História Filho da Perdição - Capítulo 27


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Anticristo, Apocalipse, Arcanjos, Demonios, Diabo, Drama, Fantasia, Gay, Horror, Lucifer, Romance, Terror
Visualizações 12
Palavras 3.761
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 27 - A parte mais obscura de sua mente


Cristiano 

  ‘‘Meu anjo não tem asas. Mas ele tem o sorriso, a voz e o melhor abraço do mundo. ’’


                                                                                                          – Jeanrosana


— Por favor, meu anjinho — Ele implorou, ainda se aninhando nele e o tocando da forma que não devia.

— Não — disse num tom firme, fechando os olhos com força.

Como se fosse de propósito, Theo pressionou sua ereção contra a dele e Christian sentiu como se estivesse na beira de um precipício só esperando cair. O animal dentro de si se debatia, querendo rasgar seu lado bom e racional. Se conhecia melhor do que ninguém e sabia o que aconteceria caso cedesse.

— Por que não? — quis saber, deixando-o tão sedento por seus lábios que começou a salivar. — Sente isso? — Com a respiração ofegante, ele começou a rebolar em cima dele, esfregando seu membro no dele. — E isso? — Tocou seu peito com uma de suas mãos miúdas, sentindo as batidas comprometedoras de seu coração danificado. Ele nunca foi confiável e talvez por isso nunca desse ouvidos a ele quando batia de forma insistente pela pessoa que deveria apenas adorar de forma saudável.

— Theo... — protestou, estava tão difícil engolir em seco que nem se atreveu a tentar de novo por alguns minutos. Theo simplesmente o deixava sem reação. Ele nunca agiu daquela forma provocante e nunca tentou seduzi-lo, deixando-o enlouquecido.

— Faça amor comigo — pediu uma segunda vez, a voz carregada de uma infantilidade quase ensaiada. Jamais pensou que aqueles olhinhos verdes e aquele corpinho minúsculo pudessem fazer tantos estragos em alguém grande e robusto como ele.

— Você é a única pessoa que conheço que fala fazer amor — disse apenas para descontrair e desviá-lo daquele pedido absurdo. — Parece título de uma música ruim. De qualquer forma, nunca faço amor porque não acredito nessa palavra.

— Então como você chama? — Suas sobrancelhas cor de mel se uniram e ele passou os braços ao redor de seu pescoço, o dominando.

— Transar, Theodoro. É assim que todo mundo fala.  — Achou que dizendo daquela forma pra lá de direta, Theo desistiria de querer qualquer tipo de envolvimento sexual com ele. — Não há qualquer amor no ato.

— Então não tem beijos, abraços e nem carinhos? — Ele pareceu tão chocado que Christian teve vontade de rir, ainda mais quando ele assentiu, deixando claro de que nunca dava e nem recebia carinhos de seus parceiros de coito. No final das contas eles eram apenas isso: parceiros de coito. Nada mais e nada menos.

— Quando transo com caras não há qualquer envolvimento emocional além de fúria. Acredite, você não quer transar comigo, Theo.

— Quem é você para dizer o que eu quero ou não? — Seu tom soou tão provocativo que Christian mal acreditou.

Achou que ele ficaria assustado ou algo assim, hesitaria a mera possibilidade de fazerem algo debaixo daqueles lençóis, mas Theo não parecia menos excitado, muito pelo contrário.

— Eu posso acabar te machucando — disse entredentes, na esperança de que ele cedesse. — Se não gosta quando eu te aperto durante a noite vai odiar isso. Ficará com marcas espalhadas por todo o seu corpo.

— É só você tomar cuidado comigo como você sempre toma — Apertou os braços que ainda estavam ao redor de seu pescoço, ficando quase da mesma altura que ele apenas por seu corpo pequeno estar inclinado um pouco demais. — Não quero trepar com você, quero que faça amor comigo com abraços, carinhos e muitos beijos.

