História Filho da Lua - Capítulo 20


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Abo, Bts, Jeongguk, Jungkook, Lobo, Wolf
Visualizações 69
Palavras 3.428
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gostaria de começar dizendo LEIAM AS NOTAS FINAIS DO CAPÍTULO ANTERIOR, obrigada. Agora não tenho mais nada a dizer, apenas a sentir. Boa leitura 💛

Capítulo 20 - Nov 25


Fanfic / Fanfiction Filho da Lua - Capítulo 20 - Nov 25

Três semanas se passaram e eu ainda estou cansado de todo aquele trabalho. Não que fosse difícil fazer o que me foi mandado a princípio, as coisas não parecem pesadas ou oferecem resistência contra a minha força, mas foi demorado porque tive que fazer sozinho. Não pense que tudo se resumiu a cuidar de plantas, ao longo dos dias o meu pai me obrigou a fazer de tudo, desde lavar o carro até arrumar a despensa inteira, inclusive tive que limpar o porão, lavar todas as roupas e fazer todo tipo de serviço doméstico, ainda brigou feio comigo quando reclamei, disse que eu merecia ainda mais castigo só por ter mordido a neta daquela múmia. A pessoa mais divertida no meio de tudo isso foi Yeon, que fora liberada de todas as suas tarefas diárias, já que o escravo aqui as assumiu, e quando não saía apenas para esfregar na minha cara que estava livre, se contentava em me adular durante todo o processo. Mamãe também sorria satisfeita sempre que olhava para mim com a vassoura na mão, mesmo que tentasse fingir que não, ela ainda precisou fazer a comida e cuidar do bebê nesse meio tempo, mas também fui encarregado de jogar fora as fraldas e lenços sujos do Nam. Até que essa não foi a pior parte, eu não conseguia sentir o fedor mesmo. Meu nariz ainda está um pouco dolorido, não que o efeito de seja lá o que for que o meu pai colocou nele tenha durado até hoje, ele simplesmente colocou mais enquanto eu dormia, mas já estou bem melhor agora que se passaram três dias desde a última aplicação. Ainda não descobri o que isso é e nem a quantas drogas do tipo ele tem acesso, o sonífero que ele me dá também não é o normal, sei disso porque o frasco no armário da cozinha não se esvaziou nem um pouquinho. Talvez eu devesse ficar um pouco preocupado porque a resposta que sempre recebo quando pergunto sobre essas coisas é justamente que não devo me preocupar, mas nem Yeon sabe o que são, mesmo que ele as use nela também, com muito menos frequência, claro. Segundo ele, nós ainda não temos idade para isso e que é melhor ficar longe dessas coisas por enquanto, “não somos responsáveis o suficiente para usá-las com sabedoria” e está absolutamente certo, apesar da dor, eu poderia ficar com o nariz inútil para sempre, é menos doloroso do que sentir certos cheiros, mas sabe-se lá os efeitos colaterais disso. Mamãe sabe o que está acontecendo, mas não se opõe, então fico mais tranquilo. Também não fui impedido de sair à noite, já que eu ia começar a quebrar tudo à minha volta se ficasse preso aqui, com isso descobri que na verdade eu nunca ia à floresta sozinho, meu pai, e raras vezes Yeon, me acompanhava de uma certa distância para manter outros lobos longe de mim e eu deles, assim eles sempre sabiam onde me encontrar para me trazer de volta. Como naquele dia eu saí de repente e sem avisar, acabei encontrando a fulana lá. Dessas saídas surgiu uma foto minha em forma de lobo, dormindo de barriga para cima e com a língua para fora, admito que também tiraria uma foto se me visse daquele jeito, então não estou zangado. Aproveitando a situação do meu nariz, meu pai me levou ao cabeleireiro e agora estou “tosado”. Sim, meus pêlos têm ligação direta com o meu cabelo, mas pedi para não cortarem muito curto, gosto de ser um lobo peludo.

