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História Filter - Capítulo 2


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Notas do Autor


Capítulo bônus: os vmin casados, e hopekook sendo fofos. É isso aí 💜

Capítulo 2 - Just let me love you



— Jeongguk sumiu. — a voz de Jimin era um sussurro no ouvido de Taehyung. A música ainda estava alta, mas com o marido sentado em seu colo e a distância quase nula conseguia ouvir perfeitamente.

— Hoseok estava de olho nele, eu imaginei que isso iria acontecer. — Taehyung respondeu sorrindo e beijando a bochecha do mais velho. 

— Eu tô cansado Tae… Será que podemos ir pra casa? Pede para Sun fechar aqui pra você… — Jimin estava jogando baixo, manhoso como só ele sabia ser, pedindo aquilo enquanto acariciava os cabelos do Kim. 

— Você sabe que eu nunca nego nada a você né? 

— Isso não é verdade! — Park resmungou dando um peteleco na testa do marido. — Mas, hoje foi cansativo. Eu preciso muito da nossa cama.

— E sabe do que eu preciso Minnie? — Jimin não disse nada, apenas o encarou sentindo as respirações próximas e os lábios quase se encostando. — Preciso de você. — o cantor sorriu e mordeu o lábio inferior antes de se levantar num impulso. 

— Então está esperando o quê? — Jimin arqueou uma sobrancelha e saiu dali rebolando a bunda bonita que ele sabia que tinha. 

Taehyung cruzou os braços e sorriu. Pegou o celular digitando uma mensagem rapidamente para sua amiga que cuidava do bar. Em questão de segundos Sun respondeu que ele poderia ir. 

Levantou-se apressado saindo na direção que Jimin havia tomado. Quando saiu da boate seu marido já o esperava no carro. Abriu a porta do passageiro e se acomodou observando o Park ligar o veículo e sair dali apressado. 


(...)


— Se não parar de me provocar eu vou… 

— Vai o que Taehyung? — a pergunta ecoou pelos ouvidos do Kim que estremeceu. Jimin o havia prensado contra a parede do elevador do prédio deles e esfregava o corpo no seu. Os lábios carnudos beijando a pele dourada de seu pescoço e sugando o lóbulo da orelha dele enquanto sussurrava coisas nada castas. Taehyung estava em seu limite.  

— Você é mau Jiminnie, muito mau. Onde foi parar seu cansaço? — Kim perguntou debochado, mas sua voz estava fraca sentindo que não aguentaria muito mais as provocações do marido. Depois de tantos anos juntos, Park Jimin sabia exatamente onde e como tocar. 

— Ok, ok. — o cantor respondeu afastando-se. — Vou ficar aqui bem quietinho, tá bem? — um sorrisinho se formou no canto dos lábios de Jimin e Taehyung suspirou frustrado.

— Oito anos Jimin, oito anos e eu ainda sinto que você vai me matar. — Jimin riu alto e o elevador se abriu na mesma hora. Os dois saíram caminhando em silêncio até a porta do apartamento. 

Adentraram o local e antes que Jimin pudesse apertar o interruptor para acender as luzes sentiu Taehyung tirá-lo do chão. Suas pernas automaticamente enlaçaram a cintura do Kim enquanto ele o encarava atônito.

— Tá maluco? — o mais velho perguntou, mas havia humor em sua voz não irritação.

— A culpa é sua. — Taehyung respondeu antes de beijá-lo com paixão. Depois de um tempo, soltou os lábios de Jimin lentamente deixando um selinho demorado ali e começando a caminhar em direção ao banheiro. — Vamos tomar um banho pra relaxar, ok?

— Obrigado. — Jimin sussurrou com a cabeça enterrada na clavícula do Kim. 

Taehyung só o colocou no chão quando fechou a porta do banheiro. Jimin não desgrudava dele nem para tirar a roupa, então o mais novo o despiu desajeitadamente. 

Entraram debaixo da água quente do chuveiro e Jimin grunhiu de satisfação quando Taehyung começou a ensaboar seu corpo massageando nos lugares em que ele sabia que o marido sentia dor. Coluna, ombros, braços e pés. Taehyung cuidava de Jimin como se fosse a coisa mais preciosa que ele possuía. E de fato era. O Kim o amava tanto que sequer conseguia expressar. 