— Jamais conseguirá isso de mim — deixou escapar, a fim de arrancar todas as esperanças de seu pequeno pela raiz.

— Christian... — Pelo modo como seus olhos ficaram maiores, deu para ver que estava prestes a chorar. — Anjinho.

Fechou os olhos para não ter que ver isso e por trás do corpo de Theo, apertou seus pulsos como se quisesse afastar aquela sensação incômoda aprisionada dentro de si.

Lorenzo estava prestes a tomar sua mente de novo, lembrando-o das consequências de sucumbir. Só de pensar nas algemas em seus pulsos, da cadeira de madeira ao qual foi pregado pela mão como se fosse o próprio Jesus Cristo preso a uma cruz. O som da voz fria do homem que mais odiava no mundo.

Enlouquecia só de pensar em Theo dividindo aquela crueldade com ele, vendo seu lado animalesco e doentio. As presas surgiriam, morderia o pescoço dele enquanto o fodia e arrancaria sua pele fora sem nem pestanejar e só se daria conta da merda que tinha feito quando fosse tarde demais, quando o estrago fosse tão grande que seria impossível ser remediado.

Mal notou que aquele corpo miúdo havia saído de seus braços, tanto que quando abriu os olhos e fitou a porta com um ar perdido achou que tudo havia sido um sonho. Só se deu conta de que não era bem assim, quando viu Theo parado ao lado da cama, desfazendo o nó da gravata com o olhar exalando uma malícia que não parecia ser dele.

— Você disse que eu estava bonito com essa roupa — sussurrou, jogando a gravata no chão e retirando o paletó logo em seguida. — Talvez me ache ainda mais bonito sem ela.

Sua garganta pareceu fechar quando Theo jogou no chão a primeira peça de roupa como se não fosse nada de mais.

Com uma dança pra lá de provocante e um tanto desengonçada, ele desabotoou de forma lenta cada um dos botões da camisa branca, exibindo seu pescoço repleto de mordidas que Christian dava sem qualquer intenção de machucá-lo, o peito costurado, com fascinantes pontos pretos que formavam linhas esquisitas e tortas em cada parte de seu tórax.

Notando o olhar de Christian, Theo engoliu em seco e se virou, deixando a camisa branca cair aos seus pés enquanto se abraçava.

Em suas costas nuas, era possível ver uma grossa cicatriz vermelha em forma de V, o que fez Christian levantar admirado com os dedos já erguidos a fim de tocar, era quase como se fosse em alto relevo ou algo do tipo.

Não era feia e muito menos grotesca, era bela. Ia do inicio de seu ombro até um pouco acima de sua bunda. Algo de celestial e grandioso emanava dela como se chamasse Christian.

— É onde haviam suas asas? — perguntou, sem nem se dar conta de que Theo só havia virado de costas porque estava envergonhado com a exposição de suas suturas. Só foi notar isso um tempo depois, quando Theo não respondeu a sua pergunta, apenas abaixou a cabeça e continuou encolhido abraçando a si mesmo.

Como se quisesse desviar a atenção dele da cicatriz, ele começou a retirar as calças, ficando apenas com uma cueca box branca que deixou Christian sem fôlego, tanto que ele deu alguns passos para trás como se apenas olhar para o contorno de suas coxas pudesse fazer seus olhos queimarem.

Quando ficou difícil respirar, começou a escutar os batimentos cardíacos de Theo, que podiam ser escutados a quilômetros de distancia por ele. Nada era mais familiar e reconfortante do que aquele som. No entanto, naquele momento aquele som pareciam agulhas sendo fincadas em seus tímpanos todas ao mesmo tempo.

Tudo ficou ainda pior quando ele virou um pouco o rosto ruborizado e o encarou de soslaio, mexendo de propósito aquela cintura que o fazia perder noites de sono ao mesmo tempo em que se condenava por sequer cogitar a hipótese de tocá-la com segundas intenções.

