História Filhos do Império - Chapeuzinho Vermelho (Livro Um) - Capítulo 68


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Original
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Palavras 1.347
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


A família Brand é intensa com seus sentimentos e pensamentos. Kkkkk

Divirtam-se!

Capítulo 68 - Capítulo Sessenta e Sete - Maldita e Traiçoeira


                Suzana entrou no salão de cenho franzido, nem um pouco satisfeita por se encontrar ali, mas sua expressão suavizou ao ver Charlotte, contudo ela sentiu o choque também, sua garotinha era uma perfeita Anciã e magnifica Imperatriz, uma combinação tão perigosa e traiçoeira que a fez temer pelo que Charlotte esperava dela. Os olhos de Charlotte estavam claros e em brasa, quase inumanos, toda a confiança e majestade da menina era surreal, a fazia imaginar como seria ter criado suas filhas no Império, junto a sua família, correndo pelos jardins da casa de seus pais ou mesmo pelos enormes jardins do Castelo da família Imperial, entretanto não havia possibilidade de ocorrer, Katherine já morrera e Charlotte era o tipo de garota que jamais iria querer crescer e ser educada em meio a Corte. Todavia não tinha como negar a realeza da menina, não a vendo daquele modo. 

-Seja bem vinda. –Charlotte cumprimentou, doce demais, mas não amigável.

-Em que posso ser útil? –Suzana questionou a filha, sabendo que havia algo por trás daquela gentileza, afinal a menina fora criada por ela.

-Você faz ideia do motivo de estar aqui? –Senhora Ornet quis saber e Suzana respirou fundo.

-Na verdade não, Amélia. –Ela foi o mais calma que pôde, mesmo que não gostasse da velha. –A última vez que estive aqui foi para ser exilada, então não sei o porquê de meu retorno.

-Não se preocupe. –Char chamou. –Eu posso esclarecer isso.

                 Suzana franziu o cenho novamente.

-E qual a razão, minha... –A expressão de Charlotte mudou, quase imperceptível, mas o suficiente para fazer Suzana saber que chama-la de querida era uma péssima escolha. –Por que estou aqui, Charlotte?

            Char se perguntava o quão desprezível era por não conseguir perdoar a própria mãe, contudo não conseguia ignorar o que Suzana fizera, mesmo que já tivessem passado tantos anos. Obviamente ela compreendia o desejo de querer voltar para a família, mas não permitindo que outras pessoas que lhe eram conhecidas fossem torturadas e assassinadas no meio do processo. Essa era uma das poucas diferenças que tinha com a mãe, ela não permitia que pessoas que lhe eram conhecidas fossem assassinadas por sua causa.

-Creio que você recorde que eu disse que em breve teria uma missão pra você. –Direta como sempre.

                 Suzana realmente recordava.

-Sim, lembro bem.

                 Lembrava vividamente que ela dissera para não esperar que fosse amigável também.

-O que tenho pra você é um retorno pra casa.

-Como? –Suzana pareceu mais chocada do que já se sentira desde o reencontro com a filha. –Por que eu retornaria para Ventanis agora?

                Char riu baixinho.

-Você me entendeu mal. –A encarou seriamente mais uma vez. –Você está sendo convidada a retornar para o Império Central, para a casa de seus pais.

-E por que eu faria algo assim?

          Suzana não sabia bem o que pensar, sentia um misto de sentimentos que somente a deixavam confusa.

-Porque preciso de um método de entrar no Império Central e esse meio é você.

-Eu sou sua mãe, não um bilhete de troca!

               Charlotte riu baixo, mas audivelmente, tapando a boca levemente com a costa da mão, a sutileza do movimento era encantadora.

-Não disse que você será um bilhete de troca, por favor, não me compreenda erroneamente. –Char pediu, ainda sorrindo, mas nada amigável. –Há uma Lei entre os Feiticeiros que diz “O Exilado que desejar reintegrar no círculo de Elite, deve se sujeitar a cumprir uma missão em nome de um ou para um Ancião. Ao concluir sua tarefa voltará a ser um Feiticeiro de Elite e terá seu erro perdoado pela Lei.”

-Tu vai dá perdão pra essa ai? –Kitty se revoltou. –Ela matô...!

-Sei bem o que Suzana Dennai Valle fez e como o fez. –Char cortou, encarando rigidamente Kitty e usou as palavras da melhor maneira que poderia. –Mas todo Exilado pode ser convocado por um Ancião.

-Só tá fazendu issu purque ela é tua mãe.

                 Char suspirou.

-Estou fazendo isso porque ela é a única que pode. –Foi clara.

-Não, isso...

