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História Filha de Bobby Singer - Chuck Shurley - Capítulo 12


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Capítulo 12 - Capítulo 12


Fanfic / Fanfiction Filha de Bobby Singer - Chuck Shurley - Capítulo 12 - Capítulo 12

 Acordei no meio da noite e senti a boca seca, bufei ao compreender que precisaria levantar e beber um pouco de água, sai da cama e segui descalça para a cozinha. A casa era silenciosa e escura, sendo iluminada apenas pela lanterna do meu celular, cheguei no cômodo e liguei a lâmpada.

 Abri a geladeira e procurei pela garrafa de água, abri os armários e busquei por um copo, entretanto ouvi resmungos de Chuck partindo do escritório e fiquei meio preocupada. Terminei de virar o conteúdo do copo e guardei tudo no devido lugar, amarrei o cabelo e caminhei em direção a origem do barulho.

 Empurrei a porta de madeira e congelei diante da cena que encontrei, o profeta estava debruçado quase inconsciente sobre a mesa e segurava uma garrafa de whisky, ao seu lado havia um copo cheio de álcool e gelo. Ele murmurou palavras incompreensíveis e naquele momento temi que pudesse sofrer de coma alcoólico ou coisa pior.


- Aí meu Deus do céu - Tapei a boca com as mãos e corri ao seu encontro.


 Tirei a garrafa quase inteiramente vazia do seu alcance e seus olhos se abriram no mesmo instante, ele parecia confuso e um pouco desorientado. O ajudei a levantar da poltrona e ofereci apoio, mesmo que fosse complicado andar graças a nossa diferença de tamanho e peso, mas ainda sim consegui chegar ao banheiro próximo do corredor.

 O coloquei sentado sobre o vaso e respirei fundo, tentando normalizar o fôlego, porém Chuck deslizou para o chão e abriu a tampa com rapidez, vomitando e despejando todo o conteúdo de seu estômago de forma violenta. Abaixei ficando na mesma altura e massageie seus ombros, mostrando apoio e que ele não estava sozinho.


- Você não precisa ficar aqui e ver essa cena deplorável - Sussurrou envergonhado e limpou a boca com a manga da blusa.


- Eu não vou deixá-lo sozinho, Chuck, somos amigos - Sorri e comecei a desabotoar os botões de sua blusa - Você precisa tomar banho, o quanto antes - Comentei.


- Estou fedendo tanto assim? - Indagou ainda me olhando de forma aérea.


- Sinceramente? Sim, e não é pouco - Ri enquanto ele corou - Preciso que tire a calça - Engoli seco.


- O quê? - Ele arregalou os olhos e olhou como se fosse maluca.


- Querido, você está bêbado e precisa de um banho frio - Recuei e liguei o chuveiro - Vamos logo, é constrangedor para nós dois - Afirmei.


- Aurora... - Ele balançou a cabeça de um lado para o outro, refletindo e analisando a situação.


 Cruzei os braços não deixando brechas para discussões, o homem respirou fundo e finalmente cedeu, Chuck desviou o olhar e tirou a blusa, expondo os braços e o físico comum. Olhei para a parede e aguardei que ele tivesse pronto, mas notei a dificuldade em permanecer de pé e me aproximei, passando os braços por trás de suas costas e o auxiliando.

 Senti as minhas bochechas ficaram quentes e tentei não olhar para seu corpo desnudo, mordi os lábios reprimindo a risada ao vê-lo ficar arrepiado quando entrou em contato com a água gelada. Fiquei surpresa ao ouvir palavrões saindo de sua boca, ele é sempre tão calmo, paciente e centrado, é raro testemunhar momentos de descontrole e raiva.


- Você está se divertindo, não é? - Questionou um pouco mais sóbrio.


- Não vou mentir, estou sim - Admiti sem um pingo de vergonha ou inibição.


 Aumentei a temperatura da água e tapei o ralo da banheira, ele estava tremendo e seus olhos ficaram mais conscientes e sóbrios, confirmando que a eficiência do banho congelante. Porém, sua coordenação motora ainda estava comprometida, Chuck não conseguiria realizar tarefas simples como lavar o próprio cabelo.

 Aos poucos a banheira foi se enchendo com a água quente e sua tremedeira diminuiu significativamente, apanhei o vidro de shampoo dentro do gabinete e despejei na palma da mão. O cheiro intenso e refrescante preencheu o ambiente, levei as mãos aos fios úmidos e massageie o couro cabeludo com cuidado e atenção.


- Obrigada - Agradeceu enquanto inclinou a cabeça para trás.


- Sem problemas - Respondi observando a espuma sendo formada.