— Olha para mim e diga que não me quer — murmurou, voltando os olhos para a parede como se estivesse satisfeito por tê-lo enfeitiçado daquela forma baixa.

Apoiou-se na parede ainda de costas e percorreu as mãos pelo próprio corpo, fazendo Christian quase suar frio. Podia sentir os caninos começarem a formigar e o massageou com a língua afiada a fim de acalmá-los. Seus nervos gritavam, cada célula do seu corpo praticamente berrava exigindo que cedesse, mas a pouca racionalidade que tinha o impedia de fazer isso.

Era incapaz de machucar Theo daquela forma, jamais o colocaria diante do pesadelo cruel que era sua própria existência. Sentia-se um monstro desalmado prestes a sugar a vida de um ser iluminado, deixá-lo tão cercado pela escuridão quanto ele próprio era.

Pensar nisso o fazia quase se contorcer de pura agonia. O suor frio escapava de seus poros e escorria pela sua testa. A tremedeira potente era uma prova viva da luta interna que acontecia entre ele e Lorenzo.

Queria tanto ceder, ter Theo em seus braços, tê-lo dentro dele, explorando seu corpo da forma que jamais pensou que um dia aconteceria.

Parecia um sonho distante de tão surreal e se sentia idiota por deixar que algo assim simplesmente escapasse de seus dedos daquela forma.

Era como se darling lhe oferecesse um presente, o melhor presente que um dia sonhou em ganhar e o negasse esfregando em sua cara como se fosse uma coisa insignificante.

‘‘É simples’’, disse mentalmente para Lorenzo a fim de calar seus gritos que pareciam arranhar seu cérebro. ‘‘Posso ter Theo da forma que sempre fantasiei e fazê-lo esquecer depois.’’. Doeu muito sequer pensar naquilo, ter cada experiência apagada. Uma lágrima quase escorreu pelo seu rosto, porém, foi firme e conseguiu reprimi-la.

Sabia que aquilo não faria Lorenzo ceder e tinha total consciência de que ele estava certo.

Lorenzo o conhecia tão bem quanto ele mesmo, o que não facilitava em nada o acordo que precisavam firmar antes de se entregar a Theo, que ainda escorregava as mãos preguiçosamente pelas coxas bronzeadas.

A única coisa que conseguia pensar era como deveria ser o gosto daquela pele macia e afastou o pensamento engolindo o nó instalado em sua garganta.

‘‘Não é o suficiente’’, Lorenzo retrucou de forma brusca. Quase podia ver os olhos âmbar brilhando como um tigre prestes atacar sua presa enquanto sacudia os cabelos pretos como uma pantera feroz. Procurou não pensar na aparência dele porque sempre vinha carregada de lembranças ruins com as quais não queria mais lidar. ‘‘Terá que fazê-lo esquecer bem mais do que apenas o sexo e sabe bem disso. Esse sentimento que ele nutre por você só irá machucá-lo e não é isso que nós queremos, certo? Sabe o que tem que fazer’’.

‘‘Tenho que apagar sua paixão por mim’’, Tinha quase certeza de que havia dito em voz alta, mas Theo continuou passando as mãos em seu corpo como se estivesse se deliciando consigo mesmo. ‘‘É a única forma de libertá-lo de verdade.’’

Com essa promessa mental, Lorenzo assentiu na parte mais obscura de sua mente, trancando-se como se quisesse deixá-los as sós. Era como se estivesse preso a uma coleira e finalmente fosse liberto, até respirar não era mais tão doloroso. Só conseguia pensar em como Theo estava belo e provocante se tocando daquela forma.

Gemeu quando o viu colocar a mão dentro de sua cueca cutucando o próprio ânus com o indicador. Seu dedo ia e voltava, deixando Christian alucinado. Nem notou que havia chegado mais perto dele e muito menos que o tomou em seus braços, era algo tão natural que parecia que seu corpo fazia de forma mecânica e instintiva.

