História Fighter - Imagine Wonho -Monsta X - Capítulo 13


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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho
Tags Imagine Wonho, Monstax, Wonho
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Palavras 6.138
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei como sempre em uma sexta-feira ^^

Obrigada pelos comentários do capítulo anterior e também pelos novos favoritos! Estamos quase passando da marca dos 120 favoritos *-*

Outubro chegou com tudo....o que isso significa? Que as bruxas estão a soltas ~~


Vou deixar vocês lerem e tirarem as próprias conclusões...vejo vocês nas notas finais :3

Capítulo 13 - Capítulo 13


 

 

''Eu sou o único holofote te iluminando.

Cada momento com você é um ponto alto...''

 

 

 

Fechei os olhos tentando descansar depois do que tinha acontecido mais cedo. Mas o barulho da chuva ao invés de me ajudar a dormir, deixava-me mais alerta mesmo sendo tarde da noite.

Encarei Jooheon dormindo do meu lado pesarosamente enquanto eu tentava clarear meus pensamentos. Estava quente apesar da chuva, havia perdido o horário do jantar e logo a vontade de ir vasculhar a geladeira me fez sentar na cama. Ajeitei meu pijama simples e silenciosamente peguei meu notebook, um livro e um caderno de anotações pronta para descer. 

Os corredores estavam silenciosos depois que a noite de karaokê aconteceu na sala principal. Assim que entrei na cozinha, suspirei aliviada após checar o bolo que tia Soo havia feito no começo da tarde ainda habitava na geladeira.

Abri a cortina da cozinha e pousei meus objetos na mesa que Shownu costumava usar para estudar em sua adolescência, segundo ele, estudar em frente ao mar lhe dava mais concentração. A pequena luminária ainda funcionava bem, logo ajeitei tudo com cuidado e me servi de uma generosa porção de bolo e leite.

Ajeitei meus óculos começando assim resolver alguns de meus assuntos pendentes, precisava checar se havia pessoas interessadas em meu apartamento no centro e nas peças de artes que continuavam guardadas esperando um bom preço. Meu olhos fixaram-se no notebook por um momento enquanto procurava por notícias que não deveria procurar, Zhu parecia estar ainda gozando de sua fama esportiva na China como imaginado. Chequei meu email a espera de alguma notificação do advogado ou alguma pista que a polícia tivesse conseguido, porém apenas os anúncios preenchiam minha caixa de entrada.

Deixei o notebook de lado e peguei o livro pelo qual buscava inspirações para meu mestrado na área esportista. Ainda era difícil apenas estudar ao invés de competir como antes. 

-Ainda está acordada. –Wonho confirmou preguiçosamente entrando na cozinha má iluminada. –O que está fazendo?

Continuei deixando meus olhos seguirem pelo parágrafo enquanto ele procurava por algo nos armários.

-Você é sempre curioso desse jeito? –comentei assim que ele olhou por cima de meus ombros a capa do livro que lia. –Isso é irritante, sabia?

Wonho sorriu e passou a mão pela barriga trincada distraído.

-Desculpe, força do hábito em perguntar o que você não gosta de responder. –ele comentou virando de costas à procura de uma tigela.

Tentei continuar focada na leitura, mas Wonho era barulhento demais até comendo uma maçã. Pousei o livro na mesa vendo-o me observar escorado na pia com um sorriso fraco nos lábios. 

-Porque está olhando assim para mim? –perguntei-lhe vendo seu sorriso aumentar. –Além de me atrapalhar fica encarando como se quisesse ver minha alma...você é estranho demais, Wonho.

-Como está sua perna? –ele perguntou-me ignorando meus comentários.

-Bem. –respondi encarando o mar pela janela. –E suas costas?

-Dolorida, mas bem. –ele respondeu tranquilo. –Apesar de eu não conseguir dormir de barriga para cima.

-Você pode dormir de bruços....pelo menos você consegue dormir. –comentei vendo ele menear a cabeça.

-Ainda tem insônias constantes? –seu tom era baixo e ameno.

O encarei vendo seus olhos brilharem na má escuridão.

-Como sabe que tenho insônia? –o olhei desconfiada enquanto ele finalizava a maçã rapidamente.

-Seu pai me disse que esse é um dos motivos por você sempre estar estressada. –suas palavras me congelaram no lugar. – E tem chocolate na sua na sua bochecha, por isso sorri.

Resmunguei baixo virando-me de costas ouvindo sua risada enquanto passava meus dedos pelas bochechas.

-Terminou? –perguntei com ar de sarcasmo. –Se não percebeu eu estou tentando estudar aqui. Aliás, o que mais você perguntou ao meu pai?

-Ah, a lista é longa, Ella. –apesar de estar de costas para ele,minha intuição me dizia que ele sorria. –Estou brincando, não sou tão bisbilhoteiro assim.

-Não foi o que Jaemin me disse. –comentei abrindo novamente o livro. –Jaemin comentou que você pediu meu número quando fiquei fora nesta semana.

-É, eu pedi. –Wonho comentou arrastando a cadeira ao meu lado sem pressa alguma. –Mas ele não me passou. Crueldade, não acha?

