntar pela peça intima e não lhe dar satisfação. Vou conhecer os pais dele sem cueca. Do Kyungsoo!, meu inconsciente me repreende, mas não lhe dou ouvidos - quase me abraço de contentamento porque sei que isso vai deixa-lo louco.

Volto para o quarto, coloco a calça, a camisa e depois os sapatos. Arrumo o cabelo as pressas, depois olho para a bebida que ele deixou. É rosa-claro. O que é isso? Cranberry e água com gás. Humm....é uma delicia e mata minha sede.

Entro rapidamente no banheiro para me ver no espelho: olhos brilhantes, rosto ligeiramente corado, um ligeiro ar de complacência por causa do plano da cueca, e então desço. Quinze minutos. Nada mal, Kyungsoo. 

Jongin está parado junto à janela panorâmica, usando a calça de flanela cinza que eu adoro, aquela que cai nos quadris daquele jeito incrivelmente sensual, e claro, a camisa de linho branco. Será que ele não tem nenhuma de outra cor? Saindo das caixas de som, a voz macia de Frank Sinatra. Jongin se vira e sorri quando entro. Ele me olha com expectativa.

- Oi - digo baixinho, e meu sorriso enigmático encontra o dele.

- Oi - diz ele. - Como se sente? - pergunta com um olhar divertido.

- Bem, obrigado. E você?

- Me sinto superbem, Sr. Do.

Ele está louco para que eu diga alguma coisa.

- Sinatra. Nunca imaginei que fosse fã dele.

Ele ergue as sobrancelhas para mim, o olhar curioso.

- Gosto eclético, Sr. Do - murmura, e vem andando na mi ha direção feito uma pantera até parar na minha frente. Seu olhar é tão intenso que me tira o fôlego.

Sinatra começa a cantar....uma cansai antiga, uma das preferidas de Changyul, "Witchcraft". Jongin passa devagarinho os dedos no meu rosto.

- Dance comigo - diz, a voz rouca.

Ele tira o controle remoto do bolso, aumenta o volume e me estende a mão, aquele olhar cheio de promessa, desejo e humor. Ele é totalmente sedutor, e estou enfeitiçado. Dou-lhe a não. Ele sorri preguiçosamente para mim, me puxa para junto de si e me envolve pela cintura.

Ponho uma mão em seu ombro e sorrio para ele, surpreendido por seu bom humor contagiante. Ele dá um passo sara o lado, e começamos a dançar. Nossa, como ele dança! Evoluímos pela casa toda, da janela até a cozinha e voltando, rodopiando e girando no compasso da música. E, do jeito que ele conduz, é muito fácil acompanhar.

Deslizarmos ao redor da mesa de jantar, chegamos até o piano, recuamos e avançamos diante da parede de vidro. Não consigo evitar de ficar rindo à toa. Ele sorri para mim quando a música termina.

- Não há feitiçaria mais bela que você - murmura, e me beija com doçura. - Bem, dançar deu uma corzinha ao seu rosto, Sr. Do. Obrigado pela dança. Pronto para conhecer meus pais?

- Não há de que, e sim, mal posso esperar para conhece-los - respondo.

- Tem tudo o que precisa?

- Ah, sim.

- Tem certeza?

Balanço a cabeça do jeito mais descontraído que consigo sob aquele seu exame minucioso e divertido. Ele abre um sorriso de orelha a orelha, e balança a cabeça.

- Tudo bem. Se é esse jogo que quer fazer, Sr. Do.

Ele me dá a mão, pega o casaco que está pendurado em um dos bancos do bar, e me leva para o elevador.

Olho para ele no elevador. Está achando graça de alguma piada particular, um sorriso se esboçando naquela boca encantadora. Receio que seja a minha custa. Onde eu estava com a cabeça. Vou conhecer os pais dele e não estou usando cueca. Meu inconsciente me dá aquele olhar de "eu te disse" que não ajuda em nada. Na relativa segurança do apartamento dele, a ideia parecia engraçada, provocante. Agora, estou quase na rua sem cueca! Ele me olha, e lá está a eletricidade aumentando entre nós. Seu olhar divertido desaparece, e ele fica com uma expressão enigmática, um olhar misterioso...ai meu Deus.

