História Filhos da Lua - Capítulo 8


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Katsuki Bakugou, Midoriya Izuku (Deku), Momo Yaoyorozu, Shouta Aizawa (Eraserhead), Shouto Todoroki, Yagi Toshinori (All Might)
Tags Bakudeku, Kirikami, Todomomo
Visualizações 175
Palavras 1.900
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal! Agora que dei o pontapé inicial, nada melhor do que seguir em frente, agora com um pouco mais de tensão.
Espero que gostem, desculpem os erros e boa leitura!
Até lá embaixo!

Capítulo 8 - Capítulo 7


POV Midoriya

Eu o beijei. Pelos Deuses, mal posso acreditar nisso, eu sinceramente achei que seria rejeitado – talvez até ganhasse alguns machucados a mais – mas não, ele retribuiu. Senti meu sangue se acumular em minhas bochechas, lembrar da noite passada embrulhava meu estômago de ansiedade. Como seria hoje? Íamos agir como se nada tivesse acontecido? Ou – corei ainda mais – ele ia me beijar de novo? Merda, eu não deveria estar ansioso para isso, não deveria nem ter feito isso, mas já é tarde, eu já o havia feito e não voltaria trás. Eu queria ser tocado, queria que Katsuki o fizesse, longe da minha aldeia e sentados naquela em volta daquela fogueira, , não éramos  xamã e Filho da Lua. Éramos apenas Izuku e Katsuki.

- Midoriya!

A voz alta do Kirishima tirou-me desses pensamentos e logo depois eu senti a lamina fina da lança de Shouto cortar minha bochecha, me fazendo soltar a espada em minhas mãos, dar um passo em falso para trás e cair sentado no chão.

- Izuku, você está bem? – O bicolor estendeu a mão para mim e eu a segurei, deixando que ele me puxasse para cima enquanto tocava o corte em meu rosto, sentindo a ponta dos dedos ficando molhada.

- Deixe-me ver isso. – Kami e Ejirou se aproximaram, o loiro logo tomando meu queixo e virando meu rosto para ver a ferida, estalando a língua em desaprovação. – Aizawa vai enlouquecer quando ver este corte.

- O que houve com você? Mal prestava atenção nos movimentos do Todoroki.

- Eu me distrai Kiri, desculpe.

- No que tanto pensava, afinal? – O ruivo me olhou claramente desconfiado, sendo acompanhado pelo resto de meus amigos.

Senti meu coração acelerar, é óbvio que eu não poderia contar nada a algum deles. Respirei fundo, mais uma vez eu ia mentir por Kacchan.

Coloquei a mão no bolso da minha calça, agradecendo internamente por pegar aquele saquinho nesta manhã, o abrindo e o virando contra minha mão, mostrando pedras brancas.

- Pedras da Lua... – Momo se aproximou, olhando fascinada os pequenos pedregulhos.

- Mestre Aizawa deu-as para mim, disse-me eu poderia precisar delas e... – Respirei fundo, guardando as pedras e deixando apenas uma em minha mão, olhando nos olhos de cada um. – Era sobre isso que estava pensando.

Fechei  a mão envolta da pedra, me concentrando ao máximo e – para a surpresa de todos, inclusive a minha – leves veias prateadas subiram pelo meu pulso, eu podia senti-las subindo pelo meu braço e pescoço, logo chegando em meu corte. Era estranho e bom ao mesmo tempo, eu podia sentir o poder cicatrizando minha pele mas a parte ruim chegou quando aquilo fora em direção as minhas costas. Eu sabia que os leves arranhões que ganhei com o surto de Kacchan ainda estavam ali, até mesmo imaginei que eles se curariam.

Mas, no momento que senti as pequenas feridas cicatrizando, minha marca ardeu, doloroso o suficiente para me fazer puxar o ar entre os dentes num silvo, soltando o pequeno pedregulho. Ofeguei, apesar de ter diminuído, eu ainda podia senti-la queimar.

- O que foi isso, Midoriya?! – Ejirou correu para o meu lado, colocando um braço em minha cintura enquanto eu colocava meu braço cobre seus ombros, respirando fundo. – O seu corte...Como você..?

- Foi a pedra da Lua, Mic disse que elas serviam para cura. – Todoroki disse, abaixando e pegando apedra branca, a colocando em meu bolso. – Acontece o mesmo quando eu uso demais o fogo. – O bicolor olhou para a mão esquerda, acendendo uma pequena chama.

