História Fifty Tempests - Capítulo 18


Escrita por: ~ e ~Mahh_373

Postado
Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Beatrix, Carla Tsukinami, Christa, Cordelia, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Richter, Ruki Mukami, Shin Tsukinami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Tags Ação, Colegial, Luta, Ruki Mukami, Sangue, Subaru Sakamaki, Vampiros
Visualizações 103
Palavras 3.268
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello! Mas um capítulo de FT do qual nós amamos ter escrito.

Acho que é a partir desse momento em que nós começamos a desenvolver mais a relação da Hiyori com os vampiros (Principalmente Subaru cof cof), então foi muito legal escrever.

E então galerinha...
Boa leitura ❤❤❤

Capítulo 18 - Shut Up


Fanfic / Fanfiction Fifty Tempests - Capítulo 18 - Shut Up

POV'S Subaru On

Já era o fim das malditas aulas e como sempre eu só desejava estar no silêncio do meu quarto. Sem muita surpresa, faltei a aula de educação física, pois isso não passa de uma idiotice para mim.

Após o sinal tocar, fui andando em direção ao carro. E ao chegar, percebi que incrivelmente quase todos estavam lá, menos ela. Todos nós esperávamos​ e olhávamos ao redor, mas não se tinha nenhum sinal.

  — É Subaru-kun, a Bitch-chan está se atrasando dessa vez. – Laito, que estava encostado no carro, se pronunciou. — Imagino o que ela deve estar fazendo lá. – riu maliciosamente, me causando uma certa repugnância.

  — Que humana insolente, só nos causa atrasos. – resmungou Reiji.

  — Eu vou buscá-la. – avisei e saí, antes que algum deles falasse algo ou resolvesse me seguir.

Ela está me ignorando o dia todo, o que é uma coisa boa. Mas mesmo assim tem algo de errado, a Igarashi não é de se atrasar, ainda mais tanto tempo quanto hoje.

E assim que entrei na escola novamente, percebi que já havia menos alunos do que o habitual, o que tornaria tudo mais fácil. Entretanto eu não a encontrava em lugar algum e nem tinha alguma pista do seu paradeiro.

Comecei a andar mais rápido e a tentar achar algo. E foi nesse momento que o cheiro inconfundível do sangue dela chegou até a mim. Seja o que for, ela estava em perigo. Mas havia um detalhe, a escola era grande demais e ainda tinha muitas pessoas circulando pelos corredores.

Porém, minha linha de raciocínio foi totalmente atrapalhada por um grito agudo que fez meus tímpanos zumbirem.

  — Subaru-kun! – uma garota loira e sorridente demais vem gritando até mim. — Eu queria...

Ela me é levemente familiar e se eu não me engano é uma das amigas da Igarashi.

  — Você é amiga da Hiyori, não é? – perguntei impaciente, cortando sua fala. — Sabe onde ela está?

  — Bem, a última vez que a vi foi na sala de vídeo, ela estava bem. – falou em um tom suspeito e eu ergui a sombrancelha em desconfiança. — Por que quer saber? – perguntou ainda sorrindo.

  — Não te interessa. – fui curto e grosso.

De qualquer forma, é a única informação que tenho. Então apenas segui suas palavras e fui caminhando apressadamente até a sala de vídeo. Notei que a garota me seguia, mas não dei importância. Afinal, se ela estiver mentindo, eu resolveria isso na mesma hora.

Quando fomos nos aproximando do local indicado, percebi uma grande movimentação de pessoas em meio ao corredor. Diversos murmúrios, gritos e conversas diferentes. Mas o que me realmente chamou a atenção foi quando um dos alunos falou:

"É a novata."

Nesse momento, entendi exatamente de quem se tratava e comecei a abrir espaço com as mãos, me aproximando do centro daquele alvoroço. A loira atrás de mim fazia o mesmo, mas era notável que ela exalava medo. O que era muito estranho.

Após abrir o caminho totalmente, a cena em que me deparei fez com que uma súbita raiva transitasse em todo o meu corpo. Cerrei os punhos com toda a minha força, tentando de todas as formas me controlar.

Hiyori estava desacordada nos braços do Mukami de cabelos e olhos azuis, enquanto o mesmo caminhava em meio àquela multidão sem demonstrar algum tipo de expressão.

