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História Fifty shades of Stark (Starker) - Capítulo 10


Escrita por: unitysprouse

Notas do Autor


Desculpem pelos erros, caso tenha algum.


Boa leitura;

Capítulo 10 - Formatura


Fanfic / Fanfiction Fifty shades of Stark (Starker) - Capítulo 10 - Formatura

Vesti uma camisa cinza de mangas longas, uma calça escura e um dos meus melhores sapatos. Arrumei o cabelo com gel, coisa que só faço quando vou a eventos importantes.

Pode parecer besteira, mas hoje estou não estou indo ter um jantar normal, estou indo para uma reunião. Reunião essa em que iremos discutir nossos interesses.

Tenho todas as minhas anotações na pasta – sim, estou indo com uma pasta, para deixar claro meus objetivos. Acho que já posso dizer que conheço Tony, não muito claro, mas o suficiente para saber que ele tem segundas intenções nesse jantar.

Mas eu não. Mesmo depois do que rolou no meu apartamento... Sim, quero repetir aquilo, mas não hoje.

Chamo um Uber e vou que o Heathman, desço do carro e pago o motorista. Olho para o letreiro do Hotel, lembro-me de quando Tony me disse que não era o homem certo para mim. Definitivamente ele não é o homem certo para mim, e é por isso que gosto tento dele.

Adentro a recepção do Heathman, ele está sentando em uma das poltronas lendo uma revista cujo ele está na capa. Tony está vestindo um terno cinza, gravata azul escuro. Ele parece um empresário prestes a ter um jantar de negócios.

É exatamente o que vai ter...

Uau, fica extremamente bonito vestido dessa forma. Seu eu tivesse um terno com certeza teria vestido ele nessa noite. Caminho em direção a Tony, me sento ao seu lado e pigarreio.

— Uau. — As palavras que saem de sua boca me fazem sorrir, estou tão simples comparado a ele. — Se arrumou assim para mim?

— Sim e não. — Olho para ele, seus olhos banhados em desejo. Hoje não. — Onde vai ser a nossa reunião, Sr. Stark?

Ele me olha de cima a baixo, acho que ainda não entendeu que meu objetivo aqui é tratar de um único assunto e nada mais. Ele se levanta e pede para eu acompanhá-lo, faço isso e seguimos até o elevador. Ele aperta o botão, em questão de segundos as portas se abrem e nós entramos na caixa metálica.

Dejavu... Nosso primeiro beijo foi nesse elevador, sinto um frio na barriga e a sensação de estar revivendo um momento. Tony está ao meu lado, parece impaciente e ao mesmo tempo calmo. Como ele consegue esconder os sentimentos tão bem? Ele é como um enigma, um enigma que eu faria questão de decifrar nem que isso levasse anos.

A porta se abre novamente, dando para um corredor pouco iluminado. Em que andar estamos? Olho para a galeria de botões, n°9. Tony sai do elevador e segue em frente, sigo ele, não trocamos nenhuma palavra até ele parar em frente a uma porta. A única do corredor...

Ele gira a maçaneta e empurra a porta para a frente, revelando uma sala ampla, as paredes pintadas com um marrom bem claro. Janelas grandes permitem a entrada da luz da lua, vou que elas e só então percebo como a noite está bonita hoje.

Um enorme lustre marca presença no centro da sala, de baixo dele uma mesa de jantar com seis cadeiras. Tony não perde tempo, já está sentando na primeira cadeira da esquerda. Vou até a mesa e me sento em sua frente.

— Bonito o lugar. — Murmuro, colocando a pasta sobre a mesa. Ele segura uma risada ao olhar para ela, será que exagerei?

— Tudo no Heathman é bonito, por isso escolhi comprar esse Hotel. — Ele fala com tanta naturalidade, como se comprar um Hotel fosse parte da rotina de qualquer um.

Parte da rotina de qualquer bilionário.

— Antes de começarmos a discutir, queria te lembrar que o contrato representa um acordo que eu gostaria de fazer com você. — Tony pare de falar assim que uma moça adentra a sala, ela tem uma bandeja na mão e na bandeja tem duas taças de vinho. Ela deposita as taças sobre a mesa e sai.

