História Filhos Do Sangue - Interativa - Capítulo 1


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Categorias Bloodborne
Personagens Personagens Originais
Tags Bloodborne
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Palavras 1.608
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Heya!

Sejam bem-vindos a mais uma de minhas "incríveis" estórias! Yey...

Eu sou um grande fã da franquia "SoulsBorne", tanto que o primeiro jogo que eu comprei para o meu PS4 foi o próprio Blood! E após zerar algumas vezes, acho que consegui bolar uma história razoavelmente interessante para postar aqui!

Esclarecendo algumas coisas básicas: O foco da história não foi muito abordado nesse prólogo, o objetivo desse capítulo é apenas introduzi-los no universo que eu criei, citua-los com a minha escrita e obviamente, dar-lhe um gostinho do que está por vir.

Em relação as fichas, elas não serão escolhidas por ordem de chegada, mas sim, por qualidade, ou seja, quanto mais você trabalhar na sua ficha, mais chance de ser escolhida, ok?

O molde das fichas eu vou deixar nos comentários, então, façam com calma e tentem transmitir personalidade em seus personagens, ok? Tentem não ficar presos ao trivial de "chars" com vinte anos ou com menos de dezesseis, afinal, não tem graça personagens tão jovens. O que seria interessante de ver são personagens mais velhos, marcados pelos pecados, sem um olho ou algo mais extremo.

Ah! E por favor, não caíam no genérico. Personagens "frios e observadores" ou "fofos e kawaiis" são extremamente comuns e irritantes as vezes. Não precisamos de um Sasuske aqui, não é?

Dito isso, espero que gostem desse pequeno teaser, e vejo vocês nas notas finais!

Capítulo 1 - Prólogo - Arcanjos


-O que faremos agora? - Amélie perguntou para Hector, sua voz falhando pelo cansaço, e talvez, pela falta de esperança.

Sentado em sua poltrona, Hector encarou a janela, contemplando com pesar o mundo lá fora. As luzes dos postes bruxeleando pela força do vento, iluminando apenas o suficiente para que as silhuetas negras das feras que infestavam a cidade sejam vistas. O Caçador suspirou pesadamente antes de levantar-se de seu assento, ficando de costas para sua parceira de caça.

-Tentou contatar o Escondeirijo Norte? - Hector perguntou com sua voz imponente, a qual conseguia transmitir segurança e autoridade na mesma medida.

-Diversas vezes, mas sem nenhuma resposta. Nossos pombos voltavam sem nenhuma mensagem, ou nem voltavam. - Amélie respondeu prontamente, como se tentasse manter sua pose.

-E nossas Bases de Emergência? - Questionou o mais velho. Amélie não se deu ao trabalho de responder. Hector fechou os olhos por um segundo, refletindo sobre suas opcões atuais.

Não haviam mais Caçadores naquela cidade ,- ao menos não dispostos a lutar -, e com o número de criaturas aumentando noite após noite, seria praticamente impossível apenas aqueles dois velhos anciões limparem a cidade sozinhos.

Não podiam sair de seu escondeirijo, seria suicídio. E ficar parado, apenas assistindo seu lar cair em desgraça era uma sensação tão ruim quanto a própria morte.

-Hector? - Chamou Amélie, dando um passo a frente. -Está tudo bem?

-Não. - Respondeu o mais velho de forma seca. -Evidentemente não. Por isso, teremos que tomar medidas desesperadas.

-Ao que está se referindo? - A Mulher perguntou confusa. Hector era Caçador a muito mais tempo que ela, por isso, era normal que ele soubesse diversos detalhes que para a morena eram desconhecidos.

-Venha comigo. - Ele disse andando para fora do cômodo, em seguida, descendo as escadas.

O atual escondeirijo de ambos era a Antiga Mansão Woodstein, uma construção centenária que ficava mais afastada do centro da cidade, em uma área dita como "segura" semanas atrás. Em uma época passada; aquele fora o par para dezenas de Caçadores, aonde música tocava e a lua cheia no céu era motivo de animação. Agora, as salas e quartos transmitiam um silêncio mórbido, e o vazio parecia gradativamente engolir a casa. As janelas e portas estavam pregadas com tábuas de madeira, claras demais em comparação as usadas na casa.