  — O que pensa que está fazendo?! – vociferei ao ver aquela situação.

  — O que você deveria ter feito, Sakamaki. – debochou. — Mas parece que estava muito ocupado para isso. – olhou para a garota que estava ao meu lado.

  — Tsc. Isso não é da sua conta! – bufei, já cansado daquele cara. — Agora me devolva ela.

  — Venha pegar. – me desafiou com um pequeno sorriso de canto.

Tudo o que eu queria era matá-lo de uma vez por todas bem ali, na frente de todos. Arrancar sua cabeça mais exatamente. Quem ele pensa que é? O seu sangue é impuro e certamente é mais fraco. Sua morte seria mais rápida do que um piscar de olhos.

Mas antes desse meu desejo, vem minha obrigação de manter quem nós somos em segredo e além disso... Eu arriscaria a vida daquela garota. Ou seja, algo que me custaria uma punição. Por isso, apenas tentei controlar a minha ira.

  — Pelo visto não vai fazer nada, não é Sakamaki? – declarou em um tom frio e deu um passo para frente. — Então saia do meu caminho.

  — E pelo visto você sabe que ficaria aos pedaços caso eu pudesse fazer algo, não é Mukami? – ironizei, repetindo sua provocação.

E ele realmente pareceu se irritar com o que eu disse, é era a primeira vez em que eu o via irritado. Mas antes que revidasse, a garota em seus braços começou a se remexer, assim indicando que ía acordar.

Pelo o menos ela está viva​...

POV'S Subaru Off

POV'S Hiyori On

Abro meus olhos lentamente e com dificuldade, pois a minha cabeça doía muito e eu estava muito confusa por sinal. Meu ouvido captava diversos sons, murmúrios, vozes e até gritos, mesmo assim não podendo distinguir o que significava. Quando a minha visão focou, pude ver o rosto do Ruki me olhando atenciosamente, como se parecesse preocupado. E pelo que parece, eu estou nos braços dele.

  — Como é que eu vim parar aqui...? – murmurei e senti uma fisgada na cabeça, me fazendo pôr a mão nela.

Apoiei-me no Mukami e pus os pés no chão ainda me segurando nele, porque as coisas ainda giravam ao meu ver. Levantei o meu olhar quase em uma câmera lenta e minha respiração ficou pesada assim que comecei a entender o que estava acontecendo de fato.

Haviam vários alunos formando um círculo aberto à minha frente e todos pareciam bastante entretidos com alguma coisa. Forcei minha vista, que ainda estava borrada, e notei o Subaru acompanhado da Mizumi, os dois se encontravam parados mais proximamente​ de mim e do Ruki, cada um demonstrando uma reação diferente. Não pude interpretar mais do que raiva vindo do Sakamaki. Já a loira, estava claramente desesperada com a minha presença ali, talvez pânico seja a palavra mais adequada.

Foi ao ver aquilo que eu liguei uma coisa a outra, Subaru não deve ter me procurado ou sequer tentando me procurar, justamente por estar com a Inoue. Eu ainda estava com muita raiva dele graças ao acontecimento com o meu celular e por isso o evitei o dia todo. Mas sem perceber, pensar naquela possibilidade me afetou de uma maneira desconhecida. Ainda mais, quando eu me lembrava perfeitamente do que tinha acontecido e meu estômago se revirava só em pensar no que poderia ter acontecido caso o Ruki não estivesse lá.

  — Você tem que ir na enfermaria. – o de cabelos azuis me alertou ao ver o meu estado de confusão.

  — É, eu sei... – respondi encarando os olhos do mesmo.

  — Vamos. – o Mukami me puxou levemente por uma das mãos, querendo me tirar de toda aquela platéia.

Eu ía o acompanhar por livre e espontânea vontade, mas a minha outra mão foi puxada repentinamente para a direção contrária, fazendo com que eu cambaleasse para trás por causa do meu estado de fraqueza.

  — Você vai comigo. – virei-me e fitei atentamente àquelas orbes vermelhas que transpareciam um leve estado de preocupação.

E ali estava eu em um dilema, e minha decisão era simples. Ou eu iria para enfermaria com o cara que salvou a minha vida, ou... Com o albino desgraçado que nem fez questão de me procurar por que estava se engraçando com uma garota tão nojenta quanto Mizumi Inoue!