— Vou ser bem direto, se não te agrada, então não assine. Se você assinar e depois decidir que não foi uma boa ideia existem cláusulas que permitem que você possa sair disso.

Agora ele está totalmente sério, vejo que não está brincando, então presto total atenção em suas palavras. Pego a minha taça e dou um gole antes que ele prossiga novamente.

— Relações como esta se baseiam em honestidade e confiança. Preciso que confie em mim, confiar para saber até onde posso ir, até onde posso te levar. Se você não for honesto comigo e eu com você, não poderemos levar isso a diante.

Concordo com a cabeça, estou disposto a ver até onde ele pode me levar, contato que eu me sinta confortável e feliz. Me sinto confortável e feliz com ele, menos quando me lembro do quarto de jogos e das coisas que apareceram quando pesquisei sobre submissos na internet.

Li que, normalmente dominadores não levam em consideração as vontades e os desejos de seus submissos e submissas, mas parece que Tony não é assim. Mas eu também ainda não conheci esse seu lado o suficiente para julgar.

— Você confia em mim?

Uma pergunta um pouco ousada demais para se fazer a uma pessoa que te conhece a menos de dois meses.

— Sim. — Não senti honestidade em minhas palavras novamente, não sei se posso confiar totalmente nele, isso só o tempo dirá.

Eu não deveria estar fazendo isso, não deveria estar entrando de cabeça em algo que eu não tenho certeza se vou gostar. Me tranquiliza saber que se caso as coisas saíam do controle eu poderia sair disso.

Espero que as coisas não cheguem a esse ponto.

— Me diga, o que não te agradou no contrato.

— Sobre as cláusulas de disciplina: não sei se quero ser chicoteado, açoitado ou receber quaisquer castigos corporais. Obedecê-lo em tudo? Aceitar sua disciplina sem hesitação? De jeito nenhum, quero ter voz e opinião nesse nosso "relacionamento".

Ele assentiu, dei outro gole no vinho e continuei:

— Por que não posso olhá-lo nos olhos? Por que não posso tocá-lo?

— Não estou acostumado com meus outros submissos me olhando e me tocando. — Ele responde com um tom de naturalidade, chega a ser estranho.

— Eles deviam estar ocupados com os braços amarrados e os olhos vendados. — Digo, e Tony ri. — Sono, concordo com seis horas, mas vou avisando que odeio quando me acordam. Alimentação, não vou comer nenhum alimento de uma lista específica. Eu decido o que vou comer, sem discussão.

Novamente ele concorda com a cabeça.

— Exercícios: duas horas está ótimo. Roupas: contanto que eu possa opinar sobre elas, tudo bem. Dispenso suspensão, todos os tipos, vibradores também. — Paro para respirar e prossigo. — Sobre morar no seu apartamento, fora de questão. Sim, posso deixar algumas roupas lá para quando eu quiser ficar mas será só isso. Vou trabalhar, outra coisa que não será discutida, também vou sair sem a sua permissão. Mas concordo em te avisar quando isso for acontecer.

Entrego a ele minhas anotações, ele lê cada uma atentamente. Parece não gostar de algumas, mas no fim apenas concorda novamente e deixa a folha de papel de lado.

— Acho que podemos fazer acontecer, pelo menos uns três meses até que eu possa te mostrar o quanto as outras coisas que você não concordou podem ser excitantes.

Dou um sorriso de canto.

— E você, tem algo a me dizer? — Questiono, a taça de Tony ainda está cheia, ele nem tocou nela. A minha está quase acabando, vou me controlar mais.

— Todos os meus parceiros fizeram exames de sangue antes de tudo começar, eu meio que esqueci de te pedir isso quando começamos.

— Sem problemas, vou fazer exames de rotina e de sangue semana que vem.

— Sobre as férias, o que acha de um mês?

— Férias? Vai me levar para a praia ou algo assim? — Fico supreso com isso, não tinha nada no contrato que mencionasse férias.

— Não, não vão ser férias comigo e sim de mim. — Ele explica e eu levanto a sombrancelha, férias dele? Como assim? — Você vai tirar férias de mim e de ser submisso, entendeu?

Concordo com a cabeça, agora faz sentido.

