História O Sequestro - Fillie - Capítulo 8


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Categorias Stranger Things
Personagens Personagens Originais
Tags Fillie, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Stranger Things
Visualizações 93
Palavras 1.288
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


QUEM É VIVA SEMPRE APARECE, RS
VOLTEEEI

Boa Leitura ❤️

Capítulo 8 - Capítulo Oito


Batidas ecoaram na porta me tirando de meus devaneios. O homem com quem eu havia conversado antes, entrou sem dizer nada e me lançou um olha do tipo "está na hora". Eu gelei, mal percebi o tempo daquele maldito "jogo" passar. Não queria deixar meus amigos, não queria deixar o garoto que eu amo, mas se isso fosse os protejer, eu faria sem pensar duas vezes. 

 

Assenti, e em silêncio, me dirigi pra fora da sala aonde me encontrava. Foi só quando cruzei a porta, que ele quebrou o silêncio;

 

- Assim que cruzar o corredor, vá correndo em direção a ruiva, finja que fugiu ou algo do tipo. - ele dizia sério, apesar de eu sentir que tudo aquilo era como uma piada pra o mesmo; não precisei me preocupar, eu conhecia minha amiga o suficiente pra saber que ela não perguntaria nada do tipo. 

 

- Ok. - foi o que respondi antes de começar a andar em direção ao outro corredor. 

 

Meus nervos estavam a flor da pele, minha mão tremia desesperadamente, meus pelos estavam eriçados e a cada passo que eu dava, sentia que desmaiaria ali mesmo. Eu não queria fazer aquilo, perderia todos que algum dia já me fizeram feliz, para sempre! Os faria sofrer após minha "morte". Nenhum deles merecia isso....

 

Assim que cruzei o corredor, pude ver uma cabeleira ruiva, com puro desespero estampado em seu rosto. Respirei fundo uma última vez - pois sabia que não conseguiria soltar esse ar por um bom tempo - e comecei a correr, assim como foi mandado minutos atrás. 

 

- Sadie - gritei ao chegar perto dela, o que fez a menina pular de susto. Logo depois a abracei forte. 

 

- Graças a Deus! Achei que tinha perdido você! - ela dizia enquanto acariciava meus cabelos em meio ao abraço. Me separei da mesma, e sorri, esperando que aquilo a confortasse; mal sabia ela que, sim, ela me perderia para sempre. - Você está bem? - Assenti e a ouvi respirar em alívio. 

 

"Parabéns aos que restaram, vocês foram fortes! A quem sobreviveu, as portas estão abertas, porém serão fechadas daqui uns quinze ou dez minutos mais ou menos, então tratem de se mandar daqui o mais rápido possível. Se não saírem a tempo, bem... acho que eu não preciso dizer o que vai acontecer". 

 

A voz que ecoou do alto-falante era suave, e ao mesmo tempo, me fez sentir angústia e tontura. Fez eu e minha amiga tremermos. Eu já sabia que aconteceria. 

 

Olhei para os olhinhos azuis da minha amiga sardenta, que estavam levemente marejados, e senti um aperto ao meu coração.

 

- Millie? - minha amiga disse, me tirando de meus devaneios - Caleb e Finn... - a agonia em seu tom de voz era presente - será que estão bem? 

 

- Claro que sim Sads, não diga besteiras - espero que minha convicção a fez sentir maior tranquilidade - Precisamos ir! - agarrei a mão gelada da sardenta e comecei a correr. 

 

XX

 

Nós corríamos de mãos dadas, e a cada passo que eu e a ruiva dávamos, eu sentia como se uma faca me perfurasse na barriga. Quem não sentiria? Daqui um corredor cruzado eu vou levar um tiro! 

 

Revirei os olhos comigo mesma. Como eu consigo fazer graça em um momento tão tenso como esse?

 

Sorri sozinha ao me lembrar que minha mãe sempre elogiou meu humor, ela dizia que era uma das coisas que mais amava em mim, pois sempre que eu podia arrancava um sorriso de alguém. 

