História Filho da Lua - Capítulo 15


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Abo, Bts, Jeongguk, Jungkook, Lobo, Wolf
Visualizações 68
Palavras 2.377
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha quem voltou! Tenho que admitir que esse capítulo foi quase um trabalho escolar pra mim, tive que fazer uma bela pesquisa, mas pelo menos foi um trabalho que eu gostei de fazer e que vai ser bom pra fanfic inteira. Antes de vocês prosseguirem, preciso dizer que minha intenção não é ofender ninguém com nada que esteja escrito aqui, respeito é bom e eu sei que devo isso a todo mundo. Tenham uma boa leitura e leiam as notas finais também por favor, elas são importantíssimas.

Capítulo 15 - Out 31


Fanfic / Fanfiction Filho da Lua - Capítulo 15 - Out 31

Ontem o dia não foi muito movimentado, quando eu finalmente terminei de limpar toda aquela sujeira no chão do meu quarto ㅡ inclusive R.I.P tapete ㅡ já era hora do almoço, então Yeon e eu apenas almoçamos juntos e nos despedimos quando ela foi trabalhar. O clima não está tão pesado entre nós, minha irmã é do tipo que explode na hora mas depois de algum tempo já está tudo bem, por isso sei que ela já me perdoou pelo acontecido, apesar de eu mesmo ainda não ter me perdoado. Estamos num acordo muito bom chamado “eu não conto se você não contar” que renderá benefícios para nós dois, afinal o que os ouvidos não ouvem a boca não dá bronca, certo? Papai não vai brigar com a Yeon e consequentemente ela não vai brigar comigo, além de que os nossos machucados já sararam ao ponto de estarem quase invisíveis sobre a pele, com certeza já terão desaparecido por completo até o final do dia.

Por falar nele, papai ligou ontem e disse que voltará com mamãe e Nam apenas à noite. Fiquei pensando nisso desde então, daí tudo que fiz foi me trancar em meu quarto enquanto repensava todas as situações que passei desde a minha primeira transformação até agora, tentando trabalhar minha mente com todas as vezes em que precisei me controlar e buscando alguma luz no meu subconsciente. Não obtive sucesso nenhum, mas isso ainda é um processo em andamento, não me julgue. Jimin hyung apareceu por aqui e me chamou para ir até o lago de novo, mas eu não estava com muito ânimo para sair.

Hoje é 31 de outubro, são 10:47am e eu estou sozinho porque Yeon foi ao mercado comprar as velas que faltam para o nosso Samhain. O ritual geralmente é feito em família mas, por motivos já explicados, nossos pais irão fazê-lo com nossos avós antes de vir para cá. Por um lado, isso me deixa um pouco mais tranquilo porque vou ter mais tempo até eles chegarem, mas fico triste por atrapalhar mais uma de nossas tradições, já perdemos o Mabon em setembro porque eu estava louco demais para me parecer com qualquer coisa além de um animal selvagem… não que eu não pareça mais um, mas pelo menos agora depende da situação. Geralmente, hoje também é o dia em que os humanos comemoram o famigerado Halloween, vestindo máscaras e pedindo doces por aí, fazendo de nós, “lendas”, uma grande brincadeira. Eu pareço engraçado para você? Mas enfim, cada um com suas crenças.

Já me alimentei hoje e, como não tinha nada interessante para fazer, apenas voltei para minha cama. Desde ontem eu tenho tomado banho em meu próprio banheiro já que não aconteceu mais nenhum acidente, também consideramos tirar os canudos dos copos e canecas, mas vidro e porcelana ainda são muito frágeis pra mim, descobri isso do pior jeito possível. Algumas das minhas roupas estão mais difíceis de vestir do que outras, infelizmente também precisei rasgar mais delas para saber disso. Em dias de Samhain, as ruas costumam ficar vazias, fora as pessoas esquecidas correndo para comprar os materiais necessários ㅡ vulgo Jeon Jeongyeon ㅡ de última hora, então não vou ter muito mais diversão lá fora do que estou tendo aqui dentro, mas o tédio está me matando e eu tenho medo de tentar ligar o videogame. Como a solução para tudo é comida, vou procurar algum lanche para me distrair enquanto minha irmã não chega.

