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História Final em branco - Capítulo 23


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Notas do Autor


OLHA QUEM VOLTOU!!!! compensar o tempo que fiquei sem postar. Afinal, voces merecem! casal novo na area e fiquem ligados que vai sair mais capitulos essa semana. vou fazer isso acontecer kkk

boa leitura a todos.

Capítulo 23 - A festa não pode parar


Fanfic / Fanfiction Final em branco - Capítulo 23 - A festa não pode parar

Régulus bufava de tédio sobre o divã da casa de leão. Seu tio não havia o deixado acompanhar os outros cavaleiros na bebedeira em Rodório. E que não visão do menino, foi uma decisão nada justa. Claro, ele sabia que lhe faltava idade. Mas ele não era criança desde quando o pai morrera.

Sísifo se negava a aceitar  o amadurecimento precoce do sobrinho.  E sem perceber, ajudou a condenar o garoto ao status de “anormal”. Termo que Régulus jamais aceitaria.

Levantou de uma vez do sofá, calçou suas botas e ao parar na porta, da altura que a sua casa ficava, dava para ver a luz do povoado de Ródorio. E o som animado de festa. Então desceu as escadas indo para a área comum do santuário.

- Diabos! – xinga frustrado.

Ao chegar lá em baixo, notou certa calma. Sentimento que há muito tempo o santuário não tinha. Algumas tochas estavam acesas, mas a maior parte do pátio era iluminada pela luz do luar. Um punhado de aprendizes de cavaleiro zanzava por ali. Apenas jogando o tempo fora como bons adolescentes gostam de fazer. Algumas amazonas faziam brincadeiras  com os demais aspirantes e que, ao olhar do leonino, mais parecia paquera.

E por acaso, tinha um maldito clima de amor no ar.

Régulus tinha uma pequena aversão a casais. Sísifo dizia que era por que ele era criança. E que crianças não gostam de ver adultos de beijando.

E ai estava de novo. Seu tão  respeitado tio o rebaixando a um mero garotinho.

- Maldição! – xinga de novo e chuta uma garrafa para longe. E acaba chamando atenção dos aspirantes. – Merda.

Pelo canto de olho viu um deles se aproximando. Régulus não estava com animo para conversar, mas também não queria ser mal educado. Como um cavaleiro de ouro, muitos o admiravam. Ainda mais sendo um cavaleiro de ouro prodígio. Que em seus plenos 15 anos, conquistou a sagrada armadura de leão. Enquanto seus outros colegas mal tinham conseguido armaduras de bronze. Ou saído das fraldas.

Realmente anormal.

- Régulus? – pergunta uma voz conhecida e põe uma mão sobre seu ombro. Régulus vira de repente e assustado por ser interrompido do seu devaneio.  E ao virar, encontra Yato de unicórnio.

– Você?

- Esperava quem?

- Eu não sei. – fala abaixando a cabeça e com o semblante indecifrável.

- Achei que estaria em Ródorio com os outros. Sabe, curtindo. Bebendo, dançando. Ficando com as garotas.

- Bem, ao que parece, sou jovem demais para beber – responde exasperado. Sentou numa pilastra quebrada e Yato o acompanhou.

- Não brinca?! Cara, você é um cavaleiro de ouro! Achei que pudesse fazer o que quisesse!

- Agora sabe a verdade.

- Não fica grilado com isso não.  A gente pode fazer nossa própria festa sabia?

- Como assim?

- Nós dois. Sei de um albergue abandonado na floresta lotadinho de bebidas.

- Não sei se sair é uma boa ideia Yato. Espectros, Hades, proteger Atena. Dos dourados só ficaram eu e Asmita.

- Relaxa com isso. A senhorita Atena está com o Tenma.

- Tenma de Pégaso?

- Existe outro?

- E o que ele estaria fazendo uma hora dessas com a senhorita Atena?

- Namorando né! Dã!

- Que nojo!

- Nojo? – indaga Yato e logo cai na gargalhada – Nojo cara?

- Qual é a graça?

- Aposto duas moedas que você fala isso porque nunca fez nada!

- E você já fez? – retruca Régulus esperando deixar o antigo colega constrangido mais não teve o efeito esperado.