— Originalmente deveriam ser três meses, mas eu não vou suportar ficar tanto tempo longe de você. — Pela primeira vez em um bom tempo eu coro, sinto meu resto esquentando e ficando vermelho. Ele não consegue ficar longe de mim. — Você concorda com um mês?

Faço que sim com a cabeça, a ideia de ele não conseguir ficar longe de mim me fascina. E eu, será que consigo ficar longe dele?

— Agora sobre ser punido e com o uso de chicotes ou açoites. Há uma linha tênue entre prazer e dor, você pode pensar que algumas dessas coisas como cintos, algemas e chicotes podem servir apenas para te machucar mas também podem despertar outros sentimentos em você. Tem muitas pessoas que sentem prazer quando são chicoteadas, suspensas ou amarradas.

— Não sou uma delas. — Respondo de imediato antes que ele prossiga, minha experiência com a venda não foi muito instigante mas também não foi ruim.

— Podemos trabalhar nisso, posso ir te mostrando essas coisas aos poucos e introduzindo elas no sexo de vez em quando até você chegar a um veredito definitivo sobre elas. Vai haver dor, nas nada que você não possa suportar.

— E se eu não quiser?

— Você é quem sabe.

Definitivamente não quero ser chicoteado ou açoitado por ninguém, nem mesmo por ele.

— Vou pegar tudo o que dissemos aqui e reformular o contrato, você deve recebê-lo dentro de uma semana.

A mesma moça que entrou anteriormente volta, mas dessa vez trás em sua bandeja dois pratos. Bacalhau negro, aspargos e babatas amassadas com molho holandês. Uau.

O jantar passa rápido, Tony come devagar e da forma mais educada possível, utilizando talheres que eu nem sei para que serve. Como pouco, não quero encher a barriga com comidas que não estou acostumado e ter uma surpresa desagradável na madrugada.

— Será que posso tirar sua roupa? — Tony diz assim que a moça retorna e leva com ela os pratos. Eu sabia, ele veio com segundas intenções.

A proposta é bem tentadora, confesso que adoraria tirar a gravata dele e jogar no chão o terno que está vestindo. Mas não, nada de sexo hoje.

— Não vejo motivo para fazer isso. — Respondo para ele, tentando não deixar transparecer minha vontade de tê-lo aqui e agora.

— Quer mesmo um motivo para eu tirar sua roupa e te foder nessa mesa? — Ele pergunta, sua voz é séria. Sinto um arrepio nos meus braços. Evito olhar para Tony, sei que se fizer isso vou mostrar minha ansiedade por ele.

— Por mais que sua proposta seja tentadora, estamos em um jantar de negócios. — Murmuro, sinto algo crescendo no meio das minhas pernas.

— Já terminamos o jantar.

— Boa observação. — Fingo olhar as horas em meu celular, preciso sair dali o quanto antes. — Está tarde, preciso ir embora.

Tony se levanta e bate a mão na mesa, nossa, jogou toda a educação pela janela. Confesso que gostei de sua atitude, mas não quero ficar aqui para ver até onde ele vai.

— O que está fazendo, Peter?

Sorrio de canto, estou tentando provocar ele e parece que consegui. Olho para sua calça, algo por de baixo dela está pulsando. Ele está duro...

— Digamos que estou te punindo. Talvez assim você aprenda a não aparecer no meu quarto no meio da noite. — Faço um esforço para olhar para ele, tento esvaziar minha mente e não deixar claro que boa parte de mim adoraria ser dele agora mesmo.

Tony levanta as duas sombrancelha, está supreso!

— Tentando inverter os papéis, Parker? — Sua voz sai grossa, ele ajeita a gravata e se senta outra vez. — Sou eu quem deveria te punir, e não você.

— Estou apenas experimentando.

— Vou fazer você gritar meu nome a noite toda quando for meu. — Mordo o lábio e ele desce a mão para sua calça. — Vou fazer você se arrepender por isso, pode ter certeza.

Sinto o calor crescendo, ele não para de olhar. O que está fazendo por de baixo da mesa? Adoraria olhar, mas tenho medo que isso influencie em minha decisão.

Tony tira a mão de baixo da mesa e a coloca sobre a toalha, seus dedos estão molhados. Porra!