Assim que comecei a conseguir meu olfato de volta aos poucos, me passaram algumas roupas da minha mãe pela porta do meu quarto, onde me tranquei desde então. A ideia é fazer eu me habituar ao cheiro para não ficar tão louco quando chegar perto dela de fato, assim como quando finalmente conseguir ficar perto dela será mais fácil me aproximar de outros ômegas. É um plano perfeito em teoria, só que a prática nunca é tão suave. Era para termos começado esse “treinamento” há muito tempo, mas era Lua nova, logo em seguida uma crescente e depois uma cheia, melhor não arriscar, apenas hoje ela vira minguante, só que eu continuo sendo um alfa independente da fase dela e continua sendo difícil me controlar. Desde que Yeon trouxe aquela garota aqui para casa, me tocar tem sido algo extremamente traumático, não consigo nem lembrar qual foi a última vez que o fiz apenas por prazer e vontade própria, agora é sempre uma compulsão criada depois de um momento vergonhoso, por motivos muito errados, onde não consigo parar de esfregar para tentar parar a dor, enquanto enquanto estou chorando ao invés de gemendo por causa da agonia, fora que sempre termina em culpa e mais dor no dia seguinte. Mas não foi de todo ruim, obtive algum progresso disso, depois dessas 72 horas de martírio, consigo sair de perto das roupas e me trancar no banheiro quando estou cansado demais, então tudo para depois de um tempo debaixo do chuveiro e da água fria, que é onde estou agora, inclusive. Dormi aqui ontem à noite, não dentro do box, mas começaria de novo se eu voltasse para o quarto e eu estava tão exausto que acabei deslizando sobre o tapete felpudo e dormindo sentado.

Agora são 7:30pm e minha família provavelmente já está me esperando na sala, será a nossa segunda tentativa contando com a do dia de Samhain. Isso não é algo combinado de fato, apenas me disseram que eu poderia sair do quarto quando estivesse pronto, porém deixaram um pedido implícito para que eu fizesse isso o mais rápido possível. Sei que eles não querem me pressionar, mas precisam, eu ainda não estou pronto, mas tenho pressa também. Novembro está acabando e logo chegarão o Yule e o Natal. Não que minha família comemore o último, não somos cristãos, mas todos os anos, como uma espécie de tradição, vamos à casa da Nuvi para ceiar com a família dela. Quem se importa se não é a nossa religião? A comida é boa e tem aos montes. Meu pai disse que poderemos ir se eu estiver controle o suficiente para sair de casa, apesar de Anuvia e a família dela serem completamente humanos, ela ainda tem aquela peculiaridade e pode ser perigoso me deixar perto demais dela, ele não quer arriscar e eu muito menos, sinto saudades da minha melhor amiga mais do que consigo dizer, nunca passamos tanto tempo separados e sem contato, mas posso me manter longe pelo tempo que for se isso for mantê-la segura, apesar de que ela está sendo uma motivação a mais para eu me dedicar a domar minha fera.

Depois de alguns minutos, finalmente me sinto calmo o suficiente para enfrentar o que me espera a duas paredes de distância. Visto mais uma de minhas várias camisas brancas novas, meu pai não sabia o que comprar no dia por ter ido sozinho, então meu guarda-roupas está quase todo monocromático, e uma bermuda bem apertada que achei no fundo dele, não tenho ideia de como ela vai me ajudar, mas espero que ajude de alguma forma. Puxando o máximo de ar que consigo, prendo a respiração e atravesso o quarto e a cozinha em direção à sala a passos lentos, é possível ouvir uma movimentação vindo de lá, então estou apenas dando tempo para que eles façam sei lá o que.

Solto todo o ar que custei a prender quando Yeon praticamente pula na minha frente.

 

ㅡ Boo! Dessa vez eu te peguei! ㅡ ela comemora animada enquanto me puxa em direção ao quintal com certa pressa.

ㅡ Você tem quantos anos mesmo, hein?

ㅡ Para de ser chato e vamos logo.

ㅡ Pra onde? Pro porão?

ㅡ Não, vamos ter uma conversa rápida lá fora.

ㅡ Por que lá fora? Onde estão nossos pais?

ㅡ Porque lá tem ar puro, papai está vindo e não se preocupe com a mamãe, você já vai vê-la.

ㅡ Mas… ㅡ ela não me deixa terminar a frase.

ㅡ Ai, Jeongguk, cale a boca, você faz perguntas demais!

 

Não tive tempo para expressar minha indignação com a grosseira porque, como ela havia avisado, meu pai chegou em poucos segundos com uma expressão séria. Foi realmente bom terem me trazido para fora, estou um pouco desacostumado com o cheiro dos dois e as plantas o amenizam um pouco.

