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História Filhos da Wisteria. - Capítulo 1


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Notas do Autor


explicações nas notas finais!
Uma boa leitura e perdão pelos erros.

Capítulo 1 - O filho do Vento


O Jovem mestre Tanjiro Kamado está morto! — Vários homens anunciavam pela rua enquanto distribuía panfletos. — Venha para a sua cerimônia de despedida que acontecerá amanhã na montanha ao norte!

— Devo dizer, ele morreu tão jovem e ainda foi de causa natural…— Um senhor comentava dentro do estabelecimento onde se servia mais uma vez de vinho. — Não acha estranho? E se no final o boato de que ele era um exterminador de oni foi real? 

— Não seja ridículo, onis não existem,  são apenas lendas urbanas, mas de fato a morte do senhor kamado é realmente surpreendente de estranha. — Um outro homem comentava confiante de suas palavras. 

Era verdade que Kamado Tanjiro havia se tornado um escritor e tanto quando ainda era jovem, mas suas histórias pareciam reais demais para serem apenas lendas, seu velho amigo Agatsuma Zenitsu parecia reafirmar sempre que podia o quanto elas eram reais, mas graças a sua personalidade apenas o viam como mais um homem louco morando naquela região.

— Eu me pergunto, o quão terríveis eram os Onis descritos por ele…— O Velho sussurrava quase como se fosse um segredo. — Digo se eles fossem reais, claro…

Antes mesmo que pudesse prosseguir, sua fala foi interrompida por um garoto ao lado batendo o copo de madeira na mesa e se levantando bruscamente, os dois velhos homens o olharam de forma estranha enquanto o garoto apenas deixava uma quantia de dinheiro para pagar seu atendimento ali — aparentemente parecia dinheiro demais para alguém que só tinha pedido chá e biscoitos. — o acompanharam apenas com o olhar até a saída, se sentiam até intimidados pela face "emburrada" que o rapaz tinha.

— Esse garoto, ele sim daria um ótimo caçador de Onis, quer dizer se eles fossem reais! — O Homem explicou quando o rapaz não estava mais ali. — Mas ele parece ser só mais um músico com aquele negócio nas costas, esse tipo de gente tem aumentado, aliás olha a aparência dele poderia facilmente ser confundido como uma mulher

Já Hideki às vezes se amaldiçoava por ter uma audição tão boa, os comentários dos velhos bêbados não haviam o magoado, sequer havia ferido seu ego, mas era desagradável de se ouvir mesmo assim. Mas em meio a aquele assunto ridículo de velhos bêbados eles haviam acertado em uma coisa, o rapaz definitivamente era um caçador de oni, ou pelos menos se considerava um. 

Há verdade era que desde que Muzan Kibutsuji,  o rei dos oni, havia sido morto pelos caçadores de oni, não foi novidade que os Demon Slayer Corps havia sido desfeito, mas mesmo assim o pai de Hideki que também era um demon slayer, se preocupou que ainda pudesse existir alguns onis perturbando a paz do país. Rapidamente o rapaz também criou o mesmo costume do pai que havia lhe criado, não demorou para que Hideki começasse a caçar onis pelo país também. Entretanto agora ele estava ali naquela vila montanhosa, não a trabalho, mas sim para se despedir de um conhecido de seu pai, o jovem mestre Kamado Tanjiro estava morto, o garoto sentia que pelo menos precisava prestar uma condolência para a família Kamado no lugar de seu pai, já que obviamente o homem não poderia ir a cerimônia de luto que provavelmente iria acontecer.

A multidão caminhava calmamente em direção a vários lugares, ja o rapaz ia em direção aonde ficava a residência dos Kamado, constantemente podia se ouvir comentários sobre a morte do mestre tanjiro e o quão triste era uma perda dessas, para eles era como se algum parente próximo tivesse morrido ou até mesmo um herói. Foi então que só naquele momento Hideki se sentiu um pouco mal por não ter conhecido Tanjiro, o elogiavam tanto que ele se sentia um desconhecido em meio a multidão.