— Ter certeza de que já quer ir?

Antes que eu possa responder ele se levanta, caminha até mim, consigo ver sua calça desabotoada. Sinto ele por trás de mim, quando mexo os lábio ele põe seus dedos molhados em minha boca.

Sinto seu gosto, mas não consigo apreciá-lo por muito tempo. Tony retira seus dedos de minha boca e sussura algo em meu ouvido. Não consigo prestar atenção no que diz, estou ocupado sentindo meu corpo ficando cada vez mais quente e necessitado.

— Tenha uma boa noite, Sr. Stark.

Pego minha pasta, me despeço dele e saio da sala. Não penso em mais nada além de correr até o elevador, sei que pode demorar até ele chegar então desço correndo pelas escadas.

Não consigo pensar direito, tudo dentro de mim grita para eu voltar até aquela sala e implorar para Tony me penetrar. Eu precisava mostrar para ele que sou capaz de resistir ao seu charme, mas eu não sou.

Se eu não tivesse saído às presas eu com certeza teria dormido em sua suíte está noite. Droga, como ele causa esse efeito em mim?

Quando cheguei em casa e me deitei em minha cama chorei sem parar. Eu deveria ser capaz de resistir a ele, não? Me sentia um idiota, por que fugi? Devia ter ficado e deixado ele fazer o que quisesse comigo.

Se tivesse sido assim eu não sentiria esse vazio que sinto agora. Um vazio que só ele consegue preencher, um vazio que só não sinto quando estou com ele, perto dele e ouvindo sua voz.