-Não te convidei para sentar aqui. –comentei vendo ele mexer em minhas anotações. –É melhor largar isso se não quiser levar uma surra.

Wonho pousou as anotações de onde tinha pegado mas leu por cima o tema. Mantive-me calada relendo o parágrafo pela quinta vez enquanto ele apenas estava sentado encarando algo pela janela. Era impossível ficar focada na leitura com ele ao meu lado.

Pousei o livro novamente na mesa e engoli o restante da xícara de leite encarando suas mãos pousadas sob a mesa. Encarei as marcas vermelhas que saiam da palma de sua mão e subia em algumas partes até o pulso.

-Você mostrou isso ao Jaemin? –lhe perguntei apontando para os hematomas rosados em suas mãos.

-Não. –ele me encarou e deu de ombros.

-Você pode pegar tétano, sabia? –comentei vendo ele sorrir novamente.

-Aish...você tem uma fixação em dizer isso. –ele resmungou assim que levantei a procura de uma caixa de primeiro socorros. –Sabia que é normal as pessoas adoecerem? Ou se machucarem?

Revirei os olhos ouvindo seus comentários e entrei na dispensa procurando pela pequena maleta branca. Chequei tudo que havia dentro e voltei a cozinha vendo o mesmo sentado sob o balcão comendo o bolo que havia deixado no prato.

Tirei o prato de suas mãos vendo o mesmo resmungar assim lhe bati para descer do móvel. 

-Estenda suas mãos assim. –comentei mostrando minhas mãos espalmadas. –Ainda não sei o modelo daquele fio, então é melhor desinfeccionar isso antes que você fique doente.

Ajeitei os algodões e logo segurei uma de suas mãos começando o processo de limpeza. Ignorei seu olhar sob mim e fiz o processo com calma certificando em tirar qualquer farpa que ali existisse. Segurei sua outra mão e repeti o processo enquanto ele avaliava a outra sem sentir dor.

-Evite contato com a areia. –pedi vendo ele assentir e logo descartei os algodões.

Depois de lavar as mãos e comer o restante do bolo no prato fiz algo que não esperava fazer.

-Ah, Wonho.... –pensei por um momento enquanto ele me encarava. –Queria agradecer por ter feito aquilo mais cedo....obrigada por ter me ajudado no mar.

Wonho sorriu e pousou a mão no coração tirando com a minha cara.

-Você realmente me agradeceu? –ele sorriu se aproximando enquanto cruzava os braços entediada com sua brincadeira. –Pode repetir? Acho que não ouvi direito.

-Vai realmente ficar com essa criancice? –revirei os olhos vendo ele ficar em minha frente esperando eu repetir. –Você não é adolescente para ficar agindo assim.

-Só repete, Ella. –Wonho pediu sorrindo.

O olhei estressada mas eu sabia que ele só me deixaria em paz depois de o agradecer.

-Obrigada por mais cedo, ok? –falei sem paciência. 

-Tudo bem, eu aceito seu agradecimento. –Wonho riu satisfeito mas me impediu de sair. –Sua bochecha ainda está suja.

Passei a mão pela bochecha irritada com seu sorriso irritante.

-Ya, deixa eu fazer isso. –ele comentou tirando minha mão e passando seu polegar no lugar certo. –Está seco.

-Deixa então. –comentei tentando uma nova investida de sair mas ele continuou me impedindo com seu corpo. –Pode sair da minha frente, por favor?

Wonho parecia pensativo, mas mesmo achando que ele não sairia, ele abriu caminho para que saísse. Nos encaramos por um momento, como se estivéssemos tendo o mesmo pensamento em comum. Em reviver a sensação que tivemos na noite passada durante o beijo.

Fechei os olhos por um momento ao sentir seus dedos percorrerem meu pescoço até chegar em minha nuca deixando-me relaxada. 

Havia algo em Wonho que me fazia sentir uma nova Ella. Uma nova versão minha que queria experimentar novos gostos e não viver de forma reprimida pelo medo.

Abri os olhos vendo o mesmo me observar e sem mais aguentar quebrei a distância entre nós. Ergui meus pés e o beijei sendo logo correspondida como imaginava. Senti seus braços me envolverem pela cintura enquanto nossas bocas desfrutavam de um beijo quente e lento mas certa urgência. Apertei suas madeixas assim que senti minhas costas encontrarem o balcão e de logo ser sentada no mesmo.

-Caramba, Wonho..... –balbuciei sentindo algo se aflorar dentro de mim enquanto sentia sua boca descer por minha orelha.

O puxei para mais perto colando nossos corpos e logo senti suas mãos apertarem minhas coxas empurrando-me para mais perto de seu quadril. Arfei baixo sentindo sua língua percorrer meu pescoço enquanto meus dedos se perdiam em suas madeixas. Quando voltei a sentir sua boca procurar a minha, minha respiração começou a ficar descompassada.

Observei Wonho fechar os olhos assim que deixei minha boca percorrer a extensão de seu pescoço lentamente. Suas mãos que me mantinha colada ao seu corpo, sem pressa alguma começou a desaparecer por dentro de minha camiseta larga e velha. Sentir seus dedos me tocarem as costelas era ao mesmo tempo excitante e revigorante. Mas mudou dentro de mim quando senti seus dentes contra meu ombro desnudo. A sensação antiga voltou.

