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História Filha de Stark. Apaixonada pelo Laufeyson. - Capítulo 14


Escrita por: Srta_Lokidottir

Notas do Autor


Boa Leitura♥️

Capítulo 14 - Magia


❊Loki❊

Eu sinto vontade em matá-lo. Sim. Uma imensa vontade em matar o midgardiano infeliz! Eu só me segurei para não avançar como da primeira vez, pois eu sabia que iriam acionar aquele maldito som estridente.

Só consigo imaginar o matando. Eu só quero isso. É pedir de mais?! Mas é como falei para Morgan: eu sei muito bem o que vai acontecer com ele, se caso ele ousar em tocar no nome de Frigga novamente. O matarei com minhas próprias mãos!

Já estou fardo disso! Eu sou um deus! Não mereço tal coisa! Preferia mil vezes apodrecer na cela, ou até a morte certa!

E não. Eu não seria tolo o suficiente por ter esquecido Morgan na torre. Só queria sair logo daquele lugar.
Me senti tão pressionado, que senti como se aquela sala estivesse menor.

O som de dedos estalando na frente de minha face, me fez voltar à realidade. Morgan estava ali, na minha frente, me olhando preocupada; odiava um olhar desses quando é referido à mim. Bufei irritado encostando minhas costas na cadeira.

Loki: O que foi agora?

Minha raiva era visível, e estava tentando me segurar. Não posso, não quero gritar com ela. Não com ela.

Morgan: Você.. Está me assustando.

Diz ainda com o mesmo olhar infeliz. Fico sem entender.

Morgan: Parece que seu prato virou seu pior inimigo.. Só falta destruí-lo só com o olhar, em vez de almoçar! A comida está tão ruim assim?

Abaixei o olhar e notei a diferença dos pratos: o dela está já vazio. O meu ainda está cheio mas pela metade.

Eu: Eu falei que estava sem fome.

Murmuro dando de ombros.

Morgan: Bem, não vamos estragar. Sempre aparece um animal por essa parte da floresta.

Dito isso, ela pegou meu prato, se levantou, se afastou e ouvi o ranger da porta ao ser aberta.

Continuei na mesa com o olhar perdido. Minhas mãos formigavam. E o nome do inseto, não sai de minha mente. Dou um soco na mesa.

Eu: Inferno...

Morgan: Prontinho!

A escuto aparecer de novo mas mantenho meu olhar na mesa. Por quê me sinto fraco? Essa é a pior sensação que um deus pode sentir...

Morgan: Okay, chega!

Sua voz novamente ecoa e paro de vez para ouvi-la.

Morgan: Essa mesa não está te fazendo bem! Vem!

Sua raiva é visível também, e sua forma serena, é totalmente distorcida. Se aproxima de onde estou sentado, e me puxa com uma força que me levanta; com certeza foi por conta da magia que lhe corre na veia. E ela nem se importa com isso! Só me puxa e me guia para a sala.

Ela se senta no chão e não no sofá, e fico a observando de cima.

Morgan: Se senta como eu estou sentada! Perninha de índio! Vai! Agora!

Ordena e ergo uma de minhas sobrancelhas.

Eu: Ei! Não achas que vai começar à..

Prontamente sinto meu corpo ser controlado. Me assusto por alguns segundos assim que me sentei igual à ela.

Eu: Mas o que..

Morgan: Fica quieto e faça o processo de respiração.

Manda mais uma vez fechando seus olhos, e a sensação de estar fraco, aumenta.

Eu: Mas...

Morgan: Shh! Vamos Loki! Não é tão difícil! Tente.. Se concentrar no som do mar lá fora.

Reviro os olhos e finalmente faço o que ela tanto quer; não sei como se chama isso, não sei o que ela quer de mim, só sei que fecho os olhos e estou à fazer o processo de respiração  — inspira e respira —, e tentando me concentrar no som do mar.






(Quebra de Tempo)

Não faço a mínima ideia de quantas horas ou minutos fiquei nessa posição, ouvindo o som do mar. Só sei que, estou mais calmo e encontrei paz. Mas que deuses aconteceu aqui? Realmente não sei.

Assim que solto o ar pela vigésima vez, abro os olhos e a vejo ainda no foco do tal exercício. Penso em chamá-la, mas não a quero vê-la irritada novamente. Assim que ela solta o ar, ela abre os olhos e me fita sorrindo.

Morgan: Sente-se como?

Eu: ... Aliviado.

Pela sua expressão, ela ficou orgulhosa de si mesma, por seu sorriso convencido.

Morgan: Isso significa que precisamos fazer mais vezes!

Diz toda sorridente.

Eu: E você?

Morgan: Igualmente.

Eu: Certo.. Ahm.. Quem te ensinou isso?

Morgan: Minha mãe, é claro. Iria pagar pra ver meu pai fazendo Ioga.

Eu: Ioga?

Morgan: Sim! O que acabamos de fazer!

Eu: Ah sim. Achei muito interessante.

De fato era verdade.

Morgan: Não fazia nada assim, em Asgard?

Eu: Para me manter calmo, eu ficava lendo ou ficava o dia inteiro em meus aposentos. Era relaxante. Mas nada se compara à isso.  - Fui realmente sincero com minhas palavras.