Será que estou apaixonado por ele? Definitivamente não sei.

~~~

Já estou pronto quando Ben chega, Meu Deus, parece que faz uma eternidade desde que vi meu tio pela última vez. Ele está ótimo, vestindo um smoking cinza claro com uma gravata da mesma cor, alguns fios de seu cabelo estão brancos.

Ele está em forma, tem trinta e oito anos com cara de trinta e três. Corro que ele e dou um abraço, não tenho visto ele muito, não tenho nem ligado para saber como ele está.

Nesse momento me sinto o pior sobrinho do mundo, meu tio se importa demais comigo, daria a vida por mim. Eu deveria pelo menos ligar pra ele uma vez por dia e visitá-lo toda semana.

— Senti saudades de você, tio. — Murmuro quando terminamos o abraço, Ben me olha de cima a baixo e sorri de orelha a orelha.

— Também senti, Peter. Sei que não tem me ligado por causa da mudança e da faculdade, falando nisso não tem mais nada nesse apartamento. — Ele diz olhando em volta.

— Já está tudo em Seattle, hoje mesmo vamos nos mudar para lá.

— Estou tão orgulhoso de você, Peter. Você sempre se mostrou uma pessoa maravilhosa, sabia que ia vencer na vida. Uma pena que a sua tia sem noção não esteja aqui.

— Tem falado com ela?

— Raramente, liguei anteontem para perguntar se ela vinha para a sua formatura. Uma falta de consideração dela não vir só por que o namorado quebrou sei lá o que.

Continuamos conversando durante o caminho para o Campus, quando chegamos lá Ben estaciona o carro em uma vaga exclusiva de alunos. Sou um aluno dessa universidade ainda, posso ter esse privilégio.

Nós saímos do carro e entramos no meio daquele mar de alunos, acho que nunca vi o Campus lotado dessa forma. Michelle veio mais cedo que nós, ela vai discursar e não tinha preparado nada, então veio correndo na esperança de achar algo bom para falar em um dos livros na biblioteca.

Dou um passeio pela universidade com Ben, mostro a ele minha sala, apresento alguns dos meus professores e visitamos uma exposição de trabalhos dos formandos. O artigo de MJ sobre Tony está na exposição, a biografia que escrevi sobre Agatha Christie também.

Vamos para o ginásio, a falação dos pais e formandos preenche o lugar que por si só já é enorme. Ben vai se sentar com os outros pais, ao lado da mãe de MJ. Eu vou para o meu acento, estou usando minha beca azul e o capelo.

Rapidamente, todas as fileiras se enchem de alunos, formandos, professores e pais. Olho para o lado, nenhum sinal de Michelle, acho que ela ficou longe de mim ou está procurando Tony por aí. Será que está aqui? Deve estar, ele patrocina a universidade.

As onze horas, o reitor aparece vindo dos bastidores, sinto um frio na barriga. Ele vem com os três vice-reitores e os professores, todos com seus trajes de gala em vermelho e preto. Todos se levaram a aplaudem o corpo docente. Estou tão ansioso, sinto minhas mãos suando.

Mal posso esperar para segurar meu diploma. Olho para o canto do palco, vejo Tony sentado ao lado de alguns professores. Ele se destaca dos outros usando seu terno cinza de primeira mão, tem um sorriso simples no rosto e acena para alguns alunos que apontam para ele.

— Olhe para ele! — Murmura uma garota ao meu lado, ela tem cabelos loiros e olhos verdes. — Tão gostoso, será que é solteiro?

— Ouvi dizer que ele é gay. — Murmuro para ela contendo um sorriso, sinto-me privilegiado por um momento. Gostaria de ver a reação das pessoas ao souberem que já passei minha mão por aquele corpo.

— Que desperdício. — A garota comenta.

O reitor da início a cerimônia com seu discurso, peço mentalmente para ele andar rápido com isso, tenho muitos planos para hoje. O reitor termina e chama ao palco Michelle, os aplausos irrompem no ginásio quando ela sobe.

Acho que a busca de Michelle deu resultado, ela fez um discurso maravilhoso e rápido. Conseguiu agradecer e dizer o quanto estava feliz em poucas palavras, não deixou se intimidar pelas inúmeras pessoas olhando para ela. Estou tão orgulhoso de MJ, ela trabalhou duro para chegar até aqui, já pensou inúmeras vezes em desistir da curso.

Teve tantas crises de ansiedade, questionou seu potencial várias vezes. Ela merece todos os aplausos que está recebendo.

Michelle volta para seu lugar com seu diploma na mão, sorrindo triunfante para qualquer um. Aceno em sua direção e ela sopra um beijo. O reitor se levanta novamente para anunciar outro discurso, o de Tony Stark.

— O importante benemérito da nossa universidade. Por favor, uma salva de palmas para o Sr. Anthony Stark.

Tony se levanta da cadeira e vai até o palco, o reitor o cumprimenta com um aperto de mãos e a plateia aplaude ele. Ouço sua voz pelos alto-falantes, como sempre ele soa calmo e seguro de si.

