História .Finais infelizes também existem - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Chenle, Haechan, Jaemin, Jeno, Jisung, RenJun
Visualizações 13
Palavras 1.259
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Violência
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Essa semana eu não estou em um clima muito bom pra escrever M(t)B e Boss, por isso vim com esse Os em forma de pedido de desculpas...
não vou dizer “espero que gostem” pois o conteudo aqui não é feliz, mas espero que apreciem e consigam absorver a crítica.

Capítulo 1 - Descartavel...


Esse era só mais um dia. Igual a todos os outros. A vida por trás das cortinas é sempre linda, sempre maravilhosa. 

Meus próprios amigos, duvido muito que me conhecessem. Quando tomei aquela decisão, doeu. Doeu muito, mas, doeu menos do que a dor que eu carregava todos os dias. 

Ninguém via meu sofrimento, vocês que diziam me conhecer, nunca notaram quando parei de sorrir, quando não contava mais piadas animadas e troquei meus desenhos por cortes em meus pulsos. Claro que não repararam. Estavam ocupados de mais. 

Poxa, por que não podíamos ser os mesmo de sempre? Eu realmente não era importante? Agora já não adianta mais responder, não quero receber essa resposta nem com vocês pintados de ouro. 

Lee Jeno, você não era meu melhor amigo? Aquele que me conhecia, sabia apenas em me olhar, que, eu não estava bem? Então por que não notou quando eu parei de sorrir? Estava muito ocupado trocando beijos e carícias com ele? Sabe o que eu acho? Acho que deveria ser eu ali, eu que sempre estive ao seu lado, e mesmo assim você me trocou, me trocou por um novato. Eu realmente não valia nada? 

Huang Renjun, já que falei em você, também fica o questionamento, você queria me excluir? Fui eu que te recepcionei na escola quando chegou, você era estrangeiro, falava pouquíssimo coreano. Mas eu te ajudei. Te inclui em meu grupo de amigos, porque você valia. Seus sorrisos e suas preocupações com todos era algo admirável. Me diga, era paranóia minha ou, desde que contei meu segredo, sobre gostar de Jeno, você tentou ao máximo me afastar de todos os meus amigos. Sabe o que é pior? Eles te ouviram, eles acreditaram em você, e se afastaram. 

Haechan, ou melhor Lee Donghyuck. Eu não valia nada mesmo não é? Minha amizade foi facilmente descartada quando o canadense do terceiro ano passou a conversar com você. O engraçado é que, em nenhum momento você exclui os outros, você apenas me excluiu. Continuava saindo com os nossos dongsaengs e comentando com Renjun sobre seus encontros com Mark. A amizade com todos continuava firme e forte. Mas...por que quando passava por mim nos corredores abaixava a cabeça e fingia não me conhecer? Por que se juntou a outros alunos em uma mesa qualquer no refeitório e me deixou comendo sozinho, na mesa de sempre. Isso mais de uma vez. 

Zhong Chenle e Park Jisung, vocês sempre foram os melhores dongsaengs, não pude acreditar quando percebi que tinham sumido. Sabe, aquele dia na quadra, que cumprimentaram todos os seus hyungs menos eu, que começaram a ter uma conversa divertida fingindo que eu não estava ali. Aquilo doeu. 

Não estou culpando nenhum de vocês, mas é esse o sentimento que eu quero que sintam. Culpa. 

Vocês que me mataram aos poucos, me excluindo. E eu só fui saber o porquê naquele dia, no dia que dei um basta nisso tudo. 

Assim como em todos os outros dias, naquele eu tinha acordado com as cicatrizes dos cortes em meu pulso coçando, aquela sensação era horrível. Depois de despertar completamente eu contemplei meu reflexo no espelho, outra coisa que nem meus pais notaram. Eu estava magro, muito magro. Se parasse e visse, dava para nitidamente contar todas as minhas costelas. Eu, com 1,75 de altura estava pesando 39kg e ninguém sequer notava o quanto estava fraco. 

Meus pais já não estavam em casa, claro, matavam-se de tanto trabalhar apenas para manter a boa imagem da Família Na. 

