História Filho da Lua - KNJ - Capítulo 2


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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ficção, Lírica

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo 1 - A montanha


A decisão partira da própria empresa, o sumiço do rapper seria uma bomba nas mídias por um tempo, o que causaria um certo mistério e aumentaria as expectativas. Apagando todo e qualquer boato de fim. Os fãs começaram então a criar milhões de teorias sobre o futuro do grupo.

Enquanto isso, Suga e J-Hope seguiram em uma viagem para o exterior, voltando as lentes da câmera para o aeroporto internacional de Incheon. Os boatos que rodavam eram de uma possível colaboração com artistas norte-americanos.

Em uma vila pequena ao sul, cercada por montanhas, em uma pequena casa esquecida pelo tempo, Kim Namjoon despiu-se de sua persona e começou seu retiro. Com um carro simples emprestado, cabelos tingidos de preto e roupas simples. Abasteceu-se de todos os tipos de comidas instantâneas que achou em um mercadinho na vila e subiu a estrada de chão batido rumo ao seu abrigo.

Um senhorzinho o esperava na entrada da pequena propriedade. Sorriu ao ver o carro aparecendo na última curva, entre as árvores que começavam a florescer.

- Bem em tempo! Seja bem-vindo.

Kim Namjoon o cumprimentou de forma educada e sorriu levemente. Inspirou profundamente os aromas da floresta que os cercavam, o sol ao topo no começo da tarde deixava as cores ainda mais vivas, uma explosão de verde vibrava.

- Venha, vou te mostrar a casa.

Era pequena e construída na arquitetura tradicional. Com poucos recursos modernos, contava com uma pequena geladeira antiga, um fogareiro, chaleira elétrica e uma panela de arroz. Não havia cama, apenas um pequeno colchão dobrado e edredons. O senhor responsável por alugar a casa instruiu o melhor que pode o recém-chegado sobre os métodos arcaicos de aquecimento da casa. Das pequenas reformas feitas no lugar, se encontrava na parte dos fundos um pequeno banheiro construído à maneira ocidental, de forma a atrair possíveis turistas estrangeiros, raros naquela região. De qualquer maneira, Kim Namjoon agradeceu em pensamento pelo banheiro moderno.

Sem nenhum luxo e um pouco encardida. Era nessa casa que viveria por tempo indeterminado. Saiu para voltar a sentir o sol, as cores e aromas da natureza ao redor.

O senhor deixou mais algumas recomendações, principalmente de segurança e despediu-se dizendo:

- O senhor Kim é sempre bem-vindo para partilhar nossas refeições. Não pude deixar de notar todos aqueles pacotes de macarrão instantâneo. A senhora Park faz uma sopa de porco maravilhosa. Quando sentir o aroma é só chegar em casa, eu moro na casa que você passou antes da ponte.

- Muito obrigado pela sua gentileza e hospitalidade senhor Park. – E vendo o senhor se distanciar a passos lentos, disse: - Não gostaria de uma carona?

O senhor sorridente acenou e já um pouco distante, gritou:

- Vou aproveitar a montanha! Se eu fosse o senhor, faria o mesmo!

De fato, o dia estava muito agradável. Apesar do cansaço de uma viagem tão longa. Admirar a natureza parecia uma ideia melhor do que ficar dormindo. A casa era isolada, distante do vilarejo e da família Park, que residia em uma pequena chácara ao pé da montanha. Explorando os arredores da casa, Kim Namjoon encontrou diversas entradas para a floresta, eram trilhas, muitas delas estreitas. Ficou tentado a entrar por uma delas. Mas ao olhar o relógio percebeu que era melhor deixar a aventura para o dia seguinte.

Reuniu alguns pedaços de madeira para acender o forno antigo que manteria toda a casa aquecida. Apesar da primavera ter começado, ainda ficaria muito frio ao escurecer. Em silêncio, escutou o barulho do vento pelas árvores. De fato, estava sozinho. Concentrou-se na fogueira, que logo acendeu. Crescera em uma vila pequena e ainda sabia como funcionava o mundo no interior.

Deixou o vazio de seu peito preencher sua mente. Fechou os olhos e se concentrou nos pequenos barulhos da floresta. Branco, nada aparecia em sua mente. Completaria um mês que aquela sensação horrível tomava seu ser.

O bloqueio mental o assustava, doía como se tivesse perdido algo importante. Não estava completo. A pressão que o esmagava nos últimos meses refletiam em suas dores e em um vazio interno. Nenhuma linha saia de si. Justo ele que tinha tanto para falar.

Acendeu a lâmpada fraca do quarto e abriu a mala, trouxera poucas coisas. Alguns livros, um caderno e uma pequena caixa de som. Pouca vontade tinha de ouvir algo. E logo percebeu que ler à noite seria impossível. Olhou o relógio, ainda não era nem oito horas. Mesmo assim, decidiu dormir.

Certificou-se de deixar mais lenha no forno, tomou banho no pequeno banheiro ao lado. Na varanda, parou para olhar a escuridão que o rodeava. Seu vazio interno era branco e frio. O vazio negro não o incomodava e até lhe reconfortou. Olhou para o céu. A lua cheia logo chegaria em alguns dias. Percebeu as milhões de estrelas. Até tinha esquecido sua existência. No mar de luzes de Seoul, o céu era coadjuvante. Aqui ele era protagonista.

Em paz, teve um sono tranquilo, daqueles que não tivera por muito tempo.

Acordou desnorteado, algo tirara do seu sono. A floresta estava bem silenciosa. Toda sua vida parecia estar adormecida. Junto com o barulho do vento, começou a escutar uma suave melodia. Logo percebeu ser o som de um saxofone. A música era leve, as notas flutuavam de forma espaçada e tranquila. Escutou por alguns segundos, relaxou novamente e voltou a adormecer. 

 



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