História Fighter - Camren G!p - Capítulo 16


Escrita por: e okokalright29

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Camreng!p, Laureng!p
Visualizações 1.052
Palavras 2.091
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, LGBT, Luta, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Capítulo 16


Lauren

Raiva fervilha na boca do meu estômago enquanto arrumo minha bolsa. Que tipo de homem faz uma mulher ter medo dele? Camila pode ter dito que não tinha medo fisicamente dele... mas sua expressão corporal nas últimas horas me diz algo diferente. Ela pula toda vez que a porta abre. A expectativa da reação de Connor e sua ira subsequente deixam os nervos dela em frangalhos. Ele pode não ter tocado nela, mas manipulação emocional... incutindo medo do que poderia acontecer é tão ruim quanto. Lembra-me alguém que eu conheço. Táticas de intimidação e ameaças para conseguir o que quer. Alguns homens simplesmente não são homens de verdade.

Enfio o último dos meus pertences na bolsa e a coloco no ombro. No momento em que abro a porta, ouço a voz dele. De início, não consigo entender as palavras, mas posso dizer, pelo tom, que o que quer que ele esteja gritando é desprezível. Veneno puro escorre de cada sílaba raivosa. Desço as escadas de dois em dois, o sangue correndo em minhas veias tão rápido quanto minhas passadas.

Vejo tudo vermelho quando finalmente o avisto. Connor prendeu Camila contra a parede, o antebraço pressionando o pescoço dela, forçando o queixo para cima. Seu rosto está colado ao dela, selvagem e cheio de raiva, suas narinas estão dilatadas e cuspe voa da sua boca enquanto grita na cara dela.

— Você é uma puta vadia! Eu deveria saber que você abre as pernas para quem aparece toda vez que eu viro as costas.

Ocupado demais ameaçando uma mulher com um quarto do seu tamanho, ele não vê quando me aproximo e o agarro por trás. Envolvo um braço firmemente em volta de seu pescoço e uso o outro para puxá-lo mais para trás, colocando ainda mais pressão.

— Você gosta disso? — sibilo entre os dentes cerrados. — A sensação é boa?

Puxo ainda mais, não a ponto de esmagar a traqueia, mas definitivamente bloqueando a passagem de ar.

— Ameaçar uma mulher te faz sentir poderoso? — Eu me viro para Camila. Ela escorregou na parede, suas mãos estão em volta do pescoço e lágrimas escorrem pelo rosto. — Você está bem?

Ela faz que sim com a cabeça.

— Tem certeza? Deixe-me ouvir sua voz, Camila.

— Estou bem — ela sussurra, tossindo entre as palavras.

— Se você quiser machucar alguém, venha atrás de mim. Fique longe da Camila, porra! Fique. Longe. Da. Camila! Está me ouvindo?

Tenho que soletrar para o babaca estúpido porque ele é teimoso. Estou a cerca de trinta segundos de sufocar o cara. Só um pouquinho mais de força e ele passaria o resto da vida bebendo através de canudinho. Mesmo assim, ele apenas olha, tentando ao máximo fazer contato visual comigo. Esse cara não vai recuar. Nem um pouco.

— Não —Camila diz, tentando se levantar. — Não vale a pena, Lauren. — Ela caminha para o lado de dentro do balcão e pega algo da gaveta. É um aparelho de choque elétrico ou algo assim. Ela se aproxima da gente e fica ao nosso lado. Os olhos de Connor a seguem ainda mais, fixos apenas nela. Ele está tão ligado que não sei se um choque conseguiria apagá-lo.

— Venha para trás de mim, Camila — instruo, mas, antes que ela se mova, os sinos da porta da frente soam e Ray Phillips entra.

— Droga! Eu te avisei, Connor. — Ray vem na nossa direção sem parecer chocado com a cena que se desenrola à sua frente. Fica óbvio que ele sabe quão instável seu sobrinho é.

Ele olha para a porta da frente, vê a maçaneta pendendo — resultado de Connor tentar abrir a porta à força — e balança a cabeça.

— Bom, o que eu deveria fazer aqui? — Ray pergunta calmamente, enquanto caminha para o lado de dentro da recepção. Ele se abaixa e volta com um taco de madeira. Que diabos mais tem ali atrás?

— Desfaça seu aperto por mim, Lauren — Ray pede. Olho para ele, mas não respondo de imediato. — Não disse para você soltá-lo. Apenas lhe dê a chance de respirar para que possamos conversar um pouquinho, ok?

