História Filhos da Máfia - Capítulo 18


Escrita por:

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Charlotte, Dajan, Dakota, Debrah, Dimitry, Iris, Jade, Kentin, Kim, Leigh, Li, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Priya, Rosalya, Viktor Chavalier, Violette
Tags Amordoce, Assassinato, Lutas, Máfia, Romance
Visualizações 133
Palavras 8.582
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Harem, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amores <3

Vou nem falar nada que eu demorei... (pq eu sei que é vdd ;-;)

Capítulo quentinho... (meus dedos estão dormentes)

Então vamos lá!

Capítulo 18 - Mensagem


Fanfic / Fanfiction Filhos da Máfia - Capítulo 18 - Mensagem

 

 

...

 

 

- Como assim Amaya! -Rosalya praticamente gritou quando terminei de contar o motivo do meu desaparecimento noite passada- E... foi normal? -perguntou um pouco envergonhada, não deixei de rir da cara da platinada.

- Exatamente o que eu te disse -dei de ombros, olhando com certo desejo para o vinho não muito longe de mim, minha cabeça estava doendo de uma maneira infernal, mas a vontade de beber queria falar mais alto- Depois que você sumiu a gente bebeu, ficamos bêbadas, se beijamos e transamos, simples assim -peguei um cigarro, acendendo- É sexo com mulher Rosalya, se você quer saber não é muito... talvez um pouco, mais não é tão anormal assim, fazemos quase a mesma coisa que com os homens, só que não temos uma "espingarda" em ação -Rosalya ficou me olhando, segurando o riso, coisa que não adiantou muito.

- Senhora, não é permitido fumar dentro do avião, pode prejudicar... -a aeromoça falou meio hesitante em minha direção, mas interrompi no meio da sua fala.

- Eu.não.ligo -falei pausadamente a olhando com o meu melhor olhar de deboche, minha cabeça estava doendo de mais, para ficar aguentando reclamações de pessoas que sequer tem o direito de alguma coisa- Saia da minha frente, sua voz me irrita -falei seria, com nojo evidente nas poucas palavras ditas por mim.

 A mulher não falou mais nada, apenas deu meia volta, voltando para seu lugar de antes, soltei um risinho sarcástico.

- Você não deve descontar o seu mal humor nos outros assim, ela apenas estava fazendo o serviço dela -Rosalya me repreendeu, me olhando feio.

- Não ligo -dei de ombros, trazendo mais uma vez o cigarro para os meus lábios- e você? O que fez ontem a noite? -perguntei encarando a pequena janela do avião.

- Eu bebi mais um pouco, conversei com algumas pessoas, alguns ate mesmo conhecidos meus, me interessei por um cara, ficamos e... -suspirou, parecia irritada, e logo minha dúvida foi confirmada quando um biquinho se formou em seus lábios- Eu fiquei muito bêbada, meu estômago não ficou muito com e... -comecei a rir, não estava acreditando que Rosalya era tão cachaceira a esse ponto.

- Rosalya você vomitou? Foi isso? -perguntei com um sorriso ainda em meus lábios, a olhando.

- Eu não só vomitei, como vomitei no cara! -falou exaltada, ela com certeza jogou o orgulho de lado para chegar ao ponto de ter admitido isso em voz alta- Por sorte nós estávamos sozinhos e ninguém viu! Aah o que seria da minha reputação se alguém soubesse disso... -falou com uma voz manhosa, fingindo choro.

- Normal Rosalya -sorri, soltando a fumaça do cigarro- Eu já transei fumando... isso é bem estranho eu sei -ela me olhou confusa, confirmando que era bem estranho de fato- E claro, transas calmas e lentas -sorri com a careta que Rosalya fez.

- Cada um com os seus problemas -nós duas sorrimos- Mas... está tudo bem sobre... sabe... o Nathaniel? -ela me perguntou meio hesitante.

- Sim, porque eu não estaria? -falei simples, mas sabia que nem todas aquelas palavras eram verdadeiras.

- Nada não... -Rosalya logo pôs a mudar de assunto- Você dará conta do Siobhan? -ela perguntou provocativa.

- Quando que eu não dou conta das coisas Rosalya? -falei no mesmo tom- Ele pode ser difícil, mas eu sou insuportável -sorri de lado, apagando meu cigarro.

- Alguma coisa não está me cheirando bem... -ela brincou.

- Talvez seja a confusão que está por vir -respondi no mesmo tom de brincadeira que ela- Rosa? -chamei sua atenção- Você sabia que eu tinha esse anel? -mostrei meu dedo com o discreto anel nele, ela olhou com atenção- Não foi você que me deu, né?

- Não -falou simples- Eu já havia te perguntado sobre ele, mas você sempre respondia... “aham sei sei” ou “Tá tá”, até mesmo “depois a gente conversa Rosalya”, e olha que eu perguntei desse anel três vezes, e todos as vezes você nem me olhou -ficou me encarando com as sobrancelhas erguidas, junto com os braços cruzados.

- Foi mal, às vezes eu te ignoro -ela me olhou feio, dei de ombros.

- “Às vezes”, sei... -revirou os olhos- Eu apenas perguntei sobre esse anel porque ele é do modelo cofre.

- Modelo cofre? -perguntei confusa.

- Sim... -pegou minha mão- Ele não sai de jeito nenhum do seu dedo, né? -concordei- Ele apenas sai do seu dedo se você colocar uma “chave”, da finura de uma agulha -virou minha mão, mostrando a parte traseira do anel, havia um minúsculo pontinho fundo- E colocado aqui, e ele sai -falou simples, soltando minha mão- Eu tinha um desses, mas não uso mais... geralmente eles são para promessas, deveremos ou compromissos -deu de ombros- E quando você cumpre ele é retirado do seu dedo.

- Compreendo... 

 

 

 

(...)

 

 

 

- Amaya! -Rosalya gritou meu nome pela quinta vez.

- Que foi merda! -já estava transbordando a minha vontade de socar o rostinho perfeito da platinada, ela não me deixava em paz nenhum segundo- Se for algo inútil ou fútil eu vou quebrar essa garrafa nas suas costas! E eu não to brincando não em! -gritei assim como ela.

- Acho que agora chegamos! -gritou novamente, isso já estava me irritando, o que custava ela ficar perto de mim para conversarmos civilizadamente?

- Você gritou isso nas últimas cinco vezes Artino! -gritei mais uma vez irritada- Vem aqui agora! Preciso da sua ajuda... 

- Eu não quero! -gritou, parecia uma criança fazendo birra, e como eu odeio isso.

- E sobre roupa... -Eu nem precisei gritar, e logo ela estava ao meu lado.

- No que você precisa de ajuda? -falou com a maior cara de pau do mundo, com um sorrisinho mais que feliz.