 Enxaguei todo o conteúdo espumoso dos fios castanhos encaracolados e fiquei satisfeita ao perceber a mudança, mas agora vem a parte mais comprometedora e constrangedora de todas. Encarei o sabonete e o meu nervosismo aumentou, respirei fundo e dei sequência ao que estávamos fazendo, esfreguei a barra de sabão com cheiro de laranja sobre a sua pele.


- No futuro, podemos evitar mencionar a existência desse momento? - Questionei bem humorada.


- Eu concordo - Ele riu, notei seu corpo reagindo ao simples toque de meus dedos.


- Acha que consegue terminar sozinho? Tem partes bem específicas que quero evitar - Corei violentamente quando ele compreendeu a mensagem subliminar.


- Claro, pode ir - Concordou tão afetado quanto eu.


 Acenti e me virei para sair do banheiro e lhe dar privacidade, as batidas de meu coração eram aceleradas e inconstantes, andei para a cozinha e enchi a chaleira com água. Liguei o fogão e sentei no banco próximo da bancada, esperando que o líquido atingisse a temperatura ideal para fazer uma boa xícara de café preto sem açúcar, é bom para ressaca.

 Respirei fundo e as imagens de Chuck quase completamente nu invadiu minha mente, é complicado admitir, mas ele é muito atraente e bonito. O barulho do apito da chaleira me trouxe de volta a realidade, levantei e alcancei o vidro de pó de café dentro do armário superior, o cheiro forte tornou-se predominante.


- Aurora, eu... - Chuck saiu do banheiro e cambaleou no trajeto para cá.


- Aqui, minha mãe costuma dizer que uma boa xícara de café é o remédio ideal para curar até a pior ressaca - Sorri e coloquei a bebida quente a sua frente.


 Ele encarou o conteúdo com expressão de puro desgosto e frustração, sorri ao vê-lo levar a xícara aos labios e seus olhos se fecharem e formar uma careta horrorosa. Ri e comecei a organizar as coisas utilizadas, lavei a chaleira e limpei a sujeira na superfície da bancada, o silêncio entre nós dois era carregado de profundas camadas de tensão e vergonha.


- Aurora, eu quero agradecer por ter cuidado de mim, a maioria das pessoas teria ignorado ou virado as costas - Chuck quebrou o silêncio - Desde que chegou aqui você tem sido muito atenciosa e cuidadosa, e eu nunca vou esquecer disso - Afirmou.


- Não precisa ficar preocupado, apenas cuide da sua saúde, mensageiro - Sorri - Deveria ir dormir, amanhã terá a pior dor de cabeça do mundo - Aconselhei.


- Tem razão - Suspirou e tentou levantar, mas não obteve êxito.


 Larguei o que estava fazendo e andei ao seu encontro, passei um de seus braços por cima dos meus ombros e coloquei o meu ao redor de suas costas, e o puxei para cima. Dessa vez não foi complicado e embaraçado, empurrei a porta do seu quarto com o pé e entramos no cômodo escuro, mas ligue a lâmpada.

 O lugar era caótico e cheio de roupas espalhadas no chão, aqui parece ser o dormitório de um adolescente preguiçoso, ao menos a cama estava arrumada. O profeta bocejou e eu soube o seu nível de cansaço e exaustão, me afastei e puxei os cobertores de cima do colchão, ele deitou e o cobri até os ombros.


- Então, boa noite e sonhe com os anjos - Beijei sua bochecha e me afastei, mas sua mão alcançou o meu pulso - Algum problema, Chuck? - Indaguei estranhando o seu comportamento.


- Fica mais um pouco, por favor - Pediu e enxerguei fragilidade em seu olhar.


 Dei a volta ao redor da cama de casal e me deitei ao seu lado, o calor embaixo dos cobertores foi agradável e caloroso, fechei os olhos e abri logo em seguida. Ele me puxou para mais perto e envolveu os braços ao meu redor, assegurando que estivéssemos perto um do outro, o cheiro do sabonete com essência de laranja invadiu meus pulmões e gostei da nossa proximidade.


- Você é o ser mais belo e perfeito que caminhou sobre a terra - Murmurou, ainda sobre efeito do álcool.


- Isso está longe de ser verdade, a perfeição não existe - Respondi de imediato.


- A perfeição existe, mas não é uma de minhas criações - Contrapos antes de apagar completamente.


 Levei a mão ao seu rosto e acariciei sua face serena e tranquila, sua barba pinicou e arranhou a ponta dos meus dedos, o profeta colocou a cabeça na curva do meu pescoço e respirou fundo. Ele guarda um segredo muito importante e é visível enxergar o peso sob os seus ombros, além das metáforas que costuma utilizar e da áurea brilhante e reluzente o envolvendo.


- Quem você é de verdade, senhor Chuck Shurley? - Sussurrei ouvindo o som de sua respiração lenta e suave.



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