História Find Me - Capítulo 13


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Categorias Criminal Minds
Personagens Dr. Spencer Reid
Tags Amor, Criminal Minds, Dor, Investigação, Policial, Spencer Reid, Tragedia
Visualizações 49
Palavras 1.652
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoinhas 😊
Só queria dizer que os capítulos bônus são capitulos narrando acontecimentos passados.
Todos terão uma explicação ao longo. Só ir juntando as peças.

Capítulo 13 - Bônus- Sacrifícios são necessários para a própria libertação


Fanfic / Fanfiction Find Me - Capítulo 13 - Bônus- Sacrifícios são necessários para a própria libertação

11 anos atrás

- Parabéns se vocês chegaram até aqui foi com muito esforço, suor – e sangue completo em minha mente. – Vocês têm apenas mais um desafio distintos para cada um. – ele vai passando um por um de todos o 15 que se encontram ali no pequeno ressinto escuro tentando manter-se em pé. Todos estavam exaustos, inclusive eu, mas jamais deixaria eles saberem. Mantenho-me firme em pé com minhas roupas sujas e manga de minha camisa rasgada e um curativo que não estava a vista em minha barriga. Sr. Lodges se aproxima de mim olhando de meus pés até chegar em meu rosto.

- Sabe a idade dos seus colegas ao seu lado?

- 17, senhor.

- Se acho digna a sair em missão com apenas 15 anos, jovem Aimée?

- Com todo respeito, senhor. Assim como os demais passei pelas mesmas provas e passei com total mérito. Então sim, Sr. Lodges, me acho digna e capaz para tais missões.

- E o que acha de sua querida amiga Helena, ficar enquanto você parte – não compreendo sua pergunta, por quer perguntar de Lena. Fomos muito próximas durante o tempo que crescemos juntas aqui, para mim Lena era como uma irmã.

- Todas sabermos que nossos caminhos seriam separados ao decorrer. Estamos aqui por um bem maior – digo mas sinto um aperto em meu peito ao pensar nunca mais ver Helena. Ele me encara profundamente e chego a sentir um pouco de medo de seu olhar, por fim da um sorriso dizendo;

- Amanhã te encontro para prova final no campo principal. – diz por fim e saindo.

Volto para meu alojamento me sentando na cama de baixo da beliche. Não havia ninguém no ressinto. Sinto falta de Lena. Já não fazíamos parte da mesma equipe a meses, após todo meu desempenho passei de fase muito mais rápida que os demais.Eu só queria vê-la mais uma vez antes de partir.

Meu maior objetivo era sair deste lugar, eu tenho o mundo para conhecer, e pessoas más para matar. Só essa ideia fazia meus olhos brilharem o pensamento de que amanhã eu possa passar no teste final me faz sorrir.Eu seria a mais jovem agente secreta dos Estados Unidos da América, e não há ninguém no mundo que impedirá. Eu sou excelente e eles sabem. Cada cicatriz em meu corpo valerá a pena. Eu só preciso passar. Eu só preciso passar.

- Você está parecendo uma louca. – me assusto com Carla que adentra o alojamento junto com os outros. Victor estende a mão em um tapa e soquinho.

- Você é a garota mais incrível de todos. E não estou pronto para te perder. – diz com um doce sorriso nos lábios.

- Eu também sou incrível – resmunga Carla

- Estou pronta, te juro. E fique tranquilo, ficarei bem.

- Pronta pra ser uma assassina.

- Não serei uma assassina, NÓS não seremos assassinos. Seremos heróis.

- Ai Aimée, quando foi que ficou tão iludida assim? – Victor me encara com pena. Droga, eles não entendem! Está aqui é uma oportunidade incrível de ser um grande cidadão. Não tiraram nossa infância, deram em nossas mãos o futuro.

- Não quero essa conversa, eu vou treinar, preciso me preparar para amanhã. – digo me levantando passando por eles

- Ao menos descanse, olhe para você, está um lixo.

- Se sairei deste lugar amanhã é porque não descanso. Vocês são mais velhos do que eu e seguir estão prontos.

- Está vendo isso – Carla diz apontando para o curativo em seu nariz – é meu terceiro nariz quebrado em dois meses. Acha que não me esforço o suficiente?

- Tanto faz. – digo saindo e deixando meus colegas chateados, ou enfurecidos. Não sei, o meu foco é outro.

Dou a volta pelo alojamento me encostando na parede, observando para ver se ninguém vinha. Escuto um leve barulho, quase imperceptível de passos. E em um movimento rápido me viro pegando em seu braço torcendo para trás e a presando contra a parede a minha.

- Tente mais uma vez, outro dia – digo eu do a soltando

- Ainda quero uma luta justa com você. – diz me abraçando. - Sentirei muito a sua falta. Prometo que não te esquecerei

- Eu sou de fato uma pessoa inesquecível, non ci piove*  - Rio e a abraço novamente.

_______

Quando o dia amanheceu me senti estranha, algo me incomodava em meu peito, sentia como uma angústia, mas eu devia estar apenas ansiosa. Os minutos pareciam não passarem. A hora do teste demorou tanto que os ponteiros do relógio pareciam serem empurrados por tartarugas. Contudo a hora chegou, estava nervosa e ansiava por saber qual seria meu desafio final. Já pensei por tanto desde menor, provas de tudo, residência, luta e conhecimentos gerais. Eu conseguiria qualquer coisa, sei disso. A minha volta se encontrava por cerca de quinze pessoas, curiosos pelo o que viria. Sr. Lodges se aproxima de mim, e sinto um calafrio percorrer meu corpo.

