História Fifty Shades of Kim - Capítulo 62


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Categorias 50 Tons de Cinza, EXO
Personagens D.O, Kai
Tags 50 Tons De Cinza, Adulto, Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Fifty Shades Of Grey, Irene, Jimin, Jongin, Kai, Kaisoo, Kyungsoo, Lemon, Lisa, Yugyeom
Visualizações 380
Palavras 1.296
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 62 - Capítulo 62



Kyungsoo P.O.V.

Na casa, Baekhyun e Chanyeol estão se despedindo de Sooyoung e do Sr. Kim. Baek me dá um abraço apertado.

- Preciso falar com você sobre sua hostilidade em relação ao Jongin - sibilo baixinho no ouvido dele.

- Ele precisa ser hostilizado, só assim você pode ver como ele realmente é. Cuidado, Soo. Ele é muito controlador - murmura ele. - Até logo.

EU SEI COMO ELE É, VOCÊ NÃO!, grito mentalmente para ele. Sei muito bem que ele quer meu bem, mas, às vezes, ele simplesmente passa dos limites, e neste momento já ultrapassou tanto que chegou ao país vizinho. Olho de cara feia para ele, e ele me mostra a língua, fazendo-me rir a contragosto. O Baekhyun brincalhão é novidade, deve ser influencia de Chanyeol. Despedimo-nos deles à porta, e Jongin se vira para mim. 

- A gente devia ir embora também. Você tem entrevistas amanhã. 

Hyuna me dá um abraço carinhoso e nos despedimos.

- Nunca pensamos que ele encontraria alguém! - diz com um entusiasmo exagerado.

Enrubesço e Jongin revira os olhos de novo. Contraio os lábios. Por que ele pode fazer isso e eu não? Quero revirar os olhos para ele também, mas não me atrevo, não depois da ameaça no ancoradouro.

- Cuide-se, Kyungsoo, querido - diz Sooyoung com simpatia.

Jongin, constrangido ou frustrado pela atenção generosa que estou recebendo dos Kim, pega minha mão e puxa para seu lado.

- Não vamos assusta-lo nem estraga-lo com excesso de carinho - resmunga.

- Jongin, pare de provocar - Sooyoung o censura com indulgência, os olhos brilhando de amor e carinho por ele.

De alguma maneira, não acho que ele esteja provocando. Observo disfarçadamente a interação deles. É evidente que Sooyoung o adora com um amor incondicional de mãe. Ele se abaixa e a beija sem naturalidade.

- Mãe - diz, e há um tom subjacente em sua voz, talvez de reverência.

- Sr. Kim, até logo e obrigado. - Estendo a mão para ele e ele me abraça, também!

- Por favor, me chame de Jeong. Espero que a gente se veja de novo muito em breve, Kyungsoo. 

Feitas as despedidas, Jongin me conduz para o carro, onde Heechul está esperando. Será que ele ficou o tempo todo ali? Heechul abre a porta para mim, e me instalo no banco traseiro do Audi.

Sinto um peso saindo de meus ombros. Nossa, que dia. Estou exausto. Depois de falar rapidamente com Heechul, Jongin se instala no carro a meu lado e se vira para mim.

- Bem, parece que minha família também gosta de você. 

Também? O deplorável pensamento sobre o motivo de eu ter sido convidado salta na minha cabeça, espontânea e inoportunamente. Heechul dá a partida no carro e sai da área iluminada do acesso à casa para a escuridão da rua. Olho para Jongin e ele está me olhando.

- O que foi? - pergunta num tom calmo.

Por um instante, fico me questionando. Não. Vou contar. Ele vive reclamando de que não falo com ele.

- Acho que você acabou se sentindo obrigado a me trazer para conhecer seus pais. - Minha voz é doce e hesitante. - Se o Chanyeol não tivesse convidado o Baekhyun, você nunca teria me convidado.

Não enxergo seu rosto no escuro, mas ele inclina a cabeça para mim, boquiaberto.

- Kyungsoo, estou satisfeito que voce tenha conhecido meus pais. Por que é tão inseguro? Isso sempre me espanta. Voce é um homem muito forte e independente, mas tem ideias muito negativas sobre si mesmo. Se eu não quisesse apresenta-lo a eles, você não estaria aqui. Foi assim que se sentiu o tempo todo enquanto esteve lá? 

Ah! Ele me queria lá - e isso é uma revelação. Ele não parece constrangido como estaria se estivesse me escondendo a verdade. Parece verdadeiramente satisfeito com minha presença.... Sinto uma sensação quente se espalhar devagar pelas minha veias. Ele balança a cabeça e pega minha mão. Olho nervosamente para Heechul. 

