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História Fila ranqueada - Capítulo 14


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Notas do Autor


- curtinho, mas fofinho, <3
- Boa leitura!

Capítulo 14 - Doces palavras


 

Eu acordo pela manhã com meu telefone tocando. Me arrasto pela cama e pego meu celular na mesa de Reiner, e vejo que é minha mãe.

- Oi, mãe.

- Filha! Onde você está? Você não veio pra casa ontem, aconteceu alguma coisa?

- Mãe, na verdade aconteceu muita coisa, mas eu conto pra senhora quando eu chegar em casa. Eu vou ainda hoje, daqui a pouco na verdade.

- Tudo bem, mas vamos ter que conversar amanhã, pois eu não vou estar em casa hoje, e só chego amanhã depois do trabalho. Você está com sua chave?

- Estou sim. Nos falamos amanhã, então.

- Tudo bem, filha. Até amanhã, então. Te amo.

- Também te amo mãe, até amanhã.

 

Eu desligo, e quando olho para o outro lado, Reiner está com uma bandeja na mão, vestido apenas com um samba-canção preto de seda.

 

Puta merda, que cara gostoso...

 

- Bom dia, princesa. – Diz ele, se aproximando da cama e colocando a bandeja em cima da mesa. Ele senta na cama, e beija minha testa. – Você estava dormindo tão tranquilamente que eu não quis te acordar. Dormiu bem?

Eu sorrio fraco, ainda com muito sono, me sentando na cama.

- Dormi muito bem. E você?

- Também. Mas acordar foi melhor, tendo você do meu lado.

- Ah, Reiner, que fofo. Assim eu até acredito. – Eu pisco para ele e sorrio, e ele sorri de volta.

Eu olho para a bandeja e vejo nosso café da manhã: pizza esquentada no micro-ondas com suco de laranja. Eu olho para ele, e começo a rir.

- Café da manhã super nutritivo, esse. Adorei. – Disse.

- Ei, é suco de laranja da fruta!

Eu rio mais ainda, e ele passa a mão suavemente na minha bochecha, me olhando com um olhar terno.

- Você fica linda sorrindo. Mas agora come, preciso te deixar em casa, senão a dona Petra me mata.

- Minha mãe não vai estar em casa hoje, ela volta só amanhã. Você poderia passar a tarde comigo lá em casa, se quisesse... a gente poderia terminar a campanha do Resident Evil 6...

- Eu vou adorar. – Ele respondeu, sorrindo, e nós comemos.

 

Depois de comer, eu tento me levantar da cama, e eu me assusto com a fraqueza nas minhas pernas. Eu vacilo um pouco, mas recobro o equilíbrio. Isso foi o suficiente para Reiner chegar perto de mim, preocupado.

- Aurora, você está bem?

- Sim, mas acho que a gente pegou um pouco pesado na noite passada... – Eu respondo, deixando escapar um sorriso ao lembrar do que tinha acontecido antes de dormirmos.

- É, eu tinha medo disso...

- Reiner, já disse, eu tô bem. Vou tomar um banho, e aí nós vamos.

Eu pego uma toalha, e vou para o banheiro. Tomo um banho demorado, e quando eu volto para o quarto, ele já está vestido com uma camisa polo vermelha e um short jeans.

- Reiner, me empresta uma roupa sua. Não vou voltar pra casa com uma roupa de pirata.

- Minhas blusas vão ficar um vestido em você!

- Melhor ainda. Me arruma uma camisa grande, um cinto e uma cueca box, que o look tá feito.

Ele pega e me entrega o que eu peço, e então eu visto sua cueca, sua camisa, que passa e muito da cueca, ficando mais ou menos na altura do meio das minhas coxas, e eu pego o seu cinto e coloco na minha cintura, improvisando um vestido. Ele me observava durante todo o processo, esboçando um sorriso de canto de boca quando eu finalizo, e dou uma voltinha para ele olhar.

- Deveras inteligente. Gostei.

Eu pego minhas coisas que ainda estavam jogadas pela sua casa e nós vamos para minha casa. Eu chego com ele e minha mãe realmente não estava em casa, o que me deixou feliz, pois teria mais tempo sozinha com ele, e eu aproveitaria o máximo de tempo possível.

 

Nós jogamos até a hora do almoço quando a comida que tínhamos pedido chegou. Botamos um vídeo qualquer no Youtube enquanto comíamos, e depois colocamos um filme na minha TV, e deitamos juntos para assistir.

- Interestelar? Nunca ouvi falar.

- Que crime, Reiner! Simplesmente o melhor filme de todos os tempos! Quase quatro horas de pura ciência e ficção! Não acredito que você nunca nem tinha ouvido falar.

- Tô falando sério, baby. Eu realmente não conhecia...

- Não tem problema, vai conhecer agora!

Ele se aconchega em minha cama e eu me aninho em seu peito, e é maravilhoso assistir com ele: ele entendia poucas coisas sobre as teorias postas no filme, e eu ficava feliz em explicar tudo.

- Você tem uma didática boa... por que não faz licenciatura? Com certeza seria uma ótima professora.

- Já me disseram isso, mas eu acho que me daria melhor em um laboratório ao invés de uma sala cheia de adolescentes mimados. Por isso escolhi bacharelado. Mas eu pretendo fazer as cadeiras da licenciatura também, pra ter as duas habilitações.

Voltamos a nossa atenção ao filme, e não podia estar mais perfeito: eu estava assistindo meu filme preferido deitada com minha cabeça no peito do cara que eu estava apaixonada, enquanto ele acariciava minhas costas suavemente.

 

- Eu te amo, Aurora.

A revelação dele me pegou completamente desprevenida, e eu olho para seu rosto, que esboçava um sorriso tímido.

- O quê?!

- Eu te amo.

Eu abro meus lábios, com os olhos arregalados, ainda demonstrando a surpresa das suas palavras.

- Reiner, eu...

- Eu queria ter dito isso pra você ontem, mas eu fiquei com medo de você achar que eu só estava falando isso pelo calor do momento, então tô falando agora. – Ele leva uma de suas mãos ao meu rosto, e tira uma mecha do meu cabelo, colocando-o atrás da minha orelha. – Eu te amo.

Meus olhos se enchem de lágrimas, e eu avanço em seus lábios, com necessidade de provar o seu gosto mais uma vez. Eu o beijo com vontade e paixão, e ele me retribui da mesma forma. Então eu afasto meus lábios dos dele, com um sorriso.

- Eu também amo você, Reiner.

Dessa vez, ele vem de encontro a mim, me beijando suavemente, mas me abraçando forte. Eu me levanto devagar sem desgrudar meus lábios dos deles e subo em cima de seu corpo, com cada perna de cada lado de sua cintura, e eu podia sentir um gemido baixo saindo de seus lábios ao sentir meu quadril se mexendo em cima dele.

- Aurora, você está bem mesmo pra querer fazer isso? Eu fiquei preocupado com você mais cedo...

- Você fica fofo assim, mas pela centésima vez, eu tô bem. A gente faz com calma, dessa vez.

Ele tirava minha roupa (que na verdade era a dele) devagar e com calma, enquanto eu fazia o mesmo com ele. Meu corpo ansiava pelas carícias e o calor do corpo dele, e eu não pensava em mais nada a não ser transmitir tudo o que eu sentia por ele naquele ato. Eu estava errada quando disse que tudo estava perfeito há minutos atrás, pois agora sim, tudo estava perfeito.

 

 


Notas Finais


- O gatilho de querer um relacionamento assim </3


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