- Idiota... -sussurrei, revirando os olhos- Quero que você encontre algo sexy que chame atenção, mas que seja do meu estilo... consegue? -apontei para uma das minhas malas de roupas, eu não faço a mínima ideia de que roupas estavam ali dentro.

- Eu estou mais que feliz para te ajudar -sorriu sapeca- Mas... porque? 

- Eu quero chegar no país desse merda causando... nervos -sorri provocativa para platinada, que pareceu compreender.

- OK! Vou dar uma olhada...

- Vai nessa... -falando isso a deixei sozinha, indo para "sala" do avião.

 No tempo que Rosalya ficou entretida com as roupas que escolheria, fui dar uma olhada nas armas, conferindo as pistolas, calibre, cano, cartucho, praticamente desmontei as duas que haviam ali, montando tudo de novo, enquanto Rosalya continuava a procura pelas roupas.

- Achei! -apareceu de repente, pulando de felicidade com algumas peças de roupa na mão, por sorte cores neutras- Vamos colocar... 

- Depois -a interrompi, ela me olhou emburrada- Glock, pistola automática, austríaca, 9 x 19 mm Parabellum, o famoso 9 milímetros, pente 17 balas, tanto nos modelos semiautomáticos e automáticos -coloquei sobre a mesa, depois de conferir mais uma vez- Uma das melhores pistolas para usar...

- Depois a gente... -Rosalya voltou a falar, mais eu a interrompi novamente.

- Heckler & Koch, pistola automática, calibre 45, capacidade de 10 tiros, gatilho de ação dupla, simples ou somente ação dupla, de origem alemã, muito usada no exército americano -coloquei novamente mais uma arma na mesa, depois de conferir- Escolhe uma das duas -na minha visão eu estava pedindo, mas saiu mais como uma ordem- Não vou deixar você desprotegida, você sabe atirar e vai andar com uma arma, ainda mais nesse país -falei seria, ela suspirou alto, logo mudando seu olhar para as armas.

- Eu vou ficar com a Glock -pegou a arma, colocando no cos da calça jeans clara em seu corpo, coisa que eu estranhei quando a vi- Você fica com essa, e vai se vestir. -ordenou, eu apenas revirei os olhos.

- E claro que eu vou ficar com essa belezinha aqui -peguei a arma, levantando na minha mão- Alemães sempre nos surpreendendo com armas... linda. -dei um beijinho rápido da arma, a deixando novamente na mesa- Me passa logo essa roupa... -estiquei minha mão na direção da platinada, que logo sorriu animada.

 Dei uma olhada rápida, e logo peguei as peças pretas, colocando tudo logo em seguida; mesmo não me olhando em um espelho percebi a calça preta mais larga, estilo moletom, uma blusa curta preta de botões, com um decote bem chamativo, mostrando em si quase todas as minhas tatuagens, principalmente as to tronco.

 Rosalya fez questão de apertar o sutiã, fazendo meus seios quase saltar da blusa ou melhor dizendo, o pedaço de pano que Rosalya escolheu.

 No pé não queria nada de salto por hoje, peguei uma bota sem salto, estilo exército, também preta; dei uma bagunçada no cabelo, e prontinho, não precisava de mais nada.

- Tá parecendo uma adolescente gângster -Rosalya começou a rir- Mas está muito gostosa -fez joinha com a mão- Eu pegava... -sorriu maliciosa.

- Vai a merda Rosalya -falei seria, mas não aguentei quando Rosalya me olhou fazendo a típica careta de indignação + nojo, comecei a rir.

- Grossa... -falou arrastado, mostrando claramente o humor na fala, sorri de lado, Rosalya e muito animada, isso me cansa de uma maneira sem igual.

- Senhoras... -a aeromoça falou calmamente em nossa direção- Me perdoem a intromissão, mas precisamos que se sentem e coloquem o cinto, pois já vamos aterrisar -a mulher falou nervosa nos olhando- Obrigado pela atenção! -falou rápido, logo saindo da nossa vista.

- Tsc -reclamei- Como se eu fosse obedecer esse inseto medroso... -sussurrei para mim mesma, guardando a pistola no cos da calça, logo dando uma olhada nos cartuchos.

- Amaya para de ser tão malcriada! -Rosalya me repreendeu- E preciso se sentar! 

- Não.e.não! -falei pausadamente, um tanto sarcástica- Isso e apenas para "segurança", mas elas em si não se sentam, porque eu deveria? Se algo der errado e eu morrer eu vou pro inferno horas, nada de mais, tudo normal -falei simples, mas sabia que Rosalya se irritaria. 

- As vezes você passa do limite de ser irritante -falou irritada se sentando, logo colocando o cinto.

- E você de ser ridícula -falei de propósito, recebendo como resposta uma taça vindo em minha direção.

- Errou boneca -falei debochada, Rosalya e louca em todos os sentindo quando queria, dei uma olhadinha para trás, percebendo o que antes era uma taça, agora apenas cacos de vidro espalhados pelo chão.

- Não acertei porque fiquei com dó -Agora era oficial, a convivência comigo não esta fazendo bem à ela, sorri de lado.

 

 

                   "Que abusada!"

 

 

- Sempre bondosa -falei sarcástica, ela me olhou feio.

 Me sentei no assento quando percebi que o avião já tocaria o chão, aproveitando o tempo, escondendo duas lâminas nas botas, escondendo um cartucho no sutiã e o outro no bolso da calça.

 Enquanto mexia nas armas, Rosalya me olhava com um olhar horroroso, mas já estava acostumada, tudo era motivo dela querer me matar ou tacar alguma coisa na minha cara para me machucar seriamente... assim como ela fez a um minuto atrás.

 

 

"Rosalya é bem sinistra quando quer"

 

 

 

(...)

 

 

 

- Amaya já aterrissamos -Rosalya me cutucou na bochecha algumas vezes, até eu me irritar.

- Me cutuca novamente pra ver se eu não atiro na sua perna! -falei irritada, apontando minha arma para Rosalya, que me olhou um tanto debochada.

- Eu atiro na sua! -ela pegou a pistola guardada em sua calça- Não vou ser a única a sair prejudicada nessa história não! -falou alterada, Rosalya realmente era louca.

 

 

"Ela havia levado a sério... pensando bem até eu queria ter levado a sério"

 

 

- AH! -escutamos um grito não muito longe de nós, dei uma olhada pelo avião até encontrar uma das aeromoças com as mãos no rosto, parecia um tanto espantada- Por favor não... -suplicou, não aguentei rindo alto, um tanto debochada.

- Que idiota -guardei a arma novamente no cos da calça.

- Ela não tem culpa Amaya! O que eu disse sobre você ser tão insensível toda vez assim? -Rosalya também guardou a arma, colocando logo em seguida as mãos na cintura, me olhando feio.

