História Fillie - Desvio - Capítulo 17


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Categorias Stranger Things
Personagens Personagens Originais
Tags Cadie, Caleb Mclaughlin, Drama, Fillie, Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Mileven, Millie Bobby Brown, Noah Schnapp, Sadie Sink, Stranger Things
Visualizações 374
Palavras 4.027
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Confesso que pensei que isso ia demorar mais pra sair! Enfim, eu tô indo pro interior e como vou ficar o final de semana não vou levar o computador. Isso quer dizer que por enquanto vamos ficar sem capas :( Eu achei que esse capítulo ficou meio corrido, mas é o desfecho da parte IV. Bom, aproveitem!

Capítulo 17 - O meu lugar


Fanfic / Fanfiction Fillie - Desvio - Capítulo 17 - O meu lugar

Quando Sadie atendeu a porta e viu Finn parado logo a sua frente, ela o puxou com tudo para dentro de sua casa.

 

— Ai meu Deus! Saiu!!! – Ela pegou o pacote das mãos de Finn, pronta para abri-lo quando percebeu que já estava aberto. – Você já abriu?!

 

Finn ficou meio sem graça, porque sabia que o exame também pertencia a Millie e por isso ele não deveria ter aberto sem ela, mas Sadie não podia falar nada, porque ela estava prestes a fazer a mesma coisa.

 

— Não me aguentei – ele disse nervoso e Sadie acariciou seu braço.

 

— E aí? – ela perguntou ansiosa e Finn respirou fundo. Não queria chorar, mas aquilo era bom demais.

 

— É meu, Sads! O filho é meu! 

 

Os olhos dos dois encheram d’água e Sadie envolveu Finn em um abraço. Ela podia ver nos olhos dele a alegria que as crianças sempre traziam. Finalmente, ele estava feliz, então claro que sua vida poderia mudar!

 

Caleb se deslocou para a sala quando ouviu a campanhia e presenciou todo o momento. Não, ele não estava tentando se esconder e espiar, é só que Sadie e Finn estavam muito emocionados para perceberem qualquer coisa ao seu redor.

 

Enquanto os dois ainda se abraçavam, Caleb deu uns tapinhas nas costas de Finn que sorriu para ele. Deu um beijo na bochecha de Sadie para quebrar o abraço e o amigo aproveitou para dizer:

 

— Parabéns, cara! Se você estiver feliz c... – Até porque criança era sempre uma benção, mas não era o melhor momento.

 

— Eu tô! Eu quero isso, Leb. Eu sei que não seria o ideal agora, mas aconteceu e eu quero levar isso pra frente! – Foi então que Finn percebeu que ele estava discutindo com todo mundo, menos com a pessoa mais importante. – Cadê a Millie?

 

Sadie foi em direção ao corredor e Finn a seguiu só para encontrar Millie vomitando de porta aberta. Como tinha deixado o quarto fechado, ela não fez o mesmo com o banheiro, mostrando uma cena que Caleb desejou nunca ter presenciado. Ele saiu de fininho, mas também alguém tinha que ver o que Dallas estava aprontando.

 

Finn correu até Millie e segurou o cabelo dela, esticando-se um pouco para molhar sua mão na pia e depois passa-la na nuca dela.

 

— Já tô acostumado! – Ele brincou com Sadie e ela riu lembrando-se de quanto Millie passou mal com o álcool e Finn a ajudou enquanto ela gemia. Finn acariciou o ombro da mulher e ela o mexeu para que ele retirasse sua mão. Típico de mulheres grávidas.

 

— E aí? De quem é essa porra?

 

Finn estava adorando isso. Millie não tinha nem um mês e já estava nessa adoração total do bebê. Ele poderia conviver com isso, com certeza!

 

 

— É meu, Mills! – ele disse orgulhoso esperando receber um grande abraço assim como o de Sadie e muito sexo durante a noite, mas o que ouviu foi:

 

— Então é você que fez isso comigo! – ela gritou nervosa e chutou a canela dele. Não doeu muito, mas Finn foi pego de surpresa e por isso soltou um ‘ai’ enquanto Sadie ria. Não achava que Millie seria uma mulher grávida rabugenta, é só que ela estava enjoando demais. Após o terceiro mês isso ia passar e a velha Millie iria voltar. O problema era aguentar mais nove semanas disso.

