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História Finais felizes não existem ( Catradora / She-ra) - Capítulo 18


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Notas do Autor


Amoooo esse capítulo, espero que gostem também. Beijinhos e boa leitura.

Capítulo 18 - O sol, a lua e as estrelas


Fanfic / Fanfiction Finais felizes não existem ( Catradora / She-ra) - Capítulo 18 - O sol, a lua e as estrelas


  Bar da Sheila, 00:30 


 Cintilante POV 


 Abri a pesada porta de madeira e adentrei o estabelecimento, mochila nas costas e ódio no coração. As provas que encontrei na carta de Sombria eram boas e afunilaram minhas dúvidas quanto a seu envolvimento nesse esquema, mas ainda não era suficientes para assumir alguma coisa ou poder incriminá-la. 

 Meus olhos vagam pelo espaço até encontrar Entrapta numa mesa do canto, um menino negro ao seu lado. Caminho até eles e puxo a cadeira para me sentar. 

 “Olá Entrapta” 

 “Oi, que bom que chegou! Esse aqui é o Arqueiro, trouxe ele para nos ajudar com algumas coisas” 

 “Prazer” o menino estende a mão e aperta a minha, um sorriso simpático no rosto e um olhar de boas intenções. Sento-me e coloco a mochila em cima da mesa, retirando um grosso livro e entregando-o para a menina. 

 “O livro, como foi combinado” 

 “Ahh obrigada obrigada” ela solta uns gritinhos de animação e põe-se a folheá-lo.

 “Eu não quero ser rude, mas já sendo, não entendi exatamente porque-“

 “Porque eu trouxe Arqueiro comigo?” Ela me interrompe “Sim, eu sei que não foi exatamente isso que combinamos, mas acho que ele pode ser de ótima serventia” 

 “Como assim, Entrapta? Você contou alguma coisa pra ele?”

 “Não, ela não me contou nada, juro!” Ele diz “Só pediu para que eu a acompanhasse esta noite, disse que talvez fosse importante”

 “Tá, mas por que seria importante?” Indago novamente. 

 “Porque” ela dá o ar da graça “Bom, eu sei bastante de máquinas, mecânica e engenharia. Mas não sou boa em comunicação com humanos, é uma área que eu não domino. Mas ele sim” 

 “Ah..”

 “Se você quer mesmo ter sucesso no seu plano, vai precisar de alguém que saiba como lidar com pessoas e relações. Até as paredes têm ouvidos, quanto mais inserida você estiver e souber lidar com pessoas, mais probabilidade terá de conseguir desvendar esse mistério” 

 Pauso por um momento e encaro o menino. Ela não estava de todo errada, se eu quero mesmo que isso dê certo, vou ter que cercar todas extremidades, me munir de quaisquer tipos de armas. Conhecimento é poder, e eu não posso deixar esse meu objetivo cair por terra. 

 “Tá bom. Tenho atualizações, Sombria recebeu uma carta que pode nos ajudar” 

 “Sombria?” O menino pergunta confuso.

 “É o apelido da senhora que estamos investigando. Nessa carta é aparente que existe um complô entre Sombria e o ex noivo da minha melhor amiga, ele quer tomar tudo da família” 

 “Como assim tomar tudo da família? Vocês são comerciantes?” Arqueiro pergunta novamente. 

 “Err não exatamente, digamos que-“ 

 “E você nunca mencionou nada sobre essa tal melhor amiga, ou o ex noivo dela” Entrapta diz “De qualquer forma, talvez esse tal ex queira vingança já que sua amiga terminou com ele…”

 “Ela não terminou, só aconteceu uma coisa…” 

 Um silêncio triste tomou conta da mesa, abaixo minha cabeça e a apoio em minhas mãos. 

 Como eu iria conseguir colocar meu plano em prática se não podia revelar minha real identidade? 

 “Perdão, mas essa história tá muito mal contada” Entrapta continua “Por que você não começa do início, vai ser mais fácil pra a gente acompanhar” 

 “Eu não sei se posso…”

 “Por que não?” 