- Blá, blá, blá -revirei os olhos, incrível como eu não consigo ser madura na frente da Rosalya por muito tempo, essa mulher me irrita- Pode ficar tranquila, a gente estava brincando de... Barbie -Rosalya tentou segurar o riso, o que acabou fazendo um barulho bem estranho, me fazendo rir.

 Me espreguicei, já saindo do avião, não aguentava mais ficar dentro daquele ambiente por mais tempo.

 Não muito longe, pude ver carros pretos que antes parados, começarem andar em nossa direção rapidamente, no total pelos meus cálculos, cinco carros, e todos blindados se eu conhecia bem.

 Logo senti a presença de Rosalya atrás de mim, não fiz questão de olhar em seu rosto, estava focada nos carros que se aproximavam cada vez mais.

 Quando os carros pararam em uma linha reta, vários homens saíram de dentro deles, todos armados, portando ternos pretos, junto com óculos escuros.

- Senhorita Artino, e Senhorita Amaya? -um homem se aproximou de nós, perguntando com a voz seria.

 Eu o olhei por segundos, que pareceram horas, logo levando minha mãos discretamente a arma escondida, algo não estava me cheirando bem.

- Som... -interrompi Rosalya rapidamente.

- Quem são vocês? -perguntei seria, segurando minha arma.

- Homens do Siobhan, estamos aqui para pegar a senhorita Artino, e sua acompanhante Amaya -o homem continuava a falar no mesmo tom, o que me irritou um pouco.

- Mas o que... -Rosalya falaria algo, mas eu a puxei para o avião rapidamente, tampando sua boca.

- Cala boca e me escuta sua irritadinha de merda! -falei calma em um sussurro, ela me olhou supresa, mas logo acenou com a cabeça confirmando- Esses caras estão meio suspeitos... não sei se são os homens dos Siobhan's realmente -tirei lentamente minha mão de sua boca, a deixando falar.

- Porque acha isso? -perguntou também em um sussurro.

- Todo cuidado é pouco Rosalya -a reaprendi, ainda em um tom baixo- Temos o FBI atrás de nós, de todos que tem ligação com a máfia nem que seja um pouquinho, temos U.S. Navy SEALs, Alpha Group, The Kaibiles, Sayeret Matkal, Kopassus, Special Service Group, Delta Force, SAS Britânico, Eko Cobra, Regimento especial de serviço aéreo Australiano, BOPE, GSG 9, KSK, GOE, GruMec, Spetsnaz, French Naval Commandos, MARSOC, MI-6, U. S. Army Rangers, U. S. Army Green Berets, Shayetet 13 -falei tudo em um fôlego só- E se você não acha o suficiente, temos ainda as maiores agências de inteligência e forças policiais, como Scotland Yard, Interpol, CIA, Mossad, KGB, e por fim SWAT, tirando o FBI que eu já falei e você ainda acha que é nada? -falei, ela pareceu compreender- Se eles não forem quem a gente acha que é, você volta pra dentro desse avião, fecha essa porta e da um jeito de sair daqui e correr o mais longe possível, depois ligue imediatamente para sua mãe, você entendeu? -falei seria, mas do que deveria, pois foi a primeira vez que vi horror nos olhos da platinada.

- Mas é você? -perguntou em um fio de voz- Não posso te deixar aqui... você vai morrer! -Rosalya se exaltou, fazendo eu tampar sua boca novamente.

- Sua vida vale mais que a minha, além de ser mais importante OK -ela balançou a cabeça em negação- Se for isso mesmo que estamos pensando, siga o plano, eu darei cobertura para que fuja... apenas me obedeça Artino! -falando issa a deixei, saindo do avião novamente- Me falem o porque de vocês estarem esperando essas duas mulheres, e o que o chefe de vocês querem com elas -ordenei aos homens a minha frente, que me olharam por baixo dos seus óculos escuros, a esse ponto eu já segurava a arma com firmeza ao lado do meu corpo.

- Fique tranquila, não somos da lei -o homem pronunciou- Viemos buscar senhorita Artino e Amaya para uma reunião particular com o chefe, James Siobhan -o homem tirou os óculos escuros- Mais alguma dúvida? 

- Óculos ridículos -falei dando de ombros, guardando minha arma novamente- Rosalya! -a chamei- Os palhaços não são tiras -acendi um cigarro- São apenas cachorros dos Siobhan's mesmo.

- Olha como você fala do... -um dos homens pronunciou irritado, mas o "líder" deles falou o interrompendo.

- Lembre-se dos modos -ele falou sério- Querendo ou não elas são visitas importantes -o homem novamente me olhou- Mas não se esqueça que você assim como nós é uma cadela dos chefes também -o homem sorriu de lado debochado.

- Mas ao contrário de você, ou melhor dizendo vocês, EU sou importante -sorri provocativa- E o pior de tudo e que vocês sabem disso -fiz o meu melhor olhar manhoso- Porque essa cachorrinha aqui, bateu de frente com seu chefe e está viva, agora vai lá -sorri novamente provocativa, mais de um jeito mais ousado- E vê se continua vivo -falei com nojo- E só pra vocês saberem, não que seja importante ou interessante, mas... eu sou uma assassina assinada da máfia -eles me olharam surpresos- Pense bem antes de abrir essa boca, ainda mais há mim.

- Agora eu entendi -o homem riu divertido- Mãos por favor "madame" a frente -eu o olhei sem intender, mais assim o fiz- ... Prontinho! -falou com falso humor.

- Que porra e essa? -perguntei depois de perceber as algemas nos meus pulsos- Me solta agora dessa merda seu inseto! -falei irritada.

- Não posso, desculpa -me olhou com falso querer- Mas foi o chefe que mandou... você é a Amaya, não é?

- E quem mais seria? A mulher com o cabelo platinado natural? -falei com sarcasmo- Porque aquele porra mandou fazer isso? -eu estava arriscando falar do Siobhan dessa maneira, mas estava tão irritada que nem me importei.

- Ele disse que você é muito perigosa, e que não é confiável -o homem parecia lembrar das palavras do chefe- Disse que não quer você solta no país dele, que se fosse por ele você sequer pisaria aqui... isso -o homem falou com a maior simplicidade do mundo, mas seu tom de voz, em todo momento estava sério, aquele merda falava a verdade.

- Se ele quer que as coisas sejam assim... -dei de ombros, tentando levar meu cigarro para meus lábios- Mas só digo uma coisa... -falei seria, depois de conseguir levar o cigarro para meus lábios- Se alguma coisa acontecer com a herdeira da Grécia por causa dessa merda aqui -levante os pulsos, me referindo as algemas- Você, vocês, o seu chefe e todo esse país de merda vão levar a culpa... vocês entraram em guerra não apenas com a Grécia como também com o Reino Unido -fiz uma careta indecisa- Eles são família, sabe como é, além dos aliados deles, então... a protejam bem ou me soltam disso.