Morgan: Fico feliz que gostou. Agora estamos mais aliviados, e totalmente em paz!

E aí, achei uma abertura.

Eu: Claro! Agora pode me dizer como fez para controlar meu corpo daquela maneira!

Sorrio para ela com olhar curioso, e ela fica confusa.

Morgan: Co.. Como assim?

Tropeça em suas próprias palavras.

Eu: Oh! Não se lembra? Conseguiu controlar minhas pernas para que eu me senta-se no chão! E antes usou força da magia para me levantar da cadeira! Lembra agora?

Poucos minutos após, e sua expressão é de pura surpresa.

Morgan: Eu.. Eu não sei como fiz isso! Lembro-me de te puxar da cadeira.. E lembro de controlar você... Mas como eu fiz isso.. E-eu não sei... Loki! 

Me chama e estava nervosa, pelo visto.

Eu: Eu.

Morgan: Você tem que me falar como consegui isso! Como consegui essa magia! Por que estou com isso dentro de mim? Nada contra magia mas... Eu sou humana!

Ela falava rápido mas consegui por sorte, a acompanhar.

Eu: Acho melhor você voltar ao..
Ioga, está bem?

Assim que ela ia retrucar, murmurei "Shh" do jeito como ela fez comigo. Passei meus dedos em cima de suas pálpebras à fazendo fechar os olhos.

Eu: Agora respire fundo e se concentre no som do mar.

Morgan: Loki! Para de besteira!

Eu: Shhh! Está ouvindo?

Morgan: O que?

Eu: Se concentre no som do mar.

Então ela conseguiu entrar de novo no exercício, mas sem mim dessa vez. Cautelosamente, entrei em sua mente e me mantive oculto para que ela não perdesse o foco.

Procurei algo sobre magia, e vi como era organizada sua mente; dentro de uma mente, se ver como portas suas lembranças, e talvez seja fácil assim.

Encontrei as primeiras portas, todas com uma placa dourada acima da mesma: "A primeira risada", "Primeiros passos", "As primeiras palavras"... E ia de primeiros medos e até chegar em uma parte interessante.

"Primeiros segredos"

Isso estava em quase todas as portas ali que eram da mesma cor, sendo vermelho.

Fui para a primeira e vi uma garotinha pequena. Morgan, só pode.
Quando dei por mim, eu havia passado da porta. Mas com certeza ela não me via.

O cenário é a Casa do Lago, em um dos quartos, e a pequena estava sentada na cama, ao seu lado, senhorita Potts.

Pepper: Então, quem é?

Morgan: Um garoto do quinto ano.

Pepper: Olha só! E parece que você gosta muito dele, certo?

Morgan: Sim. Mas o papai não vai gostar nem um pouco!

Pepper: Então... Esse vai ser o nosso segredinho. Juro de dedinho que nada vai passar deste quarto.


Quando dei por mim, não havia nada ali que eu queria, mas poderia usar isso contra ela...

Fui para a segunda porta: era sobre um boneco de pelúcia que Stark a deu e ela rasgou. Terceira porta, esconder sujeira debaixo do tapete. E a quarta...

Foi aí que entendi, Morgan não é asgardiana, ela não nasceu com magia alguma. A magia foi concedida à ela.

O cenário era um parque onde havia crianças de sua idade, Morgan estava colhendo plantas, até acabar caindo no chão por causa de um desmaio. Sem que ninguém veja, ela recebeu uma visita de um deus que estava partindo para Vallhala.

Sim, isso era possível. Alguns deuses deixam parte de si em alguém. Sendo isso, magia. Mas... Por que uma midgardiana? Poderia ter sido um elfo qualquer de Alfheim.

Enquanto ela estava desmaiada, chamaram os adultos para tratar dela. Deixei aquela lembrança, juntamente sua mente. Morgan ainda estava no exercício, mas a tirei deste transe.

Eu: Morgan.

Assim que falei, seus olhos se abriram liberando suas lágrimas. E o que era da cor castanha de seus olhos, agora são azuis. Confesso, estavam lindos assim.

Morgan: Você me fez, literalmente, ver lembranças que eu não queria.

Eu: Então você viu?

Morgan: Sim.

Eu: Então você entendeu de onde veio essa magia toda?

E com isso, seus olhos voltam a cor normal.

Morgan: Eu não me lembrava dessa lembrança...

Eu: Morgan. A magia foi concedida à você. Por um deus.

Ela ia continuar a falar mas ela me olhou por um breve segundo, abriu a boca para tentar dizer algo, e eu só ouvi...

Morgan: Como assim, Loki?

Eu: É. Eu sei. Um humano de mente fraca nunca iria tentar entender o que isso signi...

Morgan: Por que um deus.. D-deu a magia dele para mim?

Ela me cortou a fala; pelo visto, sabe muito bem do que estou falando.

Eu: Pensei que havia lembrado da lembrança toda.

Morgan: Enquanto você estava aqui dentro.

Apontou para sua cabeça olhando para algum ponto que não seja eu.

