História Find Me - Capítulo 37


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Categorias EXO, Neo Culture Technology (NCT), Red Velvet, SHINee
Personagens Chenle, Doyoung, Haechan, Jaehyun, Jaemin, Jeno, Jinki Lee (Onew), Jisung, Johnny, Jonghyun Kim, Jungwoo, KiBum "Key" Kim, Kun, Lucas, Mark, Minho Choi, Personagens Originais, RenJun, Taeil, Taemin Lee, Taeyong, Ten, Winwin, Yuta
Tags Exo, Idol, Kpop, Musica, Nct, Nct 2018, Nct Dream, Nct U, Nct127, Shinee
Visualizações 126
Palavras 2.972
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 37 - Longe Demais


[Narrador]

 Na Yeon observava seu entorno com cuidado, curiosa em como a casa parecia tão harmoniosa quando seus moradores eram a personificação da desarmonia. Tinha imaginado que a missão de levar Jung Woo pra casa e explicar a seus pais o porquê de sua suspensão seria difícil, mas não sabia que teria uma recepção tão fria e estranha. Era olhada com desconfiança, talvez esperassem um homem carrasco, como os managers de sempre.

 Yeon tinha dito toda a situação à mãe de Jung Woo, que apenas respondia tudo com um olhar esnobe e um leve assentir com a cabeça. Até então, nenhuma palavra. O garoto tremia parado ao lado da manager, encarando o chão, ainda com a mochila nas costas, tão calado quanto sua responsável. A explicação acabara e Na Yeon agora encarava a mulher, esperando que ela dissesse algo. No entanto, tudo que a senhora da casa fez foi virar as costas e acender um cigarro, como se não tivesse nenhum interesse no assunto.

 E antes mesmo que a manager pudesse pronunciar mais alguma palavra, o pai do garoto surgiu vindo detrás das escadas – sem que ela pudesse enxergar, ele esteve ali durante todo o tempo apenas ouvindo e agora decidira finalmente se pronunciar.  Jung Woo se assustou ao vê-lo e chegou a dar alguns passos para trás, num instinto de proteção inconsciente. Yeon estranhou sua atitude, mas não teve tempo de lhe perguntar nada ou se dirigir ao homem que vinha na direção deles.

 No instante em que estava próximo o suficiente de seu filho o homem apenas deu-lhe um tapa no rosto. Forte ao ponto de fazê-lo perder o equilíbrio por alguns instantes. Na Yeon pensou em responder, mas estava tão assustada com a atitude repentina daquele pai que não conseguiu dizer nem fazer nada. Estava agora claro em sua cabeça o motivo pelo qual Jung Woo não queria sair da empresa. A manager encarou então a mãe, esperando que ela fizesse algo, mas a mulher seguia andando pela sala com ar despreocupado e o cigarro nas mãos.

“É um garoto outra vez, não é, Jung Woo?” – o silêncio foi quebrado pelas primeiras palavras do pai, ainda parado em frente ao filho. Seus olhos transmitiam raiva, assustando não só ao membro do NCT, mas também à sua noona

 Yeon encarou Jung Woo, viu suas mãos tremendo, seu olhar mareado. Pensou que deveria intervir, mas sendo observada pela mãe dele, desistiu. Normalmente não desistiria, mas sentia como se algo a prendesse e não agiu, não se intrometeu, só observou tudo em silêncio. O menino não conseguia levantar o olhar, não conseguia deixar que seus olhos encontrassem os de seu pai. Tinha medo da repreensão que poderia vir se ele visse as lágrimas escorrendo por seu rosto, vermelho por causa da agressão de minutos antes.

 Por um instante, a manager pensou em desmentir a história que havia levado e criar uma nova versão; pensou que talvez daquela forma pudesse salvar o menino da fúria de seus pais. Fúria que tinha um foco, um alvo, e não era seu namoro, nem seu afastamento do grupo, nem as consequências que aquela suspensão trariam a ele. O único alvo ali era que ele tinha um namorado, não uma garota, mas um garoto. O único problema aos olhos daquela família era esse, sua decisão em aceitar algo que já era seu há tanto tempo. E, obviamente, não por ele, mas pela imagem, pelo nome da casa.

 Na Yeon riu sozinha, incrédula. Suspirou, deu alguns passos sem rumo pela sala, deu as costas à cena, sem poder encarar a situação em que um garoto que tratava como irmão mais novo tinha que passar, sem ter feito absolutamente nada de errado. No tempo em que estava de costas, respirando fundo para tentar recuperar sua paciência, ouviu o mesmo barulho, se assustou outra vez. Quando se virou já era tarde, viu apenas Jung Woo com a mão no rosto, depois de ter levado o segundo golpe do pai.