- O treinamento que vocês passam aqui são proporcionados pelos nossos melhores profissionais, para que vocês um dia possam ser qualificados para serem boas agentes a servir nossa país. Eu tenho orgulho do que fazemos aqui, do que tornamos vocês. Incríveis criaturas bem moldadas para um bem maior. – ele faz seu discurso em alto tom para que todos o escute. Dando voltas pelo lugar e parando de frente a mim. – Querida Aimée, já aprendeu tudo que temos a ensinar. Mas eu ainda tenho algo para que você aprenda. Um dos principais fundamentos de um bom agente. Por isso o que te proponho hoje é uma luta. Eu sei o que esta pensando, mais uma? Desta vez querida você lutará com Helena. – ele diz e se vira estendendo o braço e finalmente a vejo, Lena estava ali diante de mim. Ele queria que eu lutava com a garota que tenho como uma irmã? Eu não poderia machuca-la

Ele se afasta enquanto Lena se aproxima.

- Tudo bem, eu também estou surpresa, mas veja pelo lado bom eu terei minha luta. – diz calma tentando me reconfortar. Sr. Lodges dá sinal para que começássemos. Eu não dou nem um passo, então Helena toma a iniciativa tentando me acertar um soco, desvio de seu ataque indo para trás. Não posso machuca-la. Ela recua um pouco mas dá um sorriso se aproximando novamente desta vez me acertando meu queixo por conta de minha distração.

- Qual é Aimée, lute direito, me recupero depois.

Ao tentar um ataque surpresa lhe dou um golpe na lateral do corpo e outro seguido em seu nariz fazendo-a sangrar, pego sua mão e lhe dou uma rasteira fazendo a cair e me puxar junto. Caímos na grama úmida e ela sobe por cima de mim e tenta novamente me dá socos mas pego seu punho fechado e num movimento rápido troco nossas posições e viro seu braço tão forte que qualquer movimento dela, deslocaria seu ombro, seu rosto estava pressionado contra a grama. Aquele luta jamais seria justa, já lutei com pessoas maiores que ela, e qualquer um ali sabe que minha força e minhas técnicas são melhores que de Lena, não foi difícil vence-la. Atrás de mim escuto a voz grave do Sr. Lodges me mandando levantar. Levanto e Lena continua no chão, sei que estava decepcionada com ela mesma por aquilo.

- Termine. – o homem atrás de mim ordena e então o olho, ele me estende uma arma, e o olho surpresa. Ele a destrava e pega em minhas mãos e a coloca para que eu segure o cabo frio da arma. Suas mãos seguram as minhas e as direcionam para Lena no chão que tinha o rosto sujo de sangue. Ela me olhava horrorizada, seus olhos agora brilhavam com o líquido que se juntava, estava prestes a chorar por suplica. Eu só ouvia minha respiração e meu coração que parecia que a qualquer momento pararia de bater. Sr. Lodges dizia coisas em meu ouvido e os outros a minha volta mantinham-se em silêncio apreciando o espetáculo, como se me dissessem em silêncio “Atira” .

- Na vida que tem a seguir querida Aimée, colecionará inimigos e parceiros. Nunca amigos. Sentimentos são bombas em nossas mentes prestes a explodir. O amor é um vírus que dominará seu corpo deixando-a vulnerável. Em grandes agentes não há espaço para esses tipos de sentimentos. Quer o mundo Aimée? Eu te darei se me provar ser digna.

Olho novamente para Lena, seu desespero era nítido. Seu rosto agora banhava-se em lágrimas. Assim como eu que deixava o líquido salgado escorrer pelo meu rosto. Agora eu entendia tudo, o porquê da luta com minha amiga. Tudo se encaixava em minha cabeça. Ela não queria o meu bem para o bem dos demais, eu era apenas uma peça no tabuleiro. Apenas o peão que seguiria na linha de frente. Minhas mãos tremiam e coloco o dedo sobre o gatilho.

- Aimée, por favor não. – Lena implorava em soluços, minha pequena criança assim como eu.

- Você terá o mundo longe daqui, sacrifícios são necessários para a própria libertação. – Ele dizia próximo a meu ouvido enquanto acariciava minha mão. Todas a lembranças que passei nesse lugar rodavam em minha mente, quando cheguei meia receosa com medo de tudo e todos, os ensinamentos doloroso, os dias sem comer, brigas, quartos escuros, noites tristes e escuras que eu passava apenas na companhia de meus soluços e o sonho de voltar para o mundo, longe desta prisão.

Ele solta minha mão e sinto algo frio ser pressionado sobre minha cabeça.

- Ela, ou as duas, não quero perder duas grandes alunas m também não aceito agentes fracos.

Eu queria mais, e poderia dar mais de mim para longe daqui, eu queria só ter a oportunidade de viver. Eu só quero viver. Eu não sei mais o que eu estava fazendo, falando ou pensando, apenas pressiono o gatilho abaixo de meu dedo enquanto as lágrimas encharcavam meu rosto.


Notas Finais


*Non se piove - Não chove nisso.

Significado: Sem dúvida! Não se discute!

E então o que acharam?
Até a próxima ❤️


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