Quando cheguei na escola, de estômago vazio, o que me esperava em letras bem grandes em um banner na entrada era bem assim “Na Jaemin, herdeiro da família Na não passa de uma vadia” ah! Bingo, era isso que, alguém, estava planejando e espalhou para escola toda. Por isso todos se afastaram? Decidiram confiar em fotos forjadas na qual, vocês estão insinuando que eu estava dando encima de vocês ao invés de confiarem em mim? Vocês que me conheciam.

Eu tenho que agradece-los, foi surpreendente a forma que organizaram tudo, as camisetas com “Vadia Na” e as plaquinhas de “Como se sente sendo um desorgulho?” Foram realmente muito bem feitas, talvez se não fossem pelas risadas de todos eu até pararia mais um tempo para contempla-las. 

Era só mais uma brincadeira, eu poderia aguentar. 

Mas foi o cúmulo quando vocês, que eu acreditei serem meus amigos, meu amigos em quem sempre confiei! Vocês e mais alguns garotos, no momento que sai do banheiro depois de tanto chorar. 

Vocês novamente me levaram para dentro do lugar húmido. Eu pedi pra me largarem que estavam me machucando, mas vocês ao menos me ouviram. Foi divertido pra vocês? Me machucar, me bater e depois fazer questão de afogar-me no vaso sanitário? 

Foi divertido trancar a porta e fazer diversas insinuações como “Vadia”, “Puta” e outras enquanto as mãos de todos vocês percorriam meu corpo e me batiam, deixavam marcas, não só em meu corpo mas na minha alma. Vocês realmente gostaram disso? 

Se a resposta for sim, olha, tenho que admitir. Vocês são monstros. No lugar de vocês não conseguiria dormir, não conseguiria sequer olhar meu próprio reflexo no espelho. 

Naquele dia, depois da sessão de humilhação, fui pra casa. Não fiz questão de assistir as aulas, afinal. Qual diferença conteúdos fazem no cérebro de um morto? 

Eu poderia ter feito aquilo muito antes, mas eu tinha medo...e esperança. De que fosse só um período, eu tinha esperança de acordar um dia e voltar a ter minha amizade normal com vocês. Mas as situações daquele dia foram o estopim. 

Se fosse possível um corpo secar por conta de lagrima, com certeza, não só eu. Mas tantos outros jovens já teriam falecido. E pensar que, os causadores desse ato, nem sequer tem peso na consciência. Aposto que muitos falariam algo como “Fiz com prazer e não me importaria de repetir.” Vocês são monstros nojentos! 

Eu pensei em deixar uma carta, um áudio ou um vídeo. Mas a única coisa que eu fiz foi ajeitar meu quarto. A cama, impecavelmente esticada, e encima seis fotos, uma com cada um de vocês e uma com todos nós. Na esperança que, vendo aquelas fotos o peso viesse a consciência. 

Depois de tudo plenamente arrumado, eu me sentia vazio. O fim ja tinha me dominado a tempos, mas o saber de adormecer e nunca mais acordar, o saber de ir ao desconhecido, isso me amedrontava. Mas a minha dor era muito maior. Tão maior, que o medo não passou de uma mísera pedrinha no caminho até a caixa de remédios, a seco, um a um, tabela por tabela, ingeri todos aqueles comprimidos de nomes complicados nos quais não fazia ideia para que serviam. Foi uma questão de tempo, este que esperei perdendo um pouco mais de sangue para as lâminas. Céus, como estava tonto, não comia nada desde o dia anterior, os hematomas doíam e o sangue perdido ajudava as tonturas a se intensificar. 

E ali, jogado no chão do banheiro, vi o abraço da morte aquele que aceitei de bom grado, derramando mais algumas lágrimas. 

Com uma imagem apenas rodando minha cabeça. “Ah, meus pêsames senhora Na. Jaemin era tão jovem...” diversas pessoas que nem me conheciam e, vocês. Dizendo condolências ao meu corpo dentro de um caixão. Fingindo sentir falta, dizendo mentiras descaradas como “Nossa amizade era valiosa” para que, dali a uma semana nem ao menos recordarem do meu rosto, e depois, nem uma lembrança eu seria. 

Afinal, finais felizes não existem e nós não somos tão importantes para os outros...


Notas Finais


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