História Finalmente juntas: antes da guerra - Capítulo 5


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Categorias Sakura Card Captors
Personagens Personagens Originais, Sakura Kinomoto, Shaoran Li, Tomoyo Daidouji
Tags Catalunha, País Basco, Sakura, Sakutomo, Tomoyo
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Palavras 1.512
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Saga
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - É o meu maior sonho.


Capítulo 4

É o meu maior sonho


Osaka, Japão

1 de março de 2015


I


— Se cuida, tá? A Meiling já tá lá no clube e eu vou me encontrar com ela mais tarde… Ela me falou que é notícia boa e vai fazer uma surpresa pra mim… Nem você tá sabendo o que é? — perguntou Sakura, triste e cabisbaixa.

— Não, tô não, mas vou saber… Você se cuida também, tá? Não vai se descuidar dos estudos. Você tem prova agora de final de curso! Se reprovar, você não vai se especializar! — disse Syaoran para a jovem mulher, sério que só, o Syaoran preocupado de sempre. Ele entendia o que se passava com Sakura. Os dois estavam profundamente tristes com a morte de Eriol, da professora Mizuki e de Spinel Sun. Juntando com o sequestro do pai e do irmão, era uma coisa para abalar qualquer emocional. Syaoran sentia a mesma dor também e não queria transmitir isso para Sakura. Se alguém precisava ser forte naquela família era ele.

— Papai, dê tudo de si, tá? — disse o pequeno Chitatsu que apareceu na porta. Sakura pegou o menino no colo e ele esticou a mãozinha para o pai. Aquilo derreteu a seriedade do rosto dele e o chinês sorriu um pouco. 

— Vou dar sim! — Syaoran apertou a bochecha do rapaz e ficou contemplando o rosto do filhote. O menino era a cara da mãe. Os cabelos dele eram castanhos como o do pai e lisos como os da mãe. As duas anteninhas na cabeça de Sakura estavam nele também. Seus olhos eram de um verde escuro profundo e sua pele era branquíssima, igual a pele de Tomoyo. O jogador não ficou olhando muito para os dois. Deu um tchau para eles e tomou o elevador até o carro no estacionamento. Ficar pensando no filho o fazia ficar mais preocupado ainda, afinal, o pequeno Chitatsu já sofreu assédio da Ordem do Dragão há quatro anos atrás. Com a retomada dos ataques da Ordem, temia, no fundo, que eles voltassem a atacar o filho. 

— Isso jamais vai acontecer! — disse o chinês no elevador vazio, se concentrando em outras preocupações, olhando a mensagem no celular do presidente do Clube.


“Isso é urgente, Syaoran, você precisa vir cedo pra cá!” 


II   


— Passa a bola, Endo! — disse Syaoran. O chinês chegou cedo no Gamba Osaka e treinou como todo mundo. Já era quase meio dia e nada dos dirigentes falarem com ele. Ele não se importou muito, uma hora eles deveriam se falar, mas começava a ficar agoniado quanto mais tempo passava. Resolveu focar no treino. Matou a bola de peito, correu até a grande área e chutou. Mais um gol do time titular contra o sub-21. O treinador apitou. 

— Pessoal! Hora do almoço! Syaoran, comigo! — disse o mister. Todo mundo ficou olhando para ele. Syaoran correu de ansiedade para saber o que o presidente do clube queria falar com ele, e uma pontada apareceu no seu coração quando viu a prima descendo as escadas com uma pasta na mão. Ele sabia o que significava aquilo. Ela acenava com entusiasmo, enquanto alguns dirigentes desciam com ela as escadarias até o campo. Eram ocidentais engravatados e o chinês começava a reconhecer algumas figuras do meio esportivo entre eles.  

— Xabi Alonso? Você por aqui? 

— Precisamos conversar umas coisinhas, meu rapaz… — disse o jogador, colocando afavelmente suas mãos nas costas do chinês.


III


Agora estavam na sala do presidente do clube, Shin’nya Kougami. Do lado de Syaoran, estava a prima Meiling e ao lado do presidente, no outro lado da mesa, estava Xabi Alonso. Ele era ex-jogador do Real Madrid e agora era parte da mesa diretora do clube europeu. O coração de Syaoran pulava de expectativa. O jogador do clube merengue começou:

— Syaoran Li, não é? A gente tem percebido o seu potencial como jogador. Durante os sete, oito anos que você tem atuado profissionalmente pelo Gamba, vocês conseguiram ganhar duas copas do Imperador e… duas ligas japonesas. Isso é bom! 

Todos sorriram.

— Apesar de que você também perdeu a semifinal da liga dos campeões da Ásia pro Guangzhou da China… 

— Esses caras são imbatíveis mesmo… Eles tão cheios de jogadores ocidentais com experiência… 

— Você recebeu uma proposta deles, não recebeu? 

— Sim.

