História Filho da Lua - Capítulo 15


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Abo, Bts, Jeongguk, Jungkook, Lobo, Wolf
Visualizações 74
Palavras 2.068
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha só, voltei para o bem de alguns e felicidade da minoria! Me desculpem por demorar tanto, estive cheia de trabalhos nessa semana e alguns probleminhas de saúde, então não pude escrever. Sinceramente, esse capítulo não é a melhor coisa que eu já escrevi na vida então já pessoa desculpas antecipadamente também por ele ter ficado tão ruim mas esse foi o melhor que eu pude fazer na minha situação, relevem por favor. Boa leitura :)

Capítulo 15 - Out 31 (parte 2)


Fanfic / Fanfiction Filho da Lua - Capítulo 15 - Out 31 (parte 2)

Yeon intensificou o aperto em mim quando nossos pais se aproximaram à passos lentos.

— Fique calmo, tente se manter consciente. — Ela sussurrou em meu ouvido.

Mas calma agora parece algo impossível de se ter. Eles pararam à mais ou menos um metro de nós, meu pai um pouco à frente e segurando a mão da minha mãe, talvez como uma proteção à mais, e com Nam em seu outro braço. Ironicamente, mamãe é a pessoa menos tensa nessa sala. Ao contrário do semblante apreensivo dos alfas aqui, ela está sorridente e me olhando com os olhos carinhosos de que eu tanto senti saudades, queria poder me soltar de minha irmã, abraçá-la o mais forte que consigo e não soltar nunca mais, não deixar que a levem mais para longe de mim e, principalmente, não precisar mais de oxigênio. Sei que quando ficar insuportável serei obrigado a respirar e então o cheiro dela mexerá comigo ao ponto de não me permitir pensar direito, em alguns segundos vou me tornar o animal irracional que existe dentro de mim. Quero sorrir de volta e dizer “te amo, mãe, senti sua falta”, mas isso só encurtaria o pouco fôlego que ainda me resta.

ㅡ Parece até que tem anos que eu saí daqui, você cresceu! Eu senti tanto a sua falta!

Essa mulher só pode ser louca para ter coragem suficiente para chegar tão perto de mim e colocar suas mãos quentes e macias em cada lado do meu rosto, com um olhar tão brilhante e afetuoso. Minha vontade era gravar cada detalhe dessa visão em minha memória, talvez isso me parasse quando eu não conseguisse mais prender minha respiração, mas o que eu realmente fiz foi rosnar para ela depois de finalmente puxar uma lufada de ar e com ela vir o cheiro doce característico de ômegas. Meu pai praticamente a arrastou para longe de mim, colocando Nam de modo desajeitado sentado no sofá, e Yeon me apertou ainda mais.

Minha força aumentou muito nesses últimos meses mas ainda assim, mesmo puxando com tudo que tenho e tentando me debater, não consigo fazer mais do que mover minha irmã alguns centímetros para fora do lugar. A sensação de fogo aumenta a cada segundo que passa, parece que posso entrar em combustão espontânea a qualquer momento como aconteceu a alguns dias atrás, já sinto a dor se alastrando lentamente para dentro das minhas calças.

— Me solte! — Ordeno em uma mistura de grito e rosnado, mas é claro que ela não vai me soltar.

Me debato com um pouco mais de vontade, mesmo sendo muito mais forte que eu, sei que Yeon está tendo dificuldade para me manter aqui, seus pés deslizam um pouco mais para frente a cada puxão meu antes de me arrastar de volta para longe do meu alvo.

— Acha que consegue segurar ele? — Meu pai pergunta e posso dizer que nunca senti tanto nojo de uma voz na minha vida, quero me soltar daqui e arrancar a mão que segura a da minha mãe com os meus próprios dentes.

— Não por muito tempo, ele esta bem mais forte do que antes.

— Use suas unhas.

— NÃO! — Mamãe gritou quando senti as unhas de Yeon começarem a me espetar. — Vocês não precisam machucar ele! — A preocupação é nítida em seu pedido.

— Será que vocês podem parar de falar como se eu não estivesse aqui?!

— Sem consciência, sem local de fala. — Yeon diz com certa dificuldade, tentando me manter imóvel sem muito sucesso — Pare de se debater tanto!