 “É meio que um segredo de família, eles não querem gerar fofoca ou confusão” 

 “Então o que poderíamos fazer para ajudar? Se não sabemos o que aconteceu, como vamos bolar um plano juntos?” 

 “Eu sei, eu sei!” Dou um longo suspiro e conecto meu olhar com os dois à minha frente. Não queria que fosse assim, nada me garante que posso confiar neles, mas por outro lado, em quem mais eu poderia me apoiar? Eu não tinha nenhuma prova que incriminasse Sombria antes de conhecer Entrapta, e agora eu tenho alguma coisa. Pensando assim, nada poderia dar errado - ela ganharia conhecimento e eu resolveria o caso. Mas, mesmo assim, é uma questão grande demais para falar para a primeira pessoa aparentemente caridosa que aparecer na minha frente, como fazer essa escolha? 

 “Ei, tá tudo bem?” Arqueiro envolve sua mão na minha e enfim percebo as lágrimas deslizando sobre minhas bochechas. 

 “A minha melhor amiga desapareceu” não consigo mais segurar e deixo as lágrimas caírem, a pressão em meus ombros lentamente se dissipando através do choro “Eu tô tão desesperada, com tanto medo. Dizem que ela se matou, mas eu não acredito. Não pode ser verdade, ela era tão cheia de vida, merecia muito mais. A carta deu a entender que isso tudo é um plano para conseguirem seja lá o que quiserem, dinheiro, poder, luxo… E eu só quero paz, ela também só queria isso! Tem um culpado nessa história toda, e eu não vou descansar até descobrir quem é!” 

 O menino levanta da sua cadeira e se ajoelha ao meu lado, me envolvendo em um caloroso abraço amigo, algo que eu não sei o que é já faz um tempo. Ficamos ali por alguns segundos, até eu finalmente conseguir parar de chorar. E então ele se levanta e volta para sua posição na cadeira. 

 “O que mais dizia nessa carta?” Entrapta pergunta. 

 “O ex noivo vai nos visitar, quer se aproximar e manipular o pai de Ad-  o pai da minha amiga. Não sei o que fazer, não posso impedir dois adultos de conversarem, vão me chamar de intrometida” 

 “Você não vai precisar impedi-los de conversar” O menino diz. 

 “Não?” 

 “Não, pelo contrário, quanto mais o ex noivo e sombria falarem, melhor. Eles precisam entrar em contradição, só assim os outros perceberão que há algo de errado. Se você se mostrar contra essa dupla desde o início, já irão te olhar torto e tomarão a posição contrária. Porém, se você jogar o jogo deles…”

 “Eles podem cair na própria mentira” concordo com a cabeça. 

 “E mais” a menina fala “Você não poderá contar apenas com isso, tem que continuar de olho em todos os lugares que eles podem, por acaso, conversar. Se os dois estarão de baixo do mesmo teto, há chances enormes de uma conversa escapulir e você deve tomar conhecimento disto” 

 “Exatamente” Arqueiro continua “O importante no início é você cativar as pessoas ao seu redor, que podem influenciar os acontecimentos no futuro. Em outras palavras, você tem que trazer o pai dela para seu lado” 

 “É impossível, ele é um homem extremamente ocupado” 

 “Entendo, mas pense bem. Ele perdeu a filha faz muito pouco tempo, não importa o quão frio ele seja, eu tenho certeza que essa perda não está sarada no coração dele” 

 “E o que você acha que eu deveria fazer? Quer que eu o manipule? Não sou boa nisso…” 

 “Não, não, longe disso. Apenas faça-o lembrar de uma boa memória com a filha, você é a melhor amiga dela. Amoleça o coração de pedra primeiro, tente acender uma pequena luz, assim você o trará para seu time”

 “Entendi, tenho que lembrá-lo do que uma vez ele teve…” 

 “Sugiro que coloque mais algumas câmeras em pontos estratégicos” Entrapta completa e me entrega uma pequena sacola de pano levemente pesada “Trouxe algumas nano câmeras comigo, só por segurança. Se você precisar de mais, é só me comunicar” 

 “Obrigada, Entrapta e Arqueiro. Não sei nem como agradecer” 

 “Sabe sim, pode me trazer mais livros e ferramentas e me sentirei totalmente agradecida” 

 “E você, Arqueiro?” Pergunto para o menino “O que você quer como pagamento?” 

