História Finalmente juntas: Saga de Euskadi - Capítulo 6


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Categorias Sakura Card Captors
Personagens Personagens Originais, Sakura Kinomoto, Shaoran Li, Tomoyo Daidouji
Tags Donostia, Espanha, Euskadi, Real Sociedad, Sakura, Sakutomo, San Sebastian, Tomoyo
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Palavras 950
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Saga
Avisos: Adultério, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - O que acha de um jantar na minha casa?


Capítulo 6

O que acha de um jantar na minha casa?


I


San Sebastián, Espanha

1 de Outubro de 2015


— Eskerrik Asko (muito obrigada)! — disse Sakura.

— Eskerrik Asko, medikua Sakura! Esan mila esker medikuari, alaba! (Muito obrigada, doutora Sakura! Diz obrigada pra doutora, filha)! — disse uma mulher segurando uma menina pela mão.

— Mila esker! — disse a menina, inclinando o corpinho para ela. A cardcaptor achou graça e sorriu. 

— Agur (tchau)! — disse Sakura, acenando com as mãos.

As três se despediram e Gotzone entrou na sala. 

— Tem mais consultas? 

— Não, essa é a última.

— Cadê os meninos? 

A jogadora chamou Sakura para a porta do consultório e mostrou os três meninos. Estavam no corredor do hospital, sentados em um banco. Chitatsu empilhava três dados de madeira nas mãos e ficava mudando a ordem dos objetos a todo momento. Iñaki e Iñigo estavam do lado dele, conversando e vendo vídeos no celular.

— Ele tá meio quietinho, né? — perguntou Sakura.

— Que é isso! Eles tavam brincando de bola lá fora. Acho que se cansaram e tão mexendo no celular. Eles sabem que o Chi tá contando com os cubos dele e tão deixando ele em paz um pouquinho… Seu menino gosta de fazer contas, né? 

— Até demais… 

— Tava trazendo eles no carro e perguntei pra ele se ele tava brincando de empilhar ou algo assim, daí ele me falou que tava contando e subtraindo! Achei isso uma graça! Você já percebeu isso nele? 

— Então… Eu tava até ficando preocupada. Ele só fica contando e contando dentro de casa… Ele até que tem jeito pra matemática… Eu já não tenho! — Sakura sorriu. 

— Vocês não tentaram fazer ele ver outras coisas? 

— Se tentamos? Muitas e muitas vezes! A Meiling levava ele pra passear, dava besteira pra ele, mas ele tem mania de dividir os sanduíches, ver o que tem dentro, sabe? Ele estraga a comida, mas ele come tudo… 

— Ele pegou isso com a mãe de ficar dissecando corpo!

— Eca! — exclamou Sakura. Gotzone gargalhou com a cara que Sakura fez e tampou a boca para não espalhar o riso. 

— E o pai? — perguntou a loira.

— O pai sempre levou ele pra jogar bola, passear no CT do Gamba… Ele até gosta, sabe? Mas ele também tem essa mania de ficar “matematicando” tudo. Eu odeio matemática! Olha só, tem vezes que ele gosta de ficar fazendo curva com a bola, daí ele vai contando os passos até a bola e fica anotando no caderno de desenho! Depois, ele tenta de novo e repete a mesma coisa, Pode isso? 

Gotzone gargalhou de vez e não se conteve. Os meninos olhavam pra ela e começavam a rir também.

— Aí, o Shoran falou pra eu não fazer mais isso… Eu aceitei! Meu filho é esquisito mesmo, eu tenho que aceitar! — disse Sakura, decepcionada.

— Ora, não fala isso! A valente Sakura achando que o filho é um "freak"?

— Não é bem isso, é que… Eu imaginava uma coisa, mas o meu filho escolheu outras coisas pra vida dele, só isso… 

— A gente não cria filho pra gente, Sakura, mas pro mundo. O que a gente pode fazer é dar toda a força que ele precisar até chegar lá…

Sakura sorriu um pouco.

— Você é uma sabichona mesmo, Gotzone! No mundo que eu vim, só as minhas amigas que me falaram assim, dessa forma clara que vocês, bascos, falam…

— Bem, eu só falo o que eu penso… 

— Mas sabe, Se foi uma coincidência ou não a minha chegada nessa terra estranha e esse problema todo com a Ordem do Dragão… Eu não sei e nem vou achar graça disso… ainda… Mas, espere! 

Gotzone arregalou as sobrancelhas e ficou esperando Sakura falar. Chitatsu já tinha largado um pouco os cubos e foi ver com os amiguinhos os vídeos no celular que tanto faziam Iñigo se agitar no corredor.

— Eu nunca vi meu filho falando de amiguinho nenhum que ele conheceu lá fora, nem com os filhos das minhas amigas, nem com os meninos e meninas dos outros jogadores do Gamba que ele conheceu… Mas esses meninos… Se tem magia ou não, eu não sei, conseguiram fazer meu filho olhar pra outras coisas que não seja matemática, eu tenho que te agradecer e agradecer ao Iñigo e ao Iñaki. — Sakura apertou as mãos de Gotzone com tanto calor que a jovem enfermeira sentiu a magia calorosa da cardcaptor fluindo para ela. — Eu acho que você não é uma pessoa tão má assim, Goti! — Sakura sorriu, o mesmo sorriso fraterno e hospitaleiro que ela tinha quando se sentia bem com uma pessoa.

— Obrigada… — disse Gotzone, comovida com aquele calor e poder enorme que Sakura tinha.  

— Eskerrik Asko! — respondeu Sakura. — Então… Eu tava pensando numa coisa, sabe? O que acha de um jantar na minha casa? 

Gotzone arregalou os olhos, surpresa. Os meninos ouviram. Iñaki e Iñigo chegaram perto da mãe e abraçaram as pernas dela. Iñaki abraçou as de Goti e Iñigo, as de Sakura.            

— Afaria! Afaria! Sakuraren eta Chitatsuaren Etxea! (Jantar! Jantar! Na casa da Sakura e do Chitatsu!) — disseram os meninos, em coro. 

Chitatsu chegou perto da loira e inclinou a cabeça e o corpinho para ela.

— Gure gonbidea… — começou Chitatsu, mas ele não conseguiu terminar.

— Gonbidapena, Chi! — disse Iñaki, ajudando o amigo com o euskara.

— Mila esker! Gure gonbidapena onartzen duzu? (aceita nosso convite) — disse o rapazinho, em um euskera perfeito.   

— Bem… — Gotzone começava a dizer e todo mundo olhava ansioso para ela, esperando pela resposta.


Continua… 




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