História Fillie - Desvio - Capítulo 16


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Categorias Stranger Things
Personagens Personagens Originais
Tags Cadie, Caleb Mclaughlin, Drama, Fillie, Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Mileven, Millie Bobby Brown, Noah Schnapp, Sadie Sink, Stranger Things
Visualizações 353
Palavras 2.530
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei um pouco mais dessa vez, porque estou preparando uma surpresa para outubro e uma nova short-fic Mileven. Estou determinada em terminar logo essa aqui, então acho que por enquanto não vou parar! Aproveitem!

Capítulo 16 - Notícias


Fanfic / Fanfiction Fillie - Desvio - Capítulo 16 - Notícias

Caleb e Sadie observavam Millie da porta da sala de televisão, assistindo filmes românticos, no caso Diário de uma paixão, enquanto comia um monte de besteira.

 

— Eu tô preocupado com a Millie! – Caleb suspirou. Já estava sabendo toda a verdade, porque já fazia uma semana que ela estava assim e Sadie teve que contar o que estava acontecendo. Ele tinha prometido não contar para ninguém, mas aquilo estava passando dos limites. Não podia ficar quieto. – A gente tem que fazer alguma coisa!

 

— Eu tô tentando convencer ela a contar pro Finn...

 

— Mas você não disse que ela não tem certeza quem é o pai?

 

*Flashback On*

 

— Jacob? Jake? Cheguei! – Millie disse após fazer o seu ritual típico de chegar em casa. Pendurou seu casaco, deixou a chave sobre a mesa junto da sua bolsa e foi para seu quarto tirar seu sapato.

 

Sentou-se na cama. Tinha saído aquele dia para dar uma volta por Los Angeles. Estava frustrada. Em uma semana, iria na ginecologista para ver se podia voltar a tomar as pílulas, porque estava cansada de Jacob ficar longe dela. Assim que a trombose começou a crescer, ele até a tocava, mas quando o inchaço ficou gigante e feio, por conta da vermelhidão e varizes, ele se afastou, principalmente porque não queria usar camisinha. Já fazia um bom tempo que estavam separados e ela estava carente. Tinha uma bola gigante na sua perna e precisava que alguém dissesse que não estava tão mal assim, que alguém a consolasse, mas isso nunca acontecia. Ele era legal, mas deixava bem claro que sentia nojo dela.

 

Millie suspirou. O angiologista disse que a sua perna estava respondendo muito bem aos medicamentos e que logo ficaria normal, mas tudo bem, porque antes Jacob cobria suas pernas. O que a preocupava mesmo era o anticoncepcional.

 

Ela terminou de tirar suas botas e gritou assustando-se com a figura de Jacob encostado na porta. Não o viu chegar. Ele estava com aquele olhar que sempre fazia quando tentava seduzi-la e segurava uma garrafa de cerveja.

 

— Jake! O que foi? Tudo bem?

 

Ele não disse nada. Somente andou até ela, claramente bêbado, pois andava em ziguezague, e deixou a garrafa que já estava vazia em cima do criado-mudo.

 

— Jake, quantas você já bebeu? – Millie perguntou preocupada. Jacob não era de beber. Ele levava muito a sério o fato de ser cantor e cuidava com muito vigor de sua voz.

 

— Mills – Ele começou a abrir o cinto –, eu senti sua falta...

 

Millie engoliu em seco, mas não lutou, porque queria muito aquilo. Queria se sentir amada, apesar de estar se sentindo feia e nojenta. E aquela foi a única vez que ele não cobriu a sua perna. Depois de 8 meses, finalmente ele a havia tocado de novo, e não foi ruim. Jacob não era um bêbado violento. O álcool só fez ele esquecer suas chatices e correr atrás do alívio sexual que precisava. Em momento algum machucou Millie. Ela teve que admitir que foi muito bom, tirando pelo fato que sabia que ele só fez aquilo, porque estava muito bêbado. Eles nunca mais tocaram no assunto. Nem perceberam que não haviam usado proteção. Uma semana depois, Millie encontrou Finn.

 

— Eu não entendi, Millie – Sadie disse. – Você disse que ele não te procurava, mas agora disse que sim...