 

— Isso vai passar, Finn! – Sadie disse ainda rindo enquanto Millie vomitava mais um pouco.

 

Finn não estava aborrecido com tudo aquilo. Estava feliz demais com as notícias para se aborrecer. Mesmo não sabendo o que seria de sua vida dali para frente, tinha uma certeza: em um pouco mais de oito meses poderia segurar seu lindo bebê. Como não se animar com aquilo?

 

Finn sempre quis ser pai. Isso nunca foi uma dúvida. Ele se dava muito bem com crianças, mas tinha dúvidas se daria conta do tranco, porém depois que Dallas nasceu, apesar de ele achar que era quase impossível cuidar de uma criança, teve certeza que não podia viver sem. Só estava esperando a mulher e a hora certa. Não sabia se era o momento perfeito, mas a mulher perfeita estava logo a sua frente, e mesmo que não quisesse passar o resto da sua vida com ele, aquele bebê sempre os deixaria no mesmo caminho.

 

 

Quando Millie se sentiu melhor, Sadie a arrumou para um banho enquanto Finn fazia um chocolate quente para mima-la.

 

Ela se sentou na cama e aceitou a bebida. Estava difícil lidar com todos aqueles enjoos. Tinha que ir logo no médico cuidar de sua gravidez, só que estava do outro lado do país e tinha que se resolver com Finn.

 

Ele se sentou ao lado dela, porém com as pernas para fora, observando-a tomar o chocolate.

 

— Tá melhor?

 

— Uhum.

 

— Eu sinto muito que você tenha que passar por isso – ele disse acariciando o rosto dela. – Se pudesse, faria isso por você, mas você sabe que não dá.

 

Millie fechou os olhos aproveitando o toque de Finn. Foi algo que sempre gostou e naquele momento precisava muito de apoio, mas será que era a pessoa certa para lhe dar carinho? 

 

— Finn, você quer mesmo isso? – Ela tirou a mão dele de seu rosto para que pudessem conversar, apesar de querer muito senti-lo de novo. Finn franziu a testa. – Porque eu entendo se não quiser... Posso fazer isso sozinha!

 

Finn negou com a cabeça diversas vezes.

 

— Não! Eu quero um filho. Eu sei que não é ideal agora, mas a gente vai se resolver. Eu tenho passado por momentos muito difíceis e sei que ainda vai ter algumas coisas, porque cuidar de criança não é fácil, mas com você e ele do meu lado... – Ele colocou a mão sobre a barriga dela. – Eu sei que a gente não tá junto, mas eu sei que podemos fazer isso juntos! Eu te amo, Millie! E não tem outra mulher que eu queira que seja a mãe do meu bebê! Tudo fica melhor quando você tá por perto e eu nunca vou me conformar de ter te deixado ir. Eu sei que parecia o ideal, mas eu prefiro viver com você num caos que em paz e sozinho! Nunca vai ter nenhuma outra mulher! Essa é a melhor coisa que já aconteceu comigo!

 

Finn não conseguiu deixar de colocar seu coração para fora. Muitas emoções passaram por ele desde que soube que havia possibilidade de ser pai. Parecia que tinha motivo para viver. Não queria mais saber de se drogar. Queria estar bem para o seu filho. E Millie sendo a mãe só deixava tudo melhor. Teria sempre uma parte dele com ela quando olhasse para o rostinho de seu bebê e notasse algumas características que pertenciam a ela.

 

Os olhos de Millie encheram d’água. Nunca é fácil ser uma mulher grávida, principalmente quando se está solteira e não há sinal do pai. Mas ela não estava exatamente sozinha. O pai de seu filho estava ali, completamente feliz com a situação e querendo ajudá-la a passar pelo que fosse. Ela era solteira e estava grávida em um mundo machista, mas com Finn, não significava o fim do mundo!

 

Millie não pensou muito bem quando deixou sua caneca de lado, puxou Finn e o beijou fervorosamente como um agradecimento pelas lindas palavras. Tudo que sempre quis foi tê-lo ao seu lado e ela não sabia que ele sentia o mesmo. Ainda não estavam juntos e não precisavam ficar, mas tinham algo que os mantinham presos um ao outro para sempre.

 

Acabaram se empolgando demais. Após três anos sozinhos, era quase impossível não se tocarem, e depois daquela noite na festa, o desejo somente aumentou. Se fosse possível, nunca mais se desgrudariam e estavam prestes a testar aquela teoria.