-Chega! –Charlotte disse alto, mas não sem perder a elegância, contudo o vento gélido invadiu o espaço e fez todos sentirem um tremor percorrer seus corpos. –Seu filho, Elói, o Feiticeiro que se infiltrou com os caçadores e no fim traiu a Vila, aquele que matou o próprio pai e mais cinco pessoas... –Kitty perdeu a cor e arregalou os olhos. –Ele pediu o perdão, menos de dois anos mais tarde, não é mesmo? –Charlotte sabia mexer as peças certas, principalmente se decidisse abdicar de sua amabilidade. –E você implorou aos Ancião que o concedesse. –Char arqueou a sobrancelha. –Pense assim, Suzana não o matou com as próprias mãos, o contrário de Elói, que decapitou a prima e o pai e assistiu os outros sendo assassinados. –Char fora dura o suficiente para calar a velha. –Isso não diminuiu a culpa de Suzana, mas ela é a única que pode me colocar lá dentro, contudo, se alguém conhecer uma pessoa que possa, por favor, não sejam tímidos e compartilhem conosco. Estou aberta a alternativas.

        Charlotte viu todos se calarem e olharem em volta, desconforto e raiva era o que predominava o ambiente. Char encarou Lira, que deu um curto sorriso em sua direção, curto, cúmplice e perigoso, eram duas mulheres perigosas se unindo e Charlotte bem sabia.

-A Princesa Lira...

-Eu teria que ir como parte da comitiva dela e ficar com os serviçais. –Char rebateu imediatamente, sem mesmo deixar Osíris finalizar. –O que quer dizer que não estaria nos locais necessários para descobrir o que precisa.

-E os guardas que viram sua mãe se revelando Feiticeira?

                 Charlotte encarou a mãe.

-O que houve com esses guardas?

-Aqueles que não serviam ao meu pai foram mortos, os demais receberam compensação e ficaram quietos, provavelmente já se aposentaram ou mesmo estão mortos hoje em dia. –Suzana informou. –Sai do Império porque não sabia controlar meus poderes, não porque minha família não controlava seus servos.

-Pergunta respondida? –Charlotte questionou a todos.

-Suzana é a melhor chance para Charlotte entrar no Império direto para uma família importante e que frequenta os salões imperiais. –Amélia disse.

-Sem falar do vínculo que minha família tem com a família Imperial. –Suzana interrompeu. –Meu pai, o Conde Franco costuma beber e fumar com o Imperador, isso sem mencionar as jogatinas que costumam promover entre os homens da Corte. E minha mãe toma chá quase toda tarde com a Imperatriz. Toda minha família tem vínculo com a Família Imperial.

             Amélia sorriu para Char e gesticulou levemente para que ela tomasse a frente da situação.

-Você está disposta a receber essa missão e ter seu perdão como Feiticeira, Suzana Dennai Valle?

                Suzana pensou em recusar, mas a verdade é que isso a possibilitaria muito mais do que o perdão como Feiticeira, isso lhe deixaria mais perto da filha e poderia ir pra casa, reencontrar seus pais, irmãos e todos de quem foi obrigada a abrir mão. Contudo ela admitia que sua filha, a garotinha que todos adoravam e achavam extremamente amável, uma menina doce e que sempre gostou de ajudar a todos, finalmente se tornara uma Boomslang, a maldita e traiçoeira Feiticeira Serpente. Um tipo de Feiticeiro que ninguém sabia como fugir, de suas ações a palavras, por mais amigáveis que fossem, havia veneno em tudo. Perigoso, entretanto para um Feiticeiro que sempre gostara do perigo, era irrecusável o que lhe era oferecido.

-Você irá adorar a família, Charlotte. –Suzana sorriu.

                 Charlotte sorriu de canto, não para Suzana, mas para Lira.

-Acho que nós viajaremos juntas, Princesa.

                 As duas trocaram sorrisos cúmplices.

-Será uma honra, Anciã Brand.

-Não, Anciã Maddox, por favor.

           Charlotte decidira adotar o nome que lhe era de direito, não por querer um nome de família rica, mas porque precisava se adaptar a ser chamada pelo nome real de sua família.

               Lira ainda se preocupava em como Charlotte poderia vir a ser perigosa, mas além disso, era interessante ter alguém como ela por perto. Char inspirava muitas coisas, boas e ruins, entretanto Lira estava curiosa no que esse relacionamento poderia vir a oferecer.


Notas Finais


E ai? Curtiram?

Essa parceria da Lottie com a Lira vai dar o que falar, em?

Deixem seus comentários.

Beijos e até o próximo capítulo.


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