História Finais de semana e biscoitos - Capítulo 1


Escrita por: e cohentro_

Postado
Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jisung, RenJun
Tags Me Perdoa Pedro, Nctstuff, Rensung, Tentativa De Comedia
Visualizações 233
Palavras 2.271
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, como estamos?
Aqui é mais uma tentativa de comédia, vamos ver se vai dar certo, kkkkkk...
Plot doado por: @duckhyuck
Espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único: e um demônio loiro


Finais de semana eram sagrados. Todos sabiam disso! Por que diabos alguém estaria batendo na porta do apartamento às dez da manhã? Pensou. Odiava a existência de pessoas inconvenientes, que perturbavam a paz daqueles, como ele, que não suportavam formas de interação. Se revirando no sofá com dificuldade, levantou. Estava tão atordoado que abriu a porta da forma que estava: sua costumeira cueca samba-canção do homem aranha e seu moletom surrado. No entanto, ao reconhecer quem estava a bater, sua paciência, inexistente, diga-se de passagem, evaporou pelos seus poros amassados pelo sofá. Vociferando, falou:

— Só podia ser você de novo! Já te falei que não quero esses seus biscoitos de escoteiro, pirralho — estava fechando a porta quando foi impedido por um pé mais rápido. Voltou sua cabeça, com os cabelos apontados para todas as direções, para o lado de fora mais uma vez, esperando algum tipo de resposta para aquilo.

— Bom dia. Vou ignorar esse seu mau humor e lhe explicar novamente que não são biscoitos de escoteiro — com os dentes trincados em um sorriso falso, engolindo o orgulho ferido por ser chamado de pirralho, o rapaz de roupas extremamente engomadas, e um tanto largas para um sábado de manhã na concepção de Renjun, responde: — Estou aqui lhe oferecendo uma degustação de alguns produtos da padaria dos Park, que fica aqui na frente do préd-... — é interrompido pelo mal educado do 314, e sim, o loiro já havia apelidado o outro, disso e de alguns palavrões também.

— Está bem, me dê logo esses seus biscoitos e caia fora — pegou algumas embalagens de forma rápida assustando o outro, que, pelo movimento, quase cai. Se não estivesse com tanta raiva, até riria dele. Com seu pé, tirou o semelhante que barrava a porta, e ainda retrucou: — Aliás, por que você passa todos os sábados por aqui? Não, nem se dê o trabalho de me responder, adeus! — antes mesmo de ter alguma reação do lado de fora do apartamento, o estrondo da porta fechando se fez presente no corredor, deixando o garoto com menos quatro sacolas de degustação e mais uma pilha de xingamentos a serem ditos.

Odiava as quartas-feiras tanto quanto aqueles garotos ridículos e os professores que lhe perseguiam todos os dias nas aulas. Sentiu algo vibrar no bolso do seu casaco e bufou ao perceber que era uma notificação de mensagem no seu telefone. Sabia o que estava escrito na mensagem que sua mãe lhe enviou antes mesmo de lê-la, mesmo assim, abriu para confirmar o que mais temia.

“Meu filhote, não se esqueça de passar na padaria dos Park e trazer minha encomenda para a reunião do clube do livro. Não volte tarde, se não terei que mandar seu pai ir te buscar, e você sabe que ele trará mais coisas do que deve. Te amo!”

Em outras palavras, teria que ver Park Jisung.

Sabia também que sua mãe de nada tinha culpa. Nem mesmo a senhora Park tinha culpa daquilo, aliás, que biscoitos e pães maravilhosos aquela mulher fazia! Mas não suportava a ideia de ter que encontrar com o mais novo dos Park, o demônio narcisista em pele e osso. Como os vizinhos achavam aquele garoto adorável? Só por aparentar ser um bebê com aquelas roupas e o rosto quase intocado pela puberdade, e não, isso não é observação feita por outras pessoas e, muito menos, por Renjun, o próprio loiro dizia aquilo. Já não bastava os pais o mimarem, ainda tinha aqueles vizinhos que o maculavam e o pirralho sabia disso e adorava, e se tivesse alguém que o contrariasse, ele faria o inferno com essa pessoa, até ela mudar de ideia. E sim, esse era o caso do rapaz que estava caminhando descompassadamente, e um tanto apressado, até a padaria creme e verde-musgo. No fatídico dia em que se conheceram, na concepção do acastanhado, o mais velho disse que não queria nenhum dos biscoitos de um pirralho inconveniente que o perturba num sábado às nove da manhã, e isto resultou em um Jisung transtornado, pois segundo o próprio demônio:

Ele não era um pirralho.

Não eram quaisquer biscoitos, eram os deliciosos biscoitos dos Park, uma receita de família passada de geração em geração.

Ninguém dizia não aos Park.