Sorriu ao passar shampoo nos cabelos macios e descoloridos enquanto Jimin fechava os olhos e fazia um biquinho fofo com os lábios. Nem parecia o mesmo de alguns minutos atrás naquele elevador. 

— Dá um passo pra trás amor. — Taehyung pediu enquanto Jimin se colocava embaixo da água para que ele pudesse tirar toda a espuma do seu cabelo. O mais novo se lavou rapidamente e desligou o registro puxando o Park para fora do box. Secou-o com a toalha fofinha e a enrolou na cintura dele para que pudessem ir para o quarto. 

O Kim ajeitou os travesseiros e puxou o edredom para que Jimin pudesse se deitar confortavelmente. Quando já estava acomodado com o mais velho abraçado a sua cintura ele começou a acariciar os cabelos loiros lentamente.

— Tudo bem se quiser dormir Jimin, eu entendo que está muito cansado. Esse álbum novo sugou você. — Jimin não respondeu e Taehyung imaginou que ele tivesse pegado no sono. Isso até praticamente pular na cama de susto ao sentir os dedos do marido em volta de seu membro.

— Ah Taehyungie, não me venha com esse papinho. Faça direitinho, hm? Ou eu vou fazer. — Taehyung estremeceu. Puxou o rosto do marido e o beijou já se colocando sobre ele. Sentiu a mão de Jimin largar seu membro e apertar suas nádegas. Um gemido escapou de seus lábios e Jimin sorriu em meio ao beijo. — Talvez você queira que eu…

— Caladinho. — Taehyung respondeu. Abriu mais as pernas de Jimin com seus joelhos e se moveu na cama parando diante da entrada que já o aguardava. — Se você gritar, eu vou parar. — Park mordeu o lábio inferior e um gemido sôfrego escapou de sua garganta quando a língua molhada de Taehyung o penetrou sem dó. 

— Filho da pu… Ah! — não conseguiu xingar porque Taehyung o penetrava agora com o dedo indicador e a língua simultaneamente. Jimin agarrava os lençóis com força e mordia os lábios, mas não conseguiu evitar o grito agudo quando o segundo dedo o penetrou. Taehyung parou os estímulos no mesmo instante e mordeu o interior da coxa de Jimin com força deixando um chupão ali, a marca arroxeada se formando assim que os dentes deixaram a pele bonita.

— Eu falei para não gritar… — o sorriso nos lábios do Kim era diabólico. Mas Jimin não deixou barato. Num impulso o agarrou com as pernas envoltas na cintura e o virou na cama ficando por cima. Nem sequer pensou ou se enrolou, apenas enfiou o membro de Taehyung todo na boca e começou a chupá-lo. — Jimin! Caralho! — Park sorriu satisfeito quando Taehyung agarrou seus cabelos e começou a estocar em sua boca. Ele sabia que logo o marido iria gozar, por isso se desvencilhou dos dedos fortes e tirou a boca do pênis dele com um barulho estalado. 

— Assim não. — Jimin respondeu ao olhar confuso de Taehyung. Inclinou-se sobre o esposo até alcançar um pacote de camisinha no móvel ao lado da cama. Colocou o preservativo no membro do Kim que gemeu com o contato gelado em seu membro quente. 

Jimin se deitou de lado na cama. Taehyung se moveu apoiando uma de suas pernas em seu ombro enquanto ele penetrava-o lentamente. 

Não importava quantas vezes fizesse amor com Jimin, em todas elas se sentiria da mesma forma, como se alcançasse seu paraíso particular. Jimin esticou a perna fazendo com que Taehyung o visse ainda mais exposto para si. Às vezes mesmo após tantos anos, o Kim se assustava com a flexibilidade do Park. 

Uma das mãos de Taehyung desceu pela barriga de Jimin num carinho lento até alcançar seu membro e começar a masturbá-lo, sem parar. O Kim movia-se mais rápido e mais forte fazendo com que Jimin revirasse os olhos e puxasse os cabelos um tanto longos do marido para descontar o prazer ao mesmo tempo em que as bocas se juntavam numa confusão de línguas e saliva.

