História Filhos da Lua - Capítulo 9


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Katsuki Bakugou, Midoriya Izuku (Deku), Momo Yaoyorozu, Shouta Aizawa (Eraserhead), Shouto Todoroki, Yagi Toshinori (All Might)
Tags Bakudeku, Kirikami, Todomomo
Visualizações 173
Palavras 1.062
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal! Cap pequeno -- em comparação aos outros pelo menos -- mas, acredito eu, que explicará os episódios do cap passados. Afinal de contas, nem tudo é o que parece e cada ação tem sua reação.
Desculpem os erros, boa leitura e até lá embaixo!

Capítulo 9 - Capítulo 8


Bakugou estalou o pescoço quando ouviu passos leves entrando na clareira, dessa vez ele não estava de costas para a floresta, podendo vê-lo caminhar lentamente.

Vejam só, lobos eram naturalmente territorialistas. Se algo os pertence de certa forma, eles atacariam qualquer um que chegasse perto do que era seu.

Em sua forma lupina, Katsuki deixava sua parte humana praticamente esquecida e, por isso, não hesitou em atacar aquele garoto bicolor no momento que vira o modo como ele jogara Deku no chão. Por isso não hesitou em esfregar seu pelo no menor, porque ali, com sua parte racional afundada na selvageria do lobo, ele apenas via alguém que tocara em algo seu, queria que Izuku exalasse seu cheiro numa forma clara de dizer para que o que segurava a lança não chegasse perto.

O loiro não era realmente um homem normal, nele havia anos de instintos lupinos adquiridos. Midoriya entendera isso, por essa razão não protestara quando a mão calejada do maior segurou seu queixo com brutalidade, virando seu rosto de modo que deixasse seu pescoço exposto, descendo o nariz ali, não de modo carnal e sim como se estivesse farejando algo. 

Subiu o rosto, os olhos cravados nos do esverdeado, soltando o queixo do mesmo e lhe dando as costas e sentando, seus olhos agora focados nas chamas laranja queimando os ganhos que apanhara mais cedo numa forma de tirar aquilo da sua cabeça.

- Bela recepção, Kacchan. – Izuku não poupou ironia em sua voz, ouvindo um bufar do maior. Revirou os olhos, pondo-se ao lado do mesmo.

Ficaram em silêncio, apesar de achar que seria ele a ficar desconfortável pela situação mais cedo – toda aquela cena de esfregar o rosto em seu cabelo – Izuku surpreendeu-se ao ver que o tenso ali era Katsuki.

Passou a mão entre os cachos verdes, só queria esquecer toda aquela merda. Esquecer-se do ardor estranho de sua marca depois de usar a pedra da Lua, da tristeza de ver o amor de seus amigos com os dias contados, que a partir desta tarde ele teria os olhos heterocrômicos de Shouto sobre si, de toda aquela pressão e culpa que pesava seus ombros e que apertava seu peito. Queria se esquecer das mentiras, do seu destino.

E por isso fora ver Bakugou, porque ele simplesmente não se importava e fechava seus olhos para qualquer sinal que aquelas ações poderiam passar, só queria ter o calor do maior envolta de si e tornar-se apenas quem ele era, um adolescente que nunca vira nada além das copas das árvores desta floresta.

E, como se suas mentes estivessem conectadas, Katsuki simplesmente virou-se para o menor e agarrou sua cintura, facilmente o trazendo para seu colo que simplesmente acomodou-se ali. As bocas se encontraram de forma bruta, as mãos do menor enroscando-se nos fios loiros enquanto os braços nus do mais velho o traziam para ainda mais perto, englobando Izuku no calor de seu torso, quentura essa que viajava pela pele alva, o arrepiando e se instalando em seu baixo vente.

Escorregou as mãos pelo corpo em seu colo, uma parando sobre a nuca e sentindo nas pontas dos dedos a macies dos cabelos que caiam ali enquanto a outra adentrava o tecido leve o tecido da camisa e parava sobre cútis quente da curva da lombar, praticamente coagindo o menor a rebolar sobre seu colo. Não houve resistência pela parte de Izuku que, perdido nestas sensações novas, deixava-se levar enquanto seu desejo era concedido e ele podia explorar a boca de Katsuki, sua língua timidamente encontrando a do loiro numa iniciativa que fez o homem sob si o apertar mais e uma pequena – quase inexistente – parte da consciência de Midoriya, teve certeza que pela manhã ele teria a marca dos dígitos.

E mais uma vez a necessidade do oxigênio acometeu-os e, após separar os lábios, encostaram as testas uma na outra, de olhos fechados, distraídos em sua bolha particular.

E foi por isso que um detalhe ínfimo passou despercebido por ambos.

Da ponta dos dedos de Izuku, que agora repousavam sem saber por sobre a Lua no braço de Katsuki, leves e pequenos caminhos prateados se conectavam ao loiro, andando por sobre o desenho vermelho até que este estivesse totalmente envolto, absorvido pela prata.

Por baixo do linho a mão do maior subia de modo involuntário até o meio da coluna do mais novo, grossos caminhos vermelhos brilhando por sua mão até a pele alva, circulando cada fase da Lua da marca, no final, envolvendo a Lua cheia da cor sangue. Não durou mais que alguns segundos e, depois das marcas brilharem rapidamente, tudo sumira como se nunca tivesse acontecido.

                                (...)

Midoriya não mais se preocupava com a escuridão da floresta, apenas caminhando por entre a mesma. Chegara cedo, vendo a relva baixa de sua aldeia apenas alguns metros a sua frente enquanto a Polaris ainda mantinha-se alta. Porém, no exato momento que seus pés adentraram o território, um extremo cansaço tomou seu corpo, o fazendo cambalear levemente, a visão turva.

Andou de forma bamba até sua tenda, gastando mais tempo que o normal até conseguir chegar batente da mesma, caindo de joelhos antes que pudesse alcançar sua cama. Seu estômago girava, contraindo e embrulhando, ele ofegou quando de repente sua marca ardera como se estivesse em chamas e, curvando-se para longe de onde dormia, deixou que o que estivesse em seu corpo saísse por sua boca, o ácido com gosto e cheiro ruim fazendo seus olhos lacrimejarem.

Izuku não sabia por quanto tempo deixou que aquilo saísse de si, só sabe que quando finalmente parou – inclusive o ardor em suas costas –, passando as costas da mão direita sobre os lábios para retirar qualquer resquício daquilo, leves raios de Sol entravam por entre as madeiras de sua tenda.

Primeiro os feixes de luz iluminaram seu rosto, uma careta aparecendo em seu rosto pelo brilho em seus olhos cansados, levantando uma mão numa forma de bloquear a luz. Arregalou os olhos quando viu a pele com uma clara mancha vermelha, como se ele tivesse pingado uma gota de tinta e a espalhado.

Depois os feixes se estenderam pelo chão, e temeroso, Midoriya seguiu o caminho devagar até chegar na poça que se encontrava a sua frente. 

Empalideceu, o cansaço sendo substituído por medo quando a cor daquilo deixou claro o que ele havia vomitado.

Vermelho.

Sangue.

Ele vomitara sangue.


Notas Finais


Isso ai pessoal, infelizmente Katsuki apenas foi guiado pelos instintos de lobo, pelo menos ainda.
E pra quem achava que macular a marca não traria danos, é, a coisa é feia.
Até outro dia docinhos!


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