 

Assim que chegamos na ponta do corredor, soube que era a hora. Um estrondo ecoou pelos meus ouvidos e a medida que senti o impacto em meu ombro, senti também uma leve dor pela batida de minhas costas ao chão. Estranhei não sentir dor ou pelo menos algum incomodo em meu ferimento que agora começava a vazar muito sangue, acho que a dor que pairava dentro do meu coração já era muita. Observei minha amiga gritar e correr até mim, enquanto seus olhos se enchiam de lágrima novamente. Sadie posicionou sua mão abaixo da minha cabeça, e com a outra fez pressão em meu ombro. 

 

Ela estava tentando me salvar. 

 

Por um momento duvidei se minha amiga seria capaz de me abandonar ali sangrando, mas então lembrei que ela fazia tudo por mim. Ela sempre quiz me ver feliz, sempre. Lutava cada dia de sua vida por isso. E agora, eu a deixaria pra sempre. 

 

- Sadie - peguei sua mão que estava sobre meu ferimento, a fazendo virar pra mim - tá tudo bem.

 

- Não! Não me venha com aquele típico discurso antes da morte. Você não vai morrer! - seus gritos falharam miseravelmente por conta de seus soluços, ao passo que a dor começa a aparecer. 

 

- Vai embora ruiva. Você precisa se salvar, eu preciso que vc se salve. - disse, ignorando sua ordem de segundos atrás; eu sabia que dizer aquilo a minha amiga a magoaria muito, mas eu não tinha escolha, eu precisava fazer com que ela fosse.  

 

- Pare Millie... eu não posso te deixar aqui.- A cada soluçada que Sadie dava, eu sentia que desistiria. 

 

Respirei fundo e continuei. 

 

- Preciso que diga algo a Finn - pedi, e no mesmo instante vi um sorriso se formar em seus lábios; Sads sempre soube o quanto eu o amo.  - Diga a ele que eu o amo muito, e que ele foi e sempre será o homem da minha vida! Diga que eu prometo a ele que nós iremos nos reencontrar, mas que peço que ele não espere por mim, quero que ele siga em frente. - minha voz falhava cada vez mais por conta da dor. - E por último, diga para ele que é uma honra morrer como Millie Wolfhard... - Minha amiga nem conseguir me olhar, conseguia.  

 

- Não posso fazer isso mills... tem noção do que está me pedindo? 

 

A ignorei novamente, pois sabia que mesmo que fosse difícil, ela faria isso por mim

 

- Eu te amo Sads, vou te amar pra sempre. - a ruiva não precisou dizer nada pra que eu soubesse que ela também me amava - Agora, vai! - com certo esforço, a respondi.

 

Sadie juntou seu dedo indicador com seu dedo médio e o levou até seus lábios, logo os parando em minha testa. Reconheci no mesmo instante que minha amiga estava fazendo nosso toque de quando éramos crianças. Fiz os mesmos gestos que a sardenta, assim posicionando-os em sua testa. Ela proferiu um "eu te amo, mills" silêncioso, antes de se levantar e começar a correr. 

 

Instantes depois, senti mãos me agarrarem pela cintura, me ajudando a levantar. Olhei pra trás, e reconheci a moça de vestido vermelho, qual havia sorrido pra mim no começo de tudo isso. Com o mesmo sorriso de antes, ela me ajudou a colocar meu braço bom em cima de seus ombros, e com o seu, entrelaçou minha cintura para me manter firme. 

 

Ao me virar pra encara-lá, esbarrei meu olhar em minha aliança. Minha aliança de noivado com Finn. Apesar de eu ter uma leve consciência disso, a ficha ainda não havia caído. Tudo o que um dia eu pensei construir ao seu lado, tudo, não passaria de um sonho. Nosso casamento? Nunca existiria. Nossos filhos? Nunca iriam crescer, nunca iriam nem ao menos nascer. Meu coração se apertou, mais forte do que qualquer uma das vezes. Eu não poderia mais acordar com seu cafuné todo final de semana. Eu não poderia mais dizer o quanto eu era apaixonada, o quanto ele mudou a minha vida. Então era isso, tudo o que eu um dia sonhei em ter, acabou. 

 

Pelo menos, era o que eu pensava...


Notas Finais


Quais são suas teorias para o que vai acontecer agora?
VAMOS CONVERSAR NOS COMENTÁRIOS!!!! ESTAVA COM SAUDADES.


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