Maçanetas não são mais minhas inimigas, consigo abrí-las naturalmente como antes, então não foi um problema abrir a porta. Já mencionei o quanto é vantajoso ter um quarto cuja saída dá direto na cozinha? Uma passagem direta para o melhor cômodo da casa. O olfato super aguçado de lobo também é muito bom quando se está em um ambiente cheio de comida mas, dentre todos, um cheiro em especial se sobressai: uma carne crua em cima da pia.

Yeon deve tê-la posto lá para descongelar e cozê-la mais tarde. Esse é um daqueles momentos em que você se pergunta “O que caralhos eu tou pensando?”. Sempre fui um grande apreciador de carne, mas uma em estado cru nunca me chamou tanta atenção. Apesar de o meu lado humano quase gritar de repugnância, admito que o lobo dentro de mim está praticamente se revirando de desejo pelo pedaço macio e sangrento, me fazendo salivar. A única coisa crua que já comi na vida foi sushi e não gostei, mas a minha opinião sobre vários gostos mudou tanto nos últimos meses e, se uma parte de mim quer tanto isso, não deve ser tão ruim assim, certo? Talvez Yeon não fique brava comigo se eu der uma mordida.

Indo contra o pensamento irritante de que isso é algo nojento que insiste em ficar grudado em minha mente, me aproximo da carne e a pego com com as mãos sem me importar em sujá-las, ainda que a baixa temperatura machuque um pouco. Quanto mais a trago para perto da boca, mais apetitosa ela me parece e isso se confirmou depois de uma mordida generosa.

É melhor do que eu esperava, aparentemente não está temperada ainda mas é tão boa quanto seria se estivesse. Não é melhor nem pior que a carne preparada, são apenas sabores diferentes. Mordo novamente e, com o pedaço, vem alguns nervos um pouco mais difíceis de mastigar mas tão gostosos quanto o resto, eles também não são um problema para os meus dentes pontiagudos. Eu deveria parar, sinto que preciso parar. Mas isso é tão bom e uma fome aparentemente insaciável se apossou de mim de novo, me forçando a comer cada vez mais até sobrar apenas alguns restos entre as minhas garras. De repente ouço a porta da sala se mover e sinto o cheiro característico de minha irmã se aproximar.

 

ㅡ Ah não, Jeongguk!

 

Confesso que, por um breve momento ao ouví-la chegar, considerei a ideia de fingir que não fui eu, ia fazer uma expressão tão surpresa quanto a dela mas, além de eu ser um péssimo ator, uma olhada rápida em mim denunciaria tudo: estou sujo de sangue da camisa à boca e exatamente na cena do crime.

 

ㅡ Mas que merda, seu esfomeado, esse era pra ser o nosso jantar! ㅡ sua voz é de raiva com pontadas de decepção.

ㅡ Me desculpa, eu vim fazer um lanche e ela tava aqui…

ㅡ Assim como todo o resto, mas você preferiu pegar justo ela.

ㅡ Eu… eu não consegui…

ㅡ Se controlar. Tá, e como você pretende se controlar hoje a noite se não consegue se controlar nem perto de um pedaço de carne?!

 

Ela tem toda a razão, não importa o quanto eu pense antes de fazer algo errado, eu nunca sou forte o suficiente para suprimir minhas vontades e sempre acabo cagando tudo. A vontade de chorar sempre vem com a culpa e o peso dela é grande demais para carregá-lo de cabeça erguida, então a abaixo. Não posso me zangar com o que a Yeon diz, ela está absolutamente certa. Não tenho esperanças de me tornar alguém sociável de novo sendo que não consigo nem me manter longe de um pedaço de carne, eu nem estava com tanta fome assim.

 

ㅡ Ei! Isso foi da boca pra fora, falei sem pensar. ㅡ Ela pode parecer assustadora enquanto está com raiva, mas sei que seu coração é tão mole quanto a carne que acabei de comer, principalmente quando se trata de mim.

ㅡ Não, você tá certa, eu sou fraco demais até pra não comer uma carne crua.

ㅡ Não é, não. Foi a primeira vez, é normal ter curiosidade pra experimentar.

ㅡ Pare de tentar amenizar tudo de ruim que eu faço! Eu tou coberto de sangue e poderia nem ser de algo que já estava morto.