- Ela estará segura -o homem falou sério.

- Mas eu duvido -falei debochada- Vamos ver se você dá conta mesmo... -me aproximei do homem, ele ficou me olhando sem entender, até eu chutar seu rosto sem aviso.

 O homem cambaleou, piscou algumas vezes, e logo me olhou sério, limpando o canto da boca que escorria sangue.

- Belo chute -falou sem humor.

- Esse foi apenas o primeiro... -e novamente fui em sua direção, meu cigarro já havia caído dos meus lábios e se apagado com certeza pelo vento forte; fingi que ia o chutar sua perna, mas logo fechei os punhos batendo em um golpe forte na parte esquerda do seu rosto, fazendo sua cabeça tombar para o lado, logo voltando sua atenção mais que seria em minha direção.

 Ele avançou com agilidade em minha direção, consegui desviar de alguns golpes aplicados, ele era realmente bom; conseguiu me acertar na coxa esquerda, junto com um soco na costela; encaixei meus braços em seu pescoço, as algemas me ajudaram bastante para o homem não fugir, dei uma joelhada rápida em sua barriga, senti que ele socaria meu estômago, logo mudando nossas posições, ficando em suas costas, logo o enforcando com a algema em meus pulsos, ele se debatia, tentando sair do aperto, mais pulei em suas costas dando mais força ao meu aperto, evitando seus socos que ele tentava me acertar.

 Só fui soltar o homem quando os companheiros deles vieram em nossa direção, me tirando de perto do homem.

- Nunca me subestime -cuspi a pequena quantidade de sangue na minha boca- E você sozinho não é capaz de cuidar de alguém como ela -olhei para platinada que assistia tudo com a maior naturalidade- Se eu quisesse eu ainda te mataria se você não fosse morto enforcado... -tirei a pistola do cos da minha calça, os homens logo miraram suas armas em minha direção- Calma rapazes, eu apenas estava mostrando que o que eu falo e verdade -sorri travessa, guardando a arma com um pouco de dificuldade na parte da frente da calça.

- Vamos logo -o homem falou depois de se recuperar, notava-se claramente a marca certeira da algema em seu pescoço ou os hematomas pelo seu rosto, isso que dá ser tão branco- O chefe está nos esperando...

 

 

 

 

(...)

 

 

 

 

 Depois da viajem de 1 hora até a residência dos Siobhan's, saímos todos dos carro blindados, sendo acompanhadas pelos homens armados dos pés à cabeça, cuidando de cada centímetro ao nosso redor, pois segurança era importante, ainda mais depois das palavras ditas por mim com tanto sarcasmo envolvido para os homens.

 No momento que passamos pelos grandes portões da residência, observei cada detalhe da grande mansão de cores claras e os grandes muros detalhados ao meu redor.

 Podia-se perceber o movimento de homens armados para um lado ao outro, atentos a cada movimento, barulho ou som.

 Um dos homens se viraram em nossa direção, pedindo com educação para nos acompanhá-los, pois nos levariam até o seu chefe; eu estava tensa, mas não demonstrava e nem deveria, mas estava mesmo assim, coisa que eu me odiava por estar sentindo tais sensações tão ridículas; queria e muito um cigarro, mas minhas mãos algemadas não ajudavam muito, já Rosalya estava incomodada, e sabia muito bem apenas pelo seu olhar.

 Os homens pararam de andar, assim como eu e Rosalya, não conhecia essa casa, ere um lugar completamente desconhecido e perigosos ao meus olhos...

 

 

        "O desconhecido sempre é"

 

 

 Começa-mos à escutar um barulho pelos corredores, pessoas conversando, passos soando como eco pelo salão, até revelar os donos das vozes.

 Siobhan com suas feições sérias, roupas bem passadas sem um amarrotado sequer, a barba curta bem feita, e os fios loiros misturados com os grisalhos insistiam em cair sobre seus olhos escuros, parado diante de nós, sem nenhuma emoção evidente no rosto, mas no fundo dos seus olhos eu podia reconhecer o desagrado por me ver viva diante dele.

- Olá senhorita Artino -se aproximou da herdeira, com um sorriso forçado, deixando um beijo nas costa da mão direita da mulher- Vejo que chegou bem, isso me deixa satisfeito -falou calmamente- Espero que os meus homens tenham te tratado bem -deu uma leve olhava para os homens, logo desviando para platinada.

- Nada que não suportável -Rosalya sorriu igualmente (forçado) para o homem- Ao contrário de como trataram Amaya, mas tirando isso esta tudo indo em perfeita ordem -Rosalya falou seria- Isso eu não gostei.

 O homem escutando tal nome que eu conhecia muito bem, se virou em minha direção, com um sorriso debochado nos lábios e um olhar de nojo, enquanto eu apenas balançava de pirraça as algemas, mostrando de como eu queria  me livrar delas.

- Olá Siobhan -falei para o homem com falso humor- A viajem foi ótima, mas seus homens não tem tanto respeito assim pelos outros -fingi desapontamento- Acho que já podem me livrar disso, não é mesmo? Não matei ninguém, estou me comportando como uma mocinha que eu sou -sorri provocativa, fazendo as algemas fazerem barulho enquanto balançava elas.

 Já o chefe irlandês nem fez questão de me responder, apenas fez um sinal para seus homens tirarem tal objeto que prendia meus pulsos, que ardiam com o forte aperto; fiquei com certo alívio quando fui solta do aperto irritante nos pulos, pois odiava querendo ou não, estar presa a algo.

- Peço que a senhorita espere pela reunião -Siobhan falou olhando o relógio de pulso em ouro bruto em seu pulso- Terei algo importante que não poderei desmarcar, tudo bem à você? -perguntou, olhando os olhos da herdeira.

- Tudo bem, não precisa de tanta pressa -Rosalya respondeu com um sorriso, não que gostasse de Siobhan, mas era obrigada a ser formal e eu entendia muito bem isso- Estarei esperando pela sua volta.

- Eu já disse que não! -logo uma voz se fez presente no local de repente, uma voz grave e grossa, que no mesmo momento me arrepiou de imediato, fazendo eu respirar fundo

 

 

   "Foi mais rápido do que eu pensei"

 

 

- Não irei a essa reunião, e ninguém irá me obrigar! -Nathaniel falava sério com Melody que tentava, quase inutilmente o convencer de algo proposto.

- Nathaniel! -Siobhan chamou atenção do filho sério em tom alto, que olhou com raiva para o pai, que por mera distração desviou para nós duas, podia claramente ver a mistura de sentimentos em seu olhar- Faça companhia as visitas, voltarei logo -falando isso Siobhan deu as costas ao filho, que até certo momento ficou nos encarando sem mover um músculo, como se fôssemos algum fantasma... talvez eu fosse um à ele.

