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História Final Mission. - Terceira temporada de Dangerous Love. - Capítulo 78


Escrita por:


Notas do Autor


Hellooooooooooooooooooooooooo meus amores!!!

Voltamos com a nossa programação de fanfic nesta quarentena, onde terão um flashback pra lá de incrível e tbm de quebra uns mistérios sendo revelados.

E uma dúvida brotando no final do capítulo.

Agora, no Spirit Fanfiction 😉

Viram? Já tô treinando a jornalista que habita em mim.

Okay, agora vamos lá.

Boa Leitura.

Capítulo 78 - Lembrei de Tudo.


~ P.O.V Narrador ~

~ FlashBack On ~

~13 anos antes~

Localização: Houston, Texas.

O moreno encarava a cidade passar pela janela do táxi totalmente alheio.

Não queria sair de casa, ainda estava de luto... Mas depois de muita insistência de seu tio e sua mãe, não teve outra escolha.

Suspira ao ver a cafeteria próxima e encosta a cabeça no banco, já pegando o dinheiro para pagar o motorista.

Poderia ir de carro, mas ultimamente sua mãe se sentia mais tranquila em vê-lo longe do volante.

E ele faria qualquer coisa para sua mãe esquecer um pouco o clima mórbido que tudo tomou desde o velório de seu pai.

O carro para e o moreno suspira antes de pagar o motorista e abrir a porta para sair.

Olha ao redor e escuta uma batidinha em alguma superfície, vendo seu tio do lado de dentro do estabelecimento, acenando enquanto batia de leve no vidro.

Acenou com a cabeça e entrou ali, sendo atingido pelo cheiro reconfortante do café que meio que foi um dos motivos para aceitar ir.

É uma de suas cafeterias preferidas em sua cidade.

Se aproximou do mais velho e ele sorriu se levantando.

- Logan... Como está? - O moreno suspirou olhando para baixo.

- Podemos ir logo com isso? - Coloca as mãos nos bolsos da calça. - Prometi a minha mãe que viria, mas não prometi demorar. - O mais velho assentiu.

- Quer um café? - Gesticulou para o balcão e Logan respirou fundo antes de acenar com a cabeça e seguirem os dois até lá.

Embora tivesse a intenção total de pagar por sua bebida, Logan acabou perdendo a discussão por puro cansaço.

Estava mais do que exausto e não tinha nenhuma disposição para discutir sobre um café de 8 dólares.

Voltaram os dois para a mesa, para aguardar seus cafés e então Logan encarou o mais velho.

- Pode começar Tio. - Diz e o mesmo pigarreia se inclinando um pouco para apoiar os braços nas pernas.

- Imagino que suspeite do motivo de eu estar pedindo essa nossa conversa por tanto tempo. - Logan suspira.

- De você eu não espero nada. - Diz ríspido. - Meu pai falava sempre a seu respeito, mas só o vi em fotos de aniversários meus. - Estreita os olhos. - E agora que ele se foi, você surge e quer falar comigo. E eu tenho certeza de que não é para me dar condolências. - Seu tio sorri de lado.

- Você aprendeu com ele, isso é bom. - Assente.

- Sim, ele deve ter dito que eu recusei a solicitação de me tornar agente. - Vai direto ao ponto. - Minha mãe já sofreu muito por causa da Interpol, não vou fazê-la sofrer mais ainda. - Diz baixo.

- Logan, pense melhor nisso. - Seu tio pede e ele ri balançando a cabeça incrédulo. - Nunca na história haverá um agente com o seu treinamento. Ninguém mais foi treinado pelo seu pai, e ele fez questão de que fosse o seu filho. - Aponta para o moreno.

- Devo estar agradecido por ele ter desperdiçado o tempo que tinha comigo me ensinando a lidar com valentões? - A pergunta cala fundo. - Inúmeras de vezes, foram as que tive emergências médicas no meio de tudo isso. Tenho um histórico médico tão grande que já pensaram que eu sofria maus tratos. - Diz indignado. - Foi humilhante uma agente social fazer um entrevista onde ela queria saber se meu pai me batia ou coisa pior. - Seu tom permanece baixo, mas se altera debilmente na última parte. - E você quer que eu tome o lugar dele? - Ri seco. - Lamento, eu não sou o seu cara. - Levanta os ombros e balança a cabeça. - Não vou me meter nesse mundo de onde meu pai só saiu com um atestado de óbito e dentro de um caixão.