A minha raiva era tanta, mas tanta, que minha pele chegava a ferver. Semicerrei os olhos em sua direção e puxei a minha mão do seu agarre usando toda a força que me restava. Recebi um olhar reprovador e carregado de raiva do garoto, mas mesmo assim não tive nenhum pingo de medo.

  — Não, eu não vou com você! – exclamei me afastando​, chamando a atenção de todos. — Prefiro morrer de vez, do que ir com você. Aproveite seu tempo com a Mizumi. – falei a última frase com um grande nó na garganta.

  — Do que está falando?! – questionou totalmente irritado com minha atitude. — E que história é essa de "morrer de vez"?

  — Ah, então você não sabe... – indaguei com um tom de ironia.

  — Hiyori-chan. – a loira interferiu repentinamente se pondo entre mim e o garoto, antes que eu revelasse seus atos.

Olhei para ela de imediato e todo o ódio que eu tinha só foi crescendo. Cada palavra que aquela garota tinha dito no vestiário rodava em minha cabeça, me deixando com mais raiva ainda. Tenho certeza que a mesma deve ter estado por aí feliz da vida com o Subaru, enquanto eu sofria naquele inferno.

"Só sei de uma coisa, você nunca deveria ter brincado comigo."

Agora faço de suas palavras as minhas, Mizumi.

Como se toda a fraqueza e tontura que antes eu sentia se esvaísse, fiquei frente a frente para a garota que tinha começado com tudo aquilo.

  — Cala a boca. – ordeno secamente.

  — Mas... – tentou argumentar.

  — Sabe mesmo o que é calar a boca?! – gritei em fúria, chamando a atenção de todos. — Escuta Mizumi... Eu pensei que sentia apenas ódio de você depois do que aconteceu, mas agora sei que estava redondamente enganada, pois também sinto muita pena. Pena de você e essa sua infantilidade ridícula. Além de muita pena desse ar de superior que você acha que tem. No dia em que te ajudei, eu me arrisquei de diversos modos, mas mesmo depois de tudo... Não me arrependo de ter feito aquilo. E sabe por quê? Porque a única coisa de que eu realmente me arrependo, é de achar que você valia alguma coisa e de simplesmente achar que você prestava.

  — Ora, como você pode falar isso sendo a diversãozinha dos Sakamakis? Vamos jogar limpo Hiyori, fala a verdade! Você nem sequer tem pais e por isso deve ser tão mal amada a ponto de ficar andando pra lá e pra cá com seis garotos, sem falar no Mukami aí, para receber alguma atenção, que todos nós já sabemos qual. Mas tenha em mente que você não passa de uma vagabunda da pior qualidade! – a garota cuspiu as palavras rudemente, revelando sua verdadeira personalidade.

Se ela fosse continuar falando de mim tudo bem, mas agora dos meus pais? Isso é demais para qualquer pessoa. – pensei enquanto a fuzilava com o olhar, não vendo nenhum sinal de arrependimento.

Após aquilo, a minha linha do limite chegou ao fim. Minha paciência e bondade simplesmente foram embora em uma viagem só. Por isso, usei meu punho direito para desferir um soco com na cara daquela loira oxigenada, concentrando toda a minha força no nariz que a mesma considerava "perfeito". E após o meu golpe, uma gritaria se iniciou. Muitos comemoravam minha atitude com palmas e uivos, enquanto uma pequena parcela foi acudir Mizumi que agora estava no chão com o nariz sangrando.

Entretanto, o barulho foi diminuindo pouco a pouco e não consegui entender de primeira o porquê, até ver as pessoas abrindo espaço e nele se passando a diretora, o Reiji e o Ayato. E a garota "quebrada" que antes só resmungava de dor, começou a chorar falsamente quando viu a senhora se aproximando. Juro que a minha vontade foi só de finalizar o que comecei.

  — Uau Chokorēto, você detonou a loirinha. – o ruivo zombou com pequenos risos ao se aproximar.

  — O que está acontecendo aqui Igarashi?! – a mulher mais velha questionou enquanto via as lágrimas falsas de Mizumi.

  — Ela quebrou o meu nariz! – a garota no chão gritou em um tom agudo.