— Agradeço imensamente a honra com que as autoridades da UCM me contemplaram hoje e que me comoveu muito. Desde sempre fui muito fã do trabalho que fazem nessa universidade, que é uma das melhores do país. Uma das poucas que dá oportunidades aqueles que não tem condições financeiras de pagarem um curso completo, recebe com carinho pessoas que tem tudo para ser o futuro do país. Esta é uma jornada muito importante para mim.

Novamente o ginásio se enche de aplausos, o processo da entrega de diplomas começa, algo um pouquinho tedioso já que devem ter pelo menos quatrocentas pessoas a receber antes de chegar a minha vez. Tony é o responsável por entregar meu diploma, ele da um sorriso maior quando chega a minha vez, um sorriso que esconde o quanto está cansado de ficar ali parabenizando todos os alunos.

— Parabéns, Sr. Parker. — Ele diz e me cumprimenta, apertando minha mão. Pego meu diploma e tiro uma foto com ele e com meu professor.

A cerimônia leva mais uma hora até se encerrar, depois de outros discursos – incluindo o meu – uma salva de palmas marca a finalização. Desço até o ginásio e MJ vem em minha direção, nós nos abraçamos por longos minutos sorrindo de orelha a orelha por nossas conquistas.

— Estamos formados! — Ela explode em alegria exibindo seu diploma para quem queria ver. — Você está olhando para a futura melhor jornalista desse país. — Ela faz um biquinho. — Você tá lindo, seu discurso foi ótimo.

— O seu foi perfeito, em todos os detalhes. Você arrasou. — Digo sorrindo.

— Eu fiquei meia hora pesquisando discursos no Google, fui misturando um no outro e acrescentei umas palavras minhas. Meu Deus, eu tô eufórica, mal posso esperar para encher a cara.

— Aproveita, eu vou ter que ficar sóbrio para dirigir.

Ela sorri mais ainda.

— Que horas mais o menos nós vamos?

— Depois da festa, eu passo no apê e entrego a chave pro síndico, volto para te buscar aqui e nós vamos. — Respondo, ainda hoje nos mudaríamos para Seattle.

Estava tão ocupado com Michelle que nem notei Tony se aproximando de nós, ele abraçou MJ e a parabenizou pela formatura e pelo artigo – que fez um enorme sucesso na universidade.

MJ arrumou uma desculpa e saiu para um canto, observei enquanto ela ia discretamente até o bar e pedia uma bebida. Voltei minha atenção para Tony, ele me observava com cuidado, fiz o mesmo com ele.

— Por que fugiu de mim ontem? — Ele perguntou, fiquei em transe. Esperava um "parabéns" ou um "você merece". Ele não pode deixar esse assunto para depois?

Tudo bem, ele está em seu direito.

— Estava tarde, eu morava um pouco longe. Precisei ir. — Rezo para ele acreditar e não perguntar mais nada, teremos muito tempo para falar sobre isso. Ainda mas agora que eu vou me mudar para Seattle.

— Ok, mas fique sabendo que você ainda vai pagar pelo que fez ontem. — Tony murmura, ele passa sua mão pelo meu rosto e eu fico vermelho. Tem muitas pessoas em volta de nós...

— Com licença. — Alguém murmura por trás de nós, reconheço a voz na hora. É o tio Ben. — Peter, quem é esse moço?

Tony tira a mão do meu rosto e leva ela em direção a Ben, meu tio olha para ele confuso, então olha para mim enquanto retribui o cumprimento de Tony. Droga!

— Tony, esse é meu tio Ben. Tio, esse é Tony. Ele é meu-

— Namorado. — Tony me corta e responde antes que eu possa pensar no que dizer. Nesse momento meu coração acelera, começo a suar frio e não consigo mais prestar atenção em nada.

Namorado... Ele se apresentou como meu namorado!

— Peter nunca me falou de você. — Ben olha novamente para mim, parece que está esperando uma explicação. Não consigo falar nada, a fala de Tony ainda está se repetindo em minha cabeça.

— Nos conhecemos a pouco tempo. — Tony diz por mim, agradeço mentalmente. Ben sorri para ele, se conheço meu tio ele vai fazer inúmeras perguntas sobre ele agora. — Se o senhor permitir, gostaria de mostrar a Peter o meu presente de formatura para ele.

Tony tem um presente para mim!

— Claro. — Ben me dá um abraço e eu retribuo, vejo ele indo até Michelle e a abraçando também.

— Venha. — Tony fala e segura minha mão, me puxa e eu deixo ele me levar seja lá pra onde. Nós passamos pelo ginásio atraindo olhares da maioria das alunas, não consigo segurar o riso.

Ele me leva até a parte de fora do Campus, seguimos pelo gramado e então viramos a direita onde estão uma fileira de carros. Ele solta minha mão e aponta para um Audi Q7, cinza.

— Seu carro novo? — Pergunto enquanto olho para o modelo, não tem nenhuma marca, nenhuma sujeira. Parece que nunca foi usado, ele deve ter comprado hoje. — Mais um para a coleção? — Brinco, não sei por que bilionários tem tanta atração por carros. — Mas você já não tem um Audi?

