História Filha do Mar - Capítulo 1


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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Artemis, Atena, Bianca di Angelo, Dionísio, Hades, Jason Grace, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Percy Jackson, Personagens Originais, Poseidon, Quíron, Rachel Elizabeth Dare, Thalia Grace, Zeus, Zoë Nightshade
Tags Percy Jackson
Visualizações 12
Palavras 1.023
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Saga
Avisos: Mutilação, Spoilers, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - I - Monotonia Matinal


Ao leste do estreito de Long Island, bem na linha do horizonte, a mais bela das alvoradas entrecortou o céu, banhando as nuvens; o mar; a terra; irradiando cores vivas por todos os lados, afastando a escuridão profunda de uma noite de Lua Nova, que trouxera a imprescindibilidade do advento de um novo augúrio que poderia ter significado o fim do mundo como ele é. Apesar do medo, essa nova aurora trouxa um breve e inconstante alívio a todas as criaturas, fazendo com que os golfinhos nadassem alegres ao redor do palácio de Poseidon, o Deus do mar, onde Melanie, sua filha, uma semideusa, corria freneticamente em busca da bolsa de remédios que sumira de sua mala.

— O que houve, maninha? – perguntou sarcasticamente Tritão, o filho do Deus do mar.

— Foi você, não foi, seu filho de Hera?! – respondeu entredentes Melanie.

— Eu não sei do que está falando...

— Ah, que seja, Tritão. Fique com eles. Você é um siri mimado mesmo – cuspiu com raiva, antes de bater a porta atrás de si.

Ela marchou pelos corredores com brutalidade, causando pequenos tornados no lado de fora do palácio submarino, o que atormentou algumas Náiades, que descansavam ali perto. Estava tão distraída com sua fúria, que não viu seu pai e acabou esbarrando nele.

— Hey, cuidado, peixinha. O que faz aqui?

— Ah, nada, pai. Eu estava procurando a Anfitrite, porque preciso que ela tire o seu querido filho do meu quarto.

— Ótimo, ótimo, querida – respondeu o Deus, sem tirar os olhos do pergaminho que trazia nas mãos. – Muito bem. Até mais tarde – ele bagunçou os cabelos de Melanie, que saiu correndo furiosa.

Como já era de se esperar, Anfitrite estava num jardim aquático recheado das mais diversas, estranhas e mais maravilhosas plantas que nenhum humano jamais vira. Todas elas brilhavam com os raios solares que as iluminavam através da água salgada.

Em um canteiro, onde havia algumas flores que lembravam violetas enormes feitas de algo semelhante a algas felpudas, encontrava-se a Deusa Anfitrite, em sua forma humana.

— Ah, Melanie, querida, me passe essa pazinha que está bem ao lado do seu calcanhar direito? – disse a Deusa com uma voz aveludada, sem se virar. Melanie pegou rapidamente a pá e entregou a ela, sentando ao seu lado, observando seu trabalho. – Obrigada, querida. O Tritão está no seu quarto de novo?

Melanie observava atentamente a agilidade de sua madrasta, com admiração. Ela demorou o olhar nas mãos sujas de areia da mulher, e respondeu:

— Sim. Pegou minha bolsa de remédios, aliás.

— Esse um garoto não aprende nunca... – a Deusa sorriu e se levantou, limpando as mãos no avental azul celeste, que estava amarrado à sua cintura - E você, pequenina, precisa aprender a controlar os nervos. As pobres das Náiades ficaram tontíssimas com os seus tornadinhos. Algum sinal dos poderes primordiais? - Por um breve instante, os olhos da Deusa brilharam com curiosidade perigosa, que logo foi substituída pela costumeira amabilidade. Por um instante, Melanie teve sérios calafrios sob aquele olhar. Ela tinha certeza de que já o vira em algum lugar e não havia sido um bom momento.

No entanto, a forma humana de Anfitrite era bela e bondosa. Seus cabelos castanhos, cacheados e longos, que sempre tinha o cheiro do frescor dos orvalhos, seus olhos azuis ciano, cheios de ternura, seu corpo curvilíneo, a perfeita e imponente postura de uma rainha, sua pele, clara como a luz que irradiava sob as profundas águas; tudo isso trazia à semideusa uma sensação de segurança.

Aos dezesseis anos de idade, Melanie carregava mais do que poderia suportar. Suas vidas passadas assombravam seus sonhos e a preocupação com o irmão gêmeo, que corria grande perigo naquele exato momento, a corroía por dentro. Como muitos dos seus talentos, ela era abençoada pelo dom da Visão, que a permitia entrar em contato com o mundo espiritual mais facilmente, embora gastasse muita energia. Ela conhecia o perigo que o conhecimento pode trazer. Desde que se entendia por gente, esteve sob os olhos vigilantes de Deuses extremamente poderosos, como Hades, o Deus do Submundo, e Zeus, o Deus dos Deuses. Aprendera a respeitar e viver como um soldado patriota, tornando-se fria por fora e conservando sua candura trancada no coração. Aos oito anos de idade, seu empenho em ser a melhor na luta a tornou líder dos Guardiões, a guarda real dos Deuses Primordiais.

Uma vida assim, sem descanso ou paz, sempre lhe fora difícil. Todavia, ao nascer como Melanie Pérola Saphyra Jackson, ela pode encontrar aconchego nos braços da esposa de seu pai, a Deusa que, outrora, a temera e a odiara.

Juntas, Melanie e Anfitrite caminharam em direção aos aposentos, vagarosamente. Ambas absortas em pensamentos longínquos que vagueavam em um tempo que não voltaria.

— Tritão, tenha o bom senso de desaparecer daqui imediatamente. Você abandonou seu posto no Conselho? – rugiu Anfitrite, abrindo a porta do quarto de Melanie.

— Nã-não, mamãe – respondeu o garoto com receio.

— Saia daqui Tritão, seu pai está te esperando – indagou Anfitrite, que parecia a ponto de um colapso nervoso.

Cabisbaixo, o Deus Menor saiu do quarto, lançando um último olhar de ódio à irmã.

— Obrigada, Anfitrite. Não sei o porquê dele querer tanto ficar aqui.

— Ele tem ciúmes, Mel. Acha que você vai tomar o lugar do seu pai em vez dele – A Deusa abriu uma gaveta na penteadeira prateada e pegou um colar de contas. – Ah, sim. Esse aqui era da sua mãe, não era?

— Era. Eu queria tanto conhecê-la – Mel sentou na cama suspirando e voltou a ajeitar a mala.

— Não fique desanimada, falta pouco – Anfitrite observou sua enteada com cautela. – Talvez... – Engoliu em seco – Talvez seja melhor eu ir. Seu pai quer você pronta em duas horas. Tchau, querida – Com um beijo depositado na testa da semideusa, a Deusa saiu do quarto rapidamente, sem esperar resposta.

Melanie esperou para ter certeza de que não havia mais ninguém no corredor e pegou um retrato, onde se via um garoto de cabelos escuros, olhos verdes curiosos, pele bronzeada e um sorriso travesso.

— Ah, Percy... Eu sinto tanto, meu irmão... 



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