- A mesma coisa comigo. – Momo agachou, colocando a mão suavemente sobre a terra e fazendo uma flor do campo nascer. – Apenas os xamãs sabem disso.

Era como Mestre Aizawa havia dito: fogo, terra e Lua. A primeira vez que vi Yaoyorozu e Todoroki usando o poder das marcas foi no dia que nos conhecemos e aquela fora a última vez, na época achávamos que se ignorássemos o poder daquilo ela sumiriam. Óbvio que estávamos errados, mas ainda sim, eu sabia que eles evitavam ao máximo.

- Então vamos evitar que você tenha que usar isso de novo, certo? – Kirishima olhou pra mim, uma feição séria, e eu sorri levemente.

Meus olhos arderam e precisei engolir em seco para não deixar que marejassem, vê-lo tão preocupado comigo pesava meus ombros com culpa e, naquele estante, enquanto via os rostos preocupados dos meus amigos, eu desejei poder conseguir parar de sair as escondidas toda madrugada. Mas sabia que não pararia, depois de ontem, eu sabia que precisaria de mais daquilo, de Katsuki.

- Chega de toda essa preocupação, eu estou bem. – Me soltei de Kirishima, apanhando a espada no chão rapidamente e apontando-a para Shouto, um sorriso sarcástico em meu rosto. – Pronto para uma revanche, xamã do Sol? – Deixei meu tom desdenhoso ao chama-lo assim, vendo Momo rindo levemente, olhei para o bicolor e pisquei rapidamente para si. Vamos lá, a impressione.

Ele sorriu levemente, girando a lança em suas mãos com maestria antes de aponta-la em minha direção.

- Quando quiser, xamã da Lua.

Assim foi por algum tempo, fiquei contente em ver como o bicolor e a morena estavam próximos, deixando que meu queixo caísse ao ver, quando paramos um pouco no final da tarde para comermos algumas frutas que Denki trouxera, suas mãos entrelaçadas. Eu pude sorrir largo naquele momento mesmo que no fundo eu sentisse certa tristeza.

Nós nascemos no mesmo dia, Shouto nascera no exato momento em que o Sol subiu aos céus, já Momo nasceu momento em que a sombra do Grande Carvalho cobriu sua mãe e eu nasci no momento que a Lua Cheia atingiu seu ponto mais alto. Assim como os primeiros receptáculos foram marcados juntos, nós assumiríamos  nossos lugares no mesmo dia. Daqui 19 dias, eu os veria sendo separados pelas marcas.

- Kami? Kiri? Onde vão? – Tirei os olhos da maçã em minha mão quando a voz suave e gentil de Momo invadiu meus ouvidos, me fazendo olhar confuso o loiro e ruivo levantando-se e limpando a poeira das calças.

- Hoje é nossa vez de ajudarmos com a janta. – Só agora notei que o sol começava a se por. – Vem conosco Izuku?

- Não Kami, vamos treinar mais um pouco.  E não se preocupe – Interrompi Ejirou no momento que o vi puxando o ar para falar algo. – Não voltarei tarde e irei pela trilha. – Revirei os olhos, sorrindo quando todos riram.

- Bom, meninos eu irei também, Midnight quer ensinar-me alguns rituais. – Ela sorriu para mim, ficando corada e num movimento rápido selou levemente os lábios com Shouto, levantando e já se encaminhando para a floresta.

Arqueei as sobrancelhas para o bicolor, que corou e desviou os olhos, enquanto eu comecei a rir.

Só quando todos já haviam sumido de vista, lembrei que Mestre Aizawa perguntaria por que não estava com ambos. Disse um “volto já” ao maior na clareira, correndo, tentando os alcançar, só conseguindo depois de certo tempo.

- Ejirou, Denki, esperem! – Ambos viraram meio assustados, voltando rapidamente até mim, mas eu ri levemente quando recuperei parte do meu fôlego. – Se Mestre Aizawa perguntar, digam que estou procurando algumas ervas que ele havia me dito para a próxima vez que nos encontrarmos. – Os dois riram, assentindo e logo voltando a seu caminho, assim como eu.

Não acelerei meus passos, absorvendo o ar gélido da mata como sempre, parando à alguns metros da clareira já que realmente achei algumas ervas que nunca tinha visto por ali. Abaixei-me, quase as tocando quando um rosnado alto invadiu meus ouvidos e mandou calafrios pela minha coluna.