- Não se preocupe com Heechul. Fale comigo.

Encolho os ombros.

- Sim. Pensei isso.  E outra coisa, eu só mencionei Goyang porque Baekhyun estava falando em Barbados. Ainda não me decidi.

- Voce quer ir ver sua mãe?

- Quero.

Ele me olha de um jeito estranho, como se estivesse travando uma luta interna.

- Posso ir com voce? - acaba perguntando.

O que?

- Hã.... Acho que não é uma boa ideia.

- Por que?

- Eu estava esperando uma trégua dessa....intensidade toda, para colocar meus pensamentos em ordem.

Ele me olha.

- Eu sou muito intenso?

Caio na gargalhada.

- Bota intenso nisso!

No clarão dos postes de luz que passam, vejo-o esboçar um sorriso.

- Está rindo de mim, Sr. Do?

- Eu não me atreveria, Sr. Kim - respondo me fazendo de sério.

- Acho que se atreveria, e acho que ri de mim com frequência.

- Você é bem engraçado.

- Engraçado?

- Ah, é. 

- Engraçado estranho ou engraçado rá-rá-rá?

- Ah....muito de um e um pouco do outro.

- O que predomina?

- Deixo para você decidir isso.

- Não sei se consigo decidir alguma coisa perto de você, Kyungsoo - diz ele com sarcasmo, depois continua baixinho. - Sobre o que você precisa pensar em Goyang? 

- Sobre nós - murmuro.

Ele me olha, impassível.

- Você disse que tentaria - retruca.

- Eu sei.

- Está reconsiderando?

- Talvez.

Ele se mexe, como se estivesse desconfortável.

- Por quê? 

Puta merda. Como isso de repente virou uma conversa tão séria e importante? Fui pego de surpresa, como uma prova para a qual não estou preparado. O que digo? Porque acho que estou apaixonado, e você só me vê como um brinquedo? Porque eu não posso tocar em você, porque estou muito assustado para fazer qualquer demonstração de afeto caso você vacile ou me dê uma bronca ou pior - me bata? O que posso dizer?

Olho por um instante pela janela. O carro está passando pela ponte. Ambos estamos mergulhados na escuridão, disfarçando nossos pensamentos e sentimentos, mas não precisamos da noite para isso.

- Por quê, Kyungsoo? - Jongin me pressiona para responder.

Encolho os ombros, encurralado. Não quero perdê-lo. Apesar de todas as suas exigências, de sua necessidade de controle, de seus vícios assustadores, nunca me senti tão vivo quanto agora. É emocionante estar sentado aqui ao lado dele. Ele é muito imprevisível, sensual, inteligente e engraçado. Mas seu humor....ah - e ele quer me machucar. Diz que vai pensar a respeito das minhas reservas, mas isso ainda me assusta. Fecho os olhos. O que posso dizer? No fundo, eu só queria mais, mais afeto, mais o Jongin brincalhão, mais....amor.

Ele aperta minha mão.

- Fale comigo, Kyungsoo. Não quero perder você. Essa última semana....

Estamos quase chegando ao fim da ponte, e a luz dos postes torna a iluminar a rua, de modo que seu rosto está pra iluminado, ora no escuro. E essa é uma metáfora muito adequada. Este homem, que já considerei um herói romântico, um corajoso cavaleiro valente - ou o cavaleiro das trevas, como ele disse. Ele não é um herói. É um homem com sérios e profundos problemas emocionais, e está me arrastando para a escuridão. Será que não posso guia-lo para a luz?

- Eu ainda quero mais - sussurro.

- Eu sei - diz ele. - Vou tentar.

Pisco para ele,  e ele larga minha mão e puxa meu queixo, soltando meu lábio mordido.

- Por você, Kyungsoo, eu vou tentar.

Está irradiando sinceridade.

E essa é a minha deixa. Solto o cinto de segurança e vou para o colo dele, pegando-o completamente de surpresa. Envolvo sua cabeça em meus braços e o beijo com vontade, e, em uma fração de segundo, ele está correspondendo.

- Fique comigo está noite - sussurra. - Se for embora, vou passar a semana toda sem ver você. Por favor.

- Sim - aquiesço. - Eu também vou tentar. Vou assinar seu contrato.

E essa é uma decisão repentina.

Ele olha para mim.

- Assine depois de Goyang. Pense sobre isso. Pense bem, baby. 

- Vou pensar.

E seguimos calados por uns dois ou três quilometros. 




Notas Finais


Humm....


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