 

— Quando a trombose começou a crescer, ele ainda transava comigo. Isso foi há mais de um ano! Só que ele sempre me cobria. Quando eu corri atrás de médicos, suspenderam as pílulas, aí ele não quis saber de mim de jeito nenhum, até porque a essa altura, já tava bem mais inchado. Até esse dia que ele ficou bêbado e veio pra mim. Eu esqueci de falar, porque eu tentei apagar isso da minha mente. Não acredito que aceitei fazer aquilo com ele, mas agora não dá pra ignorar. O que eu vou fazer, Sadie? E se ele for o pai?!

 

— Só tem um jeito de descobrir... Você tem que fazer um teste de DNA!

 

*Flashback Off*

 

— O Finn tá a menos de 4 horas da gente. A gente faz um teste de DNA com ele e de acordo com o resultado, saberemos o próximo passo!

 

— Da hora vai ser se o Finn não for o pai. Vocês vão deixar ele maluco à toa! – Caleb riu e Sadie bateu seu ombro contra o dele brincando. De repente, ele ficou sério. – Você já pensou em você mesma ir lá e contar pra ele?

 

— Sim, mas você não acha que a Millie devia fazer isso? É o filho deles...

 

— Ou não... – Ele levou outra ombrada.

 

— Ai, Caleb! Isso é tão difícil... Eu entendo a Millie. Quase morri quando tive que te contar que tava grávida, mas pelo menos o pai era com certeza você!

 

Caleb abraçou Sadie, lembrando-se daquele momento. Ficaram tão assustados, mas Dallas foi a melhor coisa que aconteceu a eles. E olha onde chegaram! Estavam tão bem de vida que não podiam reclamar. Naquela época foi assustador, mas conseguiram chegar num lugar muito melhor. Quem sabe isso não aconteceria a Finn e Millie?

 

— Eu quero que seja o filho dele pra ver se ele toma jeito! Essa é a maior alegria que se pode ter na vida! Vai que é isso que ele precisa... E como eu tô sempre atrás dele, tenho medo dele pensar que eu tô inventando coisa. Ele conhece a Millie muito bem. Tenho certeza que vai olhar pra ela e dizer: ‘você tá grávida!’

 

Naquela noite, Caleb e Sadie tomaram uma decisão. Não iam deixar seus amigos se afundarem. Mesmo que parecesse horrível, era muito bom o que eles estavam passando.

 

No dia seguinte, Sadie fez suas malas e as de Millie, porque não sabiam quanto tempo iam ficar, avisou Finn que precisava encontra-lo e as duas partiram para Boston. Como convenceu Millie? Simples. Ela disse que em Boston tinha a melhor clínica de DNA do país, e que se ela mesma pegasse uma amostra de Finn, elas podiam fazer sem contar para ele.

 

Millie foi tranquila, tirando o momento que ela teve que vomitar dentro do trem. Quando chegaram, Sadie a levou até um lugar que parecia uma lanchonete, e Millie foi entrando de boa, até que notou Finn no balcão e quis voltar para trás.

 

— Fala com ele! – Sadie disse com uma voz firme, deixando claro que não ia desistir tão fácil.

 

— Eu não acredito, Sadie! E a clínica?

 

— Ela existe! Não sei se é a melhor do país, mas existe! Só que precisamos do sangue do pai...

 

Sadie consultou sua ginecologista naquela semana para se informar melhor. Descobriu que havia dois métodos para se descobrir quem era o pai. Um mais invasivo e outro menos, um que demorava mais e outro menos, porém se oferecessem uma grande quantia, que eles tinham, podiam fazer o menos invasivo antes do tempo de gestação indicado e receber mais rapidamente o resultado. Ela fez questão de pesquisar muito bem sobre isso, porém sem o sangue do pai, não tinha jeito!

 

— Eu não quero falar com ele assim! – Millie reclamou feito um bebê e Sadie revirou os olhos.

 

— Mills, eu sei que é difícil, mas você é adulta e esse bebê é responsabilidade sua. Você é famosa, então não dá pra fingir que você nunca engravidou e criar esse bebê sozinha! E você não acha que se ele for o pai, ele não tem o direito de saber? 