Praguejei por um segundo por reconhecer tão facilmente aquele som.

Pus-me de pé num salto, correndo de volta a clareira. Por favor, que não seja ele, por favor, que não seja ele, fiquei repetindo esse mantra até adentrar o campo.

De modo lento, minha mente processava a cena a minha frente: um lobo marfim enorme rosnava e arreganhava os dentes  para Shouto que tinha sua lança na mão, ainda havia um boa distância entre eles, eu poderia correr até lá.

Kacchan havia me visto já que deu alguns passos para trás e tentou controlar os rosnados, mas Todoroki ainda tinha a lança na mão e ele não parecia querer recuar. Segurei seu braço.

- SHOUTO, NÃO! PARA! – O bicolor olhou para mim assustado e irritado.

- Merda, Midoriya fica atrás de mim. – Não me mexi, tendo meus olhos focados no lobo que parecia rosnar cada vez mais alto agora. – AGORA IZUKU! – Me surpreendi com o grito do bicolor e com o braço dele em minha cintura, me empurrando para trás dele com força o suficiente para me fazer cair para trás.

Não fora a intenção de Shouto, ele só queria me proteger, ele não era tolo, reconhecia um Filho da Lua. Mas Kacchan não pensou assim. Ele mostrou os dentes de novo, avançando na direção do bicolor. Eu sabia o que teria que fazer.

Levantei e me coloquei na frente de Todoroki e fechei os olhos, não duvidava que Katsuki fosse me empurrar. Os abri quando vi que o barulho de passos havia parado, dando de cara com o rosto Lupino do loiro, ele não olhava para mim, olhava para Shouto.

- Kacchan, está tudo bem, por favor, não faça isso. – Falei e as grandes orbes vermelhas me encararam, rosnando baixinho para mim.

- Midoriya, para de falar com essa coisa e sai daqui. – Todoroki disse entredentes, respirei fundo, não havia jeito.

Virei-me para o maior, dando um passo para trás, o suficiente para que eu sentisse os pelos longos do lobo que – me pegando totalmente de surpresa – esfregou a cabeça em meus cabelos, resmungando baixo. Todoroki entreabriu a boca em surpresa, a lança caindo de sua mão enquanto compreensão tomava seu rosto. Respirei fundo em alivio, virando o rosto agora para Katsuki:

- A gente se vê de noite, Kacchan. – Sorri leve para o mesmo, que só esfregou o rosto em meu cabelo, dando um último rosnado para o bicolor, enfim correndo de volta a floresta.

Esfreguei as mãos, mantendo meus olhos no chão enquanto o encarar de Shouto pesava sobre mim.

- S-Shouto, eu-

- É ele, não é? O Filho da Lua que você encontrou no meio da floresta. – Me interrompeu, a voz inexpressiva, olhei-o surpreso. – Kirishima contou-me sobre isso, contou-me também sobre a marca que aquela criatura deixou em seu pescoço. – Me remexi desconfortável com o termo usado pelo bicolor.

Apenas assenti, numa confirmação muda a pergunta.

- Você está tendo algum tipo de envolvimento com ele, Midoriya? – Corei, merda Shouto, por que está complicando isso?

- Não conte a ninguém, por favor , Shouto, o Ejirou... Ele vai se descontrolar pela raiva, se ele vir atrás do Kacchan... O Denki não ia aguentar, então imploro-te, não diga nada.

Eu não pensava no caos que traria a aldeia, tudo que passava pela minha mente era a ideia de um Kirishima irado indo atrás de Katsuki. Tremi só de pensar.

Todoroki respirou fundo, passando  mão entre os cabelos, enquanto assentia, concordando com o que eu havia dito e mais uma vez pude respirar aliviado.

- Midoriya, você é melhor amigo e eu me preocupo com você. – Franzi o cenho em surpresa, Shouto nunca dizia aquele tipo de coisa. – Então eu confio em você que isso não vai acabar mal.

Não o respondi, porque não havia mais o que falar.

 

Aquilo era uma esperança tola, sabíamos disso.

 


Notas Finais


Ai está pessoal! Espero que tenham gostado e, de novo, só temos 19 dias para o ritual, as coisas precisam andar.
Até outro dia docinhos!


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