- Sim! Você não?

- Hã...

- Você não?! – pergunta de novo e obtendo o silêncio de Régulus e como quem cala consente. - Cara você é um cavaleiro de ouro! Com assim nunca ficou com uma garota? Elas deviam se jogar aos seus pés! Cara, isso é anormal.

Aquela droga de palavra de novo.

- Já passou pela sua cabeça talvez que eu não goste de garotas? – responde. Apesar de que depois daquela fala podia ter complicado ainda mais sua posição. Ou não. Todo mundo estava careca de saber que todos estavam junto com todos. Ou algo do tipo. Régulus não fazia questão de definir termos.

- E você já ficou com algum menino Régulus?

De novo silêncio.

- Eu não acredito! Eu estou passado.

- Por que não muda de assunto Yato? Minhas relações amorosas...

- A falta dela...

-... Não são da sua conta.

- É  isso que amigos fazem cara.

- Aborrecem?

- Zoam!

- Eu vou embora! – fala o leonino irritado com o rumo da conversa. Levanta da pilastra mais Yato segura em seu punho.

- Desculpa. Eu não quis de ofender. A proposta da festa continua em pé alias.

- Vai parar de me zoar?

- Não mesmo. Mais vamos lá cara. Descontrair. Beber um pouco. Contar coisas comprometedoras um para o outro. É sábado à noite!

- Você vai contar também ou vai ficar só rindo? – Pergunta Régulus desconfiado.

- É  claro seu bobo. Vamos lá.

- E se o Sísifo  chegar? Ele vai me dar a maior bronca se não me ver na casa de leão.

- Régulus, ele vai chegar chapado  de Ródorio. Se ele chegar. Penso eu que  ultima coisa que ele vai fazer  é ver se o sobrinho seguiu suas regras. E outra, duvido muito que El Cid vai o deixar fazer outra coisa além de transar.

- Eca Yato!

- Régulus – Yato fala sério dessa vez, ficando de pé e pondo as duas mãos nos ombros dele – hoje à noite eu vou tirar essa criança de você. Vamos nessa!

- Está bem. Você tem razão. Eu preciso de um tempo como todo mundo. E ficar no santuário só me faz lembrar que tem uma guerra santa para lutar e principalmente, para vencer.

- Sensato. Agora, é só me seguir.

Após essa fala, Yato se embrenhou no bosque e Régulus teve que correr para alcança-lo.

- Ei! Espere por mim! – grita e só o alcança mais a frente. – não sou bom em andar no escuro. E nem é seguro. É nas trevas que Hades habita.

- É na minha bunda que ele habita – exclama Yato sacudindo o traseiro  para Régulus. – Esquece os deuses. Você mesmo disse. Pausa de guerra santa essa noite.

- Certo. Só não chocalha sua bunda não minha direção de novo.  E acho que você me deve umas perguntas cavaleiro de unicórnio.

- O que quer saber cavaleiro de leão?

- Com quem foi seu primeiro beijo?

Yato fez uma expressão que sugeriu que ele estava tentando lembrar. Enquanto isso, os bichos aninhados nas árvores faziam pequenos barulhos. Já alguns, acordavam quando os ambos os soldados de Atena quebravam galhos com seus pés.  Yato aparentava saber o caminho de cor. Pois nem se lembraram de trazer uma tocha. E mesmo que fosse lua cheia, e que lá de cima o astro brilhasse como uma moeda nova prateada, a copa das arvores não deixava a luz transpassar e iluminar o caminho dos dois. E à medida que avançaram, os arbustos dos bosques se tornavam mais denso e fechado. Com mais espinhos e um tanto sóbrio. Alguns galhos secos chegou a arranhar o braço de Régulus. Percebeu o quanto inexplorado era aquele canto da floresta. E em que diabos de situação ele tinha se colocado.

- Uma garota da minha antiga vila. Eu era considerado um garanhão. Um bom partido sabe?

- Sei. E... Aqui no santuário?

- Ahh eu nunca vou esquecer. Foi com uma amazona. Ela estava dois anos de treinamento na minha frente. Foi sexy.

- Está falando da Helena?

- Ela mesma.