Fechei os olhos lembrando a forma como Zhu me tocava, de como as vezes era intenso demais ao ponto de me deixar marcada.

Deixei meus braços cair enquanto Wonho beijava intensamente meu pescoço. 

O tipo de beijo pelo qual sabia que Zhu e eu iriamos brigar novamente quando estivéssemos sozinhos.

 

‘’ -Quantas vezes preciso dizer que você é só minha? -Zhu sussurrou contra meu ouvido me prendendo contra a porta. -Acho que precisamos ter aquela conversa novamente, Ella. ‘’

 

Empurrei Wonho para longe voltando ao presente e a sensação de formigamento por minha pele. Encarei Wonho um pouco confuso enquanto tentava voltar a respirar normalmente.

-Eu te machuquei? -Wonho perguntou-me assim que desci do balcão mantendo distância do mesmo.

Passei minhas mãos pelo rosto e neguei sabendo que ele não tinha culpa. 

Eu era a culpada.

-Acho melhor não fazermos mais isso, Wonho. -comentei vendo a confusão em seus olhos. -Não posso ser o que você procura.

-O que aconteceu, Ella? -Wonho questionou-me enquanto juntava meus objetos rapidamente. -Ella….

O encarei um pouco nervosa mas eu precisava ser sincera com ele.

-Eu gosto de você, mas não quero me arriscar mais. -confessei vendo seu olhar mudar. 

Deixei a cozinha sem esperar por sua resposta sabendo que o certo a se fazer. Assim que subi as escadas com pressa, entrei no quarto vendo Jooheon esparramado na cama feito uma criança dormir pesarosamente depois de brincar o dia inteiro. Meus olhos passearam pelo quarto antes que eu me trancasse no banheiro sentindo-se a pessoa mais suja do mundo.

Entrei debaixo da água quente e tentei de todas as formas tirar a sensação dos dedos quentes que ambos me proporcionaram em momentos assim. Meus dedos apertavam a esponja cada vez mais forte em minha pele pela culpa que crescia dentro de mim.

Não iria passar por isso novamente. 


 




 

Encarei o sol aparecer preguiçosamente ao horizonte cansada demais para pensar porém elétrica demais para descansar. Não havia conseguido dormir nada e ficar presa no quarto não seria bom para mim.

Abracei minhas pernas encarando o mar tentando entender porque tudo precisava ser tão difícil. Mas não havia uma boa resposta para isso.

Pelo canto de olho observei Shownu se aproximar com um prato em mãos e logo o mesmo se sentou ao meu lado tranquilo como sempre.

-Acordou cedo demais hoje. -Shownu comentou me estendendo o prato com frutas. -Você está bem? 

Soltei um suspiro cansada vendo o mesmo balançar a cabeça.

-Podemos trocar de lugar? -balbuciei vendo ele sorrir. -Você fica com a academia e eu cuido da pousada. Uma troca justa, hm?

-Morar na praia nem é tão divertido as vezes, Ella. A cidade parece ser mais interessante do que o litoral. -Shownu bateu sua perna na minha amigavelmente. -O que aconteceu, prima?

Coçei minha cabeça cansada demais para manter todos os pensamentos guardados a sete chaves como costumava fazer. Shownu era um cara bem centrado e sabia de meu passado, seus conselhos talvez me ajudariam nesse momento.

-Eu beijei o Wonho.... -falei vendo o mesmo me encarar. 

Esperei sua resposta que demorou poucos segundos para chegar.

-Está se sentindo mal por ter beijado uma pessoa, é isso? -Shownu me indagou refletindo. -Ou está se sentindo culpada por outro motivo?

-Ambas as partes. -confessei encarando a areia em meus pés. -Desde que vi Wonho algo dentro de mim sofreu alguma mudança….mas ainda acho que é muito cedo para que eu volte a ter algo com outra pessoa.

-Já faz quase três anos, Ella. -Shownu comentou com cautela. -Aproveite o tempo que tem. Porque está receosa com o Wonho?

-Wonho é intenso e não pensa muito quando decide fazer algo... -respondi conseguindo fazer um mapa mental facilmente dele. -Ele já teve problemas sérios antes de entrar para a academia. Eu não preciso de mais um drama na minha vida. 

-Ele parece legal e arrependido do que fez anteriormente. -Shownu mordiscou sua maçã e sorriu. -Vocês dois tem uma química, deveria ao menos tentar antes de desistir. 

-Não sei se quero tentar, essa é a razão. -suspirei roubando um cacho de uva do prato. -Não consigo acreditar mais no que os homens me dizem.

-Ya…. -ele resmungou sorrindo.

-Não desse jeito, mas de outra maneira, entende? -comentei tentando explicar o que se passava na minha cabeça. -É só que….eu….

-Não se sente confortável o suficiente para ter uma nova relação. -Shownu respondeu por mim de forma rápida. -E talvez não queira mais algo desse tipo.

Concordei com a cabeça de acordo com suas palavras.