ㅡ Isso não é uma coisa grave, você estava com fome e comeu, ponto. Tem mais no congelador e não vai fazer falta. É claro que você não mataria alguém.

ㅡ Mataria, sim, e você sabe muito bem disso.

ㅡ Não! É claro que não! Você não é um assassino, Gukie. Todo mundo já sentiu vontade de matar alguém pelo menos uma vez na vida, isso não significa que você faria isso.

ㅡ Não é o que eu sinto. ㅡ Desisto de tentar segurar as lágrimas e as deixo cair livremente. Yeon me abraça como se eu fosse uma criança e, como eu realmente sou uma, a abracei de volta.

ㅡ Assassinos não choram, você consegue sentir muito mais que sua raiva. Você se preocupa com o quanto consegue machucar os outros, está pensando mais em nós do que em si mesmo. Suas emoções é que são a chave pro autocontrole e você mais aprender a usá-las, só pare de se culpar tanto.

ㅡ Eu não consigo.

ㅡ Consegue, sim! ㅡ ela se afasta e ergue minha cabeça pelo queixo, me fazendo olhá-la e secando minhas lágrimas. ㅡ Você é Jeon Jeongguk, não tem nada que não consiga fazer! Imagino que agora não tenha sobrado espaço aí para o almoço, hein? ㅡ Ela cutucou minha barriga bem onde sinto cócegas, o que me fez rir por um momento.

ㅡ Talvez tenha sobrado um pouco…

ㅡ Ótimo, sente-se, vou esquentar a comida.

 

~•~•

 

Comemos entre risadas, Yeon usou o melhor do seu lado palhaça para colocar um sorriso em meu rosto depois do que aconteceu. Eu realmente não a mereço, me senti sozinho quando ela saiu para trabalhar. Agora são 6:10pm, o sol está se pondo e preenchendo a sala com seus últimos raios de luz dourada, eu estou preparando os materiais necessários: um caldeirão com água, uma maçã, incenso, velas, um Athame de prata e dois cálices com vinho; para o nosso Sabbat, logo Yeon chegará do trabalho para começarmos. Tive um pouco de receio antes de pegar todas as coisas, mas consegui fazer meu trabalho sem quebrar nada.

Hoje é o começo de um novo ano para nós, lobos, a roda anual gira mais uma vez e a deusa Lua nos permite ficar mais próximos daqueles que já não estão mais entre nós, o véu que nos separa do Outro Mundo fica mais tênue e qualquer um pode passar por ele, por isso pedimos um pouco mais de proteção, além de agradecer por mais um ano que se passou. Coloco a única maçã dentro do caldeirão com água ao mesmo tempo que minha irmã entra pela porta.

 

ㅡ Tudo pronto? Desculpe o atraso, a lanchonete estava cheia.

ㅡ Sim, podemos começar!

 

Nos sentamos um de frente para o outro, um de cada lado da mesinha de centro, onde se encontra o caldeirão cheio com água e maçãs circundado com as velas brancas. Os rituais familiares do nosso povo sempre são conduzidos por mulheres, a mulher mais velha da casa é a responsável por tudo mas, como mamãe não está aqui, este trabalho recaiu sobre Yeon dessa vez. Em silêncio, apenas a observo acender as velas em círculo uma por uma e logo depois os incensos de sálvia postos em cada ponta do móvel, me preparando para repetir junto com ela as orações que aprendemos a proferir desde pequenos.

 

Nesta noite as portas dos planos material e espiritual estão abertas. Nesta noite tão sagrada e poderosa, que possam os nossos irmãos do outro mundo juntarem-se à nós nesta casa. A Roda do ano continua a girar. Hoje deixaremos para trás qualquer mágua e traremos conosco apenas os sentimentos bons. Quando o dia novamente renascer, a vida será coroada com paz. A Terra aguarda o renascimento da Vida. Que venha a grande Deusa, mais uma vez nos abençoar.