— Essa é a questão, esse carro não é meu. — Ele me olha e sorri, devo ter confundido então. Se não é dele é de quem. — Esse é o seu presente de formatura. O carro é seu.

Dou uma risada e espero até ele me acompanhar e dizer que está brincando, mas não o faz. Permanece com um sorriso e então fica sério, demostrando que não está brincando. Puta merda! Ele me comprou um carro?

— Você não tá falando sério né? — Questiono, ele nega com a cabeça. Meu Deus. — Tony! O que passou pela sua cabeça!?

— Achei que fosse gostar, você dirige um fusca ultrapassado. — Ele fala com uma cara de nojo, qual o problema com meu fusca? — Não gostou?

— Lógico que não!

— Por que? — Ele sorri novamente, deve estar achando graça. — É um presente como outro qualquer.

— Um presente como outro qualquer para um bilionário! Eu não posso aceitar isso, deve ter custado um rim. O que passou pela sua cabeça!?

Acho que estava gritando, mas não me importei. Não podia aceitar aquele carro, me sentiria em dívida com ele pelo resto da vida. Não quero que ele pense que estou com ele por isso, por que ele pode me dar esse tipo de coisa.

— Se acalma, Peter. Eu quis te presentear com algo importante, não precisa se exaltar.

— Precisa sim! Um carro é um investimento, sabe quanto tempo eu levaria pra comprar um desses?

— Por isso mesmo que eu te dei.

— Tony, eu não posso aceitar isso. Primeiro um MacBook, agora um carro! Eu vou ficar em dívida com você pelo resto da vida.

Ele veio até mim e me abraçou, só então notei meu coração acelerado. Sua calma só estava me fazendo surtar mais, como eu explicaria isso para Michelle e para meu tio?

— Respire. — Ele diz e segura meu rosto com as mãos. Ele me beija de forma calma, junta nossos corpos acaricia meus cabelos. — Acredite ou não, isso não fez diferença nenhuma na minha conta bancária, e você não precisa me pagar por nada disso. Mas se quiser me recompensar, pode fazer isso dormindo comigo está noite.

Desgraçado! Sinto um ódio dele, mas é passageiro, logo estou perdido em seu olhar e me questionando o que foi que esse homem viu em mim. Ainda estou indignado com ele, mas pelo visto isso não vai chegar a lugar nenhum.

Ele me beija outra vez, nem parece o cara possessivo que estava pedindo para tirar minha roupa ontem. Tony vai depositando beijos rápidos me meu pescoço, fecho os olhos e esqueço tudo a minha volta.

É incrível como ele consegue me acalmar com um único toque, mas essa conversa ainda não acabou. Deixo Tony terminar seu trabalho em meu pescoço e então voltamos para o ginásio. Durante a festa, só consigo pensar nele, até tento desviar meu pensamento mas não consigo.

Ele ficou na minha mente pelo resto da noite. Infelizmente eu não pude passar a noite com ele, tinha outros planos, ele concordou e me beijou outra vez. Quando se afastou de mim e foi embora me senti vazio outra vez, quis ir atrás dele e dizer que podia passar a noite em ele.

Queria ter beijado ele mais, mas não pude fazer pois estava cheio de câmeras na festa. Tony disse que ainda não quer tornar as coisas entre nós pública, e também disse que só disse que era meu namorado para Ben apenas para evitar muitas perguntas e detalhes sobre nossa relação.

Aquilo me machucou, mas eu já esperava. Fico me perguntando se um dia poderia chamá-lo de meu namorado sem ser apenas para disfarçar nossa verdadeira relação na frente das pessoas. Fico me perguntando se um dia teremos um relacionamento de verdade.

Espero que sim, mas sei que muito provavelmente não vai acontecer. Suas intenções comigo são bem claras, ele quer alguém para transar, alguém que obedeça suas ordens, alguém que faça tudo o que ele mandar. Ele não quer um relacionamento normal, não quer ter momentos fofos, não quer sair comigo em público a não ser que seja realmente necessário.

Ele quer um submisso, e é isso que vou ter que ser. Infelizmente minhas suspeitas se confirmaram, ele me atraí e não gosto da sensação que sinto quanto estou longe dele. Gosto de seu toque, gosto de seu beijo, do seu sabor. Nunca senti isso por ninguém, e é assustador pra caralho.

Por que se fosse só ele tudo ficaria bem, eu não me sentiria assim. Mas ele vem com um contrato e com regras, regras que vou ter que seguir se quiser ficar perto dele. Quero muito ficar perto dele.

Mas sei que não importa o que eu faça, estamos destinados ao fracasso. Tive certeza disso quando senti borboletas no estômago quando ele me beijou hoje. E mais certeza ainda quando quis segui-lo quando ele foi embora.












Continua...


Notas Finais


Peter vai embora do jantar:
Tony: você me deixou triste, triste com tesão

Temos Tony burguês safado e um Peter apaixonado...

O que vocês acham que vai acontecer? Teremos um final feliz ou triste?

Até o próximo 😏✊🏽


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