 “Hmm não sei, não sou muito materialista…” 

 “Vamos, não seja tímido, pode pedir qualquer coisa” 

 Ele põe-se a pensar por uns instantes, olhos direcionados para o teto, tentando formular alguma ideia. E então ele finalmente sorri e diz:

 “Uma rosa, gostaria que me trouxesse uma rosa” 

 “Uma rosa, só isso?” Ele sacode a cabeça positivamente, bochechas levemente coradas “Tá bom, então” 

 Empacoto minhas coisas na mochila e me ponho de pé. Olho os dois e ofereço um sorriso de gratidão.

 “Vejo vocês em uma semana, mesma hora e lugar” aproximo para apertar a mão de cada um deles e, em um sussurro, revelo meu verdadeiro nome “Me chamo Cíntia” e dou uma piscadela de despedida. 

 Coloco o capuz na cabeça e me retiro do estabelecimento, como se eu nunca nem tivesse pisado ali. 


 Cintilante POV off



 Atrás do balcão do bar, Tobias observara toda a cena.


——————————————————


Casa dos rebeldes, 1:30 da manhã


 Catra POV 


 Eu sempre preferi as madrugadas. Existe alguma conexão com a lua, algo mágico que é impossível explicar com palavras - é basicamente um ritual para mim sair escondida de noite para observar a lua e as estrelas, um bom momento para ficar quieta, refletir e simplesmente existir. 

 Coloquei meu casaco e desci as escadas, tomando cuidado pra não acordar ninguém com o ranger da madeira. A sala estava um breu, a única coisa que iluminava era a luz da lua que passava pela janela. Abri delicadamente a porta e me desloquei para fora, um passo suave de cada vez. Uma vez do lado de fora, porém, pude meter o louco. Ter um momento sozinha morando numa casa com outras onze pessoas era praticamente impossível, por isso a madrugada era minha melhor amiga. Comecei a correr em direção ao nosso pequeno centro de treinamento. Depois da nossa ida a cachoeira hoje mais cedo, não me sentia exatamente com raiva (o que é bom), mas nunca que eu desperdiçaria uma oportunidade de lançar faças contra uma árvore e fingir que estava acertando em Huntara. Fui me aproximando da área, notando aos poucos que alguma coisa estava diferente. 

 Começou com um leve som, um grunhido e, à medida com que eu chegava perto, se tornava cada vez mais intenso e exasperado. Logo cheguei perto o bastante para ver a pessoa que se encontrava no meu lugar preferido e tive a honra de presenciar uma das cenas mais engraçadas da minha vida. 

 Na minha frente se encontrava Adora sozinha com uma espada de madeira na mão, fingindo que lutava com alguém. 

 “Muita ousadia sua voltar para Etéria depois de tudo que você causou…” ela falava sozinha, perdida em seus delírios “Mas já está mais que na hora de termos nosso acerto de contas. EN GARDE, MON AMOUR!” E começou a encenar uma cena de luta, movimentando seu corpo pra frente e para trás, para cima e para baixo, rolando no chão para “desviar” dos “ataques” do “adversário”. 

 Me deliciei com patética cena por alguns bons minutos, até uma ideia surgir na minha mente. Caminhei silenciosamente até o outro lado do gramado, com todo o cuidado para a garota não me ver. Estico minha mão e agarro uma das outras espadas de madeira de dentro do pequeno baú.

 Adora estava distraidíssima. 

 Em um movimento rápido e preciso, salto para cima de um tronco cortado de árvore, bem em frente de onde a garota se encontrava. 