 

Millie olhou para Finn que estava pálido mirando fixamente seu lado direito, onde não podia enxerga-la, e ela teve pena. Ele seria um pai tão bom... Era seu direito saber que aquele bebê existia, mas e se não fosse dele? Não queria magoa-lo à toa, mas Sadie tinha razão. Ele estava mais perto, tinha que descobrir logo, e ele daria menos trabalho que Jacob. Porém, estava assustada. Nada daquilo parecia real. Ela não sabia como ia lidar, mas não podia fugir. Somente queria ter se preparado melhor.

 

Millie respirou fundo e foi.

 

Finn estava em um estado que não conseguia se mexer. Ele gostava de usar a bebida para não voltar as drogas, porém não sabia se era uma estratégia muito boa. Tinha que contar a Iris. Não podia mais esconder sua traição, independente do que acontecesse com a relação deles. Teria que aceitar, afinal não foi ele que traiu? Ele merecia aquilo.

 

Por um momento conseguiu enxergar Millie. Ele arregalou os olhos não acreditando na visão, olhou para o copo de pinga que segurava e empurrou-o para longe de si, não acreditando que já estava tendo alucinações. Esfregou os olhos, porém ela continuava ali.

 

— Oi, Finn. – Ela era real!

 

— O que você tá fazendo aqui? – Finn acabou disparando e depois apertou os olhos bravo consigo mesmo. Não queria ser rude.

 

— Precisamos conversar – Millie respondeu hesitante. Ela depositou a mão no encosto do banco. – Posso?

 

— Claro! – Finn disse entusiasmado, tentando consertar o que tinha feito. Ele tentou ser legal, mas não precisou se esforçar muito. – Que bom te ver! – Porém ela estava completamente pálida. – Mas você não parece muito bem...

 

— Tô enjoando bastante esses dias... – ela falou baixo com medo de dizer a verdade.

 

— Você tá com virose? Tá tudo bem? – ele aumentou o tom de sua voz preocupado.

 

— Não! Finn, eu não sei como te dizer isso... – Como você chega na pessoa do nada e diz: “Ei, eu tô grávida! E pode ser seu ou não...” – Me desculpa vir aqui do nada, mas eu preciso de você...

 

— Qualquer coisa, Mills... – Ele colocou sua mão sobre a dela, encorajando-a e o coração de Millie apertou. Por quanto tempo aquilo ia durar? Como iria reagir?

 

— Por causa da trombose, eu tive que parar de tomar as minhas pílulas. E a gente não usou camisinha... – Ela tentou preparar o terreno, deixando claro aonde queria chegar, mas com um bebê era bom demais para Finn, e mesmo que pílulas anticoncepcionais não protegessem de doenças, por isso não tinham por que ser mencionadas se aquele fosse o caso, ele não entendeu o que Millie estava tentando dizer.

 

— Você pegou uma doença?! Mills, não é de mim! Eu tô limpo, eu juro! Ai, meu Deus! – ele praticamente gritou e Millie se encolheu, não querendo chamar atenção, muito menos anunciar para o bar inteiro que tinha contraído alguma doença venérea.

 

— Não, Finn! Não! Eu tô grávida! – ela cuspiu as palavras antes que Boston inteira soubesse da sua vida.

 

O quê?! – Na hora, Finn pegou o copo que havia rejeitado um pouco antes, e virou tudo.

 

— Você vai me odiar. Eu fiz um monte de teste e com certeza tô grávida. – Ela quis deixar claro que isso não era uma dúvida, que esse não era o problema a ser discutido. – O problema é... que não sei se você é o pai!

 

Finn arregalou os olhos, mas sua bebida já havia acabado.

 

— Traz mais um por favor! Melhor! Traz mais dez!

 

— Finn, me desculpa! – Millie se desesperou ao ver o jeito como Finn estava respondendo à notícia.

 

— Não, tudo bem! Não acredito que a gente foi fazer aquela besteira! Você não fez isso sozinha! Tudo bem ter dúvidas! – Ele quis deixar claro que ela não tinha sido a única a trair, e que ele devia saber que essa era uma opção no momento que aceitou dormir com ela. Porém, acabou dizendo algo errado...