Joguei o peso do meu corpo para o lado e ela se desequilibrou por tempo suficiente para afrouxar um pouco o aperto e me permitir girar em seus braços. Agora, de frente para ela, consegui fazer alguns cortes em sua cintura com minhas garras e dar-lhe uma mordida em seu ombro direito, finquei meus dentes nela mas logo eles foram arrastados, rasgando sua carne, quando meu pai me puxou para longe. Mesmo se eu tivesse a intenção, não conseguiria ver a profundidade e nem a gravidade dos cortes porque ele pegou meus braços junto com os próprios e os enrolou em mim de um jeito que eu não consigo movê-los para alcançá-lo, segurando uma de minhas mãos perto do meu rosto e descansando a outra em minha cintura.

— Leve o Nam com você.

Mesmo tão machucada, ela ainda tentou me segurar antes do meu pai tomar conta da situação, mas começou a desabar um pouquinho enquanto levava o bebê assustado consigo até a cozinha.

Diferente da Yeon, que apesar de ter um corpo até bem trabalho, é magra, meu pai é quase literalmente uma parede de músculos e me colou nele de costas para si, me mantendo imóvel e de frente para minha mãe, minhas tentativas de me soltar são totalmente falhas, por mais que eu tente é como se minha força não oferecesse resistência à força dele.

Mamãe está em lágrimas mas é incapaz de me olhar com raiva e eu infelizmente sou incapaz de controlar meus olhos para não descê-los pelo seu corpo. Ela tem 45 anos mas tem uma aparência muito mais jovem do que realmente é, cabelos curtos e negros emoldurando um rosto redondo e com as maçãs altas, olhos castanhos escuro quando em forma humana, de um amarelo quase dourado brilhante quando em forma lupina, grandes e expressivos como os que eu herdei, nariz pequeno porém gordinho, lábios finos e rosados compondo sua boca delicada, rugas do tempo que estão se acentuando cada vez mais enquanto ele passa, mas não são de forma nenhuma feias, são as marcas de tudo que ela já passou. Bonita e fofa. Ela é poucos centímetros mais alta do que eu, seu corpo é magro e não possui muitas curvas mas é o corpo de uma mulher que colocou três filhos no mundo, sendo um deles um monstro que está reparando demais em detalhes que não deveria reparar na própria mãe. É tão errado e nojento mas, mesmo que algo dentro de mim grite isso desesperadamente, cada célula do meu corpo implora para tê-la sob mim, para estar dentro dela. E essa vontade dói tanto que eu nem estou me contorcendo tanto só para me soltar, não posso tocá-la ou tocar a mim mesmo para tentar parar isso. Não só isso, o cheiro do meu pai é tão forte quanto o dela, senão até mais, e está tão irritantemente perto de mim que quero arrancar os braços que me seguram para tirá-los de meu enlaço. Esticando meus dedos para trás, consigo escovar minhas garras na camisa dele mas logo minhas mãos são puxadas de volta para frente.

— Nós sabemos que dói, mas isso é necessário.

— Você vai precisar se controlar quando estiver com mais pessoas também, isso ainda não é nada, tente se concentrar! — Ela praticamente suplicou, sei que ela tem fé em mim mesmo sabendo o que se passa em minha mente neste exato momento.

— Se lembre de tudo que passou no porão, você pode superar mais isso.

Numa tentativa falha de me acalmar e clarear minha mente, respirei fundo e esse foi o pior erro que eu poderia cometer. Os cheiros misturados na sala começaram a me sufocar e isso piora a cada puxada de ar que eu dou para tentar normalizar minha respiração. É como se cada inspiração ficasse presa em meus pulmões, tirando ainda mais qualquer capacidade de raciocínio que ainda restasse em mim, aumentando a sensação angustiante de brasa correndo pelas minhas veias.

— Querido, já chega disso, ele está ficando vermelho!

— Não sou eu! Ele está sufocando sozinho. — Ele afrouxou um pouco os braços mas não o suficiente para me libertar.

Ela ainda se preocupa comigo e não com o que pode acontecer consigo caso eu consiga me soltar daqui, seu semblante não mudou durante toda essa situação, a aflição é nítida em seu olhar mas ela ainda acredita em mim de alguma forma, acredita que o meu lado humano pode subjugar o lado animal. Paro de me debater, embora minhas pernas estejam se pressionando involuntariamente uma contra a outra por causa da dor ainda presente, e a encaro, ele devolve o olhar por alguns segundos e o desvia para meu pai.

— Solte ele!

— O quê?!

O QUÊ?

— Você está louca?!

Provavelmente está.

— Eu não vou soltá-lo!