- Não brinca! Ela te odiava!

- Querido Régulus, ninguém nunca odeia o Yato. O que você vê são apenas os primeiros sinais que o meu charme funcionou. – fala Yato erguendo mais a cabeça para dar mais ênfase no tamanho da sua masculinidade. 

- Seu charme deu certo com o Tenma também? – pergunta Régulus.

Yato fica tão desconcertado que tropeçou num tronco e caiu  de cara no chão. Arranhando seu rosto no processo.

- O que é isso cara você está doido! Tenma é meu amigo! – Régulus  o ajudou a se levantar.

- E daí? Dohko de libra também é amigo de Shion de Ares. E todo mundo fala que eles são mais do que  isso.

- Não. As pessoas falam que eles transam.

- Yato!

- O que você tem contra essa palavra? Shion e Dohko fodem. Dégel  e Kárdia se comem gostoso. Dizem até que dá para ouvir os gemidos do Kárdia lá de Ródorio! Não só, há também o seu titio que dá para o El Cid. E tem aquele esquisitão do cavaleiro de gêmeos que está traçando o cavaleiro de virgem! E sabe o que  isso é? Normal. Ninguém está nem ai. Ninguém vai peitar um cavaleiro de ouro. Você pode fazer o que quiser. Só me pergunto por que você não está fazendo Régulus.

Por um minuto o menino ficou sem saber o que dizer após ouvir uma sequência de palavrões tão bem executada.  E em seu intimo, teve que admitir que não tinha se livrado das fraldas. Apesar de ter tido uma infância anormal, não era uma desculpa para ser tão inexperiente no quesito sexual.

Nisso ele não era um prodígio.

- Eu só quero dar orgulho ao meu tio. Meu único parente vivo. Não quero fazer nada que desonre o nome dele – responde o leonino de cabeça baixa. Provavelmente não era a intenção de Yato  jogar tantas verdades na sua cara e simplesmente arruinar  sua noite. Noite no qual o dito cujo disse que ia melhorar. Mas ele estava cansado de ser anormal. Por que ele simplesmente não fazia agia como todo mundo? Por que era tão adiantado? Tão melhor que todo mundo?

Por que era um infernal prodígio?

- Ei! Sem baixo austral – fala Yato colocando um de seus braços sobre o ombro dele – porque chegamos!

Ele puxa uma moita de folhas revelando uma clareira e uma pequena taverna.

- Muito bem escondido não acha?

- E conveniente. Os bares de Ródorio e dos vilarejos vizinhos zeraram  o estoque de cerveja.

Os dois então marcharam para o velho barraco. Sem a cobertura da copa das árvores, eles viram as estrelas. E sem nenhum rastro do lost canvas para lembra-los do seu supremo dever que  era subir aos céus e lutar lá pela vontade de Atena.

Mais não naquele dia.

Naquele dia, a única disposição que tinham era encher a cara como jovens estúpidos que eram. Assim, Yato arrombou a porta. E dentro da taverna estava a mesma bagunça que estava do lado de fora. O cavaleiro de unicórnio foi para detrás do balcão. Selecionou uma garrafa. Depois pegou uma caneca de madeira. Cuspiu dentro e passou a barra da camisa dentro a fim de ‘limpar’.

- Isso foi o ápice Yato.

- Você não sabe nada sobre ápice Régulus  - retruca  devolvendo um olhar intrigante e provocante ao amigo. E que  ao perceber, apenas se sentou num banco tripé e apoiou os dois cotovelos na madeira.

- O que tem para mim hoje, garçom?

- Garçom é sua mãe. E eu tenho uísque puro para você hoje.

- Olha o respeito com a minha mãe Yato! Que  deus a tenha.

- Então, toda a sua família está morta?

- Delicado. E sim. Toda a minha família é morta. Geralmente uma dose se uísque tem bem menos do que isso.

- Hoje querido, quem faz as regras somos nós. – diz Yato e enche um copo para si. – viramos de uma vez?

- Quem faz as regras somos nós.

Ambos brindam e viram os copos. Yato engoliu tudo sem problemas. Já Régulus, entornou o liquido em sua garganta e começou a sentir uma queimação infernal em seu esôfago. E era tão intensa que ele achou que ia queimar vivo. E de dentro para fora. Largou a caneca  e começou a tossir e fazer caretas. Yato riu.