- Nathaniel? -Melody tocou no braço do loiro que voltou para realidade, piscou algumas vezes, dando uma olhada rápida pelo local, voltando sua atenção para Melody que chamava pelo seu nome, logo tirando as mãos da mulher com brusquidão.

- Vou treinar, não me incomode novamente -falou com grosseria para mulher que suspirou cansada.

 O homem olhou mais uma vez em minha direção, se retirando o mais rápido possível do local.

 

 

"Aquela mulher me causava sensações que eu não quero ter"

 

 

 Já a morena que até certo momento suspirava cansada, percebeu finamente a nossa presença no local, logo andando em passos rápidos em nossa direção.

- Amaya! -Melody me abraçou, eu ainda fiava muito supresa e sem saber o que fazer quando essas coisa aconteciam, dando apenas alguns tapinhas de leve em suas costas- Senti saudade de você -falou verdadeira- As coisas andam tão difíceis deste o dia que você foi embora... -se afastou um pouco de mim- Nathaniel apenas piora cada vez mais... Deste o dia que você foi embora -suspirou- Maria sente saudade sua também -sorriu fraco- Bem vinda de volta -sorriu mais animada dessa vez.

- Não Melody... - falei meio desanimada- Eu apenas estou... de passagem -tentei sorrir, mas não consegui realmente- Sinto saude de vocês também, mas a vida não é como desejamos, não é mesmo? -dessa vez sorriu de lado- Você está bem? Parece cansada.

- Nathaniel está me preocupando cada vez mais -suspirou novamente- Agora ele bate de frente com o pai dele, não é como está pensando, mas mesmo assim fala o que pensa e tem sua própria opinião, falando abertamente...

- Isso não é ruim, pois ele realmente precisava fazer isso ou continuaria a sofrer calado -falei com certo alívio, pelo menos isso de bom.

- E bom com certeza, pois agora Siobhan tem mais respeito pelo filho, mas Nathaniel está mais ousado... nesses três meses ele levou dois tiros de raspão, três facadas e se envolveu em mais de cinco brigas feias, além de estar bebendo mais que o normal bebidas alcoólicas -Melody passou as mãos pelo rosto- Eu me preocupo com ele, você sabe...

- Eu sei bem Melody, mas acho que você já fez mais que o suficiente por ele, não se mate por um mimado - falei o apelido que havia dado tempos atrás para o herdeiro irlandês, fazendo a mulher rir pela primeira deste que chegamos- Eu cuido dele por enquanto, OK.

- OK -nos duas batemos as mãos em um toque, logo Melody percebeu a outra presença feminina no local- O meu deus! Me perdoe senhorita Artino -Melody falou meio sem jeito, havia ignorado completamente a presença da platinada, não que ela quisesse, pois foi totalmente sem querer.

- Não precisa se incomodar -sorriu a platinada- Eu estava conversando com um amigo meu -a platinada levantou o celular no ar- Não fiquei incomodada com nada, fique tranquila.

- Mesmo assim peço desculpa... -sorriu minimamente.

- Eh Melody? - chamei sua atenção- Poderia me falar aonde aquele loiro foi? -perguntei, procurando pelos bolsos a caixinha de cigarro.

- Ele está na sala de academia da casa... -respondeu, percebendo que eu queria muito mais informações- Vai pelo corredor que ele entrou, virando a direita em uma porta de madeira com uma placa na frente.

- Obrigado -falei, e logo acendi um cigarro- Rosalya vou resolver uns assuntos, então... tem como você ficar com a Melody? - falei, logo se virando para mulher- Você poderia fazer companhia á ela por um tempo? Eu realmente preciso que você cuide dela por mim...

- E claro Amaya, não precisa nem pedir -Melody sorriu.

- Para de falar de mim como se eu não pudesse me cuidar sozinha -Rosalya falou irritada- Até parece que eu sou uma criança -falou emburrada.

- Enquanto você ficar brava e fazer esse biquinho e falar como uma mimada, aos meus olhos você será uma criança -soltei a fumaça, sorrindo de lado- Assim como o Nathaniel e todos os outros herdeiros... -dei de ombros- São crianças que eu tenho que cuidar.

- Você fala como se fosse muito mais velha que a gente -Rosalya sorriu- Eu sou mais velha tá!

- Um ano apenas -começamos a rir- Bay Bay, até mais tarde... -falando isso, segui as instruções da morena.

 

 

 

(...)

 

 

 

 Parei depois de alguns minutos na frente da porta que Melody me indicou, rodei a maçaneta, entrando no local.

 Meus olhos logo correram para todos os cantos do local, cada parte que estava ali dentro, até meus olhos pararem em Nathaniel, concentrado, mas distraído ao mesmo tempo, socando com força até de mais um saco de areia.

 Podia claramente perceber os fios já molhados colando na testa, as costas começarem a soar, enquanto seus músculos se contraiam em cada movimento de força aplicada no saco de bancada.

- Você não acha que é melhor bater em algo vivo? -falei alto ao bastante, fazendo o loiro parar no mesmo instante o que fazia- Ao invés de gastar toda sua energia em algo que sequer se mexe? -falei provocativa, mas debochada ao mesmo tempo- Assim é muito fácil... levar porrada não é pra qualquer um.

- E você acha que você, uma princesinha aguenta comigo? -ele gargalhou alto- Não gosto muito de machucar mulheres -ele finalmente me olhou, com seus olhos dourados como sempre, sua boca rosada como sempre, assim como seus músculos definidos e atraentes como sempre... assim como a minha vontade de soca-lo como sempre.

- Se eu não me engano... quem perdeu a última luta foi o príncipe encantado, e não essa princesinha aqui -o provoquei, fazendo ele andar em minha direção.

- Eu aceito Amaya -falou sério, quase tão perto que fazia eu sentir sua respiração, seu perfume misturado com o suor do seu corpo- Tem roupas para treinar ali no canto, ao lado do bebedor... -me olhou dos pé à cabeça- Essa roupa não vão te ajudar em nada, além de me fazer querer tirá-las -falou sem emoção alguma, ele realmente estava bom em esconder seus sorrisos maliciosos que eu gostava tanto.

- Cinco minutos -falei calmamente- E eu estarei no Ringue -logo ficamos nos encarando, mas foi Nathaniel que cortou o contato visual.

- Se apresse, não tenho todo tempo do mundo à você -se afastou de mim, indo em direção ao Ringue.

 Fui aonde Nathaniel falou, coloquei um top azul escuro, junto com uma legging preta colada, pegando também faixas, deixando minhas roupas em um canto do pequeno quarto.

 Enquanto enrolava as faixas nas mãos, olhava Nathaniel pular dentro do Ringue, dando socos no ar, acompanhado de chutes; sabia que Nathaniel por ser maior e querendo ou não, era homem, tendo mais força, e a única coisa que eu tinha contra ele, era a estratégia é a habilidade na luta; e se eu conhecia bem o loiro, iria propor Boxe sem qualquer intromissão de outras lutas, pois era sua favorita.