 “CATRA! O QUE VOCÊ FAZ AQUI?!” A garota arregala os olhos com o susto, caindo para trás no processo. Aponto minha espadinha de madeira pra baixo, para Adora. E com um sorriso debochado digo:

 “Hey, Adora. Soube que queria um acerto de contas” 

 “Err você ouviu isso?” 

 “Hahahahaha você é tão patética!” Salto de cima do tronco e meus pés encontram o chão novamente, dou alguns passos até a loira e estendo a mão “Levanta daí logo, você tá ridícula aí embaixo” 

 Ela levanta e se recompõe, o rosto vermelho de vergonha e desviando seu olhar do meu. 

 “Eu ia perguntar o que você tá fazendo aqui uma hora dessas” continuo “Mas acho que já ficou bem claro que você queria um momento pra brincar de faz de conta, né?” 

 “Não! Eu não estava brincando de faz de conta, eu tava treinando” 

 “Ahh sim treinando com espadinha de madeira? Quanto dinheiro vai conseguir assaltando alguém com uma espadinha de madeira?” 

 “O Arqueiro que disse para eu treinar com essa por enquanto, até eu estiver pronta para treinar com a de verdade” 

 “Haha ele é tão medroso!” Estendo minha mão e pego a espadinha da mão dela. Caminho de volta em direção ao baú e guardo os dois brinquedos dentro. Me dirijo até a caixa em que guardávamos as armas de metal e tiro uma espada de verdade para a garota. “Você não vai progredir se continuar pegando leve, tem que arriscar de vez em quando” 

 “Mas, o Arqueiro disse que-“

 “O Arqueiro não tá aqui agora, certo?” Me aproximo e estendo a espada para ela, que por sua vez continua me olhando com incerteza “Vamos, você não precisa tentar lutar agora. Só segura, se acostuma com ela.” Ela concorda com a cabeça e envolve sua mão na base da espada, roçando seus dedos com os meus no processo. 

 Algo acontece quando Adora finalmente ergue a espada para perto de si, firme e com certeza. Era como se as coisas se encaixassem, começassem a fazer sentido em seu pequeno universo. Ao tomar posse daquela arma, ela se tornava uma pessoa completamente diferente da loira tapada e desengonçada de antes: ela se tornava madura e confiante, talvez até poderosa. 

 “Uau” ela sussurra, olhando seu reflexo na lâmina. 

 “É… uau” respondo. 

 “Realmente é bem diferente da de madeira” ela começa a fazer gestos com a espada, levando-a para cima, baixo e lados, experimentando os movimentos de ataque e defesa que havia treinado antes “É bem mais pesado, mas tenho certeza que minha treinadora vai me fazer ganhar alguns músculos” ela sorri e dá uma piscada de olho para mim. 

 Isso causa um estranho desconforto na minha barriga. 

 “Obrigada, Catra” 

 “Pelo o que? Tirar aquele brinquedo ridículo da sua mão? De nada” 

 “Não” ela deixa a arma de lado e vem de encontro a mim, colocando suas mãos em meus ombros e olhando profundamente nos meus olhos “Obrigada por cumprir a promessa e me dar uma segunda chance, por confiar em mim” 

 “Ei, ei, alto lá” dou uns passos para trás, quebrando o contato “Eu te ajudei e tudo, mas é pelo bem do grupo. Eu não gosto de você” 

 “Ainda” ela entrega um sorriso esnobe. 

 “Tá com essa marra toda só porque agora subiu de nível, começou a usar arma de adulto né” chego mais perto, afrontosa “Nem parece que não sabe nadar” 

 “Que?” Ela arregala os olhos espantada.

 “Achou mesmo que ia passar despercebido? Ficou com desculpinha que ia nadar depois, que não tava muito afim. Você não sabe nadar e ficou com vergonha de admitir, confessa” 

 “Nada a ver, endoidou? Eu só tava tendo um papo muito legal com o chefe, não fiquei afim de nadar” 

 “Aham sei, qual era o papo interessante então?” 