 

— Besteira?! Você se arrepende do que a gente fez?! – Millie estava se segurando para não chorar. Aquela noite com Finn foi a melhor coisa que aconteceu na vida dela durante muito tempo. Como ele podia se arrepender daquilo?

 

— Você não? Você tá grávida e não sabe de quem é! – Ele não queria ser indelicado. Só achava que ela não deveria estar nada feliz com aquilo, porque ficara numa posição horrível. Apesar de ter mantido relações sexuais com duas mulheres ao mesmo tempo, não que ele transasse tanto assim com Iris, não era ele que estava grávido. Não era ele que seria rebaixado socialmente pela imprensa.

 

— Como eu queria poder beber agora... – Os olhos de Millie transbordaram e ela enterrou seu rosto em suas mãos não aguentando mais aquilo. Era muita pressão. O que o mundo pensaria dela?

 

O coração de Finn partiu com aquela cena. Não queria ver jamais a mulher que amava e mãe do seu filho daquele jeito. Jamais teve a intenção de magoá-la e por mais que estivesse muito ferrado se de fato fosse seu bebê, ele queria muito um filho de Millie. E mesmo que não fosse o pai, iria ajuda-la como pudesse se ela o quisesse por perto. Aquela mulher significava o mundo para ele. Não ia deixa-la sozinha naquela situação, independente do resultado.

 

Finn pegou as duas mãos dela, para que pudesse ver seu rosto e disse:

 

— Eu quero que seja meu. Eu sei que a situação não é ideal, mas eu tô envolvido também. E se não for meu, eu vou te ajudar. Só me diz, o que eu posso fazer por você agora?

 

Havia um motivo para ela ter procurado ele primeiro se não tinha certeza se ele era o pai, mas naquele momento Millie não conseguiu dizer nada. Ela só enterrou a cabeça no peito de Finn e ele a abraçou.

 

Sadie pediu para que Finn voltasse para casa enquanto elas se instalavam em um hotel. Ele não poderia fazer um exame de sangue intoxicado daquele jeito. Esperariam um dia para ir à clínica e lá veriam se seria possível tirar o sangue dele. Sadie já deixou a consulta marcada. Estava feliz com o resultado. Finn estaria do lado de Millie sendo o filho dele ou não. Isso que era amor! 

 

Finn rejeitou as ligações de Iris. Estava bêbado demais e nervoso demais para falar com ela. Tinha vergonha também, mas sabia que mesmo que ele não fosse o pai, teria que ser honesto com ela, só não hoje!

 

No dia seguinte, Finn já podia fazer o exame e eles deram 50 mil dólares para a clínica entregar o resultado em uma semana. Estavam imaginando que mesmo assim teriam que esperar um mês, mas garantiram que por aquela quantia, uma semana seria o suficiente. Só não faziam mais rápido porque era impossível.

 

Millie e Sadie voltaram para Nova York. Caleb tinha que trabalhar e a ruiva não podia ficar muito tempo longe de sua filha. Millie foi junto, porque não tinha muito o que fazer em Boston.

 

Finn passou a semana inteira confinado no seu quarto. Precisava tomar as rédeas de sua vida, mas sem aquela informação não podia se mexer, claro que não literalmente, porém ele não conseguia. Só pensava em Millie e, se o bebê fosse dele, como isso os aproximaria. Ele deixou mensagens para Iris dizendo que teve que correr até Nova York para se encontrar com um produtor, mas só saiu mesmo no dia em que o exame ficou pronto. Ele pediu para levar o resultado até Millie, porque ela estava enjoando muito para viajar.

 

Naquela tarde, dentro do trem e segurando o pacote, ele não se aguentou. Queria abrir junto de Millie, mas ficar três horas e meia olhando para um resultado que podia mudar sua vida, sem o poder de mexer nele, era difícil demais. E ele abriu e leu. Digamos que ficou muito feliz com a resposta.


Notas Finais


Uhhh, o que será hein? Gostaram do flashback dentro do flashback? rsrs


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