 

Millie puxou Finn um pouco mais e ele entendeu o recado, delicadamente deitando-se por cima dela, tomando cuidado principalmente com a área da barriga.

 

Suas bocas mexiam-se desesperadamente, querendo sentir tudo, mas ao mesmo tempo com medo de se soltarem sem querer.

 

Millie apertava Finn contra ela, seus braços envolvendo o pescoço dele, para que tivesse certeza que ele não escaparia, enquanto Finn se apoiava em suas mãos para que não a esmagasse, mas de um jeito que não a deixasse livre também. Agora que Millie carregava seu filho, não sairia de sua vista de jeito algum.

 

O ar faltou, e Finn foi obrigado a se soltar dos lábios de Millie por alguns segundos, mas nunca que se soltaria dela por completo, por isso passou os beijos para o pescoço, aproveitando cada momento, cada vez que sentia a pele dela contra seus lábios, guardando em sua memória o quanto ela brilhava.

 

Durante a festa, o sexo foi mais desesperado. Queriam logo aquele brilho resultante, pois sabiam que não tinham muito tempo. Porém, naquele momento, não havia nada que os poderia atrapalhar, então, por que não ir devagar? 

 

Quer dizer, quase nada...

 

Millie não sabia como é que sua mente viajou para aquilo. Talvez pelo fato do filho ser de Finn e não de Jacob, que a lembrou que há pouco tempo namorava outro e Finn também. Espera. Ele ainda namorava.

 

— Finn... – ela gemeu sendo quase incapaz de interromper aquele momento maravilhoso, aquela sensação gostosa que há muito tempo não sentia. Millie empurrou o ombro dele. – Finn! – falou com um pouco mais de pulso, porém ainda em um sussurro. Pelo menos ele parou e olhou profundamente em seus olhos, esperando que ela dissesse logo o que precisava, para que pudessem continuar. – Eu não posso... – Ele arregalou os olhos surpreso com o que ouviu. Ela que o puxou e estava tão bom... Jamais continuaria sem que ela desejasse, mas o que possivelmente poderia estar dando errado? Havia ela se arrependido? – Iris... – Millie disse como se doesse para falar aquele nome, porém imediatamente o brilho do olho de Finn sumiu e ele se deitou ao lado dela.

 

— Merda! – disse ofegante ainda, porém claramente frustrado e Millie riu.

 

— No dia da festa, eu não sabia que você namorava, por isso consegui..., mas agora, se não terminar com a Iris, não vai dar... 

 

Finn se levantou bruscamente tentando colocar sua roupa no lugar para que pudesse voltar para Boston. Eram quase quatro da tarde. Se partisse imediatamente, poderia voltar para passar a noite com Millie. Não estava pensando exatamente em sexo, porém tinham muito ainda que resolver e ele queria estar sempre por perto. O trabalho do pai era facilitar a vida da mãe!

 

— Espera, Finn! Você tem que pensar direito!

 

— Tudo bem! – Ele parou por um minuto e olhou para cima. – Já pensei! – ele disse sem nem sequer esperar cinco segundos, deu um selinho em Millie e saiu correndo dali.

 

 

Finn começou a viagem pensando no que ia falar, mas percebeu que quanto mais pensava, mais perdia a coragem, então resolveu imaginar como seria a carinha de seu bebê e isso foi uma grande distração, porque até chegar na porta de Iris, ele não se lembrou do que foi fazer lá.

 

— Finn! – Iris o abraçou e o puxou para dentro. – Eu tava tão preocupada com você...

 

Ele a apertou contra seu corpo sabendo que era a última vez em que se abraçavam, porque mesmo que ela não fosse sua alma gêmea, Iris era uma mulher muito boa e não merecia o que ele estava prestes a fazer com ela.

 

— Finn? – Iris tentou se soltar, mas Finn continuou a abraçando e ela se preocupou. – Tá tudo bem?

 

— Tem uma razão por eu ter sumido esses dias...

 

— Ok...

 

Finn finalmente a soltou quando ela forçou seu corpo para trás. Era a primeira vez que olhava diretamente em seus olhos e isso machucava. Tinha que pensar que era o melhor para ela. Não podia continuar mentindo.

