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História Filhas do Tempo - Saint Seiya - Capítulo 17


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Capítulo 17 - Capítulo 17


Por um lado Manigold tinha razão e o cavaleiro de peixes nem se deu ao luxo de tentar protestar, contra fatos não há argumentos. Afastou-se dali com Any e a levou até a beira de um lago que passava por dentro do santuário de Athena. Queria testá-la primeiramente na água, depois talvez usasse os outros elementos. 


Já Manigold, talvez colocasse fogo em algo e pedisse para que Aísha apagasse, mas o que eles não sabiam eram que a influência dos elementos sobre as meninas não tinha nada de especial, podiam lidar com os quatro elementos sem problema algum, isso não as tornava proventes da natureza, mas manipuladoras, porque o tempo está em tudo, quer queira quer não. Aísha foi colocada sentada sobre uma pedra na posição de lótus e ao seu redor estavam várias pedrinhas, Manigold queria ascender o cosmo da menina de vez no coração dela, sabia que mesmo tendo desfeito o efeito do golpe de Albafica em Sage ela não tinha nenhum controle sobre o cosmo e não o emanava de forma ativa.


— É estranho estar sentada assim. — reclamou.


— Feche os olhos e tente esvaziar a mente. — ordenou o mais velho.


— Mas como vou esvaziar a mente? Ela não está cheia. — Aísha fechou os olhos sentindo-se estranha.


— Esqueça. — Manigold riu. — Feche os olhos e pense em como salvou a vida do grande mestre. 


— Mas eu não sei como. — reclamou.


— Exatamente, você não sabe, então imagine! — Mani disse com certa braveza e a amazona se calou.


Ao contrário de Albafica ele não tinha paciência de Jó e muito menos tempo. Sage havia lhe dado um prazo até que ambas soubessem pelo menos o básico sobre lutas e manipulação do cosmo, precisava ser um pouco duro com as meninas. 


Aísha fechou os olhos calmamente e se concentrou como o rapaz havia pedido, novamente a aura dourada se mostrou ao seu redor e a envolveu como numa cúpula.


— Imagine seu poder. — incentivou Manigold. — Pense na expansão dele, em como ele seria se fosse além do seu corpo e percorresse o ar. 


A imaginação de Aísha era muito mais fértil do que ela mesma imaginava, conseguia pensar na cor, textura, tamanho e expansão. Sua aura cósmica aumentou avançando pelo chão e derrubou as pedrinhas. Manigold sorriu, talvez seu primeiro elemento seja a terra e seja melhor que ela trabalhe com isso. Enquanto isso, Albafica havia obrigado Any a entrar no lago e mergulhar nele para que pudesse sentir melhor o interior o mesmo. Mas Any sentia-se mais do que normal, não sentia nada de diferente, apesar da água ser fria.


— Acha que consegue manipular a água? — perguntou o pisciano. 


— Você quer dizer se consigo movê-la e comandá-la? 


— Sim... — o peixe olhou estranho para a morena. — Pense em movê-la sem as mãos e deixe a sua energia cósmica ordenar esses feitos. 


Ele não sabia se Any possuía ou não telecinese ou psicocinese, precisava testar as habilidades da menina enquanto ainda tinha tempo. Any não sabia tanto sobre o cosmo, mas tinha poder o suficiente para expandi-lo e usá-lo ao seu favor, tinha uma ótima manipulação, que fundida a sua mente lhe dava uma grande vantagem. Esta elevou seu cosmo suavemente e a água do rio passou a obedecê-la. Mas não foi apenas isso, não era apenas a água que ficou agitada, mas também ar e a terra. Albafica estranhou e fez sinal com a cabeça para que está saísse do lago.


— O que foi isso? — Any sentou-se na grama sentindo-se tonta.


— Não sei. — admitiu o pisciano. — Não há elemento correto para você... Sua energia cósmica permite que use todos a sua vontade, sem restrição. 


— Isso é bom? — perguntou desconfiada.


— Diferente. — constantou o mais velho. — Mas diferente não quer dizer ruim.... E nem bom.