 Entrei no Ringue notando que Nathaniel não estava com as luvas, apenas com as faixas nas mãos, e ao contrário dele, eu havia enfaixados os pés também.

- Não vamos colocar as luvas? -perguntei para o loiro, que sequer olhava nos meus olhos.

- Vamos lutar sem -finalmente me olhou, mas seus olhos estavam escuros, eu quase não conhecia esse novo Nathaniel, o que me irritava por não saber o que se passava em sua mente- Como se estivéssemos em um ataque real, seremos dois inimigos.

- Se é assim que você deseja... -dei de ombros, logo indo para o meu canto no Ringue.

- No três... -Nathaniel falou sem muita importância- 1... 2... 3! 

 Foi rápido, muito rápido, logo havia levando um soco forte; a minha sorte que eu estava em defensiva, quando ao contrário poderia estar desmaiada se tivesse levado o golpe.

 Nathaniel estava diante de mim, os braços juntos, o olhar no meu, e as pernas em seus lugares...

 

"Tudo tão perfeito -prensei o observando"

 

 Novamente socou, consegui desviar, logo abaixando do seu outro soco, o quarto novamente bateu contra meus braços que estavam em defensiva, socou a quinta, a sexta, quando achei uma brecha o socando no maxilar, dando passos para trás, aproveitando a brecha chutei sua costela, indo rápido em sua direção dando uma joelhada em seu abdômen, mas Nathaniel conseguiu no momento que eu ajoelhei seu abdômen, me derrubar no chão em uma rasteira, logo subindo encima de mim.

 Transferiu alguns golpes, protegendo todos, mais causando grande dor por aguenta-los em defensiva, logo conseguiu acertar de raspão sobre meus lábios, sentindo o gosto de sangue, junta a uma dor latejante.

 Dei algumas joelhadas em suas costas, na tentativa de fazer sua atenção se voltar para minhas pernas, coisa que não demorou muito, aproveitando a brecha golpeei Nathaniel, logo tentando sair da sua imobilização, conseguindo finalmente.

 Novamente estávamos de pé, diante um do outro, nossas respirações carregadas, o meu cabelo quase desmanchando no rabo-de-cavalo, os fios loiros bagunçados, nos dois igualmente soados com as faces vermelha pelo esforço, e mais uma vez avançamos em direção um ao outro.

 Nathaniel dava socos, eram fortes com certeza, mas sentia hesitação neles, como se não quisesse aplicar eles há mim, pois se Nathaniel estivesse lutando seriamente eu com certeza estaria com o rosto sangrando, o corpo com manchas roxas e possivelmente desmaiada, não que ele não teria levado uma boa surra de mim se realmente tivesse acontecido.

 Chutou com força minha perna, me fazendo cambalear, logo acertou um soco no meu ombro, deixando meu braço mole de repente.

 O complicado disso tudo que apenas o Boxe é permitido, uma luta que exige força bruta, e como eu já disse Nathaniel ganha no quesito de força, mas se fosse um treinamento livre, poderia muito bem usar o judô ou jiu-jítsu que eu tenho mais facilidade nos golpes.

 Eu estava estressada, cansada e muito irritada, meus braços doíam assim como minhas mãos e dedos, mas nada comparado aos meus antebraços, que no momento que eu coloquei meus olhos neles, notei as marcas roxas...

 

 

"Eu nem quero ver o restante do corpo"

 

 

- Um minuto -falei, fingido estar mais cansada do que já estava- Uma pausa rapidinha...

- De jeito nenhum... -falou com a respiração desregulada- Se eu conheço você ou a Amaya que eu conhecia pelo menos, ela não pediria um momento... não precisamos disso -falou rude, entrando em posição de luta novamente- Se não quer continuar desista!

- Eu pedi um momento porque tem alguém te chamando imbecil! -falei alto, apontando para trás dele.

 Nathaniel não pensou duas vezes antes de abaixar sua guarda, olhando na direção que eu supôs ter alguém; não esperei mais nenhum segundo, corri em sua direção pulando em seu troco, entrelaçando minhas pernas para um golpe, que não deveria, mais meu orgulho falava mais alto, e não aceitaria perder.

 Com o golpe que eu colocaria em prática, faria Nathaniel cair de lado, logo eu imobilizaria, mas Nathaniel logo percebendo o que eu faria, deixou seu corpo cair pra frente, fazendo minhas costas se chocarem com força no chão do Ringue, batendo também minha cabeça.

- Puta que pariu Nathaniel! -exaltei minha voz, minhas costas ardiam, minha cabeça parecia ter socado algumas vezes na calçada, e para piorar Nathaniel caiu junto comigo, fazendo eu ficar sem ar, e para melhorar continuava deitado encima de mim- Isso foi muita filha da putagem da sua parte! -soquei suas costas o quanto pude- Eu estou toda quebrada! 

- Você que ia trapacear primeiro! -se protegeu, se levantando um pouco para me olhar- Eu falei que a única luta permitida era Boxe Amaya! B.O.X.E! -soletrou cada letra, me irritando mais- O que você ia aplicar em mim, em?? Judô? Jiu-jítsu? Muito a sua cara... -falou irritado.

- Muito a minha cara mesmo! Assim como a sua de escolher uma luta que você tem mais vantagem de ganhar! Seu mimado de merda! -gritei irritada.

- Sim Amaya, eu sou um mimado de merda, mas pelo menos não abandono as pessoas que eu me importo! Não abandono as pessoas que depois de ter ajudado tanto ir embora sem mais nem menos como se eu não me importasse com nada! Sem se importar com os sentimentos do homem que se preocupa tanto com você! -nem percebemos que nos dois estávamos gritando tanto, apenas fomos perceber depois que nos dois ficamos em silêncio, apenas olhando nos olhos um do outro.

 

 

"Uma guerra acontecia dentro de nós dois naquele estante"

 

 

 Eu sabia que eu errei, sentia isso apenas pelo olhar decepcionado, misturado com magoa que ele me direcionava, mas tudo que havia feito era apenas para... eu era terrível de qualquer forma, não havia desculpas.

 Pela primeira vez, em tempos senti algo que podia-se dizer, chamado de... culpa? Olhei novamente para Nathaniel em seus olhos, mais comecei a descer meu olhar para seu nariz, bochechas, maxilar, pescoço, boca...

 Por impulso, misturado com a culpa, eu o puxei pela nuca para um beijo, queria garantir que cederia, entrelaçando minhas pernas ao seu redor, segurando firme com as pernas ao seu corpo, junto com as minhas mãos nos seus fios loiros.

 No começo o beijo não se passou de apenas um contato mínimo nos lábios, mas eu não estava esperando que Nathaniel cedesse primeiro.