- Entendo, mas Logan, não estou pedindo pela Interpol. - Seu Tio diz e o moreno revira os olhos. - Não só pela Interpol. - Se corrige. - É por sua mãe e pela Presley. - Diz lentamente. - Elas correm perigo. Você também corre, sabe disso. - Logan se encosta na almofada da poltrona.

- Mais um motivo para eu não ir para a Interpol. - Murmura.

- É o motivo perfeito para aprender a defender aqueles a quem ama. - Diz o mais velho e Logan morde a bochecha negando com a cabeça. - Pode ensinar aquilo que aprendeu e aprender a controlar suas habilidades, só estou pedindo para pensar nisso. - O moreno o olha.

- Lamento Tio, já tomei minha decisão. - Diz baixo. - Escolho minha família, não a Interpol. - Respira fundo. - Por mais que eu queira ajudar o senhor, não posso quebrar uma promessa. - Desvia o olhar. - Mesmo que a pessoa a quem eu fiz já não esteja mais aqui. - Murmura.

- Eu... - É interrompido por seu nome sendo chamado para pegar os cafés e Logan se preparar para levantar. - Deixa que eu vou. - Ergue a mão e se levanta. - Só açúcar, certo? - Logan assente e o mais velho segue até o balcão.

Ao ver os cafés, uma ideia passa por sua mente.

Uma ideia não coerente e nem compreensível.

Pegou os cafés e seguiu até o balcão aonde tinha açúcar, creme, leite e etc, apoiando os copos ali enquanto pegava em seu bolso uma cartela de remédio.

Desviou os olhos do que fazia por poucos segundos, vendo Logan olhando para a janela, observando os carros lá fora.

Era totalmente visível o quanto ele se sentia preso a aquela cidade e o quanto desejava sair dali algum dia.

Mas não naquele e nem por aquele motivo.

Fechou os olhos e colocou o comprimido no copo de Logan, mexendo o mesmo para que se dissolvesse.

Pegou dois sachês de açúcar e seguiu até a mesa onde o moreno ainda encarava o vidro.

Logan levantou a sobrancelha quando o escutou.

- Se atrapalhou com o açúcar? - Brincou pegando seu copo, tirando a tampa para colocar o açúcar.

- Estavam sem leite. - O mais velho ri. - Tive que pedir no balcão. - Logan ri e mexe o café, provando o líquido sob o olhar de seu tio.

- Vai por mim, no calor do Texas é mil vezes melhor tomar uma limonada, não um café. - Diz e coloca novamente a tampa no copo. - Mas também não é recomendável tomar café com leite. - Levanta uma sobrancelha e ri quando seu Tio toma um gole do café.

- Que bom que eu não quis esperar, então. - Diz e ri fazendo o moreno rir junto. - Pensei que não veria você rindo tão cedo. - Logan sorri e encara seu copo.

- É, desculpa o mal humor. - O olha. - Foi uma semana cheia. - Suspira. - E será um longo mês também. - Toma um longo gole.

- Não tem dormido bem? - O moreno levanta uma sobrancelha e o mais velho indica suas olheiras.

- Não o suficiente. - Dá de ombros. - Fico a maior parte do tempo pensando como que isso foi acontecer tão... - Solta um suspiro e morde o lábio. - Ele era precavido, jamais se deixou perder, nem para mim. - Diz e sacode a cabeça. - Não faz sentido nenhum. - Passa a mão na nuca.

- Sei disso, mas ei! Ele salvou o mundo! - Diz e Logan sorri de lado.

- Pode parar, já disse isso umas 20 vezes para a Presley parar de chorar desde que aqueles carros pararam no nosso jardim da frente. - Seus olhos parecem pesados e ele franze as sobrancelhas colocando a mão na testa.

- Tudo bem? - O mais velho o olha e assim que o moreno faz o mesmo seus olhos reviram novamente, uma pancada de culpa o atinge. - Logan? - Segura seu ombro.

- Estou... Um pouco tonto. - Fecha os olhos forte e sacode a cabeça tentando voltar ao normal, mas isso faz sua cabeça doer. - Nossa... - Aperta a ponte do nariz e tenta manter os olhos abertos.

- Isso já aconteceu antes? - Logan nega com a cabeça. - Vem, vamos tomar um pouco de ar. - Se levanta e apoia seu sobrinho em seu ombro. - É melhor irmos ao médico por precaução, foi uma semana cheia de emoções, pode ser um efeito atrasado de tudo isso. - Logan assente.