Algo naquelas duas intrigava o coração de Albafica. Primeiro Aísha consegue parar seu golpe mais poderoso e em seguida Any se mostra dominante sobre os elementos sem nem nunca ter sido treinada. Tinha algo de muito errado na história dessas duas. Eles não entendiam a gravidade das coisas a essa altura, elas podiam ser tanto ameaça quanto salvação. Mudariam completamente o destino dessa guerra santa que se aproximava, mas como? Quem realmente essas meninas se tornaram e se esse poder vem do titã do tempo, porque elas não devem obediência a ele? 


— Hm. — Manigold levou a mão ao queixo. — Aísha... Qual a tua constelação favorita? 


— Andrômeda! — a ruiva abriu os lindos olhos azuis e saltou ficando em pé. 


— Perfeito! — Mani saltou alegre. — Andrômeda é a armadura perfeita para você. 


— Mas.... Existem outras armaduras além das de ouro? — a menina perguntou incrédula. — Existe uma pra cada constelação?


— Exatamente! — concordou o câncer. — E se conseguir, talvez você vista Andrômeda. 


— Andrômeda? — Albafica acabou por pegar uma parte da conversa. — Boa escolha Manigold.


— E o que Any vai vestir? — Aísha perguntou curiosa.


— Relógio! — Albafica e Mani disseram em uníssono. 


— Combina... — Any disse baixinho. — Você está estranho Albafica, o que aconteceu realmente? 


— Aconteceu algo de diferente? — o cavaleiro de câncer perguntou de maneira estranha. 


— São espíritos do tempo, não é? — Albafica suspirou pesado. — O tempo está em tudo... É nossa maior medida, não tem porque escolher um elemento ou uma armadura. 


— Está dizendo que elas se dariam bem com qualquer uma? — Manigold perguntou sem acreditar.


— Desde que a armadura queira, sim. — explicou o peixe. — Estamos perdendo tempo as tratando como garotas normais... Tentando passá-las por humanas, o lugar delas é com Athena.


— Mas Athena é uma deusa... 


— E elas são o que? — Albafica questionou ao amigo. — Não são humanas... Não sabemos nem o que são, como vamos treiná-las?


— Ei.... Parem de falar de nós como se não estivessemos aqui! — Any reclamou.


— Me desculpe, mas nem sabemos se está ou não. — o cavaleiro de peixes passou a mão pelos cabelos, estava tão confuso. — Há alguma coisa muito séria acontecendo.


— Além de você ter perdido a paciência tão fácil? — Manigold estranhou. — Está nervoso com a situação ou com nossa falta de percepção da situação?


— Estou nervoso porque não não gosto de mistérios. — admitiu o rapaz de cabelos azul celeste. — Elas duas nas mãos erradas são armas, mas nas nossas acabam sendo também.


— Não. — o guardião da quarta casa sentiu-se ofendido. — Luto com meus próprios braços, Albafica. Esqueça a ideia delas serem esses seres que vagam para vigiar os deuses por Chronos. 


— Somos humanas normais! — Aísha protestou. — Lembrem-se que mesmo sendo essas tais coisas... Ainda estamos aqui e ainda somos humanas como vocês. 


Any olhava a discussão um pouco confusa, apesar de estar os vendo, sua audição estava em outro lugar. Sua visão estava mudando e agora lhe mostrava algo muito além deles, ao topo de uma montanha um garoto loiro brincava com seu cachorro e os outros animais. Parece que pretendia pintar alguma coisa, pois levava pincéis, tinta e quadros em branco. Em poucos instantes o tempo muda, tudo torna-se escuro e perde o brilho, parecia demonstrar a própria morte naquela imagem. Uma mulher muito bonita surge a frente do menino.


Any cambaleia sentindo seu corpo pesar e Albafica a agarra pelo braço impedindo que ela caía, seu rosto está pálido e suas mãos geladas. Manigold olha a cena sentindo uma pequena pontada no coração, estavam discutindo tão empolgados em argumentar para ver quem estava certo que esqueceram-se da presença de Any ali.


— Any... — Albafica ajoelhou-se ao chão descansando o corpo da menina no solo. — O que houve?


— Any! — Manigold chamou agarrando a mãozinha da morena. — Está gelada.


— Alo....ne.... — a voz da jovem foi falha e custou a sair.





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