História Fifty Shades of Perversion - Capítulo 11


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Categorias 50 Tons de Cinza, Naruto
Personagens Dan Kato, Hashirama Senju, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Mei, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Orochimaru, Shizune, Tsunade Senju
Tags 50 Tons, Anime, Ficção, Fifty Shades Of Grey, Hokage, Jiraiya, Jiratsu, Jiratsuna, Konoha, Mangá, Naruto, Tsujiraiya, Tsunade
Visualizações 114
Palavras 3.278
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Cinquenta tons de perversão


CAPÍTULO ONZE

Acordei bem antes do despertador. Talvez tenha sido insônia ou só a minha anciedade mesmo. Desde que Jiraiya partiu, irritado e incomodado com algo, eu não consigo parar de pensar nele. Foi por causa do pai dele? Algo aconteceu no seu trabalho? Ou o motivo é de eu não ter assinado a papelada do Domador e a Submissa? Pode ser qualquer coisa. Quero conversar com ele. Hoje estarei voltando para Konoha, e Shizune está me ajudando com as malas. No fim, não irei precisar pedir um táxi, ganhei um carro de presente. Mesmo eu ainda não ter aceitado essa idéia. Tomei café com Shizune, Sara e Jackson um pouco antes de ir embora. Foi um fim de semana bom e tranquilo. 

- Nos vemos no hospital amanhã. - Disse Shizune me dando um abraço. 

- Até amanhã. 

Dei um beijinho na bochecha de Sara e apertei a mão de Jackson. Entrei em meu carro e o liguei. Coloquei minhas malas no banco de trás e voltei para o meu apartamento. A viagem foi bem tranquila, e o rádio do carro tocava uma música animada. Ao chegar no meu apartamento fiz um sinal para Ichigo, meu porteiro, abrir a garagem. Ele ficou com cara de paisagem ao ver minha ferrari, e isso fez eu dar uma risada. Ichigo não estava acostumado a me ver dirigindo esse tipo de carro, muito menos eu. Guardei o carro e subi as escadas até meu andar.

Quando cheguei em frente a porta levei um susto quando Mei a abriu antes de mim.

- ELE TE DEU UM CARRO?! - Os olhos de Mei estavam tão arregalados que por um segundo eu pude jurar que eles iriam soltar para fora de sua cabeça. 

- Não faz escândalo. Deixa eu entrar primeiro. 

Mei me puxou pelo pulso, fazendo eu voar para dentro do apartamento. 

- Me conte os detalhes! 

Me sentei no sofá e logo ela veio sentar-se ao meu lado. Seus olhos verdes nem piscavam.

- Bem, eu fui até a casa de Shizune, nos divertimos muito e Jiraiya apareceu do nada sábado a tarde.

- Como assim do nada?

- Eu não sei. Ele simplesmente chegou no restaurante, e eu não soube o que fazer. Ainda me pergunto como ele descobriu aonde Shizune morava.

- E o carro? Aonde ele entra nisso.

- Ele me deu de presente.

- Sério?! Caramba, como eu queria estar na sua pele.

Ficou maluca? Ah, eu esqueci, ela já é.

- Mei, não aceitei ainda essa idéia do carro. É um presente muito caro. - Olhei para a chave da ferrari que ganhei, me perguntando quanto deve ter custado.

- Se você não gostou, então por que não diz pra ele? 

- Tenho medo de ele... - Mordi o lábio para não falar. Não sei como Mei reagiria se soubesse o que Jiraiya faz comigo quando quebro uma de suas regras.

- Medo de...?

- Medo de ele ficar chateado.

- Então, acho que a única coisa que deve fazer é aceitar. 

- Talvez tenha razão. Agora, mudando de assunto, como foi o seu final de semana?

- Sexo, sexo e mais sexo.

Eu e ela rimos de seu comentário. Mei me contou que está num relacionamento sério com Koji, e que eles passaram praticamente o final de semana inteiro juntos. Fiquei feliz por ela. Como ainda era domingo decidimos assistir um filme a tarde. Mei fez pipoca e eu arrumei o sofá. Primeiro assistimos a um filme de terror, que eu mal prestei a atenção porque fiquei com os olhos fechados a maior parte do tempo, e depois para me acalmar assistimos um de comédia. Logo após nossa pequena sessão de cinema, tomei um banho e fiquei deitada em minha cama olhando pro teto de meu quarto. Jiraiya me pediu para vê-lo quando eu chegasse, e daqui a pouco eu irei em sua casa. Mas estou com um mal pressentimento. Tenho a sensação de que vai ser diferente das outras vezes, porém, eu quero ir até ele. Quero ficar ao seu lado. Coloquei minha roupa de sempre e deixei meus cabelos soltos. Avisei Mei de que eu iria até a casa de Jiraiya e ela me olhou com malícia. Essa Mei...