— Jimin, eu… — Taehyung gemia desconexo sentindo o orgasmo próximo enquanto acertava a próstata de Jimin.

— Vai amor... — Jimin sussurrou antes de soltar um gemido alto e se desfazer entre os dedos de Taehyung que não demorou muito para gozar também. Viraram uma bagunça entre suor, pernas e esperma. Mas não se importavam. As respirações estavam desreguladas e as mãos entrelaçadas sobre o abdômen de Jimin, como se o Kim quisesse deixar claro que estava ali. Sempre estaria.

— Eu vou pegar algo pra limpar você. — Taehyung sussurrou e se levantou indo até uma gaveta do guarda roupas. Voltou para a cama com lenços umedecidos e uma toalha, e carinhosamente limpou seu marido que ainda tinha os olhos fechados e a respiração ofegante. 

Depois de se limpar e jogar o preservativo no lixo, Taehyung sentou na beirada da cama e acariciou os cabelos de Jimin para tentar chamar a atenção.

— Está com fome? — o mais velho apenas negou com a cabeça. — Quer um chá? Eu comprei daquele que você gosta. — Jimin assentiu com um sorriso nos lábios, e Taehyung deixou um beijo ali antes de ir para cozinha. 


Voltou para o quarto com duas xícaras de chá em mãos, chamou baixinho por Jimin que abriu os olhos lentamente e espreguiçou-se sentando na cama. Taehyung estendeu o chá para o marido que agradeceu pegando e já bebericando um gole. 

A expressão de satisfação no rosto de Jimin era uma das coisas preferidas para Taehyung. Bom, era difícil dizer todas as coisas que ele gostava sobre aquele homem. 

— Será que o Hobi vai conseguir amolecer o coração do Jeonggukie? — Jimin perguntou parecendo pensativo. O vapor do chá quente subindo diante de seu rosto. 

— Espero que sim. Já está mais do que na hora daquele arrogante desencalhar. — Taehyung respondeu terminando de tomar seu próprio chá e se deitando na cama ao lado do marido que ainda tinha a xícara com gatinhos desenhados em mãos. 

— Hoseok sabe todos os truques que usei para amolecer o seu coração. — Jimin respondeu arqueando uma sobrancelha e encarando Taehyung.

— Ninguém é igual a você Jimin. 

— Ah… — Jimin não tinha respostas para aquilo. Tomou o restante do chá e largou a xícara no chão ao lado da cama. Aconchegou-se sob o edredom sentindo as bochechas aquecerem.

— Sem palavras? Fico feliz de saber que ainda sou capaz de fazer isso. — o tom de Taehyung era brincalhão, mas o Park revirou os olhos e bufou.

— E eu sou capaz de bater em você até quebrar todos os seus ossinhos sabia? 

— Sim, eu sempre soube. Mas você não vai fazer isso. — Kim respondeu aproximando-se do marido e o puxando mais para perto pela cintura.

— Ah é? Quem te garante?

— Ninguém. Ninguém além do amor que eu sinto vindo de você. — os lábios de Taehyung falavam baixinho próximos demais dos de Jimin. A armadura dele estava completamente retirada.

— Não seja presunçoso… — sussurrou já sem controle sobre o próprio corpo que encaixava-se no do marido.

— Não negue, você me ama.

— Não. — Jimin encarou Taehyung nos olhos vendo-o vacilar por um instante. 

— Não? — a voz soou preocupada. 

— É mais forte que isso. Amar não é suficiente para definir o que eu sinto por você. — Jimin respondeu sorrindo, e Taehyung não conseguia conter a sensação de euforia em seu peito. Beijou o marido mais uma vez e o abraçou desejando que nada no mundo tirasse sua alma gêmea de seus braços. 


(...)


3 meses depois


Ver o sol nascer pela janela de um avião é uma sensação indescritível. Parece que o sol está tão próximo que você poderá ser capaz de tocar sua luz, mesmo sabendo que isso vai te queimar. 