Gemi baixo voltando a refletir o que tinha acontecido na cozinha. Olhei para Shownu que estava sereno esperando pelo meu ultimato.

-Aconteceu algo a mais? -ele perguntou-me em tom baixo.

Escondi meu rosto contra seu braço sabendo que não tinha mais volta o que deixei sair pela minha boca.

-Eu acabei confessando para o Wonho que eu gosto dele. -comentei ouvindo a risada baixa de Shownu logo em seguida. -Aonde eu estava com a cabeça para dizer isso?

Shownu riu ainda mais enquanto passava seu braço por meus ombros.

-Alguém foi acertada pela flecha do cupido -Shownu cantarolou descontraído como sempre enquanto me balançava. -Bem, restam menos de 24 horas para você aproveitar a pousada, melhor não ficar presa no quarto pensando sobre isso. Talvez um banho de mar te ajude a relaxar.









 

Fechei minha última bolsa enquanto Jaemin e Suel pareciam ocupados demais procurando por um vestido na internet.

Por algum motivo, Jooheon estava ocupado demais no centro do litoral, o que me deixava entediada e sem planos para fazer com alguém.

Cruzei os braços ficando atrás dos dois tagarelas enquanto encarava a tela do meu notebook repleta de opções de cortes e cores.

-O que estão fazendo? -perguntei encarando os acessórios coloridos.

-Procurando um vestido sexy para essa acompanhante. -Jaemin sorriu largamente. 

-Ah, é? Companheira? -arqueei as sobrancelhas com interesse. 

-Doug me chamou para ir com ele em um casamento. -Suel suspirou com um sorriso bobo no rosto. -Quero dessa vez me vestir o melhor possível.

-Casamento? -balbuciei refletindo sobre os eventos que teríamos nos meses seguintes. -Ah, acho que já sei qual é. É um velho conhecido da academia, eles vão comemorar as bodas de vinte anos de casamento.

-Caramba…-Jaemin assobiou surpreso. -Como eles conseguiram ficar vinte anos juntos? Eu não consigo ficar com um cara por mais de um mês.

-Acho tão lindo isso. -Suel comentou sorrindo. -Isso é amar, mesmo depois de tantos anos de casamento, eles ainda querem fazer uma nova cerimônia renovando os votos que fizeram há tanto tempo.

-Tão clichê… -Jaemin riu distraído. -Mas confesso que é fofo.

Dei de ombros vendo os dois entrarem ainda mais a fundo no assunto e voltei a me sentar na cama pensativamente. Minha cabeça voltou a um passado aonde existia apenas eu e Jooheon, e nossas promessas sobre o futuro. Jooheon havia colocado a ideia na cabeça em nos casarmos aos trinta anos, mas tudo que tínhamos criado foi mudando e desmoronando lentamente. Ele conheceu o mundo que tinha outras garotas e as boates mais badaladas, e eu estava focada demais em continuar ganhando as medalhas de ouro em competições e apresentar-me nos festivais esportivos. O rápido namoro que tivemos havia sido intenso, mas repleto de mentiras e traições de sua parte.

Mesmo todos pedindo que eu desse uma segunda chance para Jooheon, eu sabia que essa sua parte nunca iria mudar.

Tio Yeong tinha razão, eu era péssima em me relacionar. Todos os relacionamentos que tive foram ladeira abaixo.

-O que acha Ella? -Suel comentou me encarando. 

Encarei Suel e Jaemin por um momento tentando pensar na resposta.

-Desculpa, não estava prestando a atenção. -comentei esticando meus braços.

-Se você quer ir no próximo final de semana até Seul com a gente. -Jaemin bateu palmas fazendo minha atenção fixar neles. -Eu preciso comprar uma fantasia para uma festa, então é um bom programa.

-Seul? -repeti pensativa. 

-Você está com a cabeça na lua hoje. -Suel riu balançando a cabeça. -Nos dê a resposta até quinta feira, ok?

Concordei com a cabeça e voltei a me levantar.

-Vou dar uma volta. -comentei ansiosa demais para ficar presa dentro de um quarto com os dois tagarelas.

-Vai participar da última competição antes de irmos embora? -Suel perguntou-me me vendo sair pela porta.

-Estarei lá, não se preocupem. -sorri fracamente antes de fechar a porta.

Desci as escadas a passos rápidos e peguei as chaves da velha picape que pertencia ao vovô Kim. Quando sai para a entrada de carros, encarei Eime debruçada sob o carro de Wonho enquanto o mesmo ajeitava algo em seus pára brisas.

Meus olhos fizeram um rápido contato com os seus, mas o grito animado e arrastado de Jooheon me fez desviar o olhar.

-Ei, aonde vai? -o sorriso largo de Jooheon parecia artificial, como se não fosse ele que sorria mas sim o álcool ingerido.

-Dar uma volta. -comentei ligando o motor manual e barulhento do carro antigo. 

-Posso ir? -ele perguntou-me brincando com o vidro aberto.

-Você está bêbado, vai descansar. -o olhei deixando claro meu incômodo com suas ações repentinas. -Agora desencosta do carro, antes que eu te chute até o mar.