- Eu sabia! Você nunca bebeu! Não ouviu aquele ditado?

- Que ditado? – pergunta com a  voz fanha  e ainda em chamas.

- Se não bebeu, não viveu.

- Bem, estou vivo agora. E estou queimando.

- Vai passar – consola e começa a encher as canecas. – E então? Com quem foi o seu primeiro beijo? Se é que beijou.

- Não comece Yato.

- Ei! Isso faz parte do nosso cominado. Eu te falei da minha primeira vez. E agora você fala da sua.

- Eu não tive uma primeira vez ainda ta! – fala alto e já sentindo o efeito do álcool em sua cabeça e pesando seu corpo. Ainda assim, pegou a caneca de forma desajeitada e engoliu mais devagar dessa vez. Yato o acompanhou. – Minha mãe morreu quando eu nasci. E meu pai cuidou de mim sozinho sabe. Ele era nômade. Abandonou o santuário. Ele não se encaixava mais aqui. E lutar já não era mais seu desejo. E a mamãe era tão linda. Eu lembro quando... – deu uma pausa e enxugou uma lagrima que insistiu em cair – papai disse que  ela era a coisa mais linda que ele já viu.

Yato aproveitou fez mais uma rodada.

- E quando o papai morreu, eu fiquei sozinho na floresta. Sobrevivi e fugi de todos os lobos. Até o Sísifo  me encontrar. Engraçado isso. Ele nem sabia que eu existia. Ele só queria a armadura do papai.

- Sem tempos para namoradas então.

- Sempre sem tempo.

- Meu segundo beijo foi com a Ket Sloran.

- A amazona com... – Régulos fez um gesto com as mãos simulando seios.

- É. Aquela amazona.

- É mentira. Eu ouvi que ela é a amazona mais difícil do santuário. E eu não entendo por que ela ia querer algo com um sujeitinho como você.

- Sujeitinho como eu? Eu sou lindo seu quadrúpede!

- Quadrúpede é você!

- Eu sou sarado e tenho um cabelo legal.

- Seu cabelo é feio. E você é feio.

- Minha mãe falou que sou lindo.

- Provavelmente ela era feia também.

- Não fala mal da minha mãe! – Reage Yato e dá um soco no ombro do amigo.

- Desce mais uma rodada ae! – grita Régulus ignorando o soco e batendo no balcão já totalmente embriagado. Yato não estava melhor que ele. Apesar de caçoar do leonino por falta de experiência, ele próprio não era um bebum profissional. Não que ia admitir.

Quando o uísque acabou, Yato escolheu duas garrafas de rum.  Sua mente insana não se contentava mais com canecos. E com suas bebidas em mãos, foram para um resalto onde tinham um piano quebrado e empoeirado. Suas falas bêbadas foram piorando e aquela garrafa de rum foi esvaziada. Necessitando então de mais uma.

- E a Yuzuriha? – pergunta de repente Régulus. Yato se remexeu desconfortável. Bebeu mais um gole.

- Que  que tem ela?

- Ela é bonita.

- Diria ajeitadinha.

- Ajeitadinha?

- Ela é linda Yato!

- Igual a minha mãe?

Ambos se olharam e começaram a rir. E gargalhar. Régulus  rolou no chão. Apesar de que nada justificava a graça. O menino estava começando a descobrir a maravilha que  era o álcool.  E por que os adultos gostavam tanto.

Aquilo fazia ele ficar a vontade. Arrancou as botas que tanto incomodava. E que ele só usava para parecer mais normal. Sem anormal. Afrouxou a calça e os botões de sua camisa de cetim. Algo que  ele também detestava. Preferia suas velhas e confortáveis camisas de algodão que seu pai mesmo fazia para ele. Como eram bons aqueles tempos.

- Ela continua tendo uns peitões.

- Ela pode ser bonita por fora. Mas é uma merda por dentro – fala Yato  e joga o rum na parede.

- Vocês tem uma historia juntos? Me conta! Me conta agora!

- São só historias de guerra. A gente  ajudando Tenma.