Morgan: Eu só consegui ver flashs. Nada mais. São memórias antigas, de  quando eu era pequena. E eu já tenho vinte e um anos, consigo me esquecer delas facilmente.

E por fim ela olhou-me.

Morgan: Poderia me contar essa história direito?

Sua voz saiu rouca. Pensei um pouco já escolhendo boas palavras, concordei.

Falei tudo o que eu sei sobre isso. Ela ficou atenta à cada palavra. Isso é bom. Não gosto de ficar repetindo.
Termino a explicação e ficamos em silêncio. Deixei ela cogitar melhor a "história".

Morgan: Certo. Okay. Então... Eu tenho a magia de um deus? Eu sou... Forte como um? Só não me diga que... Eu vou ter que ver lembranças de alguém que eu não conheço pois.. Aí seria além da realidade... Eu não vou ver, certo?

Franzi o cenho com o que perguntou no final, mas respondo de uma vez suas perguntas antes que venham mais.

Eu: Exatamente. Sim. E... Eu não sei se isso...

Tentei procurar palavras inteligentes. Morgan me fez questionar muito agora, então fiquei em dúvida no que falo.

Eu: ... Bem, ele não compartilhou a mente dele com você. Magia não bate com isso que.. Você falou. Não foi uma mente compartilhada, e sim, todo ou uma parte do poder dele em você. Ou magia. Como você bem entender.

Morgan: Oh, certo! Entendi.

Eu: Ótimo! Sabe, se eu quiser, eu posso..

Morgan: Me ensinar à como usá-la? É disso que estou precisando no momento!

Diz o óbvio e dei um sorriso torto.

Eu: Eu disse, se eu quiser. Vai depender de mim decidir isso. Pois, eu dei a ideia.

Morgan: É sério isso?!

Exclamou indignada, e esbocei um sorriso maldoso.

Eu: Eu não faço favores assim tão simples, querida. Se esqueceu? Você e seu pai, aqui tentando encontrar o idiota do ser que nem sabem quem é direito. E, antes de fazer qualquer pergunta, eu não o encontrei.

Morgan: Então você procurou.

Murmurou com um sorriso.

Eu: Estava entediado.

Dei de ombros.

Morgan: Você vive entediado.

Revirou os olhos e fiz o mesmo.

Morgan: Mas então.. Como vai ser? Preciso fazer alguma coisa para que você aceite em me treinar?

Eu: Aja naturalmente. Não precisa se esforçar.

Me levantei com um sorriso jocoso.

Eu: Só.. Não aja por impulso e tente fazer algo com o que tem em mãos. Se destruir essa casa, não vai ser culpa minha.

Morgan: Está me tratando como uma criança!? Sério isso, Loki?!

Eu: Preciso responder?

Sorri com sarcasmo e dei as costas.

Morgan: Para onde vai?

Eu: Me banhar. Quer me acompanhar? Talvez eu pense melhor em te ajudar.

Eu a vi corar e sorri voltando a ficar de frente à sala, olhando pra ela.

Morgan: Então esse é o seu jogo, Loki Laufeyson?

Se aproximou com um sorriso irritante no rosto, ficou bem perto que pude sentir seu perfume de flores. Seus braços rodiaram meu pescoço enquanto me fitava nos olhos.

Morgan: Que jogo sujo.

Eu: Eu consegui alguma coisa com este.. Jogo?

Ela continuou me fitando e mordeu os lábios. Seus olhos pareciam estar me desafiando ou algo assim.

Morgan: ... Não. Eu disse, nem sempre sou fácil de ser manipulada.

Isso fez meus olhos acenderem um brilho, rodiei sua cintura com meus braços a trazendo para perto.

Eu: Tão confiante... Vamos ver isso é mesmo verdade.

A olhei fixamente nos olhos, e não desviei de forma alguma. A apertei mais um pouco, e aproximei meus lábios dos seus mas não os tocando.

Eu: Achas que pode escapar de mim? Eu sou um mestre tanto para mentiras e trapaças, tanto para a própria... Manipulação.

Finalizo lento. Com certeza meu olhar estava sendo de um predador agora. Sinto sua respiração ficar trêmula.

Eu: Todos. Eu digo... Todos conseguem ser manipulados por mim. Como você, Morgan Stark. Você só possui poderes de um deus, mas ainda é humana.

Minha voz sai rouca e continuo atuando. Minha cabeça para ao lado da sua, e respiro acima de sua orelha, Morgan se arrepia.

Eu: Parece que estou ganhando este jogo.

Digo mantendo a voz lenta e rouca. Minha cabeça volta à ficar na frente de seu rosto. Meu olhar sério a faz sentir medo? Talvez. Mas não é medo que eu vejo quando presencio algo.

Ela se aproxima rápida e me beija. Mas desapareço. Era só uma ilusão. Eu estava na escada o tempo todo.

Eu: Você vem, então?

Ela me olha surpresa e sorri ao me seguir.

Eu: É. Ganhei.

Digo a fazendo rir.

Morgan: Não se eu chegar primeiro no banheiro!   

Falou e não entendi de primeira, mas ela correu pelas escadas e sorri com a ideia. Ela não sabe mesmo receber a derrota.





















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