 “Eu falei sobre um sonho repetido que eu tenho, muito recorrente desde que cheguei aqui e descobri que acontece a mesma coisa com ele…” 

 “Haha e como é esse sonho?” Cruzei os braços assumindo minha pose debochada. 

 “Você não vai querer saber, é besteira” 

 “Ah, então eu estava certa? Não tem papo nenhum, você só queria ficar longe da água porque não sabe nadar?” 

 “Nossa, você é um saco, sabia?” Ela revira os olhos e bufa “Tá, eu te conto” 

 “Vou até sentar pra esse evento” falo e me dirijo ao tronco de árvore que nos serve de banco. Ela vem atrás de mim e se senta ao meu lado, seu corpo virado para o meu e vice versa. Hora da fofoca. 

 “Desde que eu cheguei aqui tenho tido um sonho bizarro com uma senhorinha. É como se fosse uma vidente, uma bruxa, ela lê minha mão e diz que eu corro muito perigo. É tão angustiante, me vem um sentimento tão ruim” 

 “Nossa, e o que mais?”

 “É basicamente isso, o estranho é que tenho esse sonho repetidamente e é sempre o mesmo. O patrão disse que tem a mesma coisa, falou que deve ser só algum medo meu se manifestando em sonho. Faz sentido, mas, sei lá, tanta coisa já aconteceu comigo, talvez seja um sinal…”

 “Um sinal de que você corre perigo?” 

 “Sim” 

 “Bom, se eu fosse você eu não iria me preocupar muito. Você vive com bandidos, Adora. Temos armamento suficiente para acabar com qualquer um que tentar te fazer mal. E, por outro lado, fala sério você também tá indo muito bem nos seus treinos, tem melhorado visivelmente. Tá até ganhando de mim na corrida, e olha que eu sou ótima que tudo que eu faço!” 

 “Ah fala sério, Felina. Você ficou com medo de um ratinho” 

 “Shh você é mais legal quieta. O que eu tô tentando dizer é que você não deveria se prender nessas superstições e questionamentos. Ficar com medo de algo que não tem nenhuma base de acontecer é algo bem bobo, melhor focar essa energia em realmente se dedicar aos treinos e em como se defender desse perigo todo que você tá correndo”

 “É, eu não tinha pensado por esse lado” 

 “Deixa eu adivinhar, é por isso que você tá acordada a essa hora? Porque não quer dormir e ter esse sonho de novo?” 

 “É… basicamente” 

 “Sua tonta, fica de neura e amanhã vai acordar cansada” 

 “Tá, mas e você?” 

 “O que tem eu?” 

 “Tá acordada por que?”

 “Ih virou interrogatório agora?”

 “Ah eu tô curiosa, Catra” 

 “Sei” solto um riso frouxo e desvio o olhar para meu colo, brincando com meus dedos “Eu só gosto de passar um tempo sossegada do lado de fora, transmite tanta, sei lá, tranquilidade” 

 “É verdade” Adora responde e meu olhar se volta para ela, que agora observava o céu atentamente - uma mecha de cabelo solta em sua bochecha “Tenho o costume de observar as estrelas desde pequena, mas nunca senti tanta tranquilidade como sinto agora”

 Lhe respondo com um leve sorriso, um borbulhar estranho crescendo em minha barriga ao olhar fixamente para a mecha solta do cabelo de Adora, uma voz sussurrando em meu ouvido me dizendo para me aproximar e colocá-la atrás de sua orelha. Havia outra voz, porém, um pouco mais alta me dizendo para não me aproximar. 

 “É tão bom esse sentimento, um sentimento de paz” ela me olha e sorri, colocando ela mesmo a mecha atrás de sua orelha. 

 “Sim, paz” respondo e desvio a atenção para a lua. 

 Eu sempre preferi as madrugadas. Existe alguma conexão com a lua, algo mágico que é impossível explicar com palavras. Mas acho que se fosse para explicar com uma, essa palavra seria paz. 

 


Notas Finais


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