 

Nossas vozes juntas preenchem o ambiente, criando uma atmosfera mística. A Lua está subindo no céu lá fora, tomando seu lugar acima de nós enquanto Yeon levanta o Athame que estava ao seu lado esquerdo e espeta a maçã dentro do caldeirão, logo depois repartindo-a e me dando um dos pedaços. Demos uma mordida em nossas metades. Maçãs não me são mais tão agradáveis desde que o meu lobo despertou, mas também não é a pior das frutas e faz parte do ritual, então mordê-la é um sacrifício pequeno.

 

Que o fruto da vida revigore o meu corpo e minha alma, para que assim todos os meus sonhos, desejos, esperanças e objetivos se realizem. ㅡ bebemos um gole de nossos cálices com vinho sem álcool ㅡ Em nome da Deusa, fazemos esta libação em homenagem a todos aqueles que partiram antes de nós. Mais uma vez a Roda do Ano gira e sempre continuará a girar. Possa a Deusa, proteger-nos com saúde, alegria e prosperidade. Que assim seja e que assim se faça!

 

Terminado o ritual, nos levantamos e Yeon recolheu os objetos para guardá-los em seus devidos lugares. A água será usada para regar as plantas do jardim e a maçã será usada como adubo, o Athame voltará para sua gaveta especial na peça da televisão, o caldeirão e as velas para a peça da cozinha e o meu cálice ficará comigo, temos permissão para beber o vinho depois que terminamos. O pego e me sento no sofá, entraria em meu quarto para não precisar estar aqui quando meus pais chegassem, eles já devem estar perto, mas Yeon me disse mais cedo para ficar aqui e sei que vai me arrancar de lá à força caso seja contrariada. Ouço passos voltando da cozinha.

 

ㅡ Papai ligou, eles já estão a caminho.

ㅡ Eu ainda não tou pronto.

ㅡ Vamos estar aqui com você, chuto suas bolas caso tente fazer algo errado.

ㅡ Que bom, me sinto reconfortado agora. ㅡ Percebam a ironia.

ㅡ Brincadeira, vem cá!

 

Deixo meu cálice de lado, me levanto e vou até ela, que me vira para trás de si e me abraça prendendo meus braços aos lado do meu corpo.

 

ㅡ Pra que isso?

ㅡ Eles devem estar chegando. Se algo der errado, vai ser mais fácil te parar se você já estiver preso de algum jeito.

 

Alguns poucos minutos depois, meu estômago se revira de nervosismo ao ver a maçaneta girar e a porta ser aberta. Imediatamente puxo o máximo de ar que consigo e prendo minha respiração ao rever o rosto bonito de minha mãe.


Notas Finais


Definitivamente preciso parar de dizer "próximo capítulo vai ser tal coisa" porque eu começo a escrever tentando criar a oportunidade, daí vem me surgindo ideias, eu continuo escrevendo e, quando percebo, já fiz trocentas palavras mas não fiz o planejado :v.
Okay, vamos ao que importa. Como vocês já sabem, nesse universo os lobos são tão influenciados pela Lua ao ponto de cultuá-la e eu não queria que fosse uma coisa rasa, tipo "nós adoramos a Lua e só", queria que fosse realmente uma religião e que o Kookie fosse um praticante de verdade porque é importante pro povo dele, até porque a estória é sobre o dia-a-dia dele. Tendo isso em mente, eu comecei algumas pesquisas pra saber como deixar essa história mais rica e, em uma dessas pesquisas, encontrei a religião Wicca, que é a que mais se encaixa no que eu quero pra FDL. Não peguei 100% e coloquei aqui, até porque os lobos não são wiccanos, apenas peguei o que me interessava e mudei algumas coisas. Espero que isso não seja uma ofensa, tudo que peguei foi na internet, então imagino que seja de domínio público mas quero que saibam que eu respeito toda e qualquer religião, não estou considerando a Wicca uma brincadeira.
Eu também dei uma mexida em algumas datas nos capítulos anteriores porque sou burra e não sei contar dias, mas não é nada que interfira diretamente nos acontecimentos da estórias. Eu estou me guiando por um calendário pra decidir as datas em que os capítulos ocorrem, vocês querem que eu coloque elas como título de cada um? O Spirit tá reclamando dos títulos inteiros em maiúsculo e tenho medo de que excluam a fanfic, então isso seria uma boa.

Acho que é só isso, já prendi vocês demais aqui :v. Até o próximo, espero que tenham gostado!


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