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História Finalmente juntos - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


Gente, estava com saudades de vocês. A história tá em sua reta final e espero não demorar tanto para trazer o próximo.
Quero dedicar esse cap, para a leitora @Hinata_Apaixonada, que me fez criar coragem para terminar. E todos os feedbacks carinhosos. Amo vocês! Também quero agradecer à @Hyuuzumah pela capa incrível pra minha fic. Eu tô apaixonada e estava doida para falar isso para vocês!
Enfim, fiquem com o capítulo novinho de Finalmente Juntos e qualquer errinho, me avisem...

Capítulo 13 - O passado de Hideki


O passado de Hideki

 Hinata acordou com um pouco de dor de cabeça. Não recordava dos acontecimentos passados e da razão de estar naquele lugar sombrio. Estava deitada no chão duro e sujo de uma sala. Ela só não era tão escura, pela presença de velas e pela vaga luz da lua que entrava de uma pequena janela redonda.

 Percebeu que suas mãos estavam amarradas por uma corda fina e em seu pé direito, havia uma corrente que a prendia na parede. Fez um pequeno esforço para levantar, mas ao forçar a corda sentiu algo sugando suas forças e caiu sentada ofegante.

  _Se eu fosse você eu não faria muito esforço. Essas gracinhas conseguem te deixar desorientada por um bom tempo._ só agora Hinata percebeu a presença daquele homem na sala. Ele não possuía bandana e nem roupa característica de alguma aldeia_ Seja muito bem-vinda Princesa do Byakugan: Hyuuga Hinata. Quer dizer... agora Uzumaki, certo? É um desprazer te conhecer pessoalmente. _ disse num tom pomposo e fez uma reverência com um sorriso falso.

  _Quem é você? E o que você quer comigo_ a Hyuuga disse ríspida, enquanto encarava o homem com indiferença. Não podia demonstrar medo, tinha que sair daquela situação que não parecia uma simples conversa de amigos.

  _Ah, o olhar intimidante dos Hyuugas... Você é uma legítima Hyuuga da família principal. Filha do poderoso líder! Sinto muito se minhas instalações não estejam confortáveis do jeito que é acostumada_ ele dizia ironicamente e sem perder o sorriso no rosto _ Eu te conheço muito bem, mas deixe eu me apresentar: sou Hideki Tanakusa. Ninguém muito importante...

 ­_Então o que quer comigo?­_ a Uzumaki tentava ganhar algum tempo, até bolar um plano e sair dali.

 _Ah, o que eu quero? Te garanto que não é nada comparado ao que eu perdi­_ todo o teatro do Akasuna acabou naquele momento e ele ficou muito sério_ Eu quero vingança, Hyuuga.

  Hinata jurava que viu os olhos verde escuro brilhar. Um brilho sádico e cheio de ódio. O coração dela acelerou e pensou que deveria sair dali o mais rápido possível.

 Hideki puxou uma cadeira e sentou-se de frente para ela.

  _Mas antes, vou te contar uma pequena história...

 

[...]

20 anos atrás

Um senhor já de idade caminhava junto com seu filho. Viviam em uma casinha simples, um pouco afastada do vilarejo. Apenas iam pra lá para vender suas mercadorias. Preferiam a vida afastada de todas aquelas lutas, sangue, ódio e mortes...

  _Droga!_ o senhor resmungava enquanto revirava a pequena sacola em sua mão.

  _O que foi, Otou-san?

  _Eu esqueci as ervas. Pode ir buscá-las? O nosso estoque está no fim._ o rapaz assentiu e fez o caminho contrário.

Não demorara muito na vila. Passava calmamente perto do riacho que cortava a floresta, até que avistou um corpo desacordado na margem do rio. Ficou receoso de ir até lá, olhou em volta, mas não havia ninguém.

Caminhou cautelosamente até o corpo e percebeu se tratar de uma jovem moça. Notou uma marca estranha em sua testa. Sua cabeça sangrava e tinha alguns cortes leves no rosto. Olhou as roupas e se assustou ao ver que era uma ninja.