 

ㅡ Eu não lembrava que vocês fediam tanto. ㅡ digo tampando de novo o meu nariz em tom de brincadeira.

ㅡ Você também não cheira exatamente como rosas. ㅡ nós três rimos e então ele se virou para Yeon ㅡ Você já pode ir.

 

Ela acenou com a cabeça, me mostrou a língua, ato que faço questão de retribuir, e seguiu seu caminho sabe-se lá para onde.

 

ㅡ E então… pra que tudo isso?

ㅡ Vamos fazer de um jeito diferente desta vez. Yeon e eu não vamos entrar com você.

ㅡ O que? Você perdeu o juízo?!

ㅡ Fale baixo comigo e não, não perdi. Aquele dia não foi tão ruim só por causa da sua mãe, o problema foi a situação toda. ㅡ ele nota minha confusão mental e continua a explicar ㅡ Lembra que quando Hani passou um tempo fora eu disse que era bom ela continuar longe mesmo depois que você se acostumou comigo e com sua irmã? ㅡ aceno com a cabeça em concordância ㅡ É exatamente por isso, você não tava reagindo só a ela, mas a todo mundo que tava naquela sala, assim como nós a você. Aquilo foi tão ruim e ficamos tão estressados que minha bochecha ainda arde pelo arranhão que Yeon me deu.

ㅡ Então você acha que se eu estiver sozinho com a mamãe as coisas serão mais fáceis? ㅡ ele concorda com a cabeça ㅡ Você realmente tá louco, vou voltar pro meu quarto. ㅡ dou meia volta para cumprir com o que acabei de dizer, mas ele me impede e me vira de volta para si.

ㅡ Vai se arrepender se der as costas pra mim de novo. Escute, isso vai ser bem mais tranquilo assim, você vai conseguir pensar com muito mais clareza sem tanto cheiro pra te distrair.

ㅡ Mas eu não quero ficar sozinho com ela.

ㅡ Eu não vou tá aqui 24 horas pra te segurar e você não pode viver no quarto pra sempre.

ㅡ Só começamos a planejar isso 3 dias atrás, eu ainda não tou pronto.

ㅡ Nem nunca vai estar se continuar pensando desse jeito.

ㅡ E se eu acabar machucando ela?

ㅡ Sua mãe não é tão frágil quanto você pensa, é muito mais forte que você, inclusive.

ㅡ Continuo não muito seguro com isso.

ㅡ Eu vou estar na cozinha, Yeon vai estar no jardim e Nam vai tá lá com vocês.

ㅡ Nam é um bebê, o que ele vai mudar?

ㅡ Mais do que você imagina, agora vamos. Ah! ㅡ ele grita de repente, me fazendo dar um pequeno pulo de susto. ㅡ Me dê suas mãos.

ㅡ Pra que?

ㅡ Se eu arrancá-las, você não vai ter com o que tocar minha ômega. ㅡ ele disse sério, me preocupando um pouco, mas logo começou a rir ㅡ É brincadeira, vou cortar suas unhas, odeio ver seus braços cheios de curativos e sei que você começa a se arranhar quando está nervoso. Vou passar a colocar meias nas suas mãos como fiz pra você parar de chupar dedo.

ㅡ Eu não sou mais um bebê! São situações diferentes. ㅡ digo emburrado.

ㅡ É claro que sim, pras duas frases. ㅡ ele sorri, mas logo retoma a expressão séria assim que termina de cortar minha última unha ㅡ Agora vamos!

 

Então ele me empurra até a cozinha com certeza força, me segurando no caminho para que eu não volte correndo para o quarto. O cheiro da mamãe está espalhado por toda a parte, ainda que não tão marcante quanto em suas roupas, já começo a sentir meu corpo ficando mais quente e minha respiração ficando mais pesada, como se eu precisasse absorver cada partícula dele presente no ar.

 

ㅡ Você pode voltar assim que começar a sentir que está perdendo o controle.

ㅡ Eu tou perdendo agora, me deixa voltar pro quarto!

ㅡ Não!

ㅡ Por favor! ㅡ começo a tentar empurrá-lo no caminho oposto mas é inútil.

ㅡ Você precisa tentar pelo menos uma vez.