-Também amo você, Pitbull. -Jooheon riu batendo no capô antes de entrar na pousada.

Revirei os olhos com seu comportamento e dei ré finalmente pronta para percorrer as estradas solitárias.

-Não chegue tarde ou vai perder o jantar! -Shownu gritou me vendo dar partida. -Quando se trata de lagosta, é cada um por si!

Sorri e acenei dando uma última olhada em Wonho e no carrapato em seu pé, Eime.








 

Sempre que ia para o litoral havia uma rota de estradas pouco movimentadas que eu costumava percorrer sem pressa alguma. Às vezes deixava o carro morrer embaixo de umas das enormes árvores ou ia dirigia até a outra ponta do litoral.

Quando deixei o carro morrer no acostamento, pendi a cabeça para trás do banco e respirei fundo. Por um momento segui o passo de esvaziar minha mente como Kihyun havia me instruído, logo depois prestei a atenção em minha respiração que diminuía gradativamente se tornando calma.

Quando me senti menos pesada internamente, me pus a encarar as nuvens que se formavam lentamente mais ao longe antes de entrar em uma leitura intensa do livro que andava carregando por dias sem conseguir terminar a leitura completa.

Mas por algum motivo, minha distração voltou a madrugada e minhas ações com Wonho. Por um momento fechei os olhos conseguindo sentir por onde seus dedos me tocaram e a sua boca quente percorreu. Me perdi em seus traços enquanto voltava a me deitar no banco, imaginando seus toques novamente em minha pele como ansiava.

Até que um barulho me fez voltar a realidade. Encarei o céu ficando novamente fechado como na tarde anterior e logo os ventos começarem a surgir.

Se continuasse assim, voltar essa noite para Daegu seria uma viagem lenta e estressante.

Ouvi novamente um barulho e encarei pela janela na direção que vinha. Desconfiada, me mantive dentro do carro percebendo que havia algo ali. Por extinto peguei o celular e liguei na pousada várias vezes sem sucesso de alguém atender. Estava desistindo da última chamada quando alguém atendeu.

-Alô? -reconheci a voz de Wonho apesar de os trovões começarem a ecoar pelo céu.

-Oi...o Shownu está aí? Preciso falar com ele. -falei um pouco tensa ouvindo o barulho continuar mais ao longe.

-Ele saiu para a cidade ao lado. -a voz de Wonho era estável. -Aconteceu alguma coisa, Ella?

-E o Jooheon? -perguntei ignorando sua preocupação.

-Está na jacuzzi com umas garotas que apareceram aqui. -ele respondeu um pouco relutante. -Você está bem? Tem uma chuva forte vindo, deveria voltar para cá.

Desci finalmente do carro ignorando o vento e me aproximei do pequeno precipício vendo uma caixa presa em uma moita de galhos. Meus olhos se arregalaram vendo a situação do pequeno animal.

-Tem um animal preso perto do precipício. -balbuciei vendo a pequenina bola de pelos chorar. -Ah meu deus, ele está machucado.

-Aonde você está? -Wonho perguntou-me com certa pressa. -Estou indo para aí.

-Pegue a direção contrária da pousada, depois vire a esquerda e dirija reto. -falei me ajoelhando próximo dos galhos. -Estou com o carro estacionado em frente a uma árvore torta. Vou tentar tirar ele, mas a caixa está presa.

-Estou indo, não faça nada por impulso, Ella. -Wonho pediu e logo desliguei a chamada encarando precipício abaixo.

-Droga…. -balbuciei largando o celular no chão e tentando estender a mão até a caixa mais abaixo.

O filhote se encolheu mais para o lado fazendo-me parar de tentar puxar a caixa ou ele cairia. Era muito alto para que eu descesse algumas pedras para o resgatar, estreito demais para que eu ficasse com os pés firmes nas pedras soltas.

-Nao sei o que fizeram com você, mas vou te tirar daí, pequenino. -concordei com o pequeno filhote de cachorro medroso.

Me mantive deitada no chão tentando distrair o cachorro para que ele não fosse para as laterais da caixa de papelão, mas o sangue em seu pequeno corpo me fazia querer puxá-lo dali antes que fosse tarde demais.

Ouvi cada vez mais próximo o som de motor se aproximar e logo um carro estacionar de maneira brusca.

-Ella. -Wonho me chamou enquanto se aproximava.

-Temos que tirar ele daqui, ele está muito machucado. -falei apavorada vendo os olhos do cachorro cada vez mais fracos.

Voltei a ficar de pé vendo Wonho encarar o precipício abaixo e resmungar. Mesmo pálido, ele procurou um objeto para ajudar a tirar a caixa que parecia querer cair a qualquer momento.

-Isso é muito alto. -Wonho balbuciou dando alguns passos para trás. -Eu tenho certo receio de altura assim.

Soltei um suspiro nervosa mas antes que eu pudesse fazer algo, vi Wonho deitar-se ao chão e por alguns centímetros quase alcançar o pequeno filhote com a mão.

Agachei-me próximo aos seus pés e segurei suas panturrilhas enquanto ele estendia os braços para baixo mesmo nervoso e pálido.