Droga, ela tá muito machucada. O que eu faço?! Não posso deixar ela morrer aqui... Mas também não quero problemas.” o Tanakusa ficou nesse dilema, só que o seu bondoso coração falou mais alto.

Pegou-a no colo e sentiu seu coração disparar ao encarar a moça mais de perto. Ignorou aquele sentimento e carregou-a até em casa com atenção, talvez o inimigo ainda estivesse por perto.

 _OTOU-SAN!_ gritou ao chegar em casa e a levou para o quarto de hóspedes. Logo em seguida, seu pai apareceu apreensivo...

 _Meu Kami! Quem é essa moça, meu filho?_ o senhor moveu-se rápido para checar os ferimentos. Não era um médico, mas tinha noções básicas de sobrevivência.

 _Eu não sei. Encontrei-a na beira do riacho quando voltava da vila...

 _Você sabe que ela é uma ninja, não é? A sua decisão de trazê-la foi muito arriscada_ o repreendeu enquanto enfaixava a cabeça da moça.

 _Eu sei, Otou-san, mas eu não poderia deixar ela lá, ferida...

 _Sim, sei que tem um bom coração_ sorriu para o filho e analisava o braço que havia um corte feio_ Bom, parece que ela estava em uma batalha, por isso dos machucados. Sorte que ela não se afogou. Enquanto eu faço um curativo no braço dela, chame sua tia para trocá-la. Apesar de estar no verão, não é bom ficar com essas roupas molhadas.

 _Ela está no campo?_ perguntou vendo o senhor assentir.

Após a morte do marido, a irmã de Hiroshi morava com eles. Vivia mais tempo no campo, colhendo flores, do que em casa. Isso lhe trazia um sentimento nostálgico da época em que o falecido amado sempre a presenteava com flores e um abraço ao entardecer. E, depois de seu irmão e afilhado serem abandonados pela cunhada, sentia o dever de ficar com eles.

_TIA! Que bom que te encontrei! Eu achei uma moça perto do rio e ela está muito machucada! Por favor a senhora precisa ajudar ela!!!_ falava afobado e muito rápido.

_Calma, querido. Vamos voltar para casa e você vai me explicando._ só de escutar a voz amável da tia, Hideki sentia-se mais calmo.

 

[...]

 

Depois de perceber que não eram machucados pesados e de três dias de repouso, ela acordou. Hideki foi o primeiro a recebê-la.

_B-bom dia! Como está se sentindo?_ o Tanakusa entrou no quarto de cabeça baixa com uma bandeja com chá, pão e geléia de morango.

_Estou bem. Obrigada pela ajuda e hospitalidade._ pegou a bandeja e começou a comer vagarosamente.

_Por nada. Aliás, me chamo Hideki Tanakusa. E você?_ sentou em uma cadeira próxima a cama e a encarou pela primeira vez que entrou no quarto. Apenas naquele momento pode ver aqueles olhos brancos que assemelhavam-se à pérolas. Definitivamente, aqueles olhos eram os mais lindos de sua vida.

_Me chamo Kira. Kira Hyuuga.

 

[...]

_Conhecer Kira, foi a melhor coisa que me aconteceu. Ela era linda e muito gentil, não foi difícil para amor surgir entre nós. Ela amava contar como o clã dela era incrível, não gostava das divisões das casas, mas dava para ver como sentia orgulho de ser uma Hyuuga. Ela me contou tudo e até o significado da marca da testa dela, o que eu achei um absurdo. Mas eu dizia pra ela que ela não precisava se preocupar, eu estaria ali por ela e sempre estaria.

Hinata estava atenta a conversa, mas sabia do perigo que encontrava-se.