- É... Pode ser. - Seguem para fora do café e seu Tio pega o celular. - O que está fazendo? - O olha confuso.

- Sou agente, tenho recursos. - Diz e Logan tenta rir, mas ao invés disso perde um pouco do equilíbrio.

- A-Acho que vou... Desmaiar. - Diz e seus olhos reviram novamente.

- Aguenta só mais um pouco. - Seu tio pede e então um carro para a sua frente. - Vamos. - O ajuda a entrar no carro e assim que o carro começa a se mover, o moreno sente uma forte vertigem.

- Aonde... Vamos? - Olha para o mais velho, sua visão vai ficando cada vez mais turva.

- Para a Interpol. - Diz e começa a sumir da visão de seu sobrinho. - Não se preocupe, logo não vai mais ter que se preocupar. - Diz e Logan franze as sobrancelhas.

Mas antes que possa sequer perguntar, uma outra vertigem o atinge e ele apaga com a cabeça apoiada no banco.

Seu Tio morde o lábio forte e olha para a janela enquanto o carro segue o caminho até a sede da Interpol do Texas.

(...)

Localização: Área Médica da Interpol.

O doutor empurra a porta com os olhos na prancheta em mãos, lendo confuso a ficha do paciente.

Assim que levanta os olhos e vê Oliver no quarto com os olhos no garoto na cama, franze as sobrancelhas e pigarreia chamando sua atenção.

- A que devo a urgência de minha presença em Houston, Senhor? - Dá alguns passos na direção do garoto deitado e pega seu prontuário na haste da maca.

- Preciso que me faça um favor. Ninguém da Interpol pode saber disso. - Diz e o outro o olha com as sobrancelhas franzidas.

- Primeiro me diga o que aconteceu com ele, depois conversamos. - Aponta o moreno desacordado.

- Dei um sedativo para ele. - O doutor ri seco e abre uma das gavetas apertando o botão para chamar uma enfermeira. - Preciso que dê a ele o soro especial. - Suas palavras fazem o outro conter seus movimentos.

- O que disse? - O olha incrédulo. - Quantos anos ele tem? - Aponta o garoto.

- 15. Vai fazer 16 em poucos meses. - Diz e ele balança a cabeça ainda incrédulo.

- Está louco. - Ri. - Preciso da autorização dos pais e de vários exames. - Pega uma cânula e a coloca no nariz do mesmo, que parece respirar melhor. - E não devia ter medicado ele assim, e se ele tivesse alguma alergia? E se o efeito fosse contrário? - Dispara as perguntas e o outro somente respira fundo.

- A Interpol depende disso. - Diz sério.

- Não posso fazer nada sem uma autorização por escrito. - Diz e a porta se abre e uma enfermeira entra. - Preciso que coloque um acesso e coloque um litro de soro na contagem mínima nele. - Olha o outro e suspira. - E me traga o histórico médico desse garoto. - Diz baixo.

- Tudo bem doutor. - A mesma diz e começa a trabalhar.

- Venha comigo, ele vai ficar bem. - Gesticula para a porta e Oliver o segue até sair. - Me explique isso, detalhadamente. - Praticamente sussurra.

- Ele é Logan Henderson. - Diz e o doutor levanta uma sobrancelha. - É filho de Richard Henderson. - Diz e o outro assente.

- Ele não quer ser agente, o pai dele falou da última vez que veio aqui. - Ri de leve. - Você quer convencê-lo do contrário. - Nega com a cabeça.

- É para o bem e a segurança dele e de sua família. - Diz e o doutor levanta as sobrancelhas.

- E da Interpol. - Acrescenta irônico e o outro respira fundo.

- Sim, também. - O doutor bufa. - Veja bem, eu sou um dos responsáveis que o pai dele nomeou para cuidar dele. Posso autorizar. - Diz e o doutor olha para a porta do quarto.

- Esse soro tem efeitos diversos, pode causar alguma reação ou colocá-lo em coma. - Diz negando com a cabeça. - É um risco muito grande.

- Temos recursos para evitar isso. - O outro Insiste.