-Merda… -ele resmungou colocando seu tronco mais para a frente. -Não dá para tirar a caixa, ela vai ceder.

-Tente pegar ele pela coleira. -falei vendo o esforço que ele fazia em relação ao medo de altura. -Estou te segurando, não vou soltar você.

Wonho balançou a cabeça, mas continuou movendo os braços para baixo. Os minutos pareciam se passar lentamente, até que um choro alto ecoou assim que Wonho gritou me mandando o puxar para trás. 

O encarei apreensiva assim que ele se sentou voltando para trás segurando algo contra o peito.

-Ah meu deus… -balbuciei vendo o pequeno filhote parecer minúsculo ainda mais em suas mãos.

Peguei o filhote com cuidado de suas mãos percebendo os maus tratos enquanto Wonho se manteve sentado com a respiração acelerada. Rapidamente avaliei o cachorro sabendo que apenas com meus cuidados não seria possível melhorar as condições dele. Encarei o sangue por minhas mãos e olhei para Wonho que agora estava em pé avaliando o cachorro.

-Ele não parece muito bem. -ele franziu a testa e tirou a blusa logo me estendendo-a. -Vamos a qualquer veterinário por aqui.

Um pouco nervosa enrolei o filhote contra sua blusa e corri para meu carro. Com o pequeno cachorro no colo, segui o carro de Wonho até a cidade situada mais ao norte do litoral.

-Aguente só mais um pouquinho, garotão. -acariciei sua cabeça um pouco nervosa vendo a chuva forte começar a cair. 

Ignorei a vontade de chorar vendo seu estado me agarrando ao pensamento que ele ficaria bem logo.

 







 

Soltei um bocejo cansado esperando por alguém vir conversar com a gente sobre o estado do filhote, mas eles pareciam ocupados demais na ala de tratamento e exames.

Wonho bocejou silenciosamente ao meu lado já que estávamos ali há quase duas horas.

-Pode ir para a pousada, vou ficar aqui para certificar que ele está bem. -falei vendo o mesmo negar com a cabeça.

-Também quero ver ele. -Wonho respondeu voltando a se sentar ereto no banco ao meu lado.

Mais alguns longos minutos se passaram até que meu corpo começou a finalmente ficar cansado devido minha única refeição do dia ter sido no café da manhã.

Abaixei a cabeça contra os joelhos tentando me manter acordada e diminuir o ronco de meu estômago. Senti sua mão afagar minhas costas enquanto me mantinha calada sem pedir que ele parasse.

-Ah, com licença. -uma voz rouca me fez levantar rapidamente. -Vocês que trouxeram o filhote, certo? 

-Isso, ele está bem? -perguntei vendo o homem jovial concordar um pouco nervoso.

-Entre, assim posso explicar a situação dele. -o veterinário pediu enquanto abria a porta para nós.

Puxei Wonho pelo moletom e logo soltei um suspiro vendo a pequena bola de pelos deitada na maca improvisada na mesa.

Pelos minutos seguintes ouvi tudo que o veterinário explicou, o estado sensível que o pequeno filhote se encontrava e o risco que ele poderia ter sofrido se não tivesse sido resgatado a tempo.

-Ele está bem, demos as devidas injeções necessárias e o hidratamos novamente. -o médico me mostrou as marcas e os ferimentos cobertos. -Ele está desnutrido mesmo sendo filhote, e essas marcas foram causadas por algo forte. A pata esquerda dele tem uma leve lesão, por isso há um certo perigo de ele apenas andar mancando. Indico vocês levarem ele para um hospital veterinário aonde ele possa fazer um tratamento, infelizmente eu não tenho os equipamentos essenciais para cuidar dele aqui.

Encarei Wonho vendo o mesmo passar a mão com cautela sob a cabeça do filhote.

-Vamos cuidar dele. -Wonho me encarou e logo olhou para o médico.-Há mais alguma indicação necessária para que ele melhore?

Depois de mais alguns minutos de conversa e logo ligar para Shownu, segui com o pequeno filhote no colo enquanto dirigia até a pousada sendo seguida pelo carro de Wonho.

-O que aconteceu? -Shownu perguntou mas logo encarou o cachorro em meu colo. -Caramba….o que aconteceu com ele?

-Alguém o jogou contra o precipício perto daquela árvore enorme e torta. -comentei vendo Suel descer como combinado com minha pouca bagagem.

-O que vai fazer com ele? -Shownu encarou o cachorro de perto enquanto Wonho sumia rapidamente para dentro do hotel.

-Vou voltar para Daegu e  o levar até o I.M. -comentei ouvindo o resmungou baixinho do filhote. -Não posso abandonar ele, Shownu.

Suel afagou meu braço enquanto Jooheon e Eime apareceram.

-Céus, que cão sarnento. -Eime prendeu o nariz de forma dramática. 

-De quem é esse cachorro? -Jooheon balbuciou franzindo o nariz. -Ele é bem...feio.

-Calem a boca se não forem ajudar. -falei friamente vendo Wonho voltar com suas coisas e encarei Suel. -Pode voltar com o meu carro? Depois eu vou na sua casa pegar ele.