_Ela esteve ao meu lado no pior momento, que foi a perda do meu pai e da minha tia, apenas dois meses depois dela ter chegado. Eu senti que aquilo foi um sinal do destino. Era ela! Mas o seu CLÃ MALDITO ME TIROU ISSO_ Hideki se exaltou e levantou num impulso tão forte que a cadeira caiu próximo a Hinata. Virou-se de costas pra ela e continuou falando_ Eu ainda estava superando a morte das duas pessoas mais importantes da minha vida e tudo piorou. Kira foi atacada por dois homens, mas eles não chegaram a bater nela. Não, eles tocaram no orgulho dela em ser uma Hyuuga. Disseram que ela não merecia ter aqueles olhos, sendo que ela era da casa secundária. Eu nunca vou me esquecer da dor que ela relatou ao ter seus olhos arrancados. Tudo porque conheciam o preconceito de merda do seu clã_ o Tanakusa apertava as mãos em ódio e seu corpo estava todo tenso_ Depois disso, eu vi a mulher que eu amava definhar em uma cama e nunca mais ser a mesma. E no seu último suspiro, eu prometi que me vingaria daqueles caras, dos Hyuugas e devolveria o seu orgulho: as suas belas pérolas. E só depois disso, me juntaria a ela._ um sorriso macabro surgiu nos lábios do homem.

 ­_Confesso que demorei até encontrar a vila e depois estudei seu clã por um bom tempo. Queria saber de suas fraquezas... Primeiro pensei em pegar qualquer Hyuuga, tanto que quase peguei aquela garotinha_ Hinata arregalou seus olhos enquanto encarava as costas do homem que ainda divagava olhando pela janela. “Aika...”_ Mas eu pensei que minha doce Kira merecia algo melhor. A mais pura linhagem, para quem realmente merece! Adivinha quem vai ser a premiada?

Do jeito que Hideki se virou, sentiu a cadeira batendo em seu rosto e caiu desacordado. Enquanto ele divagava, Hinata esperava ele chegar o mais perto possível para conseguir uma brecha e o acertar.Viu um molho de chave na cintura dele e torceu para que uma fosse da corrente de seu tornozelo.

Na quarta chave, conseguiu se soltar. Ainda se sentia fraca, mas lutou para se levantar. Abriu a porta com uma das chaves e saiu apressada.

Cada passo que dava, sentia sua visão mais turva. Viu uma espécie de palco de pedra e se sentou ali. Esticou os braços pra baixo e pisou sobre o nó que juntava seus pulsos. Respirou fundo e empurrou o pé sobre aquele nó. A corda, por ser muito fina, machucou seu pulso, mas ela continuou até sair. Seus pulsos estavam vermelhos e com um pequeno corte. Acabara com seu resto de força, mas sentia-se melhor para continuar.

Levantou-se e escorou em uma árvore. Estava pronta para sair dali, porém só teve tempo de escutar algo cortando o ar e sentiu uma queimação na mão.

_Arghhh!_ resfolegou de dor ao ver uma kunai cravada em sua mão. Tirou ela o mais rápido possível e se virou para se defender. Mas não teve muito sucesso, pois Hideki segurou sua nuca e a jogou no chão. Hinata se virou ao tempo de ver os olhos dele possessos de raiva e, de sua cabeça, um filete de sangue escorria.

Quando ia tentar se levantar, viu ele pisar com tudo em sua perna esquerda que estava esticada. Dessa vez, a Hyuuga não conseguiu segurar o grito de dor. Certamente havia quebrado.

_Vamos ver se assim você aprende a ficar parada, Hyuuga.

Ela ouvia um zumbido junto com a voz de Hideki, não sabia o que doía mais: sua mão, sua perna ou sua cabeça. Sabia que não aguentaria mais muito tempo acordada, a dor estava tomando conta de seu consciente. Se sentiu ser arrastada, mas tudo o que pensava era em como queria ter visto Naruto uma última vez.

Não sabia se seu subconsciente pregava uma peça, porém naquele momento viu o rastro laranja-avermelhado e se sentiu aquecer com a lembrança de seu marido. Sorriu.

_Naruto-kun...


Notas Finais


Eu quero muito saber o que vocês acharam desse capítulo. Ele é um dos que eu mais ansiava em trazer pra cá.
A nossa Hinatinha sofreu muito nesse, mas achei necessário. Meu coração doeu muito...

Espero que vocês tenham gostado.
Até a próxima, Beijos
Cristininha


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