Fui até a garagem, entrei na ferrari e dirige com um pouco de pressa até a casa de Jiraiya. Minhas mãos apertavam firme o volante, e acho que meu lábio inferior já estava machucado de tanto que mordi ele. Quando cheguei, Damon fez um sinal para eu estacionar num canto onde tinha uma placa escrito Propriedade da Sra. Senju. Suspirei.

- Boa noite, Sra. Senju. - Damon disse após eu sair do carro. - O Sr. Ogata a aguarda. 

- Certo. Arigatou Damon.

A casa de Jiraiya não estava tão iluminada assim. A maior parte das luzes estavam apagadas. Somente a luz da sala estava acesa e... A do quarto de jogos. Oh, Kami... Fiquei com um frio na barriga. Entrei pela porta da frente e segui o corredor até a sala. Jiraiya estava sentado no piano. Com um copo de saquê em cima do instrumento e ele usava a calça jeans rasgada. A roupa que ele usa quando vai para o quarto de jogos. Jiraiya estava com a cabeça baixa, e parecia estar distante.

- Jiraiya? - O chamei.

Ele levantou a cabeça e levantou-se, andando até mim a passos rápidos. Suas mãos apertaram forte minha cintura e ele me beijou de um jeito feroz. Fiquei sem reação. Eu estava confusa, excitada e preocupada ao mesmo tempo. Sua língua tocava cada canto de minha boca e suas mãos dedilhavam minha pele por baixo de minha blusa. Me faltou ar nos pulmões e Jiraiya percebeu, pois ele parou o nosso beijo.

- Que bom que você veio. - Ofegou ele acariciando meu rosto.

- Você está bem?

- Melhor agora. Como foi o seu fim de semana?

- Bom. Mas fiquei preocupada com você. Aquela ligação pareceu te preocupar bastante. 

- Esqueça isso. - Jiraiya distanciou-se de mim e voltou para o piano para terminar de beber o seu saquê. - Quero que vá para o quarto de jogos.

Encarei o corredor que levava ao quarto e depois voltei a olhar para Jiraiya. Ele estava de costas para mim com o copo girando em suas mãos. A única coisa que eu podia fazer era satisfaze-lo, pelo menos sei que isso irá anima-lo.

Quando entrei no quarto tirei minhas roupas, ficando apenas de calcinha e prendi meu cabelo numa trança. Exatamente como Jiraiya havia pedido toda vez que usaremos o quarto. Me ajoelhei nos degraus em frente a porta e coloquei minhas mãos sobre as coxas. Abaixei a cabeça e fiquei esperando meu Amo. Estava tudo silencioso, e a única coisa que era ouvida eram os passos de Jiraiya pelo corredor. Ele parou em frente a porta, do outro lado, e parou. Por que ele não entra?

- Estou em casa... - Jiraiya disse do outro lado. Acho que ele esta falando com alguém no telefone. - Sim, ela está aqui. - Eles estão falando de mim?! - Sim, senhor. Farei isso.

A porta se abriu e Jiraiya entrou. Seu bolso da calça estava com um objeto retangular, provavelmente era o celular. Ele me fitou por alguns minutos e suspirou. Começou a andar pelo quarto e ouvi barulhos de correntes baterem em um ferro. Seus passos voltaram a andar pelo quarto e veio até mim.

- Levante-se. - Ele mandou. Levantei, ainda de costas. Suas mãos geladas seguraram minha calcinha e a puxou para baixo. Levantei os pés para ajuda-lo a retirar a pequena peça de roupa. -  Vá até a cama e deite-se.