- Tudo bem. - O doutor se rende e esfrega as mãos no rosto. - Terá que assumir toda a responsabilidade sobre este procedimento. - Oliver assente e o outro revira os olhos. - Espero não me arrepender. - Entra novamente no quarto e encontra o garoto com alguns fios em seu peito, o acesso no braço e um aparelho de pressão no outro. - Pode pegar uma seringa do soro especial, por favor? - Ela levanta uma sobrancelha e ele apenas suspira.

- Okay, doutor. - Assente e sai do quarto.

- Ah meu Deus... - Se aproxima da cama e encara o garoto. - Me perdoe pelo que vou fazer Logan. Perdoe o seu Tio também. - Balança a cabeça.

(...)

O moreno abria lentamente os olhos e a claridade era forte.

Bem mais forte do que em um hospital, o que o deixou confuso por essa ser sua última lembrança, seu tio o levando para o hospital.

Olhou ao redor e então seu Tio se ergueu na poltrona em que estava sentado.

- Logan... Tudo bem? - O moreno sorriu de lado.

- Acho que sim... - Tocou na testa. - Só... Sei lá, uma sensação estranha. - Balança a cabeça.

- Não levante muito a cabeça, Logan. Pode ficar tonto. - Olha para o outro lado e vê um homem de jaleco. - Sou o Doutor Kenny, você teve um desmaio repentino e seu Tio o trouxe até a Interpol para ser examinado. - Diz e Logan ri de leve voltando a encostar a cabeça no travesseiro.

- Minha pressão caiu ou as emoções só mostraram sua força na hora errada. - Olha o homem e ele sorri de lado assentindo.

- De fato, sua pressão estava bem abaixo do normal quando chegou. - Ri. - Seu Tio disse que estavam tomando café quando aconteceu. - Logan franze as sobrancelhas.

- Sim... Eu acho. - Balança a cabeça. - Não me lembro muito bem. - O doutor assente e olha para seu Tio.

- Isso é totalmente normal, só vou te pedir para esperar os resultados dos exames e que a bolsa de soro acabe, e então eu te dou alta. - Logan assente e olha para seu Tio sorrindo. - Vou deixá-los a sós. Qualquer coisa é só apertar o botão de emergência. - O moreno assente.

- Obrigado Doutor. - Diz e o homem assente antes de sair e soltar o ar que segurava.

Não acreditava no que havia feito.

E não queria acreditar que não tinha mais volta.

O efeito era permanente.

~ FlashBack Off ~

~ P.O.V Logan ~

Viro a cabeça e sinto algo macio abaixo dela.

Minha cabeça recebe pontadas dolorosas enquanto eu aperto mais os olhos fechados, tentando diminuí-las.

Um murmúrio dolorido me escapa e então alguém segura minha mão.

- Calma, devagar. - A pessoa diz e eu tento abrir os olhos. - Devagar Logan, devagar. - Ele pede e então eu consigo abrir lentamente os olhos.

É meu tio... Parecia a voz... A voz do meu pai...

- Tio...? - Ergo uma mão para proteger os olhos da claridade e ele se levanta para mexer em algo na parede. As luzes vão diminuindo lentamente até que ele me olhe e eu acene com a cabeça agradecido. - O que aconteceu? - Ele suspira.

- Bom, seu Padrinho é mais louco do que aparentava ser. - Volta a se sentar na poltrona ali e eu o olho.

- É, eu já sabia dessa parte. - Tento me mexer e reviro os olhos com o quanto meu corpo parece pesado.

- Calma, okay? - Ele segura meu ombro. - Ele usou uma dose forte demais de um sedativo que estava sendo testado. - Diz e revira os olhos sacudindo a cabeça.

- Eu tive reação? - Ele morde o lábio. - Qual foi? - Ele olha para meu braço.

Um acesso. É, não tem mais sentido eu ter medo de agulhas se estou sempre cercado por elas.

- Foi quase uma overdose. - Diz baixo. - Foi uma dose cavalar aplicada toda de uma vez e o efeito foi quase que... Imediato. - Balança a cabeça. - Você começou a delirar e então apagou. - Assinto e olho para a frente tentando entender o que eu havia me lembrado. - Tudo bem? - Nego com a cabeça e o olho.

- Me lembrei. - Forço um sorriso e ele levanta as sobrancelhas. - Me lembrei da primeira vez que me apagaram. Eu tinha quase 16. - Ele assente e abaixa a cabeça.

- Na época eu pensei que fosse uma boa ideia. - Morde o lábio. - Estava muito enganado. Movido pelo medo de que você fosse para um caminho errado no futuro. - O olho.