- Não, não. Você está sério. – responde Régulus  amarrotando o cabelo dele e fazendo cosquinha nele. Até que o outro não aguentou e cedeu.

- Eu estava amarradão nela. Ela salvou a vida minha muitas vezes. E eu salvei a dela umas poucas vezes. E ela tem 17. Isso é sexy.

Régulus  franziu a testa.

- E então?

- Ela me rejeitou.

- Esse drama todo é por que ela não quis o fabuloso Yato de unicórnio? Bem narcisista não acha? – bebe mais um gole e do rum.

- A gente é companheiro. Sangra junto. Na floresta negra. E até mesmo no inferno quando fomos resgatar o idiota do Tenma. Eu estava lá. Com aquela... Aquela.

- Ei! Não precisa xingar ela só por que foi rejeitado! Ela é uma guerreira formidável! Serve Atena fielmente!

- Mais isso não impediu que ela deixasse de ser oferecida! Ainda não soube?

- Do que?

- A Yuzuriha está se oferecendo para o Shion!

- Que? Mais o Shion está com o Dohko! Fazendo... Coisas de adultos.

- Não é?! Isso que faz dela mesquinha e um ser humano de comportamento questionável. Shion e Dohko se amam Régulus! E ela fica fazendo os dois brigarem!

- Eles estão brigando por causa dela?  Eu sabia das brigas! Até vi! Mas nunca soube da causa.

- Os dois se amam e Dohko fica desconfiando do Shion. A Yuzuriha é linda e é mulher. E é uma conterrânea do Shion. Eles cresceram juntos. E ambos, tecnicamente, são solteiros.  Faz ficar com uma pulga atrás da orelha.

- Ela também acredita nisso? Que são perfeitos?

- Só ela acredita nisso. Os olhos do Shion brilham quando Dohko aparece sem camisa e com o tanquinho reluzindo  ao sol. Isso é amor cara.

- Pensando bem. Isso é falta de caráter mesmo. – Régulus bebe o ultimo gole da sua garrafa. – Acabou! – exclama e Yato compartilha sua nova garrafa de rum com ele. 

- A gente ta muito chapado. Sabe as horas?

- Por que  eu saberia Yato?

Caíram na gargalhada. Régulus  viu sua respiração condensar. Mais ele não sentia frio. Na verdade, ele se sentia mais quente a cada minuto. Sua boca, mesmo bebendo liquido, estava seca. Sua testa está ensopada de suor. Seu tronco igualmente estava molhado e  o calor era tanto que ele sentiu que havia um pressão em sua garganta. Então, abriu de vez sua camisa e voltou a  deitar no chão de madeira.

- Já fez... Aquilo com alguém?

- Por que da pergunta? Uma hora dessa? Pode ser perigoso. – devolve Yato.

- Não é isso o que os adultos conversam  quando é noite e o álcool não faz pensar direito?

Yato, que também estava deitado no chão e com os mesmos sintomas do amigo, se levantou e se manteve sustentado pelos seus cotovelos.

- E nós somos adulto não é?

Régulus  concordou com os olhos fechados e um sorriso bobo na cara. Então Yato se aproximou e deu um selinho demorado nele. Régulus  não soube corresponder. Mais o antigo companheiro de treinamento não pareceu se importar. Apenas continuou amassando seus lábios quente nos dele. O leonino não sentia a própria derme por conta da quantidade de rum ingerido. Mas levantou uma das mão e apertou os cabelos do outro.

Eram macios. Como os seus lábios.

Com a língua, Yato pediu passagem e Régulus  ansiava para saber o que vinha depois. E depois  e depois. Deixou a língua dele entrar. Tentou imitar os movimentos  e estava dando certo. Ele estava beijando pela primeira vez. E não era nojento. Era empolgante.

Sua língua encontrou com a dele e uma sensação nova surgiu. Um formigamento. Desde a ponta dos dedos até seus fios de cabelo dourado. E era bom. Era muito bom. Yato tomou uma nova posição. Virou na mesma direção e ficou levemente por cima. O olhou nos olhos. E ele tinha olhos azuis. Um tom bem escuro. Que alguns achariam que não era.