Direcionei o meu olhar dela para o Reiji, procurando algum apoio para me explicar, mas o mesmo apenas massageava​ as têmporas e me olhava com a pior expressão de reprovação. Como se eu fosse o tipo de adolescente rebelde igual ao Ayato, do qual eu não entendia o que estava fazendo aqui.

 

  — Eu posso explicar, e a senhora verá que não é o que parece. – declarei em impulso.

  — Você não pode, você vai explicar direitinho o que aconteceu. – deu ênfase no "vai".

Nesse momento uma vertigem repentina me atingiu, me fazendo ficar tonta e cambalear. Senti duas mãos em meus ombros e encontrei apoio nelas. Pelo visto, seja lá o que for que puseram na minha água, ainda está agindo em mim.

  — Diretora, receio que a senhorita Igarashi necessite ir na enfermaria nesse momento. Eu mesmo vou explicar o que aconteceu e a senhora poderá decidir qual serão as melhores medidas a serem tomadas. – Ruki indagou educadamente à mulher enquanto me ajudava a se manter em pé.

Subaru, que ainda estava ao meu lado, olhou um momento para mim e depois saiu apressado, se esbarrando fortemente nos curiosos que restaram. Reiji obviamente analisava cada palavra dita pelo garoto de cabelos azuis, enquanto o Ayato se contorcia em uma careta de desgosto ao vê-lo tão próximo de mim.

  — Está certo Ruki, você vai levá-la? – a diretora perguntou.

  — Não! Eu levo. – o ruivo se prontificou. — Não irei deixar ela com ele. – explicou enquanto automaticamente botava um dos meus braços envolta do seu pescoço e pegava as minhas duas pernas, assim me afastando do outro.

   — Então me acompanhem vocês três. – apontou para o Mukami, a Inoue e o Sakamaki de óculos.

  — Mas e o meu nariz?! – Mizumi exclamou irritada.

  — Tenho um kit de primeiros socorros na minha sala, e também tenho certeza que a senhorita não vai morrer por isso, então vamos logo. – a senhora explicou calma, no entanto com uma pontada ácida.

E a última coisa que vi foi as quatro pessoas andando em direção à diretoria, já que Ayato me carregava de forma um pouco apressada e nervosa.

                     {…}

  — Ainda vai demorar muito? – resmungou o Sakamaki sentado relaxadamente na poltrona.

  — Após essa bolsa de soro, ela já poderá ir embora. – a enfermeira, que se chamava Reiko, avisou gentilmente

  — Pare de ser tão agoniado Ayato! Você mesmo que quis me trazer. – gritei e o mesmo apenas revirou os olhos, em seguida se deitando no móvel. — Obrigada Reiko-san. – agradeci sorrindo.

  — De nada. – correspondeu o meu sorriso. — Acho incrível você parecer tão bem após ter tido uma quantidade alta de substâncias nocivas no corpo como essa. – confessou, em seguida ajeitando a minha bolsa de soro.

  — É tão incrível assim? – perguntei enquanto me acomodava na pequena cama.

  — É sim, o comum seria que você tivesse uma overdose. E a notícia boa é que você não teve. – explicou de forma rápida indo em direção à porta. — Bem, mas meu turno já acabou há tempos e agora tenho que ir, até mais Hiyori-chan. Se cuide.

  — Até. – me despedi encarando a janela.

Ouço o pequeno barulho da porta se abrindo e fechando, assim confirmando a saída de Reiko. Olho para a direção de onde ela saiu e estranhamente vejo a porta se abrir mais uma vez. E aos poucos a pessoa do lado de fora entrou, me deixando surpresa ao ver quem era. Os cabelos brancos e os olhos vermelhos não negam.

  — Eu estou indo para o carro, assim que acabar o soro ela está liberada e você a leva. – Ayato diz tom de ordem e se levanta da poltrona ao meu lado, onde estava deitado.

  — Obrigada Ayato, de verdade. – agradeci, logo vendo o seu sorriso convencido aparecer.

  — Até mais Chokorēto. – foi a última coisa que disse antes de dar de ombros e sair pela porta.

O garoto que havia entrado estava apoiado na parede perto da porta, me olhando como se quisesse falar algo mas não conseguisse. E então tomei a "brilhante" iniciativa de iniciar um diálogo.

  — Por que veio?

  — Porque eu quis. – respondeu de uma forma seca, que não me parecia ser sincera.