— O que você tá fazendo comigo? — sussurrou em seu ouvido, quase como se suplicasse ou lamentasse. Mordiscou sua orelha, fazendo-o soltar um gemido que fez seu membro ficar ainda mais ereto. — Geme para mim de novo, meu Theo.

O rapaz obedeceu e Christian arrancou suas mãos de dentro de sua cueca e o virou da forma mais brusca possível, o jogando na parede e deixando que seus pés balançassem no ar fazendo com que seu único sustento fosse o corpo de Christian colado ao seu dividindo o mesmo prazer.

O beijou como se estivesse faminto, sedento por seus lábios. Mordeu seu lábio inferior com delicadeza, sempre lembrando a si mesmo de que teria que tomar muito cuidado com ele, que não podia de forma alguma machucá-lo.

Theo colocou as pernas ao seu redor e passou novamente os braços em volta de seu pescoço e logo depois enroscou seus dedos pequenos em seus cabelos pálidos enquanto Christian o beijava, tocando sua cicatriz e o fazendo gemer ainda mais alto contra seus lábios.

Pousou-o na cama com cuidado e parou um pouco com os agarramentos apenas para encará-lo. Nunca havia feito aquilo, geralmente jogava a pessoa na cama e a devorava viva ou trepava até ela perder a consciência. Nem sequer passou pela sua cabeça de que um dia se sentaria e ficaria admirando o corpo seminu de alguém.

— Sei que é horrível — Theo sussurrou, abaixando a cabeça enquanto tentava esconder com as mãos suas suturas grotescas.

— Não é — discordou, puxando uma de suas mãos e entrelaçando seus dedos nos seus. Era quente e agradável, emanava calor de seu aperto por mais fraco que fosse. Tudo em Theo era quente, talvez fosse por conta da luz contida dentro dele, esquentava tudo o que podia tocar e trazia uma espécie de afago tão prazeroso que Christian se sentia indigno de recebê-lo. — Você tem o corpo mais lindo que já vi — Era tão impressionante quanto fantasiou, desde o tamanho perfeito de sua bunda, as coxas que pareciam ter sido desenhadas de forma metódica por um querubim ou algo igualmente angelical e o rubor mais do que transparente em seu rosto, que ficou ainda mais claro quando suas palavras chegaram aos seus ouvidos.

— Acha mesmo? — Ele pareceu ainda mais envergonhado, o que fez Christian se aproximar para tocá-lo de novo. Apenas ver não era mais o bastante.

— Eu não acho, tenho certeza. — Passou os dedos frios pelas suturas, gostando muito do que via e do que sentia. Era uma textura estranha, mas como estranho para ele era quase uma rotina, sentiu-se como se estivesse em seu porão de novo, só que havia muito mais do que apenas paredes frias cobertas de sangue seco. Pela primeira vez, não estava mais sozinho. — Você é lindo, meu Theo. Tão lindo que mal posso acreditar que seja mesmo real.

— Eu sou real — disse, puxando-o para si. Christian percorreu os olhos por aquele corpo pequeno e despido e quase perdeu o fôlego mais uma vez. Queria tanto vê-lo sem aquela cueca que quando ficou em cima dele não hesitou em puxá-la um pouco para baixo a fim de afastá-la.

Dando uma risadinha, Theo empurrou Christian de leve e livrou-se dela como se não fosse a última coisa que impedia Christian de acreditar que o Paraíso era a melhor coisa do mundo como Theo sempre dizia. Para Christian, valeria a pena ir para o inferno se tivesse aquela noite para sempre em sua mente.

Mais uma vez, deu uma certa distância para admirá-lo como se fazia com uma bela pintura diante de si. Mordeu os lábios ressecados enquanto encarava seu pau ereto que deixava sua garganta seca e puída.