Posteriormente àquele encontro, o mais novo insistia em ir todos os sábados no apartamento dos Huang, pois sabia que encontraria o filho do casal, enfezado, com suas vestes desleixadas. Achava que o mais velho fazia aquilo de propósito, só para ter mais um motivo para rir dele. Ao chegar ao estabelecimento, repetia seu mais novo mantra Não mate o Park, não mate o Park, não mate o -...

— Boa tar-... Ah, é você! — ao notar que era o mais velho, desfez o sorriso já habitual para os clientes. Amava sua vida, mas queria saber o que os cosmos tinham contra ele para sua mãe inventar de ter uma padaria depois de anos, e o pior, usar o seu lindo rostinho para promover seus produtos. Fora a existência de Huang Renjun, detestava a audácia do castanho, ninguém lhe virava as costas e o menor o faria entender aquilo de qualquer forma — Me admira que não esteja com aquele seu moletom fedido Qual é mesmo o nome daquele esquisito que está estampado nele? — esboça um sorriso de desdém e, antes que o outro fale algo, continua: — Vou trazer a encomenda da senhora Huang.

Renjun, com a cara retorcida de raiva, respira e expira audivelmente, demonstrando sua indignação de estar ali. Como ele estava falando mal de David Bowie, quem ele pensava que era para falar isso? Estava super frustrado de todas suas tardes de quartas se resumirem a isso. Culpava os céus pelo clube do livro de sua mãe ser justamente no dia em que o demônio loirinho ficava na padaria, tentando, a todo custo, torrar sua paciência. Naquele horário, não dava ninguém na padaria o que resumia aqueles dez minutos em um eterno castigo, onde trocava farpas com menor. Na verdade, mais bufava que falava alguma coisa, sempre dizia a si mesmo que não valia a pena retrucar o Park, e aquilo só alimentava seu sadismo, o que no final, não adiantava muito.

No entanto, estranhou naquele dia quando um rapaz, maior que os dois denominados inimigos, entrou na padaria. Sabia que aquilo beirava a confusão, e suspeitava que isso tinha dedo do loiro. Achava injusta a forma como todos tratavam Jisung. Só tinha um ano de diferença e ninguém o tratava daquela forma. Não que quisesse ser mimado, nada disso, não gostava dessas coisas, mas não suportava o jeito que o loiro se usufruía disso. Por isso, quem sabe se esse seria o dia que o pirralho aprenderia a lição? Pensou, esboçando um sorriso ladino, mesmo que isso pudesse sobrar para ele. Resolveu se afastar do caixa e se encaminhou para o balcão do lado oposto onde o mal encarado estava. Neste exato momento, o menor dos três reaparece com o pedido do Huang, mas é interrompido pela fala do recém-chegado no estabelecimento.

— Ora, ora se não é verdade mesmo o que os meninos falaram? Park Jisung é o garotinho dos biscoitos, e como você fica fofinho com esse uniforme cor de vômito — ria de forma assustadora para o loiro, que pareceu diminuir mais ainda quando se encolheu. Mesmo assim não deixou seu ego ser atingido, não na frente de Renjun.

— Não acha que já está na hora de você crescer e parar de ser idiota, In? Ou você quer que eu ligue para sua mãezinha vim ver o filhote dela me ameaçar? — seu rosto estampava um sorriso confiante, porém, em seu interior, Jisung rezava para todos os deuses para não ser morto ali mesmo — Aliás, seus irmãos já devem estar na frente da creche esperando você sair. Devo ligar para eles também?

Um pouco assustado e na sua, o castanho assistia o desenrolar daquela discussão. Queria rir do grandão e de sua reação incrédula para com o que o mais novo havia dito, mas conteve-se, ainda não queria apanhar.

— Seu bastardo, como ousa falar assim comigo, você quer morrer? — o maior grita e o Park volta a se encolher. Certo, de que maneira posso me desfazer de In Boosung sem perder algum dente ou sem sentir um fiapo de dor? Anotava mentalmente alguma forma de se livrar dele, o que não foi muito produtivo, já que o outro tinha atravessado o caixa e estava a sua frente. Como último recurso, olhou para o lado oposto do balcão onde estava o castanho. Mais apavorado que eu, ótimo, se eu não fosse morrer agora mesmo, bateria uma foto dessa cara de palerma dele. Pensou. Mesmo assim, lançou um olhar dizendo:  Me ajuda pelo amor de deus, para o outro, que vendo aquilo, quase riu, mas seu subconsciente, culpado por ele ainda não ter realizado nenhum homicídio ou ter batido em alguém, clamava para que ajudasse o seu perseguidor, o que gerou um conflito interno de dez segundos, sendo suficiente para que Huang gritasse:

— Ei, sei que o pirralho merece apanhar, mas não seria melhor você fazer isso depois? Aqui alguém pode aparecer... — falou incerto ao que os dois lhe lançaram olhares mortais. Certo, o mais novo lhe pagaria caro se apanhasse junto com ele.