Girei meu corpo e me assustei um pouco com a algemas nas mãos de Jiraiya. Desviei o olhar e andei até a grande cama, deitando-me de barriga pra cima e vendo a grade logo em cima de mim. Jiraiya aproximou-se e segurou meus pulsos. Acorretando-me nos pés da cama. Em seguida ele acorrententou meus pés, bem separados um do outro, impedindo-me de fechar as pernas. Depois ele pegou algo dentro de uma gaveta. Uma venda. Meus olhos foram cobridos, permitindo-me de apenas escutar o que acontecia a minha volta. Meu corpo arrepiou-se quando senti algo como penas lisas de uma pássaro tocando minha barriga e deslizando até minha intimidade. Suspirei. Dedos percorriam meus braços e pernas, e em seguida um chicote de tiras estava chicoteando meu corpo. Eu não sentia dor, apenas o prazer crescendo dentro de mim. Jiraiya também não fazia com muita força, era só uma maneira de me provocar. Algo pesado subiu na cama, provavelmente era Jiraiya, ficando entre minhas pernas abertas e acorrentadas. Sua língua passou a me chupar em meu sexo. Fazendo-me arquear as costas quando seus dedos me fodiam com força e lentamente e sua boca chupava meu clitóris. Parece que minha força física voltou, eu estava tão excitada que eu queria toca-lo, quero senti-lo... Minhas mãos se debatiam nas algemas querendo a liberdade e quando escutei um barulho de madeira quebrando-se de pouco em pouco percebi de imediato que minha força estava causando isso. Na hora Jiraiya segurou meus pulsos e seu membro por sob a calça jeans esfregou-se com força em minha intimidade totalmente molhada.

- Fique quieta. - Seu alito bateu contra minha pele, próximo ao meu pescoço. - Se você soltar-se das algemas, vai ter que ser castigada.

- Desculpe, senhor.

- Boa menina.

Sua voz era firme e severa. Não é como eu esperava, parece que ele está bravo com algo e apenas está usando meu corpo para satisfazer-se e acalmar-se. Escutei um pacote sendo rasgado, e o som da camisinha deslizando sobre o seu membro, de certa forma duro e pulsante de Jiraiya, fez um calafrio gostoso percorrer meu corpo. Antes de me penetrar, seus dedos me masturbaram mais um pouco, fazendo-me gozar neles. Eu estava ofegante, e não sei se aguentaria a próxima. Jiraiya lambeu seus dedos com o meu gozo e posicionou-se entre minhas pernas, penetrando-me com violência. Seus lábios me beijaram, permitindo-me de sentir meu próprio orgasmo em sua boca, quente e salgado. Suas estocadas eram brutas, me fazendo morder seu lábio e recebendo um tapa em minha coxa em seguida.

- Menina má... - Ofegou Jiraiya indo com mais força. 

Eu queria me soltar daquelas algemas, mas parecia que quanto mais eu fazia força mais dor eu sentia. Pela primeira vez em minha relação com Jiraiya, eu quero que isso acabe rápido.

~~*~~

Faz uns trinta minutos desde que saímos do quarto de jogos. Estou sentada em uma poltrona da sala, sentindo uma leve dor em meu sexo. Eu usava apenas uma camiseta branca de Jiraiya, que ia até a metade de minhas coxas. A casa estava silenciosa, apenas o som do piano ecoava por todo o canto. Jiraiya não parou de tocar desde que saímos do quarto. Era uma música lenta e triste, como se ele tocasse o que estava sentindo. Aquilo é torturante. Levantei-me da poltrona e andei até ficar de frente para ele do outro lado do piano.

Quando percebeu minha presença, ele parou de tocar.

- Você sempre toca músicas assim. - Comentei.

- Algum problema? 

- É triste. Como se o piano expressasse seus sentimentos. Você está bem?

Jiraiya suspirou.

- Eu te fodi alguns minutos atrás. Com certeza já estou melhor. 

- Jiraiya, por favor, conversa comigo direito. - Eu estava tentando controlar minha paciência. Algo que eu particularmente não tenho.

- Conversar como?

- Como um casal normal. Como duas pessoas normais. 

- Não tem nada de normal em mim! - Jiraiya levantou-se bruscamente do banco, derrubando-o no chão. E caminhou até a grande janela de vidro da sala.

- Jiraiya, isso ta passando dos limites! Eu não to mais aguentando! Eu quero saber o que está acontecendo! O motivo de você ser assim...!