 

Finn fechou a porta, fez Iris se sentar e começou a explicação. Ele contou como as coisas ficaram difíceis depois que Millie se foi, como ele atingiu o fundo do poço e a alegria que ela lhe trouxe. Porém, às vezes ele sentia que nunca mais ia conseguir amar alguém como amou Millie e por isso aceitou aquele relacionamento procurando ser feliz na medida do possível, mas ela não merecia isso. Ela merecia alguém que a amasse ao máximo, ao extremo e não até onde desse. Talvez devesse ter parado por aí, porque Iris já tinha entendido que aquilo era um término. Mal sabia que a bomba estava ainda para chegar.

 

Então, Finn soltou tudo de uma vez. Ele disse que encontrou Millie na Califórnia, eles passaram a noite juntos e ela engravidou.

 

Iris ficou alguns minutos olhando para ele tentando processar a informação, enquanto Finn só conseguia encarar o chão. Não queria ser infiel, muito menos machuca-la, mas Millie era Millie e ninguém mais. Não se arrependia de ter ficado com ela, arrependia-se de Iris ter que sofrer por isso.

 

Finn não estava esperando pelo tapa na cara, mas sabia que tinha merecido. Depois ele foi xingado de tudo quanto era nome possível, alguns objetos foram jogados em sua direção – e alguns o acertaram, até que ele foi posto para fora.

 

Iris sabia que Finn estava passando por uma fase ruim, mas sempre que ela fazia ele sorrir e os dois se divertiam juntos, tinha esperanças de que um dia ele ficaria bem e nada daquilo importaria. Mas não aconteceu. Finn nunca seria dela e ela não sabia se ele era o amor da sua vida, mas doía mesmo assim.

 

Finn passou a viagem de volta inteira paralisado. Tinha prometido nunca fazer jus à fama dos homens. Nunca quis ser o cafajeste que tantas mulheres diziam que eles eram. Mas caiu naquela. Não porque era uma má pessoa, só seguiu o caminho errado e um inocente se feriu. Quando que a vida seria justa?

 

Millie atendeu a porta, porque Caleb e Sadie já dormiam faz tempo. Primeiro que para fazer teatro musical se tem que dormir muito bem, e quando se é pai, se a criança dorme, você dorme também.

 

Era quase meia-noite quando ele bateu e Millie não tinha conseguido dormir ainda, porque agora que tinha certeza de que estava grávida e que Finn era o pai, não sabia qual era o próximo passo. Onde deveria morar? Ela e Finn iam voltar? Teria que trocar de ginecologista? E o musical? Cesária ou parto normal? Se fosse um menino, deveria circuncida-lo? 

 

Todas as questões passaram pela sua cabeça naquele momento, inclusive as que eram precoces demais. Jamais imaginou que Finn iria voltar no mesmo dia.

 

— Eu terminei com ela – ele disse claramente derrotado e se Millie não o tivesse segurado, ele teria caído.

 

Finn começou a chorar do mesmo jeito que no dia em que terminaram no hospital. Aquilo partiu o coração de Millie e ela o levou para seu quarto, deitou-se com ele e o abraçou por duas horas até que se acalmasse.

 

— Eu só não queria que ela sofresse...

 

Millie suspirou e acariciou o cabelo de Finn. Seu coração era tão grande que estava sofrendo pela menor de suas preocupações. Quer dizer, ele não era uma geladeira, mas estava prestes a ser pai e chorava porque havia partido o coração de uma garota sendo que corações se quebravam o tempo todo. Mas era por isso que ela gostava dele. Tinha um coração enorme, mas também fazia o que era necessário para deixar as coisas em seus devidos lugares.

 

— Foi melhor que mentir pra ela por mais tempo...

 

— Queria não ter mentido nunca!

 

— Você não podia prever o que ia acontecer!

 

Finn suspirou.

 

— Você tá certa. Eu só queria esquecer...

 

— Você vai...

 

Ficaram assim por mais um tempo até que decidiram que o melhor jeito de esquecer, era ocupando a cabeça com outras coisas e eles tinham muito no que pensar, porém no escuro da noite, somente uma coisa passou por suas cabeças.

 

 

Caleb e Sadie não acordaram cedo, porque era sábado. Na verdade, tinham estabelecido um plano muito fitness. Adoravam aproveitar o dia do melhor jeito. Caleb só acordava um pouco mais tarde quando tinha alguma sessão, porém ele quis se levantar com Sadie naquele sábado, apesar de ter chegado em casa às onze horas, porque ela estava trabalhando muito cuidando da casa, dele, da Dallas, do Finn e da Millie. Talvez ele devesse tirar uma folga...