Ambos desceram as escadas até o primeiro andar, um lugar aonde havia uma enorme sala de estar com uma lareira, algumas poltronas envolta e um sofá apoiada na parede, como toque final, um tapete de couro de Lobisomem enfeitava o resto da atmosfera mórbida.

-Antes de sermos apenas homens buscando fazer o que era certo. - Começou Hector andando por entre as poltronas, cada uma com um chápeu e uma arma diferente, indicando que aquele seria o lugar de seu antigo dono, como uma cova. - Os Caçadores eram considerados Arcanjos, seres que vinham a terra limpa-la de todo o mal.

-Sim, sim. Eu conheço essa história Hector. - Amélie disse revirando os olhos. Se havia uma coisa que seu parceiro adorava fazer era contar histórias, e sinceramente, a morena não tinha paciência para esse tipo de coisa. Não tinha mesmo. -Mas porque está repetindo isso?

-Porque essa história existe apenas aqui, os Caçadores de Yharnam sempre foram apenas Caçadores. Mas nós? Nós decendemos de seres divinos. - Hector disse enquanto tirava sua luva.

-Você realmente acredita nisso? - A mais nova perguntou com certa descrença. Amélie era bem mais cética do que deveria, e por causa disso, Hector já a havia feito dobrar a língua diversas vezes.

-Toda lenda ou mito possuí sua parcela de verdade, minha cara Amélie. - Explicou o mais velho antes de puxar uma pequena faca de pulso e rasgar a palma da própria mão. Involuntariamente o Caçador fechou a mão cortada com força, tentando suportar a dor.

-O que você...? - A pergunta da morena morreu na metade, pois as ações seguintes de Hector podiam servir como resposta. Após soltar um grunido de dor, o Antigo Caçador colocou sua mão sobre um tijolo específico da lareira, cobrindo-o com seu sangue. Amélie por um segundo questionou-se sobre a sanidade de seu companheiro, afinal, estavam ali presos a quase um mês, dormindo ao som dos berros de agonia e sons grotescos que as feras faziam.

Então, com um estalo, os tijolos que formvam a lareira começaram a se separar, revelando uma espécie de escadaria subterrânea. Diversos suportes contendo tochas se acenderam em sequência, indo até o final da enorme escadaria.

A Mulher encarou tudo aquilo boqueaberta, trabalhava e vivia naquela mansão a quase duas décadas e nunca havia visto aquela passagem. Sentiu-se uma criança novamente, quando fora trazida para aquele local aonde tudo parecia ser novo e cada cômodo continha um segredo diferente.

-Venha. Não quero ficar muito tempo lá embaixo. - Resmungou Hector começando a descer pela passagem recém revelada. Ainda surpresa com tudo aquilo, a Caçadora apenas o seguiu em silêncio.

A medida que ambos desciam, Amélie começou a estudar o lugar, e percebeu que a partir de uma certa profundidade, os tijolos cinzentos usados na construção da mansão davam lugar a uma rocha lisa e escura muito mais antiga que a própria Base dos Caçadores. A Morena começou a questionar-se que tipo de lugar seria aquele, e como raios alguém poderia ter construído algo como aquilo, até aonde sabia, não existia nenhuma máquina capaz de fazer um círculo tão perfeito e profundo na rocha, e dado a idade daquelas rochas, seria impossível povos antigos conseguirem tal proeza.

Ao chegarem no final da escadaria ,- após longos dez minutos de decida silênciosa -, ambos foram contemplados com uma visão um tanto quanto curiosa:

Havia um lago ali, mas ele era extremamente raso, e a água não se movia de forma alguma, tanto que a primeira vista, aquilo pareceria vidro. Estátuas de criaturas bizarras com rostos circulares cheios de furos e tentáculos cobriam as paredes, a maioria quebradas ou manchadas de algo que deveria simbolizar sangue. E para completar aquilo, na outra extremidade havia um enorme altar, com a estátua de uma dessas criaturas olhando acima do altar de pedra negra.