Estava prestes a ultrapassar todos os limites que estabeleceu a si mesmo e a relação que construiu com Theo ao longo de nove anos. Toda aquela amizade inocente estava prestes a ir para o buraco naquele momento e obrigou-se a não pensar nisso quando agarrou seu membro, fazendo os movimentos que conhecia tão bem.

Os gemidos dele em resposta foram o que deixaram aquela realidade pra lá de fantasiosa mais palpável. Theo afundava a cabeça no travesseiro e seus cachos grossos sacudiam conforme Christian ia e voltava com suas mãos habilidosas sentindo tanto prazer quanto ele.

— Ah, Chris! — arfou, quase berrando, embora a voz falhasse um pouco. Nem sequer pensou que Caim estava no quarto de hóspedes ouvindo tudo. Seus pensamentos ainda estavam focados no quão delirante era dar prazer ao Theo da forma que sempre quis. — Christian!

Vê-lo gemendo seu nome o deixava enlouquecido e ansioso por tê-lo dentro de si. Claro que também queria entrar nele e comprovar se de fato era tão quente quanto seu toque.

Começou a ir mais rápido conforme seu membro latejava e só parou quando os gemidos ficaram tão altos que chegavam a ser ensurdecedores. Antes que pudesse puxar a mão de volta, Theo ejaculou em sua mão ainda arfante, quase estraçalhando o travesseiro com suas mãos livres.

Por instinto, levou a mão suja aos lábios e a lambeu sentindo o gosto dele. Ao ver que ainda havia resquícios da ejaculação na barriga dele, chegou ainda mais perto e inclinou-se a fim de ter um pouco mais de Theo em si.

Passou a língua pela barriga bronzeada, demorando-se no umbigo e antes que Theo tivesse tempo para relaxar e respirar de forma menos frenética, Christian abocanhou seu pau sem nem pensar duas vezes, tomando cuidado para não mordê-lo e nem deixar que seus caninos indesejáveis dessem o ar da graça.

Continuou o chupando até que seus lábios ficassem doloridos e algo umedecesse entre suas pernas, seu pau ainda estava latejando, era quase como se exigisse Theo.

Todo o seu corpo o exigia na verdade, mas ele era o único que estava se manifestando daquela forma nada discreta. Era possível ver o contorno perfeito dele quase arrombando o zíper de sua calça. Se não estivesse tão ocupado chupando com força as bolas de Theo e ouvindo seus gemidos como se estivesse no céu, com certeza ficaria constrangido.

— Você engoliu? — perguntou Theo ofegante assim que deixou seu rosto próximo ao seu. Os lábios de Christian estavam quase dormentes, mas ele estava satisfeito por dentro.

— A porra? — Lambeu os lábios para se certificar de que havia engolido tudo. — Sim, sempre engulo quando chupo alguém.

— Eca! — O jeito como Theo se contraiu quase o fez rir. — Tem gosto de que?

— Quer descobrir? — Mordeu o lábio inferior ainda dolorido enquanto fitava o próprio membro pulsante.

— Nem sei como você conseguiu colocar a coisa inteira na boca — Era engraçado como Theo se recusava a falar pau.

— Anos e anos de prática — Sentiu-se livre para dizer, embora tal frase ainda causasse rebuliços estranhos em seu estômago. Sem falar da sensação maluca de que estava fazendo a coisa mais errada de sua vida.

A única coisa que o fez se acalmar foi a promessa de que Theo não se machucaria mais por causa dele, aquela seria a primeira e única noite que teriam juntos como dois homens dando prazer um ao outro. Não se sentia imundo e nem um terço do que ele era. Quando Lorenzo desaparecia, a lembrança dele mal passava de um borrão.

— E se eu te morder ou me engasgar? — As perguntas nada discretas de Theo chegavam a ser cômicas, embora o momento fosse bem inapropriado.

— Você nunca chupou alguém? — perguntou, levemente interessado.

— Não — deu de ombros como se não fosse nada e foi o que bastou para que Christian se livrasse das calças e deixasse Theo meio pálido assim que o viu completamente nu.