ㅡ Por favor, eu não quero mais fazer isso, não me obrigue a ir lá!

 

Começo a soluçar por causa do choro e ele parece se compadecer um pouco, sinto que vou começar a tremer a qualquer momento e minha bermuda já está ficando mais apertada. Estamos próximos à porta que divide a cozinha e a sala, onde mamãe está me esperando e com certeza ouvindo tudo isso, ela deve estar tão aflita. Eu odeio ser esse covarde chorão, mas não tenho a mínima coragem para encará-la agora e ainda mais neste estado. Meu pai me puxou para um abraço apertado, queria dizer que isto é reconfortante, mas quanto mais enterro meu nariz em sua camisa de algodão, mais sinto vontade de empurrá-lo para longe e arrancar seus braços para que nunca mais me toque.

 

ㅡ Desculpe, mas isso é pro seu bem.

 

Então ele quase me jogou em direção às sala, onde esbarrei no braço do sofá, rolei por cima dele e caí no chão. Mas não fiquei ali por muito tempo, a agilidade lupina me ajudou a levantar rápido, inclusive posso ver meus olhos alaranjados e mortais refletidos na superfície espelhada da mesa de centro, minhas pupilas estão tão dilatadas que minhas íris se tornaram apenas finos anéis em brasa em volta das orbes negras. Meus dentes de lobo já começam a despontar em minha boca e estou salivando mais que o normal, estou selvagem de pura excitação. Como se uma antena tivesse sido instalada em mim, estou sensível o suficiente para perceber tudo ao meu redor, com todos os meus sentidos. Posso ouvir o vento acariciando a madeira das janelas fechadas, ouvir os mosquitos zumbindo à minha volta, sentir o espaço dentro da minha cueca ficando menor e menor a cada segundo que passa, estou ciente das outras duas respirações no cômodo. Uma serena e compassada, como um bebê dormindo, já a outra está tensa e acompanhando o ritmo frenético de seus batimentos cardíacos. Um movimento desta última respiração age como uma descarga de adrenalina no meu sangue, preenchendo minhas veias com fogo e meu olhar captura sua face. Lá está ela, minha presa, do outro lado do cômodo, olhando diretamente para mim numa tentativa falha de parecer intimidadora. Será que me olharia assim se eu estivesse dentro dela neste exato momento? Ou estaria ocupada demais gemendo para se importar em fingir indiferença? Me aproximo dois passos e ela recua, desmanchando a expressão confiante de outrora, vejo suas pequenas mãos apertarem de leve o bebê que carrega em seus braços. O movimento envia ondas de calor junto com seu delicioso cheiro de chiclete de Tutti Frutti em minha direção que me atingem em cheio, o que me deixa curioso para saber se sua pele tem um sabor tão gostoso quanto.

 

ㅡ Gukie…

 

Ela diz num sussurro. Oh, não, não diga assim desse jeito, me fará gozar antes que eu consiga pôr minhas mãos em você!

 

ㅡ Jeongguk, acorde!

 

Estou mais acordado do que nunca e eu não sou o único. Já não aguento mais isso me apertando, vou abrindo o botão e o zíper da bermuda enquanto me aproximo devagar do meu alvo, amenizando um pouco a dor que se forma lá junto com a pulsação. Seus olhos acompanham minhas mãos por um breve momento mas logo tornam a fitar os meus, vejo nervosismo neles, o que me deixa ainda mais aceso. Começo a contornar o sofá entre nós, o único obstáculo que me impede de me afundar nela, seja com minhas mãos, meus dentes ou meu pau latejante, mas ela imita minha ação, girando à minha volta e para longe do meu alcance.

 

ㅡ Você quer brincar de pega-pega agora? Eu não vejo um pingo de graça nisso. ㅡ não esperava que minha voz fosse sair em um sussurro tão profundo, mas isso pareceu fazê-la tremer um pouco.

ㅡ Você não quer fazer isso, Gukie.

ㅡ Querer é pouco, estou sedento por você. ㅡ dou um passo maior em sua direção e ela recua na mesma proporção.

ㅡ Não sou eu, Gukie, meu cheiro está te confundindo.

ㅡ Bem, vamos provar pra descobrir.

ㅡ Eu sou sua mãe!