 Pediu passagem com a língua, permitindo o contato mais "quente"; o beijo não começou calmo ou "apaixonado", foi um beijo urgente e fogoso, talvez seria pelos nossos corpos cansados e quentes pelos exercícios, mas naquele momento as dores não estavam mais presentes, apenas nossas línguas se tocando com urgência, Nathaniel espremendo seu corpo cada vez mais com o meu, fazendo meus seios se apertarem contra seu peitoral, nossos suores se misturarem com o nosso perfume.

 Paramos por um segundo, nossas respirações desregulada, agora pelo beijo feroz que trocávamos, nos olhando novamente nos olhos, mas cada vez mais eu podia ver um pouco mais do antigo Nathaniel.

- Você perdeu -falei com dificuldade- Você cedeu... -em seu olhar passou a confusão, mas que logo sumiu e um sorriso mínimo apareceu ali.

- Novamente você ganhou... -se levantou de cima do meu corpo, logo sentindo o vento gelado bater no local que antes Nathaniel estava, senti certo desconforto- A próxima eu ganho.

 Falando isso desceu do ringue, deu mais uma olhada em minha direção com um sorriso de lado, sumindo mais uma vez em algum canto dessa imensa casa.

- Ele está dando mais trabalho que o esperado... -fiquei fitando o teto, ainda deitada.

 

 

      "O que eu vou fazer com ele?..."

 

 

 

(...)

 

 

(Autora)

 

 

 

 

 A morena já havia tomado banho, estava com as mesmas roupas de antes, os fios molhados e a grande irritação com ela mesma por ter tão pouco cuidado com o seu próprio corpo sem nem ao menos perceber.

 Seus antebraços cheios de marcas roxas pela luta com Nathaniel estavam mais que doloridos, e de longe podia-se notar as marcas nos braços, além de outras marcas pelo corpo que nem ao menos tinha notado, causados em outras ocasiões.

 A mulher andava um tanto tranquila pelos corredores, encontraria agora as duas mulheres que eram o mais perto do termo "amigas" à ela; foi andando pelos corredores indicados por Melody, mas no meio do percurso escutou vozes, estava acontecendo em algum canto daquela casa uma discussão, logo fazendo a mulher instintivamente ficar em alerta.

 Mas por causa dos corredores as vozes ficaram abafadas, não deixando escutar com clareza nenhuma delas; não se importava com o que acontecia naquela casa, pois as únicas pessoas que tinha uma certa importância a ela ali dentro, são apenas Nathaniel, Melody e Maria, fora Rosalya que não contava, pois não pertencia ao lugar, mas tirando isso não estaria nem aí se desabasse tudo, ou pegasse fogo, matando todos ali.

 Não era uma pessoa intrometida, nem muito curiosa, e muito menos estava com animação de ir até lá, mas Rosalya poderia estar envolvida, então resolveu ir ao mais rápido que pode.

 Chegando no local depois de alguns minutos andando, encontrou Nathaniel em um estado super irritado, não muito longe uma mulher loira, fora a irmã de Nathaniel em um canto de cabeça baixa, sentada em uma cadeira com rodinhas.

 No momento que percebeu que Rosalya não estava ali, iria se retirar, mas escutando Nathaniel falar o nome "mãe" fez a mulher ficar surpresa, ficando escondida em um canto escuro da sala, atrás de uma fina parede, separando eles.

- O que faz aqui! -Nathaniel falou em tom alto, com irritação na fala- Se quer meu perdão eu já disse que não terá! 

- Quando irá me perdoar meu pequeno Evans? -a mulher perguntou em tom baixo, sua voz parecia pedir realmente perdão, suas feições sérias falavam ao contrário.

- Não me chame por esse sobrenome -o loiro falou entredentes- Eu sou Nathaniel Siobhan...

- Falando dessa maneira até parece que tem orgulho desse nome... -a mulher falou visivelmente com nojo em suas falas.

- Mas é melhor que o seu sobrenome! -novamente o loiro falou irritado.

- Porque diz isso? -a mulher falou agora irritada- Só porque ele não carrega tanto poder igual ao do seu pai? E isso?

- Pelo simples motivo que pelo menos os Siobhan's não dormem com os inimigos -o loiro olhou no fundo dos olhos da mulher, falando com nojo- Apenas uma é claro... -olhou para irmã que abaixou a cabeça ainda mais- Nada digno... 

- Me poupe meu querido filho... -a mulher falou com irritação evidente- Eu durmo com quem eu quiser, sou uma mulher solteira, não tenho compromisso com ninguém, além do mais, pelo menos eu não me orgulho de tirar vidas, e ter um sobrenome temido, mais ao mesmo tempo sujo e perigoso! -a mulher acendeu um cigarro, mostrando claramente o nervosismo que estava sentindo- Você também não gosta desse sobrenome, não finja, não minta... eu não ensinei nada disso á você.

- Isso não importa... -falou sério, com magoa na voz- Você deixou esse papel por muito tempo... um dia você foi a minha mãe, hoje não é mais.

- Eu sempre serei sua mãe Nathaniel! -a mulher gritou.

- Uma mãe não abandona o filho, uma mãe não permite que ele seja castigado de forma cruel pelo pai todas as vezes que ele erra em algo, e uma mãe não prefere um dos filho mais que o outro! -Nathaniel gritou também, seus olhos cheios de fúria e magoa, fitavam a mulher de forma esmagadora.

- Perdão meu filho... -a mulher falou com voz baixa- Eu sei que eu fui uma péssima mãe...

- Você não sabe de nada! -novamente o loiro gritou- Você não sabe como é ser uma mãe... -o homem dessa vez falou mais baixo- Você sabe como é ser uma mulher rica, uma mulher vaidosa, uma mulher simpática e seria, menos uma mãe... -o homem virou de costas para mulher- Vá embora... você não é bem vinda aqui, nem por mim, nem pelo meu pai.

- Você fala de uma maneira como se eu fosse o pior mostro da face da terra -a mulher soltou uma risada sem humor- Seu pai também não é um anjo.

- Meu pai só tem esse "nome" porque ele me colocou dentro de você, e você tem esse "nome" porque me colocou nesse mundo, caso contrário vocês dois não se encaixam em momento algum da minha vida como pai e mãe... eu não quero mais conversa com você Adelaide, vá embora.

- Se esse é o seu desejo meu filho... eu irei embora mais uma vez sem o seu perdão -a mulher falou em um suspiro- Mas antes, me responda apenas uma pergunta... -Nathaniel olhou a mulher de relance sobre o ombro- Você conhece uma mulher de longos fios negros, olhos acinzentados e pele tão clara como porcelana? 

 Em questão de segundos Nathaniel apertava o corpo da mãe contra parede, seu olhar era de ódio direcionada a mulher, enquanto sua mão segurava a pescoço com firmeza da própria mãe.