Quando se aproximou da residência Kamado notou que ela era maior do que seu pai havia descrevido, a casa simples de madeira antes descrita, parecia agora ter quarto o suficiente para uma família grande, lembrava um pouco a mansão borboleta de Shinobu Kochou, Hideki nunca havia conhecido a casa Kochou pessoalmente mas conseguia imaginar o quão grande era ao ponto de ser chamada de mansão. Os pensamentos do garoto foram interrompidos quando notou uma figura um pouco longe lhe observando, se realmente tivesse uma visão melhor iria jurar que a figura na verdade também era um rapaz de olhos lilás com cabelo rosa avermelhado, em uma tentativa de confirmar se estava realmente vendo bem, o rapaz balançou um pouco sua cabeça com os olhos fechados e quando olhou novamente na direção onde estava a figura, ela não estava mais lá.



— Senhora Kamado…— Hideki calmamente deu algumas batidas na porta e chamou pela mulher se sentindo novamente estranho por estar ali.

Uma mulher com a aparência de uns 30 anos abriu a porta calmamente e pareceu um pouco impressionada ao ver o rapaz ali, foi impossível não notar as bolsas inchadas debaixo dos olhos dela, ela parecia ter passado horas chorando, um de seus olhos eram mais claro que o outro, ele realmente não havia se confundido ali em sua frente estava a senhora Kamado Kanao.

— Eu posso te ajudar? Caso queira ir se despedir do senhor Kamado é só seguir reto, a cerimônia só acontecerá amanhã no jardim…— Ela falava com uma voz tranquila mas parecia não querer olhar os olhos do garoto em sua frente. 

— Sinto muito aparecer de repente, eu vim no lugar do meu pai para se despedir do seu falecido marido e também preciso conversar algumas coisas com a senhora. — O homem explicou calmamente e só então Kanao finalmente olhou em seus olhos fazendo uma pequena expressão de surpresa.

— Certo, entre e eu vou preparar um chá para nós dois, você parece ter vindo de muito longe. — A senhora segurou a mão do jovem rapaz com delicadeza enquanto o guiava em direção a sala de estar. — Pode me contar sobre você enquanto eu preparo o chá. 

— Certo…— Hideki respirou um pouco fundo demais enquanto se ajoelhava em frente a mesa e encarava o local tentando organizar seus próprios pensamentos. — Meu nome é Shinazugawa Hideki, sou filho de Sanemi Shinazugawa, o ex pilar do vento.

O garoto notou que o corpo da senhora Kanao pareceu ficar mais tenso assim que foi mencionado o nome de seu pai, se ele não tivesse escutado as histórias sobre o homem que lhe criou, não iria entender o porque esse tipo de reação, realmente acreditava que o velho Sanemi havia sido um troglodita em alguma época mas ao mesmo tempo parecia distante demais do Sanemi protetor e cuidadoso que havia convivido até então. 

— Então o Sanemi conseguiu ter filhos? Como ele está? — Ela perguntou colocando duas xícaras de chá em cima da mesinha e em seguida se ajoelhou também se acomodando o suficiente para a conversa.

— Bem, na verdade eu não sou filho de sangue dele, então acredito que ele nunca tenha se casado…— Explicava calmamente parando somente para beber um pouco do chá. — Me desculpe trazer essa notícia logo agora, mas ele faleceu já tem 5 anos…

Foi impossível não sussurrar a última parte, um dia tinha seu pai ali lhe abraçando e ensinando a como usar uma nichirin e no outro ele já não estava mais ali, tudo que havia restado era um corpo sem vida junto a algumas várias lembranças da criação de Hideki, foi quando a culpa o dominou por todos esses anos, sabia que a morte de Sanemi havia sido causa natural mas ainda assim machucava lembrar que ficou totalmente desamparado sem saber o que fazer depois disso. 