- Como uma gangue? - Quase rio e ele balança a cabeça para o lado.

- Ou coisa pior. - Diz e eu rio balançando a cabeça. Ele acaba rindo também. - O conselho acabou me convencendo de que era o certo a ser feito. - É a minha vez de balançar a cabeça para o lado.

- Na época o pouco que eu sabia da Interpol me dava raiva. - Começo a contar nos dedos. - Ainda por cima tinha a morte do meu pai, o quesito do treinamento dele e sem falar que se eu tivesse pensado um pouco mais, iria ver a ligação entre tudo isso. - Sorrio de lado e o olho. - Fez a coisa certa. - Balanço a cabeça para o lado. - De uma forma errada, claro, mas... Se pensar por outro lado... - Rio. - Talvez virar de ponta cabeça, fechar um dos olhos e forçar um pouquinho a visão... - Ele acaba rindo. - Impediu uma catástrofe. - Ele balança a cabeça e sorri agradecido por eu não julgar tanto suas ações. - Mas tem uma coisa que falta. - Levanto o dedo.

- O que? - Sorrio e encosto a cabeça no travesseiro.

- Me deve um café de verdade, aquele que você colocou o sonífero foi um desperdício de 8 dólares, já que eu só tomei uns 4 goles antes do efeito começar. - Ele ri alto e eu rio.

- Tudo bem, eu te pago um café quando for liberado daqui. - Estende a mão e eu a aperto.

- E isso será...? - Ele suspira.

- Quando aquilo sair do seu organismo. - Assinto e respiro fundo.

- E eu apaguei há muito tempo? - Ele balança a cabeça para o lado. Uma mania pra lá de chata que acabei pegando também. - Horas? - Ele nega com a cabeça.

- Como eu disse, foi uma dose... Cavalar. - Me olha. - Você dormiu por uns dois dias. - Olha para o relógio no pulso. - É, dois dias e meio. - Acena com a cabeça e eu olho ao redor surpreso.

- E a missão? - Franzo as sobrancelhas e ele ergue as dele.

- Foque em você agora. - Diz e eu o olho surpreso. - Kendall ainda está a procura de alguma localização e ficou bem perturbado com sua vinda para a ala médica, pediu que eu ficasse aqui o tempo todo com você e que não deixasse ninguém além do doutor vir te ver. - Levanta os ombros e me olha. - Estou meio preocupado com ele. - Rio e assinto.

É, aquele loiro não sabe disfarçar nada.

Nem quando a vida dele depende desse disfarce.

- Ele está meio... Emocionalmente estável. - Levanto os ombros.

- Quer dizer apaixonado? - Ele pergunta irônico e eu rio. - Ele e a Agente Ariel. É, eu já suspeitava deles fazia um tempo. - Dá de ombros.

- E o que vai fazer, chefe? - Ele ri e balança a cabeça.

- Kendall não vai a missões de campo, não tem como colocar ninguém em perigo e Ariel é bem focada. - Parece fazer uma lista mental. - Sem falar que ele opera todas as linhas de comunicação ao mesmo tempo e não teria tempo de jogar conversa fora com a namorada em horário de trabalho. - Dá de ombros e eu o olho confuso.

- Espera, você sabe do namoro deles? - Ele ri pelo nariz.

- Sei de muitas reclamações do seu parceiro sobre os amassos deles na sala de comando. - Nega com a cabeça. - É claro, nada que tenha sido exatamente uma reclamação formal, mas existem ouvidos em toda parte aqui, eu acabo ouvido muita coisa que não quero. - Um arrepio me atinge e eu o olho.

Uma das máquinas começa a apitar e percebo ser o leitor de batimentos.

Ele olha para a direção do aparelho e balança a cabeça.

- Ouviu muita coisa que te desagradou ultimamente? - O olho e ele levanta uma sobrancelha.

- Muitos resmungos do seu Padrinho pelos corredores, alguns agentes de fora deixando Kendall com um vocabulário bem enxuto e alguns deslizes primários de alguns outros agentes experientes, tipo alguém que arrombou a porta da saída de emergência alguns dias atrás e quase quebrou ela ao meio. - Me olha e eu levanto os ombros.

- Deviam tirar as trancas daquela coisa. - Murmuro e ele assente ainda irônico.