As portas do elevador se abrem, Jongin balança a cabeça, como se quisesse clarear as ideias, e faz um gesto me convidando a sair antes dele, demonstrando cavalheirismo. Quem ele quer enganar? Ele não é cavalheiro! Esta com minha cueca!

Heechul chega no Audi. Jongin abre a porta traseira para mim, entro com toda a elegância possível, considerando meu estado de nudez descarada. Ainda bem que a calça que estou usando disfarça.

Vamos em alta velocidade, ambos calados, sem dúvida inibidos com a presença de Heechul. O estado de espírito de Jongin é quase tangível e parece mudar, o bom humor se dissipando lentamente no caminho. Ele está pensativo, olhando pela janela, e sei que está se afastando de mim. Em que está pensando? Não posso lhe perguntar. O que posso falar na frente de heechul? 

- Onde aprendeu a dançar? - pergunto baixinho.

Ele se.vira para mim, os olhos misteriosos no clarão intermitente dos postes de luz que passam.

- Quer mesmo saber?

Fico aflito, e agora não quero porque posso adivinhar. 

- Quero - murmuro.

- Mr. Lee gostava de dançar.

Ah, minha pior suspeita confirmada. Ele lhe ensinou bem, e esse pensamento me deprime - não há nada que eu possa lhe ensinar? Não tenho nenhuma habilidade especial.

- Ele deve ter sido um bom professor.

- Ele foi.

Meu couro cabeludo formiga. Será que ele teve o que ele tinha de melhor? Antes dele se tornar tão fechado? Ou será que ele o fez desabrochar? Ele tem um lado tão divertido, toa brincalhão. Sorrio sem querer ao lembrar que estive em seus braços enquanto ele rodopiava comigo pela sala, algo tão inesperado, e que ele está com minha cueca em algum lugar. 

E ai tem o Quarto Vermelho da Dor. Mr. Lee lhe ensinou tudo isso, também, ou o estragou, dependendo do ponto de vista. Ou talvez ele fosse assim com ou sem ele. Neste momento me dou conta de que o odeio. Espero nunca encontra-lo porque não me responsabilizo pelos meus atos se isso acontecer. Não me lembro de ter tanta raiva de uma pessoa, sobretudo de alguém que não conheço. Olhando pela janela sem enxergar nada, alimento meu ódio e meu ciúme irracionais. 

Meus pensamentos se deixa levar para a tarde de hoje. Será que eu faria isso de novo? Nem sequer posso fingir criar caso por causa disso. Claro que faria, se ele me pedisse - desde que não machucasse e que essa fosse a única maneira de estar com ele. 

Essa é a moral da historia. Quero estar com ele. 

- não - murmura ele.

Estranho, e o encaro.

- Não o que?

Não encostei nele.

- Não pense demais, Kyungsoo. - Ele pega minha mão, leva-a aos lábios e beija delicadamente os nós dos meus dedos. - Tive uma tarde maravilhosa. Obrigado.

E está de novo comigo. Pisco para ele e sorrio timidamente. Ele é muito complicado. Faço uma pergunta que anda me incomodando. 

- Por que você usa braçadeiras de plástico?

Ele sorri para mim.

- É rápido, fácil, e é algo que deixa você experimentar uma sensação diferente. Sei que essas braçadeiras são um pouco brutas, e gosto disso nos dispositivos de contenção. - Ele me da um sorriso doce. - Muito eficiente para colocar você em seu lugar.

Enrubesço e olho agitado para heechul, que permanece impassível, olhos na estrada. O que devi dizer a respeito disso? Jongin dá de ombros inocentemente.

- Faz parte do meu mundo, Kyungsoo. 

Ele aperta e solta minha mão, olhando pela janela de novo.

O mundo dele, de fato, e quero que meu lugar seja ali, mas nesse termos? Simplesmente não sei. Ele não menciona aquele maldito contrato. 

Vejo que Jongin está me olhando.

- Dou um doce para saber o que você tem na cabeça.

Suspiro e fecho a cara.

- É ruim assim?

- Eu queria saber o que você estava pensando.

Ele da um sorrisinho.

- Idem - diz, e Heechul segue veloz no meio da noite.






Notas Finais


Só queria dizer que estamos quase chegando a reta final...


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