— Quem você pensa que é para sugerir algo à mim? Vou acabar com ele aqui mesmo e agora — como o maior estava com o olhar preso ao rosto apavorado de Renjun, não notou que o mesmo fazia alguns sinais para o Park sair dali. Ele sabia que havia uma saída por trás da padaria, Jisung às vezes a usava para não atender o castanho. O loiro, com agilidade, conseguiu sair dali, ao que o menor dos dois presentes respondeu:

— Tudo bem, mas acho que não tem como você bater no pirralho mais — falou já saindo do estabelecimento, correndo o mais rápido possível quando ouviu os gritos de dentro da padaria, no entanto, parou de correr assim que esbarrou no culpado daquilo tudo, o puxando consigo para dentro do prédio onde moravam, e sim, os dois eram vizinhos. Após os dois subirem as escadas e pararem no andar onde moravam, se jogaram em frente a porta onde mora o mais velho, ofegantes, e mesmo que apanhe do mesmo, o menor começa a rir, uma risada que o mais velho nunca tinha visto, não saindo do demônio loiro, mas era engraçada o suficiente para fazê-lo acompanhar o outro, o que os fez esquecer um pouco seus problemas.

Ainda com dificuldade, Huang levanta e ajuda Jisung, limpam suas roupas de uma sujeira inexistente. Park olha para o maior agradecido, repensa algumas considerações e palavrões direcionados ao outro e faz algo que para o outro era impossível de acontecer.

— O-obrigado! — sua fala é baixa, mas suficiente para Renjun tornar sua face pura incredulidade — Sei que não somos melhores amigos, mas você me ajudou e eu peço desculpas pelos biscoitos, até o horário do clube de leitura, eu t-trago para você — terminou sua fala um tanto constrangido. Esperou uns dez segundos para que o outro tirasse alguma graça consigo, mas ao olhar para o mais velho, o viu mais desconcertado que ele mesmo. Ao ver que o outro queria uma resposta, piscou algumas vezes, balançando a cabeça na esperança de achar as palavras certas.

— T-tudo b-bem — droga, gaguejei, pensou — Você está bem? D-digo, ele te bat- Ele já vinha te ameaçando antes? — estava se estapeando por dentro, ao que outro sorriso discreto.

— Estou bem. Ele já tinha me ameaçado antes, amanhã ele encontra outra pessoa para bater. Agora tenho que ir ou então nossas mães não terão os biscoitos para o clube.

— E-então é você quem faz os biscoitos? — com os olhos saltando os orbes, o mais velho é deixado só, com um sorriso e um até logo de Jisung.

— Renjun querido, venha até a sala, por favor — o rapaz ouviu, ao que se direciona ao cômodo que a mãe pediu e se depara com os Park e Jisung, feito aquelas fotos de cartão de natal — A senhora Park me disse que você ajudou o Jisung com um jovem encrenqueiro, é verdade? — sua mãe transbordava preocupação e orgulho na voz, sabia como o filho era. Sentiu-se feliz pelo filho deixar suas manias esquisitas de lado para ajudar o próximo.

— Espero que não tenha se machucado, Jisung nos contou tudo. Ficamos preocupados se vocês não se machucaram, esses jovens delinquentes querendo nos roubar... — Renjun arqueou uma sobrancelha ao que o Park menor piscou para si. Teve vontade de rir daquela cena em sua frente — Estamos aqui para lhe agradecer e convidá-lo para um lanche. Tudo será preparado por Jisung em forma de agradecimento. Não é mesmo meu filho? — a senhora loira olha para seu filho, que acena e responde:

— Sim, queremos lhe agradecer, hyung! — o menor veste o seu sorriso mais perverso, daqueles que sempre traz aos sábados pela manhã. Okay, chega disso por hoje, pensa o Huang ao que retruca:

— Vocês não precisam se preocupar, estou bem, Jisung-ah está bem... — também força um sorriso ao usar o sufixo de tratamento — E vocês não precisam fazer nada, fico agradecido de Jisung estar bem.

— Acho que alguém não sabe que ninguém diz não aos Park — soa a voz do patriarca dos Park. Oh, como eu sei, pensa o herói daquela tarde, que depois de alguns minutos de negociação, esses que não houveram tanto benefício para si, ficou marcado que no sábado, Renjun deveria ir à padaria dos Park pela tarde. O que no final das contas nem muda muita coisa na sua vida.

Afinal, todos os seus finais de semana — e as quartas-feiras — já pertenciam a Park, demônio loiro, Jisung.


Notas Finais


E é isso! Continuem curtindo o nosso projeto...
Até a próxima!!!


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