Olho ao redor, ponderando minhas opções.

— Tudo bem. Mas a Camila sai antes que eu o solte. Quero-a em segurança. Não confio nem um pouco nesse babaca.

Ray me avalia e percebe rapidamente que não estou sugerindo ou tentando barganhar, e concorda com a cabeça.

— Camila, acho que é uma boa ideia. Por que você não vai para casa? Pode ajudar a resolver a situação que temos com esses jovens. — Ele inclina a cabeça em nossa direção.

Camila olha para mim e faz que não com a cabeça.

— Vá para casa, Camila. Eu vou ficar bem. Vou para lá assim que terminarmos aqui. — Não deveria ter dito isso. Minhas palavras, ou talvez a imagem visual de eu ir para a casa da Camila, fazem com que os nervos já esquentados de Connor entrem em chamas, e ele quase se livra da minha chave de gravata. Volto a apertá-lo de modo que ele quase não consegue respirar, para impedi-lo de escapar.

— Vá, Camila! — eu grito.

Felizmente, e surpreendentemente, ela ouve. Entrega a pequena arma para o Ray, passa pela porta e, então, olha para trás.

— Eu trabalho amanhã. Fique em casa. Descanse um pouco. Venha no sábado, se quiser. — Ele olha para o Connor e depois para Camila. — Dizem que o sangue é mais grosso que a água, mas isso é bobagem. Eu e The Saint, eu e você, somos uma família. Vá cuidar de si mesma. E sinto muito que isso tenha acontecido, Camila.

Ela balança a cabeça e vejo lágrimas escorrerem quando relutantemente sai pela porta.

Ray a fecha e se volta para onde eu ainda estou contendo Connor numa chave de gravata por trás. Ele não diz nada por um longo momento, pensando sobre como lidar com a situação. Venho trabalhando com o Ray há meses. Ele parece ser um cara ponderado e está claro que adora a Camila. Ele é inteligente, justo... eu até o considero um amigo. Mas não vou arriscar. Essa situação pode se voltar contra mim em um piscar de olhos.

Por fim, Ray fala.

— Eu sei apenas o que o meu sobrinho me contou, mas também vi a foto nos noticiários. A Camila está traindo o Connor com você, filha?

— Camila e Connor terminaram há dois meses. Ela não está traindo ninguém. O Connor aqui é que parece não conseguir entender as coisas.

Connor tenta lutar quando ouve minhas palavras, mas estou preparada e um pouco de pressão o lembra quem está realmente no controle da situação. Ele fica parado, mas suas narinas inflam e os olhos escuros se tornam negros e tempestuosos. Às vezes, a verdade é dura de ouvir, principalmente quando você não gosta do que ouve.

Ray respira fundo e fecha os olhos, balançando a cabeça. Ele está surpreso em ouvir o que eu disse, mas posso dizer que acredita em mim. Definitivamente, esta não é a primeira vez que ele vê o sobrinho enlouquecer.

— Connor, esse placar você vai ter que aceitar. Ele não é seu para alterar, filho. Parece que a Camila fez a escolha dela e a Lauren não se mostrou nem um pouco desrespeitosa. A vingança que você está buscando... não existe. — Ray enfatiza as duas últimas palavras, e algo na forma como as pronuncia, como um pai mostrando veementemente algo para um filho pequeno, me diz que ele tem experiência em lidar com a mente obsessiva de Connor. Uma mente presa em um caminho que não leva a lugar nenhum, mas que, mesmo assim, ele é fisicamente incapaz de mudar o rumo.

— Agora — Ray continua. — O que vamos fazer aqui é: a Lauren vai te soltar. E você vai ficar paradinho aí e não vai mover um músculo enquanto ela pega as coisas dela e sai por aquela porta. — Ele inclina a cabeça para trás, sinalizando a porta atrás dele. — Se vocês quiserem continuar isso, a gente arranja. No ringue. Que é a forma como lutamos aqui: de forma limpa. Estamos entendidos?

Connor não se mexe ou responde. Não que eu esteja deixando muito espaço para ele balançar a cabeça, com o meu aperto.