- Vou anotar isso no livro de reclamações. - Se inclina e me encara. - Agora fala o que está acontecendo com você. - Sussurra. - Parece perturbado com algo e isso tem afetado seu desempenho. - O olho e suspiro.

- Estou cansado de receber ordens de um homem que pensa ser o dono da razão e que tentou manipular o meu pai também. - Digo rápido e ele assente abaixando a cabeça.

Ufa. Ele não percebeu.

Empurrar um assunto aleatório para justificar um pouco de raiva.

Sempre funciona.

- Ele foi escoltado de volta para a Inglaterra ontem. - Diz enquanto encara a cama e eu assinto. - E eu solicitei uma ordem de restrição. Aquele homem já fez o suficiente, mais do que o suficiente e precisa de limites. - Quica as sobrancelhas. - É valida para você, sua mãe, sua irmã, seus respectivos companheiros e Meredith. - Me olha. - Desculpe demorar tanto para fazer isso. - Sorrio.

- Eu devia ter feito isso há anos. - Fecho os olhos. - Mas tive medo de não estar fazendo o que meu pai queria... Porque foi o que ele disse. - O olho.

- Para um agente difícil de enganar sobrinho... - Suspira. - Você foi um ótimo fantoche para ele. - Faz uma careta e eu rio.

- É... Eu fui. - Balanço a cabeça e então um clarão me aparece. - Fantoche... - Murmuro e ele levanta uma sobrancelha. - O Merlin está me fazendo de fantoche! - Me sento e meu tio franze as sobrancelhas com meu movimento brusco.

- Acho que já tínhamos deixado essa probabilidade na lista para avaliação. - Diz cauteloso.

- Sim deixamos, mas não colocamos o fator de que ele sabe coisas sobre mim desde que voltei de Londres.- O olho e ele parece estar seguindo meu raciocínio. - Ele precisava de informações atualizadas, tudo o que quisesse saber. Minhas habilidades, meus contatos, minhas fraquezas e todos que estão ligados direta e indiretamente à mim. - Ele me olha.

- E ele quer isso tudo para te derrubar. - Ele diz e eu assinto. - Para te tornar... Indefeso e fácil de capturar? - Assinto e suspiro.

- E ele está conseguindo. - Murmuro e olho para meu braço, para o acesso. - Se eu arrancar isso aqui, existe a probabilidade de aparecer alguma enfermeira ou algum médico com alguma seringa para me apagar? - O olho e ele pisca os olhos talvez pensando.

- Acho que é mais prudente pedir para o doutor tirar isso com calma e te dar alta. - Nego com a cabeça e empurro o cobertor de minhas pernas.

Ora veja só.

Nada de calças. Já era de se imaginar.

- Não tenho tempo para alta. - Respiro fundo e arranco o acesso de meu braço com cuidado. Arde, é, arde bastante. - E nem para esperar nenhum resultado de exame e nem nada. - Me levanto e deixo a agulha solta balançando ainda grudada na bolsa de soro. - Eles retalharam as minhas roupas? - Ele nega com a cabeça puxa do seu lado as peças dobradas.

- Você ainda não está bom para sair, Logan. Ainda está tonto e dá para ver. - Reviro os olhos e pego as roupas.

- Não posso deixar ele se safar porque meu Padrinho tem um parafuso a menos e uma mão pesada para medir medicamentos. - Ele suspira e olha para os lados.

- Tudo bem, vai se vestir, eu falo com o doutor. - Se levanta ainda em controvérsia e sai do quarto.

É, eu não estou muito confiante disso, mas vamos ver no que vai dar.

Sigo para o banheiro e começo a me vestir.

Merlin, Merlin... Não sabe o que vou fazer quando te encontrar.


Notas Finais


Ai ai Merlin... Se eu fosse você fugia pras montanhas.

Enfim, como havia planejado, comecei a postar no WattPad. Meu nome lá é Bela_Do_Bear também para facilitar a vida kkkkk dêem uma olhada lá e me digam o que acharam.

É só por hoje. Acabei editando o capítulo outra vez antes de postar, então está meio que "requentado", então está saindo do microondas ✌️

Enfim, amo vocês e sinto muita falta da interação nós comentários, sabia?
Bora mudar isso? Tá geral em casa sem nada para fazer, então bora comentar?

Bora!
#ContinuareiSempreEscrevendo
♥♥♥♥♥

Beijos e...
.
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.
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Fui! ;💙


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