- VOCÊ NUNCA ENTENDERIA, TSUNADE! - Foi a primeira vez que ele levantou a voz pra mim. - NÃO TEM COMO VOCÊ ME AJUDAR! EU SOU ASSIM AGORA!

Senti minhas lágrimas preencherem meus olhos. 

- É o seu pai, não é? Me diz que não era com ele que estava falando no celular antes de entrar no quarto. 

Jiraiya olhou para o chão, apertando os lábios. 

- Ele estava certo em relação a você. 

- Nani? - Agora eu fiquei chocada. O pai de Jiraiya sabia sobre nós?

- Ele me disse pra ficar longe de você. Porque você iria me destruir.

- Te destruir? Eu não quero fazer nada disso! Jiraiya, só quero saber a verdade!

Jiraiya levantou sua cabeça, me olhando nos olhos.

- Eu tenho cinquenta tons.

- Cinquenta tons de que?

- Eu era apenas um mulherengo pervertido, que adorava beber e deitar com várias mulheres. Mas meu amor por você, desde a infância, nunca foi embora. Até três anos atrás eu partir em uma viagem para tentar seguir em frente e esqueça-la. - A cada palavra sua, uma lágrima deslizava de meu rosto. - E no meio do caminho encontrei meu pai biológico. Ele quis me ajudar a me livrar da dor de não te-la comigo, e foi então que ele transformou meus abitos pervertidos em algo renovado. Me mostrando cinquenta tons de...

- Perversão. - Completei num sussurro.

- Minha perversão chegou num nível que meu pai nomeou como O Domador e a Submissa. Ele me ensinou tudo isso que sei hoje, me mostrando que eu não precisava de você para ser feliz e ter prazer. Eu poderia satisfazer qualquer mulher e faze-la com que me desejasse e me satisfazesse.

- Se você queria me esquecer, então por que ficou comigo?

- Eu quis virar Hokage para ter uma nova vida, e ela estava indo muito bem. Até que você apareceu para fazer aquela maldita entrevista. E tudo que eu sentia por você voltou. E é por isso que não posso ficar com você. 

- Por que não? - Meu coração estava tendo uma dor agonizante. Minhas lágrimas saíam com bastante frequência. 

- Porque eu sou um monstro. Você não iria entender esse meu lado.

- Então se é assim, eu quero conhecer esse seu lado. Me castigue, agora! 

Jiraiya me encarou confuso.

- Como é?

- Quero que me castigue. E dê o seu pior. Só assim eu vou entender.

Jiraiya encarou a imagem de Konoha pela janela, e ficou em silêncio por breves minutos. Depois ele caminhou até o corredor e ficou em frente a porta do quarto de jogos.

- Entre. - Ele pediu para mim. Caminhei até o quarto sem olhar em seus olhos. Fiquei no centro encarando todos aqueles chicotes. - Quer mesmo fazer isso?

Levantei meus braços como resposta, permitido de ele levantar sua blusa e me deixar nua de novo. Ele pegou um cinto de couro preto dentro de uma gaveta e ficou atrás de mim.

- Debruça na mesa. - Ele ordenou. Tinha uma mesa retangular na minha frente. Apenas deitei com meu tronco nela e minhas mãos seguravam na borda. - Eu irei te bater seis vezes, e quero que você conte comigo.

- Sim, senhor. - Murmurei. Jiraiya suspirou fundo e seu cinto bateu com força em meu traseiro. - AAHH! - Gritei alto.

- Conta, Tsunade. - Ele mandou severo.

Comecei a chorar.

- Uma. - Comecei a contar. Lembranças de Jiraiya na infância ao meu lado surgiram na minha mente. 

Flashback: Hey! - Jiraiya chamou minha atenção. - Se eu pegar os sinos você sai comigo?

- Ta, mas se você perder nunca mais me encha o saco. - Eu disse impaciente. Isso foi quando nos conhecemos com doze anos de idade. 

Jiraiya me bateu com o cinto pela segunda vez.

- Duas. - As lágrimas molhavam minhas bochechas. 

Flashback: Por que não me deixa em paz, Jiraiya?! - Perguntei no meio da discussão com meu companheiro de equipe que já era um adolescente.

- Por que eu te amo! Faria de tudo para deixa-la feliz. Não quero te ver machucada. - Jiraiya declarou-se.

Uma terceira surra foi emanada. 