— Confie em mim, solte ele!

Por favor, não faça isso.

— Não com você ainda aqui.

— Agora, Yeonwoo.

Então ela cruzou os braços e o olhou com o seu jeito especial de fazê-lo ser incapaz de não obedecê-la. Não existe superioridade de alfa com dona Hani, aqui em casa ela é a Lei. Relutante, meu pai começou a me soltar lentamente, com receio de que eu faça algo estúpido e dou toda a razão do mundo para ele porque a ideia de estar livre para usar minhas mãos do jeito que me der na telha agora me assusta mais do que quando eu queria desesperadamente me soltar.

Antes que ele me libertasse de vez, aproveitei sua guarda baixa e empurrei seus braços para longe de mim e me lancei para frente, apesar disso mamãe não recuou, ele tentou me puxar de volta mas consegui desviar de suas mãos e, indo contra até minhas próprias expectativas, não ataquei ninguém. Dei meia volta e corri aos tropeços até o meu quarto atropelando sem querer Yeon, que surgiu em minha frente. A empurrei para o lado e quase quebrei a maçaneta da porta ao abrí-la, mas consegui entrar no cômodo sem fazer muito mais que alguns arranhões e amassados nela e um barulho muito alto quando a fechei atrás de mim.

Finalmente sozinho, deslizo em direção ao chão com as costas coladas na porta. Está mais fácil respirar agora, o quarto cheira apenas a limpeza mas ainda estou ofegante. Mesmo não estando mais na presença de nenhuma ômega, a dor e a queimação não deixam o meu corpo, suor pinga e escorre aos montes enquanto eu rasgo minhas roupas, me livrando delas por completo. Os restos da minha camisa jogados ao meu lado estão manchados de sangue, assim como minhas garras e minha boca, pedaços da pele de minha irmã ainda estão presos nos meus dentes.

Há sangue em mim pela segunda vez no dia e ele não é de algo que estava morto, que coincidência, Yeon estava errada sobre mim de novo.

Me dirijo até o box do banheiro desviando o olhar dos espelhos pelo caminho e ligo o chuveiro, entrando debaixo da água fria logo depois. É difícil fazer essas coisas corretamente com as mãos assim, transformadas, por mais incrível que pareça isso não foi doloroso, aconteceu tão naturalmente que quando vi já estava assim. Ainda é estranho o formato que os meus dentes ganham nesse processo mas talvez eu me acostume depois de mais algumas vezes. Senti quando do meus olhos começaram a se alaranjar mas isso também não foi um incômodo, não sei como forçá-los a voltar ao normal mas não ter sido um martírio já está de bom tamanho por agora. Espero que em breve também seja assim com a transformação completa.

Eu poderia estar feliz com isso se algo em mim não estivesse doendo e latejando tanto. Achei que a baixa temperatura da água fosse me acalmar e fazer com que todas as sensações estranhas no meu corpo cessassem, mas aquele cheiro e o efeitos dele sobre mim não me deixam. A contragosto, desço minha mão até o meu membro pulsante, o envolvo e começo a estimulá-lo. Apesar de o movimento de vai e vem ser gostoso, não consigo relaxar, não importa o quão rápido eu faça, a fricção não diminui a dor como se minha mão sozinha não fosse ser suficiente e achei que não iria conseguir chegar lá. De todas as que me lembro, essa foi a punheta mais difícil de bater da minha vida inteira, assim como as seguintes porque mesmo depois da primeira ejaculação eu ainda precisei de mais e a cada vez o ápice demorou mais para chegar.

Só depois de algumas o lobo finalmente me permitiu descansar e eu, exausto demais para pensar em qualquer outra coisa, desliguei o chuveiro sem me preocupar em tomar banho como deveria e voltei para o quarto, me jogando na cama ainda molhado. Apaguei em alguns segundos.


Notas Finais


Espero não ter quebrado as expectativas de ninguém com esse lixo mas a estória precisava de uma continuação, certo? Prometo fazer melhor no próximo. Lembrem-se: em tudo de errado que o Jeon fizer, ele tá errado mesmo e eu quero que você VEJAM que tá errado; nada de estranho ou nojento nessa fanfic é uma apologia, a intenção é mostrar que é errado mesmo.
E por último, mas não menos importante, eu tou trabalhando em uma 1shot, então pode ser que as coisas por aqui demorem um pouquinho mais de tempo
Acho que é só isso, até o próximo capítulo :)


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