- Quer fazer uma coisa legal? Eu já fiz em outro cara antes. Não o Tenma pelo amor de Deus.

- Pode ser.

Ele sorriu e sentou no colo dele. Régulus  sentiu um desconforto descomunal. Seu membro estava duro. E era para lá que todo o formigamento ia. Arrancou a camisa e pôs mão no cós da calça do leonino.

- Posso?

Acenou e então ele prosseguiu. Saiu um pouco de cima e foi abaixando as calças dele. Convenientemente, Régulus  não usava roupa de baixo. Sísifo  brigava com ele sempre por isso. Que no santuário ele não podia agir como um menino do mato. Ele era um cavalheiro. Esse era um comportamento anormal.

Yato  acabou de tirar tudo e sentou no meio de suas pernas. Pegou as duas e pôs por cima do seu colo. Massageou os músculos definitivamente mais trabalhados do que os dele. Régulus  treinou e sofreu muito mais que um mero cavaleiro de bronze. Foi massageando até chegar à virilha dele. E viu ele se remexer. Arquear mais as costas e sua pele arrepiar. Avançou mais e passou as mão bem ao redor do membro dele. E como ele estava excitado. Seu pau era de tamanho mediano. E na humilde opinião dele era por que ele só tinha 15 anos. Régulos se tornaria um homem muito bonito. Começou então a massagear os testículos dele bem devagar e viu-o inclinar o quadril para frente num pedido mudo para que continuasse. Gemidos baixos começaram a sair  da sua boca  e Yato foi chegando mais perto com boca. E Régulus pode pegar em seus cabelos novamente. Sentir a respiração dele tão próxima da sua intimidade, o fez querer mais ele que termina se o que  tinha começado. E Yato atendeu esse desejo. E colocou o membro dele na boca. Régulus  sentiu algo tão bom que deixou um gemido alto escapar. Abriu mais suas pernas e o outro se encaixou melhor entre elas. Iniciou um vai e vem lento por toda a extensão e dando um chupão prolongado na glande e sem deixar de massagear as bolas dele. E eram tantos estímulos que ele já delirava. Balançava sua cabeça e friccionava seu quadril para frente. Querendo que o companheiro engolisse mais. Que fosse mais rápido. Que lhe desse mais prazer.

Queria mais prazer.

 E Yato foi mais rápido e mais fundo e  único som daquele ambiente era da sua boca indo de encontro com a pélvis do outro. E sentia o membro ficando mais duro conforme sua língua  passeava por ele. Logo, viu que Régulus  tremia da cabeça aos pés. Dando indicio do ápice. O verdadeiro ápice.  Então Yato foi mais rápido e  sentiu  a glande tocar bem dentro da sua garanta mais não parou. Quis  engasgar mais isso não impediu de ir até o fim e ouvir o cavaleiro e leão rugir de tesão quando gozou. Sujando todo o rosto de Yato.

- Por Atena o que foi isso? Eu... Eu... Não consigo respirar direito – fala ofegante e  ainda tremendo pelo orgasmo – acho que vou morrer!

- Não vai morrer – Yato riu e lambeu um pouco de esperma  que tinha por cima da boca.

- Meu coração está... Está muito, muito acelerado!

- Isso se chama orgasmo e não enfarto.

- Devo colocar isso na minha lista de putaria?

- Tem uma? – pergunta se sentando na frente dele e apreciando dali a face corada e descompassada. E com um pouco da luz entrando, fez o cabelo dele ficar dourado. Como um leãozinho.

- Agora eu tenho.

- Coloca felação nela.

- É o que acabamos de fazer?

- Sim- responde Yato e vai colocando as calças dele de volta, vendo, que o menino não tinha forças para colocar ele próprio. – Quer voltar? Ficou todo sujo.

- Eu ainda estou bêbado. E em processo de enfarto.

- Eu carrego você.

- Você não está enfartando?

- Nessa rodada só você foi premiado – responde com a voz um pouco rouca e inclinou sobre ele de novo. Indo perto do seu ouvido e sussurrando – na próxima quem ganha sou eu.

Régulus  olhou para ele e abriu um largo sorriso bobo em seguida mordendo os lábios. Yato segura firme em seu queixo.