Jeongguk pensava que de certa forma havia se exposto a um sol em forma de gente. Hoseok o desafiou a ficar, a ir, o desafiava a tudo na maior parte do tempo. Mas valia a pena, assim como observar os tons de cores misturados naquela paleta que era o céu da manhã de Tóquio. 

O vôo não era tão demorado, mas desde a última visita do Jung a Seul, não tinha mais o visto. E isso já fazia um mês. 

Lembrou-se de como ele apareceu um dia na empresa em que trabalhava, vestindo roupas casuais, óculos escuros e com os cabelos em um tom de vermelho. Jeongguk pensou que poderia enfartar ali mesmo no auge de seus vinte e quatro anos.

Hoseok era completamente imprevisível e isso era um dos fatores que contribuíam para que Jeongguk gostasse ainda mais dele. Naquela sexta-feira quando ele chegou, mal conseguiu trabalhar o resto do expediente. Deixou sua mesa arrastando o mais velho até seu apartamento enquanto ele ria descaradamente do seu desespero. 

"Por que está tão irritado? Eu avisei que faria uma surpresa!" Hoseok comentou naquela tarde ainda sorrindo. "Eu não imaginava que a surpresa era essa! Pensei em no máximo uma chamada de vídeo, caramba!" Jeongguk havia respondido e então notou que estava sendo grosseiro. Ver Hoseok ali só o fazia pensar que logo ele teria que ir embora outra vez e isso machucava o mais novo. 

"Logo tudo vai se resolver. A decisão é sua Ggukie, infelizmente só depende de você agora." Aquelas palavras doces e o carinho em sua bochecha martelaram sua mente por dias, até que ele finalmente percebeu que não tinha mais sentido lutar contra o que queria de verdade. 

Queria se aventurar mais, morar em outro lugar, crescer mais no ramo de designer, e queria estar com Hoseok. 

Por isso estava ali, com uma mala enorme de roupas e calçados, seus livros e hq's favoritos e alguns materiais para trabalho, decidido a começar uma nova etapa em Tóquio. 

Perdido em devaneios, notou somente quando o avião já estava pousando e suspirou teatralmente tirando os fones de ouvido e ajeitando as poucas coisas que carregava ali consigo. 

Ouviu a voz do piloto pelos alto-falantes e logo estavam em terra firme. Uma pequena fila se formou para sair do avião e Jeongguk resolveu esperar um pouco. Pegou sua mala de mão e levantou do assento quando a maioria das pessoas já estavam fora da aeronave. 

Imaginava sim que Hoseok o esperaria no aeroporto, mas vê-lo segurando uma placa com seu nome e um coelho ridículo desenhado do lado, era demais para seu pobre coração. Além de quê, notou que os cabelos ainda estavam vermelhos e para completar Hoseok vestia o mesmo blazer da noite em que se conheceram. Vermelho era definitivamente a cor dele. 

Jeongguk se aproximou rapidamente e se jogou contra o mais velho enlaçando seu pescoço e abraçando-o apertado.

— Sentiu minha falta? — Jung perguntou enquanto abraçava Jeongguk pela cintura.

— Sim, demais. — o mais novo respondeu fechando os olhos e sentindo o cheiro gostoso que seu namorado exalava. 

— Vamos pegar sua bagagem e ir pra casa então. Eu comprei um guarda roupas maior e deixei um espaço pra você. — Jeongguk notou uma pitada de vergonha na voz de Hoseok. 

— Obrigado Hobi… — Jeongguk sussurrou, e Hoseok sorriu soltando-o e se abaixando para pegar a mala. 

— Vamos? — Jung perguntou enquanto estendia o braço para que Jeongguk encaixasse o seu ali. Achou fofa a reação do dançarino e aceitou o seu gesto saindo dali caminhando ao lado dele. 

Não havia mais medo, nem sequer um pingo de hesitação, ele amava Hoseok e sabia que era amado de volta, sabia que o dançarino aceitava-o com todos seus trejeitos e manias, e isso o fazia sorrir naquele momento enquanto dirigiam em direção a sua nova casa. Ele sabia que o sol nascendo no horizonte e o sorriso de Hoseok seriam agora parte de sua rotina. 



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