- T-três... - A dor era tanta que minha voz saía em gaguejos e soluços. 

Flashback: - Você diz que as pessoas acham que você não tem coração. Por que elas diriam isso?

- Porque elas me conhecem direito. - Jiraiya respondeu.

Agora eu entendo. Era isso que ele estava se referindo. Esse é o seu monstro.

Mais uma quarta surra.

- Qua... tro... - Enquanto eu mordia meu lábio eu conseguia ouvir os suspiros de Jiraiya. Não parecia um suspiro de estar cansado, mas sim, de prazer. Ele sente prazer em me bater?

Mais uma quinta.

- Cinco...

E a última, a mais forte e a mais dolorosa.

- S-seis. - Acabou.

O cinto de couro bateu forte no chão, fazendo um som ecoar pelo quarto inteiro. Minha bunda ardia, mais do que a vez em que Jiraiya me bateu a palmadas. Mas acho que tem algo mais do que só as marcas vermelhas, acho que ele realmente me machucou. As mãos de Jiraiya seguraram em meus braços e eu o empurrei.

- FICA LONGE DE MIM! - Gritei me afastando dele. Ele se sentia culpado. - É ni-nisso que você sente prazer? Prazer em me machucar? É isso que você quer?!

- Não, Tsuna... - Jiraiya deu um passo para frente e eu me distanciei mais.

- Não ouse chegar perto de mim! VOCÊ NUNCA MAIS VAI ENCOSTAR EM MIM!

- Tsunade, era disso que eu estava tentando lhe dizer. Você não me merece.

- Eu me apaixonei por você, Jiraiya... - Declarei. - Eu te amei...!

- Tsunade você não pode me amar. Eu não sou mais o mesmo de antes...

- Tem razão. Você não é. Eu tentei te ajudar, de todas as formas, mas foi em vão. Agora, eu preciso me ajudar. - Cruzei os braços, tapando meus seios. Estou me sentindo desconfortável em estar nua diante de uma situação como essa. Sem falar que estou sem calcinha e minha bunda deve estar com marcas horríveis  - Pra mim já chega.

- Tsunade, não faça isso... - Implorou Jiraiya.

- Já fiz minha escolha. E não se atreva a me seguir. - Falei em passos rápidos até a porta.

Quando saí do quarto e fechei a porta atrás de mim corri até as escadas, subindo até meu quarto e trancando a porta. Minhas costas escorregaram pela parede e deixei que minhas lágrimas terminassem o serviço. Fiquei encolhida no chão como uma criança que acabou de apanhar dos pais, mas acho que no meu caso aconteceu o pior. Levantei-me e fiquei de frente para o espelho, e ao me virar tive uma visão de pequenos cortes em minha pele. Aquilo foi demais. Não posso mais ficar aqui. Coloquei minhas roupas e meus acessórios e saí do quarto. Jiraiya estava sentado nos degraus da escada, quieto. Eu podia estar ferida, mas ainda sou a Tsunade Senju. Se ele ousar a tentar algo eu juro que eu o mato. 

Passei por ele e fiquei na sua frente.

- Aqui... - Lhe entreguei a chave da ferrari que ele comprou para mim. - Não preciso mais. E essa semana te devolvo o celular e o computador que comprou para mim pelo correio.

- Eu mando o Damon buscar. - Jiraiya disse pegando a chave sem olhar nos meus olhos.

- Ta, você que sabe.

Dei meia volta e andei até a porta dupla de entrada. Damon e um outro motorista de Jiraiya abriram a porta para eu sair, mas parei quando ouvi passos apressados vindo atrás de mim. Olhei para trás e Jiraiya se aproximava cada vez mais.

- Para. - Eu pedi. Ele continuou se aproximando mais. - NÃO! - Exclamei em um tom de ordem.

Ele parou assustado. Jiraiya sabe que vou bater nele se ousar a dar mais um passo. Mas o que eu vi em seguida me cortou o coração. Seus olhos negros estavam lacrimejando, ele iria chorar. E eu também, pois minha visão já está borrada. Voltei a caminhar até a porta e virei-me para encara-lo uma última vez. Uma lágrima já era nítida em seu rosto.

- Tsunade... - Sussurrou chorando.

- Jiraiya. - Fechei meus olhos.

E como aconteceu no nosso reencontro no dia da entrevista, as portas se fecharam. 






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