- Você bêbado não vale nada. Levanta! Vamos embora. Se Sísifo  souber ele mata a gente.

- Mata sim – ri o outro.

E mais ou menos recompostos, saíram para a floresta de novo. E Yato servia de apoio para Régulus  que ainda insistia que estava tendo um enfarto. E o orgasmo tinha sido tão poderoso que o garoto ainda estava com as pernas bambas. Claro, Yato não queria dar todo o credito a imensa quantidade de rum e uísque que ambos beberam. Tanto que, os dois decidiram que precisavam levar uma garrafa consigo. E foram entornando até chegar aos arredores do santuário novamente. Perceberam também, que o sol já vinha nascendo. Indicando que tinham passado a noite juntos.

- Caramba, meu tio vai me matar.

- Não é possível que todos – soluçou – já tenham voltado. Seria muita má sorte.

- Olha! – Régulus fala ao pé do ouvido do outro. Os dois se abaixam numa moita e ficaram espreitando quem vinha. E ficaram um pouco surpresos ao ver Shion e Dohko. E os dourados estavam em uma situação um tanto inusitada.

Dohko vinha carregando Shion em seu lombo como alguém que carrega uma boneca trapos. Seus cabelos longos e loiros arrastavam pelo chão e vestia apenas uma túnica. Sendo que está estava amarrotada em seu corpo. Dohko aparentava estar bem. Andava meio cambaleante, mais bem. Eram um dos que já estavam acostumados com a boa e velha cerveja.

- Eles estão acabados! – retruca Yato – Dohko deve ter caprichado!

- Será? – responde Régulus  bebendo mais um pouco.

- Olha só para  o Shion! Está quase sem roupa. E não está andando. Um claro indicio de uma foda – olha de soslaio para o leonino que retribua fazendo língua.

Logo após a passagem do casal dinâmico, apareceu outro. Dégel  e Kárdia. Kárdia vinha jogado nas costas do amante totalmente apagado e bem mais nu que Shion. Vestindo seu short intimo e um casaco que aparentava ser de Dégel. E este, estava com a cara fechada como sempre e segurava firme as coxas morenas e musculosas do escorpiano.

- Ele não parece contente. – comenta Régulus. E segurando seu rum, foi para debaixo de Yato para se aquecer. Pois Dégel tinha deixado um rastro de gelo quando passou.

- E não está. Tenma me contou sobre.

- Você e Tenma são muito amigos?

- Diria que os melhores. Uma pena que ele agora só pensa em enfiar o pinto minúsculo dele na Senhorita Atena.

- Yato!

- É  serio. Ele acha que tem chance.

- E como você sabe que o pau dele é minúsculo? Fez felação nele também?

- Não! Cruzes! Tira o Tenma da cabeça! Por que fica achando que eu fiz alguma coisas com ele?

- Sempre quando fala dele você soa melancólico. Triste.

- Droga! Eu sei disso. Mas não é por que eu estou apaixonado por ele. É que... É que eu estou me sentindo muito sozinho – diz abaixando a cabeça e sentando na terra.

- Por quê?

- Eu sempre fui sozinho. Desde criança. Eu sei que tenho um gênio forte. E sempre tive seguidores em vez de amigos. O Tenma foi o primeiro. E depois veio a Yuzuriha. E nós três vivemos aventuras pela Europa. E depois a gente veio para cá e tudo ficou uma merda. Tenma só pensa em Atena. Na Sasha. E a Yuzuriha sempre atrás do Shion. Ninguém fala mais comigo. Ninguém pergunta se eu estou bem. Se preciso de alguma coisa... Obrigado por passar essa noite comigo Régulus.

Régulus  ergueu o braço e fez um carinho nele. Conseguiu sentir toda a  melancolia na voz dele e ficou com pena. Tratou de mudar de logo de assunto.

- Tenma te contou sobre o flagra que Atena deu no Dégel e no Kárdia?Bem na cama deles?

-Sim. Um pouco constrangedor mais Dégel teve uma reação exagerada. Sei lá. Acho que ele não quer perder a pose de frio e calculista. E vai acabar deixando o homem que ama escapar por entre os dedos.