-Hector...Que inferno...- Murmurou Amélie apreensiva. Sentia-se estranha ali, como se sua mente estivesse sendo expandida a força. -Que lugar é esse? Porque estamos aqui?!

-Acalme-se. - Pediu o mais velho, sua voz estava calma e tranquila, ou talvez ele quisesse passar essa ideia. Quando o assunto era ler Hector, era quase impossível. - Era aqui aonde os Antigos Caçadores eram criados. Naquele altar eram colocados nossos antepassados, e por meio de alguns rituais e sacrificios, eles se transformavam em máquinas de matar quase que divinas.

-Então esse é seu plano? - A Morena perguntou num misto de descrença e raiva. -Nos tornarmos aquilo que caçamos?!

-Não seja tola! Em tempos aonde lutamos por cada segundo vivos, você realmente quer discutir sobre moralidade?! - Bradou Hector no mesmo tom, as vozes se ecoando pela câmara de forma que soassem de forma incompreensível até finalmente desaparecerem.

-São nesses tempos que devemos nos manter íntegros aos nossos propósitos! E não nos render ao nossos adversários!

-Basta! - Gritou o mais velho calando sua parceira. Amélie nunca havia o visto daquela forma, bufando, não de raiva, mas de decepção. -Eu esperava que você fosse sábia o bastante para entender que os fins justificam os meios. Mas acho que me enganei. Você é como os outros. Tolos presos a moral, incapazes de se mover perante ao caos.

-Você está louco...- Murmurou Amélie com descrença, dando alguns passos para trás.

-Não minha querida, aparentemente eu sou a pessoa mais racional neste lugar! - Rosnou Hector. -Já que não vai se juntar a mim, peço que saía dessa câmara. Está dispensada de seus serviços como Caçadora.

Dito isso, Hector virou-se de costas para a mulher, a capa de seu sobretudo balançando com seus passos ,- os quais não causavam impacto na água -, enquanto ele andava até o altar.

Até que, súbitamente o homem parou a centímetros do altar, e então saltou para a esquerda, bem a tempo de ver a lâmina do machado de sua parceira acertar a rocha negra do altar.

-O que pensa que está fazendo? - Questionou Hector indiferente. Com certa dificuldade, a Caçadora arrancou sua arma do altar, assumindo uma postura de combate.

-Impedindo você de desgraçar nosso nome, e mais impedindo que você crie um monstro! - Rosnou Amélie. Apesar de seu tom de voz ser agressivo, Hector conseguia ver a incerteza em seus olhos. Ela esperava que ele desistisse, que ambis voltassem para cima e esquececem essa câmara. Ela queria isso.

-Pois bem. - O Caçador disse puxando de seu sobretudo uma bengala, mas que com um corte horizontal no ar, esse simples objeto de status se tornou um chicote de aço dividido em diversas lâminas de cada lado. -Que assim seja.

Ambos fizeram uma gesto com a cabeça, indicando um respeito silêncioso antes do duelo, e então, ergueram suas balaclavas sobre o rosto, cobrindo a boca e o nariz.

-Hector, você não quer fazer isso...- Amélie disse tentando manter sua voz firme, afinal aquele era seu mentor, sabia do que ele era capaz, mas o principal, possuía uma admiração fraternal por ele. Não queria ter que mata-lo ,- se é que teria tal oportunidade -, afinal, ele fora a coisa mais próximande um pai que teve em sua vida.

-Você tem uma ideia melhor? Algo que não custe nosso tempo ou recursos? Me poupe dessa conversa fiada. - Hector resmungou com desdém.

Ambos circulavam um ao outro, como dois lobos esperando uma oportunidade de atacar. E essa oportunidade veio quando Amélie pisou em falso.


Notas Finais


E cá estamos!

Espero que tenham gostado desse capítulo! Claro, não foi grande coisa e o final foi um tanto quanto corrido, eu entendo. Mas, para isso servem os comentários! Duvidas? Sugestões? Críticas? Deixe sua opinião, eu sempre respondo!

Vejo vocês em breve! Au Revoir!


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