- O que você quer com a Amaya? -falou entredentes- Eu te conheço bem ao bastante para saber que você está aprontando algo e nunca é bom, mais eu só te digo uma coisa... não envolva ela nos seus assuntos ou vai se arrepender -o homem falou sério, já a irmã que apenas escutava a conversa de cabeça baixa levantou os olhos, olhando a situação, logo gritando o nome do irmão para soltar a própria mãe.

 Amaya percebendo a gravidade do problema que a conversa levou, entrou no meio dos dois, afastando Nathaniel da mulher que respirou com dificuldade, logo sendo acudida pela filha mais nova.

- Nathaniel se acalma! -Amaya falou em bom tom de voz, para ter certeza que o loiro escuraria- Você terá problemas se fizer algo! Se acalma -a morena falando isso, colocou as mãos no rosto do loiro, puxando seu olhar para o dela.

- Então você é a Amaya... -a mulher falou ainda com dificuldade, mais um sorriso sacana brotava ali- Fico satisfeita em conhecê-la.

- Eu pelo contrário não digo o mesmo... -Amaya respondeu a mulher não muito amigável, não havia gostado do que escutou da boca de Nathaniel.

- Acho que o show vai ter que acabar por aqui... -Siobhan entrou na sala, com um sorriso mais que sacana nos lábios, parecia se divertir com tudo aquilo- A nossa reunião já vai começar, a sua amiga te espera -falou com a morena, que olhou o homem, nada agradável aos seus olhos - E eu te espero também na sala de reunião Nathaniel -o homem falou mais que sério com o filho- Olá Sra.Evans, minha filha... -o homem falou sem muita importância com a filha mais nova- Se tem assuntos a tratar comigo Adelaide, peço que me procure mais tarde, estou ocupado e essa casa já não é mais o seu lar para ficar tão a vontade para discutir com o meu filho assim... -o homem falou sério, olhando a ex-esposa.

- Nosso filho -a mulher respondeu no mesmo tom, coisa que não fez diferença ao homem.

- Tanto faz... -deu de ombros- Você sabe aonde fica a saída, e também conhece os guardas dessa casa, e sabe mais ainda que eles não vão pensar duas vezes se eu mandar eles te colocar para fora dessa casa, então... é melhor sair enquanto eu estou com paciência e um “bom” humor -olhou a mulher dos pés à cabeça- Ate mais... Nathaniel agora na sala! -o homem falou saindo da sala, deixando todos para trás.

 

 

 

(...)

 

 

 

 Na opinião da morena foi tudo tão difícil essa reunião! Siobhan sempre achava algo para irritar a morena, falando que alguma coisa não estava certa, que tinha muitos erros, e que pensaria a respeito, pois não sabia se compareceria a algo tão “inútil” aos seus olhos.

 Nathaniel ficou a reunião toda em silêncio, Rosalya muitas vezes segurava com força a mão da morena para manter a calma, assim como a morena que deixou a boca toda machucada mordendo, para não responder às provocações do chefe irlandês.

 Com muito esforço das mulheres Siobhan aceitou a proposta, confirmou sua presença, além de oferecer hospedagem apenas para platinada, coisa que nenhuma das duas aceitou, primeiro por uma ficar longe da outra, fora de cogitação, segundo porque Rosalya não achou justo e terceiro porque Rosalya se negava a deixar Siobhan tratar Amaya de qualquer forma.

 No final a morena também ganhou a permissão para passar a noite dentro da residência dos Siobhan’s, mas por apenas uma noite; Amaya não quis aceitar, pois isso machucava seu orgulho de uma forma esmagadora, mas Rosalya a convenceu falando que pelo menos ali, teriam segurança para manter as duas a salvo, caso acontecesse alguma coisa.

 

 

 

(...)

 

 

 

Já havia jantado e tomado outro banho, mas seu sono, mesmo já estando tarde, não vinha de maneira alguma, decidindo por fim ir tomar um ar fresco, pois seu “quarto” estava a sufocando.

 Enquanto saia da grande casa para tomar um ar no jardim, tentava ao máximo colocar seus pensamentos em ordem... primeiro, Nathaniel nunca havia falado de sua mãe, pelo menos não do relacionamento deles, e depois de tudo aquilo, se preocupava muito com o loiro; segundo, o que a mulher loira queria com ela? Isso estava muito estranho; por último terceiro, não sabia porque estava agindo dessa maneira, e quando pensava nisso era simples a resposta... 

   

 

“Agindo como se tivesse sentimentos”

 

 

 Coisa que a desanimou um pouco, rindo sem humor, nem ao menos percebendo que já estava do lado de fora da casa, já em uma parte do jardim.

 Começou andar, queria ficar sozinha, mas em todos os cantos haviam guardas, coisa que a irritou, não parou de andar até encontrar um lugar sozinho, sem ninguém.

 Acendeu um cigarro e ficou ali, olhando as estrelas, o céu azul escuro, alguns aviões que passavam, logo sentindo de seu bolso o celular vibrar.

 Curiosa por alguém ter mandado uma mensagem a essa hora da noite, pegou o celular verificando.

 Suas mãos começaram a soar, e ela nem ao menos sabia o porque, sua garganta parecia ter um nó, além das suas pernas que tremiam, mesmo estando sentada em um banco, e o corpo gelar, sendo que o tempo estava quente, e tudo isso apenas por uma mensagem anônima...

 

 

 

“Você não acha que já fugiu de mais de mim?

Já estava cansando de te procurar, mas sabia deste o começo que não seria fácil de te encontrar, mais eu te conheço como a palma da minha mão, pequena.

Acho que alguém foi descuidada ao bastante para deixar sua identidade na boca de todos minha querida AMAYA.

Logo logo pegarei você de volta, e você não fugirá mais de mim... nunca mais.

Aproveite enquanto pode... eu pegarei de volta o que me pertence, e isso... é você.

 

Se cuide Amaya, espero que se lembre de mim”

 

 

 

 E foi nesse momento que a mulher entrou em desespero sem nem ao menos saber do que se tratava tudo aquilo, ou de qual pessoa estava envolvida com tudo isso, ela apenas sabia que as pessoas que andou fugindo por tanto tempo deste que acordou... a acharam.

 E ela não faz a mínima ideia de quem se trata... pelo menos por enquanto...

 

 

...

 

 

 


Notas Finais


Eae o que acharam??

Aí Aí... que treta né?

Vou colocar link porque eu gosto.

Roupa Amaya:
https://pin.it/ejxy766jmilflx

Mãe Nathaniel:
https://pin.it/uw57aetf3ikyl6

Sla acho que é só isso mesmo kk
Perdoem os erros...
Eu amo vcs <3
Até o próximo capítulo
E nois 💖


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...