— Cinco anos? Realmente é muito tempo…Tanjiro nunca foi de conversar muito com Sanemi, estou surpresa que ele ainda tenha conseguido ter um filho e o criar de maneira saudável. 

— Meu pai me adotou no mesmo ano que vocês eliminaram Muzan Kibutsuji, pelo que ele me contou, eu era um recém nascido órfão de dois caçadores de demônios. — Desta vez o garoto tinha naturalidade em sua voz, parecia que o fato de originalmente ser órfão não o machucava. 

— Ah, então você tem 23 anos…É quase a mesma idade que o meu menino mais velho, exceto que ele é um pouco mais novo. — Kanao comentou parecendo perdida em seus próprios pensamentos. — Mas acredito que você não tenha vindo aqui só para falar de Sanemi certo? 

Com um aceno com a cabeça Hideki confirmou a pergunta da senhora que estava em sua frente, mas antes que ele sequer pudesse começar ele viu algo deslizando até Kanao Kamado e se enrolando em volta do pescoço da mesma, um sorriso natural e pequeno acabou saindo dos lábios do menino, era nada mais nada menos que uma serpente albina de olhos vermelhos. 

— É um belo animal, senhora Kamado.

— Ah sim…Kaburamaru foi um presente de um falecido colega, depois que minha visão ficou afetada após a luta com Muzan, eu acabei ficando cega de um olho e Kaburamaru acabou se tornando um grande companheiro…

Novamente Hideki poderia jurar que sua visão ruim estava vendo coisas de novo mas, por alguns minutos quase podia notar a senhora Kamado olhando fixamente para seus enfeites de serpentes, por ter um longo cabelo preto com mechas rosas, o rapaz usava uma mecha bem localizada em cada lado do seu rosto, para segurar elas de maneira que não atrapalhasse seu campo de visão, o Shinazugawa começou usando um pequeno elástico em cada mecha, quando completou 15 anos seu pai, o velho Sanemi, lhe entregou dois enfeites prateados em formato de serpente para segurar o seu cabelo, dizendo que sua aparência lembrava a de um querido amigo seu, como forma de agradecimento pelo presente e para agradar o próprio pai, Hideki decidiu os usar para sempre desde então.

— Bom, acho melhor eu começar…— O jovem finalmente falou e de dentro do seu haori, começou a tirar um envelope branco carimbado com um selo roxo junto a uma flor de wisteria roxa também. — Depois da morte do meu pai eu decidi visitar o clã Ubuyashiki, mas chegando lá eu descobri que  o mestre Kiriya Ubuyashiki, estava adoecendo igual o seu pai, o mestre Kagaya Ubuyashiki havia ficado no passado. Senhora Kamado você certamente se lembra do porque os descendentes do clã Ubyashiki ficaram enfermo, certo?

— Porque Muzan ainda não estava morto, se a doença é usada como mau presságio no clã Ubuyashiki, então isso quer dizer que…

A voz trêmula de Kanao deixou Hideki um pouco tenso, e para piorar a situação a velha senhora também estava tremendo enquanto tentava segurar firme o copo de madeira com chá que estava nas suas mãos, mas graças ao choque ao receber a notícia acabou o derrubando no chão, em meio aquele desespero o jovem Shinazugawa notou que alguém estava os espionando mas não teve tempo para conferir quem era, porque a senhora Kanao acabou o interrompendo e sussurrando de forma que desse calafrio em qualquer um. 

— Isso significa que Muzan está vivo? Esse homem, não...Esse demônio realmente voltou à vida? 


Notas Finais


Finalmente lancei a minha primeira fanfic de kny, confesso que estou ansioso pois será uma história com personagens novos criados diretamente por mim. Como podem ver se passa em um timeskip depois da luta com o Muzan, eu não vou mudar nada que foi colocado no mangá exceto que irei apresentar coisas novas e algumas explicações criadas por mim!! Eu espero que vocês me acompanhem nesse meu novo trabalho!

Se cuidem e até a próxima atualização!!


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