— O que foi? — De propósito, balançou seu pau ereto de um lado para o outro apenas para deixar Theo ainda mais ruborizado, e foi o que aconteceu.

Estava de joelhos sobre a cama, e o prendeu nela ficando montado em cima dele. Theo piscava assustado, enquanto o membro dele chegava ainda mais perto de sua boca, querendo senti-la. O rapaz apenas comprimiu os lábios e sacudiu a cabeça de olhos arregalados.

— Está com medo de que? — Christian procurou soar o mais compreensível possível. Estava surpreso por Theo com milênios de idade nas costas nunca tivesse chupado um homem em sua existência. — Pode ir sem medo.

— Você vai rir de mim. Não sei fazer isso — Ele virou o rosto para não ficar mais de frente para o pau dele. — Tira isso de perto de mim, estou ficando embaraçado, anjinho.

— Tão velho, mas tão inexperiente. É quase impossível acreditar — falou, sentando em cima dele tomando o cuidado de não depositar o seu peso no corpo dele, pois o machucaria.

Colocou toda a sua força nas pernas e apoiou-as na cama. Seu membro dançava na barriga de Theo, porém seus rostos estavam quase colados um ao outro.

Por mais incrível que parecesse, olhar para ele era tão excitante quanto qualquer outra coisa erótica.

Ver o suor quente escorrer pelo seu rosto, o quão ofegante estava por causa dele, como seu corpo parecia brilhar com uma luz tão intensa que parecia um sol particular, mal acreditou que ele de fato pertencia a ele.

Sentiu-se grato por ter uma dádiva e um presente tão magnífico iluminando cada dia seu, trazendo uma paz que nunca achou capaz de ter ou sequer merecer. Nem tudo tinha que ser dor e escuridão, violência nem sempre tinha que ser relacionada com sexo.

— Quero sentir você, Christian — revelou, enquanto ele tocava seus lábios sentindo sua respiração desenfreada contra seus dedos. — De todas as formas possíveis — Seus olhos verdes prenderam-se aos dele, quase o deixando sem ar.

Alcançou o tubo gigantesco de lubrificante que ficava bem ao lado do abajur como se fosse uma espécie de enfeite, abriu-o e passou uma boa quantidade no membro de Theo, que gemeu baixinho em resposta.

— Não vai usar camisinha? — perguntou, enquanto o via colocar o tubo no lugar.

— Com você não — disse, dando um beijinho na ponta do nariz dele. — Não posso pegar nenhuma doença sexualmente transmissível enquanto eu continuar tomando sangue demoníaco diariamente e você também não, certo?

— Bem, eu posso pegar, mas só dura alguns dias. As doenças nunca ficam tempo o suficiente em meu organismo, é mais uma das poucas vantagens de ser imortal.

— Então pronto — beijou-o novamente, estava se tornando um hábito. — Não precisamos de camisinha. Sem falar que ela atrapalha toda a experiência.

Segurou o membro ainda endurecido de Theo enquanto ele dava uma risadinha nervosa e encaixou as cegas em si, rebolando em cima dele, libertando o animal acorrentado dentro de seu corpo em chamas. Era como estar queimando por dentro.

Uma mistura de alivio e realização por ter tudo aquilo que sempre almejou, mas carregando para sempre o peso de que depois daquela noite teria que olhar aquela imensidão esverdeada e fingir que nada aconteceu.

Não era só cruel com Theo, que o queria da forma que não devia, mas também com ele próprio, pois sentia como se estivesse se desfazendo de uma parte sua, de um pedaço crucial de sua própria alma.

Mesmo que Theo esquecesse, haveria uma parte do coração defeituoso de Christian enraizado no de Theo, a parte que pertenceu a ele desde que o abraçou quando ainda era um adolescente imaturo, desde que o chamou de anjinho pela primeira vez, desde que se tornou total e inteiramente dele. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...