 Desta vez a manager decidiu agir e planejou mentalmente as várias formas que poderia utilizar para mudar a situação. Devia pegar o menino pelo braço e sair correndo como se fosse tão adolescente quanto ele? Devia devolver a violência da mesma forma? Ligar pra polícia e fazer uma denúncia? Tentar conversar e convencer o casal de que nada daquilo era o real problema e de que não deveriam descontar tamanha força no próprio filho?

 No fundo, pensou em si e em Taemin. Pensou em quanto tempo perdera sem estar perto dele e tudo que queria poder lhe dar agora; demorou a acreditar que uma mãe agiria daquela forma por algo tão pequeno. Ela vai se arrepender no futuro, pensou, refletindo os pensamentos sobre si. Mas depois lembrou-se de sua mãe, percebeu que ela e a dona daquela casa tinham pontos parecidos. De novo, riu sozinha, nervosa. Quando pensou em se aproximar de Jung Woo, no entanto, a mulher entrou em sua frente.

“Pode ir agora” – a mãe do garoto a encarou, sem abaixar a guarda. Tomou a mala de sua mão e apontou a porta, dando sinal pra que saísse

 Na Yeon sentiu um nó na garganta e encarou Jung Woo sendo arrastado pelo pai para algum outro cômodo. Fechou os punhos, respirou fundo, desacreditou. Talvez pudesse ter agido, mas não agiu. Outra vez, hesitou e cedeu, fazendo o que qualquer adulto padrão faria – a casa não era dela, a família não era dela, o filho não era dela; então não tinha nenhum direito de dizer o que podiam ou não fazer ali dentro.

 Saiu, sentindo-se mais derrotada, como se fosse aos poucos se completando de desesperança. Do lado de fora, se arrependeu por ter ido, mas a porta já havia se trancado atrás dela. Uma angústia a preencheu, num sentimento de que as coisas estavam saindo de seu controle. Fechou os olhos antes de entrar no carro, suspirou, viu uma linha do tempo de sua vida passar diante de si, indicando todas as vezes em que tentou, lutou e perdeu. Não queria desistir, mas perdia as forças a cada pequena batalha, e podia-se dizer que ver Jung Woo sofrendo dentro de sua própria casa sem ter o direito ou a coragem para tirá-lo daquela situação diminuiu ainda mais estas restantes forças. Mais uma vez se arrependeu por tê-lo deixado, mas era tarde.

 

 Uma chuva grossa tinha começado a cair, o transito estava mais lento. Yeon pensou que talvez o dia estivesse acompanhando sua melancolia. Sabia que Lucas já estava no aeroporto, tinha recebido uma mensagem dele – e simplesmente mentiu dizendo que Jung Woo também estava bem. A cena presenciada pouco antes não saia de sua cabeça, várias vezes pensou em contornar o caminho, virar o carro e voltar para resgatar aquele menino.

 Tentou adivinhar o que os dirigentes e managers da SM estariam pensando naquele momento. Destruíam um grupo e a vida de alguns garotos por seus próprios interesses, por seus medos e por seus protegidos. Eles podem dormir sabendo de tudo isso? Encarou o espelho do carro e se lembrou do pingente que costumava se balançar ali, lembrou-se de Na Reum. Também não sabia o que aconteceria com ele dali pra frente, ainda que debutasse com os outros seria difícil fazê-los perdoar o fato de o trainee ter afastado Lucas e Jung Woo. Bateu a cabeça contra o vidro ao lado algumas vezes, aproveitando o sinal vermelho prolongado.

 Não está dando certo, Na Yeon... Você não consegue cumprir nenhuma das suas promessas.

 O alarme do celular tocou, indicando que deveria voltar à empresa e continuar sua agenda com os garotos chineses que estavam sob sua responsabilidade. Se atentou ao horário, já era mais tarde do que percebera, só então notou o quanto havia rodado pela cidade de carro, sem rumo, sem voltar a seu verdadeiro destino. Não queria voltar, nem para a empresa, nem para sua própria casa. Não queria encarar os meninos sabendo que suas promessas estavam sendo desfeitas e que até mesmo sua coragem parecia esvair frente a outras pessoas. Não queria encarar o CEO sabendo que estava perdendo pra ele. Não queria se reencontrar com Ten e ter nele a prova mais próxima de que seus planos eram totalmente falhos.

 Não acreditava em si mesma quando parava para analisar o quanto deixou de fazer na casa de Jung Woo. Naquele momento Na Yeon não se compreendia. Por que não tinha sido a mesma de sempre, a desafiadora de sempre? Por que havia apenas concordado com aquele casal sem ao menos tentar defender o membro de quem também é um tanto responsável? Em suas mãos já tinham sofrido Renjun, Jaemin, Mark, Taeyong, Johnny, Na Reum, Ten ,Lucas e agora Jung Woo. Viu-se cercada por um sentimento conhecido: culpa.