— Connor! — Ray avisa. — Quero ouvir que você entendeu o que estou dizendo. A Lauren vai te soltar e não haverá nenhuma luta aqui essa noite. Entendeu? Porque estou começando a perder a paciência. Sair de um avião e correr atrás de você até aqui não é exatamente o que eu, nos meus quase sessenta anos, deveria estar fazendo. Então, chega de palhaçada por hoje. Diga-me que você entendeu o que estou dizendo. Ou, do contrário, que Deus me ajude, mas vou ligar para o 911 e eles vão levá-lo algemado por agredir a Camila.

O queixo de Connor trinca, mas ele pisca os olhos em concordância.

— Lauren? — Ray pergunta. — Estamos claros?

Eu provavelmente vou me arrepender disso, mas concordo mesmo assim. Ray faz que sim com a cabeça. Cuidadosamente, desfaço meu aperto, mas apenas para testar, ver se Connor tenta se voltar contra mim. Ele não se move, então, dou o passo seguinte, retirando o braço que envolve seu pescoço. Ele ainda não se move. Pego minha bolsa de viagem, me encaminho para a porta e começo a abri-la, mas paro e olho para trás, tanto Connor quanto Ray no meu campo de visão. Connor não moveu um músculo, o que quase me faz pensar que ele sabe que não será capaz de se controlar caso se mexa.

— Vou aceitar aquela sua proposta de acertarmos tudo isso no ringue, Ray. — Ray faz que sim e volto minha atenção para Connor. Um sorriso hediondo se curva em seus lábios. Se eu não quisesse tanto chutar a bunda dele por ter colocado as mãos na Camila, ficaria um pouco mais preocupada com quão psicótico ele realmente parece, como um psicopata pronto para cortar os membros e roê-los no almoço.

***

Camila deve ter ficado do lado da porta, esperando. Ela a abre antes mesmo que eu bata, jogando os braços em volta do meu pescoço, ainda no corredor. Seu choro silencioso me causa dor física.

— Shh... Está tudo bem.

— Eu a pego e a carrego para dentro.

— Me desculpe — ela murmura entre profundas respirações, tentando controlar as lágrimas.

Eu inclino meu pescoço para trás para olhar para ela.

— Você acha que isso é culpa sua?

— Sim. Eu sabia como Connor iria reagir se eu me envolvesse com alguém tão cedo, mas mesmo assim o fiz.

— Camila. — Paro e coloco um dedo sob seu queixo, trazendo seus olhos para mim. — Isso não é culpa sua. Nada disso é. Connor não é seu dono. Sei que vocês dois tiveram uma história, mas é só isso: história. Ele não tem nenhum direito de levantar a mão para você, mesmo que ainda estivessem juntos. Não há nenhuma justificativa para o que ele fez.

Fungando, ela desvia os olhos por um instante. Parte meu coração vê-la tão chateada. Internamente, minha razão está lutando contra as minhas emoções. Estou muito cheia de raiva, mas quero fazer com que Camila se sinta calma e segura.

— Você está machucada? — ela pergunta.

— Não. 

Ela tenta forçar um sorriso, mas não consegue.

— Ele não vai deixar isso passar barato.

Lembrando do sorriso deformado que vi no rosto dele quando saí da academia, concordo plenamente com essa declaração. Mas preciso acalmá-la, e não deixá-la ainda mais chateada. Por isso, tento fazê-la se sentir melhor.

— Nós chegamos a um acordo — respondo enigmaticamente.

Camila franze o cenho, numa mistura de medo e confusão.

— O que...

Eu me inclino e a beijo ternamente, silenciando-a antes que termine a frase.

— Amanhã. Falamos disso amanhã. Ele já consumiu muito do nosso dia. — Começo a andar na direção do quarto com ela ainda nos braços. Ela descansa a cabeça em meu peito.

— Você precisa descansar.

Não vejo toda a extensão do hematoma no pescoço dela até que tenha deitado na cama. Preciso de cada grama de autocontrole para não sair e ir caçar aquele filho da puta e bater nele até que seu corpo inteiro esteja coberto de hematomas iguais. Mas, neste momento, Camila precisa de mim. Minha retaliação vai ter que esperar. Em vez disso, pego uma bolsa de gelo, deslizo para o outro lado da cama e a coloco em cima de mim, ajeitando-a em meu peito. Envolvo os braços nela, de forma protetora, fazendo com que saiba que nada irá acontecer a ela. Minha adrenalina ainda bombeia ferozmente nas veias, fazendo-me perder o sono. Ternamente, acaricio seu cabelo, desejando que ela se sinta segura em meus braços para que durma e consiga descansar.



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