 

— Você vai querer passar no Texas, então? – Eles estavam discutindo como seriam as férias de verão. Sadie queria muito ver seus pais.

 

— Se não tiver problema... E o Gaten quer passar as férias na Albânia. Achei diferente, mas por que não? Nunca fomos pra lá e é um jeito de passarmos mais tempos juntos!

 

— Albânia? Onde é que fica essa droga? – Sadie riu. – Você sabe que eu nunca fui o melhor em geografia! E ninguém nunca fala sobre esse lugar!

 

— Você não precisa saber, se concor... – Sadie não conseguiu terminar sua frase, pois Finn entrou na cozinha com um roupão rosa e começou a encher uma caneca de café.

 

— Tio, Finn! – Dallas gritou do cadeirão e Finn correu para a menina morto de saudades.

 

Depois de seu problema com drogas, Sadie ficou receosa de deixar Dallas perto dele, porém Finn parecia estar sempre muito controlado quando tinha contato com ela e ela gostava muito dele.

 

Ele beijou a testa da menina, perguntando se ela estava bem e Dallas mostrou como estava comendo todo o seu mamão direitinho. Ele a parabenizou, colocou outra caneca para encher, pegou a sua e se apoiou no balcão de frente para o casal que só observava tudo.

 

— Bom dia.

 

Os dois não conseguiram responder surpresos, pois nem sabiam que Finn estava em Nova York, muito menos que tinha passado a noite na casa deles. Agora que estavam cara a cara notaram o roxo que Finn tinha no pescoço, e somente perdoaram, porque era muito bom que ele e Millie estivessem fazendo as pazes.

 

— Eu vejo que a noite foi boa... – Caleb apontou para seu próprio pescoço e levou uma ombrada de Sadie. Ele não conseguiu deixar de comentar, porque fazia tempo que não via seu amigo com a cara boa daquele jeito.

 

— A Sadie também era fogosa assim quando tava grávida? – Finn perguntou animado e tomou um gole de seu café. Não ficou sabendo que até a noite de núpcias, Caleb e Sadie tiveram sérios problemas com sua vida sexual – Eu achava que era mentira esse negócio, mas mano, nunca vi ela com tanta vontade assim e gozando tão fácil!

 

Isso já era informação demais para Caleb. Ele não precisava saber do desejo sexual de Millie!

 

— Tá bom! Tá bom! Só tomem cuidado com a Dallas! – Ele não sabia quanto tempo eles ainda ficariam ali, então tinha que se certificar que sua filha não ficasse traumatizada para o resto da vida. Mal sabia ele que a menina já tinha presenciado algumas coisas...

 

Caleb pegou Dallas no colo e saiu correndo dali.

 

— Está tudo bem? – Sadie quis se certificar. Esperara aquele momento por muito tempo.

 

— Melhor que nunca! – Finn respondeu animado, pegou a outra caneca e se retirou.

 

Ele deixou os dois copos no criado mudo ao lado de Millie, pegou algo em sua calça que estava ali desde a manhã anterior quando deixou Boston pela primeira vez, sentou em cima de Millie, deixando uma perna de cada lado do quadril dela e claro, sem esmaga-la, e começou a encher as costas dela, estava deitada de barriga para baixo, de beijos delicados até que acordasse.

 

Millie gemeu de felicidade quando entendeu o que estava acontecendo. Tinha se esquecido como era bom acordar com Finn, ainda mais passar a noite com ele. Não foi algo fácil de primeira, pois ele estava muito machucado, mas entendeu que era bom seguir em frente e aproveitar o tempo que tinham juntos, até porque quando o bebê chegasse, isso mudaria drasticamente.

 

Millie abriu os olhos, sua cabeça virada para o lado direito, e sorriu ao ver a mão de Finn sobre a sua e senti-lo por cima dela. Ele deitou sua cabeça nas costas dela e sentiu seu cheiro, feliz com a situação.

 

— Bom dia, princesa.

 

— Bom dia, estrela do rock – Millie respondeu ainda meio sonolenta e fechou os olhos novamente. Como se levantar daquele jeito? Finn estava em cima dela, deixando-a extremamente confortável!