 Parou o carro, não tinha cabeça para dirigir e não se importava mais em se atrasar. Aceitou o emprego com o pequeno e único objetivo de reencontrar um filho. Fingiu não se importar, se afastou, tentou escapar. Mas, no fim, sabia que a culpa que pesava sobre si agora era apenas um sinal de que havia se aproximado mais do que deveria de cada um daqueles dezenove garotos. Talvez estivesse tentando inconscientemente sentir-se melhor em relação ao filho de quem nunca cuidou, talvez estivesse tentando pagar essa dívida entre ela e o filho, mas, independente da razão, estava cuidando deles com carinho, de todos eles.

 Com o carro desligado, debaixo da chuva forte, sentindo sua cabeça prestes a explodir, Na Yeon encarou o lado de fora com atenção pela primeira vez. Tinha dirigido por instintos até então, sendo basicamente guiada por seu inconsciente. Encarou, intrigada, o pequeno e antigo prédio que ocupava quase metade da rua em sua frente. As outras de suas culpas borbulharam dentro dela. Por algum motivo tinha dirigido até o orfanato de Seul, o único da capital, afastado dos grandes centros, abandonado como se fosse invisível.

 Por um instante, usou da solidão e do silêncio para imaginar como teria sido os anos em que seu filho esteve por lá. E ela sabia que Taemin passara um tempo ali durante sua infância. Quanto mais olhava, pior sentia-se. Pegou o celular, abriu a fotografia que recebera de seu advogado, encarou o rosto daquela criança em contraste ao espaço que estava em sua frente. Não chorou outra vez, sentia como se não tivesse mais lágrimas, estava anestesiada. Largou o telefone, sendo bombardeada pelas memórias mais recentes com Taemin, com os outros. Percebeu que nos últimos dias tinha visto mais lágrimas que sorrisos, entristeceu.

 Na raiva do momento enviou uma mensagem ao advogado, pediu pra que ele liberasse todas as provas que tinha contra o manager tailandês e entrasse na justiça mostrando todo o desvio de dinheiro e abuso de poder feitos por ele até então. Queria pelo menos poder encerrar um dos assuntos tão dolorosos que afetavam a vida dos meninos em sua volta. O tailandês não estaria pagando por seu pior crime, mas pelo menos teria a vida um pouco balançada. Queria manter a esperança de que aquelas denúncias fossem suficientes, embora não confiasse o suficiente na justiça sempre parcial.

 Virou a chave para ligar o carro, mas antes seu celular começou a tocar. O nome no visor indicava que a ligação era de Kun e a manager supôs que ele provavelmente falaria sobre todos aqueles problemas do dia ou sobre a agenda dos outros chineses. Não tinha vontade de atender nem se explicar, então apenas desligou. Mas, mesmo desligando todas as vezes, Kun continuava ligando, o que obrigou Na Yeon a atender.

“O que foi?” – suspirou, torcendo pra que não fosse mais um novo problema, sem conseguir ser tão paciente quanto estava sendo nos últimos tempos. Desligou o carro outra vez, encarou a chuva se intensificando do lado de fora

“Não está com Na Reum, está?” – direto, o garoto fez uma pergunta que não estava perto das que a mulher estava esperando. Negou, sem entender o motivo da questão – “Estamos preocupados com ele”

“Por que?” – perguntou, ainda sem saber porque eles se preocupariam com o trainee. Ele estava na empresa até horas antes e nenhum de seus machucados pareciam ter sido tão graves para deixar os outros preocupados – “Ele estava indo pra casa quando sai”

“Sim, mas ele não está em casa agora” – retrucou, dedurando por sua voz a preocupação crescente – “Jaemin estava aqui sozinho e disse que vieram busca-lo, mas não sabemos porque”

“Como assim foram busca-lo?” – os instintos de antes voltaram a florescer, instintos que diziam que era quase improvável que tudo corresse bem com Reum mesmo depois do afastamento de Lucas e Jung Woo. No entanto, Yeon não conseguia imaginar o que poderiam inventar como ‘punição’ a ele, menos ainda uma razão para terem o tirado de casa

“Jaemin disse que levaram tudo dele e realmente não tem mais nada aqui em casa” – Kun completou, deixando sua manager tão confusa quanto ele – “E se ele tiver sido afastado como os outros?”