ㅡ Não me importa quem você é, só quero você sentada no meu pau agora.

ㅡ Você vai se sentir mal depois se fizer isso.

ㅡ Depois pode vir qualquer coisa se eu puder sentir como você é por dentro. ㅡ tento me aproximar mais, mas ela consegue escapar de mim novamente ㅡ Eu já tou me cansando dessa brincadeira! Qual é o seu problema? Acha divertido me ver assim? É isso que você quer? ㅡ abaixo um pouco a bermuda junto com minha cueca, deixando meu membro livre de todo aquele pano incômodo, o aperto um pouco com minha mão, isso não causou o alívio que eu preciso ㅡ Tem ideia do quanto tá doendo por você?

ㅡ Só você pode parar a dor, filho.

ㅡ MENTIROSA! ㅡ o bebê começa a chorar assustado com o meu grito.

ㅡ Hani/Mamãe! ㅡ meu pai e minha irmã gritam dos extremos opostos da casa, fazendo meu sangue ferver de raiva.

ㅡ Tá tudo bem! ㅡ ela responde para eles ㅡ Olhe nos meus olhos, Gukie, você não quer fazer isso.

ㅡ Mas eu preciso… ㅡ aperto com mais força a ereção entre os meus dedos ㅡ isso dói como o inferno.

ㅡ Você pode parar a dor, é forte o suficiente pra se libertar disso sozinho.

ㅡ Não sou!

 

A essa altura, não sei se estou chorando pela dor intensa ou pelo que estou tentando fazer, é difícil pensar com tantas vozes gritando dentro da minha cabeça. Algumas delas me dizem para acabar logo com essa conversa e fazer dessa ômega minha, outras me repreendem dizendo que ela está carregando um filhote, não posso fazer isso assim. Há ainda umazinha mais distante e mais fraca sussurrando que ela é minha mãe. Paro a poucos metros de distância dela, que não recua mais, mas eu também não consigo me aproximar mais que isso, meus pés não obedecem meu comando para se moverem.

 

ㅡ E-eu não qu-ero, m-mas eu prec-ciso… ㅡ começo a tatear o ar em vão, não consigo alcançá-la daqui, nem mesmo sei se quero alcançá-la ㅡ p-por fav-or, só ac-cabe c-com isso lo-go!

 

Sem aguentar mais essa tortura, pego uma almofada próxima à mim e começo literalmente a fodê-la na frente da minha mãe, me esfregando entre ela e o braço do sofá enquanto a forço para baixo com as mãos, pressionando para aumentar o atrito que não é exatamente prazeroso, os tecidos são muito ásperos e machucam um pouco, mas isso não é nada comparado à sensação de que meu pau irá se romper a qualquer momento. Mamãe mantém os olhos presos aos meus sem ousar desviá-los por um segundo sequer, seu olhar é de pena e impotência, mas isso não consegue fazer meu desejo diminuir, eu também a encaro, usando sua expressão séria como fantasia para me dar impulso, me surpreende a quantidade de coisas sujas que minha mente consegue imaginar com tão pouco, mas isso é o suficiente para que eu comece a sentir minha cabecinha inchar e logo depois meu líquido quente se derramar, manchando o pano recentemente trocado do sofá. Isso não é o suficiente para me saciar, então continuo movendo meu quadril nesse vai e vem doentio.

 

ㅡ Acho que já chega disso por hoje. ㅡ ela diz com um olhar complacente e chama o meu pai. ㅡ Yeonwoo! Leve ele!

 

Ele aparece logo em seguida e me arrasta imobilizado para o quarto, mas acho que não reagiria mesmo se eu pudesse, me sinto derrotado e envergonhado demais para isso, fora a dor que me impede de concluir qualquer ação corretamente. Ele me deixa sozinho por alguns segundos e volta com um pano e uma vasilha com o que parece ser água morna.

 

ㅡ Quando conseguir desgrudar as mãos daí, tome um banho frio e o envolva com isto. Vai aliviar um pouco a dor. Você fez bem hoje.

 

Então me deixou sozinho para dar início novamente ao que será uma noite longa e difícil.


Notas Finais


Escrever essas coisas é sempre um "Meu Deus, o que eu tou fazendo da vida?" diferente mas segue o baile :v
Espero que tenham gostado, até o próximo :)


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