— Você também recebeu uma proposta do Eibar… Uma do Borussia, outra do Zenit… Você recusou todas. Você poderia me explicar o por quê? 

— Bem, eu tenho esposa que tá terminando a faculdade e tenho filho pequeno pra criar. Minha prima… — Syaoran apontou para Meiling — … É adido aqui no Japão e me ajuda a criar o meu filho. — Estamos sempre muito ocupados, tanto eu quanto minha esposa, por isso, eu recusei essas propostas.

O presidente do clube e o dirigente merengue se olharam e concordaram. 

— Eu já estou sabendo disso, Syaoran… Estamos cientes de tudo isso… Seu filho já deve ter uns cinco anos agora?

— Vai fazer cinco em maio… 

— Sua mulher já deve estar terminando a faculdade…

— Sim, ela já terminou, só tá prestando os exames finais pra começar a especialização em pediatria… 

Xabi se calou por um tempo antes de continuar. 

— Vocês, como família estou perguntando, se importaria de se mudar pra Espanha no meio do ano? 

Syaoran olhou para o dirigente e entendeu o que ele quis dizer. Não sabia o que sentir, um misto de emoções preenchia seu corpo. 

— Pra Espanha? 

— Sim… No começo, você seria emprestado pra Real Sociedad, pra se adaptar ao nosso estilo de jogo, ao nível do futebol europeu, que é maior que o daqui e… em Janeiro, você seria integrado ao elenco do Real… Sabe? — Syaoran ficou calado, sem saber o que dizer, só com os olhos arregalados. — A gente não quer que você se integre direto ao clube porque eles te jogariam no Real Madrid Castilla, você teria que jogar com os juniores, entende? Não sei se você gostaria disso… Daí, a gente vai te emprestar pra Real Sociedad por uns seis meses e, enquanto isso, sua esposa pode continuar a formação dela por lá mesmo. Temos excelentes universidades e… Se preferir pensar… Euskadi é um lugar lindo, cheio de oportunidades… — Xabi Alonso entregou uma série de portfólios para ele folhear. Meiling pegou todos e ficou olhando com o primo, apontando alguns detalhes. — E então, o que você me diz? Gostou? 

— É o meu maior sonho… — disse Syaoran, besta de alegria e ilusão com a proposta do time de coração. 


III 


— Você sabe as consequências disso, não sabe? — perguntou Meiling. 

— Sei… 

Syaoran e Meiling estavam num terraço num dos prédios do clube. Estavam exaustos depois de todo aquele esforço mental que fizeram naquela sala. A reunião se arrastou a tarde toda e só tinha acabado fazia meia hora. 

— A Sakura não vai ligar mesmo, o importante era fazer o grosso da faculdade… Isso ela já fez… 

— Isso eu já sei! A Sakura até mesmo me disse que não tinha problema aceitar a proposta que Guangzhou fez pra gente no ano passado! Eu tô falando que o problema é outro…

— A Espanha, não é?

— A Espanha é um problema… 

Os dois primos ficaram em silêncio por um tempo, apenas olhando o céu alaranjado do fim de tarde e sentindo o vento frio de fim de inverno bagunçando seus cabelos. 

— O pior ainda: em Donostia, Syaoran! Se eu fosse você, tinha aceitado jogar com o sub-21 só pra você não ficar naquela cidade maldita! 

— A Espanha, a cidade… Nenhum dos dois tem culpa de nada Meiling. O problema são as pessoas… 

— Você falou bem, as pessoas…. 

— Não esquenta não. Só vai ser meio ano, né? Não vai ser nem isso… O campeonato espanhol começa em agosto, vou ser apresentado no começo do mês e até o final do ano, quando os caras voltarem do mundial, eu juro que vou pro Real… 

— E a Ordem?

— Tô louco pra quebrar a cara deles! Já enfrentemos eles uma vez, vamos enfrentar de novo… 

— Não fale isso pros meus ossos… Você tá confiante demais… 

— E você tá preocupada demais. Se tiver que enfrentar, vamos enfrentar! É simples.

Meiling ainda continuava preocupada, olhando para o chão. Syaoran se cansou daquela conversa e chamou a prima:

— Vamos pra casa… 

Os primos saíram de lá e entraram no carro do chinês. Meiling pegou o celular e ficou respondendo algumas mensagens quando mostrou a tela para o primo.

— Olha, Shoran! Já noticiaram nos jornais de Madrid:


“Real Madrid faz proposta astronômica por Syaoran: 50 milhões de euros”


— marca.com


IV


Voltando para casa, Sakura abriu a porta para os primos com o mesmo semblante triste de antes. 

— E então, gente, qual era a surpresa? 

— Se anima, Sakura! A gente vai pra Espanha no meio do ano! — disse Meiling, abraçando a cardcaptor.

— Pra Espanha, é? Hoe!!! Tô vendo que não tem jeito, vamos pra casa da Ordem… 

Syaoran e Meiling se olharam preocupados.


Continua… 




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