“Então ele está na casa da família” – retrucou, tentando ser racional e juntar as peças de toda a situação. Nada fazia muito sentido, mas talvez tivessem mesmo o afastado para não criar problemas com o restante do grupo; mas, se fosse esse o caso, o aparente desespero de Kun não parecia certo (até porque Na Yeon esperava que os garotos estivessem com raiva do trainee e não sendo tão cuidadosos com a vida dele)

“Esse é o problema” – o chinês a interrompeu, o barulho que vinha da linha dele cessou, Na Yeon pode perceber que ele havia se afastado de outras pessoas. Embora Kun ainda não fosse oficialmente parte do grupo, ele era um dos garotos mais responsáveis e centrados dentre todos, talvez fosse um dos únicos a se preocupar primeiro com o bem estar de Reum e depois pensar em suas falhas. Suspirou, sendo ouvido pela manager, ainda mais confusa – “Ele não tem família”

 Na Yeon parou alguns segundos, sem entender a frase e então sem poder responde-la. Como assim ‘ele não tem família’? Tentou se lembrar de alguma fala do garoto sobre isso, mas nada vinha à sua memória. Tentou então se lembrar das fichas de cada membro e, vagamente, se recordou que sim tinham nomes na ficha de Na Reum. Mas então outras coisas vieram a seu pensamento... Ele nunca viaja com os outros, mas ela sempre pensou que era uma opção dele. Ele dormia na empresa, tinha poucos pertences, mas isso não representaria muita coisa. As informações da ficha eram falsas?

 Yeon ouviu Kun continuar falando do outro lado da linha, mas não se atentava à suas palavras. Seus olhos encontraram um vulto ao longe que tomou sua atenção. Desligou, sem nem se explicar ao garoto com quem falava. Mas como eu não vi antes? Estava ali parada havia tantos minutos, mas a chuva forte e as preocupações interiores fizeram com que não enxergasse bem o exterior. Com pressa, pegou o guarda-chuvas e abriu a porta. Tinha esperanças de que tivesse enxergando errado ou até mesmo delirando, seria melhor.

 O vento forte fazia com que o guarda-chuvas não fosse suficiente e atrapalhava ainda mais a visão. A cada passo a chuva parecia aumentar, assim como a distância até o vulto que ainda via sem muita precisão. Yeon sentia os pés encharcados, o frio fazia com que se encolhesse, enquanto agarrava fortemente a única proteção que tinha – e que parecia querer voar a qualquer instante. Apressou o passo até chegar na esquina, dali podia ver mais claramente. Não era uma visão, não era uma miragem. Correu mesmo com a vinda dos carros na rua, obrigou vários deles a frear subitamente, escutou alguns xingamentos dos motoristas, mas seguiu correndo pela avenida. Até que finalmente parou, ofegante, com o coração acelerado.

“Reum-ah!” – chocou-se ao confirmar sua suspeita. Desesperou-se sem saber o que fazer. Estendeu o guarda-chuvas, deixando-se molhar por completo

 Encontrou o adolescente sozinho, basicamente abandonado em uma das esquinas daquele mesmo prédio velho que encarava pouco antes. Sentado embaixo da chuva, sem nenhum tipo de proteção, sem ao menos uma blusa de frio, abraçado aos próprios joelhos em tentativa de espantar o vento congelante. Ele não carregava nada consigo e era impossível saber há quanto tempo já estava ali.

 Na Yeon se assustou e se abaixou, cobrindo-o com o próprio guarda-chuvas. Teve que ajuda-lo a se levantar, seu corpo queimava em febre, coberto pela água gelada. Quando seu olhar, sem forças e sem a alegria habitual, se encontrou ao da manager, ela sentiu seu coração sendo esmagado. As lágrimas do menino se misturavam às gotas de chuva que escorriam por seu rosto. Assim como Lucas e Jung Woo, tinham afastado Na Reum da equipe e ele fora obrigado a voltar para a casa. Mas, aquele orfanato havia sido sua última casa ele não seria aceito lá outra vez.

 Eles foram longe demais

 

(...)

“Ele é um garoto de dezessete anos!” – Na Yeon gritou, pela primeira vez perdendo completamente sua postura controlada e inabalável frente ao diretor da empresa. Seus olhos estavam cheios de lágrimas de raiva e frustração, suas palavras se embolavam, as frases saiam com desespero, embaralhadas, apressadas – “Você assumiu como tutor, ele não tem pra onde ir! Como puderam abandoná-lo desse jeito? E ainda foi covarde o suficiente para tirá-lo de casa quando mais ninguém estaria por lá! Iam negar a existência dele daqui pra frente? Deixariam esse garoto na rua? Estão destruindo esse grupo!”

“Os negócios são assim, minha querida” – o CEO respondeu, ainda sentado e com a expressão invencível de superioridade e calma

“Não são negócios, são pessoas” – apoiou-se sobre sua mesa, o encarando de perto. Tinha nojo dele, mais que em qualquer momento anterior

“Você vendeu seu filho, Oh Na Yeon” – o homem retrucou, se levantando e usando de sua risada cínica pela primeira vez. A manager se desfez, sendo tomada por uma mistura de irritação e surpresa – “Não se faça de santa por aqui”



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