-Não se preocupe, eu e o Jaemin vamos juntos. -Suel concordou enquanto seguia para o carro de Wonho. -Me liga para dar notícias.

-Boa sorte! -Shownu comentou assim que me acomodei no banco ao lado de Wonho.

-O que está rolando aqui? -Doug apareceu perdido no assunto. -Porque está indo embora com o Campeão, Ella?

-Depois eu te explico, cara. -Shownu sorriu passando um braço por seus ombros. -Vamos terminar a rodada de pôquer.

Os comentários cessaram assim que o carro de Wonho saiu da entrada silenciosamente. Me mantive calada após colocar o cinto de segurança e oferecer água ao pequeno cachorro em meu colo.

-Eu peguei alguns lanches caso sinta fome, está na minha bolsa. -Wonho comentou puxando papo assim que meu estômago roncou novamente. -Vou tentar dirigir o mais rápido possível para o consultório de seu amigo.

-Obrigada, Wonho. -o agradeço sem a dificuldade que sentia antes.

 







 

Por um momento encarei I.M encarar o filhote por longos minutos, depois o avaliar e checar seus batimentos e temperatura.

-Ele é um filhote de Pitbull. -I.M comentou após tirar uma sequência de raio X do pequenino em suas mãos. -Não acha coincidência demais?

-Nao sabia disso. -comentei vendo o mesmo sorrir. -É melhor manter sua boca calada se for falar besteiras.

-Ei, garotão. Ella parece ser mais perigosa que você. -I.M riu descontraído enquanto observava o resultado dos exames. -Quer saber a notícia boa ou a ruim primeiro?

-A notícia boa. -Wonho comentou entrando na sala após pegar um copo de café.

I.M o encarou e colocou o filhote na mesa em nossa frente.

-Esse pequeno é bem forte, reagiu bem aos medicamentos desde cedo. -I.M comentou erguendo as pequenas orelhas dele. -A audição e a visão dele estão normais, e ele tem aproximadamente cerca de três a quatro semanas de vida. Não tem nenhum osso quebrado e os dentes estão inteiros. A lesão na pata esquerda não é séria, com repouso ele irá se curar facilmente.

-E a notícia ruim? -o indaguei vendo o pequenino continuar parado no mesmo lugar.

-Ele está desnutrido e com alguns problemas na pele devido aos maus tratos. -a voz de I.M se tornou séria enquanto nos mostrava depois de um banho que o filhote havia tomado deixando claro as feridas e cicatrizes em seu couro. -Ele está com esses ferimentos do qual eu realmente acho que foi causado pelas brigas de cães desse porte. Ele tem medo de contato, se perceberem.

Estendi meus dedos brincando com o mesmo que me olhava com medo.

-Os exames estão consideravelmente normais, mas precisarão cuidar dele com mais cuidado e sanar esses machucados para que ele não pegue uma infecção séria. -I.M continuou explicando a situação do cãozinho. -Ele precisa de amor já que parece ter sofrido bastante. Para que ele perca esse medo das pessoas, vocês precisam deixá-lo à vontade. Vou receitar alguns remédios que ele precisará tomar para diminuir a dor e combater qualquer bactéria que tenha no organismo dele. Esse garotão já pode ter alta se vocês me derem a palavra que irão cuidar bem dele.

-Claro que vou cuidar bem dele. -respondi acariciando suas orelhas.

-E o papai? Está de acordo com isso? -I.M sorriu encarando Wonho.

-Ah….claro, me sinto responsável por ele também. -Wonho comentou enquanto eu encarava I.M fatalmente.

I.M bateu palmas e sorriu.

-Antes que a Ella me bata, vou pedir para minha auxiliar pegar todos os produtos que esse pequeno irá precisar. -I.M riu com certo nervosismo assim que me levantei. -Já deram um nome para ele? Enquanto pensam, vou ali fora resolver o caso do furão que engoliu um brinquedo de criança.

Soltei um suspiro cansada enquanto Wonho acariciava com cuidado o queixo do filhote que me encarava.

-O que acha de Monnie? -Wonho comentou pegando o filhote no colo.

Observei os dois por um momento pensando.

-Eu gosto de Costela. -falei vendo o mesmo sorrir. -Ele é bem sarado mesmo sendo filhote.

Arrastei a cadeira para mais próximo de Wonho e encarei o cachorro por um longo momento até ele resmungar me observando.

-Você tem cara de Oli. -comentei vendo o mesmo resmungar novamente me fazendo sorrir. -Oli? Oli Costela?

-Acho que ele gostou de Oli. -Wonho riu e me encarou.

-Você gostou? -o olhei vendo o mesmo concordar. -Oli-ah, agora você tem um bom nome.








 

Quando deixamos o consultório de I.M, finalmente a realidade me bateu em minha cara enquanto Oli dormia em meu colo. 

Eu  não poderia levar ele para casa sem antes preparar meu pai. 

-Eu fico com ele por esses dias. -Wonho comentou enquanto dirigia até seu apartamento.

-Você treina a maior parte do tempo, vai conseguir dar os remédios nas horas certas? -comentei vendo o mesmo sorrir.