- E Kárdia sendo tão temperamental não ajuda. – comenta o leonino e bebe mais. Yato lhe toma o litro e bebe também.

- Soube que seu tio ralou para dobrar El Cid.

- Dessa eu fiquei sabendo. Sísifo  mesmo me disse. Ocultando algumas partes.

- Sem duvida as melhores.

Falando nos demônios, os dois garotos ouviram mais passos e viram o grandalhão Aldebaran surgir segurando um corpo em seus ombros que depois que chegaram mais perto, perceberam que era o cavaleiro de sagitário mortalmente apagado. El Cid veio logo atrás.

- Cacete! Sísifo  entornou o caneco de verdade! Sempre achei ele tão certinho!

- Yato, essa ideia de beber em Ródorio foi dele!

- Não brinca!?

- Não brinco.

E desataram a rir de novo. Yato tampou a boca do amigo para não serem ouvidos. Aldebaran parou e ficou procurando o som. Isso deu tempo para o cavaleiro zumbi de sagitário acordar e pular fora do ombro do gigante e cair de bunda no chão.

- Por Atena Sísifo.- reclama El Cid que vai até ele e ajuda o infeliz a levantar.

- Oi delicia. Quer foder mais um pouco?

Régulus  quase engasga com o rum ao ouvir o tio.

- Shiii – repreende Yato.

- Você nunca mais vai beber em botecos de novo!

- Vai dizer que não gostou? De me ver dançar e tirar a roupa para você ver? – fala Sísifo  e para exemplificar, começa a abrir os botões da camisa  um por um. Deixando seu tronco, cheio de marcas de unhas, exposto ao ar da manhã.

- Não é a questão. Fecha a camisa. Já ficou na friagem por tempo demais.

- O quê? Não quer que o Aldebaran veja como tem desejo por mim? – indaga o sagitariano. E coloca seu corpo seminu colado ao do amante. E com uma das mãos, encosta na ereção recém-formada do outro.

- O que eu fiz para merecer isso Hasgard?

- Amigo, eu não sei. Mais vou adiantando o passo porque não quero ver vocês fazendo coisas comprometedoras.

- Sempre muito sábio Aldebaran. – responde Sísifo  e arranca a camisa. E El Cid mantém um olhar zangado sobre ele. No entanto, Sísifo  não dá à mínima e se ajoelha na frente do companheiro.

Régulus  tampa a própria boca já sabendo o viria a seguir.

- Não creio – sussurra Yato em seu ouvido.

Enquanto isso, o sagitariano soltou todos os cadarços da calça de El Cid e abaixou a peça de roupa. E de repente, El Cid agarra os cabelos dele. E prende bem os fios entre os dedos, obrigando ele a levantar. Sísifo  arfar com a dor súbita e encontrou as mãos do amante e tentou afrouxar a pressão. Porem, mais que depressa o capricorniano o jogou contra uma arvore próxima a ele e abaixou suas calças. A cena aparentava ser bruta. Mais Sísifo  tinha o maior dos sorrisos estampado no rosto. Seguindo, El Cid separou  as pernas dele  e o penetrou de uma vez. Sísifo  deu um grito. E isso não fez seu amante recuar. A contrario. O cavaleiro de capricórnio começou a estocar, lento, firme e fundo. E a cada investida, Sísifo  urrava e deixava seus gemidos ecoar pelo bosque.

Sem medo de nada.

E da onde estava observando tudo, o jovem Régulus  pode ver que o mundo se tornou pequeno e só deles.  Era um sentimento único. E que o menino tinha compartilhado com o amigo na madrugada.

Quando enfim gozou, El Cid olhou para os lados  e vestiu suas roupas e as de Sísifo. Sendo que este estava agarrado a arvore para não cair no chão e parecia que tinha voltado ao reino dos mortos vivos.

- Não cansa de me provocar não é? – fala e joga o corpo inerte em suas costas e segue a trilha para adentrar o santuário.

- Eu não acredito que vimos isso em primeira mão ! – exclama Régulus.

- Nem eu – responde uma voz que não era a de Yato.

Os dois garotos viraram subitamente para trás e encontraram Albafica de peixes. Bem lindo e furioso atrás deles.



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