  — Ah, sim. Porque você quis me ver. – brinquei com as palavras, vendo o mesmo ficar nervoso.

  — Me responda... Por que está tentando falar comigo, se você mesma disse que me odiava e preferia morrer do que ficar perto de mim?! – se exaltou repentinamente, me pegando de surpresa com sua pergunta.

"Eu te odeio, e é com todas as forças que tenho!"

"Prefiro morrer de vez, do que ir com você. Aproveite seu tempo com a Mizumi."

Lembrei-me das coisas rudes que eu disse e realmente me senti mal por isso. Ponderei minha resposta por alguns segundos, vendo o albino ficar cada vez mais impaciente enquanto esperava que eu dissesse algo.

  — Porque no seu caso, o meu perdão é mais forte que a minha ira. E também quero que me perdoe pelas coisas impensadas que falei. – digo por fim, vendo toda a raiva desaparecer de sua expressão, assim a tornando tão suave quanto a que ele faz quando dorme.

Era estranho, pois a minha resposta o fez se calar, o que se tornou ainda mais constrangedor quando o Sakamaki mais novo apenas se sentou na poltrona ao meu lado e começou a encarar o teto.

  — Eu soube o que aconteceu com você. – retornou a falar, só que desta vez com um tom quase totalmente calmo.

  — Como? – perguntei enquanto checava a bolsa de soro, que pelo visto estava finalizando.

  — Ouvi a conversa na diretoria, mesmo sem precisar participar. – respondeu, voltando a me fitar intensamente.

  — O Ruki estava explicando o que aconteceu, não é? Sempre serei grata pelo o que ele fez. – indaguei com um leve sorriso e vi o Subaru se levantar da poltrona em uma velocidade avançada.

  — Por que você confia tanto nesse cara?! Ele não é o que parece! – exclamou furioso, chegando a me surpreender.

  — Eu não sei o porquê confio nele, tá?! Mas me diga, eu devia confiar em quem? Em você? Você estava com a Mizumi fazendo sei lá o quê, enquanto eu estava dopada e sofrendo naquele maldito vestiário! – gritei, assim desabafando tudo o que estava entalado na minha garganta.

  — Quer mesmo saber o que eu estava fazendo com aquela garota?! – perguntou me olhando profundamente. — Eu estava procurando você! E quando acho, você está desmaiada nos braços daquele sangue ruim. Mas que droga! – chutou a mesinha de madeira, fazendo a mesma se quebrar.

  — V-você estava me procurando? – perguntei apenas para confirmar, pois aquela informação não se anexava em minha mente.

  — Tsc. – sonorizou e foi impossível não sorrir.

  — Vamos para casa, o soro já terminou. – adverti ainda sorrindo e me levantando da cama em um pulo.

Ao pôr o pé no chão, acabei tendo uma leve fraqueza e acabei me desequilibrando. Porém antes de chegar a cair, Subaru se aproximou de mim numa velocidade não acompanhável pelo olho humano e me segurou num quase abraço.

Levantei meu olhar lentamente até me encontrar ao dele e me senti perdida por alguns segundos. Era uma proximidade muito maior do que qualquer outra que tivemos. E ele me olhava com tanta atenção que eu chegava a me sentir protegida e acolhida com o seu simples olhar. Firmei meus pés ao chão antes que eu não nunca mais quisesse fazer isso e o afastei delicadamente, sem quebrar o contato visual.

  — Sempre serei grata por você ter ido me procurar. Não importa quem tenha me encontrado no fim. – falei espontâneamente e o abraçei.

No início ele pareceu desconcertado e demorou um pequeno tempo até que me correspondesse. Entretanto, quando correspondeu, eu me senti leve e segura como em nenhum outro momento senti. Foi um abraço forte e repleto de tudo o que ambos queriam dizer, mas não podiam. Em alguns segundos, nos afastamos sem muita vontade e nos olhamos mais uma vez, totalmente perdidos. E tudo que pude pensar naquele momento foi:

Subaru Sakamaki, o que você está fazendo comigo?


Notas Finais


Eita Hiyori! O que o Subaru está fazendo com você? Ou melhor, o que você está fazendo com o Subaru?

Muahahaha...

Não se esqueçam que amanhã terá capítulo novo também. (Muitas expectativas para o cap de amn e dessa vez posso dizer... Muitas mortes também.)


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