-Posso levar ele para academia enquanto treino e você cuida dele. Depois, volto com ele para casa e cuido dele até o próximo dia. -Wonho desviou o olhar da direção por um momento me encarando. -O que acha?

Dei de ombros encarando tudo que havíamos comprado para ele no banco de trás do carro. 

-Certo, apenas por dois dias até que eu faça o coração do treinador amolecer. -falei sabendo que seria uma longa luta.

Wonho dirigiu com tranquilidade até um dos bairros mais luxuosos da cidade me fazendo ficar calada a maior parte do tempo. Eu sabia que Wonho tinha uma boa situação financeira, mas não do nível que acabei vendo assim que entramos no elevador largo e cheiroso do prédio.

O segui pelo curto corredor e logo encarei seu apartamento amplo e moderno. 

-Fique a vontade, só vou guardar essas caixas. -ele comentou tirando suas correspondências da entrada com certa preguiça.

Andei com Oli até a ampla sala vendo que tudo ali era sofisticado e de aparência cara. As paredes pintadas de branco realçava as mobílias pretas e cinzas espalhadas pelo ambiente destacando a enorme tv pregada na parede.

Sentei-me no tapete cor vinho e ajeitei a coleira antipulga no pescoço de Oli que dormia serenamente em meu colo.

-Está com fome? -sua voz perguntou-me ao longe.

-Não. -respondi observando os quadros de artes nas paredes como se tivessem sido feitos especialmente para a decoração. -Preciso dar o remédio para o Oli antes de ir.

Os passos de Wonho eram frequentes pelo amplo apartamento até que finalmente ele voltou para casa segurando a sacola com os remédios receitados por I.M.

Acostumada com aplicação de medicamentos e pomadas, lhe expliquei como passar em Oli cada remédio vendo o mesmo prestar toda a atenção do que dizia e passava no corpo pequeno de Oli.

-Como dou esses comprimidos? -Wonho comentou encarando as cartelas de forma perdida.

-Dilua esse em um pouco de água, e esses você irá fazer isso. -abri a boca de Oli colocando o comprimido de forma que ele não cuspisse.

-Certo, vou fazer isso. -observei o mesmo escrever tudo em seu celular e os horários da medicação.

-Sabe a quantidade de ração que ele poderá comer, certo? As vitaminas você pode dar em pequenos pedaços de carne cozida. -comentei finalmente entregando Oli para meu descontentamento.

Por um momento, observei a forma cuidadosa com a qual Wonho segurava Oli em seu colo. Meus olhos passearam pelos seus ombros musculosos e na forma infantil que ele sorria observando o filhote sonolento pousar o queixo em sua perna.

Balancei a cabeça jogando longe os pensamentos que surgiram em minha mente e logo me levantei colocando as quantidades de água e ração nos potes coloridos. Depois de dar uma última checada em Oli, finalmente peguei minha mochila enquanto o colocava deitado no sofá.

-Vou fazer meu turno noturno hoje na academia, então vou te ligar pelo começo da manhã. -comentei após lhe entregar o pequeno papel com meu número. -Se notar algo diferente no Oli, me ligue.

Wonho assentiu enquanto o seguia para entrada.

-Quer que eu chame um táxi? -ele perguntou assim que vesti meus tênis.

-Vou pegar o ônibus. -comentei sem saber mais o que falar.

-Você está bem? -Wonho me observou.

O encarei mantendo distância dentre nossos corpos para o bem de minha sanidade.

-É, estou. -concordei finalmente chamando o elevador. -Até mais.

Wonho parecia ansioso, mas manteve a distância entre nós.

-Até mais, Ella. -ele concordou assim que entrei no elevador. 

Assenti e finalmente fechei os olhos assim que o elevador se fechou acabando com aquela sensação entre nós. Dei leve batida em meu rosto e logo sai pelo saguão a passos lentos e cansados. 

Encarei o prédio por um momento antes de me distanciar mesmo querendo voltar e checar se os dois estavam realmente bem. 

Olhei para o porteiro antigo na saída que conhecia muito bem.

Seus olhos eram sombrios, escondendo as provas que tinha para incriminar Zhu para o resto da vida. 

-Sra. Kim. -ele cumprimentou-me com um sorriso demoníaco. -Como vai o seu noivo?

-Vá para o inferno. -balbuciei friamente me aninhando a jaqueta que pertencia a Wonho. -Fique de olhos abertos, eu ainda não me vinguei de você. 


 



Notas Finais


Ui~~~
Esse fechamento foi ótimo, não acham?

Bem tivemos alguns pontos levemente abordados, estou indo aos poucos nas revelações para não assustar.
Gostaram do novo personagem? Oli já ganhou meu coração *-*

Chequem seus calmantes para o próximo capítulo! O POV do Wonho, será uma montanha russa de emoções.

Como o comeback dos meninos está chegando e o teaser foi soltado ontem (e que teaser, senhor), minha mão tremeu para escrever uma teoria sobre desde o mv de All In até Alligator. Para quem tiver interesse de ler, deixei fixado no meu twitter @librubs

Sendo assim, deixo uma ultima pergunta no ar: O que irão querer para o próximo capítulo?Doçuras ou Travessuras?
Deixem nos comentários :3


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