 

— Ei – ele sussurrou no ouvido de Millie, deixando-a completamente arrepiada. Quando tivesse forças o suficiente, iria ataca-lo de novo. – Dessa vez, que tal pra valer?

 

Millie não entendeu o que ele disse e abriu seus olhos pronta para perguntar o que significava aquilo quando deu de cara com o anel. Aquele que foi colocado em sua mão quando tinha 18 anos e comemorava a finalização de outra temporada. Aquele anel que nenhuma vez tirou até um pouco antes de sair do hospital três anos antes. Aquele anel que ele tinha guardado.

 

Millie tentou se virar desesperada para olhar nos olhos dele e verificar que o momento era real. Finn saiu de cima para que ela conseguisse se mexer. Ele tinha uma expressão serena, certo do que queria, confiante, pronto para o que estava por vir. Ela nunca o tinha visto tão maduro e sorriu estendendo sua mão, oferecendo-lhe seu futuro.

 

Naquela tarde, Millie ligou para Jacob avisando que estava grávida. Queria ter certeza que quando ele descobrisse pela mídia, não viria atrás dela alegando que o filho era seu. Já queria deixa-lo avisado, inclusive que o exame já estava feito e Jacob, ainda muito sem graça pelo fato de ter sido traído, sendo que ele sempre mostrou uma imagem de um rapaz que era tão suficiente para uma mulher que ela nunca precisaria ir atrás de outro, acabou aceitando deixar quieto. Não estava nem um pouco satisfeito. Não ficou nada feliz com a informação, principalmente porque Millie estava muito alegre, porém aceitou ficar quieto.

 

Os produtores aceitaram manter Millie no papel mesmo que ela estivesse grávida. Como era muito magrinha, até o dia de estreia, ela estaria sem barriga aparente e em julho estreou em seu primeiro musical como Elle Woods. Ficou ali por um mês, sendo substituída por sua cover até que terminasse sua licença maternidade.

 

Millie não sabia o quanto gostava de participar de musicais até então. Apesar de não estar convencida de que era o que mais gostava de fazer como Caleb, não queria que fosse o único musical em seu currículo.

 

Quando se viu livre do trabalho, começou a planejar seu casamento que ficou para outubro quase em cima do nono mês, porém não conseguiriam deixar tudo pronto antes e não queriam se casar depois, pois sabiam que seria difícil a organização com um bebê recém-nascido. Sabiam disso por conta de Sadie e Caleb que se casaram quando Dallas era muito novinha.

 

Sadie foi contratada por uma agência de modelos em junho e participou de alguns desfiles em Nova York. Ainda não tinha certeza do que queria, mas também estava adorando a nova experiência. 

 

Finn tirou uma folga da sua banda para poder cuidar de Millie. Eles já estavam dando um tempo por conta do estado do vocalista, porém Finn tinha garantido que voltariam com tudo logo, ele só precisava passar um tempo com sua noiva.

 

Gaten voltou a tocar com a sua banda e conseguiu um papel num seriado de comédia que estrearia em 2029. Enquanto Lisa ainda estava se matando na academia, de um jeito que o marido acreditava que ela até viraria musa fitness ao invés de voltar a atuar.

 

Noah só voltaria da Austrália em setembro e ficaria na Inglaterra até uma semana antes do casamento. Já tinha ficado muito tempo sem Aurora e aproveitaria para pedi-la em casamento também.

 

Finn e Millie decidiram se mudar para Atlanta, onde tudo havia começado e onde realmente acreditavam ser o seu lugar. Quando Millie voltasse para o musical, alugariam um apartamento, mas sempre dariam um jeito de voltar para casa.

 

Estava indo tudo muito bem comparado aos últimos anos, mas foi um choque quando todos souberam que eles haviam voltado. Tanto para a família quanto para o público. Sem contar que anunciaram o noivado junto com a gravidez e aquilo virou a internet de cabeça para baixo de um jeito que alguns sites ficaram fora de ar por algum tempo.

 

Estavam surpresos, mas não chamaram a atenção do casal, porque eles nunca pareceram tão certos do que queriam. Depois de seis anos, finalmente estavam confiantes e felizes.


Notas Finais


Espero que estejam gostando do rumo que as coisas estão tomando! Estou chutando 20-22 capítulos, mas nunca se sabe, porque as vezes escrevo mais do que eu pretendo! Próximo capítulo: outubro/2028


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